É interessante como se definem fenómenos como «transições traumáticas» de acordo com as suas circunstâncias. Nota-se que existem um evidente refinamento da análise quando:
- Se considera uma «transição traumática», a passagem de crianças com 10 anos do 1º para o 2º CEB, porque se rompe a relação afectiva estabelecida com o espaço único da sala de aula e um professor, passando para um espaço mais plural e para uma relação pedagógica mais diversificada. Mesmo quando isso acontece no âmbito de um mesmo agrupamento, entre escolas com algumas centenas de metros de distância e mantendo-se globalmente o mesmo grupo-turma.
- Não se considera uma «transição traumática» a passagem de crianças de 6 anos da escola da sua pequena aldeia para uma escola maior, quantas vezes a dezenas de quilómetros de distância, implicando uma deslocação do seu espaço de vivência quotidiana durante um período que pode chegar a 10 horas, levando-a para um espaço desconhecido e forçando-a a integrar-se num grupo mais amplo e desconhecido, quantas vezes com costumes e rotinas divergentes.
Claro que muito se poderia dizer sobre esta forma de demonstrar preocupação pelo bem-estar das crianças/alunos e sobre a coerência que lhes está subjacente e que existe (a existência de um trauma e a ausência de outro têm implicações orçamentais concordantes). Assim como se poderiam repescar declarações de alguns protagonistas muito preocupados com uma das transições, mas manifestamente menos activos na prevenção da outra.
Mas isso seria pedir muito, certo?
Maio 22, 2008 at 10:10 am
O trauma só existe em virtude da carteira; se por acaso as escolas tivessem oportunidade de aglomerarem desde o pré até aos posdoc para este3s senhores era o ideal (convinha já agora que a fábrica e o escritório estivessem ao virar da esquina, a casa ao fim da rua e o cemitério do outro lado da rua..)
Maio 22, 2008 at 10:13 am
Boa análise, Paulo.
Desmontar as contradições destas bestas é um bom serviço público….
Maio 22, 2008 at 10:37 am
Aqui vai uma perspectiva interessante de pessoa sensata:
Em respostas às declarações do secretário de Estado da Educação
Autarca de Constância alerta para desadequação dos centros escolares a eventual fusão de ciclos
21.05.2008 – 18h16 Lusa
O presidente da Câmara Municipal de Constância disse hoje ser “de bradar aos céus” a admissão da fusão dos primeiro e segundo ciclos pelo mesmo Ministério que tem aprovado e homologado a construção dos centros escolares.
António Mendes (CDU) reagia a declarações do secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, que ontem apontou para a próxima legislatura a eventual fusão dos 1º e 2º ciclos desde que assegurado um “razoável consenso” para a concretização da medida.
“Em que país vivo? Há muitos municípios com cartas educativas aprovadas e homologadas pelo Ministério da Educação, com centros escolares concebidos apenas para acolherem salas do pré-escolar e do primeiro ciclo”, disse, questionando o sentido de se “gastarem milhões sem sabermos muito bem o que estamos a fazer”.
O autarca afirmou não querer pôr em causa o estudo do Conselho Nacional de Educação, que aponta para a fusão dos dois primeiros ciclos do ensino básico, criando um ciclo de seis anos, defendendo que, se essa é a opção, então “é preferível suspender e avançar com projectos que prevejam essa situação”.
Para António Mendes, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) “deve tomar uma posição” sobre este assunto.
António José Ganhão, presidente da Câmara Municipal de Benavente e vice-presidente da ANMP com o pelouro da Educação, sublinhou que o parecer do CNE não passa de uma recomendação que o Governo pode seguir ou não.
Contudo, a admissão dessa possibilidade pelo secretário de Estado da Educação parece revelar “não haver acordo entre as palavras e os actos”, disse, pedindo “ponderação” a quem toma decisões. A eventual adopção da medida agora proposta irá mexer com todo o planeamento da rede escolar que está a ser feito, advertiu.
Maio 22, 2008 at 10:39 am
Disse ele….”A eventual adopção da medida agora proposta irá mexer com todo o planeamento da rede escolar que está a ser feito, advertiu.”
Mas alguém acha que isso interessa alguma coisa a estas bestas do ME???
Maio 22, 2008 at 10:52 am
Tem toda a razão, Paulo!
Criam-se gigantescos Centros de Recolha, digo, Centros Educativos, um autêntico choque cultural e traumatismo para as famílias rurais e suas crianças, e depois surgem novas ideias, com “pedabobos” a verter mais uma torrente de propostas, pois ao que parece só eles é que não viram a sua identidade e a sua criatividade cerceada,em pequeninos.
