Confap promove Debate sobre o Ensino Básico
Não sei se dará para notar só pelo título, mas lendo completamente a nota até ao fim percebe-se o entusiasmo a transbordar pelo Conselho Executivo da Confap perante a hipótese de infantilizarmos ainda mais o nosso ensino.
Aliás, é feito mesmo o apelo para que isso se faça desde já, mesmo antes de reunidas quaisquer condições técnicas e humanas para o efeito. E a Confap prontifica-se para, com o CNE e o ME fazer avançar tudo, sem qualquer menção aos professores em tudo isto, numa atitude de ostensiva e ofensiva indiferença para com a sua opinião.
A CONFAP propõe-se a intervir, no quadro do CNE e dos contactos regulares que mantém com o ME, no sentido de levar a que uma das soluções propostas no estudo (e à qual a Comunicação Social deu mais visibilidade), a fusão do 1º e do 2º ciclo, seja feita com a implementação da docência coadjuvada.
Melhor, a Confap entra em absoluto delírio e propõe para o 1º CEB algo como isto:
(…) para a CONFAP, afigura-se perfeitamente possível, à semelhança do que já acontece em aulas do ensino secundário, que as turmas sejam divididas em dois grupos e trabalhem alternadamente em períodos de 45 minutos, a matemática e a física por exemplo.
Nesta matéria, seria bom que o Ministério da Educação colocasse um pouco de rédea na sua criatura, pois quer-me parecer que ela está claramente a começar a querer ultrapassar o seu criador e a ter uma vida quase própria, como se a política educativa tivesse passado a ser definida a partir de Gaia. Mesmo que alguém tenha, a partir da 5 de Outubro, dado luz verde para esta investida das «famílias» em matéria de opinião pública, a verdade é que é exigível um mínimo de decoro.
Independentemente da decisão política do Governo que recaia sobre as conclusões deste estudo, após o debate no CNE e na sociedade portuguesa, for ou não no sentido da referida fusão de ciclos, entende a CONFAP que é inadiável que no 3º ciclo se implemente, de imediato, o trabalho para as áreas de saber conforme prevê a Lei de Bases do Sistema Educativo há 22 anos!
Claro que o ponto de exclamação tenta ocultar, pela veemência retórica, como se faz uma leitura selectiva da Lei de Bases do Sistema Educativo, que em lado nenhum propõe, ou sequer prevê, a fusão dos 1º e 2º CEB (essa era a proposta que foi vetada, a instâncias do PS, por Jorge Sampaio), assim como se estranha a evocação, para este efeito, da LBSE, quando se passa sobre ela como vinha vindimada no que se relaciona com o novo modelo de gestão escolar, cujas soluções são incompatíveis com a dita Lei de Bases.
Mas qualquer leitura, mesmo incompetente e facciosa, da Lei de Bases permite perceber até que ponto se evoca algo que não está escrito, como se pode comprovar pelo seu artigo 8º:
1 – O ensino básico compreende três ciclos sequenciais, sendo o 1º de quatro anos, o 2º de dois anos e o 3º de três anos, organizados nos seguintes termos:
a) No 1º ciclo, o ensino é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas;
b) No 2º ciclo, o ensino organiza-se por áreas interdisciplinares de formação básica e desenvolve-se predominantemente em regime de professor por área;
c) No 3º ciclo, o ensino organiza-se segundo um plano curricular unificado, integrando áreas vocacionais diversificadas, e desenvolve-se em regime de um professor por disciplina ou grupo de disciplinas.
Eu sei que terei sido o primeiro a considerar que o Presidente da Confap se quer apresentar como o verdadeiro Secretário de Estado da Educação deste Governo e que, quando em digressão, se comporta como o guarda-costas-mor dos governantes desta área, mas terá que existir algum pudor em tudo isto, pois a partir de certo momento tudo cai no absoluto ridículo.
É que, para fim de conversa, a Lei de Bases em vigor, não permite a fusão dos 1º e 2º CEB. Ponto final, parágrafo.
Se também nesta matéria – como com a gestão escolar – quase toda a gente decidir assobiar para o lado e fingir que não dá pela inconstitucionalidade é uma completa vergonha.
Entretanto, não sei se era este tipo de texto que o comentador AFCastilho pretendia quando me enviou o link para a notícia desta iniciativa, mas confesso que foi o que se conseguiu arranjar.
