Então o caso da Matemática raiou o ridículo, dando razão de mão beijada, se isso era necessário, às críticas coerentes de Nuno Crato à indefinição de um modelo de provas/exames e de critérios de classificação.
Agora o ME pode ficar com os números do sucesso mas acabou por perder toda e qualquer credibilidade junto de quem anda nisto de boa fé e a lutar por melhorar o funcionamento e desempenho do sistema educativo e não apenas a sua representação estatística.

Junho 20, 2008 at 10:11 am
Nos Conselhos de turma muitos prfessores ,deram 100% de positivas a turmas muito fracas .Não comprendo nada ,estas pessoas querem ser avaliadas com excelente mesmo estando a prejudicar toda uma geração ?
Junho 20, 2008 at 10:48 am
Covém lembrar neste momento que foi por ter acusado a ministra de facilitismo que Manuel Cardoso, jovem do Movimento dos Professores Revoltados, viu o sustento da sua filha ameaçado. Vejamos se, com Nuno Crato a assentar-lhe o mesmo rótulo na testa, a ministra demonstra a mesma “coragem”. Pagava p’ra ver.
Na réplica da ministra, nada mais delicioso que ver a socióloga a dar explicações de técnicas estatísticas ao professor universitário de estatística. A ignorância é mesmo atrevida…
Junho 20, 2008 at 11:11 am
Vivemos intelectualmente, num país de “gente desonesta”, com “mentalidade desonesta”, governado por “mentes desonestas”!
Não interessa o “ser”, mas sim o “parecer”.
Esperem o meu voto!!!!!
Junho 20, 2008 at 11:26 am
Apesar de no Secundário se ter tentado manter sempre o rigor, já estão a fazer-se ouvir os ecos do facilitismo emanado do ME.
Com a definição de percentagens de sucesso/insucesso e a avaliação dos professores a ter isso em conta, o que é que podemos esperar para o futuro?
Junho 20, 2008 at 11:37 am
A Milu e os dois secretários para as Berlengas, onde poderão usar as suas tácticas facilitadoras de forma mais ampla e natural…
Junho 20, 2008 at 11:49 am
Estupidamente simplex este exame de Mat de hoje…
(Não sou da especalidade, fiz vigilância).
Depois dirão que o PAM vai de vento em popa….
Junho 20, 2008 at 11:54 am
Isto é Estilo
“Gostava de lhe dizer que há uns quantos pessimistas de serviço neste país, muito pessimistas. O que acontece é que o país tem que estar sempre mal e os alunos ser sempre maus. Quando os resultados são, por si, maus e houveram??? fragilidades nos conhecimentos e nas competências, aí está a prova de que o país está mal”
MLR, (sic) in entrevista à SIC.
hades ir-te embora, diria o orelhas.
Junho 20, 2008 at 12:18 pm
Colegas, subam as notas! Eu sou a favor de subir as notas, não haja vergonha, e explico porquê: então mandam-me para o curso FEN – Novas Oportunidades indivíduos que só têm que passar por lá de vez em quando e eu passo-os no final do ano, tenho de os passar não tendo eles de estudar rigorosamente nada!, colegas, e eu vou ter pruridos de subir a nota um ou dois valores a outros que estudam? Mas há mais, colegas: então nos colégios não se compram as notas? Mas há ainda mais, colegas: então não é verdade que nas acções de formação que alguns colegas teimam em fazer sem ser neste momento obrigatório, não sai tudo com nota máxima? Colegas, ou comem todos ou… Eu nunca pensei ver isto na vida, nunca, mas vi e vejo e actuo em conformidade: subo, colegas. Vamos todos subir, vamos dar o máximo, e talvez isto rebente. Como formador, logo que isto recomece, alertarei os formandos para isto: nota máxima, só se eles descarrilarem muito, muito mesmo! Mas eu não permitirei
…
Junho 20, 2008 at 12:22 pm
Ainda sobre facilitismo e falta de objectividade nas provas de avaliação externa, gostaria de salientar a opinião de Carlos Fiolhais no Público de hoje. A dada altura, afirma o professor: ” (…) toda a gente, excepto o GAVE, percebe que os exames estão, em geral, cada vez mais fáceis. Quem não sabe nada de nada pode sempre tentar a sua sorte em mal alinhavadas questões de “cruzinhas”,não precisando sequer de saber escrever. Este caminho para o abismo da ignorância tem sido denunciado por muita gente. Mas o presidente do GAVE, num insulto à inteligência, retorquiu dizendo que não existiam ‘perguntas demasiado elementares, mas sim de dificuldade diferente’. O que fazer a não ser, talvez, dar uma gargalhada? O segundo aspecto é tão grave como o primeiro (quase apetece o trocadilho ‘tão GAVE’). Trata-se da linguagem tanto das provas como das ‘propostas’ de correcção oficiais.”
O artigo continua com uma precisão certeira e em tom bem humorado, conseguindo pôr “o dedo na ferida”, quando nele se faz a transcrição das instruções para o examinando de 12º ano (prova de Português), do tipo:
“Para responder, escreva, na folha de respostas, o número do item, o número identificativo da coluna A e a letra identificativa do único elemento da coluna B que lhe corresponde”.
Na conclusão, o articulista refere ter ficado esclarecido quando, ao aceder ao sítio do GAVE,ficou sem saber para que serviam os exames que, segundo versão oficial, se “revelam instrumentos de enorme valia para a regulação das práticas educativas, no sentido da garantia de uma melhoria sustentada das aprendizagens.”
Junho 20, 2008 at 12:29 pm
2008 at 10:48 am
António Ferrão (2),
INDIGNEM-SE!!!!!!!!!!!!Leiam.
“Convém lembrar neste momento que foi por ter acusado a ministra de facilitismo que Manuel Cardoso, jovem do Movimento dos Professores Revoltados, viu o sustento da sua filha ameaçado. (…)”
Querem saber o que se passou mesmo!?