O Ministério,fazendo as contas à possibilidade de despedir mais uns milhares de empecilhos à educação estalinizante, vulgo “professores”, agradece as “ideoteias”… hum…um único professor para o 2º ciclo… hmmmm! mais uns “apoios” educativos inexperientes e a recibos verdes..boa !
Maio 22, 2008 at 11:04 am
… Além disso, reparem no absurdo deste receio excessivo com os “traumatismos” escolares:
- O Conselho da Educação fica bem caladinho perante o excesso de alunos por turma , isso sim, limitador da individualidade da criança/jovem e inibidor das crianças “mais sensíveis” ; mas surge agora com este tipo de preocupações…;
– O ser “caloiro” e enfrentar uma situação diferente não é necessariamente traumatizante, desde que as escolas estejam aproximadas das comunidades e famílias e tenham dimensões humanizantes. Se formos por este caminho,de infantilização crescente, não tarda nada os alunos passarão do chupa-chupa directamente para o álcool das bebedeiras universitárias.
Maio 22, 2008 at 11:27 am
Já agora não sei se ainda não repararam mas o nome do sócrates depois de desmontado perfaz 666.
E vocês sabem o que isso quer dizer
Maio 22, 2008 at 11:28 am
Claro que, quanto a este dito Conselho da Educação, tal como quanto ao tristemente famoso Conselho de Escolas, estamos conversados. Todas as suas “brilhantes” inspirações estão mais que requentadas. Os pedabobos já tinham esta na manga há vários anos , dizia-se então que era à moda dinamarquesa.
Para quando uma escola “à moda ” portuguesa”?
A não ser que a nossa sina seja esta : ver as decisões e as propostas sobre educação cada vez mais como o reduto de supostos especialistas, que, pobrezitos, como foram traumatizados em criança e viram a sua própria criatividade abafada, não conseguem ter qualquer ideia que não seja copiada de um qualquer outro país “evoluído”.
E assim temos um sistema educativo tipo colcha em “patchwork”: salários do Burkina Fasso, “numerus clausus” à japonesa, E.C.D. à chilena, não retenção à finlandesa, falta de meios à moçambicana, 2º ciclo à dinamarquesa, escola a tempo inteiro à U.R.S.S., e por aí fora…
Viva a manta de retalhos… à portuguesa !
E vivam as marionetas do M. E. …
Maio 22, 2008 at 11:32 am
Grelhada devia enviar essa pachtcwork á ministra.. ela parece pessoa de fazer malha e boraddos(embora com outras agulhas mais gordas)é pena que os pais portugueeses não sigam o método fritz austriaco- estar bem perto dos filhos…
Maio 22, 2008 at 11:32 am
MLR e a sua equipa mudaram de estrategia. Agora lança-se para o ar (e como se nada fosse com eles) umas ideia (que obviamente já está mais que estudada e decida) para ver como reage a “povo”. Inclusivé aparece até uma entidade (supostamente isenta e acima de qualquer suspeita) a servir de “lebre” a a defende-la com unhas e dentes (CNE).
´Começam por dizer que “até nem está nas suas mentes sãs e impolutas” avançar já.
Entretanto surge um Secretario (que sabemos ser um defensor acerrimo deste modelo) a dizer que será algo a implementar na proxima legislatura…
Inicio de 2009: MLR anucia que face ao amplo consenso existente no país vai avançar por decreto lei com a fusao do 1º do do 2º ciclo.
Á sua volta toda a gente grita não, mas ela lê sim…
Maio 22, 2008 at 11:40 am
Proponho uma formação altamente qualificada que nos permita responder TACO a TACO às cabecinhas desgovernadas do Ministério.
Inscrevam-se!
1º
Criação
1 — A Universidade do Algarve, através da Faculdade de Engenharia
de Recursos Naturais, da Faculdade de Economia e da Escola Superior
de Gestão, Hotelaria e Turismo confere o grau de mestre em Gestão e
Manutenção de Campos de Golfe e ministra o ciclo de estudos a ele
conducente.
2 — O grau de mestre em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe,
é conferido nas seguintes áreas de especialização:
Gestão;
Manutenção.
2º
Objectivos do curso
O curso de mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de
Golfe pretende proporcionar à sociedade civil profissionais habilitados,
científica e tecnicamente, na gestão e na manutenção de
campos de golfe.
Diário da República, 2ª Série, nº51, 12 de Março de 2008
(Encontrado aqui e podem confirmar em http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf
Leram bem:
Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe
Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado! O doutoramento virá a seguir.
