… exactamente quando quer demonstrar que os preconceitos dos outros são traiçoeiros.
É o caso – lá vão achar outra vez que é embirração pessoal e nem é propriamente isso – de um dos sociólogos isctianos preferidos pelo Ministério da Educação.
Como devem calcular falo de João Sebastião e do seu trabalho de alguns anos a esta parte em torno da violência nas escolas portuguesas (violjsebastiao).
O problema não é tanto o conjunto de avisos que ele nos faz sobre os estereótipos normalmente associados à violência na Escola – porque esses são sempre úteis – mas o facto de ele próprio incorrer em distorções do olhar, de tanto querer recusar os preconceitos atribuídos aos outros e de querer relativizar o papel dos agressores, circunscrever os fenómenos qualificáveis como violência e demonstrar que não existe uma relação causal directa entre vulnerabilidade socio-económica e actos violentos.
Os três objectivos são estimáveis, mas a sua perseguição a todo o transe faz com que, por vezes, se incorra no erro simétrico ao que se denuncia.
Quando João Sebastião escreve que se deve proceder, como precaução prévia, à «rejeição da centração exclusiva da pesquisa no ponto de vista unilateral das vítimas, pela subjectividade que introduz na análise» (p. 99 do estudo acima citado) está-se, no plano teórico, a rejeitar aceitar como perspectiva dominante a da «vítima» mas, ao mesmo tempo, corre-se o risco de a esquecer.
E quando se escreve que se deve tomar em conta «a psicologia social do envolvimento na violência, que nos possibilite compreender que processos levam a que algumas crianças se transformem em agressores ou em vítimas» esquece-se algo fundamental: o agressor pratica normalmente um acto voluntário, enquanto a vítima não propriamente. E é esta equiparação entre agressor e vítima, como se estivessem num plano similar, que herda alguns preconceitos de certa sociologia muito engagée dos anos 60 e 70 e, nos seus preconceitos, mistura as coisas, quantas vezes ajudando a confundi-las e não a distingui-las.
Tudo isto vem a propósito da última produção de João Sebastião, Mariana Alves e Joana Campos, apresentada no VI Congresso Português de Sociologia (joao-sebastiao-violencia-e-agressividade), que decorreu esta semana, a qual termina da seguinte forma:
Este tipo de conclusão, desculpar-me-ão os autores, todos com qualificações académicas tão ou mais certificadas que as minhas, e certamente mais em Sociologia, alia a constatação do óbvio (o facto de um grupo de alunos «desenquadrados» poderem perturbar o funcionamento de uma escola) à teorização do indefinido (tudo é muito eventual, diverso e variado), passando pela demonstração do conceptualmente irrelevante (é óbvio que não são as escolas que são violentas, elas são apenas espaços onde pode ocorrer violência praticada por indivíduos).
O problema é que isto – baseado em dados oficiais e depurados (alguém acredita que em algumas das escolas identificadas só existam três episódios de injúrias ou de ameaças durante todo um ano?) – funciona como caução «científica» para os discursos ministeriais que visam (acertadamente) tranquilizar a sociedade, mas ao mesmo tempo escamotear realidades incómodas e que não se reduzem a fichas de comunicação do Gabinete de Segurança do ME.

Junho 27, 2008 at 11:03 pm
A cruzada do senhor Procurador Geral da República na chamada de atenção e intervenção no domínio da violência escolar tem, de facto, grande acutilância social e devia de imediato ser levada muito a sério pelos governantes, em especial pelo 1º ministro e ministra da educação. Ao contrário da imagem que se quer fazer passar, os juízes portugueses (juízes de direito e magistrados do ministério público) têm uma preparação científica de altíssima qualidade nas áreas da Psicologia e sobretudo da Sociologia, que nada tem a ver com estes “estudozecos” que é exemplo o que o Paulo refere no seu post. De facto, os juízes portugueses, sabem que a organização designada “Escola” serve o propósito maior da sociabilização da cria humana, pelo que passa pela escola o ensaio do que é permitido ou não aos indivíduos uma vez adultos. A ser permitido, nesta fase de ensaio (escola), comportamentos de tipo relacional “disfuncionais”, que como se sabe podem tender a instalar-se pela via da permissão “em escalada”, está-se a criar uma situação a curto/média prazo insustentável do ponto de vista da relação social, ou dito de outra forma, das formas de relacionamento dos indivíduos entre si no seio de uma determinada comunidade. O próprio Estado de Direito e Democracia está em causa. Não há limites. não há Lei. convivência saudável.
