Os subsídios que permitem que certas e determinadas organizações (sobre)vivam, pois sem o encosto do Estado não teriam verbas próprias, mesmo se na teoria são emanações de um movimento associativo de muitos milhares de famílias. Quase 120.000 euros em 3 decisões tomadas num período de seis meses.
É o tal protocolo a funcionar.
Assinala-se ainda o delicioso detalhe da data das decisões em causa estarem datadas de 27 de Junho, de 18 de Outubro e de 7 de Dezembro de 2008. Mesmo se a deliberação é de 31 de Março e o despacho foi publicado ontem no Diário da República.
Percebe-se que está tudo em piloto automático e que as verbas são relativas ao ano de 2007, mas tudo isto tem o seu quê de não sei o quê.
Junho 6, 2008 at 12:13 pm
POis,pois….isto é tudo, PORREIRO,PÁ!!!
Junho 6, 2008 at 12:15 pm
Pois tem, também reparei.
Mas também li a restante lista de outras certas e determinadas instituições e fiquei pasmada!
Junho 6, 2008 at 12:16 pm
E já agora, porque é que colégios como o Planalto e o São João de Brito, entre outros, também são comparticipados pelo estado, ou seja, por todos nós? naõ fazia a mínima ideia, mas suponho que exista uma explicação…
Junho 6, 2008 at 12:21 pm
Já que viram passem a palavra que é o que eu vou fazer.
Ó malta toca a cantar “vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar”.
Junho 6, 2008 at 12:52 pm
Porreiro…
Junho 6, 2008 at 1:15 pm
Por estas e por outras é que a progressão na carreira não passa de uma miragem… e não falando unicamente em questões salariais, olhemos bem em volta- é ver “engarrafamentos” nas áreas de serviço em dias de “desconto”, o custo dos bens essenciais a aumentar, as condições de trabalho a degradarem-se e as bandeiras do Euro a demonstrar o orgulho de sermos portugueses. Revelaram as sondagens que somos pessimistas? Esperemos que não venham a revelar que somos cumulativamente amnésicos.
Junho 6, 2008 at 1:16 pm
O Colégio Planalto é da Opus Dei.
O São João de Brito é um colégio de Jesuítas, da Companhia de Jesus.
Verbas? Do Estado?
São colégios para ricos…!
Junho 6, 2008 at 1:19 pm
Sempre a mesma vergonha.
Junho 6, 2008 at 1:41 pm
“Disse-se… mas não se disse. Eu digo!”
“A semana que passou, marcada pela vigília dos professores, pela entrega na 5 de Outubro de um documento com 65.000 assinaturas, de repúdio pelas propostas do Ministério da Educação, e pela greve dos estudantes, não foi, tão-só, “mais uma jornada de luta”, que se somou à manifestação e à greve precedentes. A semana que passou patenteou, sobretudo, que o descontentamento e a agitação social se apossaram das escolas e começam a ser insustentáveis, face ao prejuízo imenso que repercutem no ensino e na educação dos alunos.
O país tem hoje dois problemas de monta. Um é substancial e de natureza económica e financeira: na educação, na saúde, na segurança social, na reforma do Estado, tudo se reduz a cortar, subtrair, nivelar por baixo. O outro é existencialista e de natureza patológica: na mente de alguns aninhou-se a missão de salvar a Pátria, albergou-se a verdade única e a convicção de que, em nome da “esquerda moderna”, vale tudo.
Os que, como eu, pensam que a solução da crise económica é incompatível com uma política fundamentalista de anulação, em anos, de um défice que se engordou em décadas, admitem, com tolerância, que as regras europeias (com que não concordam) e a competitividade feroz do mercado global (que não apreciam) imponham modificações dolorosas para sanear as contas públicas. Mas não admitem que a factura seja paga apenas pelo trabalho e isente o capital; que as modificações sejam impostas e não negociadas; que a manipulação sem pudor dos números seja usada para fomentar a inveja e o ódio contra classes profissionais honestas; que a débil informação da generalidade dos portugueses seja demagogicamente aproveitada para lhes “comer as migas na cabeça”. O que se segue fundamenta o que acabo de escrever. Os visados que desmintam, se forem capazes.
1. Nos últimos tempos disse-se, citando a OCDE e para os denegrir, que os professores portugueses eram dos mais bem pagos da Europa. O que permitiu a notícia, glosada até à náusea, foi um gráfico que se refere apenas aos professores do secundário com 15 anos de serviço, em função do PIB por habitante, que é dos mais baixos da Europa. Na mesma página, logo por cima do gráfico utilizado, está outro, bem mais relevante, que ordena os professores em função do valor absoluto do salário. E nesse, num total de 31 países estudados, os professores portugueses ocupam a 20.ª posição! Mas, sobre isto, nada se disse!
2. Disse-se, aludindo ao mesmo estafado indicador, que somos dos que mais gastamos com a educação. Mas não se disse o que importa: que o dinheiro efectivo gasto por aluno nos atira para a 23.ª posição entre os 33 países examinados e que, mesmo em relação ao PIB, estamos, afinal, num miserável 19.º lugar.
3. Disse-se que a prioridade das prioridades era a qualificação dos portugueses, mas não se disse como se concilia isso com o corte de 4,2 por cento na educação básica e secundária e 8,2 por cento no ensino superior. Como tão-pouco se disse, do mesmo passo, que os subsídios pagos pelo Estado a alguns colégios privados cresceram exponencialmente, de 71 a 108 por cento, como se retira da matéria publicada no DR de 16 de Outubro!
