John Regan, o director pedagógico do Colégio Inglês do Porto publicou hoje no Público um curto texto de quatro parágrafos apenas onde faz um voo bastante rasante sobre algumas diferenças sobre o ensino «britânico» e português.

Deixando de lado se por «britânico» ele entende mais do que «inglês» e o entusiasmo desigual como descreve um e outro, fiquemo-nos pela sua conclusão, que constitui todo o curto quarto parágrafo da prosa:

Um sistema não é melhor do que o outro, mas é francamente fascinante constatar no terreno estas parentes diferenças.

Mas afinal que raio de conclusão é esta?

Uótesse de póinte?

Se nenhum é melhor, exactamente para que serve o orgulho manifestado no primeiro parágrafo quanto às qualidades maravilhosas e míticas do ensino britânico?

E se as diferenças são «aparentes» no que ficamos?

Afinal qual é o ponto desta opinião? O que motivou o distinto senhor a perder algum do seu tempo a alinhavar esta prosa? As aparências, o facto de ambos os sistemas serem equivalentes?

Ou meramente o fascínio do terreno constatado?

Ou o terreno da constatação fascinada?

Ou a constatada fascinação territorial?

Ou?

É que isto da indulgência e paternalismo britânicos para connosco têm muito que se lhe diga. E uma história longuíssima.