Jornal de Notícias, 3 de Junho de 2008 (não sei do link, pois a nova edição online do JN deixou-me momentaneamente baralhado)
Ou como hoje me contava uma colega sobre as declarações de uma E.E. a alguém de um Comissão de Protecção e etc, «Eu não consigo que a minha filha se levante para ir às aulas, mas a escola o que faz?».

Junho 3, 2008 at 7:37 pm
Enquanto se passa o tempo atrás da CULPA, não se destrinçam responsabilidades. A cada qual as suas!
Junho 3, 2008 at 7:43 pm
Júlio Pedrosa um conhecido “especialista” e “cientista” da educação lançou o seguinte conjunto de questões: “Qual é a função da escola?”, “O que é educar?”, “A quem compete educar?” e “Como se organizam as escolas para isso?”
Estas questões/respostas são típicas de um certa esquerda que domina de forma completa e absoluta tudo o que diz respeito ao ensino!
É óbvio pela sequência das perguntas que Júlio Pedrosa defende que deve ser o Estado a educar as crianças!!!
Isto é completamente irracional e despropositado! Se estes senhores que tanto condenam a escola de Salazar e o seu lema: Deus, Pátria e Família como justificam esta “nova” doutrina de ser a escola a educar as crianças e jovens?
Os resultados têm sido bons? É óbvio que não!
Basta pensar nisto, como pode a escola educar os filhos dos outros? E vai educar em que sentido? Para a esquerda ou para a direita? A educação a ministrar na escola (sim, porque é disto que se trata) vem publicada em Diário da República? Antes da sua publicação quem a define? Os políticos da altura? Uma comissão de iluminados soviéticos?
Que diferença tem a escola pública de hoje com aquela organizada por Salazar? Na altura,todas as escolas eram iguais e agora não são? Na altura eram defendidos ideais de direita na escola e agora ideais de esquerda, então qual a diferença? Na altura não havia escolha e agora há? Na altura quem definia tudo e mais alguma coisa era o Estado e as suas comissões de sábios e agora? Na altura todos eram ouvidos excepto quem estava no terreno e agora?
Até quando os professores deste país permitirão que a “escola” pública continue na sua transformação suicida em escola de pobres e para pobres?
Até quando permitirão, os professores, que a “escola” pública continue a sua transformação numa espécie de local onde se guardam os meninos enquanto os seus pais (pobres e cada vez mais pobres) trabalham horas e mais horas e ainda mais horas infinitas?
Até quando permitirão, os professores, que a “escola” seja comandada à distância por um conjunto vasto de pessoas nada interessadas num ensino de qualidade, mas mais no enriquecimento do seu currículo pessoal, da sua conta banc.aria e mesmo no seu egocentrismo saloio?
Até quando permitirão, os professores, que cerca de metade dos “alunos” que frequentam a “escola” pública não tenham qualquer futuro para além do rendimento mínimo?
Ou seja, até quando os professores permitirão que a “escola” continue o seu rumo da preguiça, laxismo e indisciplina? Será que só acordarão quando um elemento da escola sofra lesões muito graves devido à indisciplina de um “aluno” ou de um “encarregado de educação”?
Junho 3, 2008 at 7:50 pm
Para percebermos todos ao que isto chegou, o Fórum Educação sugeriu hoje na Gulbenkian um “Plano de Acção para a Formação Cívica nas escolas”….
Será por algumas instituições de ensino superior estarem a passar enormes dificuldades financeiras que se propõem que: “…defende-se a formação adequada de todos os docentes de todos os níveis de ensino, com o objectivo de os responsabilizar pela transversalização da dimensão da cidadania nos conteúdos programáticos, metodologias e atitudes, em todas as situações vividas na escola.” ?
(http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1331064)
Até quanto permitirão os prefessores esta situação?
Segundo julgo saber, os professores até pagam a sua formação que é obrigatória!!! Até quando meus caros?
Junho 3, 2008 at 9:24 pm
Sendo a Educação das crianças e jovens um assunto demasiado importante para que a Escola, só por si, não consegue atinguir, verificamos que a família, a sociedade e o estado remetem todas as responsabilidades para o Prof.
Chega de lançar para cima do Prof. tudo que os outros não conseguem!
Respondam todos, sem se refugiar em doutinas, para fugir à acção.
Junho 3, 2008 at 9:39 pm
No programa de hoje “Cartas na Mesa”, Constança Cunha e Sá impediu Paulo Portas de se pronunciar sobre a entrevista que a mesma fez a MLR.
Independentemente da pessoa em questão, verificamos que, afinal, as políticas educativas não são questionáveis em horário nobre da tv. quando não abonatórias ao governo.
