Eu estou disposto a discutir tudo e mais alguma coisa, incluindo a evolução da ideia e configuração organizacional da Escola desde o tempo dos neandertais, acaso os neandertais tivessem deixado umas «papeladas» sobre o assunto.
Só que neste momento já passou demasiado tempo para nos estarmos a prender com esse tipo de questões.
Já sabemos que Escola te(re)mos nos próximos anos e difícil é fugir-lhe: um espaço onde depositar crianças e jovens o máximo de tempo possível e se possível, também, ensinando-lhes alguma coisa, mas sem lhes provocar danos irremediáveis à auto-estima e sem os esforçar muito.
Podemos não estar de acordo, podemos invocar coisas mais ou menos eruditas e clássicas, podemos insurgir-nos mas, pelo menos por uns anos, não haverá volta a dar a esta configuração actual da Escola.
Podemos é torná-la mais suportável e proveitosa para todos. Para alunos, famílias, docentes e todos os outros profissionais que por lá andam e mais uns quantos que deviam andar, mas custam dinheiro e agora é que ninguém vai querer contratá-los que as câmaras andam de finanças curtas.
Para isso é necessário ter ideias e não apenas resistir. Resistir sim, mas não jogando para apenas o empate, que é como quem diz, deixa lá isto cair e depois logo se vê.
Concordo que isto pode e deve cair, mas já agora preparemos o que pode ser o dia seguinte.
No debate de ontem houve quem – aparentemente a sério – se tenha orgulhado da «resistência dos professores» ter feito cair o anterior modelo de avaliação do desempenho docente. Pois, cair, caiu, mas como essa queda caímos todos da frigideira no fogo e ninguém se lembrou que isso poderia acontecer.
Resistência não pode significar inércia.
Resistir é também agir e não apenas por omissão.
Assim como reflectir não pode ser – desculpem-me lá os filósofos mais militantes presentes na ocasião – questionar o Pecado Original e a Queda do Homem.
Vivemos neste momento, e sendo peixinhos dentro do aquário ou fora dele, devemos criar uma alternativa ao aquário, para usar ainda a mesma metáfora.
A luta contra o aquário, porque é mau, só tem interesse se, depois de se partir o aquário, existir uma alternativa, caso contrário os peixinhos morrem todos…
Adenda: Claro que este é um post mais compreensível para as dezenas de presentes ontem no debate, mas acho a ideia geral é válida para mais leitores.
Junho 22, 2008 at 3:13 pm
Infelizmente tenho que te dar razão…mas como não me apetece pactuar com este estado de coisas na Educação, equaciono “dar o fora” anntes do próximo Setembro…
Junho 22, 2008 at 3:16 pm
Ainda há pouco no “Problema da dispersão”:
Já se viu que não é fácil apresentar uma proposta de avaliação de professores se for tido como referente o actual modelo em vigor (pelo ECD e pelo DR 2/2008). Claro que também parece ser um problema apresentar uma proposta que nada tenha a ver com o que está estipulado, fica-se como que a falar sozinho, “ainda acreditas nisso?!”… . Mas pior é serem os professores a procurar a saída de compromisso, “deixa lá ver como é que isto pode ficar menos mau”.
Vamos mesmo ter de lutar, ganhar força e revogar o ECD. Parece-me ser este o melhor caminho.
As propostas vão surgindo, o caminho faz-se caminhando. Pondo fim a este impedimento (costuma dizer-se espartilho, mas não gosto da palavra)que é o ECD ficaremos muito mais livres para participar na construção de um modelo de avaliação, mas enquanto estivermos com o cutelo sobre o pescoço só há lugar para a precipitação.
Junho 22, 2008 at 3:30 pm
Eu não me vou embora, embora já pensasse dedicar-me no próximo ano ao turismo.
Enfim, as licenças para parques naturistas demoram e ainda tenho que azucrinar o padre da freguesia.
Junho 22, 2008 at 3:39 pm
SURPRESAS SEM SURPRESA
O balanço do debate promovido pelo MEP, hoje à tarde, subordinado ao tema “Avaliação de Professores: esta não! Mas qual?”, foi duplamente revelador:
. teve o condão postivo de intervenções interessantes dos “oradores” convidados e de algum debate que foi possível, numa tarde quente de início de Verão;
. embora o espaço não desse para muitos mais (instalações da Associação 25 de Abril), a meia centena de participantes demonstrou que a modorra que tolhe os professores é mais profunda do que o desejável, tendo em conta o contexto actual e o que aí vem.
Verdadeiramente “novo”, embora apenas aflorado, com o atraso que já teve os seus custos (mas “vale mais tarde do que nunca”), foi a existência de um projecto de modelo alternativo de Avaliação do Desempenho dos Docentes da responsabilidade do SPGL, apresentado pelo reresentante sindical que interveio. Pelos vistos, ninguém sabia da sua existência e nenhum dos participantes conhecia o conteúdo dessa proposta de «modelo integrador», baseado na auto-avaliação e na co-avaliação.
Supomos, assim, que o conteúdo da proposta não seja conhecido dos professores, tal como não é de nós. Ficamos à espera, embora o tempo seja, cada vez mais, nosso inimigo.
