E agora chegamos à parte em que João Freire começa a fazer as suas «propostas de alteração ao dispositivo instalado».
E encontramos a proposta de uma carreira tripartida na categorias de Professores Iniciais (até 10 anos de serviço), Professores Confirmados (após 10 anos de serviço e a realização de Provas de Confirmação) e Professores Titulares (após 15 anos de serviço, realização de Provas de Titularização sujeitas a número limitado de vagas.
Não é difícil perceber que se considerou desnecessária a categoria intermédia – com uma designação algo patusca, confesse-se, e uma duração curta – e que o ME avançou para o modelo em duas categorias, com o gargalo a estreitar para os tais três últimos anteriores escalões, que tantos problemas orçamentais levantavam.
De acordo com as propostas do estudo, «os docentes que não lograrem a promoção à categoria subsequente, vão continuando a progredir na sua categoria profissional», enquanto «a progressão “horizontal”, para o escalão seguinte, faz-se de forma automática, após 4 anos de permanência de um escalão, com frequência de acções de formação contínua ou especializada (equivalente a um crédito anual) e uma avaliação de desempenho mínima de “Regular” no momento avaliativo precedente».
Quanto ao resto, o actual concurso para professor-titular segue exactamente o modelo dos 15 anos de serviço mais uma prova e um concurso sujeito a vagas. Neste caso até se retorceu um pouco a proposta de João Freire que, contudo, deve ser justamente considerado o papá do novo E.C.D.
Agora só falta aparecerem a afirmar que foi esta nova estrutura da carreira que motivou uma melhoria dos resultados escolares dos alunos e não o facto de terem feito umas habilidades (técnicas, claro) com as provas de aferição e veremos até que ponto com os exames.

Julho 1, 2008 at 4:59 pm
Desculpem-me se o assunto já aqui foi discutido, mas este João Freire é quem?
Julho 1, 2008 at 5:13 pm
Regime da prova pública e do concurso de acesso à categoria de professor titular
ver http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Julho 1, 2008 at 5:21 pm
As arqueologias relativas a outros Mistérios(ni) também devem ser fabulosas. A história nunca disseca os passados recentes com a necessária lucidez; a veracidade do relato do dia de ontem, fundamental para que o contribuinte (cidadão) possa tomar opções de voto a curto prazo, não existe.
Julho 1, 2008 at 5:51 pm
PJ (1)
professoresramiromarques.blogspot.com/2008/06/estudo-sobre-reorganizao-da-carreira.html
Julho 1, 2008 at 6:34 pm
Os tais 25 anos de serviço para aceder, ao que o “mago Freire” designa de “professor titular”, é o (ex) 7º escalão, ou seja, aos 25 anos um professor aufere, no topo da carreira, entre 1300 a 1400 Euros.
Julho 1, 2008 at 6:37 pm
“Salários de professores
Professores portugueses estão entre os mais mal pagos da OCDE
Os professores portugueses estão entre os mais mal pagos dos países desenvolvidos, de acordo com um novo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que evidencia também a queda do investimento público no sector educativo em Portugal.
Os alunos portugueses estão entre os que têm menos horas de aulas, revela ainda o estudo da OCDE, que mostra também que o sistema educativo português é um dos que apresenta um rácio professor/alunos menos favorável. Portugal encontra-se entre os países onde há menos professores para o número de estudantes existente, ocupando a 24ª posição com 60,6 docentes por cada mil alunos, enquanto a média da OCDE ronda os 72,9 por mil alunos.
O estudo confirma também uma queda significativa no investimento público na educação em Portugal, em termos do Produto Interno Bruto (PIB), no período entre 1996 e 2001. Enquanto em 1996 Portugal canalizava 5,4 por cento do PIB para a educação – mais do que a média dos países da OCDE (5,3 por cento) – em 2001 verificava-se o inverso, com o Estado a dispender apenas 4,4 por cento, o que coloca Portugal na 22ª posição no ranking da OCDE e abaixo da média (5,3 por cento).
Portugal é 23º no que toca ao valor de gastos com a educação por aluno – cerca de 3596 euros na educação primária e secundária e pouco mais de 5813 no ensino superior.”
lua.weblog.com.pt/arquivo/022033.html
Julho 1, 2008 at 6:37 pm
Este Freire é o sabujo da Ministra que foi contratada e por sua vez o contratou com o único fito de nos proletarizar ainda mais. Este sabujo e a dona, sociólogos, fazem agora «engenharia social», prática que consiste basicamente em fazer com que dois terços dos professores ganhem tanto no topo da carreira como um cabo da GNR.
Julho 1, 2008 at 6:54 pm
João Freire é professor universitário de Sociologia no ISCTE, antigo anarquista histórico e orientador dos estudos de MLR.
A bem dizer, o “dono” é ele…
Julho 1, 2008 at 6:55 pm
Como será o Ritual da Iniciação?
Julho 1, 2008 at 7:05 pm
Há qualquer coisa de semelhante com a Religião Católica. Ali, “a modos” que pelos 10 anos faz-se a Confirmação, mais conhecida por Crisma…
Julho 1, 2008 at 7:25 pm
Uma ofensa aos anarquistas.
Julho 1, 2008 at 7:26 pm
Bem me parecia que isto era contra a minha religião.
Julho 1, 2008 at 7:52 pm
Tabela de Vencimentos para 2008
DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR UNIVERSITÁRIO
http://www.snesup.pt/htmls/EkppVZElykGBNrnpeG.shtml
Julho 1, 2008 at 8:26 pm
Os métodos da engenharia social na prática
http://queixasdeprofessores.blogspot.com/
Julho 1, 2008 at 8:26 pm
Os métodos da engenharia social na prática
queixasdeprofessores.blogspot.com/
Julho 2, 2008 at 2:05 am
Ó ana, diz assim uma coisa divertida, hoje… vá lá…
Julho 2, 2008 at 11:56 am
[...] ISCTE e mentor da actual Ministra da Educação. O Paulo Guinote deu-lhe o devido destaque no seu blogue, e outros o têm comentado. Trata-se de um texto que permaneceu, durante demasiado tempo, no [...]