Actividades de enriquecimento curricular no 1.º ciclo
(…)
De acordo com este despacho, cabe aos agrupamentos a definição de um plano de actividades de enriquecimento curricular, seleccionadas de acordo com os objectivos definidos no projecto educativo da escola.
Programadas em parceria com as entidades promotoras, que podem ser as autarquias, as associações de pais e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou os agrupamentos, as actividades de enriquecimento curricular incidem nos domínios desportivo, artístico, tecnológico e das tecnologias da informação e da comunicação, de ligação da escola com o meio, de solidariedade e de voluntariado e, ainda, da dimensão europeia da educação.
(…)
O Ministério da Educação (ME) definiu orientações relativas às actividades de enriquecimento curricular, como o perfil dos profissionais a afectar e o valor mínimo da respectiva remuneração, o tempo de duração semanal das diferentes actividades e as normas para a constituição de turmas.
À excepção do apoio ao estudo, tanto o Inglês como as restantes actividades de enriquecimento curricular são comparticipadas financeiramente pelo ME, de acordo com montantes variáveis, atribuídos consoante as actividades de enriquecimento curricular proporcionadas aos alunos.
O ME adoptou um modelo de financiamento para as actividades de enriquecimento curricular que tem como base um valor anual por aluno. Esta comparticipação poderá chegar até aos 262,50 euros anuais por aluno, quando os planos de actividades incluírem o Inglês, a Música e a actividade física e desportiva.
A frequência das actividades de enriquecimento curricular depende da inscrição dos alunos por parte dos encarregados de educação, que assumem o compromisso de os seus educandos frequentarem as actividades até ao final do ano lectivo.
Os agrupamentos devem referir no seu regulamento interno as implicações das faltas às actividades de enriquecimento curricular.
Agora desculpem-me se estou cansado e se estou algo obtuso na compreensão disto.
Mas não eram as autarquias que deviam promover as actividades? Agora a responsabilidade passa preferencialmente para os agrupamentos? Afinal, se calhar, porventura, quiçá, essa não será mesmo a melhor solução? Mesmo se em parceria? E quem fica a gerir as verbas das comparticipações do ME?
Tudo isto não deixa de ser curioso… em especial no contexto da desejada municipalização crescente das responsabilidades educativas.
Detectar-se-á aqui um início de travagem?
Maio 26, 2008 at 11:39 pm
http://www.youtube.com/watch?v=vidzkYnaf6Y
Maio 26, 2008 at 11:43 pm
Paulo,
não detecto qualquer alteração.
Já era da competência dos agrupamentos a selecção das actividades. A tal autonomia que uns usam e outros nem por isso…
Maio 26, 2008 at 11:45 pm
Paulo,
Deve ser por causa disto, por exemplo!!!!
INGLÊS NO 1º CICLO: GOVERNO, AUTARQUIAS E DINHEIRO
Autarquias questionam verbas para ensino do inglês no primeiro ciclo
A Associação Nacional de Municípios veio anunciar que a verba disponibilizada pelo Governo para o ensino do inglês em todos os anos do primeiro ciclo de escolaridade não é suficiente. É a resposta das autarquias ao despacho do Ministério da Educação que estende o ensino do inglês a todos os anos do primeiro ciclo.
(…)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/ingls-no-1-ciclo-governo-autarquias-e.html
Maio 26, 2008 at 11:47 pm
Se não muda nada, para quê novo despacho?
Eu vou à procura do anterior para comparar.
Maio 26, 2008 at 11:52 pm
Eu sabia!: mangas de alpaca!
O Guinote tem um pequeno problema que eu me atreveria a considerar como dispersão dos concentrados, a quem é que interessa a árvore na fotografia?
Maio 26, 2008 at 11:55 pm
PROPOSTA DA CNIPE PARA AS ACTIVIDADES EXTRACURRICULARES
Educação: Actividades extracurriculares deviam integrar programa regular no 1ºciclo – Confederação Independente de Pais
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/proposta-da-cnipe-para-as-actividades.html
Maio 26, 2008 at 11:59 pm
A novidade do despacho está nos 2 últimos parágrafos.
Nunca houve a obrigatoriedade de frequentar essas aulas depois de os alunos iniciarem, nem havia quaisquer sancões. cabe agora aos agrupamentos defini-las.
Maio 27, 2008 at 12:01 am
O novo despacho estende o inglês aos primeiros anos, regula a remuneração dos professores e esclarece que não contribui no apoio ao estudo, o que pode parecer óbvio mas não era claro para as entidades promotoras nem para os agrupamentos. A gestão das verbas mantém-se com as entidades promotoras.
Para quê novo despacho? Já é um vício…
Maio 27, 2008 at 12:02 am
De qualquer maneira, esses docentes continuam sem qualquer vínculo ao Agrupamento.
As horas gastas en reuniões de avaliação não lhes são pagas! Recebem à horinha e só tempos lectivos!
Maio 27, 2008 at 12:04 am
O apoio ao estudo fica para os profs titulares, tempo de estabelecimento!
Maio 27, 2008 at 12:04 am
Zé,
não há obrigatoriedade nenhuma. Tentar-se á apenas responsabilizar os pais nesse sentido, para não haver desperdício ou cortes de verbas a meio do ano…
Pois se não há sanções às faltas no horário curricular…
Maio 27, 2008 at 12:04 am
“as actividades de enriquecimento curricular incidem nos domínios desportivo, artístico, tecnológico e das tecnologias da informação e da comunicação, de ligação da escola com o meio, de solidariedade e de voluntariado e, ainda, da dimensão europeia da educação.”
Este texto é tão giro, tão bonito, tão agradável, tão primaveril, tão lúdico, tão fixe, tão caviar que dá vontade de rebolar a rir se não se tratasse do futuro do país! Não há dúvida, a escola serve para tudo e mais alguma coisa se sobrar tempo ensinam-se umas coisas e estudam-se outras ainda…!
Já estou como um amigo: na escola pública quando os alunos estão em risco de chumbar (perdão, acabei de ser políticamente incorrecto: em risco de retenção), os professores devem verificar TODOS os DIREITOS dos alunos, porque não podem dizer que os mesmos não ESTUDARAM! Num colégio privado de qualidade esses alunos são convidados a sair no final do 1º período…
É como diz o outro, quem não tem dinheiro frequenta a escola dos pobres mais conhecida por escola pública!