Ilídio Trindade
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/06/surpresas-sem-surpresa.html
Junho 22, 2008 at 3:39 pm
SURPRESAS SEM SURPRESA
O balanço do debate promovido pelo MEP, hoje à tarde, subordinado ao tema “Avaliação de Professores: esta não! Mas qual?”, foi duplamente revelador:
. teve o condão postivo de intervenções interessantes dos “oradores” convidados e de algum debate que foi possível, numa tarde quente de início de Verão;
. embora o espaço não desse para muitos mais (instalações da Associação 25 de Abril), a meia centena de participantes demonstrou que a modorra que tolhe os professores é mais profunda do que o desejável, tendo em conta o contexto actual e o que aí vem.
Verdadeiramente “novo”, embora apenas aflorado, com o atraso que já teve os seus custos (mas “vale mais tarde do que nunca”), foi a existência de um projecto de modelo alternativo de Avaliação do Desempenho dos Docentes da responsabilidade do SPGL, apresentado pelo reresentante sindical que interveio. Pelos vistos, ninguém sabia da sua existência e nenhum dos participantes conhecia o conteúdo dessa proposta de «modelo integrador», baseado na auto-avaliação e na co-avaliação.
Supomos, assim, que o conteúdo da proposta não seja conhecido dos professores, tal como não é de nós. Ficamos à espera, embora o tempo seja, cada vez mais, nosso inimigo.
Ilídio Trindade
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot
Junho 22, 2008 at 4:15 pm
Concordo com a posição do Paulo Guinote. E não a considero de todo mau feitio.
Considero-o lúcida.
A quase totalidade insiste em formas que não se adequam ao que neste momento está em jogo, agora já desavergonhadamente – o ataque ao modelo social que foi sendo construído após o 25 de Abril de 74, via professores.
Considero que a iniciativa de ontem, apesar de louvar e muito, se pautou por uma perca de energias e de oportunidades. O que estava em cima da mesa era o debate sobre uma proposta alternativa ao modelo de avaliação do M.E. E haviam 2 propostas a discutir: a apresentada pelo Paulo Guinote e a do SPGL apresentada pelo João Paulo Videira.
Contesto a forma. Prelecções de tantos minutos e intervenções por inscrição igualmente longas e discursivas. Não é um debate. Ou é um “debate” sobre tudo menos sobre os modelos apresentados alternativos ao do ME.
De qualquer forma, como estava presente o Pascoal, presidente do SPGL, e sabendo que o João Paulo Videira, o responsável pelo estudo e apresentação do modelo, não tem poder para o divulgar no site do sindicato, apelo que o SPGL o faça e o coloque em destaque de imediato no site, para informação de todos os professores, que naturalmente poderão começar a confiar em algum sindicato e sindicalistas. O João Paulo informou a audiência que levou muitos meses a estudar e investigar o tema, até á versão grosso modo apresentada aos presentes. Muito bem. Os professores estão a trabalhar nas escolas. Os sindicalistas estão a trabalhar na defesa dos “professores”.
Não publicar o modelo no site do SPGL de imediato configura-se-me de imediato pactuar com este (des)governo, contra os professores.
O SPGL que diga ao que está. De uma vez por todas.
Junho 22, 2008 at 4:15 pm
Admira-me o eco, dada a densidade.
Junho 22, 2008 at 4:19 pm
“Resistência não pode significar inércia.”
Penso que não existe inércia; nem tão pouco falta de ideias, embora careçam de uma reflexão conjunta e de maturação.
Mas também há uma grande dispersão dos esforços, das reflexões; demasiados grupos…
Quantos mais grupos se formarem, maior será a dispersão, quando o que se pretende é a união dos esforços e das ideias.
Que haja um só enxame, apesar de milhentas colmeias!
O que falta é coordenação dos esforços e das ideias.
Parece-me a mim…
Junho 22, 2008 at 4:25 pm
Isso! Falta um encenador.
Junho 22, 2008 at 4:26 pm
Paulo: resistir para que o peixinho não morra quando se partir o aquário é…
1.Participar em grupos de trabalho nos CP´s para elaborar instrumentos de registo e grelhas de observação de aulas que operacionalizam este modelo de avaliação?
2.Integrar listas para os conselhos gerais transitórios que vão implementar o novo modelo de gestão?
3.Pôr-se a jeito para ser nomeado super-coordenador e aceitar essa nomeação sem resistências?
4. participar em qualquer grupo de trabalho cujo fim último seja implementar este conjunto de políticas?
Se for, então eu prefiro que o peixinho morra ou que a minha gata o coma ainda quando ele estiver aos saltinhos na cozinha!
Junho 22, 2008 at 4:26 pm
A identificação da Escola Pública com a escola dos “pobrezinhos” é simétrica e complementar da conotação da escola privada como sendo o domínio exclusivo de uma escola dos “ricos”.
Grande parte do discurso sobre a escola ainda está armadilhado nas prédicas de Robespierre, (pese embora a necessidade de ir além do “pecado original”, como lhe chama Paulo Guinote), quando este se esforçava por garantir a construção de um “povo novo” através da educação universal do/pelo Estado.
