Acabei hoje, pouco depois das 17 horas, a minha terceira e última reunião de avaliação deste ano lectivo (não estou a contar com aquela que se fez apenas com causa de um único aluno). A vantagem de ser professor pré-generalista, leccionando três disciplinas, duas ACND, mais um apoio individualizado, é que as reuniões não são excessivas.
Foram três reuniões excelentes, pela forma como decorreram, pelo ambiente, pela sensação que tudo ainda pode ser como foi durante muito tempo.
Conselhos de Turma onde se praticou a entreajuda, o respeito, a confiança. À moda antiga, acrescentaria. Apesar das diferenças de percursos profissionais, idades, experiência e até estatuto de cerca de 20 docentes diferentes. Apesar da diversidade do perfil das turmas, uma de «alternativos», uma que deveria sê-lo e outra a namorar a excelência.
Não é coisa pouca e vai rareando. Irá, cada vez mais rareando.
É certo que tudo resulta da boa relação pessoal e profissional dos presentes e que esse é um valor que urge preservar nestes tempos incertos.
Não sei se terão sido as últimas três reuniões assim tão pacíficas, tão fáceis, tão naturais. Sem crispações, sem conflitualidade, em que tudo funcionou por unanimidade, mesmo as decisões mais difíceis.
Pelo meio, almoço colectivo de uma dúzia ou mais de colegas de diferentes grupos disciplinares e ciclos de escolaridade. Cansaço mas confraternização. Desgaste mas amizade.
Quando se observa o que se vai passando «por fora», senti-me longe de tudo isso e quase acreditei que as coisas até podem continuar assim.
Eu quero acreditar que sim. Pela minha parte farei tudo para que sim. E confio que muitos farão o mesmo.
Ainda falta bastante trabalho até se dar por concluído o ano lectivo e sabemos o que nos espera daqui por um par de meses.
Mas o sabor destes dias permite ter esperança…

Junho 24, 2008 at 10:39 pm
Que sorte!
Pois eu, para acabar em beleza, tive uma reunião de departamento que mais parecia um galinheiro do género “em casa onde não há papel, todos mandam e ninguém tem razão”. Foi o ano das reuniões de departamento verdadeiramente surreais… As futuras só podem ser melhores!
Junho 24, 2008 at 10:46 pm
É este ambiente de camaradagem que ainda vai existindo que nos faz andar assim. O que não nos mata, faz-nos mais fortes.
Junho 24, 2008 at 10:50 pm
http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.periferica.org/numero14/thivillon01.jpg&imgrefurl=http://www.periferica.org/numero14/bd.html&h=576&w=450&sz=46&tbnid=KwvajIA4NAVEuM:&tbnh=134&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3Dbanda%2Bdesenhada%26um%3D1&start=2&ei=nWthSICTCY7MQNWdya4F&sig2=_4ugrNb8DStHPN6srkvVTQ&sa=X&oi=images&ct=image&cd=2
PARA QUEM GOSTA DE BANDA DESENHADA..
Junho 24, 2008 at 10:52 pm
Olinda não sei se já conheces este site mas é interssante..
http://www.bdportugal.info/Comics/index.html
Junho 24, 2008 at 10:53 pm
ou ainda este
http://www.toonman.com.pt/bd.htm
Junho 25, 2008 at 12:19 am
Tudo aponta para que essa realidade do bom trabalho vá rareando nas escolas.Resta a inteligência e a calma para se enfrentar o turbilhão que já começou há 3 anos e que indubitavelmente terá o seu clímax no próximo ano lectivo nas escolas.
Espero que as férias que se aproximam ajudem a acalmar os ânimos. Mas não tenho grandes esperanças.
Este ME colaborou ostensivamente para a criação de 1 ambiente de crispação nas escolas. Ninguém aguenta 3 anos assim.
A menos que se vá assobiando para o lado, por ignorância ou por qualquer outra táctica.
O meu objectivo individual para estas breves férias é aprender a assobiar.
Junho 25, 2008 at 1:08 am
Já conhecia algumas coisas Bigbrother mas prefiro os álbuns em papel.
De qualquer forma, obrigada pelos sites.
Junho 25, 2008 at 5:21 pm
Nas minhas reuniões (foram 5) houve sempre votação de notas- para passar os alunos é claro- e tudo foi ameno porque foi sempre por unanimidade!!!!
Acho que interiorizámos o espiríto! Pelo menos não houve guerras!
Junho 25, 2008 at 7:27 pm
ME NÃO TEM MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL
Pergunta-se: o Ministério da Educação tem um Modelo de Desempenho Profissional? Não. Revogou o que existia (professores) e não o substituiu por nenhum outro.
In,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Junho 25, 2008 at 7:31 pm
O segredo da Finlândia
Na Finlândia, os professoers têm uma tarde livre para trabalharem em conjunto: planificam, trocam materiais e elaboram recursos didácticos de forma cooperativa. A ênfase está na atitude colaborativa e no apoio aos alunos que estão a ficar para trás. Não há exames nacionais, os resultados das avaliações externas das escolas não são tornados públicos, não há rankings de escolas e um em cada três alunos recebe aulas de apoio. Na Finlândia, os professores são muto bem pagos, a profissão é socialmente muito valorizada, não existe um sistema formal de avaliação de desempenho dos professores, não existe um Ministério da Educação com poderes curriculares e pedagógicos sobre as escolas, o currículo nacional é mínimo, a autonomia das escolas é grande, os planos de estudos incluem menos disciplinas do que em Portugal, o número de aulas por semana é menor e as aulas têm 45 minutos. Como se vê, é tudo ao contrário de Portugal.