Maio 27, 2008 at 12:07 am
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/ME/Comunicacao/Outros_Documentos/20060526_ME_Doc_Enriquecimento_Curricular.htm
Maio 27, 2008 at 12:09 am
Hum!, estes “gaijos” não acredito que sejam só de sofá! Queremos vê-los lá nas escolas, que era onde deveriam desfilar. Falo o mais sério que sou.
Mas não, até parece que as escolas os atrapalham.
Assim de repente, só me lembro de consistência, já para não falar daquelas coisas que assustam as feministas.
Maio 27, 2008 at 12:12 am
Há mais uma novidade importante: as horas de trabalho contarão como tempo de serviço, é mais do que legítimo, evidentemente.
Maio 27, 2008 at 12:16 am
Zeco
Tens toda a razão. Aliás muitos desses alunos só vão quando os pais os pretendem manter ocupados, se acaso necessitarem de ama-seca.
Vamos ver como serão as sanções. Concursos de ideias aceitam-se.
Maio 27, 2008 at 12:17 am
Esta do apoio ao estudo se manter deixa-me DOENTE!
Que apoio, em grupo turma??
Além de tirarem as expressões do horário, acrescentaram dois tempos de áreas curriculares aos tempos extra-curriculares!!
Não admira nada que os pais não se apercebam. Isto dá um nó cego em qualquer cabeça…
Maio 27, 2008 at 12:18 am
O tempo de serviço já contava para concurso. Por isso é que esses colegas se deixavam explorar.
Maio 27, 2008 at 12:20 am
Oiçam o que eu vos digo: custa, mas não há nad melhor do que controlar as velhotas das secretarias. Qual decreto, as lindas é que mandam!!
Maio 27, 2008 at 12:20 am
o apoio ao estudo é também para fazer os PTCs. Coisa de que a Lurdinhas não gosta, mas põe lá.
Maio 27, 2008 at 12:21 am
quero ser um professorzeco,
O meu irmão que é professor de Ed.física o ano passado(este ano conseguiu um contrato no Grupo dele-620) esteve nas AEC em Valongo e o tempo de serviço foi considerado para o concurso deste ano.
Maio 27, 2008 at 12:22 am
Zé,
por mim, de cada vez que as crianças faltassem às AEC para irem passear com os pais, dava-lhes dois beijos e os parabéns.
Mas isto é uma “faca de dois legumes”: eu acho as expressões indispensáveis!
Maio 27, 2008 at 12:22 am
Zé (18),
Exactamente. O bombom para muitos trabalharem a ganhar menos que uma senhora das limpezas, é essa de o tempo de serviço contar para concursos.
Maio 27, 2008 at 12:23 am
ok, ok, perdão, deixei-me enganar mais uma vez, perdão, nem isso mudou então.
Maio 27, 2008 at 12:25 am
Aquele artigo das faltas é de rir, como escreveu a “quero ser um professorzeco” nem as faltas às actividades lectivas contam… quanto mais às extra…
Os miúdos faltosos vão fazer uma prova de recuperação a Desporto, Música, Matemática a Brincar, etc.
Maio 27, 2008 at 12:26 am
Acho que é novidade a fixação da remuneração mínima ao nível das tabelas dos Educadores (para licenciados). Acho que não é uma coisa menor, se acreditarmos nas histórias que temos ouvido de pagamentos a 4 ou a 5 euros por hora (abaixo dos 700 euros brutos por mês).
Mesmo assim ainda fica por regular a protecção social desses professores, a questão dos eventuais falsos-recibos-verdes, etc.
Maio 27, 2008 at 12:28 am
Eu poupo eses colegas. Iam 5 alunos no final do 2.º período.
Já agora gostava de saber: em Valongo pagavam as horas das reuniões? Aqui não. Mas também havia os inteligentes que na horas das reuniões já estavam a milhas!
Maio 27, 2008 at 12:29 am
Votai no SS de novo, abéculas!
Maio 27, 2008 at 12:29 am
quero ser um professorzeco (22),
Acabaram com as actividades de tempos livres e substituiram pelas extra (qualquer coisa) que nem são “carne nem peixe”.
Nem são lectivas- obrigatórias e para todos os alunos, nem não-lectivas- facultativas e só para alguns, quando os pais lhes dá jeitinho.
Delliriumm.
Maio 27, 2008 at 12:31 am
Hum!, desocupados.
Maio 27, 2008 at 12:31 am
“Já agora gostava de saber: em Valongo pagavam as horas das reuniões?”
Pagavam, mal seria, por tempo só pagavam 9 euros.
É o lancaster college que organiza as actividades. É só lucro.
Maio 27, 2008 at 12:32 am
700 euros mês? Que luxo! A maioria que eu conheço ganham 250. Contratam-se muitos para não terem direito ao rendimento mínimo!
Maio 27, 2008 at 12:34 am
DA Diz:
Maio 27, 2008 at 12:31 am
“Pagavam, mal seria, por tempo só pagavam 9 euros.
É o lancaster college que organiza as actividades. É só lucro.”
Que coisa aborrecida em Valongo não existirem pedras nas calçadas.
Maio 27, 2008 at 12:36 am
As diferenças nas entidades promotoras são enormes. E até aqui é injusto tudo isto. A Junta de Freguesia de Ramalde, por exemplo, tem vários professores a contrato (não todos), todos com as habilitações previstas, tem um coordenador de AEC´s por escola (pasmo?) que está sempre presente, oferece lanche diário e organiza festas e eventos de final de período.
Maio 27, 2008 at 12:36 am
Fiz hoje umas contas por alto, e agradecia que me corrigissem se os meus cálculos estiverem errados.
Tomei como exemplo a minha turma – 20 alunos e 4 actividades (Inglês, Música, Educação Física e Actividades Artísticas) + Estudo Acompanhado (dado por mim e do qual nada recebo).
Recebendo a câmara pela minha turma ( 262,50€ x 20 alunos ) 5250 €.
Ora, a minha turma terá 168 dias lectivos. Ou seja (2 Tempos/dia x 168 dias ) 336 tempos lectivos de AEC. Tirando 67 tempos (2 tempos de apoio ao estudo dados por mim, não entrando para as contas da câmara) temos um total de 269 tempos lectivos.