Maio 22, 2008 at 11:48 am
Meus amigos daqui a um ano isso vão ser small batatas..o barril já vai quase nos 136 e até a junho -finais- deve chegar aos 150..e lá para o final do ano deve rondar os 200.. a acrescentar a isto a crise dos cereais e da água (olhem barcelona).. meus amigos um admiravel mundo novo etá a chegar e acreditem de admiravel não vai ter nada ..
logo estas questiunculas não vão ter a menor importãncia..acham que os africanos discutem a fusão de ciclos ou mesmo a crreira docente ‘ Não meus amigos procuram sobreviver..e nós vamos pelo mesmo caminho mais cedo do que muitas CABEÇAS PENSANTES O PREVIRAM..
Maio 22, 2008 at 12:18 pm
A minha previsão é igual à do bigbrother (12): As preocupações muito em breve serão outras… Os sinais da tendência depressiva estão aí. A miséria acentua-se. A “grandeza” socratina trazida por pontes, TGV e aeroporto será uma miragem.
Quanto ao ME, este chorrilho de disparates em catadupa tem como objectivo deixar-nos atónitos e sem capacidade de reagir. É tanta “mudança” radical a cair-nos em cima que nem tempo temos para digerir e argumentar cada uma delas. Obedecemos, dividimo-nos, adesivamos… Tornamo-nos um “cognitariado” como alguém inovou por aqui. Tácticas malévolas, ditatoriais, hipócritas porque sob a capa de democracia. Estamos fartos, tristes, cansados, desesperados. País deprimido, onde rareia gente de carácter. Creio já, que nos notabilizámos na expansão porque íamos a fugir para algures que é a vontade que temos hoje.
Apetece-me gritarrrrrrrrrrrr!!!!
Maio 22, 2008 at 12:38 pm
APELO À RUA
Colegas,
A minha paciência transbordou tal como um copo já cheio. E a vossa?
Mesmo que não sejamos nem metade nas ruas, não tenhamos medo e voltemos para lá. Se os sindicatos se quiserem juntar a nós, que venham.
As nossas bandeiras?
Qualquer trapo negro servirá para denunciar:
- o ultraje;
- o compadrio;
- a mentira;
- a fome de muitos dos nossos alunos;
- …
Quem está disponível a dar um dia de um fim-de-semana, ou melhor ainda, um dia das suas férias para esta acção?
Não esperemos até Setembro!
Vamos provar que temos dignidade e que queremos que no-la reconheçam!
Vamos provar que, se formos até Lisboa, tivemos de dar de nós, não vamos para ver a bola!
Maria José (MUP)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Maio 22, 2008 at 12:56 pm
Uma escola com mil alunos é um barril de delinquência, agressividade sempre pronto a explodir.
As escolas deveriam ser escolas de bairro, com uma dimensão humana.
O próprio nome “agrupamento de escolas” que agora se dá às escolas é revelador de muita coisa…para quem reflecte, claro…
Maio 22, 2008 at 1:10 pm
Uma das coisas que me dá gozo, na escola, é tratar os alunos pelo nome e poder, sempre que passo por algum, dizer qualquer “boca” que os faça sorrir ou então resmungar-lhes sobre algum comportamento menos apropriado.
Eu pertenço a uma escola que ainda me permite esta intimidade.
Vou detestar perder isto!!! E aí, para mim, ser muito difícil ir trabalhar todos os dias.
Maio 22, 2008 at 1:13 pm
Deixo aqui muma coisa para reflexão:
O FIM DO MUNDO
Basicamente a ideia é que os Maias, que tinham um calendário mais preciso, mais complexo e muito mais holístico que o nosso, previram vários acontecimentos que entretanto se passaram, como a chegada do homem branco – Hernan Cortez – a 8 de Novembro de 1519. Este calendário Maia prevê que algo de muito grave se passará no solestício de Inverno, 21 de Dezembro, de 2012. Tão grave será o acontecimento, que o mundo tal como o conhecemos desaparecerá. Isto não quer dizer que o mundo acabará, quer simplesmente dizer que um grande acontecimento transformará o mundo.
Ora, sabe-se actualmente que nesta data durante o solestício a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, Via Láctea. Sabe-se que no centro da Galáxia existe um buraco negro supermassivo. Baseados em Einstein e em alguma informação astronómica, há quem diga que o alinhamento com este buraco negro supermassivo levará a uma mudança do campo magnético terrestre, que acontece periodicamente. Isto levará a tsunamis, vulcões, terramotos, etc.
