Mensagem chegada hoje ao telemóvel de alguns docents de uma Escola da zona de Leiria, por causa da greve do pessoal auxiliar:
“Urgente! Convocam-se todos os professores para assegurarem o trabalho dos funcionário na abertura de salas e restantes atribuições.
P’lo conselho executivo.”
Adenda: Após apuramento dos factos, concluiu-se que esta convocatória emanou de alguém que não o órgão de gestão da escola, tendo-se espalhado entre parte dos respectivos docentes, uns mais crédulos que outros. A fonte da informação transmitiu-me o seu pedido de desculpas pelo facto.
Maio 21, 2008 at 10:52 pm
E foram?
Não sabem que estão a infringir a lei?
Espero que os funcionários façam queixa desse CE.
Maio 21, 2008 at 10:54 pm
Ah!
Nunca hei-de receber mensagens dessas – meu télélé não recebe SPAM!
Maio 21, 2008 at 10:59 pm
Temos de ser uns para os outros. Se há auxiliares a assumirem aulas de substituição, então…..:-)
Maio 21, 2008 at 10:59 pm
Esses são aqueles que fornicam a mulher ´´a força quando chegam á casa, batem no puto e depois vão pra o café beber um copo e discutir futebol
Maio 21, 2008 at 10:59 pm
Eheheheh, que delícia!… Ainda há quem consiga surpreender… Melhor? Impossível!
Maio 21, 2008 at 11:00 pm
Fantástico!
E por que razão esse mesmo CE não se desdobrou a abrir as salas?
E no final do dia esse CE poderia também varrer, lavar o chão e proceder à limpeza ec desinfecção das sanitas. Isso é que seria um CE de EXCELÊNCIA!
Maio 21, 2008 at 11:01 pm
E foram?
Maio 21, 2008 at 11:03 pm
Nada de novo. Numa escola da Linha, a presidente do CE, foi para o bar, com avental e tudo, numa situação destas.
Acho que a ASAE ainda não existia.
Maio 21, 2008 at 11:05 pm
O problema resolvia-se com os open spaces. Qual portas, qual fechaduras, qual quê!
Maio 21, 2008 at 11:07 pm
hahahahahahahahahahahahahahah,
então o professor generalista era isso!!
Agora compreendo….
Ponham isto nos jornais, por favor!
Maio 21, 2008 at 11:09 pm
Professores “esparregata”, perna na porta, perna na sala. Os alunos? Ah! Isso não interessa. A casa é que tem que estar aberta, senão os malandros ficavam na rua, não é Valter? (O gajo tem mesmo ar de Valter)
Maio 21, 2008 at 11:11 pm
Quem será o/a “Pl’o”?
Maio 21, 2008 at 11:13 pm
Acreditam?
Eu não, ainda não chegámos a essa fase.
Maio 21, 2008 at 11:14 pm
Não é já, sequer, uma adesivo.
É super cola 3, no anonimato.
Maio 21, 2008 at 11:14 pm
Ainda ninguém requisitou o trio maravilha para isto?
O exemplo não vem de cima?
Maio 21, 2008 at 11:14 pm
Olinda,
a essa fase chama-se “de negação”.
Maio 21, 2008 at 11:15 pm
Isto não vai parar ,vamos todos ficar à espera que tudo mude ?Depois dos 100 000 tive esperança mas depois da negociata dos sindicatos percebi que tudo iria piorar .
Maio 21, 2008 at 11:20 pm
Eu ainda não vi nada disto ao vivo e se existem casos destes, então os colegas têm de recorrer ao site que a Ana Henriques indicou que trata das queixas de professores.
Maio 21, 2008 at 11:20 pm
Não acredito: quero ver para crer!
Maio 21, 2008 at 11:23 pm
Miguel Pinto esta notícia também me deixou de queixo caído. Não posso acreditar.
Maio 21, 2008 at 11:23 pm
Chegou-se ao grau zero da democracia. Inacreditável. E os professores prestaram-se a isso?