Ora dividindo o valor que a câmara recebe pela minha turma, pelo número de tempos
5250€ : 269 tempos lectivos = 19, 51 €
Havendo câmaras a pagar 10 €/ tempo lectivo, para onde vai o restante dinheiro? ( 9,51€ x 269 = 2558,19€ ) É que o pouco material que é usado nestas actividades é cedido pela escola, ou mesmo pelos próprios professores.
Luísa Novo
Maio 27, 2008 at 12:37 am
Sobre o post do Paulo.
“Mas não eram as autarquias que deviam promover as actividades?”
Mas dentro das Escolas mandam os CEs, pode não parecer, mas são eles quem mandam.
Só as actividades obrigatórias(são quase todas) no despacho é que as escolas não escolhem.
“Agora a responsabilidade passa preferencialmente para os agrupamentos? Afinal, se calhar, porventura, quiçá, essa não será mesmo a melhor solução?”
Devia ser a solução. Infelizmente não é.
“Mesmo se em parceria? E quem fica a gerir as verbas das comparticipações do ME?”
As entidades promotoras, infelizmente.
É a autonomia das escolas a funcionar.
“Tudo isto não deixa de ser curioso… em especial no contexto da desejada municipalização crescente das responsabilidades educativas.
Detectar-se-á aqui um início de travagem?”
Era bom que fosse.
Maio 27, 2008 at 12:37 am
E meninos, não há desculpa para não dar as Áreas de Expressões. Dão-se para ajudar a compreender a Mat., o Est. do Meio, a L. Port.
Não é isso estimular a criatividade?
Maio 27, 2008 at 12:38 am
O ME envia as verbas para as camaras. Só que essas verbas não são para o pagamento aos professores. Como bem sabemos.
Por estes exemplos, imagine-se o que seriam mais competências para os munícipios!!!!!
Maio 27, 2008 at 12:39 am
Luísa Novo,
“Havendo câmaras a pagar 10 €/ tempo lectivo, para onde vai o restante dinheiro? ( 9,51€ x 269 = 2558,19€ ) É que o pouco material que é usado nestas actividades é cedido pela escola, ou mesmo pelos próprios professores.”
Para as escolas não vai de certeza.
Para os bolsos das entidades promotoras(ou de alguém dentro delas).
Maio 27, 2008 at 12:39 am
Mais,
promove reuniões entre a equipa AEC, os professores e os pais.
E com 100% de adesão na maior parte dos casos.
Não, eu não sou assalariada da Junta.
Maio 27, 2008 at 12:41 am
É sintomático, na RTP1 fala-se de coisas que não se resolvem e na TVI uns idiotas que, sendo da selecção, se riem.
Maio 27, 2008 at 12:43 am
Quero ser um zeco,
E organiza CAF, pós 17:30, não é assim?
Maio 27, 2008 at 12:44 am
Querem saber como são as contas das entidades promotoras?
Vencimento índice 3 dividindo por 35 horas semanais.
Como esses colegas só recebem por tempos lectivos… façam as contas ao preço à hora.
Maio 27, 2008 at 12:45 am
Ainda para a Luísa Novo.
As C.Municipais que celebrem contratos com os professores não lucram muito, já que têm de fazer os descontos para a SS e pagar subsídios de Natal e Férias.
Maio 27, 2008 at 12:45 am
Acham positivo o ensino ficar sob alçada dos municípios? A mim parece-me corrupção, manipulação, podridão in extremis…
Maio 27, 2008 at 12:46 am
Zé,
Na escola do meu filho, os das AEC recebem 11.30 euros por tempo, a recibos verdes.
Maio 27, 2008 at 12:48 am
Sim.
Natação, dança, informática, karate e sala de estudo são as opções após as 17:30.
Sabes, este modelo, melhorado, baseou-se no que já existia há muuuuito tempo. As AP´s fazem grandes coisas e quando se aliam verdadeiramente a parceiros de proximidade, tudo é possível.
Maio 27, 2008 at 12:48 am
Mas as Câmaras também não perdem dinheiro e sempre dá para uns favorezitos..
Maio 27, 2008 at 12:49 am
Zeco
Há disso no nosso País? Diz onde é para se poder concorrer.
Maio 27, 2008 at 12:51 am
Para DA,
a maioria das câmaras trabalha com recibos verdes (pelo menos para estes lados) logo não têm essas despesas (quem as tem é o docente). Mas mesmo que tenham, não acreditam que gastem metade da verba total com essas coisas. Mais 2500 euros é referente a uma turma, façam as contas por câmara o dinheiro que não entra extra com as AEC. Parece-me que as câmaras se queixam não sei de quê.
Maio 27, 2008 at 12:51 am
Aqui,
http://www.jf-ramalde.pt/aspx/paginas.aspx?id=7
Maio 27, 2008 at 12:52 am
Filipa,
não me parece que Câmara Municipal do Porto seja mais corrupta que a DREN(não posso aquela gentinha, detesto-os).
Note-se que sou contra a municipalização, mas favorável à autonomia das escolas.
Maio 27, 2008 at 12:54 am
Isto das chamadas AEC/s, tão apregoadas pela sinistralidade logo á cabeça, é uma verdadeira aberração sob todos os pontos de vista.
Nem quero contar episódios que conheço (bem) por experiência.
Mas vou unicamente dar um exemplar.
Apoiava directamente um menino com dislexia (muito) grave. Com capacidades cognitivas acima da média esperada para a sua ideia, conseguiu (até) meio ocultar o seu problema gravíssimo.
Consegui, depois de um esforço desumano, conseguir 3 tempos semanais para o apoio ao aluno. E fazia permanentemente o apoio ao professor da turma, para que o aluno tivesse sequência a nível da intervenção e fosse devida/ apoiado.
Um dia, desloco-me á escola em outra hora. E dou-me conta que o aluno estava a ter aulas de Inglês. Pois. Inglês ESCRITO.
Sem nada ser da minha competência, lá falei com a pessoa e lhe expliquei que este aluno não podia (devia) escrever…etc.