4. Disse-se, ainda, alto e bom som, que os funcionários do Estado estavam mais bem pagos que os privados. Mas não se disse que um estudo encomendado pelo Ministério das Finanças a uma consultora internacional (é moda agora adjudicar a consultoras externas e pagar-lhes a peso de ouro aquilo que os técnicos dos serviços sabem fazer) concluiu, e por isso foi silenciado, que os funcionários públicos ganham, em média, muito menos do que ganhariam se fizessem o mesmo trabalho para um patrão privado. E estamos a falar de diferenças que são, diz o estudo, de 30, 50, 70 ou mais que 100 por cento, em desfavor do funcionalismo público. Isto não se disse! As cerca de 300 páginas deste estudo estão, prudentemente, silenciadas na gaveta de Teixeira dos Santos.
5. Igualmente silenciados, porque não convém que se diga, estão os dados do Eurostat que mostram a inutilidade das medidas da ministra da Educação para a área: o abandono escolar precoce passou dos 38,6 por cento do ano passado para os 40 por cento deste ano, enquanto diminuiu por toda a Europa.
6. José Sócrates disse no Parlamento, qual justiceiro-mor que não ataca só os que pouco podem, que determinaria a inspecção obrigatória das empresas que declarassem prejuízos superiores a um milhão de euros, relativos a operações de reestruturação societária. Mas não disse… que isso já está na lei vigente e não passa, pois, de mero fogacho. Na mesma altura, disse ainda ir propor legislação destinada a obrigar os bancos a explicarem que manobras de planeamento fiscal estão a preparar. Mas não disse… , mais uma vez, que não estava a descobrir a pólvora, porque a lei actual já permite obstar a manobras que se destinem à simples obtenção de vantagens fiscais, assim tenha coragem de a aplicar. E, mais importante, não disse o óbvio, isto é, quando vai fazer legislação sem buracos e quando cumprirá a reforma do sigilo bancário que, segundo prometeu, já devia estar feita. Digo eu que estes expedientes cansam! ”
Santana Castilho
Professor do ensino superior
http://64.233.183.104/search?q=cache:uX5gXHny8L4J:joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/244153.html+correio+da+manha+subs%C3%ADdio+a+col%C3%A9gios+privados&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=11&gl=pt
Junho 6, 2008 at 1:45 pm
CONTRATOS DE ASSOCIAÇÃO EM COIMBRA DESRESPEITAM A LEI
LIBERDADE DE ESCOLHA DE ALGUNS NÃO PODE SER UM ENCARGO PARA TODOS!
1. É TEMPO DE PÔR FIM ÀS ILEGALIDADES E AOS PRIVILÉGIOS
O Sindicato dos Professores da Região Centro há muito que vem denunciando um conjunto de situações irregulares e ilegais protagonizadas por diversos colégios privados da região centro que, sorvendo elevados apoios estatais e em condições de privilégio, têm contribuído para um despesismo que não se aceita, tanto mais conhecendo-se as dificuldades financeiras que vivem as escolas públicas, devido a sucessivos cortes orçamentais que lhes têm sido impostos. De registar que apesar das políticas de ataque aos serviços públicos, as escolas têm resistido com capacidade para responderem às solicitações da sociedade portuguesa e fazem-no com qualidade.
A principal ilegalidade consiste na forma como alguns destes colégios conseguiram celebrar contratos de associação, apesar de não reunirem os requisitos legais indispensáveis. O SPRC, em tempo oportuno, exigiu que fosse reposta a legalidade, mas neste país em que já nada surpreende, a lei pode transformar-se em letra morta desde que os infractores que disso beneficiem sejam poderosos. No caso, são os proprietários de alguns colégios privados. Estranho também, é que a Inspecção Geral do Ensino e da Educação, há três anos atrás, tenha instaurado dezenas de processos disciplinares a um elevado número de colégios privados por utilização indevida dos dinheiros públicos recebidos e que, até hoje, tanto tempo passado, não sejam conhecidas as conclusões e as eventuais penas que terão sido aplicadas (se é que foram…).
Nos últimos dias, como acontece sempre que é definida a rede para o ano seguinte, um conjunto de colégios privados veio para a praça pública reclamar pelo facto de lhes poder ser retirada uma turma do âmbito do contrato de associação. Isto é, não será retirada uma turma aos colégios, deixarão é de receber a verba correspondente a uma turma no âmbito do contrato de associação que mantêm com o Estado. Se a lei fosse cumprida, como deveria ser, alguns colégios deixariam de ter qualquer turma abrangida por este regime de contrato de associação.
Com muita demagogia, o lobby do privado reapareceu e recordou-nos que reivindica um regime excepcional só para si. O que não pode ser!
http://www.escolapublica.com/paginas_EP/opiniao_contratos.html
Junho 6, 2008 at 1:47 pm
Ensino privado vale 30 milhões
Texto deCláudio Garcia Fotos deJoaquim Dâmaso
O ensino particular nos dez concelhos da Coordenação Educativa de Leiria (CCEL), somados os financiamentos do Ministério da Educação com as mensalidades pagas pelas famílias, vale actualmente mais de 30 milhões de euros.