Quanto à banda sonora adequada a este tipo de delírio, penso que poderemos ir por aqui.
Maio 25, 2008 at 6:06 pm
O albino parece um pénis erecto…de tão excitado quando atingir o orgasmo explode…
Maio 25, 2008 at 6:32 pm
Eu acho que , para os lados de gaia , aquela água não anda boa para beber!!!… (Têm que perguntar ao Menezes que põe ele na água…) só pode…
Maio 25, 2008 at 6:42 pm
Já viram isto?
http://diario.iol.pt/sociedade/escola-transicao-1-ciclo-2-ciclo-educacao-fusao/955688-4071.html
Parece que nem toda a gente entende a fusão da mesma maneira… estes fazem no 1ºCiclo (acho bem) o que se faz no actualmente no 2ºCiclo… mas ao que parece, o que a Ministra quer é precisamente o contrário… estou a ver mal?
Maio 25, 2008 at 6:45 pm
Qual é a ocupação profissional do sujeito (albino)?
é pela infantilização que nos concursos internacionais de música os tugueses são sempre eliminados na 1ra prova. Há excepções,claro. O Pizarro ganhou o Viana da Mota mas desde criança que abandonou Pt e nunca há-de voltar para Pt. http://criticademusica.blogspot.com/
Maio 25, 2008 at 6:47 pm
O Albino é “empresário” e comendador da PR.
Não é verdade, os-de-gaia!!!
Maio 25, 2008 at 6:52 pm
empresário de q?
comendador do PR?!
ele neste reino da Tugolândia há cada coisa…
tenho lá no blog o link pá entrevistya do A Pizarro que termina dizendo que Pt é o reino da estupidez de Estado…
Maio 25, 2008 at 7:14 pm
As confusões aumentam em catadupa.
profita,
em Joane faz-se o que se faz em todo o lado!!!
Já avançaram com a fusão???
A professora da EB1 ir à EB23 é a fusão??
E agora defendem que as expressões no 1º ciclo não são curriculares e não têm avaliação… Não têm ???? Porquê?
Quando é que, AO MENOS OS PROFESSORES, começam a ler a legislação e as notícias com rigor, em vez de atirarem mais disparates cá para fora??
Assim é fácil destruir a escola pública: ninguém sabe verdadeiramente o que por lá se passa, nem quem lá está!
Maio 25, 2008 at 7:32 pm
“Quanto à banda sonora adequada a este tipo de delírio, penso que poderemos ir por aqui.”
relativamente à banda sonora:
“Temos pena, mas não há entradas que correspondam ao seu critério.”
Maio 25, 2008 at 7:45 pm
Qual é a ocupação profissional do sujeito? Pai profissional…! Sem salário mas com a vida maioritariamente paga com dinheiro de todos nós!!!
Almoços, jantares, dormidas que não sejam em gaia (quem sabe!?), viagens (para fora de gaia pois claro)… E como o dinheiro de todos nós “não chega” ainda tem “jeitinho” para “cravar” incautos ou os que não sabem dizer não!
E porque se fala em cne quem sabe se não haverá por ai uma qualquer duplicação de receitas: cne + confap! Valerá a pena pensar nisto!
Maio 25, 2008 at 7:56 pm
Meus caros colegas
O Sr. Albino já foi … professor!
Maio 25, 2008 at 7:59 pm
E não sei se é ainda n/colega. Talvez esteja requisitado pela Confap!
É o que consta aqui no Porto!
Maio 25, 2008 at 7:59 pm
Pelo que tenho visto, lido, por aí, já nem me apetece deter-me nas considerações da Confap; convenhamos, Albino Almeida não é o maior problema da educação no nosso país.
Se não houvesse “pais de carreira” não haveria liderança no MAP, era cada um por si, ou seja, a invisibilidade. Seria até possível, se houvesse real autonomia das escolas. Não há. A Confap existe, a Cnipe existe e a Fecap e etc. e ainda bem.
Agora…
Porque é que desatou toda a gente a dizer disparates???????