Assim vamos…
Junho 3, 2008 at 9:42 pm
Pois…a mordaça está em todo o lado!Até nos mais insuspeitos…
Junho 3, 2008 at 9:57 pm
Pois. “De vez em quando não legislem, reflictam”. Eu preferia: “Em princípio, estejam mais ou menos quietos. Depois ouçam. Depois tentem reflectir. Se não conseguirem, continuem quietos, até ver!”
Já agora, quando souberem “Qual é a função da escola?”, “O que é educar?”, “A quem compete educar?” e “Como se organizam as escolas para isso?”, digam alguma coisa! Eu cá, estou mortinho para saber!
Junho 3, 2008 at 10:21 pm
Joaquim
Até quando permitirão, os professores, que a “escola” pública continue a sua transformação numa espécie de local onde se guardam os meninos enquanto os seus pais (pobres e cada vez mais pobres) trabalham horas e mais horas e ainda mais horas infinitas?
Tem a certeza de que está a dirigir a pergunta às pessoas que têm responsabilidade nessa situação, assim como noutras referidas no seu comentário?
Junho 3, 2008 at 10:34 pm
Caro António Ferrão
A questão que tentei levantar não foi essa. O que ando a tentar dizer é que os professores têm que parar com as lamurias e lançar a única ofensiva que a sociedade entenderá – uma escola de exigência, rigor e disciplina. Devem dizer aquilo que REALMENTE se passa na escola e deixarem-se de falar em ECD, estatutos disto e daquilo, injustiças disto e daquilo e blá, blá! Esse tipo de discurso representa a voz de um corporação pouco interessada em servir o país.
Tenho a certeza que não é isso se quer transmitir, mas é isso que se percepciona do lado de fora.
A sociedade não quer saber de ECD, estatutos, decretos e mais não sei o quê, a sociedade quer saber o que querem os professores para que as gerações futuras possam enriquecer o país. A sociedade quer saber o que querem os professores para que as gerações futuras tenham um futuro melhor que o nosso.
Percebe? É isto o que querem saber.
Enquanto os professores não acordarem do seu longo sono (desde 1989 pelo menos) não vão longe. A sociedade, pura e simplesmente, não entende as queixas dos professores…
Junho 3, 2008 at 10:43 pm
Joaquim
Agora percebo. Em devido tempo identifiquei-me, quase isoladamente, com o jovem Manuel Cardoso do Movimento dos Professores Revoltados por este ter passado por cima das questões escaldantes e atacado directamente o cerne do problema: a imposição nas escolas das vias facilitistas para a obtenção do sucesso. A Senhora Ministra mente com uma cara de verdade, disse Manuel cardoso. No pouco tempo que dispôs, tentou abrir a caixa de Pabdorra, que a Ministra se apressou a fechar (foi a única retaliação entre tantos professores que a criticaram).
Dados para posteriores reflexões.
Junho 3, 2008 at 10:54 pm
São os din.eiros da UE, são os din.eiros da UE:
6.
“Traduzir, se necessário, e editar colectâneas de instrumentos internacionais
particularmente relevantes no domínio da cidadania, incluindo os que vinculam
Portugal – designadamente os constantes do Anexo VI – adaptadas aos
diversos públicos, quer como textos de apoio aos vários níveis de ensino, quer
como suporte informativo básico para o empoderamento individual e colectivo
das várias gerações, grupos de pertença e comunidades culturais, também
numa perspectiva de desenvolvimento.”
7.
“Elaborar e editar uma publicação sobre Cidadania Global que sirva de
referência tanto para a continuação do debate lançado pelo Fórum Educação
para a Cidadania, como para o ensino e a formação nesta área.”
17.
“Valorizar o convívio, a solidariedade e o associativismo, desenvolvendo o
sentido de pertença múltipla, o olhar construtivo sobre a realidade, o debate de
ideias, a intervenção cívica, a capacidade de auto-motivação, o estímulo à
liderança, ao empreendedorismo, à criatividade e à inovação social,
designadamente através de parcerias que envolvam autarquias, associações
profissionais, sindicais e empresariais, organizações não governamentais,
equipamentos culturais (centros, bibliotecas, teatros) e outras entidades
interessadas.”
19.
“Promover o desenvolvimento de um amplo processo de apropriação individual
e social das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na educação e na
aprendizagem ao longo da vida de modo a reforçar o empoderamento das
pessoas e das suas organizaões e a potenciar os processos de funcionamento
em rede.”
20.
“Promover iniciativas que visem aplicar as TIC como instrumento de
aprendizagem, exercício, participação, promoção e vivência da cidadania
global.”
21.