No 1º ciclo, o valor cobrado aos pais vai significar, no final do ano lectivo que agora começa, um bolo total de 2,2 milhões de euros, de acordo com informações dos próprios estabelecimentos de ensino.
Neste escalão, dos 6 aos 9 anos, estão matriculados 900 alunos nas seguintes escolas privadas: Externato A Rampa, Colégio Conciliar Maria Imaculada, Colégio Nossa Senhora de Fátima, Jardim Escola João de Deus, Externato O Castelinho (Leiria), CLIC – Colégio Luso Internacional do Centro e Jardim de Infância Pátio da Inês (Marinha Grande), Externato A Falinha e Jardim Infantil Zero Seis (Pombal) e Colégio de S. Mamede (Batalha).
No 1º ciclo, o Estado não financia de forma directa, excepto no caso do Jardim Escola João de Deus, por se tratar de uma instituição particular de solidariedade social.
As mensalidades base para o ano lectivo 2007/2008 variam entre os 180 e os 360 euros, mas podem não incluir actividades extra-curriculares. O Colégio Conciliar Maria Imaculada, na Cruz da Areia, é o que tem mais alunos (275), seguido pelo Colégio Nossa Senhora de Fátima (195).
Os colégios mais subsidiados. No 2º e 3º ciclos e Secundário – do 5º ao 12º ano de escolaridade, portanto – o enquadramento é diferente, beneficiando as famílias. Os pais deixam de pagar mensalidade e as escolas de gestão privada são financiadas directamente pelo Ministério da Educação, salvo uma excepção, o CLIC na Marinha Grande. E alguns colégios do distrito de Leiria estão entre os que mais dinheiro recebem a nível nacional.
O Estado assina contratos de associação com estes estabelecimentos por entender que asseguram o acesso ao ensino em locais onde não há oferta pública. Os subsídios têm em conta o número de turmas atribuídas e equivalem ao valor dos salários anuais de todos os professores mais 50 por cento. O controlo pedagógico e o paralelismo de programas são assegurados.
No ano passado, os 13 colégios privados da área da Coordenação Educativa de Leiria com contrato de associação para o 2º ciclo, 3º ciclo e/ou Secundário receberam do Ministério da Educação um total de 28,5 milhões de euros, conforme publicado em Diário da República.
Segundo um estudo do Sindicato dos Professores da Região Centro, o Instituto D. João V (Louriçal, Pombal) está entre os colégios do país que mais dinheiro receberam.
Reduzindo a análise à Região Centro, há cinco escolas da CEL entre as dez mais financiadas, a saber, Instituto D. João V, Colégio Dr. Luís Pereira da Costa (Monte Redondo, Leiria), Instituto Educativo do Juncal (Porto de Mós), Colégio João de Barros (Meirinhas, Pombal) e Colégio Dinis de Melo (Amor, Leiria). Nestes casos, os subsídios para 2006 oscilaram entre os 2,5 milhões e os 5,6 milhões de euros.
De acordo com o Diário da República, as restantes escolas de gestão privada financiadas pelo Ministério da Educação são o Colégio de S. Mamede (Batalha), Colégio Conciliar Maria Imaculada, Colégio Nossa Senhora de Fátima, Escola de Formação Social dos Marrazes e Colégio Senhor dos Milagres (Leiria), Instituto Vasco da Gama (Ansião), Colégio Cidade Roda e Externato de Albergaria-dos-Doze (Pombal).
Número de alunos tem vindo a descer
Nos últimos dois anos, o número de alunos no ensino particular desceu ligeiramente nos dez concelhos da Coordenação Educativa de Leiria (CEL). Esta é, pelo menos, a leitura de José Lopes, responsável pela CEL. No ano lectivo que agora começa, o 2º e 3º ciclos e Secundário vão ter 274 turmas, nove a menos do que em 2006/07. No total, da 1ª classe ao 12º ano de escolaridade, cerca de 6.000 estudantes da CEL vão frequentar estabelecimentos de gestão privada.
http://www.regiaodeleiria.pt/?lop=conteudo&op=cd00692c3bfe59267d5ecfac5310286c&id=7a4064aa8354cc8319294b4befa73828&drops%5Bdrop_edicao%5D=420
Junho 6, 2008 at 1:47 pm
Fugindo “relativamente” ao post: Sócrates desvaloriza manifestação de 200.000. Se só há 150.000 professores no país…
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/20080605+CGTP+juntou+200+000+pessoas.htm
Junho 6, 2008 at 1:55 pm
Algumas sobre o cheque-ensino…
http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/data/rss?tag=estes%20liberais%20s%C3%A3o%20uns%20brincalh%C3%B5es
Junho 6, 2008 at 1:57 pm
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=4EC424B24861721DE04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0
Junho 6, 2008 at 2:09 pm
Está na altura de, preto no branco, os professores denunciarem o que efectivamente se está a passar nas escolas. Tudo. Com a garantia de confidencialidade e de que se farão, efectivamente, ouvir.
queixasdeprofessores.blogspot.com/
(Movimento Mobilização e Unidade dos Professores)
PS: decerto, por falha minha, não consigo postar o link!
