O que é interessante no facto de ter dinheiro é que se torna impossível conceber o que é não ter dinheiro. Eu andei em Cambridge sem pagar. Agora, o Governo quer introduzir uma propina de mil libras, que, é claro, depois aumentará… Outro dia tentei explicar a uma pessoa que se eu tivesse de pagar mil libras não teria lá andado. Ela disse-me para não ser ridícula. Não percebeu que quando uma pessoa não tem mil libras e não pensa sequer pedi-las a um banco, porque não quer ter dívidas. Nem acha que valha a pena gastá-las, porque de qualquer maneira não entende o que Cambridge é, ou que tipo de pessoas vão para lá. ou o que é um diploma… São camadas sobre camadas de não entender… O dinheiro é como o poder: corrompe. Já não me lembro de enfiar um cartão numa máquina e de ficar preocupada se vão sair cino libras ou não. Mas costumava ser o meu dia-a-dia. O problema de não ter dinheiro é pensar em dinheiro o tempo todo: como vamos conseguir fazer as compras, como vamos pagar as contas… O que recordo da minha infância, que de um modo geral foi feliz, é essa preocupação constante com o dinheiro. O que se julga ser a maior diferença entre as pessoas – como a raça, ou a religião – tem muitas vezes a ver como o dinheiro. (Zadie Smith, Actual, 31 de Maio de 2008, p. 16)
E é bem verdade que muito do que nos atormenta a vidinha são aquela(e)s que não se lembram, ou fazem por não se lembrar, que já houve tempos em que não tiveram dinheiro… ou poder… e desprezam os que ainda não o têm.
Sei lá, hoje acordei muito à esquerda…
Junho 1, 2008 at 10:43 am
Para aqueles que pensam que a vida é eterna..
A jovialidade e a coragem da vida, características da juventude, devem-se em parte ao facto de estarmos a subir a colina, sem ver a morte situada no sopé do outro lado. Porém, ao transpormos o cume, avistamos de facto a morte, até então conhecida só de ouvir dizer. Ora, como ao mesmo tempo a força vital começa a diminuir, a coragem também decresce, de modo que, nesse momento, uma seriedade sombria reprime a audácia juvenil e estampa-se no nosso rosto. Enquanto somos jovens, digam o que quiserem, consideramos a vida como sem fim e usamos o nosso tempo com prodigalidade. Contudo, quanto mais velhos ficamos, mais o economizamos. Na velhice, cada dia vivido desperta uma sensação semelhante à do delinquente ao dirigir-se ao julgamento.
Para aqueles que pensam que a riqueza conduz á imortalidade..
As riquezas e as honras são objecto da ambição dos homens, mas se não podem ser alcançadas por meios rectos e honrados, cumpre renunciar a elas. A pobreza e as posições humildes merecem a aversão e o desprezo dos homens. Se delas não se pode sair por meios rectos e honrados, é mister neles permanecer. Se o homem abandona as virtudes humanitárias, como poderá merecer o nome que tem?
O homem superior não pode esquecer tais virtudes um momento que seja. Mesmo nas horas de maior apuro e confusão, deve pautar a sua conduta por elas.
Recuso-me a discutir com aquele que, pretendendo buscar a verdade, envergonha-se, ao mesmo tempo, de comer e vestir-se mal.
Confúcio
Junho 1, 2008 at 10:51 am
Deve ser desta lógica que nasceu os adjectivo “professorzecos”.
Junho 1, 2008 at 10:52 am
Á minh mãe passava o tempo com papel e lápis a fazer contas à vida. Era professora do antigo regime e os professores não ganhavam nas férias.
Tinha sempre o rosto preocupado e valeram-lhe a irmã e o cunhdo, para que os filhos pudessem tirar o curso.
Junho 1, 2008 at 10:59 am
Paulo está atento ao email.
Enviei uma revista em PDF
Junho 1, 2008 at 11:02 am
A versão em Word também já foi
Junho 1, 2008 at 1:00 pm
Ide falando que nem à reforma chegareis
O “não passarão” que envie isto à ministra e vereis como logo se cria uma equipa científica ao abrigo do “choque tecnológico” . Finalmente Portugal vai antecipar-se e ser pioneiro. Não é inocentemente que ela quer banda larga em todas as escolas
Children will learn by downloading information directly into their brains within 30 years, the head of Britain’s top private schools organisation predicted today.