Aqui,
queixasdeprofessores.blogspot.com/
Junho 20, 2008 at 12:41 pm
anahenriques,
já espreitei o “queixasdeprofessores” e, para além de tudo quanto é inqualificável e aqui já foi referido, concluo (voltando aos exames) que quem redigiu a “nota de esclarecimento” sobre o nosso jovem colega de Matemática desconhece a diferença entre “retratar” e “retractar-se”, ou será que já estão com o novo acordo ortográfico?(estou a brincar, mas o caso é sério, quando entidades oficiais assassinam a língua pátria, como pode ser exigido rigor? Que saudades de Pessoa)
Junho 20, 2008 at 12:47 pm
E agora vem uma questão: o que irá acontecer a estes alunos nas universidades?
Sabendo-se que o nível de insucesso e abandono nas universidades é enorme, o que fazer?
A bola está a passar para Mariano Gago: será que Bolonha chegará como almofada? Será que também vai haver Pams?
Será que os professores universitários vão ser pressionados também? Será que as famílias terão de continuar a pagar explicações aos seus filhos e filhas até ao mestrado integrado?
Será?
É que isto é uma bola de neve…..
Junho 20, 2008 at 12:51 pm
E se associarmos isto ao necessário progresso que o país precisa em termos de conhecimento, especializações e investigação?
Sorte os que podem ir estudar noutras paragens.
Mariano Gago que se vá preparando.
Junho 20, 2008 at 1:16 pm
O engraçado, o delirante, é ver esta discussão apenas sobre exames e sobre notas. Ainda não vi uma nálise por pequenina que fosse, sobre as aprendizagens, a escola integrada e socialmente útil em que participem os profs, os alunos, oas pais e a comunidade.
A posição corporativa destes professores, armados em vítimas, que afirmam desrespeitar os alunos e a própria profissão é indigna e mereceria punição ao nível profissional. Tal como os insultos aos superiores hierárquicos é punível por lei e motivo de despedimento com justa causa. Só neste Portugal, onde grassa a impunidade, é que se assiste a tal coisa. Vejam lá se nas escolas privadas eles se atrevem a a insultar alguém? Ou se rebelam contra o cumprimento do horário de trabalho? Ou recusam cumprir o trabalho definido, ou dizem que vão dar as notas que lhes apetecerem.
É que no privado não têm vínculo e trabalham a recibos verdes…
No Público somos nós os contribuintes que temos que os aturar!
Pena que não exibam metade desse voluntarismo para melhorar o nível do seu envolvimento na aprendizagem dos alunos.
lamentável ainda que desconheçam em absoluto quais os métodos de exames/avaliação em países “atrasados” como a Inglaterra, a Finlândia, os EEUU…
A ignorância junta com o oportunismo de classe dá péssimos exemplos.
Uma vergonha estes comentários!
Até porque os professores têm salários comparáveis aos dos outros países mais desenvolvidos, onde há resultados na Educação!
Claro que num país em que 80% da população mal sabe ler e escrever correctamente, isto acaba por provocar um impacto negativo.
MFerrer
http://homem-ao-mar.blogspot.com
Junho 20, 2008 at 1:33 pm
Proponho um teste para o próximo primeiro ministro seleccionar o seu ministro da educação.
Para completar correctamente a frase “Já ….. ministros que disseram a palavra ‘houveram’, deve ser usada a palavra…
1. Houveram
2. Haveram
3. Houve
4. Mostarda
Junho 20, 2008 at 1:54 pm
Caro MFerrer, sabe do que está a falar? Por acaso tem acompanhado o conjunto de estudos que mostram o descalabro da educação inglesa? Sabe alguma coisa da penúria que é a educação pública americana? Precisaria de fazer uma psicanálise, à maneira de Bachelard, relativamente à sua opinião sobre os professores. Também os seus valores sociais deixam muito a desejar, nomeadamente na apologia sub-reptícia do recibo verde. E diga-me uma coisa: acha bem uma nação com professores que sejam uns meros paus mandados? O espírito crítico só pode ser transmitido por gente livre e independente, gente que não tenha medo. Quer que os alunos sejam um rebanho ensinado por um bando de gente amedrontada? Eu percebo a lógica: recibos verdes, gente sem capacidade para falar, ausência de espírito crítico. Mas foi isso que fez de Portugal o país que é. Se conhecesse um pouco da história da educação em Portugal teria vergonha do que escreveu.
Durante 30 anos pediram aos professores que enviassem alunos para as universidades. Os professores fizeram-no de tal maneira bem que as próprias universidades se multiplicaram e multiplicaram cursos. A sociedade civil não consegue dar vazão ao caudal de licenciados, o que mostra que os professores não falharam. Os objectivos que politicamente foram determinados é que estavam errados, mas aí a culpa é tanto sua como nossa, pois somos nós que votamos e escolhemos aqueles que governam.
Só mais um pormenor: os professores que você vilipendia tiraram em 30 anos este país da maior indigência possível e tornaram-no minimamente civilizado e educado. Foi um feito extraordinário dos professores portugueses que mereceria da sua parte o maior reconhecimento. Eu e os meus colegas pegámos em miúdos que vinham de classes socias com um capital simbólico e cultural mínimo e enviámo-los para as melhores universidades deste país, alguns para o estrangeiro. Quando fiz a 4.ª classe, só dois de nós foram para um colégio particular, meia dúzia para a escola técnica, as dezenas restantes foram trabalhar. Mas muitos filhos desses que foram trabalhar na 4.ª classe foram enviados pelos reles professores para a universidade, onde alguns são brilhantes.
A vergonhosa campanha orquestrada contra os professores e a que você dá eco, no fundo é uma campanha daqueles que não perdoam aos professores o facto de terem ajudado muita gente pobre a ter sucesso. Não sou marxista, mas é um ódio de classe dissimulado que se esconde na campanha que tentou desacreditar os docentes portugueses. Era altura de terem vergonha. De facto, bem se podia atirar ao mar.
Junho 20, 2008 at 2:04 pm
Escreveu a AnaMaria no comentário 1 “Nos Conselhos de turma muitos prfessores ,deram 100% de positivas a turmas muito fracas.”