A argumentação da “Escola Pública” e da “inclusão” remete para a imagem um aquário onde o Estado aparece como uma entidade que providencia a comida aos peixinhos e em que os sindicatos fazem de fungos parasitas dos ditos (retomando a metáfora hidrofóbica de Guinote).
Ao lado, parece que pululam aquários privados com melhores condições, onde os peixinhos seguem outras regras e provocam temores nos fungos e nas algas que infestam a qualidade da água nos aquários públicos, porque segundo dizem, a toxicidade quando nasce é para todos.
Nesta base, os peixinhos deverão começar por questionar:
1. Quem manda efectivamente nos aquários públicos e controla as condições dos mesmos ?
2. Estarão os peixinhos condenados a serem manipulados, ora pelo Estado, ora pelos fungos sindicais, como se fossem meros peixinhos decorativos ?
3. Devem os aquários caminhar no sentido de se tornarem meros apêndices do mercado, exibindo os peixinhos os tiques do marketing político, colando-se a slogans sem sentido, como o da “Escola Pública” e o da “Inclusão”, quando este tipo de publicidade já só representa um embuste arqueológico transnacional de uma escola mutante?
4. Será que neste quadro o monopólio de representação dos interesses dos peixinhos deverá continuar a ser privilégio dos fungos sindicais ?
Mais do que os apelos histriónicos à “unidade” e à “luta”, impõe-se perceber que raio de Escola está a ser planeada pela burocracia transnacional, qual o papel reservado aos docentes neste novo ciclo histórico que se desenha, onde a autoridade, a cultura e o saber representam um entrave ao progresso e à desumanização das relações capitalistas que invadem o espaço educativo.
Junho 22, 2008 at 4:27 pm
ò Fafe, ainda não percebeu que você é parvo???
Ou tenho que fazer um desenho?
Junho 22, 2008 at 4:34 pm
12 – “ò Fafe, ainda não percebeu que você é parvo???
Ou tenho que fazer um desenho?”
Faça um desenho, então. Mas não abuse de REE.
Junho 22, 2008 at 4:36 pm
Pois, eu esgotei a paciência com este bando de incompetentes do ME, autênticos burlões da avaliação de alunos, gente perturbada que padece de algum trauma contra os professores.
Vou pedir licença sem vencimento e aproveitar as “férias” para fazer uma tese de doutoramento, enquanto a “bolonhada” não transforma os doutoramentos numa espécie de “mestradoseco” mais comprido.
Vou perder muito dinheiro, mas a minha dignidade não tem preço.
Pena é que nem todos os professores possam suportar alguns anos sem remuneração, pedindo em massa licença sem vencimento. É uma pena.
Claro que a concessão dessa licença cabe nos poderes discricionários da Administração Pública e o ME contornaria a situação. Mas gostava de ver 100.000 professores a pedirem licença sem vencimento mostrando não suportarem mais este doentio e perverso ME.
Junho 22, 2008 at 4:37 pm
Não vale a pena António …o homem só existe para provar todos nós somos apenas o reflexo da sua infeliz existência..
- Nunca se faz nada da vida.
- Mas ela faz alguma coisa de nós.
- Nem sempre… O que espera você da sua?
- Penso que sei sobretudo o que não espero dela…
- De cada vez que você teve de optar, não se…
- Não sou eu que opto: é aquilo que resiste.
- Mas o quê?
- À consciência da morte.
- A verdadeira morte, é a decadência. É tão mais grave, envelhecer ! Aceitarmos o nosso destino, a nossa função, a casota de cão erguida na nossa vida única… Não se sabe o que é a morte quando se é novo…
Junho 22, 2008 at 4:37 pm
para provar que…
Junho 22, 2008 at 4:42 pm
Bem vou ver o S.João ..deixo aqui algo para o Fafe reflectir
Devido ao homem ter tendência para ser parcial para com aqueles a quem ama, injusto para com aqueles a quem odeia, servil para com os seus superiores, arrogante para com os seus inferiores, cruel ou indulgente para com os que estão na miséria ou na desgraça, é que se torna tão difícil encontrar alguém capaz de exercer um julgamento perfeito sobre as qualidades dos outros.
Confúcio,
Junho 22, 2008 at 5:08 pm
Cada um julga os outros através daquilo de que é.
Fafe
Junho 22, 2008 at 5:27 pm
Avaliação sim, talvez,etc. e tal, mas eu não tenho pressa!
Ainda há seis meses a minha escola “sofreu” (foi objecto – outra expressão de que não gosto)de uma avaliação externa: fomos todos ouvidos, foi tudo passado em revista, tudo visto, tudo dito… tudo classificado. Para que é a pressa?
Já há tantos mecanismos de avaliação: as provas de aferição, os exames nacionais, as externas, as internas,as ocultas… Ainda assim a que eu prefiro é a da boa disposição dos alunos quando nos entram sala adentro!