Pupils will soon be able to download lessons directly into their BRAINS, schools chief claims
Last updated at 17:22pm on 30.05.08
Add your view
Children will learn by downloading information directly into their brains within 30 years, the head of Britain’s top private schools organisation predicted today.
Chris Parry, the new chief executive of the Independent Schools Council, said “Matrix-style” technology would render traditional lessons obsolete.
He told the Times Educational Supplement: “It’s a very short route from wireless technology to actually getting the electrical connections in your brain to absorb that knowledge.”
matrix
Pupils could seen have lessons, and even foreign languages, downloaded directly into their brains, just like in the Matrix
Mr Parry, a former Rear Admiral, spent three years determining the future strategic context for the military in a senior role at the Ministry of Defence.
He is now preparing the ISC’s 1,300 private schools, which collectively teach half a million children, for a high-tech future.
He told the TES that the Keanu Reeves thriller may not look like science fiction in 30 years’ time.
“Within 30 years, sitting down and learning something will be a thing of the past,” Mr Parry said.
“I think people will be able to directly access, Matrix-style, all the vocabulary you need for a foreign language, leaving you just to clear up the grammar.”
In the film, The Matrix, characters could have all manner of information, skills and languages downloaded directly into their brains in a matter of seconds.
http://www.thisislondon.co.uk/news/article-23488843-details/Pupils+will+soon+be+able+to+download+lessons+directly+into+their+BRAINS%2C+schools+chief+claims/article.do
Junho 1, 2008 at 1:06 pm
Chegou-me aos ouvidos que já existem professores a ir à sopa dos pobres. Esta notícia, se puder ser confirmada, é a maior prova da situação a que alguns já chegaram.
Eu até percebo como se pode chegar a este ponto. Se forem pessoas que, fazendo fé no compromisso que fizeram com o Estado, assumindo despesas com casa, filhos, etc, vendo os seus vencimentos a perderem valor relativamente ao custo de vida, não querendo, porque não podem, ir viver para debaixo da ponte, deixar de mandar reparar o automóvel, porque não funcionam sem ele, ou outras razões, eventualmente muito válidas, não lhes resta outra opção.
Assusta-me muito esta notícia, porque não considero que sejam apenas alguns. Dadas as circunstâncias, no plano inclinado em que todos nos encontramos, temo que, a ser verdade, o potencial de esses “alguns” passar a “muitos” é enorme.
Quem é que pode confirmar esta notícia?
Junho 1, 2008 at 1:09 pm
Tanto desconheço mas sei de um que é caixa no Continente e dá explicações a 10 euros para complementar o ordenado.
Junho 1, 2008 at 1:16 pm
Pêndulo (6) Também me parace que essa vai ser a próxima grande evolução. Há tempos, creio que no canal ARTE deram uma série de programas sobre a ligação íntima dos computadores ao cérebro. Entre outras coisas de que me recordo: uma ratazana com uns eléctrodos ligados à cabeça, e um cientista com um remote control que fazia o anomal caminhar para a esquerda ou para a direita ao longo de um corredor, como se fosse um carrinho telecomandado. Outra: um rapaz que ficou teraplégico (?), cuja comunicação com os pais se limitava a um código com piscadelas de olho, recomeçou a falar com a ajuda de um “capacete” que detectava zonas do cérebro que estivessem a ser estimuladas, e de um aparelho de voz sintética. O cientista e o pai diziam-lhe para se lembrar do som “a” e a máquina ia imitindo sons semelhantes ao “a”, e por aí fora com os restantes sons da fala…
Numa perspectiva geológica ou mesmo biológica, a espécie humana é uma experiência muito recente. Não existiu sempre nem vai existir para sempre. A ligação às máquinas vai ser o futuro próximo. O resto logo se verá…
Junho 1, 2008 at 1:37 pm
Manuel Alegre não se cansa de discutir ideias e tentar descobrir novos rumos para o Partido Socialista. No segundo debate promovido pela corrente «Opinião Socialista» do Porto, o deputado rosa definiu objectivos e não se deixou contagiar pelas críticas à sua presença numa iniciativa com o Bloco de Esquerda e os Renovadores Comunistas.