Maio 25, 2008 at 8:18 pm
A questão é os dinheiros públicos que são desbaratados…
De resto os pais para o serem têm ou de ter actividade profissional ou o Rendimento Mínimo… É uma aberração haver um pai profissionalizado para representar os pais…
Claro que um pai sssim profissionalizado só pode ser lacaio de quem lhes paga… O mesmo em relação aos sindicalistas…
Maio 25, 2008 at 8:23 pm
Sou mãe ,e sinceramente acho absurda esta ideia dos professores generalistas ,que já estão a ser formados .Os meninos não ficam traumatizados com o nº de professores ,ficam talvez com receio do tamanho destas escolas -fábricas ,daqueles alunos que maltratam os pequenos sem nunca ninguem ver nada ,do anonimato dessas escolas nas quais não há um “bom dia Pedro “…Ficam traumatizados com a falta de higiene ,de locais bonitos ,sem buracos onde todos os dias há algum que faz uma entorse ,com salas geladas no Inverno e tórridas no Verão,com placas de amianto ….Esta descrição aplica-se à Escola E.B 2/3 de Gondomar que em 1974 era linda mas que deixaram degradar-se até este ponto .
Preocupem-se com o essencial senhores da Confap !Eu sei que estamos no país das aparências mas chega !!!!!
Maio 25, 2008 at 9:02 pm
Colegas: esta questão é muito séria, deve ser analisada a frio, e se o Albino avança assim “sem rede” é porque a central de propaganda mandou avançar.
Cuidado, muito cuidado!
Maio 25, 2008 at 9:07 pm
Colegas: reparem só no que está por detrás deste pequeno parágrafo,
” Se, como esperamos, as propostas deste grande debate que a CONFAP vai dinamizar, vierem a ser acolhidas e, tendo em conta o quadro de autonomia das escolas que defendemos, no pressuposto da implementação do novo regime de autonomia e gestão a partir do ano lectivo 2009-2010, propomos que estas alterações qualitativas possam ser implementadas em escolas que voluntariamente queiram fazê-lo antes da sua generalização a todo o País.”
Certamente que perceberam…..
Maio 25, 2008 at 9:20 pm
Adesivemo-nos, autocolemo-nos, Já!
Maio 25, 2008 at 9:31 pm
Tem uma filha que é professora do 1º ciclo.
Maio 25, 2008 at 9:42 pm
Creio que a ideia da 5 de Outubro em mandar avançar o SE Albino nesta questão, prende-se com a percepção que têm que a dita O.P. não concorda com esta coisa da “fusão” e do professor único.
Ele é sempre o palhaço contratado para determinados números!
Maio 25, 2008 at 9:51 pm
sinistraministra.blogspot.com/2008/05/pais-s-ordens-do-ministrio-da-educao-e.html
Maio 25, 2008 at 9:58 pm
Vão por as crianças de sete e oito anos em escolas com jovens de quinze e dezasseis anos? Será para as criancimhas começarem a fumar uns charros e a enfiar umas pastilhas mais cedo? Vai ser bonito…
Maio 25, 2008 at 10:00 pm
Cranças encaixotadas, tipo armazem, como na China…
Maio 25, 2008 at 10:00 pm
crianças
Maio 25, 2008 at 10:07 pm
Eu acho que o Albino quer fazer uma OPA à MLR…o que acham?
Maio 25, 2008 at 10:23 pm
…
Maio 25, 2008 at 10:28 pm
Eu, por enquanto, acho que devemos encarar este debate (o do da confap) e o tal estudo (ou recomendação?) da CNE como mais uma manobra de diversão (que andou na tropa sabe a que me refiro) que pretende pôr professores contra professores.
Não é, anahenriques?
Maio 25, 2008 at 10:31 pm
Olha o trabalhador da Silva!!
Ultimamente tem primado pelas reticiencias…
Maio 25, 2008 at 10:32 pm
……Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(…) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida – da sua, claro – para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal… sempre foi.
Maio 25, 2008 at 10:34 pm
Manifeste-se homem!!… Aqui ainda impera a liberdade de opinião…
Maio 25, 2008 at 10:35 pm
Texto do grande Alexandre N.
Maio 25, 2008 at 10:37 pm
Alexandre Nagno?
Maio 25, 2008 at 10:39 pm
Alexandre O’Neill..não me lembrava o resto do nome só agora me veio o resto do nome..
Maio 25, 2008 at 10:40 pm
passe a repetição do resto..eheheh..
Maio 25, 2008 at 10:42 pm
Estes estudos referentes ao 1.ºciclo só podem ser uma anedota ou devaneios de quem não tem mais nada para fazer.
Peguem no que existe e melhorem as condições existentes.
Mas custa dinheiro, não é? E para dizer disparates são pagos.
