(Cantar e praticar em todas as escolas)
Professores de Portugal
Gente nobre e denodada
Força fértil e vital
Desta Pátria sublimada
Acorrei à barricada
Defender a Educação
Dos filhos desta Nação
Oprimida e ultrajada
Está na hora de lutar
Com a nossa indignação
Está na hora de lutar
É preciso dizer NÃO
NÃO à prepotência vil
À torpe mediocridade
NÃO à morte de Abril
Aos chacais da liberdade
NÃO ao silêncio da voz
Ao sonho depauperado
NÃO à ruína do legado
Dos nossos probos avós
Está na hora de lutar
Com a nossa indignação
Está na hora de lutar
É preciso dizer NÃO
Recolhido do Dardomeu
Maio 25, 2008 at 4:03 pm
O portuganhês prefere lastimar-se a agir.
O Repto que se segue é para os portugueses (desculpem, mas é o que sinto)e não para os portuganheses.
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
REPTO EM TOM DE DESAFIO
O actual estado da educação e os sistemáticos atropelos à classe docente exigem ACÇÃO.
Apelando à reflexão e/ou à luta ou tentando manter os professores informados, são vários os movimentos de professores e diversos os blogs de educação que procuram manter viva a chama e lutam contra a degradação do estado da educação e contra as injustiças que têm vindo a ser sistematicamente cometidas contra a classe docente, sobretudo por parte da equipa ministerial da 5 de Outubro e do Governo que a dirige.
Assim, venho lançar aqui um desafio público a todos os dirigentes, coordenadores e membros de comissões de movimentos, bem como a todos os dinamizadores de blogs sobre educação, a criação de um MOVIMENTO ÚNICO de professores, de âmbito nacional, capaz de representar e mobilizar todos os professores, sobretudo daqueles que se sentem desamparados, insatisfeitos ou não representados pelas estruturas existentes.
Não, não se pretende mais um movimento! Pretende-se um movimento que congregue todas as propostas e todos aqueles que, efectivamente, querem que se dê um passo em frente.
Com carácter apartidário e independente dos sindicatos, visa-se um movimento de unidade que represente todos os professores, sindicalizados ou não, que desencadeie, dinamize e organize formas de luta que dêem voz ao descontentamento da classe.
Embora não se trate de mais um sindicato que pretenda dar voz a todos aqueles que não se sentem representados pelos actuais, naturalmente, este movimento terá de ter um departamento jurídico, encabeçado por uma figura conhecida, que possa dar o apoio necessário aos professores que a ele pretendam recorrer.
Além dos dirigentes, coordenadores, membros de comissões de movimentos, deixo aqui o apelo a mais alguns nomes: Ramiro Marques, Paulo Guinote, Fernando Cortes Leal, João Tilly, Francisco Trindade, António Ferreira, Mário Machaqueiro, José Luiz Sarmento, Luís Novo, Henrique Santos, Carlos Fontes, António Torres, Jaime Ribeiro, João Pedro Costa, José Joaquim, Margarida Correia, Mário Carneiro, Miguel Pinto, João Simas e tantos, tantos outros, cujos nomes são conhecidos. Nada impede que cada um continue os projectos que tem vindo a desenvolver contribuindo simultaneamente para um projecto abrangente, sólido, necessário e urgente!
Todos os que quiserem participar activamente na formação e dinamização do movimento são bem-vindos.
Podem contar comigo e com mais alguns colegas com quem conversei e que estão disponíveis para a luta.
As respostas podem ser enviadas para o e-mail mobilizar.e.unir.professores@gmail.com, que fará a ponte entre todas as pessoas disponíveis através dos contactos chegados, a fim de se combinar entre todos uma reunião para, pessoalmente, criarmos as bases para este projecto que urge estar de pé o mais depressa possível.
Ilídio Trindade
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
Maio 25, 2008 at 4:05 pm
Cartaz,
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/do-repto-aos-apoios.html
Maio 25, 2008 at 4:24 pm
aNA ESTE TEXTO TEM ALMA PORTUGUESA EMBORA ESCRITO PELO KANT
A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.
Maio 25, 2008 at 4:25 pm
SOMOS TODOS BONS
Todos os fins são neutralizados, e os juízos de valor viram-se uns contra os outros:
Dizemos bom aquele que só escuta o seu coração, mas também aquele que só escuta o seu dever;
Dizemos que é bom o indulgente, o pacífico, mas também dizemos que é bom o valente, o inflexível, o rígido;
Dizemos bom aquele que não pratica a violência contra si próprio, mas também dizemos bom o herói, que triunfa de si mesmo;
Dizemos bom o amigo da verdade absoluta, mas também dizemos bom o homem piedoso, que tudo transfigura;
Dizemos bom aquele que é altaneiro, mas também dizemos bom o homem piedoso;
Dizemos bom o homem distinto, o aristocrata, mas também dizemos bom aquele que não é, nem desdenhoso, nem arrogante;
Dizemos bom o homem cordato, que evita conflitos, mas também dizemos bom o que deseja a luta e a vitória;
Dizemos bom aquele que quer ser sempre o primeiro, mas também dizemos bom aquele que não deseja sobrepor-se a ninguém.