Junho 22, 2008 at 6:23 pm
“Neoliberalismo e educação: manual do usuário
(…)
Já temos enfatizado que os neoliberais definem um conjunto de estratégias dirigidas a transferir a educação da esfera dos direitos sociais à esfera do mercado. A ausência de um verdadeiro mercado educacional (isto é, a ausência de mecanismos de regulação mercantil que configurem as bases de um mercado escolar) explica a crise de produtividade da escola. Para os neoliberais, o reconhecimento desse fato permite orientar urna saída estratégica mediante a qual é possível conquistar, sem “falsas promessas”, uma educação de qualidade e vinculada às necessidades do mundo moderno: as instituições escolares devem funcionar como empresas produtoras de serviços educacionais. A interferência estatal não pode questionar o direito de livre escolha que os consumidores de educação devem realizar no mercado escolar. Apenas um conglomerado de instituições corri essas características pode obter níveis de eficiência baseados na competição e no mérito individual. Os McDonald’s constituem um bom exemplo de organização produtiva com tais atributos e, nesse sentido, representam um bom modelo organizacional para a modernização escolar. Vejamos algumas das possíveis coincidências entre ambas as esferas. Em primeiro lugar, os fast foods, e as escolas têm um ponto básico em comum. Ambos existem para dar conta de duas necessidades fundamentais nas sociedades modernas: comer e ser socializado escolarmente. Embora a primeira seja uma necessidade tão antiga quanto a própria Humanidade e a segunda nem tanto, não existiria, aparentemente, nenhuma originalidade nas funções que atualmente são cumpridas tanto pelos McDonald’s quanto pelas escolas. Entretanto, aqui, como na produção de toda mercadoria, o importante não é apenas a coisa produzida (o hambúrguer ou o conhecimento oficial), mas a forma histórica que adquire a produção desses processos, quer se trate da indústria da comida rápida, quer se trate da indústria escolar. Isto é, o que unifica os McDonalds e a utopia educacional dos homens de negócios é que, em ambos, a mercadoria oferecida deve ser produzida de forma rápida e de acordo com certas e rigorosas normas de controle da eficiência e da produtividade. O modelo McDonald’s tem demonstrado, graças à universalização do hambúrguer, uma enorme capacidade para ter sucesso no mercado da alimentação “rápida” (se é que o termo “alimentação” pode ser aplicado nesse caso). A escola, pelo contrário, no que se refere a suas funções educacionais, não tem sido tão bem sucedida, se avaliada sob a ótica empresarial defendida pelos neoliberais. Os princípios que regulam a prática cotidiana dos McDonald’s, em todas as cidades do planeta, bem que poderiam ser aplicados às instituições escolares que pretendem percorrer a trilha da excelência: “qualidade, serviço, limpeza e preço”. A rigor na perspectiva dos homens de negócios, esses princípios devem regular toda prática produtiva moderna. O próprio fundador dessa cadeia de restaurantes, Ray Kroc, tem dito, sem falsa modéstia: “se me tivessem dado um tijolo cada vez que repeti essas palavras, creio que teria podido construir uma ponte sobre o Oceano Atlântico” (Peter & Waterman, 1984: 170). A escola, pensada e projetada como uma instituição prestadora de serviços, deve adotar esses princípios de demonstrada eficácia para obter certa liderança em qualquer mercado.
(…)”
http://firgoa.usc.es/drupal/node/3036
Junho 22, 2008 at 6:40 pm
António Diz:
Junho 22, 2008 at 4:27 pm
“ò Fafe, ainda não percebeu que você é parvo???
Ou tenho que fazer um desenho?”
É por motivos destes que alguns chamados de professores têm certo receio de qualquer avaliação. Este a quem me refiro, em todo o caso, já se auto-avaliou.
Junho 22, 2008 at 6:41 pm
6
O Pascoal não é presidente do SPGL nem tem cargos de Direcção. O mPresidente é o Avelãs e o Vice o Óscar.
Junho 22, 2008 at 6:41 pm
maria ana Diz:
Junho 22, 2008 at 6:37 pm
Se se fecharem os olhos enquanto M.F.Leite fala, soa a discurso de J.Sócrates…Venha o diabo e escolha. O mais radical é o P.Portas. Para esse, então, não há nada que enganar…”em…frente, direita volver…splash!!! FIM DA ESCOLA PÚBLICA!!!”.Já está, por este lado, a “coisa” está resolvida. Cantando e rindo. Tudo como dantes, nada de novo em Abrantes!
Opss!!! 25 de Abril, SEMPRE????!!!! Onde é que eu já ouvi isto???
Junho 22, 2008 at 6:44 pm
O projecto de avaliação do JP Videira está a ser tratado para ser posto à discussão pelos professores.
Junho 22, 2008 at 6:49 pm
Ontem, enviei um e-mail para a Fenprof perguntando se o gabinete jurídico já está a estudar as medidas que se devem tomar para contestar a avaliação feita por doecentes com menos qualificações académicas a outros com mais qualificações.
Além disso, perguntei ainda se esse gabinete está a estudar o que deve ser deixado em acta na 1ª reunião entre avaliador e avaliado, porque, na minha modesta opinião, todo o desenrolar do processo depende do que ficar registado nessa acta.
Lembrei ainda que este processo inicia-se no dia 1 de Setembro e seria bom preparar estas matérias atempadamente, porque existirão escolas que, no afã de mostrar serviço, marcarão essas reuniões para dia 2 de Setembro.