Maio 25, 2008 at 10:43 pm
(…)”Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.”(…)
Isto faz-me lembrar alguém ou alguns.
Ultimamente, estamos cercados de gentinha assim!!
Maio 25, 2008 at 10:48 pm
Do mesmo neill um retrato português
Perfilados de medo, agradecemos
o medo que nos salva da loucura.
Decisão e coragem valem menos
e a vida sem viver é mais segura.
Aventureiros já sem aventura,
perfilados de medo combatemos
irónicos fantasmas à procura
do que não fomos, do que não seremos.
Perfilados de medo, sem mais voz,
o coração nos dentes oprimido,
os loucos, os fantasmas somos nós.
Rebanho pelo medo perseguido,
já vivemos tão juntos e tão sós
que da vida perdemos o sentido…
Também o medo a cantar ópera:
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários (muitos)
intelectuais (o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
(…)
Está lá a vida de cão que levámos, com ou sem poesia:
Cão formal da poesia
cão estouvado de alegria
cão moído de pancada
e condoído do dono
cão de gravata pendente
e remexido rabo ausente…
Está lá a “vidinha” que aceitámos:
A poesia é a vida? pois claro!
Conforme a vida que se tem o verso vem
- e se a vida é vidinha, já não há poesia
que resista. O mais é literatura,
libertinura, pegas no paleio;
o mais é isto: o tolo de um poeta
a beber, dia a dia, a bica preta,
convencido de si, do seu recheio…
A poesia é a vida? Pois claro!
Embora custe caro, muito caro,
e a morte se meta de permeio.
Está lá a Pátria que nos pariu:
Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
(…)
Ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
(…)
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…
E ainda:
País engravatado todo o ano
e a assoar-se à gravata por engano.
António Nobre, embora seja muito em inho,
é o grande Só que somos nós,
por isso gosto dele (ai de mim, coitadinho ! )
Maio 25, 2008 at 10:50 pm
Olha o Trabalhador tão caladinho!!!
O seu staff tem-lhe faltado com as estatísticas?!
Maio 25, 2008 at 10:52 pm
Eu li e disse para mim:-Temos aqui coisa de valor com matéria e forma. E tínhamos mesmo. Depois mais abaixo fiquei a saber que o texto era de Alexandre O’Neil. Isso em nada diminui quem trouxe o naco de prosa porque quem sabe apreciar está muito próximo de quem criou.
Maio 25, 2008 at 10:54 pm
O Trabalhador da Silva já deve ter a cabeça à roda de tantas voltas e reviravoltas “educativas”.
Maio 25, 2008 at 11:16 pm
Cá para mim o T.S deixou de fumar e…ficou mudo
Maio 25, 2008 at 11:21 pm
Deixem lá o Tda S. É o parceiro certo para nos elucidar. Ora diga lá, TdaS, você que está tão sempre de acordo com o José Sousa, acha bem estas alterações ao arrepio da Lei?
A Lei, homem, a Lei… Não sabe o que é a Lei? Claro, primeira condição para ser militante do PS: revelar capacidade de produzir muitas Leis… para os outros cumprirem…
Tem de mudar de partido, homem. Mude-se para o PCP. Lá tem de pagar tudo o que come. Não há pão para malucos…
A parte séria da coisa: É SIMPLES… Começa-se com providência cautelar e vai-se até ao Tribunal Constitucional. Logo se vê quem tem razão.
Mas há um caminho mais curto. Deixar andar, protestando sempre, até à destruição completa deste Governo, que pode muito bem ser já no próximo ano.
Para quem já não se lembrar, digo que até hoje, tivémos 16 governos constitucionais. Foram todos corridos. O XVII também será.
Maio 25, 2008 at 11:31 pm
Que será do AA sem as suas meninas? vejam ‘Cyberbullying nas Escolas e Albino Almeida’ nomeu blogue e pensem um pouco…
Maio 25, 2008 at 11:34 pm
A China, a tal desgraça, passou em 50 anos, de um país de senhores feudais e escravos a uma república, popular, poderosa, que vai ser daqui a muito pouco tempo, uma das três potências, a todos os níveis, à escala planetária.
Portugal, no mesmo intervalo de tempo, conseguiu tornar-se no país mais desigual da Europa, já mais desigual do que os EUA (estudo recente de B. da Costa), onde os trabalhadores fazem impensáveis sacrifícios e empobrecem todos os dias um pouco mais.
