A divulgação está hoje um pouco por todo o lado, do Sol ao Público, do Correio da Manhã ao Educare, passando por diversos outros portais informativos.
O assunto é daqueles que me interessa e muito, não apenas no plano teórico, como no concreto pois as consequências de tal medida afectar-me-ão directamente, o que confesso desde já, à guisa de declaração de interesses.
Por isso, e embora vá voltar ao assunto com maior detalhe, não queria desde já de registar o tom da campanha comunicacional e de apontar algumas debilidades à argumentação usada.
Para evitar transições bruscas
Conselho Nacional de Educação defende fusão do 1º e 2º ciclos
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico para acabar com “transições bruscas”. O objectivo é que os alunos deixem de ser acompanhados apenas por um professor e passem, progressivamente, a ser apoiados por outros docentes, em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo “A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos”, este ciclo de seis anos “visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas”. Por outro lado, recomenda-se para este ciclo o regime de monodocência com progressiva co-adjuvação, pelo menos em duas áreas, uma mais voltada para as ciências e outra para as letras.
No entanto, os autores do estudo, que será apresentado terça-feira num seminário no CNE, reconhecem que o modelo “ideal, mais interessante e mais flexível” estaria assente em “equipas multidisciplinares”, lideradas por professores “especialmente vocacionados” para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado. “Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico”, lê-se no documento.Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um “contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, “contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar”. “O contraste acentua-se ainda pela diferença de cultura profissional entre os professores do 1º ciclo e do 2º ciclo. Enquanto os primeiros se assumem como professores de crianças cuja missão se centra na promoção de aprendizagens fundamentais por parte dos alunos, os segundos assumem-se primeiramente como professores de uma disciplina escolar”, lê-se no estudo.
A notícia é mais longa, mas só este pedaço já permite alguns considerandos preliminares:
- Antes de mais, é extremamente útil que este estudo do CNE surja agora a validar a opção anunciada pelo ME de criar professores generalistas para leccionarem até ao 6º ano, num regime de coisodocência não muito bem definida. É sempre bom constatar que os governantes têm uma visão prospectiva certeira, que lhes permite encetar medidas ainda antes dos estudos oficiais confirmarem a bondade das soluções propostas. Não estou a duvidar da sinceridade do estudo, apenas anoto (des)coincidências.
- Em seguida, os autores do estudo justificam a conclusão destacada com a constatação da «transição brusca» entre os 1º e 2º CEB, mas esperarei pelo texto completo para saber se eles encontraram vestígios estatísticos que essa brusquidão transitiva implique um especial acréscimo de insucesso em relação a outras transições teoricamente menos bruscas. Porque o que se sabe de ciência bem sabida é que o maior insucesso se verifica na transição do 2º CEB pra o 3º CEB, e não do 1º CEB para o 2º. Mas se os autores do estudo constataram alguma coisa, espera-se sempre que se siga a demonstração empírica e não meramente a olhómetro.
- No entanto, os autores do estudo reconhecem que o problema, afinal, não estará na pluridocência do 2º CEB, mas sim no carácter redutor da actual monodocência do 1º CEB. E até acham que o regime ideal seria o da existência de equipas «multidisciplinares» desde o 1º ano, lideradas por docentes «especialmente vocacionados» para iniciar as crianças nas literacias. Ora eu estava perfeitamente convencido que era isso que já acontecia com os professores do 1º CEB e que a sua formação académica e profissional era exactamente nesse sentido. Aparentemente os autores do estudo terão achado que essa «vocação especial» estará em falta. Algo que eu estranho bastante. De qualquer modo, concordo que o 1º CEB deveria ser ministrado em regime de equipas pluridisciplinares e (3-4 docentes) e não em monodocência. Mas essa seria uma solução cara. Logo, deve ser descartada. Ou então obrigarão os docentes do 2º CEB a irem reprofissionalizar-se para salvarem as ESE«s da penúria e alimentarem pseudo-mestrados bolonheses.
- E aqui entra na ordem do dia outra observação do estudo que é (esquecendo as «lógicas organizativas») o destaque dado a uma diferente «cultura profissional» dos docentes dos 1º e 2º CEB, coisa que eu não percebo exactamente como entra nesta equação. Mas então querem ter uma cultura profissional única para todos os docentes? Mas há alguma que seja errada? A dos docentes do 1º CEB ou a dos do 2º CEB? Expliquem-nos lá, qual é o grupo que querem aculturar? Eu sei a resposta, mas gostaria de ouvi-la explicitada. É que há muitos eduqueses esianos (há esianos porreiros e realistas, nada de confusões, nem todos são valteres) que acham que ainda há demasiada gente no 2º CEB com formação universitária daquela mais «científica» que pedagógica e que, nas suas pretensões académicas, estorvarão o progresso da cultura generalista por mais dois anos do sistema de ensino.
Aliás, sendo completamente claro, o que eu acho é que estas ideias peregrinas de atirar para as «transições bruscas» (sem prova palpável dos seus efeitos negativos) a razão fundamental da fusão dos 1º e 2º CEB mais não são do que um pretexto esfarrapado para:
- Infantilizar ainda mais um alongado primeiro ciclo de estudos.
- Criar problemas sérios em termos de carreira para muitos milhares de docentes do 2º CEB.
- Reduzir o número de docentes necessários para os primeiros seis anos de escolaridade da miudagem.
Se quisessem tratar destas questões a sério, certamente reparariam que o maior nível de insucesso não se encontra no 5º ano de escolaridade, com mais choques ou menos choques – que são rituais de crescimento indispensáveis – mas sim em outros anos, como o 7º, quando os alunos já estão ambientados à pluridocência e a um maior espaço escolar.
Mas como ir por esse caminho exigiria um refinamento da análise para além do traço grosso, talvez seja mais fácil ficar pelas aparências.
Maio 19, 2008 at 9:27 pm
Como tu frisaste o maior insucesso verifica-se na transição do 2º CEB pra o 3º CEB, e não do 1º CEB para o 2º CEB, por isso isto soa-me a preparação para uma acção continuada.
O generalista será para todo o básico por causa do combate ao insucesso na passagem de ciclos.
Maio 19, 2008 at 9:29 pm
Paulo tens aqui o estudo completo:
http://www.cnedu.pt/files/ESTUDO.pdf
Neste momento estou a lê-lo.
Um excerto, página 53:
“Enquanto que no 1º ciclo a actividade lectiva de cada turma está concentrada numa única sala (com excepção de algumas actividades periféricas ao núcleo duro do currículo), 2º ciclo, o trabalho dos alunos distribui-se por múltiplas salas de aulas “normais” ou “específicas”, de acordo com o tipo de trabalho a realizar, mas também em função de outras prioridades na distribuição do serviço docente e na gestão dos espaços. O contraste acentua-se ainda pela diferença de cultura profissional entre os professores do 1º e do 2º ciclos. Enquanto que primeiros se assumem como “professores de crianças” cuja missão se centra na promoção de aprendizagens fundamentais por parte dos alunos (independentemente dos métodos de ensino adoptados), os segundos assumem-se primeiramente como professores de uma disciplina escolar (“professor de matemática”, “professor de inglês”) cuja missão se centra no ensino dessa disciplina. Ou seja, para os primeiros o que interessa é que os alunos aprendam, enquanto que para os segundos o que interessa é que a sua disciplina seja aprendida. Para os primeiros o foco são os alunos, enquanto que para os segundos o foco é a disciplina escolar. Para os primeiros, o sentimento de pertença ancora-se no mundo da infância e na problemática do desenvolvimento da criança, enquanto que para os segundos o sentimento de pertença liga-se ao mundo académico (universitário) da respectiva área científica.”
Maio 19, 2008 at 9:32 pm
Olinda,
a lei de bases do Governo do tempo do Justino, vetada pelo Sampaio em 2004, preconizava 6 anos de Ensino Básico, do 1.º ao 6.º ano. E 6 de Ensino Secundário, do 7.º ano ao 12.ºano.
Maio 19, 2008 at 9:32 pm
“a lei de bases do tempo do Justino”
Maio 19, 2008 at 9:43 pm
Como esta notícia cimenta ainda mais a infantilização dos “alunos” portugueses deixo aqui o comentário escrito em relação ao post imediatamente anterior:
Enquanto os professores deste país não perceberem que a sua luta só pode ser a da EXIGÊNCIA, DISCIPLINA E RIGOR, nunca ninguém nos vai perceber!
Meus caros parem de choramingar devido ao ECD, aos exames de ingresso na carreira, à avaliação docente, etc, etc, etc, e centrem-se naquilo que é essencial:
A escola é um local de trabalho, exigência e rigor!
Enquanto nós professores permitirmos que o populismo dos pseudo políticos que têm governado a 5 de Outubro continue a mandar nas escolas não vamos a lado nenhum.
Enquanto os tiques saloios e provincianos dos marxistas e leninistas que EFECTIVAMENTE mandam no sistema de “ensino” português continuarem a cimentar este modelo estupidificante, continuaremos TODOS a assistir à morte da escola pública e com isso à morte dos professores que lá trabalham!
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com o SABER e o CONHECIMENTO.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os filhos das classes sociais que não podem colocar os seus rebentos em escolas privadas de qualidade nacionais ou estrangeiras.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com o suor do trabalhador que TODOS os meses faz os seus descontos para PAGAR A ESCOLA PÚBLICA.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os alunos que QUEREM aprender.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os pais que querem que os seus filhos SAIBAM REALMENTE para poderem ter um futuro melhor que o seu.
Ou seja temos que nos dar ao respeito!!!!!!
Enquanto a nossa luta não for esta, garanto que não iremos NUNCA a lado nenhum!
PS. Estou à vontade porque na próxima Segunda-Feira estarei a trabalhar onde o trabalho é levado a sério, numa empresa multinacional, porque sei perfeitamente que uma parte significativa dos professores portugueses acredita sinceramente nas pedagogias patéticas que transformaram o professor numa espécie de guardador de crianças e jovens que todos os dias se auto-flagela por não ter alcançado o inalcançável – conseguir transformar um candidato a bandido em Enstein!
Maio 19, 2008 at 9:43 pm
A parte final da citação (2) que eu já tinha lido alhures, navega nas ondas do eduquês mais parolo: aos primeiros interessa que os alunos aprendam, enquanto que os segundos, essa malandragem, está mais interessada em que a sua disciplina seja aprendida? Estes são visivelmente uma corja que tem que ser metida na ordem, uns canalhas que até fazem subir a tensão de qualquer cidadão…
“Para os primeiros (viva! Bem-hajam!!)o foco são os alunos, enquanto que para os segundos (buuuu, corja, bandidos, cambada) o foco é a disciplina escolar”.
