Acabei hoje, pouco depois das 17 horas, a minha terceira e última reunião de avaliação deste ano lectivo (não estou a contar com aquela que se fez apenas com causa de um único aluno). A vantagem de ser professor pré-generalista, leccionando três disciplinas, duas ACND, mais um apoio individualizado, é que as reuniões não são excessivas.

Foram três reuniões excelentes, pela forma como decorreram, pelo ambiente, pela sensação que tudo ainda pode ser como foi durante muito tempo.

Conselhos de Turma onde se praticou a entreajuda, o respeito, a confiança. À moda antiga, acrescentaria. Apesar das diferenças de percursos profissionais, idades, experiência e até estatuto de cerca de 20 docentes diferentes. Apesar da diversidade do perfil das turmas, uma de «alternativos», uma que deveria sê-lo e outra a namorar a excelência.

Não é coisa pouca e vai rareando. Irá, cada vez mais rareando.

É certo que tudo resulta da boa relação pessoal e profissional dos presentes e que esse é um valor que urge preservar nestes tempos incertos.

Não sei se terão sido as últimas três reuniões assim tão pacíficas, tão fáceis, tão naturais. Sem crispações, sem conflitualidade, em que tudo funcionou por unanimidade, mesmo as decisões mais difíceis.

Pelo meio, almoço colectivo de uma dúzia ou mais de colegas de diferentes grupos disciplinares e ciclos de escolaridade. Cansaço mas confraternização. Desgaste mas amizade.

Quando se observa o que se vai passando «por fora», senti-me longe de tudo isso e quase acreditei que as coisas até podem continuar assim.

Eu quero acreditar que sim. Pela minha parte farei tudo para que sim. E confio que muitos farão o mesmo.

Ainda falta bastante trabalho até se dar por concluído o ano lectivo e sabemos o que nos espera daqui por um par de meses.

Mas o sabor destes dias permite ter esperança…