«Não creio que a recente polémica sobre as desigualdades sociais tenha sido provocados principalmente pelas minhas palavras. Mas, o facto é que essas desigualdades estão comprovadas pelos estudos. É certo que são referente as 2004, mas não há provas de que haja hoje menos pobreza do que nessa altura. Não existem indicadores que apontam para o melhoramento», disse ao PortugalDiário à entrada para o debate.
PS diz que Alegre vai participar em comício contra o partido
Sem querer abordar questões paralelas, como o facto de Manuela Ferreira Leite ter dito que foi por si que a questão social voltou à agenda política, Alegre não se esqueceu das suas prioridades: «O que me preocupa são os problemas do país, porque, apesar dos esforços, os problemas continuam, por serem estruturais».
Na sua perspectiva, este tipo de iniciativas que procura fomentar surgem numa necessidade da esquerda, porque «tem grandes responsabilidade na discussão destas matérias». «Há muitas pessoas a viver mal no país, com grandes dificuldades e também a classe média está a ser muito afectada. Temos de encontrar pontos de diálogo e não nos podemos deixar colonizar pela direita e pelas suas ideias. Temos de retomar a linguagem de esquerda, sem medos e complexos», frisou.
Acção nas empresas
Manuel Alegre considera que o Estado poderá actuar até na nacionalização de empresas se for preciso «garantir a sobrevivência da democracia» e não pode «diabolizar o que é público e divinizar o que é privado».
Durante um debate muito vivo em que a ideia central foi que este Governo não está a cumprir a sua matriz social-democrata, desiludindo muitos militantes do PS, o ex-candidato presidencial não desiludiu. Falou na necessidade melhorar o ensino da língua portuguesa e na luta contra o capitalismo: «Já ninguém usa essa palavra. Já ninguém na esquerda diz que é contra o capitalismo. Até já há quem não fale em esquerda».
Ainda no que diz respeito ao emprego e à igualdade social, Manuel Alegre lembrou «a importância das Pequenas e Médias Empresas» em contraponto com o papel dado pelo actual Governo ao grande capital: «As grandes empresas dominavam o país antes do 25 de Abril e agora voltaram, formando um bloco social de interesses».
http://diario.iol.pt/politica/manuel-alegre-ps/958051-4072.html
Junho 1, 2008 at 1:41 pm
Actual hoje como naquele tempo…
http://www.scribd.com/doc/3193879/DN-PADRE-ANTONIO-VIEIRA-O-SERMAO-AOS-PEIXES-Anselmo-Borges
Junho 1, 2008 at 1:41 pm
http://www.scribd.com/doc/3193880/Publico-Antonio-Arnaut-Ha-quem-espere-receber-o-cadaver-do-SNS-mas-este-vai-sobreviver
Junho 1, 2008 at 1:48 pm
:
http://www.youtube.com/watch?v=mtTn8bzVv3g
Junho 1, 2008 at 1:55 pm
“Muitas crianças da grande Lisboa não comem jantar completo” Público online no Dia Mundial da Criança. Somos quase iguais à Finlândia. Quase.
Junho 1, 2008 at 2:00 pm
Não sei porque não saiu o texto…mas no post anterior o 1º video é dedicado aos nossos governantes e ao que nos fazem..e o 2º ás crianças deste país…
Junho 1, 2008 at 2:28 pm
And now for something completly diferent.
Para não estar sempre a falar de educação, atentemos numa declaração de Ludgero Marques, ao fazer um balanço das suas decepções ao sair da presidência da Associação Empresarial de Portugal:
“Há muitos empresários que resolvem directamente com o Governo. O associativismo está pulverizado, HÁ ASSOCIAÇÕES QUE DEPENDEM DE APOIOS PARA SOBREVIVER E NÂO CUMPREM A SUA FUNÇÃO REIVINDICATIVA. Assim não vamos a lado nenhum”.
