Ministra critica “quem acorda de manhã e diz que o exame foi fácil demais”
A ministra da Educação garantiu que não tem qualquer intervenção no processo de elaboração dos exames e rejeitou veementemente as críticas de associações de professores e sociedades científicas, e hoje repetidas pelos deputados da oposição presentes da comissão parlamentar, sobre a excessiva facilidade de muitas perguntas nos testes nacionais deste ano.
“Não conheço as pessoas que fazem os exames, não dependem de mim e só tenho conhecimento das provas no final do período em que ocorrem. É preciso respeitar e confiar no órgão que produz estes testes e no seu trabalho técnico”, respondeu, reforçando a ideia de que a única preocupação da tutela foi garantir o “rigor e exigência.”
Afirmando que não tem competência para se pronunciar sobre o nível de complexidade destas provas, porque tal requer “testes estatísticos e procedimentos técnicos” e aguardar pelos resultados, Maria de Lurdes Rodrigues criticou também quem se tem pronunciado sobre este assunto: “Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas e que elaboraram relatórios técnicos a umas pessoas que acordam de manhã e que dizem que exame foi fácil demais, criando alarmismo entre pais, professores e alunos. A avaliação sobre a complexidade que tem sido feita é pouco rigorosa”, reforçou, já à saída da comissão parlamentar.
Junho 24, 2008
Mas Ainda Há Quem Acorde E Tenha Competência
Posted by Paulo Guinote under Exames, Facilitismo?, Opiniões, Poeira nos Olhos[52] Comments
Junho 24, 2008 at 10:59 pm
Só um comentário a este pseudo comentário;
parafraseando alguém que já foi mas ainda está: e o burro sou eu..e o burro sou eu..?
Junho 24, 2008 at 11:02 pm
O RELÓGIO DO MUNDO – segundo a segundo
http://www.poodwaddle.com/worldclock.swf
Para ver o que se passa no mundo segundo a segundo ..impressionante.
Junho 24, 2008 at 11:05 pm
Para quem quiser ver em português..
O RELÓGIO DO MUNDO – segundo a segundo
http://www.poodwaddle.com/worldclock.swf
Junho 24, 2008 at 11:07 pm
http://www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm
agora sim em português
Junho 24, 2008 at 11:08 pm
Um grande abraço Paulo – está atento ao mail!
Junho 24, 2008 at 11:10 pm
Segundo me contaram, parece que a Srª Ministra fez hoje um discurso comovente, de chamamento da “sociedade civil” e dos EEs mais distraídos para a bondade das medidas do ME.A escola a tempo inteiro, as AECs, as substituições e outras medidas terão acertado no alvo do insucesso.Assim como aquela imagem da capa do Economist.
Tiro aos pardais.
Junho 24, 2008 at 11:28 pm
Não conheço as pessoas que fazem os exames, não dependem de mim
Como? Então o Ministro da Educação não é o responsável máximo pelo trabalho desenvolvido pelo seu pelouro? Ou será que a malta no ME anda mesmo mas é em rota livre?
Afirmando que não tem competência para se pronunciar sobre o nível de complexidade destas provas, porque tal requer “testes estatísticos e procedimentos técnicos”
Não estou a perceber. Então a senhora ministra não quis um destes dias dar uma lição de estatística a um doutorado na matéria?
Cá por mim, a senhora ministra começa a tirar o cavalinho da chuva. A malta do GAVE que se cuide…
Junho 24, 2008 at 11:34 pm
Se não fosse o facto de, ao acordarmos, ainda mantermos a nossa competência, onde iria já a qualidade do ensino em Portugal? Porque essa qualidade só a nós se deve…
Junho 24, 2008 at 11:36 pm
Para o ano, já com os alunos na universidade, é que se vão ver os excelentes chumbos que levam. Sorte dos profs do superior que não têm paizinhos a contestar as notas.
Quando a Milu diz todas as maravilhas do trabalho deste ano, terá consciência que está a dizer que, até aqui, os “técnicos maravilha” do Gave trabalharam mal?