Eu estou com o Gomes, comentário 8, atendendo à realidade do ensino em Portugal, onde basta ir para o colégio da esquina(alías, nesse artigo da Sábado entrevistaram o Sr. padre de um colégio) para ficar com uma média astronómica, não vejo problema no facto dos professores daram mais uns pontos aos alunos, muitas vezez mais do que justos. Mas na realidade que conheço isso não está a acontecer. Ainda ontem fui a uma Secundária que está nos primeiros lugares dos rankings(não a minha) e em 800 alunos não vi mais do que 10 classificações de 20.
Na minha escola quem sempre nivelou por baixo, fez o mesmo este ano.
Nas Secundárias (pelo menos aqui no Porto) até dava geito os professores darem melhores notas, os Externatos/Colégios não engordavam tanto.
Junho 20, 2008 at 2:07 pm
Sondagem à boca das “urnas” no exame de hoje do 9º ano de Matemática: o exame era facílimo!!!!!!! Era a frase mais ouvida. A traçar uma curva de Gauss pelas opiniões, parece-me que esta também sairá enviesada para o lado do “fácil”.
Junho 20, 2008 at 2:13 pm
Correcções ao meu comentário:
“aliás, nesse artigo da Sábado entrevistaram o Sr. padre de um colégio”
Foi citado e não entrevistado.
“Ainda ontem fui a uma Secundária (que não a minha) que está nos primeiros lugares dos rankings e em 800 alunos não vi mais do que 10 classificações de 20.”
Junho 20, 2008 at 2:56 pm
O comentarista 14 apresenta-se como…
“Ex-emigrante, anti-colonialista, ateu, grande criador de galinhas e de outras pequenas espécies, anti-imperialista, bricoleur,empresário, razoável garfo, autodidacta.”
Os professores estão esclarecidos…
Junho 20, 2008 at 3:15 pm
O ministério estabelece uma grelha de classificação, mas depois a
transformação dos resultados de aplicação da grelha em classificações finais dos alunos
tem sido feita com critérios que o ministério não divulga. Significa tudo isto que não se
sabe de facto o que representam os resultados das provas.
Associação Portuguesa de Matemática, aqui.
Junho 20, 2008 at 3:18 pm
MFerrer (14)
Já que parou por aqui, aproveite a oportunidade para consultar opiniões que não se referem a notas nem a exames (a maior parte dos comentários e dos posts). Take your time.
Junho 20, 2008 at 3:26 pm
“…com critérios que o ministério não divulga.”
Foi abundantemente divulgado na blogosfera que, as escolas foram pressionadas a escolher para a correcção dos exames nacionais e provas de aferição, professores, cujo perfil, não desse chatices e não questionassem “os critérios internos divulgados em sessões especiais para subida de notas dos alunos”.
Pois é. Estão a enganar as pessoas, o povão.
Desde há 3 anos e tal para cá.
Junho 20, 2008 at 3:31 pm
JCM (16),
Obrigada por teres respondido em nome dos professores portugueses.
Junho 20, 2008 at 3:34 pm
Todo o cidadão atento sabe disto, embora a nossa tarefa de pedagogos nos tenha desde sempre ensinado a apontar com toda a paciência as diversas perspectivas(não se trata aqui do uso de plural majestático)
1-OPINIÃO
Verdade(s) sobre os salários dos professores
De cada vez que o Governo pretende mexer nos salários dos professores, lá surge a notícia sobre o seu elevado valor quando comparados com os dos seus pares de outros países. Parece propositada a notícia, que ainda por cima não é verdadeira, mas talvez não passe de coincidência. Na verdade, o salário dos docentes portugueses está longe de ser dos mais elevados do mundo. Se ainda tivermos em conta a Europa dos 15, o salário dos docentes portugueses é o 14º na base e situa-se entre o 7º e o 9º lugar (dependendo dos sectores de ensino) no topo. Nota-se, pois, alguma valorização no seu desenvolvimento, é verdade, mas longe de estarmos perante um super-salário.
O artigo encontra-se na totalidade em:
http://www.asbeiras.pt/?area=opiniao&ed=29092006&vo=1
2- O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES(para quem não tenha notado, os professores são contribuintes como qualquer outra classe profissional)
Os contribuintes não financiam unicamente a escola pública, basta termos estado atentos à lista de colégios recentemente divulgada e respectivos subsídios(e as escolas públicas em perigo de derrocada sem obras há décadas?Os contribuintes não terão aqui uma palavra a dizer?)
Os privados nasceram certamente para dar uma ajudinha ao sistema educativo público, mas com o passar dos anos, a boa vontade começou a ultrapassar os limites. Não sei se os colegas sabem, mas o estado subsidia alguns colégios privados até cerca de 80%, dinheiro esse que nos sai obviamente do bolso. Infelizmente muitos dos alunos (existem excepções) que vão para os colégios privados, vão com o objectivo de aumentar as suas médias de modo a facilitar a sua entrada no ensino superior. O que acontece é que os alunos obtém sucesso, mas infelizmente não costuma ser por mérito, mas sim pela quantia que pagam ao fim do mês.