Aguardo resposta.
Junho 22, 2008 at 6:57 pm
“Assim a educação deixa de promover sementes para o futuro do cidadão para se tornar uma mercadoria.
A educação deixa de ser auto-referida e passa, assim a ser dependente da economia de onde recebe seus novos construtos organizadores e delimitadores de sua missão e razão de ser.
Até o papel do professor é radicalmente alterado uma vez que, para atender a demanda do mercado, ele deve despir-se do papel politizante da realização pedagógica e toda escola acaba assumindo uma função burocrática e administrativa, que no modelo comum de escola é uma atividade-meio e agora, na abordagem neoliberal, passa a ser uma atividade-fim, transformando-a num mero instrumento de reprodução desejada pelas demandas do mercado. E, por isso, o professor também acaba sendo excluído das decisões educacionais, pois nada tem a dizer e referenciar nas escolhas que devem agora ser tomadas à luz de princípios mercantis e não mais educacionais e formativos do cidadão como sujeito histórico concreto que necessita desenvolver uma visão crítica da realidade, mas que agora estará sendo apenas instrumentalizado como um “capital humano”, mercadoria do ensino e consumidor contratante dos serviços educacionais.”
http://www.teologica.br/theo_new/files/MercadorizacaoSaber_LarryP.pdf
Junho 22, 2008 at 7:18 pm
Quais as consequências se o avaliado não assinar a avaliação?
Junho 22, 2008 at 7:30 pm
O caminho normal será recorrer da avaliação…
Eu vou destoar de alguns comentadores: Confesso que gosto do Fafe, que não é nada parvo, muito pelo contrário.
usa de uma ironia fina que é bastante interessante.
É apenas provocatório, nem sequer provocador no mau sentido.
Mas isso acho eu que por vezes me dá para achar afinidades com quem me critica.
Junho 22, 2008 at 7:47 pm
Ah.
Junho 22, 2008 at 7:48 pm
Paulo: eu também gosto da cadela do meu vizinho quando ela ladra de noite… em período de férias dos donos no Algarve.
Ele há gostos para tudo.
Junho 22, 2008 at 7:49 pm
O fafe não sabe. Pronto. Vou dar-me ao trabalho de o explicar.
O acto mais comum do comportamento humano é o de avaliar. Está sempre a ajuizar-se e ajuizar os outros e formula teorias sobre o comportamento dos outros, na base das quais actua, comporta-se. É a partir desse comportamento expresso, verbal e não-verbal, que se inferem as “teorias” que criou. A “Psicologia do senso comum” é uma área de investigaçao da investigação. O termo avaliação seja médica, económica, pedagógica, psicológica e outras remetem para o objecto da avaliação em contexto profissional, fazendo uso dos conhecimentos científicos adquiridos na formação inicial e especializada dos profissionais em questão.
Permanente e constantemente auto-avaliamo-nos e construimos uma teoria sobre nós próprios e o mundo físico e social (Os outros). É segundo essa “teoria individual” que nos comportamos segundo a segundo das nossas vidas. Como qualquer psicólogo, só que do “senso comum”. Pelo que se tratam de constructos subjectivos. O contrário das ciências que pretendem o mais possível a objectividade, i.é., colocam hipóteses e tanto podem confirmar como infirmar as hipóteses.
O “psicólogo do senso comum” é um confirmador da hipóteses que coloca. De tal forma que os estudiosos da área remeteram para uso corrente um conjunto de termos. Efeito de halo (está bem escrito?) que significa que todo o ser humano tem tendência, mesmo que completamente inconsciente, de colocar uma hipótese sobre uma pessoa e de a confirmar, e todo o trabalho que se segue é o de encontrar múltiplas formas de validar a hipótese sobre o comportamento de determinada pessoa.
Neste sentido existe a avaliação de senso comum, o psicólogo do senso comum, que habita em cada um de nós e que tem a “sua teoria ou a sua filosofia de vida.
Quando se trata da avaliação de desempenho profissional, os elementos da subjectividade devem estar o mais eliminados ou ausentes. Devem guiar-se pela objectividade o mais possível, e pelo descritivo funcional devidamente operacionalizado da profissão. E serão, naturalmente, sempre chefias a realizá-lo, a menos em casos, em que o serviço prestado é de tal forma complexo e aporta a tantas formas (como é o caso da docência ou do acto médico) em que um colégio (grupo de pares com idoneidade reconhecida científica e pessoal)dá previo parecer ou proposta de avaliação á chefia.
Era esta a avaliação que os professores tinham. Antes dos sinistros. Claro.
A avaliação do desempenho profissional de qualquer profissional, de qualquer profissão, se a organização ou empresa quiser ser mais eficaz ou eficiente terá que implementar um sistema de avaliação equitativo, transparente, o mais objectivo possível, para que não existam interferências das “teorias do psicólogo comum” e dos jogos de poder inevitáveis(a sê-lo o objectivo da organização ou empresa será outro bem escondido…).