O PS resolveu rever a medida de inadequação ao posto de trabalho, como justificação de despedimento. Pelos vistos, a inadequação pode ser transitória no caso dos funcionários, já que a do governo parece ser permanente.
Junho 24, 2008 at 11:54 pm
…pior do que isso é o facto de o exame de Matemática do 12o ano, em que fui vigilante, na passada segunda feira, ter um erro numa questão de escolha múltipla, e oficialmente fazer-se de contas que não foi nada… é claro que os alunos escolhem uma solução, por exclusão de partes e “acertam”… porque os alunos estão “treinados” …estou a falar da representação gráfica da função derivada de uma outra função também representada graficamente ( uma semi-recta e um arco de parábola)… é que nenhuma das hipóteses apresentadas podia em rigor representar a derivada da função inicial… no ponto comum da semi-recta e da parábola o declive da parábola( em módulo) é visivelmente muito superior ao da recta( também em módulo), (duas ou três vezes, à vista desarmada) e nas representações apresentadas como soluções aparecem iguais… é certo que este não era o cerne do problema, mas então o rigor matemático exigia que se dissesse que apreciação devia ser feita do ponto de vista do domínio da função derivada… aliás se esta não fosse uma questão de escolha múltipla e fosse pedido ao aluno que fizesse um esboço do gráfico da função derivada da função dada, nenhum critério de correcção aceitaria como certo as que a prova tem como hipóteses de escolha … é um lapso compreensível, para um professor num teste da sua turma, porém inadmissível numa “equipa” que tem todo o tempo para elaborar, rever, rever, rever ……. mais um exemplo ilustrativo da diferença entre saber matemática ou saber resolver exames… muitos dos que “acertaram” nem deram por nada… e os que perceberam a gafe ultrapassaram-na pragmaticamnete, e os que não sabem , não sabem… e os responsáveis pela gafe assobiaram para o lado…
Junho 25, 2008 at 12:13 am
É, neste momento, irrelevante o que a senhora ministra diz. Politicamente, ela sabe que a coisa já não pega. Está à defesa, muito à defesa. Só pede que o jogo acabe depressa. As pessoas perceberam que havia truque. Não é preciso intervenção para haver truque. Quem sabe um pouco de análise curricular e de construção de itens sabe como as coisas se fazem dentro de uma perspectiva “científica”.
Mas a senhora ministra tem de assumir uma de duas posições:
1. Ou estas provas estão bem construídas e os resultados são fiáveis; então, as provas anteriores estavam mal construídas e todas as ilações que ela tirou delas estão erradas, bem como a avaliação dos alunos foi feita ao acaso.
2. Ou as provas anteriores estavam bem construídas e os seus resultados mereciam leitura; então, as actuais não estão bem construídas e a única leitura que se pode tirar delas é que não servem para aferir o sistema nem para avaliar os alunos.
Para sair deste dilema, teria de provar através de avaliação independente e reconhecida científica e socialmente (isto seria importante) que as provas eram equivalentes.
Mas tudo isto é chinês para a opinião pública. O que conta é que toda a gente está convencida de que tudo se tornou mais fácil para justificar as políticas. A senhora ministra está a experimentar o veneno com que brindou durante anos os professores. É a vida.
Junho 25, 2008 at 12:21 am
Os técnicos do GAFE são tão muito bons. Mas os nossos alunos são melhores. Então os técnicos pensavam que os enganavam?
Junho 25, 2008 at 12:28 am
Começo por tirar o meu chapéu ao colega Aristides Adão (com. 10) pela clara detecção da gaffe. De facto, todos olharam para o ponto anguloso e esqueceram-se de outras questões (eu também, devo reconhecer). Aliás, penso que nem os colegas da SPM se aperceberam.
Mas também vos quero contar outra história. O meu filho fez a prova do 9º ano. Eu vi o que ele fez, corrigi, e, assim por alto, a coisa chegapara ele ter uns 55 a 60%. Não é muito, bem sei, mas ele também não estudou nada, vai ter o que merece…
Ah, quase me esquecia de dizer outra coisa. Ele fez a prova esta tarde e só por curiosidade. O rapaz tem 11 anos, concluiu agora o 6º ano.