Maio 27, 2008 at 12:55 am
Eu não tenho que defender as Câmaras (ou outros promotores), mas parece-me que as contas não se fazem assim tão linearmente…
1. Nem todas as turmas têm 20 alunos, há muitas turmas com metade…
2. Nem todas as actividades são dadas na escola, há o preço dos transportes, das piscinas, dos pavilhões (pelo menos quando os utilizam)…
3. Alguns promotores até podem fazer contratos a sério, com descontos para Segurança Social, férias e etc.
Na verdade, desconfio que o montante pago pelo Ministério seja suficiente para garantir uma prestação de qualidade.
Maio 27, 2008 at 12:58 am
… desconfio que o montante não deve ser suficiente…
Maio 27, 2008 at 12:59 am
Ana,
Sim, as AEC´s são/estão uma aberração.
Mas umas mais do que outras…
A professora do seu aluno tinha a obrigação de ter apresentado o caso, certo?
Maio 27, 2008 at 12:59 am
Luísa Novo,
aqui no Grande Porto, Matosinhos e Gondomar(do tenebroso Valentim) celebram contratos com o pessoal das AEC.
“Sabes, este modelo, melhorado, baseou-se no que já existia há muuuuito tempo. As AP´s fazem grandes coisas e quando se aliam verdadeiramente a parceiros de proximidade, tudo é possível.”
Eu sei, por isso é defendo que cada comunidade educativa decida o que quer para a sua escola. O ME deve financiar como faz agora, os 262.50 euros.
Maio 27, 2008 at 1:01 am
1. Quando as turmas são pequenas juntam (não importa que sejam os do 1º com os do 4º, mas juntam – aconteceu com o meu marido)
2. A minha filha tem todas as actividades na escola, os meus alunos (à excepção deste período que têm natação) têm as actividades na escola.
3. Poucos são os que têm contratos (pelas queixas que se vêm pela net, e pelas 3 escolas que referi – todas em concelhos diferentes. Até gostava que a ANMP viesse com esses números.
O montante até chegaria, se as câmaras não quisessem ganhar algum.
Maio 27, 2008 at 1:01 am
DA
Só não percebo a diferença no pagamento dos colegas das AECs. Espero que agora seja uniforme e melhor.
Está a dar o House!
Maio 27, 2008 at 1:02 am
Creio que a maioria dos colegas dão testemunho de casos de alguma(s)experiências que conhecem.
Mas desconhecem o que existia e o que é de facto a realidade das escolas do 1º ciclo e destas ditas “actividades”. Etc.
Maio 27, 2008 at 1:03 am
João,
é verdade. Conheço localidades em que a educação física é sempre praticada fora da escola e isso acarreta custos secundários. E não esqueçamos a coordenação de tudo isto.
Ainda assim, pode fazer-se muito melhor.
Maio 27, 2008 at 1:03 am
Apoiava directamente um menino com dislexia (muito) grave. (..) E dou-me conta que o aluno estava a ter aulas de Inglês. Pois. Inglês ESCRITO.”
Um Agrupamento de escolas bem organizado!
Maio 27, 2008 at 1:03 am
DA (57),
Isso era o que existia anteriormente e foi tudinho “pró lixo”!!!!!!
Maio 27, 2008 at 1:07 am
DA,
Sim. Inglês, actividades extra-curricular, ou lá o que se chamam !!!!!
Maio 27, 2008 at 1:07 am
Ana Henriques,
Quem tem filhos no 1.º ciclo sabe o que se fazia e que foi interrompido.
Repito: o ME deve apenas financiar, anteriormente não o fazia.
Maio 27, 2008 at 1:07 am
Onde ficam os alunos com NEE na hora do Inglês? No Inglês, obviamente.
Maio 27, 2008 at 1:08 am
No fim do ano até podem já saber dizer Yes!
Maio 27, 2008 at 1:08 am
Ana henriques, no comentário 62 estava a ser irónico, a professora de inglês devia ter sido informada que o aluno era disléxico, pelos orgãos competentes.
Maio 27, 2008 at 1:10 am
DA (65),
Não concordo que o ME (o Estado) financie actividades de guarda de crianças. Só o Ensino obrigatório.
Disse.
Maio 27, 2008 at 1:11 am
As aulas de Inglês só resultarão se forem curriculares!
Maio 27, 2008 at 1:12 am
Isso é do âmbito das famílias!
Nos casos de necessidade, devem as estruturas da segurança social, actuar.
Maio 27, 2008 at 1:13 am
Zé,
Exactamente. E por professores com recebam formação para saberem trabalhar com essas idades!!!!
Maio 27, 2008 at 1:18 am
Ana,
Há vários anos que desenvolvo e implemento projectos de actividades extra em escolas de 1º ciclo. Sei o que encontrei, sei o que fiz e sei como está agora.
No essencial concordamos: este, não é o modelo.
Maio 27, 2008 at 1:18 am
Ana
Há muitos profs a leccionar no 1.º C com a variante de Inglês. No meu agrupamento nem haveria lugar para todos. Mas isso implicava mais €€€€ ao ME.
Maio 27, 2008 at 1:18 am
Ana Henriques
“Não concordo que o ME (o Estado) financie actividades de guarda de crianças. Só o Ensino obrigatório.”
E entre pagar 120 euros de ATL na escola pública, há quem prefira pagar 250-350 euros e por os filhos no privado!!!
Maio 27, 2008 at 1:19 am
“pôr”
Maio 27, 2008 at 1:22 am
“No essencial concordamos: este, não é o modelo.”
O problema é se ficámos sem modelo e sem financiamente, que é que alguns, ou muitos(?), espíritos dentro das Escolas/Agrupamentos desejam.
Foram muitas décadas com as EB1s abertas, apenas, das 8 às 13.
Maio 27, 2008 at 1:23 am
Um pormenor,
encontrei alguns alunos bilingues nas EB1:
Falavam fluentemente português e … inglês!
Adoraram, claro, esta opção única de língua estrangeira!!
Este modelo trata todos por igual: e mal!
Maio 27, 2008 at 1:23 am
“financiamentO”
Maio 27, 2008 at 1:25 am
Zé (74),
Eu sei. E tb em outras áreas como a Educação Física, Educação Musical e Educaçao Plástica.
Maio 27, 2008 at 1:25 am
“Este modelo trata todos por igual: e mal!”