Posso ainda referir que, no 10º ano, recebi alunos vindos de colégios onde estiveram até ao 9º ano e, relativamente a resultados, nunca verifiquei diferenças assinaláveis relativamente aos que sempre estudaram no ensino público, o número de casos de aproveitamento meritório nunca serviu para estabelecer uma relação de causa/efeito (independentemente da cor do recibo dos docentes)
Junho 20, 2008 at 3:49 pm
professoresramiromarques.blogspot.com/2008/06/exame-de-matemtica-do-9-ano-um-escndalo.html
Junho 20, 2008 at 4:16 pm
Caro DA, (comentário 17)da cidade do Marco de Canaveses parte cada manhã um comboio cheio de, digamos, «estudantes», para, digamos ainda, «estudar» no Porto, no ensino privado. Os professores de lá perdem todos os anos muitos alunos, centenas. Se esses colegas do Porto que nivelam por baixo estivessem numa destas cidades a 50 km do privado, e ao perder alunos pudessem perder o lugar, talvez não cometessem esse crime que é nivelar por baixo. Eu explico porque uso a palavra crime: por razões que não vou especificar acompanho este ano o percurso escolar de vários adolescentes que estão no secungário no ensino público – área científica. São alunos com médias que oscilam entre os 16 e os 19. Eu sei o que estes jovens estudam, quem não sabe o que é necessário estudar para tirar 19 a Biologia ou Físico-Química, tem de ver alunos destes agarrados aos livros até ao Domingo! Quer dizer, estas notas não são falsidades. Mas visitemos ali no Porto o átrio do Externato Ribadouro. Entremos num daqueles dias de final de período em que se afixam as pautas. Observemos: caramba, ali não há nada abaixo de 17! Ouçamos comentários: – Não sabia que a minha prima era tão boa aluna! (sic). Desconfio que a prima também não sabia. Aquilo é um alfobre de sumidades! Devem estudar pra carago! Até porque a Directora dizia há anos que tudo aquilo era fruto de professores especializados e acompanhamente especial! Ora eu conheço alguns dos que lá dão aulas, fui formador deles. Tão ou tão pouco especializados como os outros! Uma colega da minha escola disse-me seraficamente esta coisa: – O meu filho anda no Riba Douro – ou seria no Dom Duarte? – não estuda nada e tem uma média excelente! – Que inteligente, respondo eu. Tiveste sorte! – Mas ando preocupada, retorque ela. – Mas porquê? espanto-me eu. – Porque ele vai fazer depois de amanhã o teste nacional intermédio de Biologia. – ???
- Tenho medo que desça, continua ela, ainda há pouco telefonei para casa para lhe dizer para ele estudar… Não digo mais nada. Mas posso adivinhar… Porque o ano passado esteve na minha escola uma equipa de inspectores para fazer a tal avaliação externa. Integraram-me num painel para ser entrevistado pelos inspectores. Lá perguntaram, etc., e nada, e um colega meu rapa de umas fotocópias que eu o vira fazer antes da entrevista e diz o seguinte: os senhores inspectores estão para aí a dizer isto e aquilo do ensino público. Ora eu tenho aqui as fotocópias dos resultados do ano passado, vulgo rankings, com médias por disciplina, etc… E o que é que nós verificamos? Isto, senhores inspectores: vejamos o caso da Biologia: nesta escola a média interna foi de 14, no exame desceu para 13. Mas na escola privada aqui ao lado, a média interna foi de 18 e no exame passou para 11. E isto é a regra, senhores inspectores. E, dizendo isto, brandia as fotocópias. Um momento raro de felicidade na minha vida, apesar de tudo: porque os três inspectores – dois mereciam respeito, a terceira era uma nulidade – calaram-se todos, encolheram! Por tudo isto colegas, não sejam criminosos, subam as notas, principalmete as dos bons alunos, porque é preciso VER como eu vejo os sacrifícios que fazem.
Quanto ao senhor Ferrer: lamento que o senhor não seja professor: falaria com conhecimento de causa. Não fala: diz umas alarvidades, nada mais. P. S. Caso não saiba o que são «alarvidades» – não será o primeiro alarve nessa situação – proponho-lhe a consulta de um bom dicionário etimológico.
Junho 20, 2008 at 4:33 pm
Maria A. (25),
Não tenho tempo, neste momento, (tenho uma reunião agora mesmo!), de ler o artigo.
Mas o tal salário a que te referes é relativo ao PIB de cada país e não em termos absolutos.
E há quantos anos os professores tiveram esse reconhecimento mínimo salarial? É só para esclarecimento da malta.
Contudo, pelo actual estatuto, é bom que se diga que, um professor no topo da carreira (de professor) após trinta e tal anos de trabalho aufere 1300/1400 Euros. No topo da carreira, meus senhores.
Junho 20, 2008 at 4:36 pm
Vergonhoso, manipular números e justificar políticas à custa de crianças e jovens.
Junho 20, 2008 at 5:19 pm
Pode ser que estes sucessos educativos arrastem a economia, a indústria, a agricultura, etc…
Junho 20, 2008 at 5:28 pm
“pais e professores agradecem”
Na qualidade de mãe, com um dos filhos a fazer exames do 12.º ano nesta altura, agradeço /exijo qualidade, rigor, transparência nos objectivos e nos procedimentos.
Como professora (do 2.º ciclo)não posso exigir menos. Para os filhos dos outros não posso querer menos nem pior do que para os meus. Não posso querer menos para as mulheres e homens que eles já estão a caminho de ser.
O clima que se vive é propício à desorientação. À força de decretos, de pps e de orientações dadas em reuniões à porta mais ou menos fechada, vai-se criando um clima de caos disfarçado de reforma salvadora.
A última coisa que podemos fazer é perder a cabeça ou tomar atitudes ditadas pelo medo. Medo de quê? De sermos competentes? De darmos a cara e assinarmos o nome por baixo do nosso trabalho?
Que conversa é esta de subir ou de descer notas? Um(a) professor(a) atribui aos seus alunos as notas que considera justas, de acordo com critérios e princípios claros e conhecidos por todos desde o princípio do ano lectivo.
Baralhar as regras a meio ou no fim do jogo não dignifica ninguém.
Junho 20, 2008 at 5:39 pm
Há uma coisa que não entendo: Porque é que os professores são tão a favor da exigência em relação à avaliação dos alunos e são tão renitentes em relação a serem avaliados?
Junho 20, 2008 at 5:54 pm
A Maria está enganada com os 1400 euros: estou no 10º escalão, topo da carreira, recebi este mês 2.049 euros. Informe-se.
Agora com a divisão em titulares e não titulares, é bem possível, não tenho a certeza, que dois terços nunca passem dos tais 1400 euros. Uma desgraça. Hoje eu não escolhia o ensino.
Junho 20, 2008 at 6:01 pm
Ao 32
Não é isso que acontece. Está mal informado. Os professores querem ser avaliados mas não por este modelo aberrante e injusto.
Infelizmente, por mais que se diga isto continuam a não querer saber e só dizem que os professores não querem ser avaliados. Já chateia este argumento!