“Desenvolver referenciais de formação e de formação de formadores/as para a
Cidadania Global, em contextos formais e não formais, com metodologias
apropriadas a formação presencial, a distância e mista, visando a apropriação
de princípios, conhecimentos, competências e práticas pessoais e profissionais
que proporcionem o desenvolvimento da criatividade, da reflexão crítica, das
capacidades para o debate, a negociação, o diálogo intercultural e a inovação
social, bem como da vontade de aprender, de participar e de agir a nível civil,
social e político, individual e colectivamente.”
22.
“Prever financiamentos públicos e privados para a formação, incluindo a
formação de formadores/as, que garantam a concretização de oferta formativa
na área da Cidadania Global com aplicação dos referenciais indicados no
ponto anterior.”
23.
“Integrar a Cidadania Global como temática obrigatória na formação contínua
quer de dirigentes, funcionários/as e agentes da Administração Pública a nível
central, regional e local, quer de entidades que prestam serviço público, com
particular relevo para o sector da comunicação social.”
24.
“Encorajar o sector privado a desenvolver formação para a Cidadania Global,
designadamente co-financiada, destinada a empresários/as, gestores/as,
dirigentes intermédios/as, quadros e outros/as trabalhadores/as,
colaboradores/as e agentes, independentemente das respectivas categoriais e
áreas profissionais ou da natureza do seu vínculo laboral ou contratual.”
25.
“Encorajar os/as profissionais liberais e outros/as prestadores/as de serviços a
incluir a para a Cidadania Global no respectivo plano de formação ao longo da
vida.”
26.
“Encorajar as associações profissionais, incluindo as Ordens, as associações
sindicais, as associações empresariais e os Parceiros sociais a promover
formação para os seus/suas associados/as no domínio da Cidadania Global,
tendo em conta a importância decisiva do desenvolvimento de competências
neste domínio para o desempenho profissional de excelência, para o
cumprimento da legislação laboral a nível nacional, internacional e comunitário,
para o equilíbrio nas relações de trabalho, para a eficácia da negociação
colectiva e para a concretização da responsabilidade social dos agentes
económicos.”
27.
“Elaborar e manter actualizada uma base de dados de práticas de referência e
de referenciais de sensibilização e de formação para a Cidadania Global, a
partir dos modelos previstos no Anexo V e tendo em conta a mais-valia dos
exemplos aí já identificados.”
etc.,etc.,etc.
Quando falta começa a faltar o pilim nas nossas casas, começamos a chorar para o Estado…! São tantas formações OBRIGATÓRIAS, são tantos os grupos de trabalho a criar, é tanto o pilim a chegar da UE, são tantos os tiques esquerdistas revolucionários e igualitaristas à força no ME e em quem por lá orbita que é natural aparecer um documento desta natureza.
Uma coisa podemos elogiar, estão da parabéns os iluminados que agiram de forma próactiva em relação a esta matéria. Devem ter pensado: “Se o ME cria planos de acção para tudo e mais alguma coisa, que tal a gente provar à soviética ministra que um planozinho de acção para a cidadania global ou até univeral é essencial para a continuação do plano de igualitarização à força da populaça?”
Junho 3, 2008 at 10:54 pm
Oooops, acho que me enganei…! Não ligem ao comentário das 10:54 pm
Junho 4, 2008 at 12:16 am
Uma mãe também me disse a mim: “Eu sei que o meu filho não estuda e farta-se de faltar às aulas… mas o que é que eu posso fazer? Não posso matá-lo com pancada…”
Claro que não. Mas eu, como directora de turma, então é que não. Nem com pancada, nem com catigos, nem com nada… Mas vou ser penalizada na minha avaliação pelo insucesso desta aventesma, ou pelo abandono da criatura…
Junho 4, 2008 at 1:51 pm
Eu tenho vv. alunos de 7º ano que faltam muito às aulas: ficam a dormir! Não sei o que diabo pode a Escoila fazer-lhes, mas aos pais, até sei, mas não digo…
Junho 4, 2008 at 4:54 pm
Aqui têm uma carta de uma aluna Judy ao seu Professor, retirada do livro “Chicken Soup for the soul”
DEAR Teachr,
Today, Mommy cryed. Mommy asked me Jody do you realy kno Why you are going to school. i said i dont kno why?
She said it is caus we are going to be bilding me a fewchr. i said What is a fewchr What one look like? Mommy said i dont kno Jody, no one can realy see all your fewchr jest you. Dont wory caus youl see youl see. Tats when she cryed and sed oh Jody i love you so.
Mommy says every one need to work realy hard for us kids to make our fewchrz the nicest ones the world can ofer.
Teacher can we start today to bild me a fewcher? Can you try espeshly hard to make it a nice prity one jest for Mommy and for me?
I love you teacher.
Love,
Jody
Apesar de uns pequenos erros ortográficos da Jody,
Como é que ela pode ter esperança para encontrar o seu futuro, se não forem os professores.