Isso acontece em toda a escolaridade, infelizmente.
A discussão passa para outro plano, grupos-turma de nível.
Maio 27, 2008 at 1:27 am
Zé, com. 37
“E meninos, não há desculpa para não dar as Áreas de Expressões. Dão-se para ajudar a compreender a Mat., o Est. do Meio, a L. Port.
Não é isso estimular a criatividade?”
Quando disciplinarizarem o 1.º ciclo isso será impossível.
Maio 27, 2008 at 1:30 am
DA (77),
Porque os pais não quiseram.
Já aqui dei testemunho que, ha seguramente uns 19 anos, escolas publicas tinham horários de funcionamento muito mais alargados do que colégios privados “in” da capital.
Maio 27, 2008 at 1:31 am
Sejamos honestos
As AECs não são levadas a sério. O ME já sabe e, por isso, lançou algumas medidas preventivas. Só que não vão resultar porque não são eficientes.
Maio 27, 2008 at 1:32 am
Este modelo foi uma forma desajeitada de resolver várias coisas:
- a pressão para generalizar a coadjuvância nas expressões, que já existia em muitas escolas, mas não em todas.
- proporcionar as expressões sem aumentar os quadros do ME
- fazer um bonito e iniciar o Inglês que também já existia nalguns casos
- a pressão dos pais no sentido de alargar o horário das escolas
Maio 27, 2008 at 1:32 am
DA (82),
Nada de confusões. Discordo totalmente com a disciplinização do 1º ciclo que neste momento existe.
Maio 27, 2008 at 1:36 am
Não há disciplinização no 1.º Ciclo se o prof quiser.
Maio 27, 2008 at 1:38 am
Pois tinham, Ana, mas não eram gratuitos…
E quando as famílias ouviram falar em “gratuito” não quiseram ouvir mais nada!
Nem pagar mais nada…
Nem sequer perguntaram como ia funcionar…
E assim… muitos projectos fora de série foram por água abaixo.
Maio 27, 2008 at 1:41 am
Zé,
a regulação do número de horas a leccionar de cada área disciplinar, a afixação desse horário, rígido, comunicado aos pais, a implementação dos sumários, tudo isso preparou caminho para a fusão do 1º e 2º ciclos.
Maio 27, 2008 at 1:44 am
Zé (87),
E se a inspecção aparece, como é !?
Maio 27, 2008 at 1:46 am
Já não tenho idade para ter medo das inspecções!
Maio 27, 2008 at 1:48 am
Zé,
mas não há quem no meio desta discussão do 2.º ciclo, faça da monodocência no 1.º ciclo a origem de todos os males?
Defendendo um prof. para as línguas, outro para a Matemática(presume-se licenciado em Matemática ou então engenheiro
) e outros para as Expressões.
Maio 27, 2008 at 1:48 am
Zé,
mas não há quem no meio desta discussão do 2.º ciclo, faça da monodocência no 1.º ciclo a origem de todos os males?
Defendendo um prof. para as línguas, outro para a Matemática(presume-se licenciado em Matemática ou então engenheiro
) e outros para as Expressões.
Maio 27, 2008 at 1:51 am
DA,
tu leste com atenção o que o Pena Pires escreveu sobre a instituição escola/família?
Até foste tu q puseste aqui…
Acreditas q não consigo parar de pensar naquilo?
Maio 27, 2008 at 1:51 am
o 1.º ciclo dever-se-ia manter como está e que fossem implementadas as coadjuvações, como prevê a LBSE. Os coadjuvantes podiam ser colegas do 2.ºciclo.
Maio 27, 2008 at 1:53 am
Esta gente que fala em “traumas” implementou algo absolutamente inacreditável, que nunca existiu no 1º ciclo: disciplinização no 1.º Ciclo com um professor único para a Matemática, Lingua Portuguesa e Estudo do Meio Fisico e social. Colocou as actividades curriculares programáticas, em extras, quer dizer nao obrigatório e só para alguns brincarem ao inglês, etc.
Retiraram completamente do 1º ciclo os professores de apoio pedagógico que ha anos que aí trabalhavam. Acabaram praticamente com a Educaçao especial.
Os auxiliares estão em vias de extinção.
No entretanto esbanja-se dinheiro em intervenções precoces(!), em AEc, e em outras palhaçadas do genero.
Maio 27, 2008 at 1:57 am
Zé,
os colegas do 2º ciclo a limpar os narizitos e as lágrimas? A dar beijinhos e apertar os cordões? A vigiar se eles bebem o leite todo? Com o cuisennaire e o tangran? A controlar os pokémons? heheheh
Maio 27, 2008 at 2:02 am
Zeco
Não esqueças que muitos colegas do 2.º ciclo foram da minha turma na ESE.
Maio 27, 2008 at 2:02 am
Zé,
Exacto. Nas Actividades de Apoio ás famílias, devem ser utilizados os edificios das escolas, como o eram, na forma como cada comunidade estabeleça.
Não concordo com o financiamento destas actividades extra pelo ME. Essas verbas devem ser canalizadas para professores de apoio pedagógico como até aqui ou para bolsa de 2 ou 3 professores para substituições de professores, por exemplo.
Maio 27, 2008 at 2:05 am
“tu leste com atenção o que o Pena Pires escreveu sobre a instituição escola/família?”
Desde que soube que era companheiro da “nossa” senhora, vou habitualmente ao blogue.
Deves saber que MLR foi interna de um colégio, não cresceu no seio da família, daí…
Maio 27, 2008 at 2:06 am
Não esqueço, mas gosto da especificidade do 1º ciclo.
Eu também posso (poderei em breve) leccionar os dois ciclos.
Mas o riso foi a pensar nos outros colegas que nunca tiveram contacto com os pequenotes. E se calhar até iam adorar. É outra realidade.
Maio 27, 2008 at 2:08 am
Zé,
“Não esqueças que muitos colegas do 2.º ciclo foram da minha turma na ESE.”
Mas “fugiram” para o 2.ºciclo,por alguma coisa.
Trabalhar 25 horas a sério, isto porque do 5.º ano em diante, uma hora são 45 minutos, não é para todos.
Maio 27, 2008 at 2:08 am
Zeco
Gostei dessa de controlar os pokémons.