Esta “sociologia ingénua”, como o Paulo a designa, radica ainda em erros grosseiros de base. A organização familiar é hirarquizada, de pais para flhos. A organização escolar é organizada, de professores para alunos.
Independentemente dos termos utilizados (violência, indisciplina, incivilidade) estes radicam sempre na transgressão dos normativos da convivência entre os humanos. Área muito complexa bem sei. Um aspecto que quero contudo realçar é o de que, com raras e honrosas excpções felizmente, um qualquer professor sabe muito bem distinguir um comportamento dito normal de um adolescente e um não “normal”. Simples. os professores trabalham com alunos de uma determinada faixa etária e têm meios de comparação obesrvando e interagindo com esses jovens e distinguem, grosso modo, bem os comportamentos.
Um simples reparo. Não é verdade que um acto de agressão física seja mais grave que um acto de agressão verbal/não verbal (entoação de voz, gestualidade associada, postura, significação no contexto onde ocorre e outros).
O PGR tem razão e deve estar mesmo preocupado. A bem do “bem estar” de todos incluindo dos “agressores” que um dia serão vítimas de si próprios.
Muito sintomático. Daniel Sampaio, psiquiatra social, já está (muito) preocupado (…) Só pode.
Junho 27, 2008 at 11:39 pm
Gostava de ver a rejeição da centração do sociólogo aquando da meticulosa introdução ascendente de uma substância alongada de natureza metálica a raiar o seu ponto de fusão, com coloração a indicar ao observador uma forte oxidação potencial, no seu… isso.
Junho 27, 2008 at 11:39 pm
Daniel Sampaio foi um dos introdutores, em Portugal, da Terapia Familiar, a partir da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar (fundada em 1979).
Junho 27, 2008 at 11:44 pm
Pelos vistos, não resultou. Um falhado!
Junho 27, 2008 at 11:47 pm
Comentário meu repetido.
Nota prévia. Para quem não saiba. Rui Pena Pires é o “marido” da sinistra. Trabalha também pelo “ISCTE” e, dizem as más línguas de lá, que é um indivíduo verdadeiramente insuportável.
A propósito de violência escolar, escreve este chorrilho de disparates no (seu) blog “o canhoto”
” Um destes dias, na Gulbenkian, foi Daniel Sampaio o protagonista de serviço da causa indiferencialista. Segundo a Lusa, Daniel Sampaio terá defendido que a “indisciplina deve ser olhada como uma forma de violência” e que a “violência escolar é todo o comportamento que pode violar a missão educativa de uma escola”. Estas afirmações são lamentáveis, a vários títulos. Em primeiro lugar, porque, objectivamente, desvalorizam a gravidade da violência, sendo portanto irresponsáveis. Em segundo lugar, porque dificultam a eficácia da acção contra a violência, ao tornarem nebulosos e fluidos os seus contornos, sendo portanto inúteis. Finalmente, porque deixam imprecisos os contornos da indisciplina assim impossibilitando a identificação das soluções específicas para a enfrentar e, em consequência, criando um sentimento generalizado de impotência em relação à realidade social.”
Daniel Sampaio, no amplo trabalho de apoio público á sinistralidade, pôs-se a jeito como psiquiatra social (a área do tema em debate) para levar esta bofetada de um bimbo.
Aqui,
ocanhoto.blogspot.com/2008/06/tudo-igual-no.html
Junho 27, 2008 at 11:50 pm
Fafe,
Já estou como o Guinote. Começo a achar-lhe piada. Mas não abuse.
Ontem fez-se passar por “Luís”. Percebi logo. Apeteceu-me entrar no “jogo”.
Então, já se informou sobre o “PISA”!?
E Já espreitou o “Queixas dos Professores”!’
Junho 27, 2008 at 11:56 pm
MARGINAL, MARGINAL… É O MINISTÉRIO
«Violência escolar é marginal»
Declarações da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, contrariam PGR
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, considera que a violência nas escolas não é um fenómeno grave, conforme tinha referido o procurado-geral da República, Pinto Monteiro.
«A violência escolar é marginal, ocorre em menos de cinco por cento das escolas», disse a ministra em entrevista à Sic.
Nos últimos meses, Pinto Monteiro mostrou-se preocupado com a violência no meio escolar, afirmando mesmo que tem «elementos seguros de que há alunos que vão armados para as escolas», e acusou o Governo de «minimizar» a dimensão deste problema.