E este
http://miguellopes.wordpress.com/2007/01/01/o-fim-do-mundo-pode-acontecer-na-sexta-
feira-13-de-abril-de-2029/
Uma explicação plausivel para os peços do petróleo
A QUESTÃO DO PREÇO
Os economistas vulgares são as pessoas menos preparadas do mundo para compreenderem os preços do petróleo. A lavagem cerebral que lhes é feita nas faculdades de ciências económicas faz com que vejam o mundo através da óptica da tesoura dos preços. Para eles, a um aumento de preço deverá necessariamente corresponder um aumento da oferta. Isso é um erro crasso no caso do petróleo (a não ser a muito curto prazo) pois não se trata de um bem reprodutível ad aeternum e sim de um recurso não renovável, escasso, finito e fisicamente limitado. A teoria da renda diferencial, conhecida desde Ricardo e Marx (“O Capital”, Cap. XLVI, Tomo III), é que pode explicar o preço do petróleo. Muito resumidamente, pode-se dizer que a renda diferencial consiste na diferença entre o preço de produção (incluindo o lucro médio do capital) da jazida menos produtiva e o preço de produção das outras jazidas, uma vez que é o primeiro que define o preço de produção e não a jazida que funciona ao preço médio. Mas se se examinar o preço de produção de um barril nos EUA e de um barril na Arábia Saudita verifica-se, como matéria de facto, que a renda diferencial tem estado a ser confiscada aos produtores. Tal confisco só pode ser explicado por relações imperiais de dominação.
Ora, do que foi dito acima depreende-se que os preços actuais do petróleo estão muito longe de serem eficientes. Não se trata de eficiência no sentido neoclássico, do óptimo de Pareto. Fala-se aqui de eficiência num sentido muito mais fundamental: preços que possibilitem à humanidade efectuar uma transição razoavelmente suave e harmoniosa para um mundo pós-petróleo. Tal transição é impossível com os preços actuais, demasiado baixos. Uma alta gradual dos preços reais do petróleo é não só possível como necessária e até desejável.
Na questão do petróleo é uma visão míope adoptar uma óptica curto-prazista e alegrar-se com preços baixos. Tal visão conduz a um gigantesco desperdício deste recurso finito à escala mundial (a começar e sobretudo nos EUA). Impõe-se assim um novo paradigma energético. Durante milénios houve o da lenha, a partir do século XIX foi o do carvão, o século XX o do petróleo. No século XXI será preciso alcançar um novo paradigma
A utilização das energias renováveis está neste momento a ser impedida pelos baixos preços do petróleo. No caso dos transportes (em que as renováveis têm mais dificuldade de adopção), é difícil introduzir novos combustíveis com um preço do barril de petróleo tão baixo como US$ 20. Em termos conjunturais, a recessão económica mundial que agora se inicia facilita (mas não determina) a manutenção de um preço tão irrisório.
O pico de Hubbert não será o fim do mundo. Ao nível técnico existem alternativas para sobreviver num mundo em que o petróleo ter-se-á tornado num produto tão raro que terá de ser vendido em frasquinhos nas drogarias. As energias renováveis só não penetram no mercado devido ao baixíssimo preço do petróleo. Mas já é perfeitamente possível produzir energia eléctrica a partir de painéis fotovoltaicos, de centrais eólicas, da geotermia e de muitas outros modos — e também pode haver meios de produzi-la em centrais nucleares intrinsecamente seguras. No campo dos transportes, as frotas de veículos agora existentes poderiam passar de modo fácil e rapido para o gás natural (com vantagens para o aquecimento global pois melhoraria o ratio carbono/hidrogénio das emissões).
Como o pico de Hubbert do gás natural ainda está longínquo (só será atingido por volta de 2030), a adopção do gás natural nos transportes (utilizando os actuais motores térmicos clássicos) é uma boa solução transitória para este interregno. A utilização do gás natural nos transportes no próximo quarto de século daria tempo suficiente para a humanidade preparar-se para o meio energético definitivo: o hidrogénio. Com a vantagem de que as infraestruturas que entretanto se criassem para o abastecimento de veículos a gás natural poderiam, no futuro, servir também para os veículos a hidrogénio. Esta afirmação é verdadeira tanto no caso da produção de hidrogénio no próprio veículo ( on board , por meio de pilhas de combustível que vão buscar ao metano os seus quatro átomos de hidrogénio) como da produção off board (utilização de directa de hidrogénio puro) pois as actuais redes de gás natural também poderiam servir para o hidrogénio (as pressões de serviços são semelhantes).