Eu confesso que por mim nem uma coisa nem outra: de há uns anos para cá elegi como foco do processo ensino-patinagem uma zona da parede, ao fundo da sala, cerca de dois metros acima da última carteira da fila da direita, e, por incrível que pareça, tenho obtido bons resultados!!
Maio 19, 2008 at 9:46 pm
Partilho integralmente o estado de espírito do Joaquim (5)
Maio 19, 2008 at 9:48 pm
james, lê o estudo todo.
É o que eu estou a fazer.
Maio 19, 2008 at 9:52 pm
No post anterior fiz uma brincadeira com a notícia do Sol colocando o estudo a defender o ensino em casa. Pareceu-me que muitos das palavras do dito estudo também davam para defender que fossem os pais a educarem os filhos em casa. Coisa que sairia bem mais baratinha ao Estado e permitiria dispensar uma horda desses malfeitores que respondem pelo hediondo nome de “professor”
Maio 19, 2008 at 10:09 pm
Esse estudo é uma patetice completa e absoluta, basta lembrar que, hoje, quase todos os alunos do 1º ciclo têm quatro professores! Ou será que os membros do CNE consideram que os professores de música, educação física e artes são apenas animadores sócio culturais?…
Maio 19, 2008 at 10:12 pm
Do 1.º Ano até à conclusão da licenciatura à bolonheza será um percurso sem saltos nem sobressaltos.
Nínguém pára Sócrates e a sua Maria, os dois maiores monumentos à imbecilidade que este país produziu, bem acolitados diga-se pelo neanderthal vivo que faz de secretário…
Maio 19, 2008 at 10:35 pm
Este estudo é providencial e não só…
Baseia-se numa mentira.
A monodocência no 1º ciclo já não existe. Fizeram o favor de acabar com ela.
Os alunos, desde que entram para a escola, já têm no mínimo 4 professores.
Acabaram com a monodocência e “inventaram” a pluridocência mais barata que havia no mercado.
E agora?
Este estudo providencial vem dizer que é melhor acabar com a pluridocência do 2º ciclo para a substituirem por uma “espécie de monodocência coadjuvada” que sairá mais barata.
Ou será que nós ainda não sabemos do que estas equipas são capazes???
Maio 19, 2008 at 10:52 pm
O CNE defende a fusão do 1º e 2º Ciclo???????!!!!!!!!
A minha alma está parva.
Mas devo ser eu que estou parva de todo, o melhor é não comentar. Aliás, fiquei incapaz de comentar ao ler a notícia.
Ainda bem que a minha neta vai já para o 2º Ciclo, que já não apanhará o professor generalista, que não a vão infantilizar como se permanecesse com nove anos até à adolescência, e que, portanto, não sofrerá, quando transitar para o 3º Ciclo, uma transição essa sim verdadeiramente brusca, com os professores do 7º ano a levarem as mãos à cabeça muito mais ainda do que já levam quando se queixam das impreparações e faltas de exigência dos anos anteriores.
Tenho experimentado mais espantos com o que está a acontecer com a actual política educativa do que na minha vida toda até há três anos atrás. Está na hora de desligar a minha mente desta bagunçada toda.
Maio 19, 2008 at 10:54 pm
Federação de Sindicatos da Função Pública fala em cinco mil
Valter Lemos diz que apenas 1500 trabalhadores não docentes vão terminar contrato
19.05.2008 – 18h48 Lusa, PÚBLICO
O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que apenas 1500 funcionários não docentes vão terminar o contrato no final de Agosto e não cinco mil como denunciou hoje a Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública.
Em declarações à TSF, o responsável do Ministério da Educação garante que os números avançados pela estrutura sindical estão incorrectos, assegurando que a tutela prevê resolver até ao Verão a situação dos funcionários que não vão celebrar novo contrato a termo.
“Estamos a estudar a situação com o Ministério das Finanças, temos também tido reuniões com os sindicatos no sentido de tentar resolver a situação. Tenho uma forte expectativa de que possamos continuar a contar com a colaboração desses trabalhadores”, explica o secretário de Estado à rádio.
Em conferência de imprensa para divulgar as razões da greve/manifestação, agendada para quarta-feira em Lisboa, a dirigente sindical Natália Carvalho disse que perto de cinco mil trabalhadores acabam o seu contrato, já a 31 de Agosto, sem possibilidade de renovação.
“Ou o Ministério da Educação resolve este problema e coloca-os no quadro, ou no próximo ano lectivo muitas escolas não terão condições para funcionar, uma vez que a lei não permite contratar pessoas para substituir outras cujo contrato terminou”, alertou Natália Carvalho.
A principal causa apontada pela responsável da federação para o protesto de quarta-feira, é “a completa ausência de disposição para o diálogo, revelada pelos responsáveis do Ministério da Educação”.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329304&idCanal=58
Maio 19, 2008 at 10:57 pm
O episódio dos cigarros
O episódio dos cigarros que o primeiro-ministro fumou a bordo do avião para a Venezuela não teria passado de uma coscuvilhice zelosamente empolada pela comunicação social. E de um gesto desculpável, até pela prática habitual em anteriores viagens oficiais. Não teria passado se José Sócrates, com o seu incorrigível estilo de anjo justiceiro e impoluto, não o transformasse num contraproducente facto político.
Primeiro, estragando um louvável pedido de desculpas com a promessa tonta e radical de não voltar a fumar um cigarro. Como os miúdos que, apanhados em falta, prometem este mundo e o outro e nunca mais fazer o mesmo. Depois, não resistindo à tentação de se fazer passar por vítima e tirar dividendos do caso, vindo acusar de dedo em riste os seus adversários de perseguição e «calvinismo moral». Ora, foi ele, o seu Governo e a ASAE que elaboraram, aprovaram e estão a aplicar um das leis antitabaco mais calvinistas e fundamentalistas do espaço europeu. Não tente, agora, virar o filme ao contrário. E passar para os outros os seus erros, os seus pecadilhos e os seus excessos.
Sócrates passa da humildade de quem pede desculpas à arrogância de quem pede meças e contas à velocidade do som. E do 80 para o 8 (ou do 100 para 0, no caso dos cigarros) da noite para o dia.
Agora, o crescimento do PIB em 2008, que ainda há uma semana o Governo se obstinava em manter nuns irrealistas 2,2%, sofreu uma machadada radical de um terço e caiu para 1,5%. Deitando por terra o discurso da retoma da economia, da convergência finalmente conseguida com a União Europeia, do fim dos sacrifícios pedidos aos portugueses nestes três anos.
O que a maioria dos eleitores que irão votar em 2009 sente quotidianamente é o preço da gasolina a aumentar, os bens alimentares a ficarem mais caros, o custo dos transportes a subir, os juros dos empréstimos das casas a disparar. Com um desemprego em níveis altíssimos e a inflação a saltar de 2,1% para 2,6%, não é este, seguramente, o melhor cenário para sonhar com maiorias absolutas.
Sócrates justificar-se-á com a crise internacional e a conjuntura europeia, mas o facto é que a economia portuguesa apresenta de novo o pior resultado de toda a Zona Euro. Desculpas de mau fumador.
jal@sol.pt
http://sol.sapo.pt/blogs/jal/archive/2008/05/17/O-epis_F300_dio-dos-cigarros-.aspx
Maio 19, 2008 at 11:08 pm
Desculpem, mas não concordo que no 1.º ciclo se infantilizem os alunos. Prova disso é que esses mesmos alunos, quando chegam ao 2.º ciclo, estão na sua maioria preparados para um diferente tipo de ensino e até o anseiam pois fá-los sentir que estão preparados para novas experiências.
Maio 19, 2008 at 11:21 pm
Fico aqui preocupado se, no caso, fusão será uma mudança de estado. Para quem só conhece três, é de nos preocuparmos.
Maio 19, 2008 at 11:31 pm
Fafe
Também há o plasma. É o quarto.
Maio 19, 2008 at 11:36 pm
tu não és a swan! és um monstro azul!!!!
Maio 19, 2008 at 11:38 pm
acho este estudo uma parvoíce completa. E se em vez de tentarem reduzir a transição brusca da monodocência para a pluri, porque não começam a introduzir a pluridocência no 1º ciclo com vantagens enormes para os alunos.
É difícil aceitar que professores com formação nas áreas das ciências das ESE’s estejam a leccionar Língua Portuguesa aos alunos do 1º ciclo e o mesmo se passa quando professores com formação unicamente em Letras, estão a ensinar Matemática… depois ensinam-se enormes incorrecções quer numa área quer noutra…
E que tal se esses senhores estudassem os casos dos alunos que, já no 1º ciclo, são sujeitos a pluridocência?
Que tal efectuarem esse estudo com alunos, por exemplo, dos Jardim Escola João de Deus?
Muito antes do ensino do Inglês se ter alargado ao 1º ciclo já eles tinham Inglês, EVT, Música, Ed. Física e até, em alguns casos, História leccionada por outro professor…
Já agora, não sou professora desta instituição, sou “cliente” há 14 anos, e qualquer uma das minhas filhas não sentiu qualquer diferença, pelo contrário, até sentiram que estavam demasiado avançadas …
Maio 19, 2008 at 11:41 pm
Olá, qsup.
Não tinha feito o login.
Aí estou eu, em todo o meu esplendor principesco.
Maio 19, 2008 at 11:41 pm
Na verdade o 1.º ciclo tem um professor e vários “professores-animadores” contratados precariamente pelas autarquias e pagos a 4 e 5 euros a hora, sem segurança-social nem férias nem coisa nenhuma. Esse é provavelmente o modelo ideal que o Governo gostaria de ver alargado até ao 6.º ano, dispensado toda essa gente que engorda o Estado.
Continuam a dizer-nos que convém menos Estado e melhor Estado e nós vamos na onda. Aqui está o “menos Estado”, tal como no fecho de serviços de saúde, na reorganização de tribunais, na privatização de notários, etc., etc.
Maio 19, 2008 at 11:46 pm
João
Tem toda a razão. O que passa com os colegas que lecionam as AECs é uma enorme injustiça. No entanto os sindicatos nada fazem. Não são profs como qualquer um de nós?
E o ME habilmente lhe nega o direito à sua integração profissional!
Maio 19, 2008 at 11:47 pm
Beatriz,
por favor, verifique o plano de estudos das ESEs, está a cometer incorrecções.
Os professores têm formação em todas as áreas do currículo nacional do 1º ciclo!!
No caso das variantes, dão mais relevo a essa área disciplinar, essencialmente no último ano que lhes confere a habilitação para 2º ciclo.
Maio 19, 2008 at 11:49 pm
MLR, professora do 1º ciclo, não se esqueçam.
E o ISCTE precisa de trabalha para “continuarem a receber os cheques”!
E o Valter tem as ESES ás moscas!!!!
Maio 19, 2008 at 11:52 pm
Swan Princess Diz:
“Fafe
Também há o plasma. É o quarto.”
Não vou falar de vocativos.