E quando me perguntam como se escreve o nome de detetminado jogo da PS ou de um jogador estrangeiro?
É bem interessante tabalhar com alunos destas idades!
Maio 27, 2008 at 2:10 am
DA,
é assustador. Foi o que eu pensei. Traumas sim, e dos grandes.
Agora, vou. Amanhã tenho aulas, dou aulas, um filho na biblioteca a fazer gracinhas a que quero e tenho que assistir, outro com dentista a meio do dia e….
Até amanhã…
Maio 27, 2008 at 2:11 am
Metendo-me na conversa do Zé e da Quero ser um professorzeco, também sou favorável à monodocência no 1.ºciclo, com apoio em algumas áreas.
O professor titular de turma é para os miúdos muito mais do que um professor.
Maio 27, 2008 at 2:12 am
Zé,
1º ciclo, sem dúvida!
Maio 27, 2008 at 2:12 am
Da (100),
Bem sabemos que ela é uma “traumatizada” porque não teve família. E foi para sociologia para tentar “curar” os seus “traumas”. Um socioólogo não “é isto”! Isto é trauma xixiologico!
Mas milhões de portugueses não têm que ter “traumas” porque ela tem e lhe apetece, não é verdade?
Também sabemos que o pai era padre.
Mas nem todos os filhos de padres são “traumatizados”.
Maio 27, 2008 at 2:12 am
DA
Não fugiram para o 2.ºc muitos deles. Não apanharam foi lugar no 1.ºC. Não esqueças que no 1.º C. havia também mais hipóteses de não sair do distrito o para muitos era óptimo.
Maio 27, 2008 at 2:13 am
Até amanhã.
Maio 27, 2008 at 2:15 am
Bom, assim não vou embora….
Eu acho que era mais importante haver mais um professor para fazer efectiva recuperação de alunos. Esse é que é o grande problema.
Maio 27, 2008 at 2:16 am
Até amanhã, colegas Pois haverá sempre um amanhã na educação, com profs como vós.
Maio 27, 2008 at 2:16 am
Zé, no Litoral é mais fácil efectivar no 1.ºciclo, nos últimos anos muitos dos professor das variantes têm efectivado nos QZP 11 e 23 do 1.º ciclo, mal podem vão para o 2.º ciclo. Basta consultar as listas.
Maio 27, 2008 at 2:17 am
Apoio pedagógico e apoio especializado.
O Marçal Grilo esta na RTP2.
Maio 27, 2008 at 2:20 am
No interior Norte, há QZPs com mais de 200 profs do 1.º Ciclo sem turma. Colocados administrativamente. As escolas estão todas a encerrar com isto da concentração.
Maio 27, 2008 at 2:20 am
“Eu acho que era mais importante haver mais um professor para fazer efectiva recuperação de alunos. Esse é que é o grande problema.”
Do 5.º ano em diante não faltam horas de apoio, Estudo Acompanhado com 2 professores, e muitos alunos não recuperam.
Nos 1.ºs anos como professor também achava que mais professores ajudavam a melhorar o ensino, com o tempo fui-me apercebendo que não era bem assim.
Maio 27, 2008 at 2:25 am
“No interior Norte, há QZPs com mais de 200 profs do 1.º Ciclo sem turma. Colocados administrativamente. As escolas estão todas a encerrar com isto da concentração.”
Eu sei, Bragança, Vila Real…
E esses professores, colocados administrativamente, contribuem para melhorar o ensino.
Até há uns anos, a escola do 1.º ciclo dos meus filho, com 300 alunos, tinha cerca de 10 professores noutras “funções educativas”, agora tem 2, não noto muitas diferentes.
Maio 27, 2008 at 2:26 am
E esses professores, colocados administrativamente, contribuem para melhorar o ensino?
Maio 27, 2008 at 2:32 am
DA,
As questões que colocou nos comentários anteriores são o cerne dos problemas do sistema educativo português.
Tou ja mt cansada e tenho que ir domir. Trabalho de manhã.
Teremos decerto até aqui neste forum de debater a questão.
Boa noite a todos.
Maio 27, 2008 at 2:32 am
DA,
conheço uma professora de 1º ciclo, que se reformou este ano, em Dezembro, e que permanece na escola, em regime de voluntariado. Só ela, que é excelente, já faz a diferença.
Maio 27, 2008 at 2:33 am
DA
Claro que esses profs não contribuem para melhorar o ensino.
Servem vaidades de CEs.
Maio 27, 2008 at 2:34 am
Mas não está na sala de professores. Está sempre com um ou dois alunos que precisam de um apoio pontual, em determinada acitividade ou conteúdo.
Maio 27, 2008 at 2:35 am
Zeco
Por excelentes que sejamos, não devemos ser voluntários no Me. Há muita gente que necessita de trabalhar e ter também um vencimento.
Maio 27, 2008 at 2:38 am
Mas essa opção não existe! Ou está lá esta professora, ou não está lá ninguém. Neste agrupamento não há professores de 1º ciclo sem turma.
Maio 27, 2008 at 2:40 am
Há profs que podem ser contratados se o CE justificar a sua necessidade.
Maio 27, 2008 at 2:42 am
DA,
se não houvesse nenhum professor sem turma, notavas a diferença. Agora, 10?????!!!
Maio 27, 2008 at 2:43 am
Invertendo uma frase feita: O prof não deve ser demissionário, mas também não é missionário!
Maio 27, 2008 at 2:45 am
O CE tem mais, como dizer, tendência para se preocupar com a sede do agrupamento do que com as EB1.
E por hoje fico-me por aqui. Boa noite!
Maio 27, 2008 at 2:48 am
Boa noite!
Maio 27, 2008 at 12:03 pm
Isto são os delírios de uma equipa sociopata que tem como finalidade empobrecer a escola e assassiná-la.
Estamos a discutir o assassínio da escola, como escola para passar a ser um local, escola, onde se entretem e se ensina o menos possível, e onde se faz testes de aferição com o mínimo de exigência para subir o nosso ranking estatístico. E isto tudo poupando onde não se deveria poupar e esbanjando em actividades para encher o olho e ocupar os meninos enquanto os papás estão no trabalho e nem lutam por melhore horários, nem condições de trabalho e se demitem de poderem usufruir da companhia e do amor dos filhos.