Junho 6, 2008 at 2:12 pm
ana falta o:
http://
Junho 6, 2008 at 2:42 pm
As sondagens do ex-deputado socialista não dizem isto…
http://joaotilly.weblog.com.pt/
Junho 6, 2008 at 2:44 pm
http://queixasdeprofessores.blogspot.com/
Junho 6, 2008 at 2:47 pm
não passarão (16),
Eu sei!
Mas, se colocar o http://, o comentário não é aceite.
Tente colocar, p.f., para verificar se a azelhice é minha.
Não entendo o porquê…
Junho 6, 2008 at 2:51 pm
Assim, também era a maior!!!
Colégio As Descobertas – 248 326,85
Colégio, em que já as mensalidades, pagas pelos alunos, são altas…
Junho 6, 2008 at 2:54 pm
Alguém sabe porque carga de água escolas da Opus Dei como a Mira Rio e o Planalto, com propinas exorbitantes (!!!!),têm que receber dinheiro do estado???!!!
Junho 6, 2008 at 3:01 pm
“Je propose que, tous les ans, les pères de famille du canton réunis choisissent, pour chaque maison d’éducation nationale qui y sera établie, un conseil de 52 père pris dans leur sein.
Chacun des membres du conseil sera obligé de donner, dans tout le cours de l’année, sept jour de sont temps, & chacun fera sa semaine de résidence dans la maison d’institution, pour suivre la conduite, & des enfants, & des maîtres.
De cette manière, il y aura pour tous les jours de l’année un père de famille chargé de la surveillance ; ainsi l’oeil de la paternité ne perdra pas de vue l’enfance un seul instant”.
“Dans l’institution publique, la totalité de l’existence de l’enfant nous appartient ; la matière, si je peux m’exprimer ainsi, ne sort jamais du moule ; aucun objet extérieur ne vient déformer la modification que vous lui donnez. Prescrivez, l’exécution est certaine ; imaginez une bonne méthode, à l’instant elle est suivie ; créez une conception utile, elle se pratique complètement, continuement, & sans efforts”.
Robespierre à la Convention le 29 juillet 1793
Junho 6, 2008 at 3:09 pm
Paulo,
“sem o encosto do Estado não teriam verbas próprias, mesmo se na teoria são emanações de um movimento associativo de muitos milhares de famílias.”
E aos colégios privados não se aplica o mesmo?
Também são financiados.
Para mim, nada de repugnante, numa lista em muitas estabelecimentos privados recebem pipas de massa!!!
Sobre as datas:
É sempre por esta altura que aparecem em Diário da Républica, as verbas tranferidas pelas estruturas do ME para entidades exteriores à administração pública.~
Sobre as tranferências, tal como destacou o “não passarão” tratam-se das verbas atribuídas ao abrigo dos:
CONTRATOS DE ASSOCIAÇÃO: Escolas onde a frequência é gratuita, o estado paga na totalidade. Acontece nas zonas onde, alegadamente, não há escolas públicas, ou estas não têm capacidade de resposta. Actualmente abrangem cerca de 50.000 alunos. Segundo o orçamento do ME, o custo anual com estes contratos anda na casa dos 220 milhões de euros.
Ver este despacho do Valter:
http://www.misi.min-edu.pt/Despacho_11082.pdf
CONTRATOS SIMPLES: Para as demais escolas, apoia as familias no pagamento das mensalidades, consoante o IRS. Abrangem perto de 30.000 alunos.
CONTRATOS DE DESENVOLVIMENTO: Semelhante aos simples, dirige-se ao pré-escolar.
O Colégio São João de Brito tem contrato de associação no ensino nocturno.
Os outros colégios famosos, estão muito provavelmente abrangidos pelos contratos simples.
Os caros colegas pensavam que os privados não recebiam verbas do Orçamento?
Junho 6, 2008 at 3:11 pm
porque o dinheiro não chega para todos:
Educação Especial: Fenprof estima que 60 por cento dos alunos deixem de ter apoio
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/2554162da3940a3a19bbb7.html
Junho 6, 2008 at 3:18 pm
Zé, é inaceitável o que estão a fazer às CERCIS. Vão parar às Escolas Regulares(públicas, claro está) casos muito complicados.
Os Socialistas conduzidos pelo Valter(É dele a lei do EE) reduzem no EE, mas mantêm os financiamentos aos colégios!
Que país é este?
Junho 6, 2008 at 3:31 pm
os famosos subsídios e depois para poupar:
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/06/06/mais-500-alunos-autistas-e-com-multideficiencias-integrados-nas-escolas-publicas/
Mais 500 alunos autistas e com multideficiências integrados nas escolas públicas
Junho 6, 2008 at 3:37 pm
Os subsídios aos colégios ainda os compreendo ao abrigo de alguns programas específicos.
Aos que têm propinas altíssimas e fazem processos de selecção à entrada, que prejudicam os estratos económicos mais desfavorecidos, não consigo perceber tão bem.
Quanto aos subsídios ao movimentos associativo, só o compreendo quando é uma parcela do seu orçamento. Nunca quando é praticamente o total.
Junho 6, 2008 at 3:42 pm
Veja-se para onde vai o dinheiro dos nossos impostos! Por exemplo: Colégio Paulo VI – Gondomar. É ver o bruto Mercedes da Directora! Ou os jipes das filhas!