Como se vê, o problema não está nas tecnologias. As alternativas tecnológicas existem. O problema está neste modo de produção e no consequente modo de distribuição da riqueza produzida. Entrámos na fase senil do capitalismo, quando a concentração e a centralização do capital produzem monstruosidades por todo o planeta, provocam guerras, corridas armamentistas desesperadas, fascistização de governos ditos democráticos (nos EUA já há tribunais militares secretos e, tal como na Idade Média, discute-se ali a legalização da tortura), depauperação de povos em todos os continentes e crises económicas insanáveis. Do bojo destas crises podem nascer situações revolucionárias que darão lugar a um novo mundo. A resolução dos problemas energéticos da humanidade também passa por aí
Maio 22, 2008 at 1:43 pm
Exactamente… sem tirar nem pôr… as crianças retiradas do seu meio, metidas nos autocarros não sabemos bem quanto tempo de manhã e à noite, longe dos pais, em ambiente que não é conhecido… isso é “altamente” moderno, pouco violento e a transição suaaaave , suaaaave…
Eu tenho sempre a sensação que os srs das leis ou pré-leis não conhecem as leis anteriores nem o país em que vivem e que governam…
Maio 22, 2008 at 1:45 pm
Só faltam 60 para as 40.000!
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/index-799.html
Maio 22, 2008 at 2:28 pm
at, comentário 15.
“Uma escola com mil alunos é um barril de delinquência, agressividade sempre pronto a explodir.”
Depende, uma secundária com esse n.º de alunos pode funcionar bem. Uma básica já é mais complicado. E nos últimos anos as DREs, sobretudo a DREN e a DREL têm-se fartado de fundir escolas EB23 e Secundárias, criando escolas com 1000-1200 alunos.
“As escolas deveriam ser escolas de bairro, com uma dimensão humana.”
As do 1.º ciclo, nas zonas urbanas, continuam a ser. Muito embora algumas autarquias estejam a preparar mega-centros escolares,como a VN Gaia que na Carta Educativa, prevê substituir as actuais 100 escolas por 20 centros escolar.
Maio 22, 2008 at 2:29 pm
Já agora porque não unificar o secundário ou o 12ª ano com a Universidade. É que é uma mudança e pêras.
Maio 22, 2008 at 2:31 pm
É claro que éuma pergunta parva porque nem todos têm de seguir a Universidade mas se formos pelos critérios usados seria a pergunta
a fazer.
Maio 22, 2008 at 2:48 pm
a propósito de crianças
“”Onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão” (… ) “Este é o primeiro tribunal a sentir o reflexo da crise. Com o desemprego falta o dinheiro, há mais divórcio, há mais regulações do poder paternal, mais crianças ficam em risco, crescem os processos de promoção e protecção de menores…”
p6 do Público d’hoje
Maio 22, 2008 at 3:11 pm
a luta do pessoal não docente
(depois chegará a nossa vez… )
“Se os sindicatos não conseguirem negociar com o ME, Natália Carvalho admite novas formas de luta, que poderiam passar por uma greve na altura dos exames nacionais
«Como jovem que sou, preocupa-me ter um futuro incerto. Sem uma vida estável, com a crise a aumentar e agora com a perspectiva de desemprego torna-se ainda mais complicado», desabafou um funcionário administrativo (que pediu para não ser identificado) de 29 anos, há seis contratado e que se juntou à manifestação de ontem.
A transmissão para as autarquias da responsabilidade pela gestão do pessoal não docente do ensino básico a partir de Setembro também preocupa os funcionários que já estão integrados nos quadros.
«Com as empresas municipais – de limpeza, de cozinha – a entrarem nas escolas, os mais velhos e os que têm contratos individuais também podem vir a ser dispensados e ir para a mobilidade».”
na p10 do Público d’hoje
Maio 22, 2008 at 3:34 pm
Tal como a moeda má vence a moeda boa, também as ideias más vencem muitas vezes as ideias boas. O que é lógico! Qual a percentagem da raça lusa que usa convenientemente as partes do cérebro responsáveis pelo raciocínio lógico? Baixa, não? No fundo, em que bases se apoia a publicidade? Na capacidade crítica fundamentada no conhecimento, no raciocínio e na experiência? Se houver respostas positivas a ideias más, é de pensar que os seus criadores ouçam os que fundamentam devidamente as suas críticas? Não é, pois não? Então, além de pregar, resta o recurso a manuais de sobrevivência para escapar no panascal onde se vive!
Maio 22, 2008 at 3:51 pm
sobre o cometário 24. greve aos exames? já se esqueceram o fiasco que foi no ano passado? aos exames funcionaria se fôssemos unidos… como há sempre os medrosos e os “ai coitadinhos dos alunos” e ai ai e ai … não me parece boa ideia pela experi~encia passada.
Maio 22, 2008 at 3:55 pm
repartição de rendimentos
“Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade”
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=333689
Maio 22, 2008 at 3:58 pm
rendadebilros
referia-me a sermos municipalizados, não uma greve.