Junho 25, 2008 at 12:51 am
Atenção! Já todos ouvimos a Senhora do Sucesso dizer que “chumbar sai caro”, que os “exames não dizem tudo acerca da avaliação”. Bom, esta estratégia pode ser um passo para a tão almejada descredibilização/desvalorização dos Exames Nacionais. Façamos análise crítica e atenta destes dias do fim. Para não acontecer desaparecerem estes instrumentos – não são os únicos, é certo, mas são importantes – como aconteceu, entre outros, com o exame a Filosofia. Amanhã, o Português e a Matemática… é “que sai caro”, “envolve muitos polícias” e deram lugar à educação para a publicidade!!! E mais umas coisas muito tecnológicas e oportunas!
Atenção, portanto.
Saudações,
Luís Vilela.
Junho 25, 2008 at 12:53 am
“Afirmando que não tem competência para se pronunciar sobre o nível de complexidade destas provas”
Concordo plenamente.
O perfil da senhora, aqui
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Composicao/Perfil/MariaLurdesRodrigues.htm
Junho 25, 2008 at 12:55 am
(13),
Parabéns ao rapaz!
Junho 25, 2008 at 12:56 am
(14),
Não me admirava nada…..
Junho 25, 2008 at 12:59 am
“Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas e que elaboraram relatórios técnicos a umas pessoas que acordam de manhã e que dizem que exame foi fácil demais…”
Se os professores, que são profissionais da educação e trabalham todos os dias com os currículos, não são competentes para dar uma simples opinião sobre as provas e os exames, então… quem será?
Ou será que estes profissionais não têm credibilidade para opinar sobre o trabalho da sua própria profissão?
Junho 25, 2008 at 1:05 am
Parabéns ao filho do César.
Junho 25, 2008 at 1:07 am
Parabéns ao filho do César.
Junho 25, 2008 at 1:11 am
A cassete do costume
Junho 25, 2008 at 1:25 am
A ministra é burra! Afirmação proferida de manhã, à tarde e à noite… nunca ‘houveram’ exames assim…
Junho 25, 2008 at 1:43 am
No Exame de Matemática do 9º ano, a questão 11 tem elementos a mais, não necessários para a sua correcta resolução.
A dúvida e a confusão surgiram…
O GAVE responde que foram colocados elementos a mais para confundir os alunos… objectivo atingido!
É deste modo que se avaliam os conhecimentos Matemáticos dos alunos? Com questões incorrectamente elaboradas? Deverão ser os alunos prejudicados pelas matreirices do GAVE?
Junho 25, 2008 at 2:41 am
Mas…. há mesmo quem se queixe que os exames não tiveram resolução fácil!
Ora veja estes
Junho 25, 2008 at 3:28 am
A srª que “humildemente”(aparência a quanto obrigas!) assume não ter competência para se PRONUNCIAR sobre o nível de complexidade destas provas por requisitos que não reúne, insurgindo-se, inclusíve: “Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas…”, Colocou, todavia, professores com DIFERENTES formações UNIVERSITÁRIAS (científico-técnico-pedagógico) e (mais ou menos) largos anos de experiência a AVALIAREM-SE uns aos outros … e, para esta avaliação já não são precisas competências?, esta avaliação já não é “pouco rigorosa”?
A verdade ficaria sempre bem mas, pelo menos, seja coerente na argumentação!
Junho 25, 2008 at 8:42 am
Isto é verdade???