Ramiro Marqeues
Maio 21, 2008 at 11:28 pm
Se as coças nos professores, cada vez mais frequentes, pudessem contribuir para melhorar a Educação e a Justiça, poderia ser um caminho. Não creio. A classe docente é maioritariamente feminina. Mas tem as costas largas. Talvez por isso, não deixa ver os outros agentes da comunidade educativa (pais, encarregados de educação, governantes, magistraturas, etc.), tanto ou mais responsáveis pelo verdadeiro estado da Educação – o estado a que a coisa chegou.
http://www.scribd.com/doc/3045274/Expresso-As-costas-largas-dos-docentes
Maio 21, 2008 at 11:33 pm
Outro assunto:
Já a partir de 2009 começam a sair mestres em Ensino de História e Geografia, uns com licenciatura em História e outros em Geografia. Vão poder leccionar nos dois grupos, 400 e 420, até os fundirem.
Maio 21, 2008 at 11:35 pm
Substituir um trabalhador em greve, na medida em que obsta ao efeito útil do direito à greve, é um acto ilegal, pelo que os membros desse CE incorreram numa violação punível da lei vigente. Nem sequer um professor em greve pode ser substituído por outro…
Independentemente da violação desse direito constitucionalmente consagrado, duvido que um docente possa ser obrigado a realizar tarefas específicas de uma auxiliar de acção educativa.
Nunca li o famigerado ECD, mas nem a sinistra ministra anarquista se lembraria de estabelecer entre os deveres dos professores substituírem os antigos contínuos… embora não me admire que lá cheguem daqui a mais uns meses…
Maio 21, 2008 at 11:39 pm
Não me lembro de todas as Condutas fatais. Mas penso que lá deve estar qualquer uma que aponte para isto.
Maio 21, 2008 at 11:41 pm
Abertura de salas…já eu faço.
… e restantes atribuições, enfim, também apago o quadro, mando os alunos limpar o lixo que fazem para o chão,….mas isto é quando e se eu quiser.
Resposta possível ao SMS:
Querido p´lo conselho executivo, cá recebi a tua mensagem que muito apreciei.
Atenção às ilegalidades – não se podem substituir trabalhadores em greve, essa ordem vai contra o ECD,e embora sejas muito querido, desta vez não fazer-te a vontade…como acontece aliás quase sempre.
P´lo grupo de “Todos os Professores”
Eu.
Maio 21, 2008 at 11:42 pm
Digo-vos. Estou á espera que isto avance um pouco mais. Juro que vou comprar uma camara de vídeo para filmar. Estou farta desta bandalhice toda.
Diariamente, ao chegar ao portão da escola, pela manhã, não está ninguém na portaria da escola. A escola é frequentada, diariamente, em regime diurno por mais de 900 jovens.
Alguém acredita nisto? Não.
Pois. Vou filmar.
Os pais muito descansados lá deixam entrar as criancinhas.
Assim vai o país e os pais do país. E os (des)ducativos do país.
Digam-me. Eu sou louca ou está tudo (mesmo)louco?
Hoje, com a greve de funcionários, a coisa estava um caos. No todo deveriam estar uns 7 funcionários, que não o são. A maioria está provisoriamente ali, através do centro de emprego.
Dizia-me alguém. Tantas simulações (paneleirices) de tremores de terra, de incêndios, e isto e aquilo, e se isso acontecer a horas em que “não ha porteiro” ou hoje, por exemplo, a coisa prometia uma verdadeira desgraça.
E qualquer pode entrar.
Faça favor.
O país está em coma profundo.
Maio 21, 2008 at 11:43 pm
Vila Real, 21 Mai (Lusa) – O movimento “Promova” organiza a 07 de Junho, em Vila Real, um encontro que pretende juntar professores inconformados com o acordo entre os sindicatos e o Ministério da Educação e definir formas de intervenção contra a política educativa.
http://www.scribd.com/doc/3045370/LUSA-Movimento-Promova-realiza-encontro-de-professores-em-Vila-Real-para-continuar-luta-contra-Ministerio
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Maio 21, 2008 at 11:46 pm
Digo-vos. Estou á espera que isto avance um pouco mais. Juro que vou comprar uma camara de vídeo para filmar. Estou farta desta bandalhice toda.
