A APEDE – Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, o Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia e o MUP – Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores, reunidos em 31 de Maio de 2008, depois de analisarem as políticas educativas empreendidas pelo actual Governo e a consequente resposta por parte dos professores, decidiram reiterar a sua oposição a essas políticas, designadamente as que estão patentes no Estatuto da Carreira Docente e nos decretos de Avaliação do Desempenho e de Gestão Escolar.
Apelam a todas as formas de resistência dos professores, individuais ou colectivas, que assumam uma dimensão de escola, agrupamento ou conjunto de escolas, exprimindo a rejeição destas políticas e declaram também, em consequência, o seu apoio activo e solidariedade a todos professores e a todas as escolas que decidam contrariar a sua aplicação.
Apelam, finalmente, a todos os professores, associações, sindicatos e outras entidades, para que dêem corpo a um esforço conjunto de contestação a estas gravosas medidas que, atentando contra a democracia na escola e perturbando o seu funcionamento, põem em causa a escola pública.
MUP – Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores
A APEDE – Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino
Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia
Junho 5, 2008 at 9:51 am
O ECD é o primum movens de todas as recentes perturbações dos professores. Antes tarde que nunca a percepção desse facto.
Junho 5, 2008 at 11:38 am
QUEM LUTA, TUDO CONSEGUE. QUEM SE RESIGNA, TUDO MERECE.
O arrogante Jaime Silva, que ontem mesmo chantageava descaradamente os pescadores, está hoje de joelhos e à sua mercê. Os bravos pescadores, em apenas 3 dias de luta, conseguiram pôr o fala barato de cócoras, obrigando-o a aceitar todas as suas reivindicaçõpes e a reunir com eles, para formalizar essa vergonhosa rendição, às 8 da manhã de hoje! Valentes Portugueses! Já cá não passas outro inverno, neste “governo”, Jaime… Neste país só os desgraçados professores não conseguem nada.
(continuação)
in,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/06/quem-luta-tudo-consegue-quem-se-resigna.html
Junho 5, 2008 at 11:46 am
É necessário que nos unamos todos. Afinal, tudo continua na mesma. Se não nos mexermos estamos condenados à extinção.
Vamos em frente, não tenhamos medo!
Parabéns ao MUP, à sua iniciativa e aos outros movimentos que participaram.
Força e coragem!
Junho 5, 2008 at 11:49 am
… por vezes acusam-se os profesores de só agora “terem dado por ela”, e que de facto as coisas não são de agora , já vêm pelo menos ( ou mais ) do novo ECD…mas que ninguém quis saber, ninguém se interessou… Pode ser “meia verdade”, mas só meia ou nem tanto. É que, para as pessoas inteligentes era impensável que se estivessem a produzir tamanhas enormidades… e mesmo muitos dos que se debruçaram criticamente sobre a torrente legislativa produzida em torno do ensino, terão ficado meio despreocupados… para eles, “isto não podia ser”, que é como quem diz, não tinha razoabilidade, não era exequível, eram reminiscências do passado sem pés para andar…e ninguém vai diariamente “desfazer a cama” ao deitar-se só para prevenir o risco de acordar com pulgas, aranhões outros bichos que fazem comichão…dá como certo que a casa é asseada e a cama está bem feita…no tempo em que tanto se fala de convicções e de fé, esta era a fé de muitos, a de que numa cultura democrática, aparentemente consolidade, há coisas que não podem acontecer… os professores não são burros, nem ingénuos, mas em coerência com os valores que por missão estão incumbidos de transmitir sentem que estão acontecer coisas que pura e simplesmente não podem ser verdade…
Junho 5, 2008 at 12:17 pm
http://apede.pt/joomlasite/
Junho 5, 2008 at 1:35 pm
“a de que numa cultura democrática, aparentemente consolidade, **há coisas que não podem acontecer…**”(4)
É bom que TODOS tomem consciência de que **tamanhas enormidades** estão a acontecer.
Junho 5, 2008 at 1:38 pm
Vários alunos de uma escola da Musgueira estão a cortar o trânsito na zona em protesto contra a morte de uma estudante após um atropelamento junto ao estabelecimento escolar.