É muita ignorância ou má fé usar a China como termo de comparação com Portugal. É simples manobra de diversão. Tantos problemas em Portugal, e a China sempre mo centro das discussões!!!É mesmo de quem não tem lá muitas ideias…
E para mais, agora está de luto.
Maio 25, 2008 at 11:38 pm
“As crianças têm férias demasiado longas no Verão e isso fá-las regredir nas competências na leitura e na matemática, especialmente se provêm de meios mais desfavorecidos. Seria melhor dividir o ano escolar em sequências lectivas de oito semanas com pequenas pausas no meio. Estas conclusões referem-se ao Reino Unido e são de um estudo do Institute for Public Policy Research citado hoje na BBC News.
As conclusões do estudo não me surpreendem, antes confirmam a percepção que já tinha. É provável que a existência de ciclos lectivos de oito semanas acompanhados de pausas de uma a duas semanas e de apenas um mês de féria de Verão melhore os resultados escolares. Atendendo aos nossos problemas de rendimento escolar, que afectam mais seriamente os alunos mais desfavorecidos, vale a pena tentar.
A medida ficava bem no Programa do PS para a próxima legislatura, embora possa causar resistências de vários tipos, sobretudo nos que estão mais preocupados em garantir que a escola reprova o suficiente do que com as aprendizagens dos alunos com dificuldades e nos que acham que as crianças são “institucionalizadas” excessivamente na escola.”
Paulo Pedroso
Naquele blog que não é dextro.
Maio 25, 2008 at 11:49 pm
O Sr. Paulo Pedroso, que eu espero que não seja um entendido em crianças, teve 4 meses de férias grandes quando era novo.
Esquecia tudo?
Acho mesmo que esta medida que refere ficava muito bem no programa do PS: eram mais umas quantas famílias a votar à direita ou à esquerda!!!
Maio 25, 2008 at 11:57 pm
O Albino Almeida (sim, é professor do 1.ºciclo de formação) não pode mexer uma palha que é logo acusado de estar feito com o governo, não gosto do senhor, nem do que defende, mas daí a…
É como estar sempre a colar o Mário Nogueira ao PCP.
Aliás, enquanto a Confap andou colada à Fenprof nunca ouvi ninguém a falar mal dela. Descolou-se, pronto!
Declaração de Interesses: Sou associado de duas Associações de Pais. Nunca participei em reuniões do MAP para lá da escola dos meus filhos.
Todo este debate é estúpido.
Agora factos:
A transição do 1.º ciclo para o 2.º ciclo é traumática para a maioria dos alunos?
Não.
Qual é a evolução das aprendizagens dos alunos na passagem do 1.º ciclo para o 2.º ciclo?
Pioram.
E a evolução do comportamento dos alunos?
A indisciplina e a violência disparam no 5.º ano.
A monodocência no 2.º ciclo garante a qualidade de ensino?
Não, porque não há, nem haverá, em Portugal professores suficientemente qualificados para dar conta do recado (ensinar Português, Ciências, História, Geografia e Matemática). Os generalistas dos Piagets e afins não têm competências para tal.
O 2.º ciclo tem professores a mais?
Tem.
A monodocência no 1.º ciclo garante qualidade de ensino?
Garante. Um professor bem formado consegue leccionar as áreas curriculares nucleares (Língua Portuguesa, Matemática, Estudo do Meio, e algumas expressões), talvez alguns necessitem de ser apoiados em Música, outros em Expressão Físico-Motora, etc.
O Professor-Tutor é necessariamente mau?
Não, desde que não ponham os licenciados em Letras e ensinar Matemática, e os de Ciências a ensinar Línguas. E se o professor-tutor for uma espécie de professor titular de turma que ocupa o lugar do actual DT, mas que lecciona apenas aquilo para o qual está habilitado e é apoiado por professores especialistas. Aliás parece ser este o modelo mais comum na generalidade dos países europeus, pelo que vêm no estudo do CNE.
Maio 26, 2008 at 12:02 am
Podíamos propor uma medida que me parece mais eficiente: os meninos levavam caminha, pijaminha e chinelinhos para a escola…
E os professores também…
Maio 26, 2008 at 12:06 am
No Canhoto é interessante acompanhar o que o companheiro da Sra Ministra vai escrevendo, o pensamento desta não deve ser muito diferente:
“IPSS
Em Fátima, exigiram um regime de monopólio das actividades extracurriculares nas escolas e mais subsídios do Estado para actividades pagas pelas famílias. Queixaram-se, ainda, da concorrência da escola pública, gratuita para as famílias, em regime opcional.