O modelo de avaliação do desempenho dos professores existente até á sinistra era tendencialmente um modelo. Poderia-se melhorar. Como em tudo. E tal como o Paulo Guinote propõe no seu modelo “uma defesa perante um juri”.
Não se pode é extinguir qualquer modelo de avaliação de desempenho docente, e dizer constantemente, que os professores vão ser avaliados. AQUI É QUE ESTÁ A MAROSCA DA BISCA E COMPANHIA.
O que se pretende implementar é um não-modelo de avaliação de desempenho profissional dos professores e sim uma primado político-ideológico de destruição da escola e do SNE. Sócrates e MLR estão a mando de objectivos outros, não nacionais, que visam o ataque ao modelo social vigente na sociedade portuguesa após o 25 de Abril de 74. Terminar com Portugal, enquanto Estado com uma identidade cultural própria.
Os Estados, países, povos, que exigem colectivamente manter uma identidade própria e única, valorizam e prestigiam os seus professores; mantêm a escola e o SNE respectivo na tutela do Estado; os professores e as escolas (SNE) mantêm-se como baluates de Independência Nacional.
Sócrates, MLR e comparsas, comentaristas de premeio, e tantos tantos outros políticos, ex-políticos e etc, não são portugueses. São “estrangeirados”. E eles estão a “governar-se”…
O ataque sistemático, permanente, constante, aos professores tem um único objectivo, que é bom que TODOS OS PORTUGUESES TENHEM CONSCIÊNCIA, é O ATAQUE Á IDENTIDADE ÚNICA DO SER PORTUGUÊS, sob toda e qualquer forma de expressão.
O ataque aos professores é, de facto, o ataque á independência de Portugal.
Os professores mais lúcidos estão a avisar. Que outros portugueses o façam.
Junho 22, 2008 at 7:51 pm
Swan: aparece inesperadamente depois de um período breve de hibernação….
outros dizem que teria estado a passar férias, perdão, a fazer formação de bodyboard numa qualquer praia do Brasil.
seja bem aparecida, senhora…ehheh
Junho 22, 2008 at 7:55 pm
A surfar a onda do sistema, António.
Direcção de Turma do Básico e Secretariado de exames do secundário.
Mas tenho vindo ver-vos todos os dias.
Junho 22, 2008 at 7:58 pm
haaaaaaaaa…nobre trabalho esse ou já a juntar pontos para o excelente,quiçá!
Essa de surfar a onda do sistema é DIVINAL!
Paulo, aproveita para título de um bom post
e Pedro Castro vai por aí alguma curiosidade:
Caro Pedro Castro (10)disse:
“Na minha escola e em muitas outras escolas, felizmente, já se encontraram “fórmulas” concretas para boicotar a dita avaliação de origem “chilena”. Para medidas idiotas, respostas em conformidade!”
Que fórmulas são? Se não se importa, era bom faze-las circular! Obrigado.
Vá lá , Pedro, conta lá ao pessoal…..
Junho 22, 2008 at 7:59 pm
E o Paulo também não é nada parvo, muito pelo contrário.
Imbatível, em #28.
Junho 22, 2008 at 8:03 pm
Na sequência do meu comentário anterior (31) considero que o Paulo Guinote tem TODA a razão.
Apresentar um modelo de avaliação de desempenho profissional dos professores, mesmo sabendo que em outros sistemas de ensino de outros países simplesmente não existe,é a melhor forma de ataque-defesa.
Está feito o desafio ao Presidente do SPGL.
Está do lado dos colegas Professores? Prove-o.
JÁ!
Coloque no site do SPGL o modelo de avaliação do desempenho profissional do sindicato.
Se não o fizer, quem está a defender ou que interesses defende?
O Paulo já aqui lançou o seu modelo de avaliação e na altura comentei e tentei dar a colaboração possível.
Temos dois modelos de avaliação de desempenho. E ambos são integráveis num só.
Creio que, após estes 3 anos de martírio, os professores portugueses, após uns dias de férias merecem,
Não é verdade Pascoal?
Junho 22, 2008 at 8:24 pm
Contou-me uma amiga, eu não sei de nada, que já “saiu” mais um despacho (ou qualquer coisa parecida), a dar aos CEs autonomia para escolher os prof. que devem fazer formação sobre avaliação de desempenho, entre o mês de Julho e Setembro. De acordo com cada agrupamento, será determinado um número para avaliadores, para avaliados e para o CE. Por ex. neste agrupamento específico, vão 10 avaliados, 7 avaliadores e o CE. Não sabe se é obrigatório. O CE já deu conhecimento destas escolhas no CP desta minha amiga.
Junho 22, 2008 at 8:35 pm
Isso já aconteceu igualmente na minha Escola e a lista já está afixada.
Assim como em outras Escolas.
Junho 22, 2008 at 8:45 pm
Eu pertenço ao CP, sou avaliadora e isto é novidade para mim. Pretendo ir de férias, muito merecidas, por sinal, e não entendo em que datas vai “encaixar” esta formação. Vou esperar.
Já devia estar habituada a tantas novidades e ainda me surpreendo…
Junho 22, 2008 at 9:03 pm
piaf (37),
Mas o ministério da educação aboliu o sistema de avaliação de professores que existia e, como todos o sabemos, não o substituiu por nenhum outro.
