A mais execrável manipulação de crianças a que assisti desde o tempo do fascismo
O meu filho saiu de casa com má cara. Isto das férias serem adiadas para hoje não o convencem de maneira nenhuma. A explicação absurda foi recorrente durante todo o fim-de-semana: “Por causa do Sócrates (retirei o adjectivo) temos que ir à escola na segunda-feira, isto não cabe na cabeça de ninguém!”Lembro-me de outro tempo.
In,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Relativamente para juntar as imagens para se criar uma imagem única é ir na barra de ferramentas do XnView e escolher: Criar -> Anexar imagens: que espectáculo!
Bem vou dar de frosques e dar lugar a intelectualidade, deixo aqui um texto em forma de papel higiénico:
Daqui a 25 anos, o que hoje é óbvio para poucos será senso comum: a escola como a conhecemos, transmissora de conteúdos avaliados por testes, será encarada como um sinal de educação de baixa qualidade.
Pelo menos para os filhos da elite, capazes de pagar mensalidades maiores, a escola que avalia o aluno em provas, cobrando a memorização, já terá deixado de existir. Entrar nas melhores faculdades só vai exigir capacidade de raciocínio e de associar informações. Por isso, o ensino de artes e filosofia ganhará espaço nobre.
O fim da escola que aí está implicará professores treinados para atuarem como facilitadores, transitando em várias esferas do conhecimento. As matérias não estarão presas ao currículo definido no ano anterior, mas ao calor do cotidiano.
Os conteúdos estarão ainda mais disponíveis em meios eletrônicos, permitindo, graças à interatividade, que se aprenda em qualquer lugar e a qualquer hora; receber ajuda pelo computador será tão comum quanto estar numa sala de aula de real.
A escola útil para preparar o jovem ao mercado de trabalho só sobreviverá se puder ajudar o aluno a gerir a enxurrada de dados e a se tornar um pesquisador permanente. Devido à enorme quantidade de dados disponível, a sociedade será mais escolarizada, a começar das empresas, nas quais o fundamental será produzir, administrar e transmitir inovações a seus funcionários. Cinemas, teatros, exposições, museus e centros culturais terão fortes núcleos educativos para a formação do público.
O mestre terá uma função que vai lembrar o orientador de uma tese de doutorado; portanto, a escola não mais será dividida em séries estanques, será um espaço sem salas de aula, onde os alunos transitarão com suas dúvidas e curiosidades. Terá um ar de centro cultural. O educador e o comunicador tendem a se aproximar: afinal, o professor terá de tirar proveito dos fatos em tempo real e encaixá-los nas áreas de ciências humanas, biológicas ou exatas.
Para manter seus leitores, ouvintes e telespectadores, a imprensa também vai se aproximar da educação. Não vai apenas transmitir ou interpretar informações, mas, com o auxílio de recursos tecnológicos, oferecerá salas de aula virtuais e até presenciais para ajudar no entendimento dos fatos. Terá surgido uma nova linguagem (e uma nova profissão), misturando didática com comunicação.
O ensino superior será redefinido para atender a essa demanda. O diploma só terá importância se o seu portador enriquecê-lo não apenas com novos diplomas mas com experiências profissionais.
Daqui a 25 anos, o que já é óbvio para muitos não mais será discutido: os níveis de inovação tecnológica e de mudança veloz dos fazeres e saberes profissionais não mais permitirão que o estudante deixe de ser estudante
Já agora: alguém viu no telerjornal da noite uma noticia sobre uma Escola Básica Integrad da Pampilhosa que foi fechada a cadeado pelos pais indignados peor a escola constar nos últinmos lugares dos rankings nacionais…exigiam uma inspecção á escola em virtude dos mAUS RESULTADOS DA MESMA..OLHA SE ISTO PEGA..
Já agora: alguém viu no telejornal da noite uma noticia sobre uma Escola Básica IntegradA da Pampilhosa da Serra que foi fechada a cadeado pelos pais indignados
por a escola constar nos últinmos lugares dos rankings nacionais…exigiam uma inspecção á escola em virtude dos MAUS RESULTADOS DA MESMA..OLHA SE ISTO PEGA
E quando é que nós somos devidamente esclarecidos acerca do Tratado de Lisboa?
Ou a democracia consiste em passar cheques em branco aos legisladores?
Espero bem que a generalidade dos europeus não permitam que a Irlanda seja punida!
