Peça interessante de Carla Tomás no Expresso de hoje, porque realmente isto deu muito nas vistas, de subitamente termos o milagre da subtracção das negativas e multiplicação do sucesso nas provas de aferição de Matemática.
Agora com os exames do 9º e 12º anos parece que existe alguma perturbação quanto às estratégias de classificação e são desencontrados os boatos quanto aos níveis de (in)sucesso.
Afirmar como faz o presidente do GAVE que a melhoria se deve ao acréscimo de meia hora para a realização dos exames é esquecer que isso não se passou com as provas de aferição. É apenas usar argumentos sem sentido e inaplicáveis às situações em causa.
Quanto à polémica relativamente aos critérios de classificação das provas e exames, só quem passou por isso sabe como os critérios oficiais publicados no site do GAVE são uma coisa e as indicações que chegam às Unidades de Aferição e aos professores classificadores dos exames são outra razoavelmente diversa. E nem ao fim de alguns anos deixou de ser um incompreensível work in progress.
Mas toda esta discussão teve um efeito altamente positivo que é comparar as diferenças de atitude entre ME e professores nesta matéria: enquanto o primeiro se satisfaz com a construção estatística do sucesso, os segundos preferem a construção de um sucesso real, baseado num bom desempenho assente em aprendizagens realizadas e consolidadas.

Junho 28, 2008 at 12:07 pm
Será do género , a multiplicação do pão, a tal cena contada nos evangelhos, mas agora introduzida em Portugal, no ensino?
Junho 28, 2008 at 12:33 pm
rir é o melhor remédio – que o diga o Valter Lemos…:
http://livresco.wordpress.com/2008/06/28/o-ciclo-de-vida-da-indisciplina/
Junho 28, 2008 at 12:33 pm
É realmente muito triste. Como é podem estar à espera que o sucesso dos alunos se deveu ao aumento do estudo? Parai com a porcaria das estatísticas e abram os olhos para o que se está a passar.
Junho 28, 2008 at 12:47 pm
Comprem o Público hoje! – bem que merece – vamos lá ajudar a afastar a nuvem fascista que paira sobre as nossas cabeças e quero lá saber dos tirinhos no pavilhão – não me digam que o homem quer virar mártir! – que manobra de diversão mais estúpida! – não acreditam na teoria da conspiração? (smile)
Junho 28, 2008 at 12:49 pm
Esta tem mesmo carinha do que é:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1333811&idCanal=58
Junho 28, 2008 at 12:50 pm
Existem pessoas que tem cá uma fronha – vai lá vai!:
fronha
do Lat. *frondia
s. f.,
peça de roupa, em forma de manga, que envolve o travesseiro ou almofada de cama;
gír.,
pão;
o rosto;
a face.
Junho 28, 2008 at 12:52 pm
Nao exageremos, os alunos do 4.º não conseguem ressolver a prova do 9.º. Algumas questões do 6.º ano, sim.
Junho 28, 2008 at 12:53 pm
Sócrates acaba de afirmar que foi o Cunhal (para ser lido com sentido de humor!):
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1333846&idCanal=12
Junho 28, 2008 at 12:53 pm
resolver
Junho 28, 2008 at 1:04 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/06/28/o-ministerio-da-educacao-vai-acabar-por-disser-que-foi-mais-um-caso-pontual-e-que-o-procurador-da-republica-e-um-espalha-brasas/
Junho 28, 2008 at 1:21 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/06/28/o-querido-ve-la-se-te-lembras-dos-professores-aqueles-a-quem-chamaste-hooligans-lembras-te/
Junho 28, 2008 at 3:03 pm
Publicado na SIC (do Balsemão Bildersberg)
SE A MODA PEGA…
Covilhã
Escola Internacional da Covilhã abre em Setembro
In,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Junho 28, 2008 at 4:35 pm
Para DA (7)
A minha sobrinha da 4.ª classe esteve à hora do almoço a rir-se com a prova do 9.º ano da irmã e a contar o escândalo à avó que também só tem a 4.ª classe. Ela resolveu várias questões.
Pois a avó, apesar de passar dos 70 anos, disse à neta que aquelas perguntas até se resolviam de cabeça…
Junho 28, 2008 at 5:02 pm
Para o Paulo Guinote:
Esta declaração é tua:
«Mas toda esta discussão teve um efeito altamente positivo que é comparar as diferenças de atitude entre ME e professores nesta matéria: enquanto o primeiro se satisfaz com a construção estatística do sucesso, os segundos preferem a construção de um sucesso real, baseado num bom desempenho assente em aprendizagens realizadas e consolidadas.»