(…)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Junho 27, 2008 at 11:58 pm
Imagine-se um blog actual em 2015, com todos os trâmites processuais justificados e actualizados
http://www.doportugalprofundo.blogspot.com
…cumprimentos a Balbino Caldeira.
Junho 27, 2008 at 11:59 pm
anahenriques Diz:
“Fafe,
…
Ontem fez-se passar por “Luís”. Percebi logo.”
Hum!, percebeu logo? Devo parabenizá-la, então, pela sua peculiar perspicácia.
Sempre vou adiantando que, se percebeu isso dessa forma, imagino o que terá sido quanto ao resto…
Junho 28, 2008 at 12:00 am
A MARGINALIDADE DA SRA MINISTRA
Professora agredida: Inspecção e PGR acompanham
Advogado vai accionar agressoras judicialmente, dado ser um «crime público»
A professora agredida no interior da Escola EB 2/3 de Paranhos, no Porto, entregou o caso a um advogado, dado que pretende processar os agressores.
«É um crime público e, por isso, pretendo ir até às últimas consequência. Espero também que o Sr. Procurador tenha sensibilidade, uma vez que tem estado sempre na linha da frente a denunciar estes casos», disse ao Portugal Diário Maria Eduarda Almeida, docente de Ciências Fisico-Químicas. (…)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Nota: Parece que os professores estão a perder o medo de dizer o que efectivamente se passa, de facto, nas escolas. O Sr PGR está a prestar um bom serviço ao país. De elogiar.
Junho 28, 2008 at 12:17 am
AnaHenriques,
É um episódio lamentável.
Essa é a Escola-Sede do agrupamento dos meus filhos, onde o meu mais velho fez o 2.º ciclo, e para onde irão os que ainda estão no 1.º ciclo.
Não é uma escola violenta, bem pelo contrário, é das mais seguras da cidade do Porto. O CE é que não é lá muito bom.
Se fosse violenta não teria 35% dos alunos com encarregados de educação com formação superior.
Junho 28, 2008 at 12:17 am
E onde eu estudei.
Junho 28, 2008 at 12:47 am
anahenriques Diz:
“Fafe,
…
Ontem fez-se passar por “Luís”. Percebi logo. Apeteceu-me entrar no “jogo”.”
Pois devia ter entrado, dessa feita teria evitado a lição que o meu suposto heterónimo Luís deu ao seu nariz.
Tenho-me divertido imenso com a sua capacidade de adivinhar Fafe em todo o lado. Se já sonhou comigo – não se preocupe, eu também sou licenciado.
Junho 28, 2008 at 12:54 am
Fafe lembras-te de mim? Fomos colegas em Alter do Chão!
Gandas tainadas nas tascas ribatejanas!
E quando fomos para a cama com aquelas garinas moldavas?
Se ainda te recordas liga-me tá.
Junho 28, 2008 at 1:07 am
Comentário repetido.
“absurdo é também que a percentagem de alunos que fazem e concluem as disciplinas ser alta(??suponho ?se calhar 72% dos alunos) , pois com as notas obtidas no ano lectivo faz uma média positiva…”
Uma boa percentagem. Dentro das médias de todos os SNE de outros países. E significa que os professores portugueses estão a trabalhar bem os programas em vigor e que, mesmo a nível internacional, também. Porque há uma aferição, pelo PISA, a nível de alunos da mesma idade cronológica, em que parece que os alunos portugueses estão muito bem pontuados.
A percentagem restante de alunos, 16%/20%, é a percentagem, em todos os SNE, tidos como alunos que deverão ter percursos escolares alternativos. Todos os sistemas educativos dos países europeus com quem nos comparamos têm esta percentagem de alunos. Não lhe dão é o nome que em Portugal a sinistra e companhia lhe dão “de insucesso escolar”. Este conjunto de alunos (percentagem), dependendo das especificidades dos vários sistemas de Ensino, têm respostas diferenciadas mas nunca dentro do tronco comum ou currículo regular como no Sistema de Ensino Português. Pelo que, naturalmente, aos 15 anos de idade, quando se faz as provas do “PISA”, esses alunos não participam da amostra, simplesmente porque não estão no sistema regular de ensino.
Em Portugal estão todos no SNE o que naturalmente faz baixar a média do país.
Politicamente falando, isto designa-se, para papalvo comer “insucesso escolar”! Realmente trata-se de “insucesso” dos diversos responsáveis políticos por nem sequer terem “copiado” umas coisitas dos outros países.