Amen brother, aleluia!!!
Junho 1, 2008 at 2:32 pm
Com o PS de Socrates e o PSD de Manuela Ferreira Leite, a Escola e os Professores terão no horizonte anos dificeis.
Junho 1, 2008 at 2:34 pm
Um sodomita e uma frigida..
Junho 1, 2008 at 3:10 pm
… sei do que fala Zadie Smith, como sei que está agora o céu enevoado, estou a vê-lo daqui… Aos quinze anos, descia (in)tranquilamente do Liceu D.João III, em Coimbra, para a baixa com outro amigo de riqueza igual à minha, com uma “sandes” no bolso e 2$50, vinte e cinco tostões ( olha, o teclado já nem tem cifrão a sério, com duplo traço) para comer uma sopa numa tasca da baixa , ao pé da Igreja de S. Bartolomeu, o sr. Rascão, que já não existe. Aliás se existisse a ASAE tê-lo-ia já impedido de aliviar a fome de muita gente. Quando podíamos gastar 3$50 , já cometíamos a ousadia de ir à Cozinha Económica ( um banquete). Essa era a nossa solução, enquanto aguardava resposta um pedido de subsídio para a cantina e uma bolsa da Gulbenkian, que haveria até de ajudar a compor o orçamento familiar ( e vinha todos os anos).Parafrasendo Zadie Smith, “O que recordo da minha infância, que de um modo geral foi feliz, é essa preocupação constante com o dinheiro”. Daí o modo exacerbado com que há tempo criticava aqui, um comentário de alguém (não me lembro quem) que dizia a propósito de telemóveis, mais ou menos isto : ” no nosso tempo também passávamos horas a namorar ao telefone lá de casa”… ( fica explicado)
Eu sou professor, o meu amigo é Agente da Polícia Judiciária. Vejo-o poucas vezes e não sei que conclusões tira das investigações que faz, eu por este lado “investigo” e sei, que no meio dos meus alunos há sempre muitos que me têm permitido concluir que a pobreza é envergonhada (eu sabia-o de mim próprio). Por isso mesmo há de facto muita tristeza social, ou até “raiva acumulada” que muitos ignoram assobiando para o lado, como se o país fosse a “Selecção Nacional” ou o “Rock in Rio” e a solução esteja no “vamos brincar
à caridadezinha”… Fique claro que não tenho qualquer animosidade contra os ricos, inveja, no sentido positivo, sim ..quem não gostaria de o ser ?… mas tenho tudo contra esses tais que assobiam para o lado, como se não se passasse nada, e ainda são capazes de ter a “lata” de dizer alto e bom som, com voz gutural que são socialistas…
Junho 1, 2008 at 3:16 pm
Pois é, não nos podemos esquecer que essa senhora ( MFL ) já foi ministra da educação e não deixou boas recordações, além disso, esta senhora anunciou que pretende privatizar o ensino e a saúde. O PS com a Ana Benavente e Santos Silva introduziu uma nova reforma, diminuindo a carga lectiva das disciplinas e atirou muitos colegas para horários
Zero.É de lembrar que o Estudo acompanhado no terceiro ciclo é apenas leccionado por um professor. Por isso, colegas temos de estar de olhos bem abertos. Está na hora de arriscar, é o nosso futuro e dos nossos filhos, a nossa dignidade que está em jogo.Sobre poder de compra, todos já começamos a sentir na pele as medidas destes senhores eu devia de mudar de escalão este ano e só mudo em 2012!!!
Já agora, não deviamos relamar sobre isso? Têm conhecimento se os sindicatos tomaram posição sobre esta situação do congelamento?
Junho 1, 2008 at 3:25 pm
Aristides, lá em casa eramos quatro e só o meu pai trabalhava, era tudo muito controlado, não havia birras, nem exigências, todos compreendiamos a situação. Licenciamo-nos. Organizamos as nossas vidas e o que mais me doi é ter chegado a esta idade, onde esperava tranquilidade e voltar ao tempo das incertezas, prescindir de muita coisa
Junho 1, 2008 at 3:42 pm
Desculpem a falta de pontuação e outras falhas, mas estes politicos enervam-me!!!!