Junho 6, 2008 at 3:42 pm
Para não cair da cadeira…(o tempo da outra senhora lembram-se?)…
Junho 6, 2008 at 3:43 pm
10 Junho 2007 – 00h00
29 milhões/mês
Privados recebem verba do Estado
O Ministério da Educação (ME) transferiu para estabelecimentos de ensino particular e cooperativo e instituições sociais quase 177 milhões de euros nos últimos seis meses. Feitas as contas, mensalmente os encargos do ministério com colégios privados e instituições particulares ascendem aos 29,5 milhões de euros, numa política contestada pelos sindicatos.
Os valores relativos às transferências efectuadas pela tutela no 2.º semestre de 2006 foram publicados em Diário da República no dia 6. Os contratos de associação, fonte de receitas essencial que garante aos colégios privados elevados apoios financeiros para pagamento de professores e profissionais de apoio ou pessoal não docente, recebem a maior fatia. Tais contratos permitem que alunos carenciados possam frequentar gratuitamente os estabelecimentos de ensino privado.
Apesar de nem todas as direcções regionais de Educação discriminarem o destino das verbas transferidas, o certo é que o valor pago serve igualmente para garantir os contratos de desenvolvimento e cooperação, cobrir as despesas com a generalização do ensino do Inglês no 1.º Ciclo, manter verbas para contratos de patrocínio, despesas com residências de estudantes, bolsas de mérito, acção social escolar e gastos com manutenção dos refeitórios.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa transferiu para os estabelecimentos da sua área 63 203 637,54 euros enquanto a Direcção Regional de Educação do Norte fez pagamentos no valor de 49 329 909,47 euros. Dos dez estabelecimentos de ensino privado que receberam maior apoio do Estado cinco pertencem à região de Lisboa, quatro à zona de Porto e Braga e só um pertence à região centro.
A crescente entrega de verbas pelo Estado ao ensino particular é contestada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof). Mário Nogueira, secretário-geral desta estrutura sindical, sublinha que “enquanto são aplicados cortes no investimento público cresce o investimento no ensino privado com a ocorrência de algumas ilegalidades”.
O professor indica que uma situação contestada é o Colégio de São Martinho, em Coimbra, que está a menos de quatro quilómetros de duas escolas públicas e é financiado pelo Estado.
Mário Nogueira acrescenta que, com o encerramento de milhares de escolas do Ensino Básico, “surge uma política de dois pesos e duas medidas em que há estabelecimentos particulares de ensino, cujas verbas aumentam mais de cem por cento ao ano”.
ESCOLAS DE RESULTADOS FRACOS
Nem sempre uma maior transferência de verbas para o ensino privado é sinal de bons resultados no final do ano lectivo. Das dez escolas privadas que receberão as transferências mais elevadas do ministério, só duas ficaram nos cem primeiros lugares do ranking das melhores escolas do País, elaborado pelo CM em 2006 no seguimento dos resultados nos exames nacionais.
Apesar de o Colégio São João de Brito, em Lisboa, ter alcançado o primeiro lugar na tabela CM e de por si só ter recebido verbas no valor de 899 mil euros, o certo é que as transferências estão bem longe dos 13 milhões recebidos pelo Colégio Miramar, de Mafra. Em 599 escolas contabilizadas, cinco estão acima do 200.º lugar e situam-se entre as escolas menos bem avaliadas dos seus distritos: Colégio Santa Maria de Lamas (205.º), Escola Salesiana de Manique (208.º), Instituto Educativo D. João V (322.º), Escola Cooperativa Vale S. Cosme (402.º) e Didáxis Soc. Cooperativa de Ensino (424.º).
REGIÃO SUL RECEBE MENOS DINHEIRO
A região Sul do País foi a mais penalizada na hora de fazer as contas: no total, para o Algarve e Alentejo apenas foram transferidos 5 092 118,35 euros, 12 vezes menos das verbas transferidas só para a Direcção Regional de Educação de Lisboa. Aliás, o Algarve, para onde foram encaminhados 1,260 milhões de euros, recebeu o mesmo montante transferido para uma única escola de várias regiões mais a norte.
Além disso, o Alentejo só tem uma instituição a receber mais de um milhão de euros (Colégio Nossa Senhora da Graça – 1 422 660). No Algarve, nenhuma das instituições de ensino ou sociais recebe verbas acima desse montante. O valor mais elevado foi recebido pela Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, com 114 496,81 euros.
OS DEZ MAIS
1- Colégio Miramar (Mafra), 13 458 888,14 euros
2- Colégio Liceal Santa Maria de Lamas (Feira), 4 976 306,32 euros
3- Didáxis Soc. Coop. de Ensino (2 filiais Famalicão), 4 456 932,14 euros
4- Externato de Penafirme (Torres Vedras), 4 041 899,14 euros
5- Externato Cooperativo da Benedita (Alcobaça), 3 737 326,54 euros
6- Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Famalicão), 3 559 313,23 euros
7- Escola Salesiana de Manique (Cascais), 3 434 207,64 euros
8- Alfacoop Coop. Ensino de Alvito (Braga), 3 276 677,47 euros
9- Externato João Alberto Faria (Arruda dos Vinhos), 3 135 527,05 euros
10- Instituto Educativo D. João V (Pombal), 966 857,99 euros
NÚMEROS
176 923 608,339 euros foi o total de verbas transferido pelo ME para colégios e instituições privados durante o segundo semestre de 2006.
63 203 637,54 euros foi o valor encaminhado pela tutela para as escolas da Direcção Regional de Educação de Lisboa.