Esta fantochada, como todos sabemos, não é nenhum modelo de avaliação profissional de professores. Tivemos. Agora não temos simplesmente modelo. Por isso em algumas escolas já estão a assumi-lo. Fingem que é mas sabem que não é.
Há que o afirmar.
Esta insistência dos sinistros, junto dos P.C.E., é para continuarem a dar a ideia de que existe modelo!!!!!!
Digam-me quem serão “estes formadores” se os mais conceituosos teóricos/formadores que em Portugal que se debruçaram sobre estas matérias da avaliação profissional dos docentes, publicaram uma colectânea de textos recentes de autorias diversas a nível mundial e ãfirmando que o modelo existente em Portugal era dos melhores!?
Devem ser mais uns “professores mambo ou bimbo” com aquelas “grelhas fabulosassssssssssssss.
A mulher é (completamente) doida varrida.
Junho 22, 2008 at 9:05 pm
piaf (39),
Deveria ter vergonha de dizer que é avaliadora. É que não há modelo. É avaliadora de quê?
Junho 22, 2008 at 9:25 pm
anahenriques, para mim não é fácil escrever sobre estes assuntos, porque fica sempre muito por dizer e há sempre segundas interpretações do que se diz. Assim, quando digo que sou avaliadora, não digo que defendo este sistema, pelo contrário. Apenas como coordenadora de dpt de expressões, sempre me atribuíram o papel de avaliadora, para minha grande dor de cabeça. Tenho muitos sentimentos à mistura, como indignação, repúdio, etc, etc, mas vergonha não tenho, porque fui OBRIGADA a desempenhar o cargo e ver-me no meio de toda esta trapalhada.
Junho 22, 2008 at 9:26 pm
A exposição pública de dois “intrumentos fabricados nas escolas” fizeram-me rir desalmadamente. Fiquei muito triste. COMO ERA POSSÍVEL COLEGAS MEUS, PRODUZIREM AQUILO!!!!????? Horas a fio!!!!! Meses a fio!!!!!!!Fiquei com a ideia que “eram todos (mesmo) muito poucachinhos”, tipo 319/91, alínea i). Se continuarem com estes desvios poucachinhos, vou tornar tudo público. Claro.
Junho 22, 2008 at 9:41 pm
piaf,
Conselho: finja.
O Pedro Castro já aqui deu testemunho, num dos seus comentários, de que os professores têm que fazer simplesmente uma coisa: fingir.
E, para o comum dos mortais, dizer que não há modelo de desemepenho profissional dos professores porque foi abolido pela sinistra.
Um modelo de avaliação profissional é outra coisa. Por acaso, tínhamos um antes da sinistralidade. agora não temos.
Então, como é que alguém diz que é “avaliador” se não existe modelo?
A menos que se refira a modelo “senso comum”? Vou almoçar com esta e pronto tem “bom” e com aquele não vou tem “não-bom”!!!
Mas isso é “avaliação de senso comum” e nem sequer de “bom senso”.
Junho 22, 2008 at 9:48 pm
38. 39. 40. Confirmo as formações mas não sei as datas…..
Colega Piaf: a colega não “pode” ser coordenadora de um departamento de expressões, porque o novo ordenamento pedagogico-institucional dos 4 superdepartamentos AINDA NÃO ESTÁ EM VIGOR!
Se o/a seu PCE/PCP é muito LOURO/A … aí podemos tentar fazer um desenho e soletrar a legislação;
Quem for mais destemido, pode sempre chamar a Inspecção e pôr esses mafiosos a tremer…
Junho 22, 2008 at 9:53 pm
Paulo: isso é um despacho ou um daqueles mails de circulação privada entre o ME e os PCE´s?
Acho que é dos 2ºs… e portanto superconfidencial.
Confirmas?
Junho 22, 2008 at 10:07 pm
António, ultimamente, quem anda muito LOURA sou eu, com tanta informação contraditória .
Diga-me, por favor, se não há superdepartamentos, os agrupamentos de Guimarães, andaram a fazer o quê este ano lectivo, com por exemplo na delegação de competências dos ditos super coordenadores, entre outras “pormenores” ligados à avaliação?
Eu entendo o que diz, mas no terreno tudo funciona com base nos 4 ou 6 dpt.
Junho 22, 2008 at 11:05 pm
30 – António Diz:
Junho 22, 2008 at 7:48 pm
“Paulo: eu também gosto da cadela do meu vizinho quando ela ladra de noite… em período de férias dos donos no Algarve.
Ele há gostos para tudo.”
Hum!, há cadelas sem sorte. A quem faz isto a um animal, só porque os donos não estão lá para o defender, deixam-no ser professor?
Junho 22, 2008 at 11:34 pm
vou ser avaliador à força. não ouvi falar ainda de nada. cá chegará.
Junho 22, 2008 at 11:48 pm
Anahenriques
Por mais que os seus colegas se esforcem ao fazerem as grelhas,só conseguirão produzir “aquilo”. Experimente fazer e verá o que acontece. Não há volta a dar, o monstro não permite quaquer solução razoável.