…
«Queremos passadeira» e «queremos luto» foram algumas palavras gritadas pelos estudantes depois do silêncio, isto após as ordens do Conselho Directivo da escola que pretendia que os alunos não saíssem da escola. In tsf.sapo.pt, 5 de Junho, 10:50
Comentário: o código penal do PS tem de ser alterado por vários motivos graves, nomeadamente para criminalizar estes condutores bestas que, como desprezam a vida, circulam a altas velocidades que não lhes permitem travar e parar em caso de necessidade, independentemente de existirem ou não passadeiras. Zero de tolerância, com prisão efectiva, para estes portugueses-concerteza. Para além da alteração do código penal é igualmente indispensável video-vigilância nas cidades e nas estradas. Neste particular caso será de apurar as responsabilidades de um Conselho Directivo que tenta impedir as pessoas de expressarem a sua indignação… http://criticademusica.blogspot.com/
Nota: por vezes eu costumo assinar AT, mas o “at” que aqui aparece não sou eu. Independentemente de concordar ou não com o que o “at” possa escrever.
Junho 5, 2008 at 1:54 pm
Mais de meia, caro Aristides (4)!
Quando há precisamente 1 ano alguns (!) professores foram chamados a concurso, perdão, sorteio para “professor titular” – uma miserável vilania que decorreu imediatamente do ECD – não senti grandes protestos ante a primeira enormidade: tudo pacífico até ao momento em que o imperativo da avaliação começou a doer.
Junho 5, 2008 at 2:00 pm
Parabéns à APEDE e todos os professores que, com a sua intervenção neste e noutros blogues, e de forma geral em toda a comunicação social, talvez um dia possibilitem que eu volte a dizer com a honra simplória que já usei quando questionado sobre a profissão: “sou professor”. Por enquanto, encolho-me perante tal pergunta, hesito bastante e respondo baixinho com a esperança de que o interlocutor não ouça e essa questão não interesse para o preenchimento de qualquer formulário.
Junho 5, 2008 at 2:23 pm
Temos de resistir à prepotências. Não é uma questão de oposição, nem de pessimismo improdutivo, como atitude a sancionar nas célebres e “fatais” grelhas de avaliação dos professores. Como se uma crítica dura,mesmo que seja construtiva ou pelo menos certeira, fosse automaticamente um bloqueio ao progresso rumo ao abismo…
Num país que se diz democrata e pluralista, julgo que há ainda muita gente que não assimilou verdadeiramente esses conceitos, o que nos torna pequeninos, tão pequeninos, tão sujeitos a não sairmos do nosso (esse sim )provincianismo inato.
E o que pior é que essas “amibas” de um Portugal que deveria ser mesmo Livre e desassombrado, têm a irritante tendência de trepar e de se aparafusarem aos lugares de poder, minando irremediavelmente toda a criatividade e verdadeiro desenvolvimento, com igual tendência aterosclerótica para boicotar o trabalho dos verdadeiros lideres democratas e idealistas.
Junho 5, 2008 at 2:54 pm
Pelo valioso serviço prestado à nação o ME agradece…
Secretaria-Geral
Deliberação n.º 1556/2008
http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/06/108000000/2508325101.pdf
Junho 5, 2008 at 4:42 pm
Chega de conformismos. Também vou estar atenta, juntamente com tantos(espera-se), a todas as sugestões válidas que cheguem. Ponhamos os olhos nos acontecimentos em França onde, segundo me informaram, os professores têm sido notícia em quase todos os blocos radiofónicos e televisivos das últimas semanas (e ainda não organizaram uma marcha de 100.000).
Junho 5, 2008 at 5:05 pm
Como o humor francês capta os desmandos educativos na Gália: Les inconnus em “L’enseignement” são uma espécie de “Gato Fedorento” lá do sítio ou, como se diz em Francês Técnico, “Les chats au mauvais odeur”.
(e nem faltam as aulas de substituição. Qualquer semelhança é mera coincidência)
Junho 5, 2008 at 5:51 pm
Estudo (!????) que conduziu á (res)(tru)(tu)(ra)(ção) da (ca)(rrei)(ra) docente dos professores do ensino básico e secundário – ECD, efectuado por encomenda ao “amigo” do ISCTE, José Freire.
Reflexão crítica de João Santos (professor do Ensino Secundário)
inquietacaopedagogica.blogspot.com/2007/11/estudo-sobre-reorganizao-da-carreira.html