Esta sociedade está descaracterizado e em vias de extinção.
Maio 27, 2008 at 12:43 pm
DO QUE EU TENHO PENA É DE NÃO TER UM HORÁRIO QUE ME PERMITA IR BUSCAR A MINHA FILHA MAIS CEDO ,ANTES DAS AEC. SINCERAMENTE ,OS PROFESSORES DA ESCOLA DELA SÃO JOVENS SEM ESTÁGIO PEDAGÓGICO E POR AQUILO QUE TENHO VISTA ,A MAIORIA NÃO SABE ENSINAR CRIANÇAS PEQUENAS .A professora de Inglês ,limita-se a dar canções de adultos ,eles copiam a letra 3 vezes e é assim a aula !É ISTO UMA AULA ???
Maio 27, 2008 at 2:17 pm
anamaria (130),
Bem, se entrarmos por “essas questões” não fica pedra sobre pedra das AEC/s!!!!
Óbvio.
Maio 27, 2008 at 2:30 pm
DA (116),
“Até há uns anos, a escola do 1.º ciclo dos meus filho, com 300 alunos, tinha cerca de 10 professores noutras “funções educativas”, agora tem 2, não noto muitas diferentes.”
Garanto-lhe que o máximo de professores que essa escola teria em Apoio Educativo seriam 3 professores e eventualmente 1 ou 2 dependendo dos casos de alunos de Educação Especial. Se me disser que existiam casos de deficiência muito graves integrados, poderia existir mais um professor. Estou a dar um exemplo.
Nas escolas do 1º ciclo não há APA/s e eram colocados um ratio de professor de Apoio Educativo por turma. Penso que 1 para 5 turmas. Como os problemas nas salas de aula de ano para ano aumentam alguém consegue imaginar o que é um professor para apoiar 5 turmas! Bem, mas isto era o que existia.
Com esta (des)equipa acabaram os APA/s (apoio pedagógico) no 1º ciclo, para ajudar a recuperar alunos com muitas dificuldades de aprendizagem e muito atrasados nas matérias. Como tb acabaram com os professores de educação especial, e os auxiliares de acção educativa tb estão em vias de extinçao, restam os professores com as turmas totalmente ao colo. E os papás (muitos) que são tão meigos para os prof/s do 1º ciclo. Normalmente tratam-nos por “dona qualquer coisa”, isto (só) como aperitivo. O prato forte, é quando entram sala de aula dentro e resolvem ir dar o telemóvel á prole ou vão lá ajustar umas contas com o/a prof. por causa das calças da criança irem um pouco sujas para casa!!!!
Maio 27, 2008 at 4:18 pm
Se calhar o meu comentário já vai um pouco tarde mas mesmo assim arrisco:aqui na Madeira pelo que me apercebo as coisas são um pouco diferentes daí,falando do primeiro ciclo onde as prés estão inseridas existe a terminologia de ESCOLAS A TEMPO INTEIRO,estas funcionam das 8.30 às 18.30 e sem falar da parte da pré,aqui vai uma ideia na minha escola:de manhã são as curriculares de 1. e 2. ano,almoçam á uma e meia e á tarde têm conforme o dia natação,música,educação fisica,ingles,expressão plastica,informática,sala de estudo,biblioteca,extras curriculares dadas por professores,com colocação pela secretaria da educação;o 3. e 4. ano têm as extras de manhã e as curriculares à tarde,saliento ainda que dentro das curriculares também têm uma aula por semana de ed.fisica,ed.musical e ingles.Isto passa-se na ilha toda e sem exagerar à mais de dez anos……
Maio 27, 2008 at 6:54 pm
DA -102
“… porque do 5.º ano em diante, uma hora são 45 minutos,…”
Isso é uma grande confusão que já vi referida em várias situações. Uma hora de trabalho sempre correspondeu a 50 minutos na sala com os alunos. Os restantes 10min são o necessário para mudanças de salas (muitas vezes de blocos) e trocas de livros de ponto e os intervalos de 15 ou 20 minutos não contam como tempo de trabalho.
O somatório das diferenças entre os 45 e os 50 minutos consta do horário do professor,
convertido em componente lectiva -apoio específico à disciplina.
Maio 27, 2008 at 6:59 pm
Quem estiver interessado na minha sugestão podemos enveredar por um caminho semelhante.
É só constituir uma empresa na hora, um merchandising todo varguardista e utilizar o mercado que está por explorar.
http://arlindovsky.wordpress.com/2008/05/27/show-business-supostamente-muito-rentavel/
Maio 27, 2008 at 8:09 pm
Ora aqui vai a minha polémica opinião sobre muitas destas coisas.
Em 1º lugar e para que conste (DA #82)- o 1º ciclo já foi disciplinarizado. A partir do momento em que o ME enviou às escolas(leia-se agupamentos) orientações para cumprimento de horas por disciplinas (8h semanais para Matemática, 7h para Língua Portuguesa e 5h para Estudo do Meio),os CEs que por acaso, se situam maioritariamente nas escolas sede(2º e 3º ciclos)logo se apressaram a exigir tudo isto transposto para horários, acrescentando “obrigatoriamente” 1h semanal para Área de Projecto. Passaram a sobrar 90minutos semanais para as Áreas da Expressão e Educação Físico-motora, musical e dramática e plástica, ou seja, deixou de ser possível em 90 minutos trabalhar todos os blocos temáticos destas áreas. Estes CEs também correram a distribuir pelas escolas do 1º ciclo com carácter obrigatório os livros de pontos iguaizinhos aos do 2º ciclo. Nestas e noutras pequenas/grandes coisas ignoraram por completo as especificidades do 1º ciclo e do pré-escolar e fizeram tudo para o tentar tornar igual ao 2º ciclo.
Será que a esta hora já perceberam o contributo enorme que deram para esta causa?
Maio 27, 2008 at 8:17 pm
E acreditam que os profs do 1º ciclo cumprem esse horário?
Tretas…
Maio 27, 2008 at 8:28 pm
“E acreditam que os profs do 1º ciclo cumprem esse horário?
Tretas…”
A questão não é essa.
