Manifestação da CGTP junta em Lisboa 200 mil pessoas
Ok, tudo bem, sabemos que a máquina do PC e da CGTP funcionam em pleno nestas ocasiões, mas mesmo assim é muita gente na rua.
E responder assim, logo por parte de alguém que atira números para o ar por tudo e por nada, é algo que deixa muito a desejar.
Junho 5, 2008 at 10:29 pm
Muito, mas mesmo muito, interessante a entrevista de Manuel Alegre à Judite de Sousa. Para além desta manifestação convocada pela CGTP, referiu também, por mais do que uma vez, a dos cem mil professores. E afirmou, se a memória não me atraiçoa, que ser funcionário público hoje é um acto de resistência!
Abordou praticamente todos os problemas nacionais que estão na ordem do dia, se calhar do ano, desta década e não sei se da próxima!
Junho 5, 2008 at 10:31 pm
” Pergunto ao vento que passa…”
Junho 5, 2008 at 10:44 pm
A propósito
“Dirigentes socialistas da CGTP abandonaram manifestação”"
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=96553
Junho 5, 2008 at 10:53 pm
pensava que Bilderberg era uma marca de cerveja
“Os presidentes das Câmaras de Lisboa e Porto, António Costa (PS), e Rui Rio (PSD), são os convidados portugueses do grupo Bilderberg, que realiza a sua reunião anual no final desta semana em Washington.
Bilderberg é um grupo de reflexão restrito e que procura, todos os anos, convidar personalidades influentes do mundo político e empresarial. Em 2004, por exemplo, os portugueses convidados foram Pedro Santana Lopes e José Sócrates, que viriam mais tarde a tornar-se primeiros-ministros.
Além de presidentes das maiores câmaras do país, tanto António Costa como Rui Rio são vistos como fortes candidatos, no futuro próximo, a líderes dos seus partidos.
A reunião deste ano do Bilderberg decorre entre quinta-feira e domingo num hotel nas imediações de Washington.
Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, é o único português na direcção do grupo Bilderberg.”
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=96043
Junho 5, 2008 at 11:03 pm
Carvalho da Silva a propósito das palavras de ordem disse: Não foi palavra de ordem “governo rua” mas “abaixo as politicas do governo” se alguns as disseram é natural nestas coisas, mas os dirigentes não e depois explicou que na manif dos 100 000 tb se disse “Ministra rua” mas os dirigentes sindicais não o disseram. Talvez por isso a reabilitaram. Não compreendo esta gente, depois falam sempre igual sem se desviarem um milímetro do discurso pensado e quando o fazem é com cuidado e nem sempre com brilhantismo. Nós trabalhadores merecíamos melhores representantes.
Junho 5, 2008 at 11:39 pm
Entre testes para ver e outros para fazer, impressos em casa na impressora laser do ME, quentinhos para amanhã às oito e um quarto; cem mil mais duzentos mil parecem muitos, ou seja trezentos mil. São números estatísticos, o que interessa são as ideias e os motivos. E o ano lectivo está a acabar, restam as aulas de substituição, que não pagam, e o futebol.
Junho 6, 2008 at 1:17 am
Então Paulo, de regresso ao tempo do analógico?! Máquinas, maquinismos, mecanismos…
Desta vez não estive, não pude mesmo… fazemos sempre falta. Ainda assim 200 mil. Muita, muita gente descontente.
Junho 6, 2008 at 1:19 am
Responder assim nada significa a não ser que está cheio de medo e não o quer confessar…
Com os professores foi a mesma coisa… os números não contavam e depois mendigou “entendimentos”, afinal, traiçoeiros…
Está na cara…
Há feitios
Junho 6, 2008 at 5:56 pm
IMUNE… Mas até quando?
Imune à quantidade de pessoas que hoje saiu à rua está o Primeiro-ministro, que não concorda com os protestos de em Lisboa, nem como facto da CGTP ter convocado a manifestação.
“Não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos. Discordo que a CGTP, estando envolvida num processo negocial, a primeira coisa que faz é vir para a rua manifestar-se contra qualquer solução que saia da concertação social. Eu acredito e estou empenhado na concertação social e em conseguir um acordo, e não desisto disso, porque acho que essa reforma é essencial (…)” – afirmou o Primeiro-ministro.A manifestação contra a revisão do Código Laboral juntou hoje cerca de 200 mil pessoas em Lisboa, segundo a polícia.
Já vamos estando habituados à indiferença com que os nossos governantes, tendo à cabeça José Sócrates, vão comentando as diversas e gigantescas manifestações e provas de descontentamento que nos vêm dos mais diversos sectores da nossa sociedade. É certo, que os mesmos senhores, uma vez mais com o seu chefe à cabeça, também já nos demonstraram inequivocamente que, como mentem com a maior desfaçatez e à vontade, já nada nos deve fazer espantar. Porém, não deixemos de ir sublinhando algumas dessas pérolas, sendo, a de hoje, a repetição já gasta por todos os membros deste governo: “não me impressiona o número, o que me impressiona são os argumentos.” A minha pergunta vai no seguinte sentido? Com quem julgam estes fulanos que estão a falar? Terão a coragem de quando chegarem à campanha eleitoral voltarem a dizer o mesmo, isto é, que não lhes interessam os números, mas sim os argumentos? Ou aí voltar-se-ão a esquecer destes quase quatro anos de vergonhosa ditadura de promiscuidade e compadrio e regressarão às mentirosas promessas com que no passado conseguiram enganar um povo analfabruto e ignorante mas que, ainda assim, compreendeu que o Santana Lopes e companhia só serviam para comentar futebol, ter ideias parvas e pouco mais.
Eis o nosso grande problema… como podemos viver num país onde os nossos governantes são cada vez piores, que quando julgamos que já não é possível fazer pior, vem o seguinte e nos faz desejar o que partiu como se tivesse tratado de um mal menor? A grande questão é que essa sequência de convergência para o negativo, ou se preferirem, esta capacidade de fazer sempre pior do que o anterior, retira a esperança a qualquer um… Poderíamos pensar no presidente… mas é igual, ao invés de exercer o seu papel moderador limita-se a comportar-se como um lacaio que quer ver o seu contrato renovado no final do mandato… Com que legitimidade nos vem falar de justiça social e moralidade nos salários dos altos funcionários privados enquanto ele, que deveria dar o exemplo, enquanto mais elevado funcionário público do país que deveria ser um exemplo em quem se pudessem pôr os olhos, acumula não sei quantas reformas, mais o vencimento de Presidente e todo o conjunto de alcavalas que eu nem consigo imaginar…
Enfim, o que fazer com tudo isto e como viver aqui sem ser indignado e revoltado com toda a parasitagem de que somos vítimas? Eram estes argumentos que eu queria ver respondidos, fosse por quem fosse.