É a espiral do subdesenvolvimento social, com a benção da governação socialista e os seus anexos: os professores devem ficar mais tempo nas Escolas para poderem tratar de todos os assuntos relacionados com as proles alheias. Só que, acontecendo isso, a suas proles próprias também precisam de quem os acolha. E quem desempenha essa função, sejam educadoras ou outros professores, também precisam do mesmo.
Como uma cebola que tem sempre mais uma casca.
Se os pais professores são obrigados a ficar 9-10 horas nas suas escolas, a criançada precisa de ficar 10-11 nos seus infantários, creches e escolas. E por aí adiante.
Há quem diga que a vida é mesmo assim.
Pode ser, mas não é grande vida…
Maio 20, 2008 at 8:38 pm
Antigamente as professoras primárias não podiam casar, as mulheres não podiam votar nem ter passaporte. Agora, a maioria da classe docente é do sexo feminino. Hoje em dia ainda existem empregos onde as mulheres não podem usar calças, tal é o nosso atraso social. Se fosse feita uma sondagem sobre quem trata dos filhos, os pais ou as mães, qual o resultado? MLR que se cuide, tem no mínimo 80 mil mulheres e 20 mil homens a contestar.
Maio 20, 2008 at 8:54 pm
Transformar as escolas em internatos como é o objectivo do Pai da Nação e da srº ministra e dos seus adjuntos as pobres crianças sofrem.
Maio 20, 2008 at 9:24 pm
Às vezes pergunto-me em que país é que esta gente vive e o que pretendem …
Não está fácil de ver que decisões destas vão rebentar, literalmente, com o que resta de qualquer família?
E quem vai apanhar os cacos?
Até agora era o educador ou o professor, mas começa a não chegar para tudo e não sei como vai ser…
Maio 20, 2008 at 9:31 pm
A minha filha está a passar em média 9 a 10 horas no infantário porque a isso os pais são obrigados.
Se nos queixarmos a resposta é que há gente em pior situação.
E é este desejo de arrastar para a mediocridade que mais irrita.
Em vez de quererem melhorar a situação das “famílias” com que tanto enchem a boca só acabam por dar-lhes cabo da qualidade de vida que resta.
Maio 20, 2008 at 9:45 pm
Os meus filhos ja´são universitários e felizmente pude dar-lhes bom acompanhamento. É evidente que tinha que trabalhar mais pela noite dentro mas havia espaço durante o dia para criar uma relação de que hoje me orgulho. Quando olho para os pais dos meninos de hoje (e para os meninos também) sinto um pena imensa. Que sociedade se pretende criar quando as crianças são entregues a terceiros, ficando com os pais apenas durante o tempo do sono? Para não falar da tão propagada falta de crianças. Quem pode, de forma responsável, atrever-se a ter muitos ou mesmo poucos filhos? Que condições de vida os esperam?
Maio 20, 2008 at 9:51 pm
Gayzolas como o nosso 1º passam mais tempo em bares de sodomi alternativa
Maio 20, 2008 at 10:33 pm
Shame of Life
Maio 20, 2008 at 10:47 pm
O assunto é sério mas permitam-me a desopressão, que hoje estou para estas coisas:
Vamos sugerir à nossa ministra a
C.N.P. – Castração Nacional dos Professores.
Seria tipo um pré-requisito para ser professor.
Depois vinha o lema:
És masoquista?
Queres levar bordoadas todas as semanas?
Trabalhar como um desgraçado e NÃO ver o teu trabalho reconhecido?
Pois então não penses mais:
- Inscreve-te agora mesmo num curso via ensino que, apesar de o ser, tens na mesma que fazer uma prova de acesso à carreira, e vem disfrutar dos infindáveis prazeres de uma das mais desprestigiantes, desvalorizadas e desrespeitadas profissões portuguesas:
- VEM SER PROFESSORzeco!
Mas queres saber qual a maior das vantagens?
- É que sempre que um professorzeco chumbar um aluno tem a obrigação de propor aos seus pais a adopção do mesmo, ficando então responsável pelas despesas da educação do rebento até ele ser maior de idade!
Não deixes fugir esta oportunidade!
…
Liberté, Igualité, Fraternité…
… ó PS, VÁ SE CATÉ!!!
Maio 21, 2008 at 1:48 am
Paulo,
“A minha filha está a passar em média 9 a 10 horas no infantário porque a isso os pais são obrigados.”
É, infelizmente, o dia-a-dia das família portuguesas sem retaguarda familiar. Não te quero irritar.
E a tendência com o novo código do trabalho é para estas situações se agravarem.
Os meus “pequenitos”, que estão na EB1, como saio 4 dias às 18:30 e trabalho no outro lado da cidade, ficam até às 19 horas na escola à minha espera. É mau.