Lamento dizer, mas não concordo completamente contigo. Em dezassete anos de aulas, passei por nove escolas diferentes.
E em quase todas elas vejo pouca exigência dos professores e muito sucesso estatístico.
É certo que os professores o fazem quase sempre por pressão do ME, feita através dos CE,s, CP,s e DT,s. Mas fazem-no!
Há muito sucesso estatístico feito por professores.
Há sistematicamente em todos os concelhos de turma professores que dão, 2-2-3 e no ano seguinte com os mesmos alunos voltam a dar 2-2-3. Isto não são notas de verdade.
E em todos os concelhos de turma há alunos votados que passam com 4, 5 e mais negativas sem fundamentação credível.
E em todos os concelhos de turma oiço coisas como esta: «o aluno não teve nenhuma positiva nos testes ao longo de todo o ano, mas esforçou-se no final do 3.º período. Por isso dou-lhe 3». Isto é uma fraude. Podia dar-lhe um chocolate ou um elogio pelo esforço. Dar 3 a quem só sabe para ter 2 é uma fraude.
A mentira da avaliação vai do topo à base.
A causa das causas está no ME, desde a Reforma Educativa do mago Roberto Carneiro. Mas o problema espalhou-se como um cancro a todo o País a partir da 5 de Outubro…
Há muita mentira nas avaliações feitas nas escolas.
A mentira começa no 1.º ano quando passam todos e vai de sucesso em sucesso até ao insucesso final…
Vai haver comentadores a discordar. Já sei.
Será apenas mais um sintoma de um sistema educativo doente onde não há rigor nem excelência, com raras e honrosas excepções.
Se as classificações fossem de 1 a 20 e se todos os elementos de avaliação de cada aluno tivessem de estar disponíveis para verificação de um órgão fiscalizador acabava a mentira de muitos professores que dão as notas que lhe apetece, especialmente agora com os “referenciais” que têm gerado um sucesso notável.
Numa escola que conheço o insucesso nas disciplinas de estudo rondava entre os 25% e os 30%.
Inventaram um “Referencial” de 15%, partindo da média aritmética do insucesso em todas as disciplinas (incluindo as expressões onde o insucesso é sensivelmente 0%).
Repentinamente o insucesso às disciplinas de estudo desceu para menos de 15%.
Foi um milagre, mas não foi de Lurdes. Foi a própria escola a promover esta fraude e os professores quase todos tiveram de inventar notas para caberem dentro do referencial de 15%…
E desde que se soube que a avaliação dos alunos condicionava a avaliação dos professores comecei a ver muito mais sucesso em várias escolas.
Portanto: o sucesso estatístico não é só promovido pela ministra; é promovidos pelas escolas e pelos professores, também.
Quem o negar ou vive numa escola diferente de tudo o que conheço, ou ignora a realidade ou mente.
Acredito que quase todos os professores gostariam de fazer avaliações rigorosas e exigentes. Mas no sistema em que vivem não têm grandes alternativas, a não ser que tenham uma verticalidade que ronde a loucura de não recear ser prejudicados na sua vida profissional e familiar. Heróis desses, prontos a sacrificar-se e imolar-se pela verdade da avaliação, conheço poucos, muito poucos…
Junho 28, 2008 at 5:33 pm
MR
Admitamos, por um momento, a hipótese absurda de a Ministra acordar bem cedo e decidir que:
as classificações passam a ser de 1 a 20 e todos os elementos de avaliação de cada aluno passam a estar estar disponíveis para verificação de um órgão fiscalizador.
Surrealista? Quem quiser que ponha as mãos no fogo.
Nessa altura, aquilo que começou por ser uma acção caucionada pelas orientações superiores, passará a ser a desvalorização dos requisitos de exigência e rigor. Susceptível de provocar as consequências mais imprevisíveis. Quem será, na altura, apontado como único responsável?
Junho 28, 2008 at 5:39 pm
Ainda sobre MR [14]
É facil saber-se quando pode o absurdo [15] tornar-se uma realidade: quando se concluir por que lado se pode reduzir melhor a despesa com o sistema não privado do ensino: pela via do fomento do laxismo que ora vigora, se pela via contrária.
Soluções? Vale a pena pensar nelas em tempo oportuno.
Junho 28, 2008 at 6:04 pm
Ainda sobre MR. gostei do que li.Tb já assisti em reuniões de CT, os docentes proporem aumentar as avaliações finais de modo descarado. Já ouvi propor aumentar exageradamente a nota final porque o aluno não iria obter classificação positiva se tivesse que fazer exame de equivalência à disciplina. Durante este ano vi docentes que sistematicamente levavam os alunos para o CR para exibirem filmes e assim aprenderem uma das linguas do plano curricular. E devem ter aprendido mto bem a língua em causa, pois disseram-me que tiveram classificações altas no final do periodo.
Há muita gente a causar danos irreparaveis no sentido e a ministra está a fazer um mau serviço ao seu partido
Junho 28, 2008 at 6:06 pm
Caro António Ferrão
Como sabe, tanto nos departamentos como nos pedagógicos são comparadas as estatísticas de sucesso de cada professor, com os objectivos que se conhecem: sucesso estatístico.
Na minha escola, no pedagógico até se projectam em ecran gigante as percentagens de sucesso de cada professor por turma.
Os professores que dão mais negativas são expostos numa espécie de pelourinho. E depois lá vai o Coordenador para a reunião de Departamento ter de zurzir naquele professor para ver se baixa o insucesso…
E estão a ser comparados níveis 3 que são mesmo 3 com níveis 3 que valem 2. As classificações não estão sujeitas a controlo nas escolas. Os professores que são menos rigorosos, menos exigente ou mais pressionáveis são os “bons” porque apresentam pouco insucesso. Quem é mais exigente, mais honesto e não é pressionável é exposto como o “mau” que tem mais insucesso. Por vezes estamos a falar de insucesso de 20% ou 21%. Mas o professor é ali exposto numa espécie de pelourinho como o que tem mais insucesso.
Não tenha medo que a ministra não quer classificações de 1 a 20. Iam mostrar que a maioria das positivas vale 10 ou 11. Iam mostrar uma verdade inconveniente. As classificações de 1 a 5 foram feitas para igualizar artificialmente. Agora servem para esconder a debilidade das classificações.
A ministra só quer sucesso. Não receie isto.
Voltando atrás, as classificações têm de ser verdadeiras e com tantas pressões sobre os professores eu não acredito que sejam inteiramente verdadeiras.
Não é crível uma taxa tão elevada de sucesso nas escolas quando a experiência mostra a ignorância geral dos alunos.
Como é possível que passem quase todos e saibam tão pouco. Deve haver alguma coisa errada.
Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Se fosse para isso, não estava aqui. Estava na piscina ou na praia.
Junho 28, 2008 at 6:20 pm
Para não suscitar dúvidas e comentários equívocos, polémicos e desnecessários.
Não tenho dúvida de que 99% dos professores gostariam de ser exigentes e rigorosos na avaliação.
Mas nas escolas há mecanismos de pressão que os levam a reduzir objectivos, a reduzir a dificuldade das provas, a corrigir testes com mais benevolência, a compensar com a ponderação das atitudes quando são positivas as carências dos conhecimentos e competências, etc., etc..
E muitos DT pensam que a sua função é ser uma espécie de advogado dos alunos de modo que fazem tudo para que nas reuniões certos professores levantem as classificações de certos alunos ou que votem a sua passagem.
No momento das votações há certas coligações de voto que no mínimo são estranhas.
No 12.º ano há muitas notas inflacionadas para compensar eventuais percalços dos exames.
Há muita coisa errada nas escolas.
O problema não está só no ME. Há que ser honesto. Eu sou muito crítico em relação ao ME. Mas como sou honesto também tenho de denunciar o que está mal nas escolas, o que não agrada a todos…
Só não vê quem lá não está ou não quer ver.
Junho 28, 2008 at 6:30 pm
Caro MR
A Ministra foi uma forma de expressão. Penso também que ela está de saída, pois em ano de eleições o que menos falta faz a um governo é um ministro capaz de fomentar a oposição de dois terços do sector que adminsitra, um recorde que brilha sem par nos placards mundiais.
Digamos então, o ME, com um ministro diferente e um governo diferente. É logo ali ao rodar da esquina…
O mais perigoso nas situações que retrata é o descrédito em que fica a escola pública aos olhos de quem está de fora, com muito menos possiblidades de intervenção. Não gosto de antecipar cenários de catástrofe, mas essa linha de descrédito não costuma finalizar em bom porto.
Nos dias de hoje até mesmo os militares estão a ser responsabilizados individualmente pelos seus actos cometidos em cumprimento do serviço e em teatros de guerra.
Junho 28, 2008 at 7:13 pm
Acabei de ouvir um homenzinho que é director do GAFE dizer que este orgão é independente…a que ponto chega o descaramento (sic notícias)
Junho 28, 2008 at 7:40 pm
De uma certa perspectiva, esse tipo de afirmações sobre a tolerância de meia hora, o nº de testes intermédios realizados e a colocação de toneladas de magníficos exercícios na página do GAVE que, supostamente, explicam o sucesso no exames deste ano, permite-nos concluir que, afinal, nunca existiram problemas de ensino/aprendizagem em Portugal, o Ministério e o GAVE é que estavam a trabalhar mal!
Junho 28, 2008 at 8:17 pm
MR.
Praticamente de acordo com tudo, excepto que o 0 a 20 iria resolver tudo.
Mas toda a análise que faz tem por detrás uma cultura organizacional, pedagógica e didáctica que não é neutra.
Aí encontraríamos porventura a génese do problema.
Junho 28, 2008 at 11:49 pm
Discordo por completo do MR.
Sou contra as reprovações, como alternativa defendo a avaliação dos alunos a partir do nível de partida, turmas de nível, menos disciplinas no 3.ºciclo e ensino vocacional desde o 7.º ano.
Acha possível gerir uma escola do 1.º ciclo onde coexistem alunos de 5/6 anos com alunos de 12/13?
Nestas escolas a classe média não põem os filhos!
É falso que os professores do 12.º ano inflacionem as notas, isso acontece nos privados, na minha escola, uma secundária da cidade do Porto, fogem todos os anos para os privados 120 alunos por ano à procura dos 19s e dos 20s.
Junho 28, 2008 at 11:50 pm
errata: o “por ano” está a mais.
Junho 29, 2008 at 12:09 am
Caro António Ferrão.
Compreendo a tua preocupação.
Mas deixei claro que grande parte do facilitismo e da falta de exigência que existe nas escolas se deve aos mecanismos de pressão do próprio ME que foram postos em prática através dos CE, CP e DT.
Como poucos são os que se dispõem a enfrentar um blindado ou um pelotão de fuzilamento, esses instrumentos de pressão acabaram por ser eficazes porque quem lutasse contra eles não só se via confrontado com a censura desses órgãos, como ao nível da sala de aula ficaria isolado num ambiente geral de menos exigência. E quando os alunos podem pôr de parte 3 disciplinas, os professores que optarem por grande exigência nas suas avaliações têm uma parte da turma a colocar a sua disciplina na gaveta das 3 negativas, aumentando a taxa de insucesso da sua disciplina, numa situação de aplicação da Lei de Gresham ao ensino.
Quem lecciona simultaneamente no 3.º ciclo e no secundário, vê bem como neste ambiente geral as posturas de grande rigor e exigência são contraproducentes no 3.º ciclo, ao contrário do que se passa no secundário onde não existe a gaveta das três negativas e onde os alunos já têm maturidade para perceberem a vantagem de terem professores rigorosos e exigentes.
Junho 29, 2008 at 12:40 am
DA (24)
Está a falar de assuntos sobre os quais eu não me pronunciei.
Eu também sou contra um currículo uniforme, único, medíocre para todos. Está a destruir-se o ensino pela interpretação errada do princípio da igualdade. Entre um currículo de excelência para todos ou um currículo medíocre para todos ou dois currículos diferentes (um para quem queira apenas o ensino obrigatório e outro para quem queira prosseguir para o secundário) o ME optou por um currículo uniforme e medíocre para todos.
Também defendo cursos técnicos desde o 7.º ano. Mas a ideologia do ME é que temos de dar oportunidade a todos para serem doutores e engenheiros quando grande parte dos alunos nem sequer quer andar na escola…
Sobre estas questões eu não me tinha manifestado.
Sobre o inflacionamento das classificações no 12.º não podemos fazer generalizações. Há quem suba um valor para compensar uma eventual descida nos exames. Mas também há quem dê notas muito apertadas porque quer que as classificações internas coincidam perfeitamente com as dos exames. Há práticas diferentes. Há mesmo quem nos casos duvidosos prefira um ponto abaixo para não haver discrepância entre a CI e a CE. Há de tudo.
Veja os Rankings com atenção e verá que há escolas em que as discrepâncias entre CI e CE são todos os anos grandes. E há escolas onde nunca há discrepâncias.
Mais uma vez o ME nada tem feito para combater estas discrepâncias que geram profundas injustiças no acesso à universidade.
Nunca me esquecerei que há cerca de 20 anos cerca de metade dos alunos que entrou em Medicina na FMUC pertenciam a uma única turma do 12.º ano. Ou houve uma confluência astral muito favorável no ano em que nasceram (coisa que não consta ter acontecido ainda em parte alguma deste planeta) ou então andaram a dar 20 valores a todos estes alunos para que uma turma inteira tenha entrado no mesmo curso, por sinal o que tinha nota mais elevada de acesso.
Em cursos de grande competição muitos professores pensam legitimamente: «Vou eu ser extremamente exigente, prejudicando o acesso a Medicina aos meus excelentes alunos, que depois são ultrapassados por uma décima porque um professor menos exigente deu aos seus alunos 19 e 20 indiscriminadamente?».
Sobre o que se passa no privado todos sabemos. Ai, salvo honrosos casos, as classificações são uma fantasia. E mais uma vez os professores fazem o que o patrão manda. O patrão quer resultados. E o professor sujeita-se, para ir mantendo o emprego. Mas aqui a inflação não ser de um pontinho e não é uma questão de mera táctica para equilibrar com a classificação dos exames. Aqui estamos perante casos de hiperinflação e diante de estratégias de marketing para angariar “clientes” para o negócio das notas altas.
Também aqui, o ME nada faz para garantir a verdade da avaliação
Para finalizar, Portugal vive há mais de 30 anos na mentira. E a mentira da avaliação é apenas uma parte da mentira geral sobre a verdadeira realidade do País. Anda tudo a fazer de conta, exceptuando alguns como Medina Carreira que vêm denunciando a mentira em que o País vive
Junho 29, 2008 at 12:51 am
Pressões do ME através da sua estrutura, admito que haja. A questão levantada é genuinamente deontológica (talvez do foro de uma Ordem dos Professores). Do mesmo modo que um médico de uma junta assume responsabilidade individualmente pelos actos que cauciona, de nada lhe valendo a alegação que se encontrava apenas a cumprir ordens; do mesmo modo que um projectista de uma ponte assume individualmente a responsabilidade pelo colapso por falhas nos cálculos; assim um professor empenha a sua autoridade e responsabilidade em cada pauta de notas que assina. É sempre a sua responsabilidade que está em causa, não a daqueles que porventura exerçam a pressão. No limite, as notas poderão ser votadas e acompanhadas de declarações de voto registadas em acta. Há que impor esta regra de cada vez que um professor se senta demasiado desconfortável com aquilo que alguém pretenda que ele assine. Ao longo da minha vida profissional aprendi que chefias incompetentes têm tendência a exercer muitas pressões verbais, mas são os primeiros a recuar quando se lhes pede um termo de responsabilidade por escrito. Mesmo que esses termos concordem inteiramente com aquilo que acabaram de pronunciar. Em tempo de guerra, há que saber usar as armas.
Junho 29, 2008 at 1:09 am
MR, estamos de acordo.
“Veja os Rankings com atenção e verá que há escolas em que as discrepâncias entre CI e CE são todos os anos grandes. E há escolas onde nunca há discrepâncias.”
Eu vejo todos os anos, muito embora seja contra a leitura que ã opinião publicada faz deles.
É diferente uma escola com CIF de 12 e uma CEX de 8, o que acontece em muitas escolas do interior ou dos guetos, de uma que tem CIF de 16 e CEX de 12, o que acontece em muitas privadas. As primeiras no máximo, pões uns alunos nos politécnicos, as segundas fartam-se de por alunos em Medicina.
Junho 29, 2008 at 1:12 am
“que a opinião”
“põem uns alunos”
“pôr alunos”
Junho 29, 2008 at 1:25 am
Rankings, percentagens, etc e bla. Tal e qual sociólogos, aqueles que, por não fazerem nada, só fazem pior.
Junho 29, 2008 at 2:33 am
MR,
Junho 28, 2008 at 5:02 pm
Excelente! Nota 20!
Junho 29, 2008 at 4:44 pm
Alguém ontem ouviu na 2: uma sra deputada do PS não sei o nome nem da sra nem do programa e esqueci-me ( com o calor) a que horas foi , a pronunciar “eizames”… a palavra exames?… eram “eizames” para cá e “eizames” para lá – o assunto era a facilidade/exigência dos exames e provas de Aferição…bem queria ter acesso à gravação mas não sei onde ir procurá-la…e sinceramnte nunca tinha ouvido a palavra assim pronunciada, nunca…