Maio 22, 2008 at 4:01 pm
País de pedofilos
Portugal tem maior disparidade na repartição de rendimentos
Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.
O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos. «Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos EUA», sublinha ainda o documento.
O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.
Maio 22, 2008 at 4:05 pm
Um poema bem a propósito http://www.youtube.com/watch?v=IVa7pCop2_w&feature=related
adequado ao nosso 1º
Maio 22, 2008 at 4:06 pm
até ao fim do mundo
Maio 22, 2008 at 4:09 pm
Pedir?…Toka é dar!…eheheheh…
Abraço.
Maio 22, 2008 at 4:13 pm
Traumatizadas andam as minhas filhas…
Quando não estou é porque não estou!
Quando estou é como se não estivesse, tanto é o trabalho que trago para casa.
Maio 22, 2008 at 4:13 pm
citizen: peço desculpa, uma pessoa com tantas novidades(!?) nem fica a pensar bem… vamos ser , vamos! tudo municipalizado, mas os nossos colegas andam distraídos de todo… acham sempre que nada é connosco!!!
Maio 22, 2008 at 4:15 pm
Bessouro: mas olhe que as filhas são mais importantes … e esse tempo que não “vive” com as filhotas não volta mais… Se eu fosse a elas, fazia uma manif lá em casa …
Maio 22, 2008 at 4:19 pm
A luta contra o trauma – um nobre e novo desígnio nacional! Pérfidos e insensíveis professores, olhai para as criancinhas! Não vedes como sofrem? Não vedes nos seus olhos o terror de crescer? Quereis tirá-las do berço e arrancá-las do eterno colo que as embala? Nós, bondosos pais da nação, protegeremos as criancinhas de tão ferozes e desumanos algozes!
Uma escola plural – pesadelo que um dia há-de acabar. Destruamos esse terrível covil de sofrimento! Suprimamos professores, eliminemos saberes e acabemos com esse insuportável trauma que é crescer e aprender!
(Colegas, como podem ver, eu própria estou bastante traumatizada, mas, por favor, não me mandem ao psiquiatra. Só preciso que levem a sinistra para mui, mui longe.)
Maio 22, 2008 at 4:21 pm
Analisando a política (à) portuguesa:
Portugal tem um Partido designado Social Democrata, um Partido que se afirmava Socialista, um Partido que se afirma Comunista e um Bloco que se diz de Esquerda.
Se retirarmos os 4% do CDS e 1% da restante direita e extrema-direita, digamos que para 95% dos portugueses a Social Democracia já seria uma boa solução!
Nunca ninguém estranhou os políticos portugueses fugirem dos exemplos nórdicos como o diabo da cruz?
Então, 95% dos portugueses social-democratas ou mais à esquerda assistem passivamente ao degradante sistema que tornou Portugal o país com maior disparidade na distribuição de rendimentos, abaixo dos Estados Unidos? Quase nem acredito!
Maio 22, 2008 at 4:24 pm
Alice N. : as crianças e jovens são todas afinal muito normais comparados os seus comportamentos e atitudes com as dos adultos… mas é a economia , essa maluca ou o défice, esse despautério, que engendra teorias “fantásticas”…
Sem nada a ver com o tema: mandado de captura para João Vale e Azevedo acabo de ouvir! mas o homem ainda não fugiu para o Brasil?
Este é dos traumatizados pela transição brusca do 1º ciclo ( estado de graça) para o 2º ( procurado pela polícia!!)
Maio 22, 2008 at 4:28 pm
Rendadebilros [38],
Alunos, professores, escolas – todos sacrificados no altar da santa economia.
Maio 22, 2008 at 4:33 pm
Alice N: ainda andava com uma ténue esperança de que os Pais reagissem, mas não!Tudo está bem (!!!) neste jardim à beira-mar plantado…
Maio 22, 2008 at 4:40 pm
Rendadebilros (40)
Partilho a sua desilusão! Mas, pensando bem, quando um povo não reage a aberrações constantes, a atropelos vários do nosso sistema democrático(?), a promessas esquecidas e prevertidas, que poderemos nós esperar? Os portugueses parecem anestesiados! Comem tudo o que lhes põem à frente. Que país vão herdar os nossos pequenos?
Maio 22, 2008 at 4:43 pm
Errata (comentário 41): “pervertidas” e não “prevertidas”.
Maio 22, 2008 at 4:52 pm
o Valter Lemos disse próxima legislatura?????Espero que esteja a delirar…Se não estiver…suicido-me!!!
Maio 22, 2008 at 4:54 pm
Lurdes Pereira (43),
É que, usando o melhor da linguagem popular, aquela gente já está à espera do ovo no “respectivo” da galinha!