Maio 21, 2008 at 5:43 pm
Aliás , as teorias da psicologia e da educação mudam conforme os pais estão mais ocupados: desta vez, como já se prevê que os Pais(ainda) vão trabalhar mais horas, arranja-se já uma teoria em que as criancinhas se desenvolvem muito mais e melhor (haja paciência!) metidas desde cedinho até tarde nas caixinhas/infantários e nas caixinhas/escolas… com muitas actividades à mistura para fingir que somos todos modernaços e os nossos filhos não estão na Escola, mas em actividades… nas mesmas salas.
O resto é uma grande conversa…
Maio 21, 2008 at 7:24 pm
“… em actividades…nas mesmas salas.
Sou uma mãe jovem que assim que concluíu a licenciatura , decidiu que iniciaria dois projectos em simultaneo, um profissional e outro familiar. Sentia-me realizada profissionalmente e isso também se repercutiu na família e no número de filhos que gostaria de ter. Quis o “destino” , não eu que ficasse pelos quatro. Na escola onde leccionei trabalhei, maioritariamente, em horários nocturnos, porque entendia que eles nâo nasciam para serem enfiados em armazéns. Sinto que tenho uma familia bem formada e informada…e incomoda-me que a minha filha mais nova , que escapou este ano da extensão de horário, lhe tenham dito que para o ano não vai escapar que é de carácter obrigatório. Sendo eu mãe quem me obriga, a mim, a enviar a miúda para essas horas a mais que consistem no acompanhamento no estudo, inglês, música “…nas mesmas salas onde estão fechadas todo o dia” . Eu nao prescindo de a ter em casa, comigo , com os irmão, primos… não estou a ser egoista. Os três mais velhos tinham aulas de manhã ou de tarde, nada mais e isso bastou-lhes…agora a que vai para o quarto ano é diferente porque a ministra prefere que assim seja? Dá a opção aos pais de decidirem… é mesmo de carácter obrigatório?
se assim for no ensino público nao me resta mais remédio recorrer ao particular onde só tem prolongamento de horário quem o solicita.
Maio 21, 2008 at 7:43 pm
Era o que faltava que fosse obrigatório. Não é!
O problemas é que as crianças ficaram sem Ed. Física e Música, que são importantes, e agora, para as frequentarem, têm mesmo que ficar na Escola.
No meu caso, os horários das actividades dos meus filhos estão flexibilizados, o que piora a situação: ora têm AEC aos primeiros tempos e aulas até às 17:30, ora têm às 15:30.
Estão a nivelar por baixo (também) os tempos livres. E o 2º ciclo vem a seguir.
Ainda somos muitos os pais que querem os filhos em casa, ou na rua, ou onde NOS aprouver.
A escola pública tem que nos servir também a nós!
Maio 21, 2008 at 7:52 pm
É revoltante constatar que quando se referem aos professores nunca a opinião pública e a comunicação social se lembra que os professores também são pais e mães, que trabalham fora de casa, que cada vez vão tendo mais disponibilidade para os filhos dos outros e menos para os seus. É gritante ouvir na comunicação social pais a dizer:” E agora onde vamos deixar os nossos filhos, sem escola?” … certo que deve ser complicado… mas se o é para eles também é para os professores dado que as tais pausas são para os alunos. Os professores continuam nas escolas, em reuniões de avaliação, de departamentos… disto… daquilo…Valha-me a Santa mas não a Santa de Lurdes.
Maio 21, 2008 at 11:09 pm
SÓ NUM PAÍS SUBDESENVOLVIDO OBRIGAM AS CRIANÇAS A FICAREM TANTAS HORAS NA ESCOLA ,OLHEM PARA OS PAÍSES DO NORTE ….E SE PELO MENOS AS NOSSAA ESCOLAS TIVESSEM AS MESMAS CONDIÇÕES FÍSICAS NÃO SERIA TÃO MAU DEIXÁ-LOS LÁ TANTO TEMPO . NA ESCOLA PRIMÁRIA DA MINHA FILHA NEM CASAS DE BANHO PARA SERES HUMANOS HÁ …SEM FALAR NA QUALIDADE DAS AULAS DE INGLÊS ,EU QUE SOU PROFESSORA DE INGLÊS TENHO A CERTEZA QUE A PROFESSORA EM QUSTÃO NEM SABE QUE AS ORIENTAÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTÃO NA INTERNET !
Maio 21, 2008 at 11:11 pm
Mas temos que denunciar tudo isso…
É preciso não deixar que a incompetência se instale.
Sejamos exigentes!
Maio 22, 2008 at 12:38 am
Maria da Glória Costa,
“lhe tenham dito que para o ano não vai escapar que é de carácter obrigatório.”
Tem de estar atenta ao que vão fazer na escola da sua filha.
Quem decide os horários das EB1s são os Pedagógicos e os CEs.