E agora chegamos à parte em que João Freire começa a fazer as suas «propostas de alteração ao dispositivo instalado».

E encontramos a proposta de uma carreira tripartida na categorias de Professores Iniciais (até 10 anos de serviço), Professores Confirmados (após 10 anos de serviço e a realização de Provas de Confirmação) e Professores Titulares (após 15 anos de serviço, realização de Provas de Titularização sujeitas a número limitado de vagas.

Não é difícil perceber que se considerou desnecessária a categoria intermédia – com uma designação algo patusca, confesse-se, e uma duração curta – e que o ME avançou para o modelo em duas categorias, com o gargalo a estreitar para os tais três últimos anteriores escalões, que tantos problemas orçamentais levantavam.

De acordo com as propostas do estudo, «os docentes que não lograrem a promoção à categoria subsequente, vão continuando a progredir na sua categoria profissional», enquanto «a progressão “horizontal”, para o escalão seguinte, faz-se de forma automática, após 4 anos de permanência de um escalão, com frequência de acções de formação contínua ou especializada (equivalente a um crédito anual) e uma avaliação de desempenho mínima de “Regular” no momento avaliativo precedente».

Quanto ao resto, o actual concurso para professor-titular segue exactamente o modelo dos 15 anos de serviço mais uma prova e um concurso sujeito a vagas. Neste caso até se retorceu um pouco a proposta de João Freire que, contudo, deve ser justamente considerado o papá do novo E.C.D.

Agora só falta aparecerem a afirmar que foi esta nova estrutura da carreira que motivou uma melhoria dos resultados escolares dos alunos e não o facto de terem feito umas habilidades (técnicas, claro) com as provas de aferição e veremos até que ponto com os exames.