Comentário no Público on-line:
24.06.2008 – 23h58 – Nelson Gomes, Lisboa
Uma acha para a fogueira: Vão ao site do GAVE, e procurem os critérios de correcção da prova de Matemática A. Procurem até chegarem à última pergunta da prova (7.2, salvo erro). Verão a resolução da mesma, e depois, o inacreditável: são aceites duas respostas (529 dias ou 530 dias) ao problema, quando apenas a segunda está matematicamente correcta! Afinal, a Matemática é ou não é uma Ciência Exacta? 529 ou 530 dias? Então já se dá a cotação total por uma resposta incorrecta? Os critérios de correcção já chegaram aqui? Não será isto uma prova do facilitismo a que isto chegou? Reflitam nisso… Cumprimentos.
Junho 25, 2008 at 9:00 am
Aristides Adão
Tem toda a razão em apontar para esse erro. É notória a diferença dos declives mesmo à vista desarmada, mas nas alternativas de solução, são sempre consideradas iguais em módulo.
Junho 25, 2008 at 10:18 am
margarida (15),
Durante os 17/18 anos de ISCTE – porque antes a mulher era “nossa” colega do 1º ciclo, quantas anos esteve de licença sabática, obteve bolsa e substituição de aulas por cargas, para produzir “isto” que se segue pago por nós (portugas)!?
Sendo completamente mentirosa e manipuladora, neste caso, tem razão.
INGINHEROS!!!!!
Publicações
É autora de diversos trabalhos, publicados com bastante regularidade, com especial destaque nas áreas de Sociologia das Profissões e Sociedade da Informação
(no prelo) «O papel social dos engenheiros», em Manuel Heitor (org.) A engenharia em Portugal no Século XX, Lisboa, D. Quixote
(no prelo) «As mulheres engenheiras em Portugal», em Ana Cardoso de Matos e Álvaro Ferreira da Silva (orgs.), Engenheiros e Engenharia em Portugal. Séculos XIX e XX, Évora, CIDEHUS/Colibri
2004 «Entre culture française, myte anglais et esprit allemand: genèse de l`enseignement technique au Portugal» em La formation des ingénieursen perspective. Modeles de référence et réseaux de médiation (XIXe et XXe siècles), Rennes, Presses Universitaires de Rennes
2004 «A utilização de computadores e da Internet pela população portuguesa», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 43 (co-autoria)
2004 «Associativismo Profissional em Portugal: entre o público e o privado» em João Freire, Associações Profissionais em Portugal, Oeiras, Celta Editora
2003 «A profissão de engenheiro em Portugal e os desafios colocados pelo Processo de Bolonha», em jornadas O Processo de Bolonha e as Formações em Engenharia, Universidade de Aveiro (difusão em DVD e em http://paco.ua.pt/documentos/?p=Bolonha)
2003 «Qualificação da população activa em Portugal 1991-2001», em Grupo Parlamentar do PS, Novas Políticas para a Competitividade, Oeiras, Celta
2002 «Sociedade da informação em Portugal: estratégia e acção política (2000-2001)», Anuário da Comunicação 2001-2002, Lisboa, Observatório da Comunicação
2002 «O crescimento do emprego qualificado em Portugal», Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 40
2002 «Engenharia e sociedade: a profissão de engenheiro em Portugal», em José Maria Brandão de Brito (org.), Engenho e Obra, Lisboa, D. Quixote
2002 «A sociedade da informação em Portugal: metodologias de observação», em Indicadores de Ciência y Tecnologia en Iberoamerica, Agenda 2002, Argentina, RICYT
2001 «O metro no quotidiano de Lisboa», em Fernanda Rolo (org.), Um Metro e Uma Cidade. História do Metropolitano de Lisboa, Vol. III, Lisboa, Edição do Metropolitano de Lisboa (co-autoria)
2000 «Rumo a uma sociedade do conhecimento e da informação», em António Reis (org.) Portugal no Ano 2000, Círculo de Leitores e Comissariado da Expo 2000 Hannover, Lisboa (co-autoria) (texto publicado também na versão alemã da mesma obra)
2000 «Recursos humanos na sociedade da informação», Cadernos de Economia, Lisboa (co-autoria)