Maio 22, 2008 at 4:55 pm
Eu cá já não vou ter força nem para me suicidar! Espero que seja legislada a eutanásia!
Maio 22, 2008 at 4:58 pm
Colega anahenrique-14…eu VOU…Um abraço!
Maio 22, 2008 at 4:58 pm
In temp oral (45)
D) D)
Desculpe, não consigo “falar”… D) D)
Maio 22, 2008 at 4:59 pm
E, pelo vistos também já não sei rir…
Maio 22, 2008 at 5:04 pm
Os membros do CE estão a ser piores que os senhores que já sabemos…porque não fazermos um documento a retirar-lhes toda a legitimidade?Se todos assinarmos, deixamo-los com a as ditas nas mãos…nós podemos…
Maio 22, 2008 at 5:11 pm
Mas quando é que o Valter Lemos falou na próxima legislatura??? O homem pensa que se vai eternizar?
Maio 22, 2008 at 5:14 pm
Alice N.
O meu sorriso parece aberto. É a componente genética! Mas a coisa por dentro anda um pouco para o negro. É a componente “social… ista”!
Maio 22, 2008 at 5:18 pm
Rendadebilros (50)
Não se zangue comigo… Não quero agoirar, mas queira Deus que não seja ele o próximo ministro da educação, se o P.S. ganhar as eleições (há quem diga que, na prática, já o é, pois quem o conhece revê muitas das suas ideias nas medidas que têm sido tomadas).
Maio 22, 2008 at 5:52 pm
hoje é dia santo
(ainda teremos um dia santo a sério, acredito eu)
“Galp muda de ideias e não aumenta preços de combustíveis
A Galp decidiu não aumentar os preços dos combustíveis a partir das 00:00 desta quinta-feira, contrariando o que anteriormente estava previsto, noticia a SIC, citando uma fonte da administração da empresa.”
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=6&id_news=99248
Maio 22, 2008 at 6:04 pm
Alice N. Zangar-me conisgo? Eu???? mas sempre digo : Longe vá o agoiro… vamos ver se os portugueses se lembram o que fez esta maioria absoluta…
Maio 22, 2008 at 6:08 pm
Deus queira, Deus queira, Rendadebilros, ou eu ficarei no estado do colega In Temp Oral (45).
Maio 22, 2008 at 6:17 pm
Mais um texto para alegrar
Daqui a 25 anos, o que hoje é óbvio para poucos será senso comum: a escola como a conhecemos, transmissora de conteúdos avaliados por testes, será encarada como um sinal de educação de baixa qualidade.
Pelo menos para os filhos da elite, capazes de pagar mensalidades maiores, a escola que avalia o aluno em provas, cobrando a memorização, já terá deixado de existir. Entrar nas melhores faculdades só vai exigir capacidade de raciocínio e de associar informações. Por isso, o ensino de artes e filosofia ganhará espaço nobre.
O fim da escola que aí está implicará professores treinados para atuarem como facilitadores, transitando em várias esferas do conhecimento. As matérias não estarão presas ao currículo definido no ano anterior, mas ao calor do cotidiano.
Os conteúdos estarão ainda mais disponíveis em meios eletrônicos, permitindo, graças à interatividade, que se aprenda em qualquer lugar e a qualquer hora; receber ajuda pelo computador será tão comum quanto estar numa sala de aula de real.
A escola útil para preparar o jovem ao mercado de trabalho só sobreviverá se puder ajudar o aluno a gerir a enxurrada de dados e a se tornar um pesquisador permanente. Devido à enorme quantidade de dados disponível, a sociedade será mais escolarizada, a começar das empresas, nas quais o fundamental será produzir, administrar e transmitir inovações a seus funcionários. Cinemas, teatros, exposições, museus e centros culturais terão fortes núcleos educativos para a formação do público.
O mestre terá uma função que vai lembrar o orientador de uma tese de doutorado; portanto, a escola não mais será dividida em séries estanques, será um espaço sem salas de aula, onde os alunos transitarão com suas dúvidas e curiosidades. Terá um ar de centro cultural. O educador e o comunicador tendem a se aproximar: afinal, o professor terá de tirar proveito dos fatos em tempo real e encaixá-los nas áreas de ciências humanas, biológicas ou exatas.
Para manter seus leitores, ouvintes e telespectadores, a imprensa também vai se aproximar da educação. Não vai apenas transmitir ou interpretar informações, mas, com o auxílio de recursos tecnológicos, oferecerá salas de aula virtuais e até presenciais para ajudar no entendimento dos fatos. Terá surgido uma nova linguagem (e uma nova profissão), misturando didática com comunicação.