Quanto ao quarto, depende do sentido que se toma na direcção. Se não estivermos nas cordas, mais ou menos.
Maio 19, 2008 at 11:56 pm
Se olharem (bem) para o Sócrates…ele (ainda) usa calções.
Se olharem (bem) para a sinistra…ela (ainda) está no colegio da casa pia, a lutar contra “a vida” (dela).
Se olharem (bem) para o valter…ele (ainda) parece o valterzinho.
Escola á medida das “crianças”…
Álvaro,
Por favor, coloca o (teu) blog da psicanálise?
Maio 19, 2008 at 11:56 pm
Zeco
Um dos maiores erros na formação inicial de profs, foi precisamente o plano de estudos as ESEs com as suas variantes e quem mais ficou prefudicado foi o 1.º ciclo
Maio 19, 2008 at 11:57 pm
*prejudicado
Maio 19, 2008 at 11:58 pm
Não compreendo, Zé. Quer comparar o plano de estudos actual, aliás, pré bolonha, com o que existia no magistério??
Maio 19, 2008 at 11:59 pm
Eu gosto muito da genial frase, uma nova pérola do eduquês:
«Ou seja, para os primeiro (profs do 1.º ciclo) o que interessa é que os alunos aprendam, enquanto que para os segundos (profs do 2.º) o que interessa é que a sua disciplina seja aprendida. Para os primeiros o foco são os alunos, enquanto que para os segundos o foco é a disciplina escolar».
Fico perplexo! Eu que sou prof. do secundário devo estar interessado que seja a minha avó, honra à sua memória, aprenda…
Não têm vergonha.
Maio 20, 2008 at 12:00 am
Fafe
Como já se terá apercebido, sou um bocado burra. Princesa e tal, mas burra. Hélas.
Vocativos?
Cordas?
Os meus dois neurónios e uma sinapse mal feita não chegam a tanto.
Maio 20, 2008 at 12:01 am
Zeco
O que eu defendo é que só deve ser prof do 1.ºCEB quem tem licenciatura nessa vertente.
Maio 20, 2008 at 12:04 am
Um aviso para os profs do 2.º ciclo, Paulo incluído:
A guerra contra eles já está desencadeada. Não se interessam que as as crianças aprendam. O que lhes interessa é que as suas disciplinas sejam aprendidas.
Eu nem quero acreditar que esta gente diz isto.
Maio 20, 2008 at 12:06 am
Discordo. O facto de ter mais conhecimentos de matemática, ciências ou português, não me retira competências, acrescenta.
Os alunos das variantes fazem o mesmo estágio, as mesmas horas e têm os mesmos créditos, para 1º ciclo. E…. ainda têm mais especialização numa área de conhecimento, e estágio também, no 2º ciclo.
Maio 20, 2008 at 12:08 am
A solução: do 1º ao último ano da faculdade: o professor único (única forma de se ser aluno e de se ser professor: uns contentam-se com as aprendizagens dos alunos e os outros, ao que parece, com a coisa dos coisos). Depois o emprego único, o pensamento único, o voto único, o sexo único, o automóvel único, o aumento único, o casamento/união único, o filho único, o neto único, o imposto único (este dava mesmo jeito!)… a bem da transição fácil ao longo da vida, a bem da capacidade de (in)adaptação aos ritmos/espaços/ tempos /relações pessoais, a bem de estruturas organizativas únicas/, a bem duma cultura profissional (emocional e cultural…)única, a bem da ausência de frustrações, a bem de gente que não conhece mais nada e se contentará com pouco, a bem da continuidade de uma “pseudo-elite” única e que insiste em fazer e tratar os portugueses como débeis-mentais.
A todos aqueles que, ainda novos e ainda a tempo, tenham a veleidade de ser PROFESSOR (ENSINAR): que esta seja a vossa última opção (e, após a emigração) neste cantinho de ignorância plantada!
Maio 20, 2008 at 12:09 am
Swan Princess Diz:
“Fafe
Como já se terá apercebido, sou um bocado burra. Princesa e tal, mas burra. Hélas.
Vocativos?
Cordas?
Os meus dois neurónios e uma sinapse mal feita não chegam a tanto.”
Cada um é que sabe, depende do estímulo.
Maio 20, 2008 at 12:14 am
Zeco
Aceito a sua posição, mas a minha experiência leva-me a manter o que digo.
Maio 20, 2008 at 12:15 am
Beatriz, comentário 20.
“Que tal efectuarem esse estudo com alunos, por exemplo, dos Jardim Escola João de Deus?
(..) sou “cliente” há 14 anos, e qualquer uma das minhas filhas não sentiu qualquer diferença, pelo contrário, até sentiram que estavam demasiado avançadas …”
Eu sou há 6 anos “cliente” da Escola Pública do 1.º ciclo, e por acaso tenho colegas cujos filhos andaram na João de Deus, no 5.º vieram para as EB23, não vinham melhor preparados.
Note-se que sou favorável à coadjuvação em determinadas áreas no 1.º ciclo e contra a monodocência no 2.ºciclo.
Compreendo o que o Zé escreve sobre as Habilitações para o 1.º ciclo, os alunos que entram nos cursos das variantes não querem ser, regra geral, professores do 1.º ciclo, concorrem a este grupo porque há mais vagas e é mais fácil efectivar, quando podem fogem para o 2.ºciclo.
Maio 20, 2008 at 12:15 am
MAS O QUE É ISTO???
(Desculpem, colegas, estou mesmo a gritar, mas é contra escreveu aquela enormidade.)
Maio 20, 2008 at 12:16 am
Internem já aquela gente do C.N.E.
Maio 20, 2008 at 12:16 am
Zé e Quero ser um professorzeco,
Compreendo o que o Zé escreve sobre as Habilitações para o 1.º ciclo, os alunos que entram nos cursos das variantes não querem ser, regra geral, professores do 1.º ciclo, concorrem a este grupo porque há mais vagas e é mais fácil efectivar, quando podem fogem para o 2.ºciclo.
(REPETIDO)
Maio 20, 2008 at 12:17 am
De qualquer forma, Zé, isso também já acabou.
Agora, se calhar já sabe, o 1º ciclo de estudos (bolonha) chama-se educação básica e é comum aos potenciais educadores de infância, prof. 1º ciclo e prof. 2º ciclo. Confere grau de licenciatura mas não permite o ingresso na carreira docente. Completa-se então com um 2º ciclo de estudos, onde se separam, educadores de infância, professores de 1º ciclo e professores de 1º e 2º ciclos. Confere grau de mestrado.
Ora, o que é novo aqui, é este professor de 1º e 2º ciclos, sem área disciplinar! Apenas se mantêm diferenciados os professores de Educação Visual e Tecnológica, Música e Ed. Física.
A novidade é o tal professor generalista! Que agora surge eventualmente coadjuvado, na opinião do CNE. Menos mal….
Maio 20, 2008 at 12:19 am
JCM e Alice N.,
Gostei tanto daquela parágrafo, do comentário 2, que tive de o pôr aqui.
Maio 20, 2008 at 12:21 am
Alice N. Diz:
“MAS O QUE É ISTO???
(Desculpem, colegas, estou mesmo a gritar, mas é contra escreveu aquela enormidade.)”
Ora, não ligue demasiado, mas também fico incomodado de reagir assim “ao” Swan Princess.
Maio 20, 2008 at 12:22 am
DA (44)
Isto é tão indigesto que tenho de reler devagarinho. O que é que aquela gente andou a consumir?
Maio 20, 2008 at 12:22 am
Não basta ler. É preciso CONHECER!
Importa ultrapassar a nossa visão corporativa e entender o paradoxo que constitui o ratio profs/aluno no 2º Ciclo. São (+ou-) 10 os profs que constituem o elenco de cada Conselho de Turma. Pergunto: Justifica-se esta descontinuidade? Será que dos 9 para os 10 anos as áreas do conhecimento (as disciplinas) justificam tantos «especialistas»? Não caminharemos nós, como especialistas, para a generalidade? Se não fossemos generalistas seríamos educadores?…
… Eu sei que o papão que nos aflige (legitimamente?) são os chamados horários zero. Contudo…
Contudo é preciso ver a floresta: constrangida a socialização primária, a educação (e não apenas a instrução) é transferida para a escola (ex-socialização secundária). Ora, se os professores se assumirem como educadores (se a educação pública para aí caminhar), a necessidade de profissionais da educação (generalistas) crescerá exponencialmente nos primeiros dois ciclos de escolaridade.
Eu sei que há vozes discordantes sobre esta matéria. Porém, queiramos ou não, este é o rumo que a nossa modernidade ocidental traça nos países da OCDE.
Quem quiser, de boa vontade, discutir este assunto, deixo o meu mail:
fleal@telha.net
Maio 20, 2008 at 12:23 am
O Fafe e a Swan estão zangados….eheheheh
O Fafe será aquele bruxo de…?
Maio 20, 2008 at 12:23 am
Conheço escolas do 1º ciclo onde ha 18 anos, as turmas do 3º e 4º anos tinham FILOSOFIA.
Um espanto. Pena é que no ano seguinte tivesse acabado. Em tempo lectivo. E tinham também em tempo lectivo, formação musical, inglês e educação física. Duas turmas tinham dança. A escola pública, tinha refeitório próprio e actividades de tempos livres que incluiam para além do genérico ateliers de pintura, ateliers de desporto, de música com iniciações a instrumentos.
A escola abria pelas 6h 30 e fechava pelas 19h 30 (creio).
O M.E. só pagava o ordenado aos professores (todos com turma), a directora da escola tinha alunos no Apoio educativo, e tinha sómente mais uma auxiliar do que lhe era devido, porque funcionava dentro da escola uma delegação escolar.
As famílias pagavam uma “ninharia” e os alunos cujos pais não tivessem rendimentos beneficiavam de tudo, como qualquer outro aluno.
Milagre? Não. O dinheiro que vinha para tontarias (para inglês ver) eram aplicadas
no pagamento a professores devidamente credenciados e aptos para trabalhar com estas idades e integrados na filosofia.
Não vou dizer qual o colégio privado mas que existiu um dos de “maior nome” da praça que se ressentiu com a concorrência foi verdade.
Final da estória: Uns burocratazitos resolveram desrespeitar a decisão do então director regional e “enganaram-se” (percebe-se?. Alguns professores, incluindo a directora, foram parar a outras paragens…e…
Deixem ser os professores a governar as escolas. De uma vez por todas.
Mas cada vez a coisa está pior. Agora querem entrar (totalmente) dentro das escolas para as espatifar.
Enfim. País de trampa.
Maio 20, 2008 at 12:23 am
Para mim é muito claro o que se avizinha:
do 1º ao 6º ano, professor generalista para tomar conta dos meninos, limpar narizes, apertar cordões, dar a sopinha e lidar com os EE. Coadjuvado, no 2º ciclo, talvez na matemática e no inglês.