Mas “isso” não dava “votitos” (o povo português está muito marcado por anos de (grande atraso cultural), considerando que “todos devem ser doitores ou inginheros”, mandar/serem chefes, e iria penalizar quem o ousasse fazer).
Escreva ao Sócrates. E diga-lhe que esta é a reforma da educação que era para ter sido feita. Mas “isso” não lhe dava jeito. Por causa das “Cruzes no boletim de voto”.
Junho 28, 2008 at 1:48 am
“Caso em Granada
Tribunal espanhol processa You Tube por divulgar vídeo de agressão entre menores
27.06.2008 – 20h23 Ana Machado
Um tribunal de menores de Granada, Espanha, ordenou ao site de partilha de vídeos You Tube o pagamento de uma indemnização a dois menores que apareciam num vídeo no site a agredirem-se, revelou o site do diário espanhol “El Mundo”.”
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1333815&idCanal=61
Junho 28, 2008 at 1:55 am
A Biologia foi pioneira na introdução do Paradigma Sistémico ao estudo do comportamento dos seres vivos no seu habitat ou meio natural. Os conceitos de ecologia, ecossistemas, impacto ambiental e tantos outros, entraram assim no vocabulário comum, embora nem sempre utilizado no sentido “científico”.
A introdução do Paradigma Sistémico ao estudo do comportamento do ser humano é introduzido em Portugal pela via das escolas de Terapia Familiar e Comunitária. Esta linha de pensamento e de modelos conceptuais rompe com as teorizações/modelos inscritos no Paradigma da Causalidade linear. Procuram-se as causas.
Toda a linha investigativa nas ciências sociais e humanas, com um corpo de investigação-acção alicerçado no paradigma da Causalidade Linear, sofre revezes atrás de revezes, tanto na teorização como na sua aplicação nos diversos contextos.
Estes “estudos” que proliferam xoxiológicos e tb alguns “olhares” de uma certa pxicologia e antropoloxia, não são mais que “restos de colecção” (no dizer do Kaos), de velhos tempos. Ou melhor ainda. São a tentativa desesperada de tentar acompanhar uma novo olhar com óculos de “tempos idos”. Aqui utilizo a expressão de “modernaços” do Ramiro Marques. No fundo, não são peixe nem são carne. Não são produção científica. Grave é tentarem fazer-se passar pelo que não são: estudos ou investigações. Os académicos têm a palavra. Pronunciem-se, p.f.
A Sociologia, no sentido clássico, ficou sem “respiração”. E colou-se perigosamente ao “Poder” tomando partido pelas numenclaturas, dando a entender que seria com base em “estudos” e para o “bem social”. Naturalmente, isto é uma enorme fraude intelectual. Sabem que a realidade social se “cria” “constroi”. Os próprios “inquéritos”, ou grandes inquéritos da clássica sociologia por amostragem, com grande cuidado na sua construção, neste momento são (nestes casos) meros instrumentos que visam a confirmação de teses ideológicas e muito mais grave – através destes mesmos pseudo inquéritos pretendem actuar na visão dos próprios sujeitos dos inquéritos, influenciar as pessoas no sentido destas validarem futuramente e ideologicamente essas visões. É um processo de influência social de consequências muito graves e nefastas.
No campo da imagem, em especial via televisão, já é muito utilizado. Tudo começou com as empresas de publicidade, para compra de x produtos.
Este pseudo “estudo”, a que o Guinote faz referência no post, inscreve-se evidentemente nesta pseudo-ciência. Não é ciência. Mas, faz-se passar, paradoxalmente pela via do “Poder” ou ideológica, como “ciência”.
Os académicos, investigadores, cientistas sociais devem vir á praça pública esclarecer as pessoas, pelas vias que estão ao seu alcance, desmontar e informar desta gigantesca fraude de seus “colegas”.
Junho 28, 2008 at 3:05 am
Cara sra prof. Ana Henriques;
Como lhe escrevi ontem ,deve ter tído um ano lectivo esgotante, e já está a precisar de férias. Eu de facto não sou nenhum heterónimo do Fafe. Pelo que percebeu mal.
Adiante, Sobre o que diz hoje nem vale a pena comentar, porque quando se refere à Sociologia e a este estudo, nem posso acreditar que quem esteja a escrever seja uma professora. Mas como hoje é 6 feira á noite, e já acabaram as aulas, deve estar eufórica, e não está a raciocinar direito. Isto não é nenhuma ofensa.