2000 «Ciência e tecnologia», O Economista, nº 13
2000 «Os portugueses perante a ciência», em Maria Eduarda Gonçalves (org.), Cultura Científica e Participação Política, Oeiras, Celta
1999 Os Engenheiros em Portugal, Oeiras, Celta
1999 «A cidade subterrânea: Lisboa e o metropolitano (1957-1997)», Inforgeo, n.º14 (co-autoria)
1998 «Profissões: protagonismos e estratégias», Portugal, que Modernidade?, Oeiras, Celta (co-autoria) (texto publicado também na versão inglesa da mesma obra)
1997«Le génie electrotechnique au Portugal», em Laurence Badel (org.), La Naissance de L´Ingénieur-Électricien. Origines et Développement des Formations Nationales Électrotechniques, Paris, Association pour L’Histoire de l’Electricité en France/PUF
1997 Sociologia das Profissões, Oeiras, Celta (2.ª edição 2001)
1996 «Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)», «Manuel Rocha», «Edgar Cardoso», «Duarte Pacheco» e «Congressos de Engenharia», em Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito (orgs.) Dicionário de História do Estado Novo, Lisboa, Círculo de Leitores (co-autoria)
1995 As Chefias Directas na Indústria, Colecção Estudos, Lisboa, IEFP (co-autoria)
1995 «Atitudes da população portuguesa perante o trabalho», Organizações & Trabalho, nº 14
1995 II Inquérito à Situação Socio-Profissional dos Diplomados em Engenharia, 1994. Relatório Global, Comité Nacional FEANI (policopiado)
1994 «A situação dos engenheiros em Portugal entre 1972-1991», Organizações & Trabalho, nº 10
1993 Sociedade, Valores Culturais e Desenvolvimento, Lisboa, Publicações D.Quixote (co-autoria)
1993 «Mulheres empresárias: contribuição para o estudo do trabalho feminino», Organizações & Trabalho, nº 5/6
1992 «Os encarregados na indústria portuguesa», Sociologia Problemas e Práticas, nº 11 (co-autoria)
1991 «Woman managers in Portugal»,Iberian Studies, 20 (1&2)
1990 Empresários e Gestores da Indústria em Portugal, Lisboa, D. Quixote (co-autoria)
1990 «Mulheres ‘patrão’», Sociologia, Problemas e Práticas, nº 8
1989 «Mulheres na função empresarial», Organizações & Trabalho, n.º 1
Percebe-se facilmente porque mandou ás malvas a Sociologia para se dedicar á “Engenharia ou Reengenharia social” que, como se sabe degenerou numa metodologia “de cariz fascizante”.
Junho 25, 2008 at 10:18 am
Tudo isto é demasiado sério para ser anedótico. Que custos teremos ainda de pagar só porque alguns já têm como meta as próximas eleições? Tempos estranhos estes, em que todos somos tratados como resultado de um processo de clonagem, tudo à custa da ” glória de mandar” da ” vã cobiça”…quais são as perspectivas para os pais atentos com filhos a iniciar a escolaridade ou para os professores que sempre desempenharam com seriedade a sua tarefa? E depois afirmam que os portugueses são pessimistas, só me lembro daquela definição já gasta de ser um pessimista “um optimista com experiência”. Olhando para as últimas 3 décadas, tudo leva a crer que nunca “houveram” tempos assim…
Junho 25, 2008 at 1:05 pm
Pelas palavras da ministra, fica clara a ideia de que a avaliação “científica” do rigor e do grau de exigência dos exames será ditado, em termos de chico-espertismo, a partir do momento em as perguntas forem adequadas ao nível de conhecimento dos alunos – traduzido em respostas certas.
Ou seja, se a percentagem de alunos que obtém as notas mais elevadas estiver dentro da margem dos resultados esperados e desejados pelo governo, então os exames são, com toda a certeza, justos, apropriados e cientificamente validados.
Isto quer dizer uma coisa muitos simples: o nível de exigência foi abaixado artificialmente – comparativamente com os dos exames dos anos anteriores e com os padrões internacionais – de forma a obter, com um mínimo de garantia, resultados melhorados e mais “apresentáveis” em termos absolutos, reportados aos exames actuais.