Horários das 9 às 15:30.
Áreas de expressão, das 15:30 às 17:30.
Escolas abertas das 8 às 19 horas.
(esta é que é mesmo fresquinha, eu sei, mas vai estourar já por aí)
Maio 20, 2008 at 12:24 am
António
Uma princesa nunca se zanga.
Enfastia-se.
Maio 20, 2008 at 12:25 am
O relatório tem partes interessantes.
Fiquei a conhecer melhor a história do 2.º ciclo.
Maio 20, 2008 at 12:25 am
Fernado Cortes Leal (47),
Que bom estares “aqui” !!!!!!
Maio 20, 2008 at 12:26 am
Fafe (45) ,
Não percebi a razão de transcrever o meu comentário (hoje o dia foi difícil e este post sobre a fusão dos ciclos acabou de estragar a coisa).
No meu comentário 40, estava a referir-me à enormidade das propostas do C.N.E.
Maio 20, 2008 at 12:26 am
A seguir virá o 3.º ciclo e depois o secundário. Daqui a uns tempos, os próprios universitários terão de fazer formação nas ESES, especialmente voltadas para a educação de infância. Deverão evitar o ensino centrado nas disciplinas, mas centrá-lo no aluno.
Maio 20, 2008 at 12:28 am
Mas não concordo contigo nesta matéria!
Maio 20, 2008 at 12:29 am
António Diz:
“O Fafe e a Swan estão zangados….eheheheh
O Fafe será aquele bruxo de…?”
Estamos na hora dos espelhos. Além disso, eu era incapaz de me zangar com um cisne, diz-se que são patinhos feios.
Maio 20, 2008 at 12:29 am
JCM,
olhe que eu bem gostava de ver alguns dos meus ex-professores-tiranus-rex de engenharia a aprender algumas coisas acertadas nas ESES. Acredite, bem precisavam!
Maio 20, 2008 at 12:31 am
E esta é dificil de acreditar..
http://www.youtube.com/watch?v=r0_f6f-LlWM
o futuro
Maio 20, 2008 at 12:32 am
O F.Cortes Real escreveu:
“Importa ultrapassar a nossa visão corporativa e entender o paradoxo que constitui o ratio profs/aluno no 2º Ciclo.”
São muitos professores é verdade, mas tal resulta de opções aberrantes que ningém teve coragem de alterar:
EVT leccionada por dois professores
ACND leccionadas por dois professores
Cada turma exige 45 tempos lectivos(equivalentes a 45 horas docentes), um absurdo.
Maio 20, 2008 at 12:33 am
Vou (deliberadamente) ser atrevido:
Concordo, quase por inteiro, com o relatório do CNE !
Concordo com o(a) colega que acima relembra que no 1º Ciclo leccionou-se, em tempos, Filosofia. Acrescento: impiedosamente a sociedade da informação contemporânea obriga-nos a ser generalistas (os especialistas serão poucos e farão pagar-se bem) e, por via da contingência do maior denominador comum social, económico e cultural, a FILOSOFIA (ou chame-se-lhe o que se quiser) tenderá a reentrar não apenas na escola primária mas em todo o espectro da vida social. Será isto bom?…
Não é bom nem é mau. É uma contingência vivencial e existencial…
Maio 20, 2008 at 12:36 am
anahenriques
filosofia no 1º ciclo? E em que colégio… ?
Olhe diga ao rapaz, que promete guardar segredo.
Maio 20, 2008 at 12:39 am
o prof do 1.º CEB sempre foi generalista e penso que a maior parte destes profissionais souberam dar conta do recado. Penso que se deveriam sim introduzir aulas, com profs da área, nas línguas entrangeiras e áreas de expressão, dentro do horário e não como AECs.
Maio 20, 2008 at 12:39 am
Isto não há nada como um professor de filosofia atrevido, assim pouco mais ou menos. Quanto a arrancar pedras da calçada: está quieto!, arranhar as luvas?
Maio 20, 2008 at 12:42 am
Zé,
concordo consigo, claro.
Maio 20, 2008 at 12:43 am
bem… (philosophia no 1º ciclo?)
mais vale eu ir brincar com a pi _______ do menino jesus (desculpe, Paulo) do que estar a ouvir parvoíces destas.
Maio 20, 2008 at 12:45 am
Já agora,
Sobre as “aulas depois das aulas” – AEC, novo despacho hoje.
http://www.min-edu.pt/np3/2062.html
Não é desta que o modelo escolarizante é abandonado.
Maio 20, 2008 at 12:48 am
Oh citizen,
já se fez tanta coisa fantástica no 1º ciclo da escola pública, só que foram sendo projectos relativamente isolados.
Não foi só filosofia, foi mandarim, foi espanhol, foi inglês há mais de 10 anos, expressão dramática, ensino experimental das ciências (do verdadeiro.
O Ministério, inspirou-se nesses projectos, baralhou, partiu, deu de novo e fez esta linda palhaçada das AEC´s, que impedem qualquer inovação dada a carga horária exagerada a que os miúdos estão sujeitos!
Maio 20, 2008 at 12:49 am
Olá Fernando.
Daqui Ana!
Ainda não li o relatório do CNE. Mas a discussão parece girar em torno de uma questão que já é “questão” vai uns 30 anos. Quatro ou seis anos, mais generalista ou mais especialista.
Creio que concordará que com esta tendência de “generalizar” se tenderá a infantilizar o que deve ser contrariado.
Mais tarde, num meu segundo curso, tive a oportunidade de ler estudos de ponta, investigação muito pouco divulgada, sobre a questão dos aspectos favoráveis e desfavoráveis dos não-adultos terem como modelos varios adultos com vários estilos na sua formação.
As conclusões destes estudos eram muito claras. Os jovens que tinham uma maior diversidade de adultos “modelo” tinham muito mais facilidade na gestão das suas vidas autonomamente, de aprendizagens e de crescimento profissional e pessoal.
A partir desse momento, não vacilo (até por experiência profissional) como professora e psicóloga em aconselhar e defender que desde crianças quantos mais modelos de adultos (neste caso professores) tiverem melhor.
Disse.
Maio 20, 2008 at 12:49 am
Pois não DA. Pois não.
Maio 20, 2008 at 12:49 am
já agora, anahenriques
sabe de algum colégio que leccione phisica quântica no 1º ciclo?
É que o meu último rebento merece-o.
Maio 20, 2008 at 12:50 am
Zé (63),
Óbvio.
Maio 20, 2008 at 12:51 am
Sempre ouvi dizer que “quem muitos instrumentos toca, bem não toca nenhum”. A partir de um 2.º ciclo, um professor generalista, que saiba um bocadinho de tudo, será um professor que não saberá verdadeiramente nada, ou que, pelo menos, não saberá o suficiente para ENSINAR quando lhe for exigido abordar matérias mais complexas e específicas (ou isso também é para acabar?). Mesmo quando leccionamos apenas uma disciplina é preciso investir no estudo e actualização constantes, quanto mais leccionando várias e com alguma complexidade! (Faz-me lembrar os professores que dão explicações a tudo. Uns génios!)
Sei que para ensinar não chega saber, mas tudo começa por aí e, à medida que se progride nos conteúdos, vai-se sentindo a necessidade de uma maior especialização. É por isso que não concebo um professor generalista no 2.º ciclo.
Maio 20, 2008 at 12:53 am
DA
Efectivamente continuam as aulas depois das aulas. Pobres crianças a quem é tirado o direito de brincar!
Maio 20, 2008 at 12:54 am
citizen (71),
Não sei mas posso perguntar. Há muitos anos um dos poucos doutorados em Portugal nessa área teve a gentileza de me dar umas dicas. Creio com pedras. Tipo brincadeira.
Um excelente professor.
Maio 20, 2008 at 12:54 am
E com o meu comentário anterior (73) , não quero, de maneira nenhuma, desvalorizar o trabalho dos colegas do 1.º ciclo, que dão várias áreas. Considero é que 1.º e 2.º ciclos são realidades completamente diferentes.
Maio 20, 2008 at 12:56 am
anahenriques
não se esqueça. Promete?
Maio 20, 2008 at 12:59 am
citizen (77),
Um amiguinho de um sobrinho meu com 6 anos já sabia mais do que muitos sobre a matéria. Claro. Sobredotação.
Maio 20, 2008 at 12:59 am
anahenriques
e, já agora, se não é pedir demasiado, geometria fractal. Pergunte aí a um dos seus amigos doutourados sff.
Maio 20, 2008 at 1:00 am
Alice
Como é meu hábito só me pronuncio em casos de que tenho verdadeiro e total conhecimento. Por isso não tenho ideia formada sobre os profs generalistas no 2.º CEB. Cabe aos colegas pronunciarem-se.
Maio 20, 2008 at 1:01 am
um apelo
deixem as crianças brincar
Maio 20, 2008 at 1:01 am
Alice N. Diz:
“Sempre ouvi dizer que “quem muitos instrumentos toca, bem não toca nenhum”. A partir de um 2.º ciclo, um professor generalista, que saiba um bocadinho de tudo, será um professor que não saberá verdadeiramente nada, ou que, pelo menos, não saberá o suficiente para ENSINAR quando lhe for exigido abordar matérias mais complexas e específicas (ou isso também é para acabar?). Mesmo quando leccionamos apenas uma disciplina é preciso investir no estudo e actualização constantes, quanto mais leccionando várias e com alguma complexidade! (Faz-me lembrar os professores que dão explicações a tudo. Uns génios!)
Sei que para ensinar não chega saber, mas tudo começa por aí e, à medida que se progride nos conteúdos, vai-se sentindo a necessidade de uma maior especialização. É por isso que não concebo um professor generalista no 2.º ciclo.”
Concordo que já não restem leonardos; custa-me é que só já haja especialistas.
Evidentemente, também concordo, o fulcro não está concentrado na forma, mas disperso no contexto. Será isso a dispersão dos concentrados?
E por hoge chega!, estou no House.
Maio 20, 2008 at 1:02 am
citizen (79),
Já está a abusar…são “cunhas” a mais. Peça ajuda a outros colegas e amigos que sobre isso…eu…népias (…)
Maio 20, 2008 at 1:03 am
citizen (83),
Eu sou licenciada. O nosso Guinote é que é “senhor doutor”. Não se esqueça.
Maio 20, 2008 at 1:04 am
Li o Despacho por alto:
E no próximo ano para todos haverá:
Inglês, Música e Desporto, obrigatoriamente, só assim obtêm o financiamento máximo.
Expressão plástica, dramática, népia.
Onde está a autonomia das comunidades educativas?
Até o extra-curricular passou a ser regulado por despacho. Absurdo!
Maio 20, 2008 at 1:05 am
Reparem no despacho: as escolas podem escolher as AEC´s que melhor se adaptam ao projecto educativo; mas….