157 400 euros foi o valor que a Know How, empresa da escritora Maria João Lopo de Carvalho, recebeu para o ensino de Inglês.
1 260 017,35 euros foi o valor atribuído pelo ministério às instituições sociais e escolas da região algarvia, a menos afectada pelas verbas.
Diana Ramos com J.S.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=00245837-3333-3333-3333-000000245837&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009
Junho 6, 2008 at 3:43 pm
Apesar de o Colégio São João de Brito, em Lisboa, ter alcançado o primeiro lugar na tabela CM e de por si só ter recebido verbas no valor de 899 mil euros, o certo é que as transferências estão bem longe dos 13 milhões recebidos pelo Colégio Miramar, de Mafra.
Junho 6, 2008 at 3:46 pm
Este colégio deve ter apresentado facturas com as retretes a ouro!
Ou então o Estado (nós!) pagamos a construção inteira da escola e ainda umas viagens…
Junho 6, 2008 at 3:46 pm
Fernando, 25,
Era interessante obrigarem estes privados que recebem verbas chorudas do estado, e que dizem prestar serviço público de educação, a receber esses alunos com deficiências, em vez de os concentrarem nas escolas públicas.
Junho 6, 2008 at 3:46 pm
pagámos
Junho 6, 2008 at 3:47 pm
OPS!
Junho 6, 2008 at 3:47 pm
OS DEZ MAIS
1- Colégio Miramar (Mafra), 13 458 888,14 euros
2- Colégio Liceal Santa Maria de Lamas (Feira), 4 976 306,32 euros
3- Didáxis Soc. Coop. de Ensino (2 filiais Famalicão), 4 456 932,14 euros
4- Externato de Penafirme (Torres Vedras), 4 041 899,14 euros
5- Externato Cooperativo da Benedita (Alcobaça), 3 737 326,54 euros
6- Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Famalicão), 3 559 313,23 euros
7- Escola Salesiana de Manique (Cascais), 3 434 207,64 euros
8- Alfacoop Coop. Ensino de Alvito (Braga), 3 276 677,47 euros
9- Externato João Alberto Faria (Arruda dos Vinhos), 3 135 527,05 euros
10- Instituto Educativo D. João V (Pombal), 966 857,99 euros
NÚMEROS
Junho 6, 2008 at 3:49 pm
Passo muitas vezes no de Penafirme…é ginásio, é piscina, é parque de estacionamento, é secretária para isto e para aquilo…enfim…nós pagamos…COM OS NOSSOS ORDENADOS!
Junho 6, 2008 at 3:50 pm
13 milhões recebidos pelo Colégio Miramar, de Mafra.
Junho 6, 2008 at 3:50 pm
13/5 = 2,6 milhões de contos
Junho 6, 2008 at 3:51 pm
TAMBÉM QUERO!
Junho 6, 2008 at 3:54 pm
Qual iniciativa privada qual quê? A maior mama para esta gente é os nossos ordenados – tem-se de controlar o défice mas a mama tem de continuar!
Junho 6, 2008 at 3:55 pm
Nos privados as despesas com o pessoal absorvem cerca de 70% do orçamento(lembremo-nos que os professores do privado recebem menos, poucos estão no topo da carreira e vários estão a acumular com as públicas, estão lá a recibos verdes) sobra muito dinheiro para os luxos.
Já as públicas têm 99% do orçamento afecto aos salários.
Junho 6, 2008 at 4:00 pm
Só me lembro de um nome:
POLVO, máfia, interesses obscuros, grandes vidas, grandes carros, grandes viagens, vidas duplas, triplas, ou então tudo ao molho e fé em Deus! (em Deus…percebem?)
O CONGELAMENTO DOS NOSSOS ORDENADOS PAGAM
Junho 6, 2008 at 4:02 pm
23 Janeiro 2008 – 16h20 | ines pinto
Faço uma pergunta:onde gastam dinheiro?nas instalações não foi,porque colégio só tem um ginásio que só cabe lá 1 turma.Nas pessoas que la trabalham, também nao, porque recebem o salário minimo para alem de haver muito poucos empregados(os da cozinha tambem limpam as salas,e vice-versa)as salas so sao limpas á sexta. A comida são fritos todos os dias e não é nada saudavel.Colégio miramar!porque?
15 Junho 2007 – 19h00 | Xavier
O colégio até pode ser bom, mas podia aproveitar o dinheiro para o desporto construíndo campos para promeover um melhor desempenho nas actividades desportivas.
13 Junho 2007 – 18h39 | Maria
É de lamentar que o Colégio Miramar seja o Colégio mais bem pago a nível nacional e que seja um colégio sem condições para os alunos fazerem educação física por exemplo. A minha pergunta é: onde está esse dinheiro? Ginásio, não sabemos dele, campos de futebol, nem ve-los… E ainda vem no Top 10? É vergonhoso, já que até onde fazemos educação física (espaço reduzido) existem baratas! É de lamentar…
13 Junho 2007 – 00h20 | Maria das Dores
Na escola (pública) onde trabalho – Visconde Jerumenha (Tapada das Mercês)- nem dinheiro há para papel higiénico, quanto mais para fotocópias para os alunos.