Diariamente, ao chegar ao portão da escola, pela manhã, não está ninguém na portaria da escola. A escola é frequentada, diariamente, em regime diurno por mais de 900 jovens.
Alguém acredita nisto? Não.
Pois. Vou filmar.
Os pais muito descansados lá deixam entrar as criancinhas.
Assim vai o país e os pais do país. E os (des)ducativos do país.
O país está em coma profundo.
Maio 21, 2008 at 11:46 pm
Eis a natureza das coisas. Corria o boato, não sei se verídico, de que quando começaram os tempos de estabelecimento, houve de imediato uns CE que colocaram uns professores na secretaria e outros na reprografia. Repito, não sei se é verdade. Mas presumo que será esse, pelo menos em alguns sítios, o destino. Há muita gente nos CE e haverá muitos futuros directores que não sabem para que serve uma escola, nem qual é a missão de um professor. Este, muitas vezes, irá ser tratado como um trabalhador indiferenciado. No outro dia, descobri a palavra que denomina este novo proletariado intelectual: cognitariado. É a isso que seremos reduzidos, graças à notável perspicácia da senhora ministra, dos seus extraordinários adjuntos e respectivos pais da nação.
Maio 21, 2008 at 11:52 pm
Os acompanhamentos, substituições e afins não contemplam estes casos? Se não, há que mudar a legislação!
O facto de 5000 funcionários que vão ser deitados para o lixo no próximo ano lectivo terem conseguido o que 100000 professores não conseguiram, encerrar completamente escolas, só demonstra a fragilidade do serviço educativo com pés de barro. E querem passar a batata quente para os municípios.
Desde já manifesto a minha solidariedade para com todos os funcionários impecáveis e descartáveis da minha escola.
Como curiosidade acrescento que fui à Escola porque tinha aulas a “profissionais”, que é o que está a dar. Mas a Escola estava cheia de profs, mesmo sem aulas, numa azáfama contínua de movimentação de papéis A4, computadores pessoais… Isto é de loucos numa véspera de feriado.
Ah, e havia profs vigilantes para um exame especial de matemática.
Maio 21, 2008 at 11:53 pm
DA (23), está de acordo com essa fusão? Parece-me bastante uma solução demasiado pobre. Geografia e História, apesar da correlação dos conceitos de espaço e de tempo, são tão específicas que me parece uma forma de matar as duas disciplinas, pelo menos no ensino secundário. Ainda não consegui perceber o tipo de pensamento curricular que está presente no actual ministério.
Maio 21, 2008 at 11:59 pm
PROFESSORA AGREDIDA NO CANTO DA MAIA
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/professora-agredida-no-canto-da-maia.html
Maio 22, 2008 at 12:00 am
Já somos 2.
Maio 22, 2008 at 12:00 am
JCM, estou completamente contra. 5 anos de formação “bolonhesa” valem tanto como duas licenciaturas, História e Geografia, 10 anos de formação. Aliás só faltou criar um mestrado em ensino de História, Geografia e Filosofia.
Maio 22, 2008 at 12:01 am
….a não entender o pensamento curricular.
Maio 22, 2008 at 12:01 am
Penso que no Secundário não irão fundir as disciplinas. Mas no 3.º ciclo é muito provável.
Maio 22, 2008 at 12:03 am
Não há pensamento. Só currículo, mesmo.
Maio 22, 2008 at 12:04 am
Aqui está ele:
http://www.fcsh.unl.pt/pg/regulamentos0708/Regulamento_HistGeo.pdf
Maio 22, 2008 at 12:06 am
JCM (31),
Como quer saber o pensamento curricular deste ministério, se o (próprio) pensamento curricular deste ministério não existe(?)