Só venho aqui responder, porque uma das autoras do estudo Dra.Mariana Alves é minha amiga, e para que saiba é professora universitária na universidade nova de Lisboa , dept. Educação da FCT. Eu assisti ao seu Doutoramento. Para que saiba tem muitos trabalhos publicados. Vai apresentar os seus trabalhos universitários a congressos no Brasil, na Suécia, pagos por esses congressos. è uma docente / investigadora reconhecida pelos seus colegas.
Fico espantado, e incomodado, com a falta de lucidez de quem trata este estudo como a Prof. Ana. Que certamente nunca o leu. e o critica de uma forma tão ignorante. Isto também não é uma ofensa.
Junho 28, 2008 at 11:36 am
Infelizmente ele há “críticas” que pelo seu grau de irrelevância lógica e argumentação racional não são para serem levadas a sério (isto para dar razão em parte ao Luís).
Mas por outro lado, não conhecendo a relevância teórica e académica dos autores do estudo, no entanto questiono, tendo em conta o clima de promiscuidade entre a sociologia e a política, o que distingue estes autores de mais uns quantos que orbitam em torno da Nomenklatura.
Não podendo tomar a parte pelo todo, os elementos destacados por Paulo Guinote são reveladores de uma certa forma de “encher chouriços”, recorrendo aos ensinamentos sagrados de Bourdieu, aquele energúmeno a que Rymond Aron apelidava de “chefe de seita, seguro de si e dominador, perito em intrigas universitárias, implacável para quem lhe pudesse fazer sombra” (Memórias).
Aliás o trecho citado e destacado pelo Paulo Guinote, é tão eloquente como se se tivesse afirmado que “uma bala não assassina ninguém, se não houver alguém a premir o gatilho da arma que origina o trajecto da mesma”.
Mas alguns intelectuais orgânicos deste país são assim mesmo, viajam muito entre congressos, repetem o óbvio e tomam-nos por idiotas.
Junho 28, 2008 at 12:05 pm
Os sociologos desde durkein só servem para fazer estudos lapalissianos com verdades mais do que evidentes..a verdade é esta se a disciplina é assim tão importante qual a razão do seu qauase desaparecimento do secundário? E antropolgia(muito mais importante)que essa sim sumiu..
Hoje só contam os números: os do desemprego, da produtividade, das f…as, dos numero de barris,etcc,,não é vida são números..
http://br.youtube.com/watch?v=R5j30b0yuXk
Junho 28, 2008 at 12:06 pm
We are living in a plastic age…
http://br.youtube.com/watch?v=jByYnKgl07k&feature=related
Junho 28, 2008 at 12:08 pm
The european man..
http://br.youtube.com/watch?v=SW50JmcDqLE&feature=user
Junho 28, 2008 at 2:26 pm
Sobre a notícia em (6)
Os juizes espanhóis têm razão quando dizem que os telemóveis com máquina de filmar, de gravar e de fotografar podem violar direitos básicos dos cidadãos, como o direito à imagem e à privacidade. Estou farto de repetir isso. O uso destes aparelhos, por essa e por muitas outras razões, deveria ser proibido nas salas de aula.
Mas lá vêm as luminárias do costume, para quem pensar pela própria cabeça custa muito, dizer que ao proibirem-se os telemóveis estaríamos a regredir, e o progresso não pára, e mais não sei quantas ideiazitas de merda, já feitas, que lhes nascem naquelas cabecitas.
Só umas questões: os telemóveis são autorizados nas salas de audiências dos tribunais? Um advogado ou outra pessoa, pode estar a filmar e a enviar para o exterior o que se está a passar durante um julgamento? Um adulto, ou uma criança pode estar a filmar ou a fotografar uma consulta de um familiar com um médico? E o que é que aconteceria se depois essas filmagens em consultórios ou em tribunais fossem parar ao youtube?
Acham que as inúmeras filmagens feitas em salas de aula e em escolas, que estão no youtube ou que são divulgadas de outra forma, não são casos tão graves? Então deixem as criancinhas continuar impunemente, sem aprenderem na prática o que são direitos fundamentais e quais os limites para o que se pode fazer em sociedade, e depois queixem-se.
Junho 28, 2008 at 4:11 pm
h5n1 (19),
Provavelmente os meus comentários anteriores não são, de facto, para serem lidos por si. Ou talvez sim. Creio serem uma questão de “bom senso”.
Não tem decerto formação superior e/ou especialização nas áreas da Psiclogia ou da Sociologia e está fora do debate (guerra) que está instalada nestes domínios do Saber.