Junho 20, 2008 at 6:03 pm
Penso que é urgente troca de ministros: ministra da educação a primeira e o primeiro (que apoia, incondicionalmente, a educação…)a ministro da educação! Reafirmo o que já havia dito:
Se a srª ministra consegue num ano acabar com a “fatalidade da Matemática”, poderia ajudar o sr 1º ministro em um ano (o anito que lhes falta de mandato… ainda vão a tempo que a eficácia – como se vê- é muita) acabar com a fatalidade da pobreza económico-social (para já esta) – os portugueses aguardam esses resultados com ansiedade e muita expectativa!
Junho 20, 2008 at 6:07 pm
Caro Leonrado, que sorte só não entender uma coisa relativamente à avaliação dos professores. Olhe, eu não entendo várias, mas antes de lhas enumerar, permita-me lhe diga não ser verdade os professores não quererem ser avaliados: não queremos é esta avaliação tal como foi apresentada. O ministério também já nos seu razão ao admitir que se enganaram quando pensaram que se podia começar em Janeiro o processo tal e qual – veja declarações do secretário Pedreira. Mas há mais: acha bem um professor ser avaliado por outro que lhe é inferior no percurso académico, que foi seu formando, que usa materiais didácticos facultados pelo avaliado e nunca produziu nenhuns em troca? Colegas que vão observar aulas de outros colegas de quem receberam formação, isto é, vamos ter pessoas com menos qualificações a avaliar poutras mais qualificadas. Não acho isto normal. Isto não se passa em empresa nenhuma. Não acho nada normal que colegas – e elas reconhecem isto – que nunca foram sequer observadas no estágio pois o seu estágio não passava por aí – vão agora observar. Colegas que não têm conhecimentos especiais de didáctica vão observar. O quê? Acha bem que um professor de Matemática vá ver as notas que deu comparadas com as que os alunos tiram no exame e os outros não? Isto só acontece com Matemática e Português. Isto vai ter consequências negativas para os colegas de M. e de P. Acha bem? Então e os outros? Mas continuo: acha bem que um professor – nem vai acreditar nisto – possa vir a ser prejudicado porque dois ou três alunos seus mudaram de escola – isto é considerado abandono escolar! Só dá para rir! Os pais dos miúdos mudam de cidade e levam os filhos – abandono escolar! É assim que o Ministério já contabiliza a coisa!
Eu podia continuar. Por muitas linhas. Mas perceba uma coisa: não há nenhum professor que não queira ser avaliado. Já éramos. Atingíamos todos mais depressa ou mais devagar o topo da carreira. Agora não: esta dita avaliação só vem servir para que dois terços não o atinja. Tudo por causa do défice. Mas houve não sei quantas centenas de milhares de euros para dar ao corredor de automóveis!
Junho 20, 2008 at 6:13 pm
Sr Leonardo Afonso (ou Afonso Leonardo ou outra coisa qualquer que use para se identificar):
Os professores não rejeitam a avaliação… Isso está mais que dito e redito por todo o lado…
Demonstram isso sim , coerencia ao exigir rigor quer na avaliação dos alunos quer na sua propria avaliação.
Olhe que não sou professor e já entendi isto há muito tempo…
Junho 20, 2008 at 6:45 pm
O comentário 35, de J.F., denuncia perfeitamente o ridículo da situação. Daria um excelente slogan.
(Se a srª ministra consegue num ano acabar com a “fatalidade da Matemática”, poderia ajudar o sr 1º ministro em um ano (o anito que lhes falta de mandato… ainda vão a tempo que a eficácia – como se vê- é muita) acabar com a fatalidade da pobreza económico-social (para já esta) – os portugueses aguardam esses resultados com ansiedade e muita expectativa!)
Junho 20, 2008 at 7:33 pm
Parecer das respectivas associações científicas sobre a avaliação externa de 9º ano a Língua Portuguesa e a Matemática:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=98581&dossier=Exames%202008
Junho 20, 2008 at 7:37 pm
A anahenriques (20) refere sobre o comentadeiro 14:
“Ex-emigrante, anti-colonialista, ateu, grande criador de galinhas e de outras pequenas espécies, anti-imperialista, bricoleur,empresário, razoável garfo, autodidacta.”
Localizo politicamente estes espécimes (apareçam com os nomes que aparecerem) sem margem para falhas. Eles andam por aí. Costumo agir como a caravana. Mas agora tenho de acrescentar algo.
Há memórias que eu penso que devem ser respeitadas. E quem critica uma classe daquela forma, quem fala em despedimentos com justa causa a propósito da liberdade de expressão, quem defende as escolas privadas daquela maneira e os recibos verdes e refere como gosto musical o nome de José Afonso, deveria saber que se ele fosse vivo ficaria com convulsões e náuseas.
Junho 20, 2008 at 7:42 pm
Mferrer esqueceu-se de citar a Coreia do n orte e a Birmânia. Já agora em escolass privadas até sexo oral os alunos fazem para terem melhores notas ou as mães oferecem o corpo ao manifesto, vALE TUDO E OLHE QUE EU SEI DO QUE FALO E ESTOU-ME A REFERIR A REGIÃO
DO GRANDE PORTO -DEVE SER HÁBITO ALTERNADEIRO.
Junho 20, 2008 at 7:48 pm
Valter o yes man.
http://percuciente.wordpress.com/2008/06/20/humor-bananal/
Junho 20, 2008 at 7:56 pm
Caro MFerrer,
O seu comentário (14) é uma fotocópia da voz dos nossos governantes. Aqui não pega!
Era isso mesmo que o governo gostaria, que fossemos todos como o óleo 3As: Apáticos, abúlicos e amórficos (e já agora a recibos verdes e se pudesse ser a receber com uns mesitos de atraso).
Subscrevo o comentário de JMC (16)e Maria A. (25)
Não tenho muito mais a dizer-lhe, a não ser que há pessoas “escudadas no alto do seu poleiro” que deviam ser obrigadas a engolir o xarope que querem receitar às outras.
Junho 20, 2008 at 8:35 pm
Parece que o ME não quer saber das opiniões dos Especialistas… Creio até que as considera “bíblicas” e talvez por isso não queiram nada com elas. Aquela gentalha levou-nos para o fundo, do fundo e o pior é que temos de os sustentar e não pagamos tão pouco quanto isso.