Maio 22, 2008 at 12:06 am
A situação referida no post é verdadeira. Mas algo se terá passado entretanto porque a escola esteve sem aulas. Foi dito aos alunos que deviam informar os EE que não havia aulas. Os alunos acabaram por ir para casa.
Lá que havia muitos professores, havia. Se foram dos que responderam ao sms ou se tinham serviço normal não sei responder.
Que eu saiba foi a primeira vez que a escola paralisou por causa de uma greve. Os professores nunca o conseguiram fazer.
Maio 22, 2008 at 12:08 am
DA,
A Filosofia está atravessada na garganta do ME. Andam sempre a ver se descobrem um caminho para eliminar a coisa. A última estratégia foi a eliminação dos exames no 12.º ano. Praticamente acabou com a disciplina nesse ano de escolaridade. Depois, ainda eliminaram o do 11º. Agora nem para Direito nem para Filosofia a Filosofia é precisa como específica. Por enquanto o «lóbi» da Filosofia tem tido força para evitar males maiores, mas não sei até quando.
O que se está a fazer a estas 3 disciplinas é absolutamente inaceitável. Elas são estruturantes do ser humano: o espaço, o tempo e o pensamento. O problema da educação é a influência dos engenheiros no sistema. Tem sido uma das grandes causas do descalabro.
Maio 22, 2008 at 12:09 am
JCM,
não está no ECD,. mas está na Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro
(Estabelece os regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas)
Embora eu creia que eles não o sabem e só o façam por preopotência, simplesmente para manterem a sua escola a funcionar para ministra ver, já não temos muito a que nos agarrrar, legalmente, até têm as costas quentes.
Maio 22, 2008 at 12:10 am
Hoje fui a uma EB1 que não funcionou, em que estavam pais e professores, à porta, a avisar os outros pais que tinham que levar as crianças para casa. Os pais estão do lado das escolas! É evidente.
Maio 22, 2008 at 12:14 am
Aos governos quadrados não interessa um povo instruído e capaz de pensar.
Maio 22, 2008 at 12:15 am
quero ser um professorzeco (439,
Aposto que a reacção dos pais seria completamente diferente se se tratasse de uma greve de professores.
Maio 22, 2008 at 12:16 am
JCM
“Corria o boato, não sei se verídico, de que quando começaram os tempos de estabelecimento, houve de imediato uns CE que colocaram uns professores na secretaria e outros na reprografia.”
Sei que nalgumas escolas EB23 “fazem” cantina.
Maio 22, 2008 at 12:17 am
Maria Lisboa: se me permite discordar, essa nova e perigosa legislação dos TAFP a que ainda quase niguém prestou atenção não põe em causa o ECD no que respeita a direitos e deveres e ao carácter e perfil de desempenho da função docente…
Acho eu de que.
Maio 22, 2008 at 12:22 am
JCM,
O “pensamento curricular deste ministerio” é simplesmente este.
. transferir verbas devidas aos professores pelo seu trabalho (remuneração) para
. manter os lobby nos ensinos universitario e politecnico ou a este ligados
É a maior transferência de riqueza desde o 25 de Abril de 74.
Depois quem vai pegar nisto tudo vão ser os tubarões (massas).
Maio 22, 2008 at 12:23 am
Durante três anos, na década de 60, fui aluno num colégio particular que havia e há aqui. Os professores do colégio eram personagens da terra, consideradas e estimadas com deferência. Mais tarde descobri que nenhum deles era licenciado. Até tive uma professora de Francês que ainda não tinha entrado para a faculdade. Fez História e até foi bostoniana e exerceu alguma influência no sistema educativo. Uma vez, numa conferência, ouvia-a a falar do seu percurso de professora e omitiu o ensino de Francês. Agora os professores como não servem para ensinar, nada há para ensinar, servirão para esses devaneios…
Maio 22, 2008 at 12:24 am
Ana,
no 1º ciclo, os pais estão mais perto dos professores (vantagens da monodocência?) e encontro bastante solidariedade.
Eu já tenho dito aqui, aos poucos, a causa dos professores vai conquistar os pais.