A questão é que esse foi o “seviço” mostrado e prestado às hierarquias superiores, que interpretaram esses sinais/respostas positivas como se está a ver…
Maio 27, 2008 at 8:33 pm
Os profs do 1.ºCiclo não cumprem o h´rário à risca porque não podem.
Se não estiverem na escola 10 minutos antes da hora lá aparecem os paizinhos a reclamar que estão atrasados para irem trabalhar.
Se saíssem à hora, quem calaria os paizinhos por deixarem as crianças abandonadas só porque o pai se atrasou no trânsito?
Maio 27, 2008 at 9:15 pm
Na Junta de Freguesia de Ramalde ,as AEC funcionam muito bem ,têm cordenadores para as várias actividades .Sei que a coordenadora de Inglês que é uma verdadeira professora ,que tirou o curso na faculdade de Letras do PORTO ,QUE FEZ ESTÁGIO INTEGRADO …FAZ UM EXCELENTE TRABALHO .Coisa estranha ,essa professora não pode concorrer ao 2º ciclo mas pessoas dos “Piaget ” com formação em tradução ,podem !Pelos vistos esta senhora tem habilitações a mais para dar aulas ao 5º ou ao 6ª ano .É ultrapassada nos concursos por pessoas que tiraram um cursito numa privada e que sabem muito menos do que ela .Enfim ,estas injustiças vêm de há muitos anos !!
De qualquer forma quero dizer que esta senhora ensina o Inglês para crianças como deve ser .Quem me dera que a minha filha tivesse uma professora assim !
Maio 27, 2008 at 11:22 pm
Professora (136),
Ainda bem que ~concretiza o que se passa no 1º ciclo porque os colegas que trabalham nos 2/3º ciclos e secundária, regra geral, não sabem que o 1º ciclo sofrem uma grave intervenção, para muito pior, uma vez que diariamente têm que programar tudo em função de um número de horas “receita nacional” que nunca se viu nem no tempo do fascismo. Por outro lado, as actividades programáticas das áreas das expressões foram encurraladas para uns míseros minutos por semana e isto porque os professores reclamaram que são programáticas, porque inicialmente foram simplesmente abolidas.
As AEC não são de frequência obrigatória e não têm, regra geral, o mínimo de qualidade. Mas o que não concordo de todo é com estas AEC!!! É o tempo e o espaço da brincadeiras, das crianças conviverem com a família ou com os colegas e amigos num ambiente alegre e descontraido. São Tempos Livres. Eram Tempos Livres.
Devem regressar a ser tempos de lazer “das crianças” deste país após CINCO horas de trabalho com os seus professores e colegas.
Maio 27, 2008 at 11:31 pm
MaisUmaProfessorazeca (138),
Se não cumprirem esses tempos (horários) estão em incumprimento da própria lei. Se lhe entrar pela sala “alguém”, na hora x que está programado L. Portuguesa, e estiver a fazer exerc´cios de cálculo mental, a (sua) avaliação profissional (pode) ser de facto afectada.
Parece que estamos entendidos quanto ao não cumprir os tempos definidos pela 5 de Outubro!
Maio 28, 2008 at 2:10 am
Já venho tarde…
Ana Henriques, comentário 132,
“Garanto-lhe que o máximo de professores que essa escola teria em Apoio Educativo seriam 3 professores e eventualmente 1 ou 2 dependendo dos casos de alunos de Educação Especial.”
É isso de apoio educativo/sócio-educativo eram 3 ou 4, os outros estavam ao abrigo de uma portaria qualquer de 1999 que dispensava os professores de funções lectivas em casos de doença.
Mariaprofessora, comentário 134,
“Uma hora de trabalho sempre correspondeu a 50 minutos na sala com os alunos.”
1 hora de trabalho é uma hora de trabalho, em qualquer profissão. A cada 50 minutos correspondiam 10 minutos de intervalo. Entrávamos na escola às 8:30 e saíamos às 13:30, correspondia a 5 horas. Agora corresponde a 6. E os 90 ou 45 de compensação que temos marcados no horário não são destinadas ao Currículo Nacional. Mais, quando calculamos o n.º de horas de trabalho, transformamos estes tempos em mais horas lectivas, dizemos: “tenho 24 horas por semana”.
De resto um dos objectivos da reforma dos 90 minutos foi tapar horários zero. Uma turma do 3.º ciclo até 2001 exigia 31 horas de trabalho docente, agora exige 38 horas (tempos).
Anamaria, comentário 140,
A sua filha anda numa EB1 do Porto?
curiosidade…
Maio 28, 2008 at 6:34 pm
Não ,a minha filha anda numa Eb1 de Gondomar ,infelizmente pois aqui a autarquia não liga nada à educação .Só liga às “flores ” Pagam uma viagem de avião aos meninos no quarto ano mas a escola da minha filha não tem condições condignas .
Maio 28, 2008 at 7:28 pm
Quanto à junta de freguesia de Ramalde ,Porto ,sei como funciona em termos de AEC pois tenho lá um sobrinho .
Maio 29, 2008 at 1:48 am
anamaria,
“a minha filha anda numa Eb1 de Gondomar”
Obrigado.
Mas em Gondomar os professores das AECs até têm contrato, provavelmente estão mal organizados.
As minhas crianças andam numa EB1 de Paranhos, Porto.
Julho 10, 2008 at 12:14 pm
Qual é a entidade competente pelas aec em Gondomar e OVar?
Outubro 3, 2008 at 6:44 pm
quero saber se minha escolaridade consta em algum arquivo,em relação a escola que estudei(escola joão paulo segundo, localizada em são gonçalo no bairro laranjal, que hoje virou uma etituição para pessoas carentes,desde já agradeço por sua colaboração.
Abril 24, 2009 at 1:41 am
Depois de ter descoberto por acidente este blog fiquei realmente chocado ao assistir a tanto reaccionário junto com o ego inflamado a dizer…PORQUE EU…QUE SOU BOM PROFESSOR!!!…que tenho soluções para tudo..que critico tudo….porque…Pobre gente que se julga tão diferente e afinal não passam de mais uns a juntar á mentalidade mesquinha nacional que crítica tudo o que muda e o que está na mesma…Concordo que acertam em várias coisas…afinal atiram para todo o lado…menos para o seu, já que a ausência de espírito crítico os iliba totalmente do passado e do estado actual do ensino.