Esta prática miserável condena os melhores alunos a uma mancha de igualdade forçada, motivando certamente a raiva e o desprezo daqueles que sabem mais, uma vez que os alunos de média 17-18-19-20 ficarão todos no mesmo limite superior, sem diferenciação. Eis uma medida que certamente agradará à “esquerda” anti-intelectual e igualitarista
Em contrapartida, aqueles mais fracos saírão beneficiados, porque poderão subir alguns pontos, na valorização induzida artificialmente por meios indignos e vergonhosos, em relação aos conhecimentos e competências reais que possuem.
Claro que a PROVA de tudo isto é difícil de apresentar, tanto mais que a estupidez de alguns pais (coadjuvados por alguns cientistas da educação), dá cobertura a este tipo de operação de cosmética.
A factura de atrasados mentais produzidos pela escola tem tendência a subir nos próximos anos, a continuarmos nesta loucura de eutanásia intelectual.
Mas também isso certamente estará nos planos da Nomenklatura que nos governa.
Junho 25, 2008 at 1:28 pm
Alguns comentários na escola de professores vários: “As provas não foram fáceis. Mas que coisa….se são difíceis, é porque são difíceis, se são fáceis, é porque são fáceis. Sempre do contra!
Junho 25, 2008 at 2:43 pm
CONVITE
Realizar-se-á, no decorrer do próximo ano lectivo, um espectáculo de CIRCO imperdível!
As tendas já estão montadas e os PALHAÇOS prometem divertir miúdos e graúdos!
Para mais informações contactar qualquer escola próxima da sua residência.
Junho 25, 2008 at 2:54 pm
Fernanda 31
Disse aqui, no dia da prova de aferição de matemática do 6º ano, que se tratava de uma “afronta aos professores e aos alunos que trabalham” e mantenho. Já deixei por aqui alguns dados das classificações obtidas na minha escola que não deixam margem para dúvidas quanto ao grau de facilidade. No entanto, a Coordenadora do departamento, que tanta guerra fazia com a ignorância dos alunos, com as “não competências” com que chegam ao 3º ciclo, etc, etc, disse na minha cara que não achava que as provas fossem fáceis!!! Estranho? Nem por isso, garanto eu!
Parabéns ao filho do César.
Também eu dei a prova do 6º ano a uma turma de 5º ano (22 alunos). 90% teve positiva e 7 alunos acertaram tudo. SEM MÁQUINA DE CALCULAR! De referir que eles não fizeram as questões que envolviam fracções, matéria ainda não tratada, mas até resolveram uma delas.
Junho 25, 2008 at 3:51 pm
no comments,
Estou a pensar aderir definitivamente ao choque tecnológico e registar algumas palhaçadas.
Junho 25, 2008 at 3:54 pm
Também as provas do 4 ano foram mais faceis que no ano anterior. Alguns exercicios eram acessiveis a alunos de 2ºano.
Junho 25, 2008 at 7:09 pm
Imagine-se, que a percentagem de classificações positivas num dos exames é superior a 100 por cento (hoje em dia tudo é possível na estatística nacional, mesmo sem problemas informáticos). Quem iria detectar o erro?
Junho 25, 2008 at 7:34 pm
“(…) Estive a ver um exame de matemática e, pronto não posso dizer que era muito difícil, tenho até que reconhecer que tem coisas que até o meu filho que anda no 4º ano sabia responder, mas acredito que foi mais difícil que alguns exames de alguns Engenheiros que andam por aí.” (Kaos, A Estatística dos exames)
Junho 25, 2008 at 9:06 pm
Fernanda1 e mariaprofessora,
Na minha disciplina, Geografia, o exame está na linha dos anos anteriores, normal.
O facto da provas de matemática do 6.º, do 9.º e do 12.º terem sido mais acessíveis, não quer dizer que o mesmo tenha ocorrido em todas as disciplinas.
Junho 25, 2008 at 9:41 pm
DA,
Se assim é deve ser caso único, pelos vistos.
A Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) considerou que o exame nacional de física e química A apresenta “questões extremamente elementares” e perguntas que “exigem apenas que o aluno saiba ler”.
In,
professoresramiromarques.blogspot.com/2008/06/prova-de-fsica-e-qumica-tambm-foi-fcil.html
Junho 25, 2008 at 9:45 pm
As sociedades científicas (SPM e SPQ) foram unânimes nas críticas ao facilitismo dos exames. Quer a SPM quer a SPQ caracterizam-se por um elevado grau de independência face ao ME. A qualidade científica dos membros das direcções destas duas organizações assegura crédito aos pareceres.
Junho 25, 2008 at 9:58 pm
Parabens ao pai de César e ao filho de César.
Junho 25, 2008 at 10:07 pm
E ao Brutus?
Junho 25, 2008 at 11:00 pm
Pensem bem na cruzinha!:
http://livresco.wordpress.com/2008/06/25/baptista-bastos-a-alegria-dos-cemiterios/
Junho 25, 2008 at 11:41 pm
anahenriques (25)
A senhora foi professora do 1º ciclo?
Se foi, não sabia. Aliás, porque é que não aparece isso no seu perfil? E tirou curso para dar aulas ao 1º ciclo? Não vi nenhuma formação nessa área no seu perfil.
Estranho.
Junho 25, 2008 at 11:52 pm
é anahenriques (28)
Junho 26, 2008 at 12:11 am
margarida,
Sim, claro. E depois tirou a licenciatura em Sociologia, como trabalhadora – estudante em horário nocturno, sempre a dar aulas no 1º ciclo.
Das primeiras medidas que tomou, mal chegou á 5 de Outubro, foi impor um regime de transição para um novo estatuto das reformas dos professores que a previlegiaria a ela, caso permanecesse na carreira do Ensino Básico!!!!!! Os outros professores da carreira foram tidos de imediato como “lixo”, para ela. Entraram logo no novo “regime de reformas”.
Esta é DAS MAIORES PULHICES da bisca.
Pois.
Junho 26, 2008 at 12:14 am
É grande b…. humana.
Junho 26, 2008 at 12:23 am
DA (38),
Nas outras disciplinas, já há alguns anos que se vinha gradualmente verificando uma maior “normalização” dos exames nacionais.
E incluo aqui o exame de Alemão e o de Inglês também.Quando começei a leccionar Alemão, o insucesso era enorme, para uma disciplina que se iniciava no 10º ano. Mas como o nº de alunos que os realizavam era diminuto, comparado com os alunos que realizavam o Português, a Matemática ou a FQ, esse problema passava ao lado.
Passados alguns anos, a situação foi mudando. Com o Inglês passou-se o mesmo. Já aqui referi que ainda corrigi exames de Inglês onde se perguntava aos alunos para “analisarem e comentarem as políticas económico-financeiras” do governo de Margaret Thatcher.
Mudaram e foram influenciando os outros exames, em termos de actividades e de critérios de correcção.
Tudo bem. O problema é quando a mudança é brusca e, mais do que isso, quando tem por trás pressupostos que eu considero algo dúbios.
Junho 26, 2008 at 12:28 am
Bom, sendo assim só acho… como dizer… curioso(?) que o perfil da senhora que é Ministra da Educação não refira o facto desta já ter sido professora.
E agora é que não percebo mesmo nada.
Então a senhora, que já foi professora, disse na tv que chumbar era facilitismo?
Então a senhora, que já foi professora, disse na tv que reprovar era o caminho mais fácil?
Isto não é possível.
Junho 26, 2008 at 1:09 am
Foi professora do ensino básico mas já não é… E tem raiva a quem seja!
Junho 26, 2008 at 11:59 am
[...] 6 do Grupo I da versão 1, e que transcrevo parcialmente, seguindo o link indicado (que é um comentário no blog “A Educação do meu [...]
Junho 25, 2009 at 5:33 pm
esta musica é didicada ao meu namorado leontino Angelico saúdades