Maio 22, 2008 at 12:28 am
Ana,
Há uma coisa absolutamente indecorosa que nunca foi discutida e nunca ocorreu à comunicação social discutir (até porque ali também há gente interessada). Os protagonistas políticos do ME são todos professores do superior. Tomaram decisões sobre a carreira dos outros professores, prejudicando-os. Mas eles são parte interessada na divisão dos dinheiros públicos. Em vez de se distribuir os sacrifícios por todos os agentes públicos, os professores “inferiores” foram escolhidos como vítimas sacrificiais. Quem escolheu, repito, era parte interessada. Isto, pode ser legal, mas é profundamente imoral.
Maio 22, 2008 at 12:29 am
Esta mensagem parece-me mais uma brincadeira do que algo serio. Vejam a forma usada (SMS?) completamente errada e invalida para uma convocatoria. Por outro lado se o C.E estivesse preocupado com as consequencias da greve no normal funcionamento da escola, seria natural que adoptasse medidas preventivamente, não em cima da hora . Depois quem assina “P´lo Executivo” teria obrigatoriamente que se identificar… Nao faz sentido.
Paulo, confirma a veracidade disto?
Maio 22, 2008 at 12:34 am
António,
não põe em causa o ECD, e como até temos um estatuto específico, estamos um pouco salvaguardados, mas iguala toda a função pública (não somos corpo especial) na possibilidade do exercício de funções de outras categorias, caso seja necessário, cajo haja pessoal “a mais” numa e a menos” noutra, com todas as implicações que daí advêm. E para além disto o sermos, mesmo efectivos, detentores de contratos (permanentes, por enquanto) a prazo (;)
Maio 22, 2008 at 12:42 am
Maria Lisboa, de acordo mas permite uma leitura que , por enquanto, ainda nos protege…
Seria interessante o Paulo postar este assunto e a nova legislação (PERIGOSA) que subjaz…que palavrão! será que existe com o novo AO?
Maio 22, 2008 at 12:50 am
Quantos intelectuais do eduquês, não professores, claro, existem presentemente em Portugal? Alguém sabe números credíveis?
Maio 22, 2008 at 12:58 am
Eu tenho um tempo de acompanhamento dos meninos na cantina. Na cantina da minha escola há sempre um ou dois professores. Há pelo menos 2 professores de Inglês que no total têm 6 tempos na cantina, mas não há apoios a inglês, por falta de professores, para os meninos que têm dificuldades… uma excelente gestão de recursos!!!! estamos claramente entregues às feras…
Maio 22, 2008 at 1:02 am
Colegas, excertos do estudo de João Freire que serviu de base à revisão do ECD, no Terrear.
terrear.blogspot.com/2008/05/carreira-e-avaliao-dos-professores-na.html
terrear.blogspot.com/2008/05/as-funes-professorais.html
Maio 22, 2008 at 1:02 am
Quanto a formas ilegais de convocar, saliento uma de que tive conhecimento em recentes épocas de “braço de ferro” por causa da avaliação do desempenho: uma “convocatória” a giz, não assinada, no quadro da sala de professores a referir “os grupos têm de reunir para elaboração dos instrumentos de avaliação” (a caligrafia era reconhecida como sendo do topo das hierarquias escolares): associei de imediato o processo ao utilizado nas antigas ardósias à porta das tasquinhas, com os dizeres: hoje á fêveras .
Caso a greve de funcionários tenha muita expressão em algumas escolas e se algum aluno ficar seriamente magoado por falta de vigilância no exterior,tendo caído de um telheiro para onde subiu atrás de uma bola, por exemplo, caso o CE tenha decidido manter a todo o custo a escola em funcionamento a quem será imputada a responsabilidade? É que já me cansei de perguntar em sede própria, continuando o esclarecimento sem chegar.