One Response to “What Ireland’s ‘no’ vote means for the EU treaty”
Comments
1.WHY I VOTED ‘NO’ …I would like the Irish Government and the EU elites to know that I Voted No to the Lisbon treaty in the Irish referendum because of our current Tax System in Ireland of Tax Individualisation that penalises married couples with one income (where one spouse goes out to work and the other stays at home to raise the children) by up to €7,000 per annum compared with married couple where both spouses go out to work. This is SOCIAL ENGINEERING and it was introduced in our 2000 Budget in response to EU POLICY and requirements to get mothers into the workforce and children into creche’s with no regard for the terrible long term social and economic consequences for our country. It has been tradition in Ireland that women had the choice whether to stay at home and raise their children or go out to work but now the EU through the Irish State have taken away that choice through the tax system, even though the family is highly regarded and protected in our constitution this is being ignored by our Government leaders.
A questão da Irlanda começa a nausear! Os crápulas dão o dito por não dito em todo o lado, mas espero que por lá não se deixem enrolar, como tem acontecido aqui, daqui a pouco há 4 anos.
A propósito da mensagem de anahenriques devo dizer que ouvir o “mor” dizer, que todas as escolas deverão ter cartão de aluno (ainda não têm???) para que “TODOS OS ALUNOS POSSAM FAZER TRANSACÇÕES SEM DINHEIRO…”… um vómito completo, começando no termo utilizado até à ideia ERRADA, de que não é preciso dinheiro, a não ser que vá lá ele “carregar” os cartões.
Tenha vergonha, desapareça!
Curiosamente, alguns adeptos das teorias da conspiração acreditam que a mão dos EUA esteve por detrás do NÃO irlandês.
O problema dos que acreditam nas teorias da conspiração é o de crerem que os terráqueos são quase todos idiotas e quase sempre manipuláveis, onde as únicas excepções serão os que denunciam esse estado de coisas.
Parece demasiado evidente que a desconfiança em relação aos planos das criaturas como aquelas que Durão Barroso representa, esteve na base da rejeição de tudo o que o Tratado de Lisboa possa significar.
Por outro lado, o papel que a escola e a família tradicional ainda possuem na cultura irlandesa está em forte contradição com o desprezo da autoridade e a desvalorização dos laços de sangue que a Comissão Europeia apregoa e impõe.
Quem só vê na Europa os planos orçamentais, os esquemas financeiros e a circulação de capitais, não consegue perceber que os apelos da comunidade e da cultura podem ser um factor decisivo de recusa da homogeneização e alienação pretendida pelo mercado único.
Nesse sentido o voto da Irlanda terá sido reaccionário, uma vez que constitui um obstáculo ao progresso do valor abstracto e à dissolução das relações humanas doravante constituídas em mais-valias capitalizáveis.
Numa perspectiva marxista-leninista-maoísta, numa lógica de progresso capitalista, o voto do Não irlandês foi um insulto à Nomenklatura que pastoreia o espaço europeu.
É urgente dar uma lição a essa gentinha que desafia o Ser Supremo da CE.
E aí temos o cavaleiro Vital Moreira a empunhar a espada ao lado dos jacobinistas franceses contra os que ousam questionar a orientação da vanguarda europeia.
Na URSS liquidavam-se os Kulaks, requisitavam-se as colheitas, sacrificavam-se as populações à fome e enviava-se mão de obra escrava para o Gulag; na Checoslováquia utilizaram-se os tanques contra os recalcitrantes; agora parece que basta “deixar de fora” os prevaricadores e herejes da União Europeia.
Os vícios estalinistas adaptando-se às circunstâncias mantêm na essência os pergaminhos da superioridade (i)moral dos seus esbirros: quem desafia a autoridade da vanguarda tem de ser exemplarmente colocado de quarentena e castigado, incluindo todos os familiares, amigos e conterrâneos dos acusados.
Porque não tenhamos dúvidas de que este “deixar para trás” ou “deixar de fora”, encerra muitas sanções e chantagens políticas, com mensagens óbvias para outros lados.
Junho 16, 2008 at 9:40 pm
Paulo descobri este software para juntar 2 imagens obtidas por scanner – vou experimentar
http://www.ghacks.net/2007/12/19/join-images-together-with-xnview/
Junho 16, 2008 at 9:42 pm
As instruções estão no site
Junho 16, 2008 at 9:47 pm
Um pouco fora do tema do post (ou tv não)
Sócrates na ESAG
A mais execrável manipulação de crianças a que assisti desde o tempo do fascismo
O meu filho saiu de casa com má cara. Isto das férias serem adiadas para hoje não o convencem de maneira nenhuma. A explicação absurda foi recorrente durante todo o fim-de-semana: “Por causa do Sócrates (retirei o adjectivo) temos que ir à escola na segunda-feira, isto não cabe na cabeça de ninguém!”Lembro-me de outro tempo.