135 min de inglês, 90 de apoio ao estudo, sobram 5 tempos de 45 min.
Sabendo que a obesidade´infantil é um problema já instalado, será obrigatório colocar a actividade física e desportiva, que misteriosamente, saiu do currículo, aliás, não saiu, saiu foi do horário curricular,
bem, sobram, talvez, dois tempos para a escola decidir… mas….
e ficam sem música?
Não, têm que ter música, claro.
Não sobra, então nada.
Pelo contrário, falta a educação visual e expressão dramática que desapareceu pura e simplesmente da vida das crianças.
Maio 20, 2008 at 1:06 am
Tal e qual.
Maio 20, 2008 at 1:06 am
citizen
As crianças têm direito à escola, à educação, a brincarem,..
Lembra-se do seu tempo de miúdo?
Maio 20, 2008 at 1:08 am
citizen,
Na escola que acima retratei os alunos tinham SOMENTE as 5 horas lectivas. E nessas horas é que tinham actividades com outros professores também como filosofia.
O resto era brincadeira.
Ora.
Somente tinham que fazer os TPC (a maioria dos pais não os podiam acompanhar e pediam). Claro.
Maio 20, 2008 at 1:10 am
quero ser um professorzeco,
As expressões artísticas desaparecem. As que os miúdos gostam mais(trabalhos práticos, contruções, etc.)
Palhaçada.
Maio 20, 2008 at 1:13 am
Que país é este, em que os tempos livres dos miúdos/actividades extras, são reguladas por um gabinete ministerial?
Isto revolta-me!
A Confap/Cnipe não dizem nada?
Atribuam os 262.50 euros às comunidades educativas e deixam-nas organizarem-se como quiserem.
Maio 20, 2008 at 1:15 am
Tristeza mesmo, digo eu. E eu gostava que tu tivesses razão mas….
olha que o 2º ciclo vai já de seguida!
Aliás, o estilo algo confuso das provas de 4º e de 6º ano… Bem me pareceu que havia ali alguma “promiscuidade”. A tal passagem do estado sólido ao estado líquido. A fusão anunciada.
Maio 20, 2008 at 1:16 am
Dizem DA. Tu não foste à reunião da FECAP no Sábado, pois não?
Maio 20, 2008 at 1:25 am
O MAP queixa-se de alhos e o ME entende bogalhos!
Esta questão da sala única no 2º ciclo, por exemplo, é há muito tempo abordada. Que há algum embate na transição do 1º para o 2º ciclo, também… Mas pedia-se mais segurança, mais acompanhamento nas refeições, esse tipo de cuidados!
Eu nunca ouvi o MAP apelar à monodocência. Nem pedir para retirar as expressões do horário.
Pedem sim para diminuir a carga horária e o número de disciplinas (estas modernas, EA, FC, etc).
Pedem apoio à família nas horas de entrada e saída, não pedem a municipalização nem a irregularidade dos processos de selecção dos professores…
Pedem mais pessoal auxiliar nas escolas e disso nem se fala, e é tão grave.
Maio 20, 2008 at 1:35 am
citizen, amigo, eu tb estou contigo!”!!!
Por favor,não desafies, olha que se a noss@ estimad@ colega coloca aqui um daqueles famosos “estudos de ponta, investigação muito pouco divulgada”, vamos ter material para ler durante as férias todas…
Maio 20, 2008 at 1:40 am
Nunca participo nas reuniões do MAP, sou sócio de duas APs, mas não integro os orgãos sociais.
Sobre a monodocência, o Albino Almeida já se mostrou contra.
Mas nos OCS a Confap não coloca esses problemas, reais, que evocas.
Deviam dizer este modelo de AECs é mau. Exigir que seja cada escola a criar o seu modelo.
Contestar a intervenção de empresas/autarquias sem vocação para a educação.
Não é fácil eu sei, a administração educativa é insuportável.
Maio 20, 2008 at 1:50 am
Parece-me que se esperava que as AEC´s estabilizassem para adaptar depois. Começaram por se focar nas condições físicas das escolas, que foram sendo remendadas aqui e ali, com contentores e pouco mais. Ainda estamos nessa fase. Mas a verdade é que esta tarefa de avançar com o prolongamento de horário, que era tão pesada, se concretizou. Muitos não acreditavam.
Agora, avaliar e alterar é ainda mais difícil.
Sempre achei ingénuo. Os CE´s não querem perder tempo com isso. No fundo, ninguém quer perder tempo com isso. Penso que não se esperava era tanta regulação por parte do ME.
Maio 20, 2008 at 2:21 am
“Começaram por se focar nas condições físicas das escolas, que foram sendo remendadas aqui e ali, com contentores e pouco mais.”
Consta que as verbas reservadas no QREN para a requalificação das EB1 não é suficiente.
Reconheço que há uma maior preocupação das camâras municipais com as EB1s, este ME incentivou à elaboração das Cartas Educativas(é pena não respeitá-las), aqui ao lado do Porto, a CM Matosinhos, pelo que vou lendo, tem investido bastante nas EB1, e mesmo no Porto, nos últimos anos, cerca de 60% das escolas foram requalificados. Isto varia muito de concelho para concelho.
“Mas a verdade é que esta tarefa de avançar com o prolongamento de horário, que era tão pesada, se concretizou. Muitos não acreditavam.
Agora, avaliar e alterar é ainda mais difícil.”
Isso é positivo, bem como a comparticipação das refeições no 1.ºciclo, até 2005 inexistente, mas é tudo muito atabalhoado, na linha desta equipa.
O problema está no modelo.
“Os CE´s não querem perder tempo com isso.”
É verdade assinam os protocolos que as Camâras lhes põem à frente, e pronto!, o resto não é com eles.
Vou. Boa Noite e Boa Sorte para as tuas crianças para Provas de amanhã.
Maio 20, 2008 at 2:22 am
não SÃO suficienteS.
Maio 20, 2008 at 2:23 am
e câmaras
Maio 20, 2008 at 2:25 am
Venha a matemática infantil!
Maio 20, 2008 at 7:55 am
Sosseguem que não é já já, Valter Lemos já se pronunciou:
o entanto, a alteração dos Ciclos só deverá avançar após 2009. O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, frisou ao CM ser necessário “um largo consenso político” para poder avançar. “As bases já estão criadas, o perfil dos professores já foi alterado de modo a que, se for preciso, estejam preparados para a mudança”. O governante recorda que têm sido dados passos para a fusão dos Ciclos, entre os quais a criação das escolas básicas integradas. “Não é para uma legislatura. É preciso integração ao nível do currículo. É uma questão que os partidos devem colocar na agenda”, sugere Valter Lemos.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=62623F80-8E6C-4E23-BC26-C7D9B44125AC&channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E
Maio 20, 2008 at 9:02 am
DA (98),
“Mas a verdade é que esta tarefa de avançar com o prolongamento de horário, que era tão pesada, se concretizou. Muitos não acreditavam.
Agora, avaliar e alterar é ainda mais difícil.”
Isso é positivo, bem como a comparticipação das refeições no 1.ºciclo, até 2005 inexistente, mas é tudo muito atabalhoado, na linha desta equipa.”
Não conhece a realidade das escolas do 1º ciclo. O que diz é completamente falso.
Os “chamados ATL” já existem nas escolas publicas do 1º ciclo há seguramente ha 19 anos, de acordo com as necessidades das comunidades. Muitas eram geridas pelas próprias associações de pais com a participação voluntária de muitos professores; designavam-se genericamente de de ATL.
As refeições nas cantinas escolares tinham verbas das autarquias que eram transferidas dos organismos centrais. As escolas do 1º ciclo e jardins de infãncia da rede pública (desde edifícios, equipamentos, acção social escolar e verbas de funcionamento incluindo limpezas, maquianaria, tudo) sempre foi da responasabilidade das câmaras municipais, através de financiamento dos organismos centrais.
Tanto investimento, tanto esforço, voluntário de tantos professores, pais e autarquias, numa resposta de qualidade da sociedade civil, com a sua diversidade imensa e TUDO LITERALMENTE PARA O LIXO!!!
Os enriquecimentos curriculares são os ATL travestidos e impostos centralmente. Uma total aberração até porque retirou a capacidade de escolha de decisão ás próprias comunidades educativas (sobretudo aos pais) como criou uma total monstruosidade “lectiva”.
A MLR não está a par nem se informou disto.Está-se borrifando! Quando ela deixou o ensino do 1º ciclo e foi para o ISCTE, já tinham começado (creio) os primeiros ATL a funcionar.
Mas para quem nem refere no seu currículo que foi professora do 1º ciclo (ensino primário) e que tirou a licenciatura no ISCTE á noite, porque era professora “primária” (no dizer do nosso P.M., compreende-se que se esteja completamente borrifando para tudo.
Maio 20, 2008 at 11:07 am
Todos passámos pelo «trauma» terrível de passar da primária para o ciclo. Suponho que ainda andamos todos nas consultas de psiquiatria por causa disso, certo? Eu propunha mesmo um ciclo de ensino único, do pré-primário ao doutoramento bolonhês, para não traumatizar os piquenos. Com um único professor, que nem precisa de saber seja o que for porque acabei de ser informada por alguém com nome de programa de televisão (http://bomdiaportugal.blogspot.com/) de que aprender é «automático». Isso é que era economia, hã?
Maio 20, 2008 at 12:15 pm
Sobre a Filosofia no 1.º ciclo.
Atenção, não se trata de ensinar história da filosofia às crianças. Tanto quanto conheço do projecto, ele visa ensinar a pensar a partir de problemas. Um exemplo na área da ética: Pede-se ao aluno para imaginar que está à espera do autocarro com um amigo. Quando o autocarro chega só há um lugar. Pergunta-se o que é que ele faria. Iria ele, dava o lugar ao outro, combinariam que seguiriam ambos no próximo…
São coisas deste género que fazem parte da filosofia no primeiro ciclo. Tem este nome, pois os problemas que são colocados são problemas eminentemente filosóficos, mas prespectivados a partir de situações concretas e simples.
Isto não faz mal nenhum às crianças, pelo contrário. Obriga-as a pensar, a tomar posição, a criticar opções, a argumentar. Coisa que não se passa muitas vezes com o saber disciplinar, incluindo o da filosofia, que é apresentado de forma dogmática (isto não é uma crítica, mas uma constatação).
Maio 20, 2008 at 12:19 pm
Ó Catarina, isso não se faz. Tiraste-me as palavras dos dedos!
Com efeito, quando eu com dez anos completei a 4.ª classe e fui estudar para fora do meu Concelho, os meus coleguitas que foram para o mercado de trabalho bem me avisaram: cuidado que vais ficar traumatizado! Nós só temos um patrão, tu vais ter vários professores! Mas eu na altura só me preocupava com as crianças da minha geração que um dia viriam a ser Governantes e Ajudantes. Nunca fui egoísta. Desde que esses não ficassem traumatizados tudo bem!