10 Junho 2007 – 12h57 | maria
Muitos destes Privados se não fossem os dinheiros públicos já tinham desaparecido. Estes dinheiros não seriam mais bem empregues no Público para aumentar a sua qualidade? Há escolas privadas que estão a levar à redução de turmas e existência de horários zero no ensino público.
10 Junho 2007 – 10h50 | Não há sector privado
Desenganem-se aqueles que falam em Público e Privado: uns e outros são o mesmo. Os ditos privados, todos têm negócios com o Estado, recebem subsídios, compram, vendem e trocam bens e serviços com o Estado que é o maior cliente. Mas depois vêm falar mal da Função Pública, quando eles são FP não integrados, que sem os balões do Estado, morriam na casca…
dos comentários de:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=00245837-3333-3333-3333-000000245837&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009
Junho 6, 2008 at 4:02 pm
13 Junho 2007 – 18h39 | Maria
É de lamentar que o Colégio Miramar seja o Colégio mais bem pago a nível nacional e que seja um colégio sem condições para os alunos fazerem educação física por exemplo. A minha pergunta é: onde está esse dinheiro? Ginásio, não sabemos dele, campos de futebol, nem ve-los… E ainda vem no Top 10? É vergonhoso, já que até onde fazemos educação física (espaço reduzido) existem baratas! É de lamentar…
Junho 6, 2008 at 4:05 pm
Eu continuo na minha…:
É a única linguagem que entendem..
http://www.scribd.com/doc/2531726/VOTA-A-DIREITA-OU-A-ESQUERDA-NAO-VOTES-PS
Junho 6, 2008 at 4:11 pm
Não passarão, calma lá que não tarda nada o WordPress dispara o anti-spam.
Junho 6, 2008 at 4:28 pm
As CERCIs estão incluídas no pacote do “Ensino Particular e Cooperativo”.
Os sindicatos e os jacobinistas da Escola Pública ao meterem tudo no mesmo saco deitam fora o bebé com a água e agora queixam-se do aumento do n.º de alunos deficientes, sem se aperceberem de qual era na realidade o papel das CERCIs e de outros que garantiam um atendimento adequado aos deficientes mais dependentes.
Agora embrulhem-se na CIF e aguentem-se!!
Junho 6, 2008 at 4:45 pm
Financiar actividades privadas através do Orçamento de Estado é algo que deveria ser proibido, ponto final parágrafo.
Mas não se deixem enganar, a nomenklatura instalada no poder há demasiadas décadas não abdica de tudo controlar através de subsídios, golden shares, “empresas” nacionalizadas, “empresas” semi-privadas, “empresas” municipais, “empresas” públicas, etc…!
A nomenklatura necessita disso para poder saltitar do Estado para as empresas e das empresas para o Estado…!
A nomenklatura não abdicará das suas benesses sem uma verdadeira revolta dos explorados – restante população portuguesa.
Não se deixem enganar com o discurso do anti neo-liberalismo. É conversa para entreter meninos. Não se deixem enganar com o discurso da manutenção do Estado Social.
O discurso socialista do terror do neo-liberalismo que coloca em causa o Estado Social serve apenas para assustar a população.
A nomenklatura sabe perfeitamente que no dia em que o Estado encolha de tamanho e a verdadeira economia de mercado comece a funcionar, as suas mordomias desaparecerão!!
Acreditam mesmo que a nomenklatura está interessada no bem estar da população portuguesa?
A nomenklatura apenas pretende seres que não macem.
Claro que isto é apenas a minha opinião
Junho 6, 2008 at 4:47 pm
Já agora, reparem que até uma das centrais sindicais é gerida de acordo com a nomenklatura
Junho 6, 2008 at 5:33 pm
Os subsídios a Colégios particulares assim como a algumas associações, deveria ser investido no ensino público.
Estão a comprar as pessoas , tal como dizia um antigo presidente da câmara que conheci, ” só preciso de saber o quanto ele quer, pois tudo se compra”!
Junho 6, 2008 at 5:42 pm
O 3º secretário de estado faz-se pagar muito bem, pelos “altíssimos” contributos prestados ao “gabinete” sinisterial.
As verbas do gabinete de imagem e comunicação, qual será o custo? E as assessorias, sobretudo o ISCTE em peso? E os imensossssssss “estudos”?
Claro, já foi divulgado quanto foi “pagantes” ao advogado Pedroso para o tal “trabalheira legislativa”!!!
O dinheiro que estão a roubar diariamente do trabalho (honesto) de cada professor, está a encher os bolsos “da malta”…Parece que (muitos) gostam…gostavam de ser “da malta”…sonham todos os dias. Estão em total delírio.
Junho 6, 2008 at 5:53 pm
Assim se percebe porquê que o dinheiro não chega aonde deve, isto é, às escolas públicas, há que alimentar primeiro a parasitagem e os caciques que devoram as entranhas deste país…
Junho 6, 2008 at 6:30 pm
Acho que é altura de relembrar algo que escrevi em Junho de 2006. Estará errado na parte em que afirmo não haver avaliação de professores do ensino particular.
Como não é possível colocar aqui imagens assinalo os links para elas com “IMAGEM”: Cà vai o que escrevi na altura:
Ainda a Educação, a Avaliação e algumas perplexidades que me surgem
Andava eu muito entretido a ver aqui http://www.dgo.pt/oe/2006/Proposta/Relatorio/Rel-2006.pdf o Relatório sobre o Orçamento de Estado para 2006 , quando se me deparou o quadro da pág 220 .