Maio 22, 2008 at 1:08 am
João Serra, Quantos eduqueses existem não sei. São já bastantes e precisam de sobreviver. Só o podem fazer colonizando o sistema educativo e contaminando-o com as suas teorias infectas. Mas há um outro problema. São aqueles professores que, por gosto ou em virtude de um mestradozinho ou doutoramento na ciência esotérica, estão disponíveis para serem uma espécie de agentes infiltrados da coisa. E julgo que há muita gente a mestrar-se na cabala educativa.
Maio 22, 2008 at 1:10 am
Ainda sobre os links que indiquei no comentário 57.
Carreiras Docentes na Europa
http://documents.scribd.com/docs/2ia9m0h5j9epp9amhmzo.pdf
Maio 22, 2008 at 1:54 am
Em 1987/88, numa reunião do Conselho Pedagógico, um colega advertiu que no dia anterior tinha saído uma portaria a estabelecer que o C.P. teria de ser dividido em secções.
Julgo que foi este o instante marcante do início do “eduquês” actual que desgoverna as nossas escolas.
Maio 22, 2008 at 9:46 am
Estamos todos “feitos” com os colegas mandões…mais sinistros que a ministra!!!Mas a culpa é nossa..obedecemos e calamos!
Não há meio de correr com essa gente?Qualquer dia só à cacetada!!!
Maio 22, 2008 at 10:20 am
colega lurdes 62.
Aproveitemos o feriado sem violência… e podemos retomar amanhã ehheheh
Maio 22, 2008 at 10:22 am
Há colegas “mais papistas que o Papa” mas também há muitos colegas que são uns valentes tótós e prestam-se a tudo, fazendo com que haja tendência para uma generalização.
Maio 22, 2008 at 10:49 am
Esta era a primeira medida escondida das 96 do Fatal… Era a 97ª. Imaginem as outras até fazer 120… Estou a ironizar. Agora não vou ironizar: lá chegaremos. Já cá não estarei para ver.
Maio 22, 2008 at 11:47 am
[...] Professores Multifunções [...]
Maio 22, 2008 at 12:04 pm
Obrigada, DA, pela informação sobre as carreiras docentes na Europa. Muito esclarecedor.
Neste capítulo também já não se lembram que nos temos de aproximar do resto da Europa (vide: horários, formação, progressão na carreira, idade da reforma…).
E bem me parecia que a ideia de professores titulares era uma moda francesa.
Maio 22, 2008 at 1:39 pm
A ser verdade, que fizeram os professores? foram mesmo para a Escola? Apresentaram queixa?…
As escolas de Leiria são exemplos de democracia (?)… lembram-se daqueles parãmteros para as grelhas de avaliação? E se ainda fosse 1 única pessoa a pensar, agora , pelo menos três??? é muita democracia.
Susana: não está a ironizar não, que lá pela conduta não sei quantos , o professor tinha que ter a sala limpa e arrumada…
Maio 22, 2008 at 1:51 pm
Os colegas totós que não se prestem a estas coisas, senão…
Maio 22, 2008 at 3:32 pm
Ainda passam pela conduta 69.:-)
Maio 22, 2008 at 4:30 pm
nada disto me surpreende,a ultima vez que fiz greve em conjunto com as outras colegas(SOU EDUCADORA),a directora da escola nao mandou as crianças para casa com os pais,ficaram o dia ,normalmente,com as auxiliares e nós contamos nas estatisticas e no desconto de ordenado,a secretaria ate lucrou,pais satisfeitos e mais dinheiro dentro do cofre….e a directora continua igual a si propria,delegada sindical,só por acaso……
Maio 22, 2008 at 5:37 pm
Eu cá ofereço-me para ir prá cantina. Faço umas pataniscas e um arroz de grelos em dois tempos e depois ainda pedia que me tirassem uma foto de avental para o meu portfolio.
Maio 23, 2008 at 3:51 pm
Não acredito que isto do SMS seja verdade mas que deu asas à imaginação… lá isso deu.
Mas na minha escola, segundo ouvi dizer estavam 4 (?) funcionários e penso que o normal são 20 (?) mas o CE substitui-os na perfeição, até serviram no bar.
Depois queixam-se que têm falta de pessoal.