Morrerei feliz se um dia a “verdade vier ao de cima” e eles e todos os Ferrer(os) mesmo os “Rocher”, forem tão enxovalhados como o foram, por eles, os professores!
Junho 20, 2008 at 9:03 pm
Manuela Ferreira Leite acaba de denunciar em Guimarães no congresso do PSD o «facilitismo» do governo na educação. Ouviram-se uma palmas fracas, correspondentes ao tom monocórdico em que a avozinha fez a crítica. Assim o PSD não vai lá. Já o Ângelo Correia disse que a senhora iria dizer não com clareza a um governo do bloco central. Eu não ouvi, tb. tenho mais que fazer. Se alguém ouviu pode dizê-lo aqui, por favor? Obrigado.
Junho 20, 2008 at 9:10 pm
Não poderia estar mais de acordo com muito do que Gomes (comentário 36)afirma, nomeadamente, que quem avalia seja mais competente do que quem é avaliado e, portanto lhe seja reconhecida autoridade para o efeito. Isso a acontecer é inteiramente inadmíssível!Aliás nem me parece que devam ser os pares a inter avalaliar-se. Por muitas, muitas razões! Parece-me exagerada a afirmação de que «não há nenhum professor que não queira ser avaliado» porque como sabe em todas as profissões (não há razão para pensar que a dos professores seja diferente)há o excelente, o muito bom, o bom, o suficiente e o mau. Os últimos não têm razão alguma para quererem ser avaliados, sobretudo se a avaliação tiver consequências.
Junho 20, 2008 at 10:11 pm
Afonso acha que na Coreia do Norte não são avaliados? SerÁ POR NISSO QUE NÃO PROGRIDEM?
a INQUISIÇÃO ATÉ AVALIAVA DEPOIS DE AS PESSOAS MORREREM , CHEGOU A DESENTERRÁ-LAS E A AVALIÁ-LAS..
Junho 20, 2008 at 10:40 pm
Caro Afonso Leonardo, não é «a acontecer» é vai acontecer. Tudo por causa de um famoso concurso para professores titulares. Mas disto nem falo. Acredite que não conheço colega nenhum que diga na minha frente que não quer ser avaliado. Nunca ouvi isso.
Quanto à dita avaliação por pares, uma aberração, não se lembra da senhora ministra com ar entre cândido e ofendido dizer na tv: – Mas não querem ser avaliados pelos vossos pares? Pergunte-se à senhora se na faculdade dela alguma vez foi avaliada por alguém academicamente inferior.
Tudo isto é questão de dinheiro e de falta de vergonha.
Junho 20, 2008 at 11:48 pm
Gomes, comentário 27.
100% de acordo consigo. Você está dentro da completa farsa que é o acesso ao ensino superior em Portugal.
Conheço bem os externatos/colégios, Ribadouro, Ellen Key, D.Duarte, D.Dinis, CEBES, Académico, Augusto Ferreira da Silva(da universidade católica), os da Igreja(Luso-Francês, Rosário).
TUDO UMA GRANDE FRAUDE, uns mais do que outros, a verdade é que TODOS inflacionam as notas internas.
Claro que os professores das escolas da cidade do Porto que nivelam por baixo(e os outros) sabem do que passa. São os primeiros a por os filhos nestes colégios /externatos. A minha escola com 1400 alunos perde todos os anos mais de 100 alunos para o privado, sem contar com os que já nem se inscrevem nela no 10.º ano.
E depois vem os políticos, que encobrem isto, falar de facilitismo!
O QUE ESTÁ A ACONTECER NO ENSINO SECUNDÁRIO REVOLTA-ME PROFUNDAMENTE.
Junho 20, 2008 at 11:48 pm
Gomes (48),
Um qualquer meu colega ter sequer a ousadia de dizer que me vai avaliar!? Pregava-lhe uns estalos valentes no “focinho”. Está fora de questão.
Junho 21, 2008 at 12:12 am
Ninguém pede aos tipos que andam a mandar bitaites por aqui os critérios, os objectivos e as grelhas com que são avaliados? Não entendo muito bem como é que se conseguiu passar a ideia de que os portuguesinhos andam todinhos a ser avaliadinhos há uma vida inteira e ainda ninguém conseguiu ver uma fichinha de coisinha nenhuma!
As mentiras ditas até à náusea acabam por ser engolidas como verdade!
Junho 21, 2008 at 12:36 am
Gomes (33),
Isso (já) era. Repare que eu disse com o actual ECD, o que a sinistra nos impôs, mas não a ela ou “aos dela” (do outro Ensino). Nenhum outro estatuto de carreira e remuneração foi mexido. Só o estatuto/remuneração dos “professorzecos”.
No actual estatuto/remuneração o topo da carreira de professor é o antigo 7º escalão. O resto á para os boys e girls- mas eses não são professores, não é verdade?
Junho 21, 2008 at 12:47 am
Gomes (33),
Eu referi-me ao actual estatuto de carreira e remuneração, o que a sinistra fez aprovar para os professorzecos. Contudo, a carreira dela e dos “amigos” do E. Superior mantem-se igualzinha e das restantes carreiras tb- médicos, magistrados, juízes, forças armadas. A carreira de professor termina no antigo 7º escalão. O resto é para os boys e girls, não é verdade?
O topo da remuneração de um professor, topo do topo da carreira, tem a remuneração de 1300/1400 Euros. A carreira dos professores era, até este desgoverno sinistro, de 36 anos!!!! Agora ninguém sabe.