Junho 1, 2008 at 3:56 pm
A propósito do comentário 14. ou na sequência dele: pág. 70, 1 Junho 2008, Pública: “Roupa é o principal motivo de troça entre alunos nas esvolas portuguesas.”
Isa: nós éramos três, a mesma situação, ninguém pedia nada, aceitava-se o que, na altura devida , nos compravam – o essencial! – Licenciámo-nos… E agora, quando chegar ao momento de me aposentar, vou ter que pensar de novo e sempre no que é muito essencial … sobretudo por causa da incerteza… Agora, vemos uns garotitos de três anos a entrar em qualquer lado e já vão a gritar ” eu quero isto e eu quero aquilo!” … e, quando vejo alunos meus ( e nem são os mais ricos!) a gabarem-se que tiveram de prendas valentes telemóveis que eu até fico de olhos arregalados, perco mesmo a fala… quer dizer que a ideia de “valores” que eu tenha a ideia de lhes transmitir, não colhem…
Junho 1, 2008 at 4:08 pm
…mas no meu tempo, felizmente não havia publicidade a apelar constantemente ao consumo desenfreado, cinco mil euros do pé pra mão, é só telefonar e pedir, ou como aquele slogan matraqueado incessantemente: “Segue o que sentes”. (Mais nada! tudo o resto que se lixe)
As mensagens publicitárias, que se deviam limitar a elogiar o produto que querem vender, cada vez mais transmitem valores que incentivam o consumo, o hedonismo, o prazer sem limites. A escola serve cada vez mais apenas como depósito de crianças e jovens, demitindo-se de transmitir conhecimentos e valores. Coitados, estão bem tramados…
Junho 1, 2008 at 4:24 pm
james: depois ainda nos sujeitamos a ouvir de novo hoje “que bom! agora os professores estão metidos mais horas na Escola e , como ganham tanto (!!!) assim é que está bem, sem compreenderem que acabamos por ter que fazer as tarefas principais em casa… desde que os pais não tenham que ser responsabilizados por mais nada, está tudo bem…
Os filhos vão aprender à custa deles que as coisas não são assim e que os Pais afinal não os prepararam para uma vida em que nada é afinal para aqui e agora … ou para ontem…
Junho 1, 2008 at 4:36 pm
Sempre houve pobreza, mas a que vejo agora, passados tantos anos do “nosso tempo” em havia meninos que iam descalços para a escola, chega a ser criminosa, quando o governo nos mente descaradamente e (graças a tantos blogues perigosos), conhecemos o que ELES andam a ganhar graças a negócios menos claros e claro, o que isto provoca na sociedade.
É que eu já há muito que acordo “muito à esquerda”.
O Ramiro Marques tem um post interessante:
http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/
Junho 1, 2008 at 4:46 pm
Estive a ler aquele artigo que o Pêndulo nos deixou aqui sobre o “Matrix-style” of learning.
É a solução para todos os problemas. Não são precisos professores, não teremos fome, não haverá miséria. Bastam umas ligações directas ao cérebro.
Junho 1, 2008 at 4:47 pm
Portanto, takeiteasy!
Junho 1, 2008 at 6:05 pm
O cúmulo da publicidade que transmite valores distorcidos às pobres criancinhas, era um reclame que passava há uns anos na tv, a um detergente: uma menina para aí de cinco ou seis anos, muito prepotente, malcriada, e refilona, passava um raspanete à pobre da mãezinha, porque a porra da camisola ou das calças que ela queria levar para a escola, tinham uma nódoa! A f da p da menina só lhe faltava dar pancada na mãe, a desgraçada que no fim era salva por um detergente…
Lembram-se? Quando via este anúncio só me dava vontade de insultar a menina, e os imbecis dos publicitários…
Junho 1, 2008 at 7:10 pm
7. Luis Ferreira. Houve um pequeno documentário sobre a fome em Portugal,há cerca de duas semanas, penso que na SIC, onde se falava de entre outros, prof. irem comer à sopa dos pobres. Também haviam promotores de eventos; publicitários ;etc que não queriam dar a cara por vergonha.O titulo do programa era qualquer coisa como:”Os novos pobres”.
Junho 1, 2008 at 8:51 pm
(30.) Obrigado
Depois da dica fui ao google e apareceu:
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=950216
Que tristeza, Sr. Sócrates!!! Que tristeza…
Junho 1, 2008 at 9:52 pm
(31)Afinal foi na TVI. Recordo-me de das poucas pessoas que deram a cára à entrevista havia uma senhora promotora de eventos e outros a comerem umas sandes no jardim.Estas pessoas têm emprego só que os seus rendimentos são tão baixos que não podem suportar os gastos familiares e simultaneamente terem dinheiro para uma refeição.
Viva o xuxalismo do Sr. Sócrates!!!
Junho 1, 2008 at 10:13 pm
Até agora os profs eram conhecidos pela “meia dose”. Não havia €€ para mais.
Daqui para a frente nem dinheiro haverá para entrar num restaurante!
Junho 1, 2008 at 10:59 pm
Colocar o “topo da carreira de um professor”, TOPO, após trinta e tal anos de vida profissional, em 1300Euros, significa que mal terá dinheiro para se alimentar e á sua família.
É esta a “reestruturação da carreira docente”!!! O Mário Nogueira aplaude. Já alguém o ouviu falar, preto no branco, para o povão sobre A QUESTÃO!? Constou-me que o Nogueira considerava a carreira dos professores do E. Basico e Secundária muito bem paga relativamente á dos Superior. Pois. Ninguém acredita, né? Estranho!!!? Não. Por isso, está caladito, não é verdade. Eu (cá) acho.
Que eu saiba, nenhuma outra carreira “especial” foi “mexida” a não ser a dos professores. Os sindicatos estão caladios, será que concordam?
Estranho. É só verificar as tabelas e comparar.
O actual topo de carreira de professor é o antigo 7º escalão! Isto é que são “reformas”!!!!
Eu cá acho que o Nogueira anda (meio) “esquecido” sobre qual o sindicato que reprsenta, não estão de acordo?
Nem um livrito para se actualizarem os professores podem comprar!!!
Pois.
Junho 2, 2008 at 12:10 am
Constou-lhe, ou “sabe bem do que fala”?:-)
Junho 2, 2008 at 12:24 am
Isa, comentário 20,
“O PS com a Ana Benavente e Santos Silva introduziu uma nova reforma, diminuindo a carga lectiva das disciplinas e atirou muitos colegas para horários
Zero.”
Está enganada, essa reforma aumentou o n.º de professores, cada turma no 2.º ciclo “consome” 43 tempos lectivos.
“É de lembrar que o Estudo acompanhado no terceiro ciclo é apenas leccionado por um professor.”
E ainda bem que a loucura não chegou ao 3.º ciclo. EA e AP nem deviam existir.
Junho 2, 2008 at 9:40 am
Alunos precisam de valores morais!
Quando li as vossas reacções, lembrei-me imediatamente daquilo que uma mãe me disse: A filha de doze anos quer tudo de moda, tudo quanto é caro, caríssimo… É verdade, hoje é um grande problema aos pais. Os filhos são vítimas do consumismo, do hedonismo, dos reclames ambiciosos. Não proporcionam valores aos estudantes.
As escolas para os ricos são escolas que ensinam com esmero, mas não ministram valores. Pois a competição é nos valores escolares, não nos valores morais. Por isso compreendo como as escolas em Portugal tem que solucionar problemas de peso.
Referi-me eu aos problemas de Goa na Índia…
Dr.Ivo da C.e Sousa
Junho 2, 2008 at 11:55 am
Ivo, está em Goa??? GOA!!!! Eu quero ir a GOA!!!!
Junho 2, 2008 at 6:28 pm
Sim, James.
Sou de Goa. Estou em Margao. Quem es tu? Que queres ver em Goa? Es estudante? Trabalhas? Fazes investigacao? Es historiador?
Dr.Ivo da C.e Sousa
Junho 2, 2008 at 10:46 pm
Sou professor e estou no purgatório. Goa é um dos sítios onde gostaria de viver na reforma. Ou ir para aí na próxima encarnação estudar medicina ayurvédica.