Uma bela surpresa:
CNE pede mais avaliação
O Conselho Nacional de Educação desaconselha ligar os resultados da avaliação das escolas a punições ou prémios aos agentes, designadamente a atribuição de escalões mais elevados na avaliação de professores e de quotas de professores titulares.
No relatório entregue a semana passada à ministra da tutela, o CNE defende também que celebrar contratos de autonomia com as escolas é a “condição básica” para pôr em prática a avaliação das mesmas. “Em consequência da avaliação não se devem penalizar as escolas que mais precisam dessa autonomia para melhorarem os níveis de desempenho e aprendizagem”, lê-se no texto. Outra das recomendações prende-se com as consequências da avaliação: “Reconhece-se que não tem havido acompanhamento depois da entrega do relatório”, lê-se no parecer, (…) e “recomenda-se uma atenção particular para esta fase, definindo estratégias e soluções coerentes com os objectivos do sistema”. Por outro lado, o CNE alerta para a necessidade de “os avaliadores terem preparação e formação específica”, já que “o ‘item’ da formação dos avaliadores foi dos que mereceram mais menções discordantes quanto à adequação ao exercício da actividade”. A avaliação externa das escolas vai continuar no país em mais 290 escolas no ano lectivo de 2008/09, tendo já sido avaliadas 397 desde o início do processo em 2006.
Já sei, já sei, alguém politicamente correcto e ponderado achará que as críticas ao Conselho de Escolas, ao CNE e a este tipo de organismos deve ser moderada e prudente, não sendo úteis as desconfianças que muitos (eu, incluído) costumam expressar. É a facção que acha que sou muito «radical».
Mas eu também acho que sem um «empurrãozinho» provavelmente teriam mais dificuldade em encontrar a parte das vértebras que não dobra ao primeiro empurrão do Poder instituído.
Só que verdade se diga que, tendo sido albergue de muitos estudos e posições na estirpe eduquesa da auto-avaliação, seria realmente por demais ziguezagueante que agora o CNE abraçasse com excessivo entusiasmo praticamente o contrário do que defendeu há meia dúzia de anos atrás.
Junho 8, 2008 at 12:23 pm
Faço outra leitura: o CNE faz uma espécie de encomendado contra-poder à tutela para parecer bem. Levar a descansar e adormecer no maternalismo.
Pronto, já podem ir brincar.
Junho 8, 2008 at 12:24 pm
Sei até que ponto são irrelevantes, na prática, as recomendações “técnicas” que fogem aos interesses políticos.
Mas tem o seu interesse o CNE aparecer agora com esta posição.
Porque já quanto à monodocência e fusão dos dois primeiros ciclos do EB também acabou a recomendar uma coisa e a afirmar que a melhor solução era outra.
Junho 8, 2008 at 12:52 pm
Paulo, quando puderes vê o mail que te enviei… Acredita que o que lá está é verdade…
Junho 8, 2008 at 2:52 pm
“Sindicatos querem cobrar direitos aos não quotizados
Os sindicatos estão preocupados com o facto de os trabalhadores não sindicalizados beneficiarem do mesmo modo que os seus sócios dos direitos conquistados no âmbito da contratação colectiva. A UGT diz tratar-se de “um desincentivo à sindicalização” e quer seguir exemplo espanhol”
http://dn.sapo.pt/2008/06/08/economia/sindicatos_querem_cobrar_direitos_na.html
Junho 8, 2008 at 3:38 pm
Afinal onde é que ficamos?
O CNE está a estudar melhor os roadshows, é isso?
Concordo com esta posição, embora muito ainda falte.
Junho 8, 2008 at 4:04 pm
Aviso já que sou da facção radical.
Esta posicão do CE é uma treta das antigas e não passa de um adoçante venenoso,porque eles precisam dos votos de alguns profs para serem ditectores.
Já viram por acaso o PP que circula por aí sobre a avaliação simplex feito pelo CE e que tem 13 páginas operativas para avaliar apenas 2 parametrozecos????
Bejam,bejam…
Junho 8, 2008 at 10:29 pm
a ugt deve andar a ver a meelhor maneira de lixar os tugas…como se não bastasse a golpada do torres couto…