Junho 21, 2008 at 1:35 am
Oh afonso leonardo (32)
Estou a ver onde quer chegar. Permita que partilhe consigo umas perplexidades do mesmo tipo: porque é que os médicos fazem autópsias aos cadáveres que lhes põem à frente, e se recusam fazer autópsias aos seus colegas? Será só porque estes estão vivos? Esse argumento não nos convence, não é verdade? Ou porque que é que outros médicos às tantas receitam antibióticos a um doente, mas eles próprios não os tomam logo ali, para dar o exemplo? Huuummmm? Porque será? Ou um médico receitar sessões de fisioterapia a um paciente, como por exemplo marcha e flexões de joelhos, e não manda a senhora da secretaria, aquela gorda, fazer o mesmo? Ou porque é que às tantas um juiz manda um condenado para a prisão, e não vai ele? Ou não manda o escrivão em vez dele? Ou a cunhada do escrivão que está na Suiça? Hein?
Porquê tanta incongruência, meu Deus?
Junho 21, 2008 at 4:15 am
MFerrer existe em si uma potencial competência que o qualifica para um futuro porta-voz do governo.
Ainda não acordou da hipnose da “Lurdinhas das Reformas”? Olhe que muitos comentadores da nossa praça, que alinharam pela batuta da senhora, começam agora a mostrar sinais de arrependimento.
Você está atrasado homem. Acorde!!
Junho 21, 2008 at 5:55 am
Qualquer governo de um País a sério faria um rigoroso inquérito ao que se passa nos colégios privados do Porto acima mencionados.
Não se compreende que alunos que tendo tido classificações internas finais entre 18 a 20 valores a Matemática obtenham em exame final, classificações com desvios, em relação à classificação interna final, de que chegam a atingir -8 valores.
Conheci pessoalmente uma aluna com uma classificação interna final de 20 valores que obteve em exame somente 11 valores. É revoltante, pois é patente a intenção deliberada dessas instituições em inflacionar as notas, causando uma enorme injustiça em relação aos alunos que escolham um percurso escolar com um mínimo de seriedade.
Estamos perante um escândalo ao qual nenhum governo, talvez por interesses obscuros, tenha a coragem de enfrentar, a bem da equidade e da igualdade entre alunos.
Não admira, por isso, que haja alunos que chegam a percorrer distâncias superiores a 50 Kms (ida e volta) para poderem frequentar estes colégios, numa verdadeira “caça” desenfreada às notas elevadas a fim de acederem de fraudulenta ao ensino superior.
P.S. Tenho um amigo cujo filho frequenta o 10 ºano de escolaridade num desses colégios. Na disciplina de Matemática, ao longo do ano lectivo, realizou nove testes de avaliação sumativa e somente no último teste obteve positiva (10 valores). Soube que a professorra lhe vai dar 14, digo 14 de classificação final de 10º ano. Inacreditável!
Junho 21, 2008 at 5:59 am
Em [56] na linha 5 deve ler-se “que” em vez “de que”
Na linha 17 deve ler-se “de forma fraudulenta” em vez “de fraudulenta”
Junho 21, 2008 at 6:13 am
Caro Pedro Castro, há tantos anos que isto existe que sabemos que só pode continuar. É terrivelmente injusto.
Junho 21, 2008 at 3:19 pm
Pedro Castro e Gomes,
“Qualquer governo de um País a sério faria um rigoroso inquérito ao que se passa nos colégios privados do Porto acima mencionados.”
Mais abaixo está o motivo.
“talvez por interesses obscuros, tenha a coragem de enfrentar, a bem da equidade e da igualdade entre alunos.”
Financiamento Partidário?
Estes externatos dão muito lucro…
E o proprietário do Ribadouro foi DREN-Adjunto no tempo do Durão Barroso(2002-2005).
“Ministério investiga externato de director regional
29/6/2002 expresso
O Ribadouro, no Porto, que tem um director regional entre os sócios, é dos que coloca mais alunos em Medicina
Rui Duarte Silva
Entre os sócios do Ribadouro contam-se o director-adjunto de Educação do Norte e a sua mulher, que dirige o externato
O EXTERNATO Ribadouro, que tem entre os seus sócios o director regional adjunto de Educação do Norte, Manuel Pinheiro, é um dos 10 estabelecimentos de ensino privado que estão a ser investigados pelo Ministério da Educação por terem médias consideradas anormalmente altas no 12º ano do ensino recorrente. O número dois da DREN, candidato derrotado à Câmara de Cinfães pelo PSD, detém, em conjunto com a mulher, quase 40% da escola.
Numa altura em que David Justino declarou guerra «à batota» feita por alguns alunos no acesso ao ensino superior, através da passagem do ensino regular para o recorrente, a situação ameaça tornar-se incómoda para o Ministério da Educação, que evitou comentar o facto, alegando estarem em causa «processos ainda em fase de investigação». A direcção da escola diz «nada ter a esconder», mas também não comenta a situação, remetendo qualquer declaração sobre o assunto para o Ministério.
No entanto, numa primeira reacção, um porta-voz do Ministério garante a independência da investigação relativamente às suas direcções regionais e afirma que o Ministério «actuará de forma rigorosa em relação a todos os casos onde sejam apuradas infracções, independentemente de quem é accionista ou director dos estabelecimentos visados».
Fonte ligada ao processo adiantou ao EXPRESSO que a investigação, iniciada pela Inspecção Geral de Educação a 10 estabelecimentos privados e um público, de vários pontos do país, maioritariamente concentrados em Lisboa e Porto, foi entretanto alargada a outras escolas.
No caso do Ribadouro, um dos mais conhecidos externatos do Porto, estará em causa o êxito dos seus alunos em disciplinas como Química e Biologia. É uma consequência da nova atitude do Ministério da Educação, que passou a encarar com alguma desconfiança resultados de 19 e 20 valores no 12º ano e decidiu cruzá-los com as classificações dos exames nacionais e de acesso ao ensino superior, ao mesmo tempo que estuda o percurso escolar dos alunos.
Com 1300 estudantes da pré-primária ao 12º ano, ensino regular e recorrente, o externato colocou no ano passado 37 alunos em Medicina, um dos cursos com médias de acesso mais altas. Maria da Conceição Pinheiro, directora pedagógica do Ribadouro, disse ao EXPRESSO que, de acordo com dados do programa informático do Ministério da Educação, 68% dos seus alunos que concorrem ao ensino superior na primeira fase foram colocados, dos quais 44% na primeira opção, números que diz «falarem por si sobre o trabalho desenvolvido na escola».