Quanto aos avaliadores não sei qual é a dúvida?! São os desgraçados dos coordenadores escolhidos por nós e que foram apanhados no processo. Que culpa têm eles? O cargo era e é,ainda, penso eu, de aceitação obrigatória.
As convocatórias para as ditas acções de formação afixadas pelos CE, destinam-se a eles.
Junho 23, 2008 at 12:09 am
laranjalima (50),
Se calhar esbarrei de imediato em “grelhas” que, se as desse a conceber a alunos nossos do Básico, produziam algo infinitamente bem melhor.
Haverá, decerto, melhor e pior. Mas “aquilo” foi, há uns meses, demais para mim. Se a coisa for em “frente” faço publicá-las. Para que não considerem que professor exagera…
Junho 23, 2008 at 12:10 am
48. tenho mesmo de fazer desenho porque a inteligência não abunda…
Tradução “A cadela só não me chateia quando está de férias com os donos no Algarve a 300 Km da janela do meu quarto”
Quer em mandarim?
Junho 23, 2008 at 12:14 am
Piaf 47.
Existem já escolas que estão a funcionar com os super – 4 ou 6.
Mas é uma situação ilegal, porque a legislação não prevê que essa estrutura funcione este ano lectivo.
E mesmo para 2008-2009 só para efeitos de avaliação, mantendo-se os departamentos/grupos disciplinares ( na minha escola são 10).
Os PCE´s /Directores podem fazer doutra maneira, mas se a inspecção for chamada…aí terão problemas se tiverem pela frente um professor sem medo e que domine bem a legislação.
Junho 23, 2008 at 12:27 am
FENPROF lança petição para alterar decreto-lei que impõe uma gestão não democrática às escolas
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=109&doc=3420&mid=115
Junho 23, 2008 at 12:29 am
Embora o “tom do discurso” fosse significativo desde o início, poucos antcipariam que a ofonsiva desta equipa ministerial viria a ser tão arrasadora como mais tarde se veio a verificar. Hoje, a situação é realmente nova, mas isso não implica que ultrapassá-la seja necessariamente mais difícil do que foi no passado, vencer outras batalhas. As reuniões servem para concertar propostas de solução, porém, a génese das propostas tem de ser feita em círculos mais pequenos, no limite através de um trabalho árduo e solitário. Outra utilidade das reuniões, e parece ter sido este o caso, é avaliar-se melhor em que ponto estão as forças em confronto.
O próximo ano lectivo será muito diferente dos anteriores. Mas não porque há eleições, logo uma oportunidade de resolver rapidamente o embróglio. Será diferente porque o quadro legal e as estruturas do poder nas escolas sofreram alterações profundas. Qual a melhor estratégia: greve de zelo, emperrando pelo rigor da definição cada pequeno passo dos procedimentos burocráticos? Resposta concertada entre escolas? Os novos directores estarão na maioria identificados com o rumo dos acontecimentos. Fazer o quê se assim acontecer. E se acontecer o contrário? Um mundo de observação, análise, discussão e principalmente muitas oportunidades de agir com inteligência – e também com entusiasmo, já agora – esperam os que não gostam de voltar as costaqs às dificuldades nem dar tréguas ao desênimo. Nunca digamos: pior não é possível! É sempre possível piorar, principalmente no momento em que nos queixamos da nossa sorte.
Junho 23, 2008 at 12:43 am
A Anahenriques percebeu muito bem aquilo que eu quis dizer, ou seja:
“FINGIR”
Acham que numa escola com 250 docentes, seguindo à risca as grelhas de avaliação, com aulas para dar, substituições para efectuar, apois educativos, salas de estudo, prenchimentos de planos de recuperação, etc, etc, e agora com elaboração de portfólios, preenchimentos de fichas de auto-avaliação, aulas assitidas…, entrevistas entre avaliadores e avaliados, alguém sobreviverá com sanidade mental?
Só resta o instinto da sobrevivência, logo o “fazer de conta”, infelizmente com prejuízo para os alunos.
Logo no “segredo dos corredores” já se combina a melhor maneira de sobreviver a esta situação. E na arte do “desenrasque” os portugueses são mestres.
Junho 23, 2008 at 12:51 am
Conclusão: algumas escolas tentam desanuviar o stress com bom-senso, noutras, em que algumas pessoas são mais papistas que a ministra, ou que gostam do estatuto de ter poder sobre os outros, o ambiente é de “cortar à faca”.
Junho 23, 2008 at 1:17 am
António Diz:
Junho 23, 2008 at 12:10 am
“48. tenho mesmo de fazer desenho porque a inteligência não abunda…
Tradução “A cadela só não me chateia quando está de férias com os donos no Algarve a 300 Km da janela do meu quarto”
Quer em mandarim?”
Faça-nos o favor. Já que reprovou em desenho e em ética, sempre nos queremos rir com o seu mandarim, seria qualquer coisa de gostoso. Não nos diga que vai assassinar de novo o Ti Chin-Fu.
Junho 23, 2008 at 10:16 pm
Fafe: confesso já!
Estou a ficar como o Paulo, quase a achá-lo suportável….ainda naão consigo descortinar a fina ironia…mas lá chegaremos.