Correcção de exames custa 1,6 milhões
Sete mil militares da GNR estão destacados para guardar e transportar os exames nacionais do Ensino Básico e do Secundário, que começam amanhã. Trata-se da “maior operação do ano”, segundo revelou ao CM o tenente-coronel Costa Lima. A PSP não fornece números, mas nos anos anteriores afectou cerca de meio milhar de elementos.
É como com as eleições, são coisas caras e envolvem muita agitação, muito movimento.
O melhor mesmo seria evitar. No caso das eleições assumia-se como resultado aquele que fosse conveniente num sistema de rotativismo. No caso dos exames, podiam sempre sortear-se as notas com base nos apelidos dos alunos ou rendimentos declarados para o IRS.
Quanto a tamanho envolvimento policial não deixa de ter a sua graça, pois imagino já os gangues suburbanos a atacarem as carrinhas dos exames para depois fazerem, à porta das escolas, tráfico dos enunciados.
Junho 16, 2008 at 12:10 pm
Sim. O melhor seria simplesmente ratificar a passagem dos alunos no Parlamento, como se fez com o tratado de Lisboa. Teríamos então o fenómeno curioso de alguns deputados, suplentes com pouco mais que a 4ª classe (copiada!) e produtores de larachas e palmas a metro, a decidir o futuro de jovens formados com o 12º Ano e candidatos à Universidade.
Mas o pior é que a “chata” da Irlanda podia vir com aquilo da democracia e achar que não devia ser assim e que os Estados deviam pagar sim pelos exames, e lá voltava tudo à estaca zero, o raio dos despesistas !
Hummm, então não era a Irlanda , ainda há pouco,o exemplo de fenómeno de desenvolvimento e de milagre económico a seguir ? Já não percebo nada. Aliás, infelizmente julgo perceber muito bem. Mas para que é que os governos querem a nossa opinião ? “Opinião ” é o nome de uma qualquer rubrica nos mass media para os mandatários do Estado nos ditarem o “magister dixit” de quem tem o volante do poder.
Junho 16, 2008 at 12:13 pm
Por tudo isto é que Língua Portuguesa e Matemática são as duas eleitas no ensino básico: os docentes das restantes disciplinas não deverão, portanto, experimentar um sentimento de discriminação. Como aumentariam as despesas se, no 3º ciclo, os exames nacionais fossem extensivos a Inglês, História, Ciências , etc.?
Sou insuspeita dado que, como professora de Língua Portuguesa, faço parte dos “eleitos”.
Quanto aos custos não dos exames mas da sua correcção- lá vai o tempo em que , no secundário, onde comecei a leccionar, éramos remunerados pela correcção de exames- não sei os colegas do secundário ainda o serão , mas no ensino básico é “mão de obra”- já que proletarizámos- grátis. (experimentem preencher o boletim itinerário para ajudas de custo quando vão a reuniões de supervisão levando o vosso carro e surpreendam-se… não seremos nós, certamente, a contribuir para as despesas)
Junho 16, 2008 at 1:49 pm
EXAMES NACIONAIS – ESTRATÉGIA
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Junho 16, 2008 at 1:50 pm
Tal e qual: acabe-se com tudo quanto custa o precioso money… quem precisa de exames? e de eleições?
Junho 16, 2008 at 3:22 pm
O que é de estranhar é que a responsabilidade do ME acaba enquando os professores correctores vão buscar e entregar os exames. Nesse período a segurança dos exames fica por conta dos professores mesmo que façam centenas de quilómetros com os exames nos seus próprios automóveis. Porque é que as forças de segurança não são também incumbidas de levar os exames a corrigir e ir buscá-los já corrigidos às escolas onde os professores correctores estão colocados?
Afinal sempre confiam nos professores!
Junho 16, 2008 at 7:40 pm
stela
tirou-me as palavras do teclado
Já agora, se os correctores tiverem um acidente e os exames se perderem, como é?
Junho 16, 2008 at 7:43 pm
comentário 6
onde se lê Palmira Graça deve-se ler jmc.
deve-se ler ou deve ler-se?:)
Junho 16, 2008 at 9:02 pm
“Deve-se ler” ou “Deve ler-se”
De acordo com Cândido Figueiredo em Colocação dos Pronomes, ambas são correctas.
Junho 16, 2008 at 9:30 pm
Obrigado, Maria