Privado trabalha mais
Apesar de reconhecer que alguns alunos começam a procurar utilizar o ensino recorrente privado como via de acesso ao superior, a directora do Ribadouro diz tratar-se de «uma pequeníssima minoria, à semelhança do que acontece com os que se inscrevem em Faculdades espanholas, por exemplo». No caso de Medicina, aliás, o recorrente ainda não é utilizado como via de acesso, garante a directora, que no grupo dos 37 futuros médicos saídos do seu colégio em 2001 apenas teve dois alunos que tinham frequentado o recorrente no ano anterior e repetiram as específicas para fazer melhoria de nota.
Para esta professora, os bons resultados dos seus alunos devem-se «ao rigor e exigênciado ensino ministrado» e ao próprio projecto educativo, alicerçado em bases como a estabilidade do corpo docente, o relacionamento próximo com os pais, preparação intensiva dos estudantes e estratégias de apoio individual que incluem o prolongamento dos tempos lectivos no 12º ano até três horas. No caso de matemática, por exemplo, além dos tempos lectivos curriculares há todas as semanas uma aula de apoio e duas de preparação específica para o exame – uma flexibilidade que não se aplica às escolas públicas.
Quanto a Manuel Pinheiro, admite que a «pequena participação no Ribadouro pode ser vista com alguma desconfiança por algumas pessoas e exige especial cuidado» na sua actuação na DREN. No entanto, salienta que sempre fez carreira no ensino público – actualmente, integra o corpo docente da Escola Infante D. Henrique. Além disso, o Ribadouro não tem qualquer contrato de associação com o Ministério da Educação e nada na lei o impede de ter uma quota num estabelecimento de ensino privado. O próprio Sindicato dos Professores do Norte, ligado à FENPROF, considera a sua escolha normal, não questionando o seu perfil técnico.
Negando «actuações facilitistas» dos colégios, o director adjunto do DREN acentua que a oferta do privado «tem de ser muito boa para ser competitiva com o público, havendo nos dois regimes bons e maus exemplos».
A preferência de alunos interessados em cursos universitários que exigem notas elevadas é, aliás, assumida com naturalidade por outras escolas, como o Externato Ellen Key, também no Porto, que teve um dos melhores lugares do «ranking» das disciplinas de Psicologia e Química. Com 400 estudantes nos diferentes níveis de escolaridade regular e recorrente, dos quais mais de 100 no recorrente, Fernando Andrade, da direcção da escola, refere que no ano passado saíram do seu externato 15 alunos para Medicina.”
http://fersap.no.sapo.pt/04/externato.html
Esta notícia é do tempo dos escândalos no ensino Recorrente.
Já agora sabem quantoa alunos pôs Ribadouro em Medicina?
95!!!!
Sim, 95.
Diz-se que metade dos alunos que entram em Medicina da Universidade do Porto vêm dos privados.
Isto está bonito…
Junho 21, 2008 at 3:27 pm
Minha cara no capitalismo é assim: the money is the end não os meios..tudo se compra tudo se vende..não sei se ouviram que em inglaterra um professor enriqueceu em dois anos fazendo com outras pessoas a ssessorarem trabalhos para alunos de liccenciatura teses de Mestrado e de douturamento..e mediante um pagamento extra fazia as revisões..tudo original…nada de cópias..em dois anos passou a andar de ferrari..
Julho 1, 2008 at 12:50 am
Não falem daquilo que não sabem ….
……porque …..
O RIBADOURO – É UM CASO DE SUCESSO EMPRESARIAL
O Externato Ribadouro aquando da suspeita de FRAUDE foi visitado por uma Inspectora da IGE/Porto de nome Madalena. O Resultado desta inspecção sobre suspeitas de fraude no Ensino Recorrente, isto é, sobre as centenas de alunos que, não reunindo as condições legais, transitaram do ensino secundário dito normal para este tipo de Curso (onde não tinham que se submeter à totalidade dos exames nacionais) DEU EM NADA. (i.e., o processo foi arquivado)
Na altura dessa inspecção era o Eng. Manuel Pinheiro (um dos proprietários do externato)DIRECTOR REGIONAL ADJUNTO DE EDUCAÇÃO DO NORTE.
Por sua vez, a esposa, Dra. Maria da Conceição Amaral Pinheiro (co-proprietária do Externato) tem excelentes relações com gente da IGE/Porto, vá-se lá saber porquê e como ….
Portanto …. somando dois mais dois podemos dizer que o resultado é FRAUDE mais TRAFICO DE INFLUENCIAS e …. quem sabe, talvez, FUGA MASSIVA AO FISCO …..
e por aqui me fico ….
Julho 1, 2008 at 1:46 am
EXTERNATO AMANDA-TE AO DOURO – UM CASO DE INSUCESSO EMPRESARIAL
SEGUNDO EPISÓDIO – O das noticias no Jornal o Público e da inspecção no externato
Como ultrapassar rapidamente as ilegalidades? (EIS A QUESTÃO)
Conceição (proprietária e directora pedagógica) teve uma ideia brilhante.
Contratou no final do ano 2001/2002 uma pseudo-psicóloga (de nome Adriana – professora reformada com especialização em orientação) para elaborar quilos de relatórios como justificação para cada um dos alunos que passou do ensino normal para o Recorrente e que não tinham idade para isso.
A Adriana começou então a trabalhar afincadamente para o externato por volta de Março de 2002 com o objectivo de elaborar quilos/resmas de relatórios de alunos que se encontravam ilegalmente matriculados no Ensino Secundário Recorrente. Estes relatórios apensos aos processos individuais dos alunos justificavam com motivos do foro psicológico a transição dos mesmos para o ensino recorrente.
Brilhante Ideia ….. (cabecinha pensadora)
O marido e co-proprietário era à data Director Regional Adjunto de Educação do Norte ….
Portanto, só faltava mesmo um jeitinho da inspecção … talvez óculos escuros, de preferência fumados …..
resultado final – processo arquivado
Janeiro 4, 2009 at 3:54 pm
Tanta dor de cotovelo…
Fiquem bem!