O ensino superior será redefinido para atender a essa demanda. O diploma só terá importância se o seu portador enriquecê-lo não apenas com novos diplomas mas com experiências profissionais.
Daqui a 25 anos, o que já é óbvio para muitos não mais será discutido: os níveis de inovação tecnológica e de mudança veloz dos fazeres e saberes profissionais não mais permitirão que o estudante deixe de ser estudante.
Maio 22, 2008 at 6:22 pm
e ainda
No início dos anos 80, Bento Prado Jr. publicou “A Educação Pós-68 ou 100 Anos de Ilusão”, em que analisa a escola e a educação no século que separou Friedrich Nietzsche de Pierre Bourdieu. Sua tese aponta um certo vazio no pensamento da educação no que diz respeito à forma escolar, desde a publicação das “Considerações Extemporâneas”, nas quais Nietzsche aborda as impossibilidades de fazer filosofia na universidade, até os trabalhos de Bourdieu, Michel Foucault e Philippe Ariès. Todo discurso produzido em educação durante esse período (1868-1968) tratou de metodologia de ensino de teorias de aprendizagem, não havendo questionamentos sobre o lugar social da escola.
Temo que continuemos sem nos fazer as perguntas-chave, quando se trata de educação. Comecemos por nos perguntar o que ocorreu com a escolarização brasileira no último século.
Convivemos com um discurso corrente que trata a velha escola, aquela dos anos 40 ou 50, da qual muita gente ainda se lembra e fala como sendo a escola do seu tempo, como a boa escola. O mesmo discurso considera que a escola atual está cada vez pior. Afirma-se que, hoje, os jovens levam dez anos para aprender aquilo que antigamente se aprendia em três anos de escola.
Pois bem, o que de fato se dava com a escolarização dita de antigamente? Alguns alunos levavam mesmo três anos para aprender o que a maioria dos escolares da escola pública leva hoje dez anos. Entretanto, esquecemos de observar que aqueles que aprendiam em três anos eram os sobreviventes do sistema de ensino e que a expressiva maioria das crianças e jovens não entrava ou era expulso da escola.
Esse quadro se manteve por mais de meio século, e somente após os anos 60, quando expulsar criança da escola passou a ser algo constrangedor, quando não garantir vagas para todos passou a ser um problema de política internacional, é que a expulsão foi substituída pela evasão.
Em dez anos, o fenômeno da evasão tornou-se um novo escândalo. Estudos foram feitos para descobrir as causas dos espantosos índices de evasão e, na década seguinte, já se tinha claro que era o produto de reprovações consecutivas. Constatou-se que o aluno se evadia da escola apenas após duas, três ou mais reprovações e que, muitas vezes, ele ainda voltava. Dez anos se passaram, e os poderes públicos, em vários Estados, decretaram o fim da reprovação. O professor e a escola foram proibidos de reprovar os alunos. O problema foi até mote de campanha política para governador de Estado.
E agora, o que ocorre? As crianças e os jovens estão na escola, permanecem nela e recebem seus diplomas, mas não sabem o que deveriam saber ao deixar a escola. Descobriu-se que a escola não ensina, que os alunos não aprendem, que os professores não sabem, que nossos índices de desempenho estão entre os piores do mundo.
O que mudou na educação nacional durante todo o século 20? “Nada” pode ser a resposta. Apenas a contabilidade, o registro burocrático, é diferente. Passamos da expulsão pura e simples para a evasão, desta para a retenção e, agora, temos os baixos índices de desempenho escolar. A escola continua cumprindo o seu papel histórico de selecionar, classificar, distinguir, hierarquizar.
Eu me daria por feliz se, daqui a 25 anos, já tivéssemos compreendido que a educação e a escola são partes integrantes da cultura de um povo, que a escola não consegue produzir sozinha a igualdade quando a sociedade é desigual, excludente e injusta, que a escola é apenas um dos espaços de socialização e produção de cultura e, como tal, só pode pôr em circulação no seu interior o que está sendo produzido no conjunto da sociedade. Assim como cabe entender que os nossos professores não serão nem mais nem menos cultos ou ignorantes que a média da sociedade em que vivem.
Maio 23, 2008 at 12:03 am
Esta malta do ME anda LOUCA!!!!
Querem poupar dinheiro e aparecem na TV a fazer a nossas crianças de atrasadas mentais!! Traumas têm eles naquelas cabeças que estão cheias de merd… de galinha!
ABAIXO A HIPOCRISIA E A MANIPULAÇÃO DO POVINHO MENOS INFORMADO!
Maio 23, 2008 at 12:56 am
ah! Excelente! Muito bem visto e apanhado…