Para sua informação, tenho ouvido bastante, nestes últimos tempos, reconhecidos académicos (e lido) destas áreas. Sobretudo colegas meus de Universidade que fazem carreira no Ensino Superior. E estamos de acordo.
A bomba vai estalar no E. Superior.
Junho 28, 2008 at 4:18 pm
Relativamente á formação dos juízes portugueses, CEJ, conheço-a bem. Ou melhor, conhecia.
Acresce que trabalhei com alguns magistrados, durante uns tempos, e tive a oportunidade de aferir que alguns têm, de facto, uma excelente formação nestes domínios do Saber, especialmente em Sociologia. Não “comem gato por lebre”.
Junho 28, 2008 at 4:59 pm
Chamem-lhe indisciplina, violência, o que quiserem que para mim é indiferente. Agora que a “coisa” existe,existe. Nas básicas é preocupante.
Se a ministra quisesse, de facto, melhorar o ambiente e os resultados escolares de forma significativa, bastava deixar que as escolas decidissem como resolver o problema. Imaginemos um aluno que ano após ano desrespeita continuadamente o Regulamento Interno da Escola, destabiliza sistemáticamente as aulas, em prejuízo das suas aprendizagens e dos seus colegas, agride verbalmente e mesmo fisicamente os mais frágeis, não trabalha, não cumpre os Planos de Recuperação que a escola lhe oferece. A escola já chamou por diversas vezes o EE, já aplicou medidas educativas diversas, mas nada resulta. Perante esta situação, que deve a Escola fazer?
Recusar-lhe simplesmente a matrícula, defendo eu.
Já estão todos a dizer” NAO PODE!”, estão a lançar o jovem na rua,na marginalidade.
Engano vosso. Isso seria verdade se não existissem alternativas ao Básico. Mas existem. Há, na minha cidade vários CEFs integrados em Escolas Profissionais ou Secundárias, com uma oferta diversa, que pode contemplar os interesses destes alunos.
Então, perguntarão, porque não os orientam nesse sentido?
Nós orientamos. Promovemos várias sessões de orientação, esclarecemos os EEs, só que eles(alunos e EE)não querem.
Seria diferente se a escola pudesse decidir por eles. Desde logo, sabendo da possibilidade de a escola poder recusara a matrícula, todos, alunos e pais, se envolveriam de uma forma completamente diferente. O ambiente escolar melhorava, a qualidade das aprendizagens também e eramos todos muito mais felizes.
O que há de politicamente incorrecto nisto?
Junho 28, 2008 at 5:23 pm
Eu acho que aqui a “laranjalima” tem muita razão no que diz.
Já todos chegámos à conclusão que tentar levar as coisas a bem não dá em nada para muitos alunos e EE. Estes não só fazem o que querem e lhes apetece, como ainda se dão ao luxo de ofender professores.
Já pensaram porque é que no privado muitos EE não “se armam aos cucos”? Porque a resposta é a melhor que se lhes poderiam dar: “Não gosta? Então ponha o seu filho noutro lado!” E eles baixam logo a bolinha…
Enquanto a Escola Pública não tiver este tipo de dignidade, a coisa não vai a lado nenhum em muitas situações. A Escola é que tem que impôr as regras, não são aqueles que a frequentam que têm que ter as regras que querem.
A escolaridade é obrigatória até ao 9º ano (ou 15 anos), mas isso não significa que quem leva isto a sério tenha que aturar o que anda por aí…
Junho 28, 2008 at 5:24 pm
Tenham lá a santa paciência, mas há limites para tudo…
Junho 28, 2008 at 5:26 pm
Para bem de quem quer fazer um trabalho sério e para bem de quem quer realmente aprender.
Junho 28, 2008 at 5:27 pm
Para bem de quem quer fazer um trabalho sério e para bem de quem quer realmente aprender.
Junho 29, 2008 at 12:19 am
anahenriques Diz:
“h5n1 (19),
…
Não tem decerto formação superior e/ou especialização nas áreas da Psiclogia…”
Hum!, está-se a fazer passar por ministra. Ministra da “psiclogia”, “eu é aqui seii, eu é qui manduu”.
Por outro lado, é possível – há gente capaz de tudo – que esteja a tentar publicar aqui a sua tese de formação superior, que o fax já não é tecnologia aceitável. Claro que muita coisa é “pastada” de locais copiados.
Fafe, “se ouso exprimir-me assim”.