Mesmo assim só não recorri a apoio especializado porque ainda não existiam a Joana Amaral Dias e a Marta Crawford. Azar meu!
Maio 20, 2008 at 12:20 pm
Já percebi de onde vem o azedume de certos governantes actuais – foi da transição brusca do 1º ciclo para o 2º… Estivessem eles por exemplo na Suíça, em que o percurso escolar TODo até ao 5º ano condiciona a entrada nas escolas de nível A, B ou C… e veriam o que era transição brusca…
infantilizar precisa-se com urgência, quanto mais infantilizados , mais adultos pouco reivindicativos… penso eu… mas isto é um “pensar” …
Maio 20, 2008 at 1:05 pm
JCM (105),
Obrigada pelo teu esclarecimento.
Exactamente.
Também a adequação do Inglês até por ano de escolaridade é completamente diferente. Havia cursos de excelente nível para professores a trabalhar com idades da iniciação. lembro-me que as trumas do 1º ano tinham (creio) dois períodos de 15 ou 20 minutos praticamente só de pequenas canções claro, para de adaptarem á sonoridade da língua. No 2º ano já poderiam trautear uma pequena canção inglesa.
No 3º ano iniciavam alguma básica conversa social. E no 4º ano (creio) que já escreviam pequenas frases e palavras. Os tempos, de ano para ano de escolaridade, também aumentavam.
Estou a dar estes exemplos para dar testemunho de realidades que muito bem conheço e acompanhei. E acompanho. E para não ouvir dizer verdadeiras barbaridades.
Também ao nível da formação musical o mesmo se passava e deve passar.
Etc.
Maio 20, 2008 at 1:19 pm
25sempre25 (95),
Esteja descansado que da minha parte vai ter umas férias na boa, relaxadas e a divertir-se o mais que puder e souber.
Não sei é se terá assim umas férias “na boa” proporcionadas pelo trio maravilha…
Maio 20, 2008 at 1:21 pm
Lecciono normalmente o 5º ano e a integração é relativamente rapida. Do 6º para o 7º e do 9º para o 10º é que existe bastante dificuldade em adaptação.
Maio 20, 2008 at 1:44 pm
Na perspectiva da libertação do estado de funções sociais (para isso deveriam servir os impostos de todos os portugueses: saúde, educação, justiça, segurança…)- que eram o garante de um acesso mais equitativo e justo da generalidade da população, independentemente da sua capacidade económica, a bens e serviços fundamentais – estes senhores vêm dar mais “achegas” preciosas, iluminadas e brilhantes… ensino doméstico (em boa verdade, contemplado na lei de bases)… que é feito da “escola a tempo inteiro” e da “escola virada para resolver os problemas dos pais”(?)… resolve-se o problema do insucesso, da indisciplina, da violência, da falta de assiduidade, do trabalho infantil, da ignorância, da falta de habilitações, das escolas degradadas e sem condições, das transições e respectivas frustrações… e dos milhões gastos para formar gente pensante (sempre se aproveitam – os milhões, em sistemas de avaliação “justos e moralizadores”, para premiar com mérito – e sem ele – muitos que grassam por essas chefias intermédias e de topo da função pública (mas não só)- não são os das bases, não são não!)… os senhores não se entendem… ai, entendem-se: e muito bem!
Ao que os políticos “generalistas” têm conduzido a Nação… Onde terão eles feito a sua formação altamente qualificada(?)/especializada(?)/corpo experiente de excelência(?) para o desempenho de tão importantes cargos, como comandar os destinos de um país? – Em bom rigor, deve ser das “profissões” menos exigentes em termos de competências (pelo menos, cientifico-técnicas e de experiência), proporcionalmente bem pagas e nunca, verdadeiramente, avaliadas!
Maio 20, 2008 at 1:49 pm
JGarrido (110)
Concordo inteitamente. Eu também tenho essa percepção e, não concordando com a ideia do professor generalista, nem com a infantilização do ensino e muito menos o facilitismo, creio que há algo a fazer relativamente à transição do 2.º para o 3.º ciclo, bem como do básico para o secundário. Noto que a transição é muito brusca e que o aluno médio tem muita dificuldade em “dar conta do recado”. Julgo que isso se deverá, entre outras razões, à mudança súbita no que diz respeito às metodologias e ao que os programas e professores exigem dos alunos. Não digo que estes ou aqueles exigem demasiado ou a menos. Digo que, de ciclo para ciclo, exigimos algo muito diferente e que os alunos não vão necessariamente preparados para essas mudanças e exigências bruscas. Assim, o que falta, na minha opinião, é uma maior coordenação entre ciclos. Para tal, será necessária uma maior adequação, harmonização e sequencialização dos programas, mas também um trabalho mais cooperativo entre os professores dos diferentes ciclos, de modo a que todos possam perceber em que medida devem reajustar certas práticas.
Maio 20, 2008 at 2:22 pm
Arre, já chateia.
Há sempre um “caga-tacos” que tem bitaites a dar sobre educação:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329376
Mas ainda não vi a preocupação de qualquer jornal ou outro orgão de informação a inquirir quem está no terreno sobre a matéria (e não falo dos sindicalistas)!
Depois como o Paulo já disse, e eu reforço, estes indivíduos emprenham pelos ouvidos:
- Onde é que eles se baseiam para dizer que é um grande choque do 1º para o 2º ciclo?
- Se as reprovações a sério são no 7º ano onde está o “choque” no 5º?
- Mais, os miúdos já não têm 1 só prof. no 1º ciclo. Já convivem com mais por força das AEC, EF, EM, etc…
- Depois já se esqueceram que o ciclo Preparatório foi criado para eliminar esse “choque”?
- Se retirarem o “folclore” do 2º ciclo verão que a coisa até funciona…
Sinceramente começo a ficar farto destes gajos a quererem protagonismo, que não sabem o que dizem nem dizem o que sabem!
Maio 20, 2008 at 2:23 pm
Apresento aqui uma queixa. Quando nasci, segundo ouço dizer, caí nu e desprotegido neste mundo, sem ter quaisquer protecções sem ser os braços de minha mãe. Nem nenhuma fase de adaptação àquilo que é verdadeiramente a vida activa. Nem nenhuma enfermeira com 80-60-80 que me beijasse o corpo para eu ficar melhor preparado para o futuro. Tive de fazer tudo à minha custa.
Mais recentemente dizia-se que a capacidade de adaptação era um factor importantíssimo para o sucesso individual. Aliás, nada de novo. Darwin disse-o há muito tempo!
Se for verdade que hoje os jovens têm mais dificuldade em se adaptar aos adultos professores, apesar de mostrarem quase sempre um à-vontade muito maior do que no passado, será que está a haver uma involução da raça humana? Não creio! Parece-me que os problemas são outros…
Maio 20, 2008 at 2:38 pm
Neste caso penso que devemos seguir a máxima de Vital Moreira: Um pouco mais de rigor, s.f.f.
http://fjsantos.wordpress.com/2008/05/20/um-pouco-mais-de-rigor-sff/
Maio 20, 2008 at 4:17 pm
… estou logo a ver umas tantas as eminências pardas a tirarem a conclusão do que o que atrapalha os alunos são os professores, e que por isso quantos menos melhor…compreendo bem, foi essa a minha relação com o futebol : a bola era essencial no jogo, mas de facto atrapalhava-me muito…
Maio 20, 2008 at 4:52 pm
Ana Henriques,
“bem como a comparticipação das refeições no 1.ºciclo, até 2005 inexistente”
As refeições no 1.º ciclo até 2005 não eram comparticipadas. Eu pagava 2 euros por refeição.
Tem razão em tudo o resto que escreveu.
Maio 20, 2008 at 4:53 pm
Isto já se previa à algum tempo. Saiu agora e estou admirado, pois geralmente noticias como esta costumam sair em Julho ou Agosto, quando está tudo de férias e niguém quer saber do caso. Apesar de se saber, e ter saido hoje nos media, muita gente não acredita, pois podem acreditar que se trata de mais uma medida financeira de diminuir os “custos” no ensino. Mas pelo que tenho ouvido e lido muitos colegas pensam que não vai acontecer, só acontece aos outros e não a nós, porque precisam de nós. Agora, pelo que vejo ainda conseguiram melhor, pôr professores formados nas diversas universidades contra os das Eses. Mas lembrem-se serão despedidos professores de ambos os lados. Somos todos professores e devemos estar unidos. Acho que chegou a hora de deixarmo-nos de manifestações e pensarmos em GREVE.Podemos perder hoje, mas ganharemos amanhã.
Maio 20, 2008 at 5:03 pm
Reacções:
Pais não são favoráveis à monodocência.
Confap
WLínguas, matemática e expressões
Confap propõe três professores logo a partir do 1ºciclo
20.05.2008 – 12h14 Lusa
A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) propôs hoje que as crianças passem a ter três professores para áreas distintas logo no 1º ciclo do ensino básico, o que corresponde a recomendações feitas pelo Conselho Nacional de Educação.
“A Confap defende que no 1º ciclo, logo a partir do seu 1º ano, deverá ter um professor de línguas, outro de matemática e outro de expressões, como a musical ou artística”, defendeu à agência Lusa o presidente da Confederação, Albino Almeida.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgado ontem recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com “transições bruscas”, com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo “A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos”, este ciclo de seis anos “visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas”.
“O estudo indicia uma docência coadjuvada. A Confap concorda totalmente com os princípios do estudo, mas é preciso saber como isso vai ser aplicado e temos uma ideia própria sobre o assunto: a introdução de mais de um professor logo a partir do 1º ano do 1º ciclo”, acrescentou Albino Almeida.
Defendida passagem das creches para o sistema de ensino
Para a Confap o estudo aponta ainda para a integração das creches (zero aos 3 anos) no sistema educativo, deixando de pertencer ao sistema da segurança social, uma ideia que a organização defendeu pela primeira vez há dois meses.
O responsável da confederação considerou ainda que o estudo do Conselho Nacional da Educação “poderá culminar em mais uma grande reforma educativa”.
Os autores do estudo do CNE reconhecem que o modelo “ideal, mais interessante e mais flexível” para os 1º e 2º ciclos estaria assente em “equipas multidisciplinares”, lideradas por professores “especialmente vocacionados” para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
“Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico”, lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um “contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, “contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar”.”
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329366&idCanal=58
Maio 20, 2008 at 5:04 pm
CNIPE
Para neutralizar “transições bruscas”
Confederação Independente de Pais: actividades extracurriculares deviam integrar programa regular no 1º ciclo
20.05.2008 – 16h31 Lusa
A Confederação Nacional Independente de Pais propôs hoje a integração das actuais actividades extracurriculares do 1º ciclo do ensino básico no programa regular deste nível de ensino.
