Margarida Moreira diz que “alunos têm direito a ter sucesso”
DREN não quer professores que dão notas “distantes da média” a classificar exames
O meu problema é que, se a média apenas se sabe depois de feitas as classificações pelos classificadores, como se podem escolher os classificadores com base na média das classificações que eles ainda não fizeram?
Ou vice-versa?
Mas por outro lado, se os desejáveis classificadores não dão notas distantes da média, como detectarão a desejada excelência se a ela não estão habituados, não falando nós da mediocridade que, como sabemos, não existe, é um mito e valham-nos todos os santinhos se vocês desmentem o discurso oficial do direito ao sucesso?
Junho 27, 2008 at 9:44 pm
Eu explico a sua dúvida. O que S.Exa. queria dizer é que há professores que nos anos anteriores deram nos exames notas abaixo da média. Pode ter sido azar na distribuição mas o mais é certo é esses senhores serem um bocado assim pó exigente. Portantos se os exames são fáceis não interessa ter profs exigentes a estragar as notas dos meninos que têm direito ao sucesso, independentemente de saberem ou não as matérias. Vamos eliminar (em sentido metafórico) os desmancha-prazeres.
Junho 27, 2008 at 9:48 pm
Para aqueles que criticam a facilidade dos exames eu deixo uma vantagem do novo modelo:
Exames fáceis => Mais alunos aprovados => Papás mais satisfeitos => Mais prendas => Maior consumo => Crescimento da economia => mais votos no “inginheiro” => Mais porrada nos profs => todo o munda contente.
Junho 27, 2008 at 9:48 pm
Paulo, tu colocaste aqui essa acta, há uns meses atrás.
Junho 27, 2008 at 9:53 pm
E só agora chegou aos jornais?
Junho 27, 2008 at 10:16 pm
FENPROF promete luta sem tréguas até legislativas de 2009
Hoje às 21:37
A FENPROF promete uma luta sem tréguas ao Governo a partir do início do ano lectivo. Os professores garantem que não vão dar descanso ao executivo até às eleições do próximo ano.
A Federação Nacional de Professores promete que, até às eleições legislativas de 2009, o Governo vai ser alvo de acções de luta da classe.
«O ano de 2009 vai ser extremamente importante porque é um ano eleitoral e, por isso, de branqueamento das políticas. Não vamos dar tréguas a este Governo, especialmente no momento em que ele vai preparar uma gigantesca campanha mediática de propaganda», afirmou o secretário-geral da Fenprof.
Mário Nogueira condenou duramente a tentativa de «manipulação das estatísticas» por parte do Executivo, nomeadamente o «abaixamento do nível de exigência dos exames nacionais».
Em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho Nacional da federação, Mário Nogueira adiantou que já estão previstas acções de luta para o arranque do próximo ano lectivo.
Para 01 de Setembro está marcada uma «iniciativa a nível nacional para denunciar a situação de precariedade dos professores contratados», e para 05 de Outubro um «grande protesto» naquele que é Dia Mundial do Professor.
O calendário dos protestos para 2009 será aprovado durante o primeiro período de aulas, numa conferência nacional de quadros da Fenprof que irá elaborar o “Livro Negro das Políticas Educativas”, publicação que deverá ser distribuída em Janeiro do próximo ano, compilando todas as medidas do Executivo que a federação considera terem agravado o sistema educativo.
Depois das Férias de Verão vai ainda ser preparada uma Carta Reivindicativa dos Professores e Educadores a ser entregue a todos os partidos políticos com assento parlamentar, com o objectivo de que cada força política possa dizer o que tenciona fazer caso vença as eleições.
Educação Portugal
Junho 27, 2008 at 10:17 pm
Lisbon Treaty
“The reactions across Europe show just exactly how determined EU leaders are to ram through the Lisbon Treaty – and their level of contempt for Irish voters:
They [the Irish] are bloody fools. They have been stuffing their faces at Europe’s expense for years and now they dump us in the s***.” – Nicolas Sarkozy, French President (Times, 20 June)
“The Lisbon Treaty is not dead… It is imperative that they vote again.” – Valery Giscard d’Estaing, former French President and author of the EU Constitution (RTL, 19 June)
“I don’t think you can say the treaty of Lisbon is dead even if the ratification process will be delayed.” – Jean-Pierre Jouyet, French Europe Minister (Reuters, 16 June)
“I am convinced that we need this Treaty. Therefore we are sticking with our goal for it to come into force. The ratification process must continue.” – Frank-Walter Steinmeier, German Foreign Minister (Reuters, 14 June)
“Of course we have to take the Irish referendum seriously. But a few million Irish cannot decide on behalf of 495 million Europeans.” – Wolfgang Schaeuble, German Interior Minister (Deutsche Welle, 15 June)
“We think it is a real cheek that the country that has benefited most from the EU should do this. There is no other Europe than this treaty. With all respect for the Irish vote, we cannot allow the huge majority of Europe to be duped by a minority of a minority of a minority.” – Axel Schäfer, SPD leader in the German Bundestag (Irish Times, 14 June)
The Treaty “will be applied, albeit a few months late.” – Lopez Garrido, Spanish Europe Minister (Forbes, 15 June)
“The Treaty is not dead. The Treaty is alive, and we will try to work to find a solution.” – Jose Barroso, European Commission President (Press Conference, 14 June)
…”
http://www.openeurope.org.uk/research/irelandbriefing.pdf
Junho 27, 2008 at 10:19 pm
Penso que haverá um “banco de dados” sobre as correcções feitas por professores correctores. Daí poderem tirar conclusões.
Também gostaria aqui de deixar um outro ponto de vista, porque as coisas não são só “a preto e branco”, como se costuma dizer.
Há certas correcções de exames, especialmente de Português, que têm muito que se lhes diga. Casos há em que os critérios específicos de correcção por várias razões que vão desde não os entenderem muito bem (a correcção passou a ser feita por níveis de desempenho o que é ainda estranho para muitos docentes), a uma certa insegurança ou teimosia.
Não estou a emitir juízos de valor sobre os critérios, entenda-se.
E digo isto porque, nestes últimos 2 anos, tive de fazer 2 recursos em relação a um exame de Português de 9º e de 12º ano dos meus filhos.Em ambos os casos, a classificação subiu consideravelmente. E não subiu mais porque, de acordo com a legislação, a partir de determinada subida, o JNE tem de elaborar um procedimento complexo e moroso, o que é aborrecido.
Junho 27, 2008 at 10:24 pm
Errata:
*Casos há em que os critérios especificos de correcção não são aplicados da melhor forma por várias razões…….
Junho 27, 2008 at 10:28 pm
Se Mário Nogueira pertence a um partido que quer acabar com os exames por os achar “elitistas e selectivos”, qual é a coerência de simultaneamente clamar contra “o abaixamento do nível de exigência” dos mesmos ?????
A isto chama-se flexibilidade semântica e oportunismo descarado.
Enfim, quando as sondagens começam a indicar o BE acima do PCP, já podemos adivinhar o que aí vem.
Da próxima só cai quem fôr MUITO distraído.
Junho 27, 2008 at 10:32 pm
A declaração de Margarida Moreira “Alunos têm direito a ter sucesso” resume o estado do ensino que temos.
Concorda-se com a afirmação. Mas há questões que têm de ser levantadas e respondidas: de que sucesso e de que direito estamos a falar?
Junho 27, 2008 at 10:35 pm
h5n1,
Importa-se de esclarecer essa posição sobre os exames?
Junho 27, 2008 at 11:09 pm
Só mesmo a “luta sem tréguas”, em todas as áreas, poderá valer a este País!
Junho 27, 2008 at 11:11 pm
A FENPROF está a agendar um barbecue pour la rentrée?!?!… wowwwww coisa chique!
professores na grelha!
Junho 27, 2008 at 11:12 pm
!O meu problema é que, se a média”
Ora bem, o assunto já foi anteriormente muito discutido, veja-se o caso da determinação do comprimento do nariz de um imperador da China: muito poucos o conheciam, visto viver na Cidade Proibida, mas o tratamento adequado das médias resolveu a questão. Enfim, poderia ter resolvido, caso fosse depois possível verificar a validade da coisa. Mas ficaram todos muito felizes com o esforço dispendido.
Junho 27, 2008 at 11:18 pm
na Madeira
(interpretem isto, sff, que me falta a paciência)
” PS propõe eliminação da prova de acesso ao topo da carreira dos professores
Iniciativa apresentada esta manhã na Assembleia
Data: 26-06-2008
O grupo parlamentar do PS anunciou esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, um projecto de decreto legislativo que visa abolir a prova pública de acesso ao 6.º escalão da carreira docente. “Quando um docente tem de ser avaliado de dois em dois anos, de uma forma rigorosa e multi-factorial, fará algum sentido, ao final de 18 ou 23 anos de serviço, conforme se trate de um licenciado ou bacharel, realizar uma prova pública?”, questionou André Escórcio.
O porta-voz do PS lembrou que a referida prova foi incluída pelo Governo Regional e pelo PSD no Estatuto da Carreira Docente com o argumento que era necessária para manter a intercomunicabilidade entre os estatutos da Madeira e do Continente. Acontece que, após a devolução daquele diploma pelo Representante da República, aquele artigo deixou de existir, pelo que “deixou de justificar a necessidade de um procedimento avaliador dos docentes”
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn01010802260608&id_user=
Junho 27, 2008 at 11:21 pm
principalmente este trecho:
“… após a devolução daquele diploma pelo Representante da República, aquele artigo deixou de existir, pelo que “deixou de justificar a necessidade de um procedimento avaliador dos docentes”
Junho 27, 2008 at 11:22 pm
A senhora devia ir lavar rabinhos outra vez.
Junho 27, 2008 at 11:23 pm
Não entendo.
“talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média.” ???
Então a “malta” anda tão entendida em estatística e depois faz uma afirmação destas?
Vamos lá ver se a “gente” se entende… A média é a divisão da soma de todas as classificações obtidas numa dada prova pelo número de provas realizadas. Ora, dependendo das classificações, o valor médio obtido pode estar mais próximo tanto da classificação mais baixa como da classificação mais alta (ou sensivelmente à mesma “distância” das duas).
Mas segundo esta afirmação, se um professor der classificações muito mais elevadas que a média deve ser excluído e não ser corrector!! (por essas classificações serem muito distantes da média)
Por outras palavras, no limite, um professor que tenha a “infelicidade” de ter uma boa turma e dê merecidamente muito boas notas não deve ser corrector!
Ai que o sucesso afinal não compensa…
ual é a diferença afinal? Julgava que os professores eram obrigados a seguir à risca as orientações dadas pelo GAVE para a correcção das provas e exames. E nesse caso tanto faz se as classificações que dá
Junho 27, 2008 at 11:24 pm
Esta frase da senhora só quer dizer uma coisa: os professores são os culpados do insucesso. Nunca as famílias, nunca os próprios, somos nós e pronto, descobriram o ovo de Colombo.
Junho 27, 2008 at 11:29 pm
Pedro [17]
subentende-se, pelo que disse, que os docentes do 1º ciclo têm como função “limpar rabinhos”?
Junho 27, 2008 at 11:30 pm
Correcção na parte final…
E qual é a diferença afinal?
Julgava que os professores eram obrigados a seguir à risca as orientações dadas pelo GAVE para a correcção das provas e exames. E nesse caso tanto as classificações que um professor dá aos seus alunos não interessa pra nada, pois o que é importante é que a pessoa cumpra à risca as orientações seguidas.
Para mim, são duas coisas distintas.
É como a aplicação das provas e dos exames. Os professores não têm também que seguir à risca os procedimentos todos? E ler aqueles belos textos que deixam qualquer um muito entusiasmado com a coisa?
Podem é não querer pessoas a questionar os critérios de correcção, mas isso já seria outra história, e que nada tem a ver com as notas que os professores são.
Junho 27, 2008 at 11:31 pm
Ai tanto erro!
… que os professores dão.
Junho 27, 2008 at 11:31 pm
Pedro [17]
o amigo é provocador ou “a coisa” apenas lhe correu mal?
Junho 27, 2008 at 11:31 pm
Espera lá que essa dá-me ideias! Há anos que me chamam sempre para corrigir… estou a ver uma luz ao fundo do túnel.
Junho 27, 2008 at 11:36 pm
No Básico não pagam as correcções; não são consideradas para avaliação do desempenho; são discriminatórios porque só atingem os professores de Português e Matemática; só dão chatices… Se a solução para ser dispensado é desviar-se da média, não há problema! Aliás, os critérios do GAVE têm alguma margem de “interpretação”… Ainda bem que falam disso!
Junho 27, 2008 at 11:46 pm
Quer dizer, parti do princípio que as classificações a que a senhora se refere são as que o professor tem dado aos seus alunos… Como é óbvio, porque são as únicas que se poderiam utilizar.
A não ser que haja aí alguém com uma bola de cristal a fazer futurismo e consiga saber duas coisas: quem são, a priori, os ilustres desconhecidos contemplados para as correcções; e desses quem é que se vai distanciar das médias a classificar as provas e os exames!
Junho 27, 2008 at 11:48 pm
citizen Diz:
“Pedro [17]
subentende-se, pelo que disse, que os docentes do 1º ciclo têm como função “limpar rabinhos”?”
Li que se referia à moçoila drenada. Tché!
Junho 27, 2008 at 11:52 pm
o GPS de António Calvete
(pormenor ou minudência para os intelectuais)
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=923948
Junho 27, 2008 at 11:57 pm
Paulo,
Foi o P.Portas que fez barulho no parlamento.
Sobre as correcções dos exames concordo com a Fernanda1, todos os anos na minha escola(secundária) após as reapreciações há grandes subidas de notas.
Há exames muito mal corrigidos.
Junho 28, 2008 at 12:06 am
esta nem mereceria ser colocada se… não me apetecesse
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=FB431E53-B3C8-4E55-A7D1-70EEC97F2A13
Junho 28, 2008 at 12:06 am
A trolha, educadora de infância “Magui”, é o máximo do esplendor da bimbalhice deseducativa.
Junho 28, 2008 at 12:15 am
… a ser verdade não deixa de ser curiosa esta forma de “regulamentar” o que já está, bem ou mal, legislado, regulamentado e farto de ser usado… imaginemos só por exercício intelectual, que outros DRE… “regulamentam” de outra forma… já se não coloca só a questão de escolher entre ensino público e privado mas qual a região com melhor DRE, para ter e criar filhos… era interessante ouvir sobre isto a opinião do sr.Albino… mas tem mais, ainda a avaliação de professores não está “na barriga da mãe”, mas já temos propostas de avaliações preliminares, à margem da lei a tentar produzir resultados… no tempo da “outra senhora” não fariam melhor ( ?!)..agora entendo porque é que o nosso colega Charrua se irritou …e disse coisas que não podia….
Junho 28, 2008 at 12:18 am
xadrez político
(será ela mesma?)
Lei n.º 26/2008
de 27 de Junho
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Decreto do Presidente da República n.º 41/2008
de 27 de Junho
O Presidente da República decreta, nos termos do artigo
133.º, alínea n), da Constituição, o seguinte:
É designado membro do Conselho de Estado a Dr.ª Maria
Leonor Couceiro Pizarro Beleza de Mendonça Tavares.
Assinado em 25 de Junho de 2008.
Publique -se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Junho 28, 2008 at 12:22 am
citizen (30)
Foi mais um caso “isolado”…
Junho 28, 2008 at 12:29 am
margarida
a intenção de alguns que andam por aqui (por outros sítios tb) é que cada um de nós seja uma ilha.
Fora do contexto, recomendo-lhe uma leitura atenta ao último post do António Do Portugal Profundo.
Junho 28, 2008 at 12:31 am
Citizen,
“esta nem mereceria ser colocada se… não me apetecesse”
Podia esclarecer melhor o sentido da frase?
Junho 28, 2008 at 12:35 am
DA, posso
creio que é claro:
“não merece porque é quase quotidiana”
ou, como comentou a margarida,
«foi mais um caso “isolado”»
Junho 28, 2008 at 12:36 am
DA
parece contraditório, né?
Junho 28, 2008 at 12:44 am
ahhhhhh, sou mesmo lento…
Pensei que se estava a referir à professora que não merecia ser colocada.
Essa é a Escola-Sede do agrupamento dos meus filhos, para onde irão no 5.º ano, em principio, e onde o mais velho fez o 2.º ciclo.
Junho 28, 2008 at 12:44 am
Direito ao sucesso? E eu que fui educado a merecê-lo, a conquistá-lo, a fazer por ele! Como é que se faz cumprir este direito caso os alunos não o queiram ou façam tudo para o impedir de ser conquistado pelos outros? O sucesso é um valor como a vida, a liberdade, a educação, o amor? E eu que sempre pensei que a lista dos direitos era finita!
Junho 28, 2008 at 12:49 am
citizen
Sim, mas por muito que queiram não conseguirão dividir o continente de agressões que inundam a escola portuguesa.
Até porque parece-me que começa a haver uma divulgação crescente destes epidódios meramente “ocasionais”.
E aproveito para chamar a atenção também para as ofensas verbais, que são cada vez o “pão nosso de cada dia”.
Junho 28, 2008 at 12:52 am
A estas horas é só erros
…dividir o continente (…) que inunda…
…são cada vez mais “o pão…
Junho 28, 2008 at 12:53 am
citizen
Qual é o post?
Junho 28, 2008 at 1:35 am
Quem é a Margarida Moreira ?? Do BE ou PC mas até tem razão. Mas os alunos devem transitar de ano por mérito e não por facilitismo. Lamentavelmente há “docentes” que para não terem mais trabalho e porque estão mal posicionados, deixam transistar todos, mesmos os que nada ou quase nada sabem. Sou professor do Ensino Profissional e é uma desgraça total a falta de conhecimentos básicos com que querem entrar para o profissional de nível 3.
Mas com esses poucos se interessam. Não fazem provas de aferição, não se candidatam ao ensino superior, não há problemas para o ME. Não interferem nas estatiticas do ME. O único objectivo desses alunos será um dia receberem o subsidio de desemprego quando as empresas concluírem que eles nada fazem
Junho 28, 2008 at 2:02 am
No ensino profissional, está praticamente subentendido na lei que os alunos têm que passar. Por isso, têm várias hipóteses de fazer exames, caso reprovem a um módulo. São as chamadas “recuperações”. Todos, ou quase todos, recuperam, até porque os professores não são parvos e se a criatura tem mesmo que passar, vão fazer um exame (quase) igual ao que foi dado… o sucesso é garantido! Acreditem os que não dão profissional, é mesmo assim!… Alunos de nível 1 no 9º ano a Inglês, por exemplo, tiram com toda a facilidade 12, 13 ou 14… Basta empenharem-se um bocadinho…
Junho 28, 2008 at 2:09 am
Sobre à violência nas escolas, existe quanto a mim um grande osbtáculo ao seu combate, a fim das penas de expulsão, determindas pela Assembleia da Répública com o acordo de TODOS, repito, TODOS os partidos politicos, que apenas eram permitidas caso o aluno tivesse mais de 15 anos, o que para mim é muito, a partir do momento que são delinquentes têm de ser expulsos, independentemente da idade.
Um gang de 3-4 alunos não tem o direito de por em causa os restantes 800.
Junho 28, 2008 at 2:45 am
No que respeita aos exames posso dizer que não foi uma nem duas vezes que, na reunião após a leitura das provas concluímos haver erros, que aliás o GAVE tinha sido alertado mas recusou aceitar, e acordámos aceitar 2 respostas certas, a do Gave e a verdadeira… Palavras para quê?
Junho 28, 2008 at 9:38 am
Filipa, o que diz é muito da prática do ensino profissional. O problema é que esses alunos quando ingressam no secundário para o curso profissional, têm níveis de qualificação mto baixos, se fossem submetidos a provas de avaliação ao nível do 2.º ciclo atingiriam níveis negativos.
E mais tarde também irão para o desemprego pois não serão capazes de acompanhar a evolução tecnológica e estarão habituados a atingir objectivos sem esforço.
Junho 28, 2008 at 9:50 am
Se o modo de ser excluído da correcção de exames é afastar-se da média, estamos falados.
Eu que o diga que ando às voltas com uns há quase uma semana, no meio da canícula, e que me preparo para segunda-feira ter mais uma espantosa reunião com o supervisor e ainda aguardar numa fila interminável para os entregar.
Junho 28, 2008 at 10:26 am
Em relação a toda esta palhaçada poder-se-ia dizer “The inmates are running the asylum” ou, em português técnico, “Os loucos estão a governar o manicómio” (com a devida vénia respeitosa para Alan Cooper que escreveu uma das mais importantes obras sobre o impacto da tecnologia nas nossas vidas intitulado The Inmates Are Running the Asylum: Why High-tech Products Drive Us Crazy and How to Restore the Sanity).
Junho 28, 2008 at 3:13 pm
margarida [43]
é este
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2008/06/gps-educao-e-escola-pblica.html
Junho 28, 2008 at 3:23 pm
António (44)
Nas linhas 2,3,4 e 5 o colega prova que não está a par das novas tendência Outono/Inverno do Eduquês! O termo “facilitismo” quando correctamente aplicado adjectiva agora as acções dos professores que retêm alunos!
Actualize-se homem!
Passar à parva não é facilitimo, antes pelo comtrário.
Junho 28, 2008 at 4:16 pm
Há muito que a pressão existe. Os professores resistiram enquanto lhes foi possível. Não é mais.Os professores estão a ser forçados a representar uma farsa: nos meios de comunicação social fala-se de “rigor e exigência”,as escolas sentem-se inundadas legislação que obrigam os professores a fazer o contrário.
No início do ano os professores informama os seus alunos dos critérios de avaliação aprovados nas estruturas educativas, ao longo do ano matam-se a trablhar para tentar recuperar os alunos que se encontram longe das competências definidas para aquela disciplina e ano de escolaridade. Há alunos que não se esforçam minimamaente, antes pelo contrário, destabilizam de uma forma sistemática e continuada as aulas, comprometendo em absoluto as suas aprendizagens e dos outros. No final do ano transita, exactamente como o aluno que se esforçou, que cumpriu as regras. Não há consciência nem ética profissional que resista a uma injustiça destas.
Junho 28, 2008 at 4:39 pm
laranjalima
Exactamente.
Os professores vêm o seu esforço, a sua honestidade e rigor profissional que tiveram durante um ano inteiro ter sido em vão. E vêem isso de forma tão repetida que é inevitável pensar-se:
“Mas de que vale eu ser rigoroso, exigente e dar as notas de forma honesta se depois a criancinha ainda se ri de mim no final por ter passado como os outros?”
Escusado será dizer-se que isto se vai reflectir no próximo ano. Porque há muito boa gente que não está para ser prejudicada na sua própria avaliação por ter cumprido bem o seu trabalho e dar as notas que os alunos (que nada fazem) merecem.
Quem é que está para ser prejudicado por fazer bem o seu trabalho e dar notas justas?
Huummm…
E em relação ao tão falado facilitismo das provas e dos exames, ainda dá para pensar mais…
Porque é que um professor há-de pedir rigor aos seus alunos, exigir deles o que deve, se depois as provas são o que são?
“Ó stor, o k é k interessam os erros otograficos se dps não contam na prova? Nao xateie a malta com isso!”
No meio disto tudo há alguém que anda a fazer figura de “parvo” durante o ano todo. E não são os alunos.
Junho 28, 2008 at 6:04 pm
Ai, é assim????
OBA OBA OBA!!! Vou JÁ descer as notas das composições, que é para me livrar dos exames nacionais para o resto da minha vida!!!!
Junho 28, 2008 at 6:05 pm
Quem é que é amiguinho da Sandra Costa, quem é?
A MILUUUUUUUUUUU!!!!!!
Junho 28, 2008 at 8:26 pm
esta “coisa” vem do jumento’s blogue
“As grandes lutas “operárias” do PCP são para defender os privilégios dos que alimentam a sua máquina partidária, a classe média urbana, magistrados, professores e outros quadros da Administração Pública. Quem conhece o Estado sabe que não são os funcionários auxiliares ou os menos qualificados que militam no PCP, são quadros superiores, alguns até com posições de dirigentes (devidamente contabilizados como cargos de boys quando interessa ao PCP).
A preocupação do PCP com os pobres não passa de uma palavra de ordem, as suas grandes movimentações foram conseguidas à custa da defesa dos interesses da classe média que alimenta o seu aparelho. Mesmo a CGTP defende essencialmente os que estão empregados, em prejuízo dos desempregados que, como se sabe, não são sindicalizados.
O PCP usa e abusa da bandeira da pobreza e da Luta de classes, mas a verdade é que a luta de classes é uma treta e é um dos partidos que está mais longe da pobreza”
Junho 28, 2008 at 8:28 pm
O senhor do jumento, desde o início, que defende as políticas de Sócrates. Esse texto vem nessa linha.
Junho 28, 2008 at 9:14 pm
obsessão
(”Ah! então vocês são os cobardes que ficam atrás a empurrar os que me insultam …”)
“José Sócrates esteve em Coimbra a 14 e 15 deste mês. Entre visitas e inaugurações teve tempo para convidar os sindicatos para uma reunião. Os dirigentes sindicais do distrito embora sem falsas esperanças não perderam a oportunidade de expor as suas posições ao primeiro-ministro. No início do encontro, mandavam as mais elementares regras de boa educação, o chefe do governo deveria cumprimentar os seus convidados com civilidade. O que fez Sócrates ? Dirigiu-se aos sindicalistas: “Então hoje como os senhores estão aqui não organizam nenhuma daquelas manifestações para me insultar?”. Um dos dirigentes sindicais rebateu: “Senhor primeiro-ministro permita-me que lhe diga que a forma como se nos dirigiu não foi nada correcta! Participo sempre em todas as manifestações contra as políticas do seu governo e nunca o insultei!”. Os presentes aguardaram ainda um pedido de desculpa, talvez uma discreta correcção de tom e de forma … Mas não! Sócrates acrescentou: “Ah! então vocês são os cobardes que ficam atrás a empurrar os que me insultam …”
Francisco Queirós
sacado daqui
http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/267303.html