Friedrich Nietzsche, in ‘A Vontade de Poder’
Maio 25, 2008 at 4:29 pm
“Se considerarmos que, por esse mundo fora — o mundo livre, claro — se celebram os quarenta anos do chamado “Maio de 68″ e que é precisamente essa geração e a seguinte que ocupam actualmente as cadeiras do poder e os lugares mais relevantes das instituições e empresas deste país, então não podemos evitar a perplexidade perante esta lamacenta quietude, que nos entorpece o cérebro e os membros. Muitos dos que tiveram Hoodstock no coração e símbolos hippies ao peito transformaram-se em pequenos e iluminados “ditadores”; outros, filhos dos primeiros e em número muito mais generoso, constituem hoje uma pátina social passiva, incapaz de alcançar o digno estado da indignação. Verdadeiramente surpreendente! E, cá por casa, ainda tivemos o “Abril de 74″! Conclusão: os papás aburguesaram-se, desenvolveram uma certa vergonha dos ideais da juventude e não contaram as histórias todas aos seus filhotes, ou melhor, substituíram, no final das fábulas, a moral dos princípios pela moral das conveniências, sem dúvida muito mais inteligente e proveitosa. Ganhou com isso a cobardia, que se tem requintado numa prodigiosa diversidade quase tão deslumbrante como a Primavera.
Vamos então observar, um pouco mais de perto, esta fauna promissora, que se tem desenvolvido espantosamente num habitat propício às suas características bioéticas, tendo mesmo alcançado o topo da cadeia alimentar.”
Continua aqui:
http://dardomeu.blogspot.com/2008/05/dardomeu-dardomeu.html
Maio 25, 2008 at 4:32 pm
estarei com o acesso bloqueado?
Maio 25, 2008 at 4:33 pm
Permitam-me que vos sugira… http://thebraganzamothers.blogspot.com/2008/05/portugueses-lanam-se-na-corrida-aos.html
Maio 25, 2008 at 4:34 pm
dois links…
http://thebraganzamothers.blogspot.com/2008/05/portugueses-lanam-se-na-corrida-aos.html e http://porquemedizem.blogspot.com/2008/05/o-regente-da-banda.html
Maio 25, 2008 at 4:35 pm
http://thebraganzamothers.blogspot.com/2008/05/portugueses-lanam-se-na-corrida-aos.html
Maio 25, 2008 at 4:39 pm
Será o SIS?
Maio 25, 2008 at 4:41 pm
http://porquemedizem.blogspot.com/2008/05/o-regente-da-banda.html
Maio 25, 2008 at 4:41 pm
Desisto…
Maio 25, 2008 at 4:44 pm
bigbrother,
A História de Portugal faz-se de 3 grupos
“os castelhanos ou estrangeirados” “os lusitanos ou portugueses” e o “povo ou português comum”.
Quando os “estrangeirados” tomam o poder “os lusitanos ou portugueses” têm que conspirar. Depois o “povo” aplaude. Até lá népias.
(O português comum, em democracia e em ditadura, verga-se a qualquer poder (H.D.))
Restam os tais “Lusitanos”.
Maio 25, 2008 at 5:00 pm
Quink644, não percebo o que se passa, mas os seus comentários estão aí!
Maio 25, 2008 at 5:02 pm
Não, vou mandar-lhos para o seu email.
Um abraço
Maio 25, 2008 at 5:04 pm
Já os desbloqueei. Por qualquer razão os links foram filtrados como spam, mais uns quantos da Ana Henriques.
Maio 25, 2008 at 6:19 pm
Está tudo aqui, até o novo blogue do Paulo Pedroso, com CAIXA DE COMENTÁRIOS e tudo!…
Pela sua rica saudinha, NÃO DEIXE DE IR LÁ!…
http://thebraganzamothers.blogspot.com/2008/05/paulo-pedroso-abre-o-seu-blogue-autnomo.html
Maio 25, 2008 at 8:36 pm
Obrigado Paulo, eu não estava a perceber nada.
Um abraço,
quink644
Maio 25, 2008 at 10:25 pm
Gostei muito do «legado dos nossos probos avós»
Depois interroguei-me de quais. Porque no que me toca de um lado eram convictos fascistas e do outro convictos democratas. Eu sei é poesia e não a queria estragar mas quando se faz poesia sobre realidade acontecem destas coisas!
De qualquer modo as minhas desculpas.
Maio 25, 2008 at 10:32 pm
O texto de Kant do comentário 3, muito conhecido, servindo normalmente para ilustrar o iluminismo, é um bom exemplo do que não é um pensamento único.
Maio 25, 2008 at 11:20 pm
Já escrevi 2 comentários e não entraram. Desisto.
Maio 25, 2008 at 11:31 pm
Vou tentar o 4º comentário na esperança que os outros não apareçam.
Filme “O Leopardo” de Luchino Visconti. Lembram-se?
“Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”.
Maio 25, 2008 at 11:33 pm
Todas as revoluções sociais ao longo da história trouxeram consequências fundamentais.
Maio 25, 2008 at 11:34 pm
Não gosto dos termos “tuga” ou do “portuganhês”.
Maio 25, 2008 at 11:36 pm
O Marx continua dentro do prazo de validade.
Dai que a “Nomenklatura” o continue a estudar e a debater.
Maio 25, 2008 at 11:38 pm
“As Aventuras de João Sem Medo” de José Gomes Ferreira.O João que vivia em Chora-Que-Logo-Bebes atreveu-se a saltar o Muro que amedrontava a população.E quando voltou, contou o que viu.
Maio 25, 2008 at 11:40 pm
Foi aos pedaços, mas agora entrou.
Não se percebe bem, mas o que conta é o “empenho”:-)
Maio 26, 2008 at 1:16 am
Eu recuso-me a cantar na escola aquilo lá em cima!
Como nunca cantei aquela da gaivota que voava, voava, filha….nunca mais se cansava.