IMAGEM http://photos1.blogger.com/hello/78/2275/480/Oramento.jpg
Mais tarde, noutras divagações, pelo Tribunal de Contas https://www.tcontas.pt/pt/actos/parecer/2004/pcge2004-v1-titulo2.pdf apareceu-me o lindo quadro seguinte :
IMAGEM http://photos1.blogger.com/hello/78/2275/480/Estdios.jpg
Foi nessa altura que, vá lá saber-se porquê, reparei que a despesa(323 milhões de euros- aprox. 64 milhões de contos) da construção de seis estádios de futebol para o Euro 2004 foi igual ao valor (também 64 milhões de contos) que vai ser atribuído ao Ensino Particular e Cooperativo. Ou seja, esse sector absorve por ano um Euro 2004 do tal betão que tantos de nós consideramos um desperdício.
Mas as minhas divagações, já só em pensamento, levaram-me mais longe. Levaram-me a pensar que muito daquele ensino particular e cooperativo ministra os mesmos cursos e nas mesmas localidades que o ensino público. Lembrei-me dos colégios afamados que só os meninos filhos de pais endinheirados podem frequentar que reclamam e obtêm uma parte daquele montante, pago por mim e outros como eu, sem posses para ter os seus filhos aí. Ou dos inúmeros cursos de Direito por esse país, cujos alunos não vão ter emprego senão a ganharem tanto como um caixa de hipermercado, se tiverem sorte. Depois pensei se seria assim que Portugal aproveitaria bem os seus dinheiros para criar “massa cinzenta” ? E duvidei.
Até que as divagações me levaram longe demais.
Raio de cabeça tonta a minha que não sossega !
Não é que me lembrei que os professores do Ensino Público vão ser avaliados individualmente em QUATORZE pontos e a mesma entidade que exige tão completa avaliação dos seus funcionários não avalia os do Ensino Particular e Cooperativo ? Ou seja, limita-se a entregar o meu/nosso dinheiro em nome não sei de que Educação. Mas a coisa piorou. Desta vez virei-me para as criancinhas do que se chamava Escola Primária e da famosa introdução do Inglês nesse nível de ensino. Lembrei-me de dois concelhos vizinhos, um contratou professores directamente pagando-lhes um certo valor por hora, o outro firmou um acordo com um Instituto de Línguas, destes que são referidos aqui, na pag 218
“promoção do ensino experimental das ciências no ensino básico, quer através do Programa Ciência Viva quer de um programa de formação contínua nesta área; generalização do ensino do Inglês nos 3º e 4º anos do 1º ciclo, como oferta educativa extra-curricular, de forma progressiva, através de um modelo flexível e descentralizado envolvendo Autarquias, Associações de Professores, Institutos de Línguas e outras entidades que reúnam os requisitos necessários;
E logo esse instituto foi contratar professores a metade do valor que o concelho adjacente paga directamente. E de novo pensei para onde ia o meu dinheiro e também que o azul é uma cor muito bonita , especialmente para sacos. Nem falando que esses professores vão ser avaliados em quantos pontos ? Se calhar aqui já não é preciso, eu é que sou um ignorante.
Enfim, mais vale dormir que a cabecinha cansa-se e eu devo ser demasiado estúpido para compreender estas coisas. Felizmente que há pessoas generosas que me deixam participar na Educação….pagando.
Nota: A numeração de páginas indicada é a dos ficheiros PDF, não a impressa nos próprios documentos
Junho 6, 2008 at 6:38 pm
Há coisas que me custam a compreender: como formadora desloco-me de vez em quando tanto a escolas públicas como privadas. Nestas as instalações e a organização são geralmente melhores. Já vi piscinas olímpicas – colégio de Calvão, perto de Aveiro, por ex., com água aquecida. Quadros interactivos! A escola pública tem o mesmo dinheiro? Se tem, que diabo lhe faz? Se não tem, isto é um escândalo, pois há aqui colégios que não merecem, pelo elitismo, receber coisa nenhuma dos nossos impostos.
Junho 6, 2008 at 8:17 pm
A nomenklatura continua a comer do bolo pago com muito esforço e suor pelo contribuinte, hoje a Assembleia da República aprovou por unanimidade a autorização da acumulação de vencimentos com pensões para presidentes e antigos presidentes da República!
Mais uma vez os políticos que nós escolhemos legislam em proveito próprio….
É bom não esquecer que se um pequeno agricultor pedir a reforma é-lhe dito pelo funcionário qualquer coisa como: “… a reforma que vai receber é pequenina, é verdade, mas cuidado porque não pode MESMO continuar a trabalhar, se for apanhado…”
É este o tal Estado Social tão apregoado pela nomenklatura.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331511
Junho 6, 2008 at 8:38 pm
Viva os grilos falantes
Junho 6, 2008 at 10:43 pm
Quando um pai dá uma mesada ao filho e ele com umas carocas aumenta ligeiramente o pecúlio, não se pode dizer que o seu orçamento é resultado das carocas e que a mesada é um subsídio!
Junho 6, 2008 at 11:28 pm
Privados com os dinheiros públicos? Onde está a mais valia social? Onde está o risco que força a uma gestão competente ou a falência como alternativa? Porque não declaram simplesmente que NÃO SÃO PRIVADOS, no verdadeiro sentido da palavra?