In,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Junho 16, 2008 at 10:00 pm
Relativamente para juntar as imagens para se criar uma imagem única é ir na barra de ferramentas do XnView e escolher: Criar -> Anexar imagens: que espectáculo!
Junho 16, 2008 at 10:01 pm
Relativamente ao Xnview
Junho 16, 2008 at 10:02 pm
Bem vou dar de frosques e dar lugar a intelectualidade, deixo aqui um texto em forma de papel higiénico:
Daqui a 25 anos, o que hoje é óbvio para poucos será senso comum: a escola como a conhecemos, transmissora de conteúdos avaliados por testes, será encarada como um sinal de educação de baixa qualidade.
Pelo menos para os filhos da elite, capazes de pagar mensalidades maiores, a escola que avalia o aluno em provas, cobrando a memorização, já terá deixado de existir. Entrar nas melhores faculdades só vai exigir capacidade de raciocínio e de associar informações. Por isso, o ensino de artes e filosofia ganhará espaço nobre.
O fim da escola que aí está implicará professores treinados para atuarem como facilitadores, transitando em várias esferas do conhecimento. As matérias não estarão presas ao currículo definido no ano anterior, mas ao calor do cotidiano.
Os conteúdos estarão ainda mais disponíveis em meios eletrônicos, permitindo, graças à interatividade, que se aprenda em qualquer lugar e a qualquer hora; receber ajuda pelo computador será tão comum quanto estar numa sala de aula de real.
A escola útil para preparar o jovem ao mercado de trabalho só sobreviverá se puder ajudar o aluno a gerir a enxurrada de dados e a se tornar um pesquisador permanente. Devido à enorme quantidade de dados disponível, a sociedade será mais escolarizada, a começar das empresas, nas quais o fundamental será produzir, administrar e transmitir inovações a seus funcionários. Cinemas, teatros, exposições, museus e centros culturais terão fortes núcleos educativos para a formação do público.
O mestre terá uma função que vai lembrar o orientador de uma tese de doutorado; portanto, a escola não mais será dividida em séries estanques, será um espaço sem salas de aula, onde os alunos transitarão com suas dúvidas e curiosidades. Terá um ar de centro cultural. O educador e o comunicador tendem a se aproximar: afinal, o professor terá de tirar proveito dos fatos em tempo real e encaixá-los nas áreas de ciências humanas, biológicas ou exatas.
Para manter seus leitores, ouvintes e telespectadores, a imprensa também vai se aproximar da educação. Não vai apenas transmitir ou interpretar informações, mas, com o auxílio de recursos tecnológicos, oferecerá salas de aula virtuais e até presenciais para ajudar no entendimento dos fatos. Terá surgido uma nova linguagem (e uma nova profissão), misturando didática com comunicação.
O ensino superior será redefinido para atender a essa demanda. O diploma só terá importância se o seu portador enriquecê-lo não apenas com novos diplomas mas com experiências profissionais.
Daqui a 25 anos, o que já é óbvio para muitos não mais será discutido: os níveis de inovação tecnológica e de mudança veloz dos fazeres e saberes profissionais não mais permitirão que o estudante deixe de ser estudante
Junho 16, 2008 at 10:02 pm
Ajuste vertical
Junho 16, 2008 at 10:32 pm
Claro que sim… sai muito mais barato!
Junho 16, 2008 at 10:55 pm
Já agora: alguém viu no telerjornal da noite uma noticia sobre uma Escola Básica Integrad da Pampilhosa que foi fechada a cadeado pelos pais indignados peor a escola constar nos últinmos lugares dos rankings nacionais…exigiam uma inspecção á escola em virtude dos mAUS RESULTADOS DA MESMA..OLHA SE ISTO PEGA..
Junho 16, 2008 at 10:56 pm
Já agora: alguém viu no telejornal da noite uma noticia sobre uma Escola Básica IntegradA da Pampilhosa da Serra que foi fechada a cadeado pelos pais indignados
por a escola constar nos últinmos lugares dos rankings nacionais…exigiam uma inspecção á escola em virtude dos MAUS RESULTADOS DA MESMA..OLHA SE ISTO PEGA
Junho 16, 2008 at 10:57 pm
..ÚLTIMOS..
Junho 16, 2008 at 11:25 pm
E quando é que nós somos devidamente esclarecidos acerca do Tratado de Lisboa?