“Deveriam deixar de ser actividades extracurriculares e passar tudo para a tutela da escola, com coordenação pedagógica feita pela escola”, defendeu Maria José Viseu, presidente da comissão instaladora da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE).
Actualmente, as actividades de enriquecimento curricular no 1º ciclo do ensino básico, gratuitas e facultativas, são promovidas pelos agrupamentos de escolas, ou por outras entidades como autarquias, associações de pais ou instituições particulares de solidariedade social.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com “transições bruscas”, com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Apesar de discordar que a transição entre os 1º e o 2º ciclos seja hoje em dia traumática, a CNIPE defende que o ensino no 1º ciclo seja feito por um professor, ajudado por outros colegas, nomeadamente, na área artística.
“Neste momento, os alunos já convivem no 1º ciclo com mais de um professor por causa das actividades de enriquecimento curricular. Essas actividades deviam era deixar de ser extracurriculares”, sustentou Maria José Viseu.
Segundo o estudo do Conselho Nacional de Educação, um ciclo de seis anos “visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas”.
Modelo ideial assenta em equipas multidisciplinares
Os autores reconhecem que o modelo “ideal, mais interessante e mais flexível” para os 1º e 2º ciclos estaria assente em “equipas multidisciplinares”, lideradas por professores “especialmente vocacionados” para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
“Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico”, lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um “contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, “contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar”.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329413
Maio 20, 2008 at 5:19 pm
Agora temos os pediatras nos jornais – mais logo na televisão – a falar de traumas! Tenho 3 filhos, todos por lá passaram e não vi trauma nenhum. Não posso ajuizar de causas didácticas ou pedagógicas para esta transformação que se anuncia. Mas sobre os pediatras e seus traumas e contas bancárias e pedopsiquitras e lambões a comer o estúpido posso: puta que os pariu. Por uma razão simples: o mundo e a vida nunca foram fáceis e mais difíceis serão no futuro. É bom estar praparado desde pequeno para o que aí vem. Merda pra eles.
Maio 20, 2008 at 5:19 pm
b
Maio 20, 2008 at 5:26 pm
Pois é, só nos faltava agora um hiper mega professor que domina todas as matérias do 1º e 2º ciclos e que (acessorado) consiga fazer o que fazem 8 ou 9… e com a mesma eficiência…
Disse hoje ao meu filhote: “graças a Deus, já vais para o 7º ano… Não tens que passar por isto…”
Que desgraça…
Maio 20, 2008 at 5:30 pm
As transições bruscas ainda não mataram ninguém até hoje e já passaram muitas gerações por este sistema, enquanto que o novo sistema visa MATAR a possível qualidade que as aprendizagens tinham nestes níveis de ensino.
Quantos professores mais irão para o desemprego?
Onde está com a cabeça o CNE? Será que eles têm filhos? Será que sabem o que é que se ensina no 2º ciclo?
Maio 20, 2008 at 5:40 pm
Transições bruscas! Meus amigos, isto só pode ter um significado: desemprego para muitos. Nada mais. Tenho 3 filhos, passaram por estas coisas e nunca vi nenhum trauma. Mas devem existir muitos traumatizados por aí… Só que não damos por eles. Quem dá por eles são os psiquiatras e quejandos que já estão nos jornais – logo aparecerão nas Têvês – a falar de traumas, coitadinhos. Isto nada mais é do que mais uma forma para encontara dinheiro através do desemprego de muitos colegas para restaurar escolas, etc.
Vergonha na cara é que o Ministério não tem. Que gente vendida.
Maio 20, 2008 at 5:45 pm
http://blasfemias.net/2008/05/20/experiencias-com-humanos/#comment-28611
Maio 20, 2008 at 5:46 pm
Há 2 meses neste blogue afirmei que haviam dois planos do governo (através de informação confidenciada por pessoa que me pediu anonimato):
1- monodocência até ao 6º ano
2 – Flexibilização da docência do 7º até ao 12º ano.
A 1ª parte deste programa está em pleno andamento.
A seguir depois das eleições se o PS tiver a maioria absoluta teremos a implementação da 1ª parte e da 2ª parte deste plano.
Alguns afirmaram que “não podia ser, até porque era impossível, blá blá, blá”
O Titanic (nós professores) estamos indo para o fundo. Mas ainda existem muitos professores incrédulos!
Quando esta Ministra veio para o ME e criou o projecto-lei do ECD que previa a criação do professor titular ninguém acreditava. Depois quando acordámos já era tarde!
Não percebo a razão de muita gente estar impávida e serena a caminho do cadafalso!
Se os dois planos acima referidos forem implementados, uma percentagem significativa dos docentes irá para o quadro dos disponíveis.
Chegou o momento de deixarmos o comodismo de lado, superar divergências supérfluas. Chegou o momento da verdade nua e crua.
SERÁ PRECISO MAIS?
Maio 20, 2008 at 5:47 pm
Em vez de se ler “haviam” deve ler-se “havia”
Maio 20, 2008 at 6:43 pm
Pois é Pedro.!!! Mas será que vamos deixá-los ganhar com maioria absoluta?
Maio 20, 2008 at 6:57 pm
Não há necessidade nenhuma de coadjuvância a matemática ou a línguas no 1º ciclo. Actualmente aponta-se para a interligação entre as áreas disciplinares, apesar de se ter retrocedido ao exigir que os professores definissem horas para cada uma delas. A matemática escolar assenta na língua portuguesa, e as conexões à vida real e aos outros campos de saber são essenciais à aprendizagem. Na formação de professores, são valorizadas as actividades que interligam os conhecimentos e propõem tarefas que mobilizam técnicas variadas, abordagens diversas, outras formas de expressão.
Maio 20, 2008 at 7:40 pm
RELATÓRIO DO ESTUDO
“A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos”
Introdução
Isabel Alarcão
Parte I – Caracterização da situação
. Desenvolvimento e aprendizagem na infância
Gabriela Portugal
. Os Olhares da sociedade portuguesa sobre a criança
Manuel Sarmento
. Políticas públicas da educação das crianças dos 0 aos 12 anos
Natércio Afonso
. Organização da educação das crianças dos 0 aos 12 anos em seis países
Teresa Gaspar
Parte II – Linhas estratégicas para repensar a educação dos 0-12 anos
. Educação de infância e promoção da coesão social
Teresa Vasconcelos
. Que educação queremos para a infância?
Maria do Céu Roldão
Considerações finais e recomendações do estudo
Isabel Alarcão
Anexo
Relato Síntese do Workshop realizado em 29 de Janeiro de 2008
De uns anos a esta parte, estas “individualidades” aparecem a dizer o mesmo por todo o lado, tipo cassete. A Teresa Vasconcelos, educadora de infância, directora do DEB, teve o mérito de fazer editar (creio que não participou mas apoiou) “As orientações para o Pré escolar”. Mas como o Pré não é obrigatório creio que o cumprimento dessas orientações está ao critério individual de cada educador de infãncia! Vejo que continua no “activo”.
Maria do Céu Roldão aparece sempre ligada á gestão flexível do currículo e vá-se lá saber á Ana Benavente. Nada de especialmente novo deve acrescentar ao que já se sabe.
Isabel Alarcão, da Universidade de Aveiro, bem pelas ligações próximas que conheço a ela e do que já ouvi falar a coisa promete para nem sequer começar a ler a introdução.
Os outros são-me “familiares” e já nem pachorra tenho para fazer um esforço de memória para tentar situá-los.
Concluindo. Quero com isto dizer que aguardo que alguns professores tenham a generosidade de colocar uns parágrafos “salientes”…!
Maio 20, 2008 at 7:52 pm
Pois é!
Todas as pedagogias românticas emanadas nas escolas superiores de “ciências” da “educação” são populistas e demagógicas e como tal soam a cânticos aos nossos políticos e a todos aqueles que se habituaram a viver às custas do orçamento de estado.
As grandes vítimas deste disparate pedagógico são aqueles que não podem pagar uma escola privada de qualidade (que são uma minoria)! A escola pública hoje não serve os alunos, não serve a sociedade, não serve o país e é um factor de exclusão social. Ou seja, a maioria daqueles que por lá passam terão poucas possibilidades de vir a encontrar um emprego com alguma estabilidade emocional e económica, não poderão aspirar a uns recibos verdes e a um “salário” entre os 400 e os 600 euros!
Mas esta escola pública serve muita gente. Serve a todos aqueles que se têm habituado a chupar o orçamento de estado através de organizações denominadas de escolas superiores de educação e de cursos denominados de “ciências” da educação.
Mas serve ainda muitos outros interesses: editoras que têm que ganhar a vida através da publicação de livros e de uma cada vez maior diversidade de materiais pedagógicos muito giros e muito interactivos!
Serve ainda o interesse de muitos sociólogos que não tem outro tipo de actividade para exercer em Portugal a não ser “estudar” a escola portuguesa!
Serve ainda o interesse de psiquiatras que não tendo actividade reconhecida noutros meios onde possam ganhar a vida optaram por elaborar profundos “estudos” sobre a aprendizagem das “oprimidas” crianças!
Serve ainda o interesse de pessoas ávidas de protagonismo saloio que se intretêm a produzir extensos artigos e belíssimos livros côr-de-rosa para inglês ver e de completo e quase absoluto vazio científico.
Serve ainda o interesse daqueles que sonham com uma sociedade semelhante àquela tentada na antiga União Soviética, ou seja uma sociedade sem classes sociais! Estas pessoas acreditam piamente que existem duas classes sociais na escola: alunos e professores. Acreditam piamente que existem duas classes sociais na escola: a classe oprimida – os alunos e a classe opressora – os professores! Como esta ideologia profundamente utópica não se pode realizar enquanto o ser humano não for melhorado geneticamente vão intentando de uma forma muito pós-moderna introduzi-la na escola…
Finalmente, nós professores! Também temos muita responsabilidade nesta matéria, andámos todos contentes a tirar uns cursos e uma formações em pedagogias delirantes e em muitas das suas derivações pós-modernas e chegámos ao ponto de nos apelidarem de “técnicos de educação”. Conheço, até, muito professores que também eles se auto denominam com grande orgulho e com um brilho nos olhos de deixar qualquer pessoa com um pouco mais de objectividade de boca aberta!
Meus caros, o professor em Portugal está em vias de extinção! E isso ainda não aconteceu apenas e só porque para se ser professor em Portugal é obrigatório levar uma lavagem ao cérebro nas escolas superior de “educação” ou nos departamentos de “ciências” da “educação” e dessa forma estes profissionais passam a poder realizar apenas uma profissão: “técnicos de educação”, seja lá o que isso for!
Volto a dizer, enquanto a agenda da luta dos professores não for a luta por uma escola de exigência, rigor e disciplina não se libertarão do colete de forças em que estão mergulhados.