Não só a lógica passou a ser uma batata, como a palavra solidariedade ganhou estranhos contornos.
Inserido por Rui Pena Pires”
ocanhoto.blogspot.com/2008/05/ipss.html
“Institucionalização
Segundo as conclusões, da responsabilidade de Isabel Alarcão, de um muito citado estudo do Conselho Nacional de Educação, a “institucionalização” é um dos riscos das crianças, hoje, em Portugal. Percebo mal a preocupação, quando há ainda tantos casos em que a alternativa à escola a tempo inteiro é o abandono durante horas. Ora, de um organismo como o CNE, esperar-se-ia sempre um contributo baseado numa ética da responsabilidade e portanto no confronto entre alternativas reais, não com ideais mais ou menos tangíveis.
Percebo mal, também, a ideia peregrina que se encontra por detrás da palavra “institucionalização” quando aplicada à escola por contraposição à família. Como se esta última fosse não uma instituição, também, mas um espaço idílico baseado nos afectos e na autonomia. É verdade que escola e família são instituições de tipo diferente: a primeira é uma organização, a segunda não. Mas até por esta diferença, a família é sempre um espaço mais desigual do que a escola e muito mais dependente nas suas vantagens da bondade dos que a integram do que da bondade das regras que a regulam. É, portanto, um espaço em que se faz sentir, como em nenhum outro, o peso das heranças, para o bem e para o mal.
Num dos mais desiguais países da UE, como hoje se tem sistematicamente insistido nos média a propósito de outras notícias, cabe ao Estado, antes de mais, desenvolver políticas públicas de expansão da rede dos equipamentos de apoio à infância. Quando as necessidades no país neste domínio são as que se sabe, colocar no mesmo plano a defesa de políticas de família “que possibilitem à mãe uma maior permanência em casa” (relatório citado, p. 117), é profundamente lamentável, até pelos termos escolhidos: não chegava a implícita demissão do papel da política na redução das desigualdades socioeconómicas que assim se recomenda, teve também que se capitular totalmente em relação às desigualdades de género.
Este é mesmo um campo em que a alternativa esquerda/direita é clara como a água: a reivindicação de prioridade, hoje, em Portugal, para políticas de família só faz sentido no campo da direita.
Inserido por Rui Pena Pires”
ocanhoto.blogspot.com/2008/05/institucionalizao.html
Maio 26, 2008 at 12:09 am
As orientações do Governo começaram agora a ser publicitadas por entidades independentes: CNE, CONFAP. Diria que os protagonistas do ME foram aconselhados, no mínimo, a moderar a sua loquacidade. É que já não é a primeira nem a segunda vez. Doce cheirinho a eleições?
Maio 26, 2008 at 12:16 am
Confap com novas funções: secretário de estado da educação…
Algo vai mal neste país…
Maio 26, 2008 at 12:17 am
Já aqui foi dada alguma pulicidade e acho bom relembrar. O documento intitula-se “Estratégias de manipulação para a manipulação da opinião pública”. Está lá tudo explicadinho.
Quem quiser ficar a par do que se vai fazendo em algum mundo para tentar tornar os homens (começando logo em pequenos) carneiros, é só ler com atenção.
Maio 26, 2008 at 12:29 am
Princípio básico: “Para manipular eficazmente as pessoas é necessário fazer crer a todas elas que ninguém as manipula”
Sobre a educação:”A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes
inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas
classes inferiores”. (cf. “Armas silenciosas para guerra tranquilas”).
Não vale a pena fazer perguntas sobre o que está a acontecer à Educação (e a tudo o que proporcionar boa oportunidade de lucro a médio e longo prazo).Está tudo muito bem explicadinho. É só ler e pasmar…
Maio 26, 2008 at 12:54 am
25sempre25 tem toda a razão, mas é bom que todos nós deixemos de contar meias verdades, porque como todos temos a obrigação de saber, a transformação da escola pública na escola dos pobres começou com os ideais românticos e esquizofrénicos de uma certa esquerda que considera que o Estado é capaz de substituir a família, os genes e a própria liberdade individual!
Com os seus estigmas tontos e delirantes acreditando que na escola existem duas classes sociais em luta: os alunos que representam a classes oprimida e os professores que representam a classe opressora, criou um sistema de tal forma burocratizado, centralizado e pseudo planificado que fez com que a escola hoje sirva apenas os interesses de imensas criaturas grotescas que vivem à custa do orçamento de estado para esta área e criou uma escola que é o MAIOR FACTOR DE EXCLUSÃO SOCIAL do país!
Maio 26, 2008 at 12:54 am
Já deixei de fazer parguntas. Tudo o que vier de governos neo liberais tende a cumprir um objectivo: “dar às classes inferiores uma educação da espécie mais pobre”.
A outra fica reservada às elites.
O paradoxo é que os professores podem ser igualmente bons. A diferença está nas condições. E o papel do ME (do trio maravilha, como lhe chamam) é criar as CONDIÇÕES, isto é, criar uma anarquia tal, que ninguém tenha consiga aguentar. Atingindo assim um outro importante objectivo: ” Manter o público
ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a
manjedoura como os outros animais” (cf “Armas silenciosas para
guerras tranquilas”).
A contra-estratégia é protestar, protestar, protestar. Ou aceitar calado. Não vale a pena o meio termo.
Maio 26, 2008 at 12:57 am
Ema (44),
O PP é professor “convidado” do departamento de xoxiologia do ISCTE. Não é dos quadros mas recebe as mesmas “massas” (vulgo, carcanhol) Isto diz tudo, não é verdade?
Outro expert em Educacion. Muito “expertos”.
Maio 26, 2008 at 12:59 am
DA,
Pode colocar neste blog o departamento de xoxiologia do Iscte?
Agradecida.
Maio 26, 2008 at 1:01 am
A Lei de Bases em vigor não permite a fusão dos 1º e 2º CEB, como o Paulo declara. Mas também já não permitia a reorganização feita pelo novo regime de habilitação para a docência, e este passou (a não ser que a expressão “área” signifique… enfim, nem sei o quê).
Mas se o ME for ao ponto de se socorrer de senhores como o sr Albino, eu nem tenho palavras, sou sinto vergonha.
Maio 26, 2008 at 1:07 am
O SE Albino é também um professor do (1º ciclo) que considerou que a área dele não seria a Educação.
É interessante.
Outro “traumatizado”.
O MST tb deu aulas? É o único que me falha da lista de expertos e traumatizados.
Maio 26, 2008 at 1:23 am
O TRIUNFO DO FACILITISMO
in Correio do Minho
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/o-triunfo-do-facilitismo.html
Maio 26, 2008 at 1:30 am
PARA COMPREENDER O QUE NOS ESTÁ A ACONTECER
Só para relembrar…
Após três décadas de democracia, estamos a assistir a uma reconfiguração do poder político. Essa reconfiguração assenta em dois pilares: o actual PS e a ala cavaquista do PSD.
Incapazes de segurarem este arremedo de estado social, essas duas facções do poder tecnoburocrático uniram-se para procederem à maior transferência de riqueza de que há memória nas últimas três décadas. Essa transferência de riqueza é absolutamente crucial para a manutenção dos privilégios dos oligarcas.
(…)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/para-compreender-o-que-nos-est.html
Maio 26, 2008 at 1:35 am
20 de Maio de 2008
PROPOSTA DA CNIPE PARA AS ACTIVIDADES EXTRACURRICULARES
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/proposta-da-cnipe-para-as-actividades.html
Maio 26, 2008 at 8:02 pm
Deixem lá o albino.
Não passa de um burro primário.
Maio 26, 2008 at 10:16 pm
Depois de muitos comentários escritos, devo dizer que:
- estes comentários deviam ser enviados (todos eles) à confap como contributo para o anunciado debate… (embora eu acredite que eles lêem tudo tentando aprender alguma coisa);
- penso não estar errado ao dizer que a confap já defendeu a monodocência no 1.º ciclo coadjuvada por outros professores… (agora defenderem a monodocencia no 1.º ciclo e no segundo a monodocência coadjuvada! Será porque depois das contas feitas fica o ministério da educação com menos professores se for seguida esta via?)
Quanto ao facto da confap vir a publico fazer o serviço do ministério da educação… isso não é novidade! (Procurem nos vossos arquivos e encontrarão sem dificuldade situações semelhantes).
Lamento é que a máquina de propaganda do governo (e do PS) consigam convencer os incautos e os menos conhecedores destes assuntos!