Ou a democracia consiste em passar cheques em branco aos legisladores?
Espero bem que a generalidade dos europeus não permitam que a Irlanda seja punida!
Junho 16, 2008 at 11:51 pm
Relacionado com temas de vários posts de hoje:
One Response to “What Ireland’s ‘no’ vote means for the EU treaty”
Comments
1.WHY I VOTED ‘NO’ …I would like the Irish Government and the EU elites to know that I Voted No to the Lisbon treaty in the Irish referendum because of our current Tax System in Ireland of Tax Individualisation that penalises married couples with one income (where one spouse goes out to work and the other stays at home to raise the children) by up to €7,000 per annum compared with married couple where both spouses go out to work. This is SOCIAL ENGINEERING and it was introduced in our 2000 Budget in response to EU POLICY and requirements to get mothers into the workforce and children into creche’s with no regard for the terrible long term social and economic consequences for our country. It has been tradition in Ireland that women had the choice whether to stay at home and raise their children or go out to work but now the EU through the Irish State have taken away that choice through the tax system, even though the family is highly regarded and protected in our constitution this is being ignored by our Government leaders.
Posted by: Cath | June 16th, 2008 at 8:20 pm |
Junho 17, 2008 at 12:15 am
A questão da Irlanda começa a nausear! Os crápulas dão o dito por não dito em todo o lado, mas espero que por lá não se deixem enrolar, como tem acontecido aqui, daqui a pouco há 4 anos.
A propósito da mensagem de anahenriques devo dizer que ouvir o “mor” dizer, que todas as escolas deverão ter cartão de aluno (ainda não têm???) para que “TODOS OS ALUNOS POSSAM FAZER TRANSACÇÕES SEM DINHEIRO…”… um vómito completo, começando no termo utilizado até à ideia ERRADA, de que não é preciso dinheiro, a não ser que vá lá ele “carregar” os cartões.
Tenha vergonha, desapareça!
Desculpem o desabafo
Junho 17, 2008 at 9:05 am
Curiosamente, alguns adeptos das teorias da conspiração acreditam que a mão dos EUA esteve por detrás do NÃO irlandês.
O problema dos que acreditam nas teorias da conspiração é o de crerem que os terráqueos são quase todos idiotas e quase sempre manipuláveis, onde as únicas excepções serão os que denunciam esse estado de coisas.
Parece demasiado evidente que a desconfiança em relação aos planos das criaturas como aquelas que Durão Barroso representa, esteve na base da rejeição de tudo o que o Tratado de Lisboa possa significar.
Por outro lado, o papel que a escola e a família tradicional ainda possuem na cultura irlandesa está em forte contradição com o desprezo da autoridade e a desvalorização dos laços de sangue que a Comissão Europeia apregoa e impõe.
Quem só vê na Europa os planos orçamentais, os esquemas financeiros e a circulação de capitais, não consegue perceber que os apelos da comunidade e da cultura podem ser um factor decisivo de recusa da homogeneização e alienação pretendida pelo mercado único.
Nesse sentido o voto da Irlanda terá sido reaccionário, uma vez que constitui um obstáculo ao progresso do valor abstracto e à dissolução das relações humanas doravante constituídas em mais-valias capitalizáveis.
Numa perspectiva marxista-leninista-maoísta, numa lógica de progresso capitalista, o voto do Não irlandês foi um insulto à Nomenklatura que pastoreia o espaço europeu.
É urgente dar uma lição a essa gentinha que desafia o Ser Supremo da CE.
Junho 17, 2008 at 10:59 am
E aí temos o cavaleiro Vital Moreira a empunhar a espada ao lado dos jacobinistas franceses contra os que ousam questionar a orientação da vanguarda europeia.
Na URSS liquidavam-se os Kulaks, requisitavam-se as colheitas, sacrificavam-se as populações à fome e enviava-se mão de obra escrava para o Gulag; na Checoslováquia utilizaram-se os tanques contra os recalcitrantes; agora parece que basta “deixar de fora” os prevaricadores e herejes da União Europeia.
Os vícios estalinistas adaptando-se às circunstâncias mantêm na essência os pergaminhos da superioridade (i)moral dos seus esbirros: quem desafia a autoridade da vanguarda tem de ser exemplarmente colocado de quarentena e castigado, incluindo todos os familiares, amigos e conterrâneos dos acusados.
Porque não tenhamos dúvidas de que este “deixar para trás” ou “deixar de fora”, encerra muitas sanções e chantagens políticas, com mensagens óbvias para outros lados.