Por isso, que tal começarmos a discutir o cerne da questão e deixarmos o acessório para depois? É que o acessório resolve-se por si só depois de ganha a luta central.
Maio 20, 2008 at 7:53 pm
De um site que defende a existência de uma “conspiração planetária dos senhores do dinheiro” eis alguns excertos que, infelizmente nos são imensamente familiares e reconhecíveis.É assustador.
Digam lá se não é isto que tem acontecido.
Stratégies de manipulation pour la manipulation de l’opinion publique et de la société…
1 La stratégie de la diversion
image: création de Laurent Courau
Elément primordial du contrôle social, la stratégie de la diversion consiste à détourner l’attention du public des problèmes importants et des mutations décidées par les élites politiques et économiques, grâce à un déluge continuel de distractions et d’informations insignifiantes.
La stratégie de la diversion est également indispensable pour empêcher le public de s’intéresser aux connaissances essentielles, dans les domaines de la science, de l’économie, de la psychologie, de la neurobiologie, et de la cybernétique.
« Garder l’attention du public distraite, loin des véritables problèmes sociaux, captivée par des sujets sans importance réelle. Garder le public occupé, occupé, occupé, sans aucun temps pour penser; de retour à la ferme avec les autres animaux. » (extrait de “Armes silencieuses pour guerres tranquilles”)
2 Créer des problèmes, puis offrir des solutions
Cette méthode est aussi appelée “problème-réaction-solution”. On crée d’abord un problème, une “situation” prévue pour susciter une certaine réaction du public, afin que celui-ci soit lui-même demandeur des mesures qu’on souhaite lui faire accepter. Par exemple: laisser se développer la violence urbaine, ou organiser des attentats sanglants, afin que le public soit demandeur de lois sécuritaires au détriment de la liberté. Ou encore: créer une crise économique pour faire accepter comme un mal nécessaire le recul des droits sociaux et le démantèlement des services publics.
3 La stratégie du dégradé
Pour faire accepter une mesure inacceptable, il suffit de l’appliquer progressivement, en “dégradé”, sur une durée de 10 ans. C’est de cette façon que des conditions socio-économiques radicalement nouvelles ont été imposées durant les années 1980 à 1990. Chômage massif, précarité, flexibilité, délocalisations, salaires n’assurant plus un revenu décent, autant de changements qui auraient provoqué une révolution si ils avaient été appliqués brutalement.
4 La stratégie du différé
Une autre façon de faire accepter une décision impopulaire est de la présenter comme “douloureuse mais nécessaire”, en obtenant l’accord du public dans le présent pour une application dans le futur. Il est toujours plus facile d’accepter un sacrifice futur qu’un sacrifice immédiat. D’abord parce que l’effort n’est pas à fournir tout de suite. Ensuite parce que le public a toujours tendance à espérer naïvement que “tout ira mieux demain” et que le sacrifice demandé pourra être évité. Enfin, cela laisse du temps au public pour s’habituer à l’idée du changement et l’accepter avec résignation lorsque le moment sera venu.
Exemple récent: le passage à l’Euro et la perte de la souveraineté monétaire et économique ont été acceptés par les pays Européens en 1994-95 pour une application en 2001. Autre exemple: les accords multilatéraux du FTAA que les USA ont imposé en 2001 aux pays du continent américain pourtant réticents, en concédant une application différée à 2005.
5 S’adresser au public comme à des enfants en bas-age
La plupart des publicités destinées au grand-public utilisent un discours, des arguments, des personnages, et un ton particulièrement infantilisants, souvent proche du débilitant, comme si le spectateur était un enfant en bas-age ou un handicapé mental. Exemple typique: la campagne TV française pour le passage à l’Euro (”les jours euro”). Plus on cherchera à tromper le spectateur, plus on adoptera un ton infantilisant. Pourquoi?
“Si on s’adresse à une personne comme si elle était âgée de 12 ans, alors, en raison de la suggestibilité, elle aura, avec une certaine probabilité, une réponse ou une réaction aussi dénuée de sens critique que celles d’une personne de 12 ans.” (cf. “Armes silencieuses pour guerres tranquilles”)
6 Faire appel à l’émotionnel plutôt qu’à la réflexion
Faire appel à l’émotionnel est une technique classique pour court-circuiter l’analyse rationnelle, et donc le sens critique des individus. De plus, l’utilisation du registre émotionnel permet d’ouvrir la porte d’accès à l’inconscient pour y implanter des idées, des désirs, des peurs, des pulsions, ou des comportements…
7 Maintenir le public dans l’ignorance et la bêtise
Faire en sorte que le public soit incapable de comprendre les technologies et les méthodes utilisées pour son contrôle et son esclavage.
“La qualité de l’éducation donnée aux classes inférieures doit être de la plus pauvre sorte, de telle sorte que le fossé de l’ignorance qui isole les classes inférieures des classes supérieures soit et demeure incompréhensible par les classes inférieures.”
(cf. “Armes silencieuses pour guerres tranquilles”)
8 Encourager le public à se complaire dans la médiocrité
Encourager le public à trouver “cool” le fait d’être bête, vulgaire, et inculte…
9 Remplacer la révolte par la culpabilité
photo: Henri
Cartier-Bresson
Faire croire à l’individu qu’il est seul responsable de son malheur, à cause de l’insuffisance de son intelligence, de ses capacités, ou de ses efforts. Ainsi, au lieu de se révolter contre le système économique, l’individu s’auto-dévalue et culpabilise, ce qui engendre un état dépressif dont l’un des effets est l’inhibition de l’action. Et sans action, pas de révolution!…
10 Connaître les individus mieux qu’ils ne se connaissent eux-mêmes
Au cours des 50 dernières années, les progrès fulgurants de la science ont creusé un fossé croissant entre les connaissances du public et celles détenues et utilisées par les élites dirigeantes. Grâce à la biologie, la neurobiologie, et la psychologie appliquée, le “système” est parvenu à une connaissance avancée de l’être humain, à la fois physiquement et psychologiquement. Le système en est arrivé à mieux connaître l’individu moyen que celui-ci ne se connaît lui-même. Cela signifie que dans la majorité des cas, le système détient un plus grand contrôle et un plus grand pouvoir sur les individus que les individus eux-mêmes.
Maio 20, 2008 at 8:47 pm
Pendulo (132),
As assessorias e consultadorias do P.M. são experts na “área” que acabas de referir e designada de engenharia social. E MLR é perita. Estou farta de avisar. Ela está simplesmente a aplicar a “cartilha” aos professores mas o alvo é a própria sociedade. E o P.M. também. Está tudo nos “manuais”.
O próprio Professor Raul Iturra o disse.
Infelizmente, já vi os métodos aplicados há uns anos largos a uma empresa potuguesa cuja sede era em Londres para despedimento de todos os funcionários. O requinte levou a que o tal “engenheiro social inglês” solicitasse a uma faculdade de psicologia de uma universidade pública “apoio”, ou seja, relatórios em como os trabalhadores da empresa teriam problemas!!!!
Por acaso, deu para estudar “a metodologia utilizada”. Não pertenci ao grupo que efectuou o trabalho. Naquela época seria impensável a aplicação de tais “metodologias” em Portugal. Tratava-se duma multinacional britânica.
Maio 20, 2008 at 10:41 pm
O Fernando
…”Quero continuar a ser criança, não quero ser Pessoa”
Maio 21, 2008 at 3:24 am
Engenharia social…
As ciências sociais não são nem podem ser, por motivos éticos, ciências experimentais. Segue-se que não é possível refutar uma teoria através do método experimental. E não sendo possível refutá-la pelo método experimental, também não é possível refutá-la de forma clara e imediata por método nenhum. Os cientistas sociais deviam ser os primeiros a reconhecer as poucas certezas que existem sobre o conhecimento que possuem e a serem conservadores nas suas propostas práticas. Mesmo que eles acreditem que a fusão entre o 1º e 2º ciclos do ensino básico é desejável, porque raio é que propõem uma remodelação do sistema de ensino? Uma remodelação do sistema de ensino afecta toda a gente de forma involuntária. Porque é que não fazem uma proposta mais conservadora, limitada e com menos riscos de conduzir ao desastre? Por exemplo, porque é que não defendem liberdade de ensino que permita aos diversos sectores da sociedade experimentar de forma voluntária (e necessariamente limitada) as diversas propostas que existem sobre o assunto? in blasfemias.net, JoaoMiranda em 20 Maio, 12:18 pm
criticademusica.blogspot.com/
Maio 21, 2008 at 7:20 am
2.
Autarquias sem dinheiro para alargamento do Inglês
Escolas de Setúbal ainda nem têm Inglês no 3.º ano
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) questiona a capacidade de as escolas alargarem o ensino do Inglês ao 1.º e 2.º anos e reforçarem a carga horária nos 3.º e 4.º, numa medida onde o governo terá de gastar cerca de cinco milhões de euros a distribuir pelos parceiros que suportam as actividades de enriquecimento curricular (AEC). Verba que as autarquias classificam de insuficiente para pagar os encargos com professores e instalações e que acusam de não corresponder a uma actualização dos apoios financeiros anunciada pelo Ministério da Educação.
O responsável pelo sector da educação na ANMP, António José Ganhão, está ainda a apreciar o documento mas não deixa de levantar desde já reservas em relação ao alargamento do ensino do inglês ao 1.º e 2.º anos e o reforço horário nos 3.º e 4.º. “As dificuldades serão naturalmente maiores, principalmente ao nível de infraestruturas que consigam albergar estas aulas”, defende António Ganhão, que acumula os cargos na ANMP com a presidência da Câmara de Benavente. O representante das autarquias revela-se particularmente preocupado com o “aumento de despesas que o alargamento vai acarretar e que tem de implicar, forçosamente, um maior investimento por parte do Ministério”.
http://www.scribd.com/doc/3037370/DN-Autarquias-sem-dinheiro-para-alargamento-do-Ingles
From:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Maio 21, 2008 at 7:27 am
Aplauso? – por favor não governem mais!
http://www.scribd.com/doc/3037420/JN-Fusao-dos-1-e-2-ciclos-merece-aplauso-geral
Maio 21, 2008 at 7:28 am
http://www.scribd.com/doc/2950365/Expresso-Por-favor-nao-governem-mais-Miguel-Sousa-Tavares
From:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Maio 21, 2008 at 11:47 pm
Vila Real, 21 Mai (Lusa) – O movimento “Promova” organiza a 07 de Junho, em Vila Real, um encontro que pretende juntar professores inconformados com o acordo entre os sindicatos e o Ministério da Educação e definir formas de intervenção contra a política educativa.
http://www.scribd.com/doc/3045370/LUSA-Movimento-Promova-realiza-encontro-de-professores-em-Vila-Real-para-continuar-luta-contra-Ministerio
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade