Texto chegado por mail, reencaminhado, sem indicação se já foi publicado anteriormente.
Nota Introdutória
Colegas, ao longo da marcha da humanidade, desde a antiguidade, ficou demonstrado que a inteligência vence sempre a força bruta, a arrogância e a prepotência. Mesmo quando esta força bruta consegue alguma pretensa vitória, ela é sempre efémera e os valores de justiça e solidariedade acabam por se impor.
100 000 professores manifestaram-se no dia 08 de Março de 2008, numa “marcha da indignação” contra um governo e uma equipa ministerial que, desde 2005, nada mais tem feito que desvalorizá-los, humilhá-los, desautorizá-los e manipular a opinião pública contra eles.
Nunca os verdadeiros interesses do Ensino Público, da qualificação, da formação e da valorização dos recursos humanos foram o principal objectivo desta equipa ministerial e deste governo.
É hoje notório que este ministério da educação foi empossado com dois objectivos políticos prioritários: o primeiro, era o de criar mecanismos administrativos que impedissem a maior parte dos professores de progredir na carreira, e, portanto, poupar milhões e milhões de euros aos cofres do estado; o segundo, era o de criar uma máquina propagandística que fizesse crer à opinião pública que o insucesso estava a diminuir drasticamente devido à sua acção, o número de alunos estava a aumentar nas escolas e por último que se apostava em grande na qualificação dos recursos humanos.
Nada mais falso… O insucesso não diminui por decreto. Assim como os acidentes rodoviários nunca diminuirão por decreto, mas antes pelo aumento da educação e civismo dos cidadãos, aliados a medidas de prevenção rodoviária ao longo de dezenas de anos. Também o insucesso escolar é fruto entre outros, do tipo de formação cultural e da estrutura socioeconómica da nossa população. Querer resolver o insucesso escolar em três ou quatro anos é mera questão propagandística que se baseia numa pressão intolerável sobre os professores, para que estes, administrativamente, acabem com ele.
As estatísticas podem dizer que o insucesso está a diminuir, mas o conhecimento, a educação, os valores e a civilidade estão claramente num plano inclinado descendente, nas nossas escolas e na sociedade, porque essas não são as prioridades deste ministério nem deste governo.
Relativamente ao aumento do número de alunos nas escolas, ele é meramente conjuntural, e, se bem que muito positivo, ele não representa uma vaga de fundo que contrarie o abandono escolar por motivos económicos e educacionais, cujas causas não estão na escola, mas na sociedade e nos seus graves problemas.
Quanto à qualificação dos recursos humanos, o exemplo de toda a falsidade da política deste governo e deste ministério são as “Novas Oportunidades”. Não há, nem nunca houve, maior traficância de habilitações literárias em Portugal, do que o programa “Novas Oportunidades”.
Dezenas de milhares de portugueses com a antiga “quarta classe” ou pouco mais do que isso, são habilitados com o nono ano, em apenas três meses. Nada de transcendente aprendem que verdadeiramente os qualifique, mas preenchem as estatísticas que em 2009 serão exibidas em época de eleições, como um passo fundamental no progresso futuro do país… Ó Portugal que tão mal vais…
Mas o que se passa nas “Novas Oportunidades” a nível do secundário é muito mais grave. Dezenas ou centenas de milhar de candidatos provenientes das “Novas Oportunidades” do terceiro ciclo, lançam-se na aventura de conseguirem o diploma do décimo segundo ano. É legítimo. Pois se fazer o terceiro ciclo foi tão fácil porque não continuar?
O problema reside, mais uma vez, em que nada de importante e qualificante (excepto nos de dupla certificação) é fornecido a estes candidatos, e eles lá vão escrevendo as suas histórias de vida, onde, muito a custo, os formadores vão descortinando as mais bizarras competências que lhes atribuirão o 12º ano.
São estas as coroas de glória desta ministra e deste governo ???
Nós que estamos por dentro deste processo dizemos… “que DEUS nos acuda”.
A actual legislação sobre a avaliação dos professores não é um fim em si mesma, ela é, apenas, um elo de uma cadeia legislativa que começou com o estatuto da carreira docente e tem por fim último, com dissemos atrás, impedir a maioria dos professores de progredir na carreira.
Depois da marcha da indignação, Sócrates assustou-se e reorganizou a estratégia. A ministra politicamente está morta, no entanto, enquanto cadáver político, ela está incumbida de levar até ao fim a missão de aplicar, na prática, estes diplomas, depois … irá à sua vida….
As instruções foram para que o discurso fosse “adocicado”, parassem os insultos públicos à classe docente (havia que calar Valter Lemos), ceder em questões pontuais de pouca importância e manter inalterável o núcleo duro da avaliação, custe o que custar.
Nós, professores, consideramos fundamental a avaliação. Fazemos ponto de honra disso. Ela é um instrumento crucial de valorização e de reafirmação da qualidade do nosso trabalho.
Somos os primeiros a exigir uma avaliação digna, isenta, rigorosa, valorativa e formativa na perspectiva da ultrapassagem de dificuldades.
Mas como todos já percebemos… a ministra não cede…nem cederá…(???)
A sua estratégia é simples… e pretensamente eficaz!!! Atribuir ás escolas e aos professores a responsabilidade de se auto e hetero-avaliarem (diria talvez, se auto e hetero-crucificarem).
A estratégia é velha e já foi aplicada no estatuto da carreira docente. Dividir para reinar. Ela ficará de fora, cantando e rindo e, em 2009, com uma classe profissional, das mais qualificadas que existe no país, completamente esfrangalhada, dirá “…estão a ver que afinal não custou nada, eu afinal é que tinha razão!!!”
Como aliás diz das aulas de substituição, com a sua infindável demagogia, que só não engana quem está dentro do sistema e sabe bem o que por cá se passa.
Os sindicatos, forças importantes na condução da luta dos professores, estão a chegar a um beco sem saída, onde as alternativas escasseiam.
Resta-nos a nós, professores, num quadro de unidade continuar a luta que iniciámos com as manifestações e que podemos levar mais longe duma forma eficaz.
QUE ESTRATÉGIA ADOPTAR ?
A mesma que Gandhi adoptou contra o todo poderoso Império Britânico, aplicando o célebre princípio… “contra a força… haja resistência… passiva”.
Ou seja:
1º. A ministra quer que sejam as escolas a criar os seus próprios instrumentos de avaliação…
2º. Que sejam as escolas a adoptar os seus próprios calendários…
3º. Que sejam professores a avaliar outros professores…
ESTRATÉGIA:
1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…
Que pode a ministra fazer fazer-nos ?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ? Assim seja !!!
Esta é a minha proposta.
Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.
NOTA FINAL
Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá… O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…
Francisco da Silva
Professor
Maio 19, 2008 at 4:09 pm
Basicamente concordo com o que escreveu mas é necessáriocriar um gabinete jurídico, eventualmente com recém licenciados coordenados por um jurista reputado.
http://criticademusica.blogspot.com/
Maio 19, 2008 at 4:13 pm
Há que não dar tréguas aos “papistas”, como muito bem refere, esses canalhas oportunistas que estão espera de uma brecha para conseguirem um “tacho” (a maioria deles quer livrar-se definitivamente de dar aulas e ter a sensação de poder perseguindo professor@s). Estão muito animados por uma ministra que omite que já foi professora no ensino básico, mas a “coisa” não vai correr como el@s imaginam.
http://criticademusica.blogspot.com/
Maio 19, 2008 at 4:27 pm
Julgo que este “post”, da minha autoria, publicado no blogue “De Rerum Natura”,em 18.Dez.2007, com o título “Pisa e Novas Oportunidades”, poderá lançar algma luz sobre o nebuloso processo das “Novas Oportunidades”.
Transcrevo, apenas, a parte referente às “Novas Oportunidades”:
“E se no sistema educativo regular dos jovens portugueses com a idade de 15 anos, pois é neste escalão etário que incide o PISA, há maus resultados impossíveis de esconder, no programa “Novas Oportunidades”, destinado a indivíduos maiores de 18 anos que deixaram de frequentar a escola por reprovações sucessivas, os resultados transformam-se em êxitos estatísticos oficiais de uma desastrada política educativa.
A réstia de esperança que pudesse haver sobre a bondade de uma segunda oportunidade, para quem desperdiçou uma primeira, foi abalada em seus frágeis alicerces pela leitura de uma extensa reportagem, sobre os Cursos de Educação e Formação, publicada no “Expresso” (8.Dez.2007), um semanário de referência não enfeudado ao poder político, quer antes quer depois de 25 de Abril. Por ela se ficou a saber que estes badalados cursos para aumentar as percentagens estatísticas de portugueses que terminam os 6.º, o 9.º e 12.º anos de escolaridade, não espelham uma situação minimamente verdadeira, credível ou séria.
Não querendo, de forma alguma, generalizar a todos estes cursos efeitos perversos, tenho razões para pensar que em sua grande maioria sirvam apenas de recreio buliçoso para passar o tempo de quem procura um diploma avalizado pelo Estado para cumprir o destino de um país europeu em que, segundo a Associação Comercial do Porto, “se ensina pouco, se educa menos e se exige quase nada”.
A título de mero exemplo, extraio daquele semanário este elucidativo pedaço de prosa da autoria do professor que denunciou ao Presidente da República o verdadeiro escândalo que se acoberta por detrás destas actividades curriculares: “Estes frequentadores da escola aparecem nas aulas sem trazer uma esferográfica ou uma folha de papel. Trazem o boné, o telemóvel, os ´’headphones’ e uma vontade incrível de não aprender e não deixar aprender.”
Tristemente propagandeados, estes cursos de ensino profissional, ministrados numa espécie de colónia de férias, não cumprem os requisitos de um ensino minimamente exigente que deve preparar para o mundo sério do trabalho. Numa sociedade tradicionalmente submissa a pergaminhos de diplomas universitários, a questão que se levanta é esta: não será preferível ser um eficiente operário especializado que trabalha por gosto a ser um licenciado no desemprego, desmotivado no desempenho das suas funções ou em tarefas para que o antigo diploma da 4.ª classe capacitava?
Seja como for, já é tempo de interiorizar na população portuguesa que a escola deve criar e desenvolver no aluno qualidades profissionais, humanas e cívicas que o tornem útil a uma sociedade que investiu dinheiros públicos na sua formação. Ora, isto não está ao alcance de uma escola permissiva que alberga em seus muros quem não quer estudar, em permanente cumplicidade com a cabulice, a violência, a indisciplina, a simples falta de boa educação.
Continuando a consentir “que se estejam a fabricar ignorantes às pazadas” (Medina Carreira, 13.Dez.2007), o Ministério da Educação corre o risco de ruir ao peso das “Novas Oportunidades” ressurgindo com o nome de Ministério da Ignorância, designação, aliás, bem mais apropriado às circunstâncias actuais!”(sic.).
Maio 19, 2008 at 4:30 pm
Só eu é que acho que, não obstante a bondade e a lucidez da sugestão, isto é completamente utópico e inconcretizável?
A onda nunca funciona na vida real.
Não haverá um 8 de Março nas escolas.
Maio 19, 2008 at 4:35 pm
Colegas: este é um assunto bem sério e sobre o qual darei o meu contributo.
Paradigma 1. ESTRATÉGIA GANDHI
ESTRATÉGIA:
1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…
Que pode a ministra fazer fazer-nos ?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ? Assim seja !!!
Estou completamente em DESACORDO COM OS 4 primeiros pontos e com o Assim seja!!!
Estou completamente DE ACORDO COM OS 3 últimos pontos.
Quero no entanto ressalvar que, em relação ao 3º ponto,existem várias opções/estratégias inteligentes que os avaliadores deveriam seguir logo em Setembro…
Maio 19, 2008 at 4:42 pm
Entro para dizer que concordo com o que Francisco Silva escreve. O ideal seria mesmo a tal atitude pacífica (pacifista e que enerve este ministério déspota) perante os ataques desmesurados que nos infligem.
A minha grande preocupação passa por observar que os “colegas” já aqui apelidados de adesivos são em maior número do que pensava ser possível. Com tantos destes seres escondidos atrás de um “sossego” venenoso não sei bem qual vai ser a luta. Temo até que passe por lutas corpo a corpo. Eu, pelo menos, se apanhar um crápula a atravessar-se com cola de adesivo pela minha pessoa e pelo meu trabalho, vou provocar-lhe necessidade de usar uns pensos rápidos.
Com os melhores cumprimentos aos que lutam pela dignificação da Escola Pública.
Maio 19, 2008 at 4:50 pm
searavermelha 6.
claro que são em grande número, que estiveram no 8 de Março por se sentirem pressionados e agora poderem dizer…mas eu também estive lá!
Quanto à estratégia “pensos rápidos”, temos de ter algum cuidado e julgo que a pressão psicológica dará os mesmos resultados.
Maio 19, 2008 at 4:50 pm
advogo uma posição deste género desde o início desta estória, mas já perdi a esperança. Há sempre “adesivos” que não querem perder a “cola”. Desisti de lutar contra eles. Sou uma sombra da professora que já fui. Acabo este ano lectivo e para o ano: adeus Escola.
Maio 19, 2008 at 4:59 pm
Os “adesivos” colam-se sempre ao lado que lhes parece mais forte, já se sabe disso… Os professores podem, organizados, ter uma força incomum e até determinar timings políticos. E os “adesivos”, mais que não seja por mêdo (e vergonha), colar-se-ão como se colaram à manif dos 140 mil.
Maio 19, 2008 at 5:04 pm
O Índios do Brasil mexem-se! E vivem em condições lastimáveis, chantageados pelas multinacionais e pelos fazendeiros que até têm exércitos particulares, e encarregados e capatazes f d p, do pior.
E os prof’s de Portugal que apesar de tudo têm boas armas e bons apoios ao dispôr?
http://criticademusica.blogspot.com
Maio 19, 2008 at 5:18 pm
A estratégia que consta do post do Guinote foi muito utilizada por muitos dos professores antes do 8 de Março e do “Entendimento M.E.-Sindicatos”. Pode (ainda) ser usada. Mas creio que já não tem o “espaço” que teve. Tenho assistido, espantada, a pessoas que tinham para mim crédito pessoal (e nem necessidade profissional (já) têm), alinhar como verdadeiros adesivos – inacreditável. Completamente conscientes das consequências que esses actos terão para os restantes colegas, alunos, escola, que de TODO ME INSCREVO no campo da ingenuidade.
Da minha parte, considero que precisamos de AGIR. Tenho lançado neste forum de discussão e de divulgação um REPTO para coisas concretas. Realistas. Possíveis.Exequíveis.
Concordo totalmente com o que o Álvaro profere nos comentários primeiros deste post do Guinote.
Concordo e apoio a iniciativa “Queixas dos Professores”. Concordo inteiramente com o que o Paulo proferiu num seu post anterior
“E justifica-se uma nova mobilização, a partir «de fora», o mais tardar no início do próximo ano lectivo, se o discurso oficial dos sindicatos continuar a ser este.”
E avanço!
REPTO EM TOM DE DESAFIO
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
Nota: Os protagonistas são TODOS os professores naquilo que nos une e nos mobiliza.
Disse.
Maio 19, 2008 at 5:35 pm
Álvaro (9),
totalmente de acordo. Os professores trabalham directamente com um milhão e 600000 jovens. Se nos dermos ao trabalho de com uns simples comunicados (bem feitos) os distribuirmos aos pais, que são 2, imagine-se a força disto!!!!!!!!!!!
Pelas minhas contas METADE DA POPULAÇÃO PORTUGUESA tem informação imediata e credível nas mãos. Os adesivos vão tentar arreganhar “os dentes” (meter medo) mas o que podem fazer se os professores o fizerem? Nada. Ficam isolados. E népias.
Se pensarmos que a informação imediata (metade da população) se multiplica de imediato, pergunto:
DE QUE ESTÃO OS PROFESSORES Á ESPERA PARA RESPONDER?
Dos “sindicatos”? Os professores endoidaram? Dar o “ouro ao bandido”?
Não.
Será Então…
Do Ghandi????
Do Sebastião????
Francamente. Senhores professores, sejam dignos da Vossa maravilhosa profissão.
E dêm (mais) lições de civismo, de democracia, de amor pela liberdade, como EXEMPLO ao povo que (implicitamente) vos escolheu para formar os filhos desse povo.
Disse.
Maio 19, 2008 at 5:43 pm
Maria de Lurdes Rodrigues, perdão, Rui Pena Pires e Nuno Crato:
A oposição neojacobina à autonomia
Insiste Nuno Crato, ouvido na rádio um destes dias, que o ensino da matemática deveria basear-se na resolução de problemas abstractos, não de problemas reais. Presume-se, pelo discurso, que o Estado deveria fixar este entendimento como orientação pedagógica geral.
No entanto, como diferentes alunos aprendem melhor o mesmo por vias diferentes, a boa pedagogia é que combina diferentes técnicas para obter o mesmo resultado. Seleccionar a boa técnica em cada contexto, é decisão profissional que só pode ser tomada, em concreto, pelos professores. É, aliás, por o bom funcionamento da escola implicar variados níveis de decisão local que o desenvolvimento da sua autonomia é indispensável.
A relação entre autonomia e diversidade é fundamental. Por um lado, não haverá diversidade de práticas, como condição para o sucesso das aprendizagens, sem reforço da autonomia das escolas. Por outro, escolas autónomas sem diversidade seriam escolas com uma autonomia sem substância.
Inserido por Rui Pena Pires
A oposição neojacobina à autonomia
Insiste Nuno Crato, ouvido na rádio um destes dias, que o ensino da matemática deveria basear-se na resolução de problemas abstractos, não de problemas reais. Presume-se, pelo discurso, que o Estado deveria fixar este entendimento como orientação pedagógica geral.
No entanto, como diferentes alunos aprendem melhor o mesmo por vias diferentes, a boa pedagogia é que combina diferentes técnicas para obter o mesmo resultado. Seleccionar a boa técnica em cada contexto, é decisão profissional que só pode ser tomada, em concreto, pelos professores. É, aliás, por o bom funcionamento da escola implicar variados níveis de decisão local que o desenvolvimento da sua autonomia é indispensável.
http://ocanhoto.blogspot.com/2008/05/oposio-neojacobina-autonomia.html
Maio 19, 2008 at 5:43 pm
12 -Ana
n tava a pensar nessa de fazer circular a informação através dos EE’s.
Os prof’s têm grandes apoios, podem ter grande visibilidade, e não necessitam (e talvez nem devam) utilizar esse meio.
Há outros mais eficazes que não interferem com o desempenho das suas funções dentro da escola.
Maio 19, 2008 at 5:48 pm
“Retrógrado? Pior, é estúpido!
O ex-subsecretário de Estado para os Assuntos Pedagógicos, Santana Castilho, pergunta se “chumbar é retrógrado”. Resposta: factualmente, sim, em termos avaliativos é pior, é estúpido. A avaliação baseia-se na conhecida definição de estupidez por Cipolla, enquanto acto em que todos perdem, inclusive quem o praticou.
1. O erro de Santana Castilho tem por base a seguinte afirmação: “a missão da escola é ensinar a todos os alunos que a demandam aquilo que está previsto” (Castilho, Público, 14/05/08). No ensino obrigatório, os alunos não “demandam” a escola, são obrigados pelo Estado a nela permanecerem durante o período do ensino… obrigatório (é por isso, aliás, que se chama obrigatório!). Ora, o ensino obrigatório só faz sentido se a missão da escola incluir ensinar o máximo a todos, encontrando formas de o fazer mesmo com aqueles que têm uma fraca motivação para estudar ou enfrentam maiores dificuldades de aprendizagem. Note-se bem: o que está em causa não é substituir o chumbo pela passagem mas pelo trabalho de recuperação que evite o chumbo.
2. A razão por detrás da recusa do recurso fácil ao chumbo explica-se facilmente: está hoje provado que a repetência culmina muito mais frequentemente em percursos de insucesso sem retorno do que na recuperação de episódios de insucesso. É pois necessário substituir a repetência pela recuperação caso se queira melhorar as possibilidades de sucesso de quem frequenta o ensino obrigatório, afectando meios extra a este esforço extra de recuperação. E, sendo os recursos finitos, só é possível investir mais na recuperação evitando o (enorme) desperdício de recursos com a repetência.
3. Se o chumbo é estúpido no ensino obrigatório, é-o também para além deste, quando, como no superior, estamos perante alunos que “demandam” a escola. Neste caso, a escola deve substituir o chumbo pela selecção à entrada e por formas de acompanhamento, nomeadamente tutorial, incrementando as possibilidades de sucesso dos seus alunos em vez de delapidar recursos com percursos de insucesso. E deve fazê-lo com rigor crescente à medida que se vai subindo no sistema de ensino, sempre pelas mesmas razões: o chumbo e a repetência não favorecem a recuperação e consomem recursos necessários à expansão e melhoria da qualidade dos sistemas educativos.
Rui Pena Pires”
http://ocanhoto.blogspot.com/2008/05/retrgrado-pior-estpido.html
Maio 19, 2008 at 5:51 pm
“No ensino obrigatório, os alunos não “demandam” a escola, são obrigados pelo Estado a nela permanecerem durante o período do ensino… obrigatório (é por isso, aliás, que se chama obrigatório!). Ora, o ensino obrigatório só faz sentido se a missão da escola incluir ensinar o máximo a todos…”
Quer isto dizer que tão cedo, e ainda bem, não teremos a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano.
Maio 19, 2008 at 6:02 pm
Álvaro (14),
Estava a dar um exemplo do “poder imenso” que os professores têm nas mãos.
Se quiserem deitar, qualquer (des)governo abaixo, podem fazê-lo “em 3 tempos”.
E basta fazê-lo na qualidade de cidadãos.
Maio 19, 2008 at 6:08 pm
Sobre os processos de RVCC é capaz de ser melhor conhecer primeiro e criticar depois.
Na sua essência é uma metodologia interessante e até pertinente. E não, não é a primeira vez que se utiliza na Europa, mesmo a nível Secundário.
Para quem insiste em ler títulos sem verificar conteúdos, recomendo a leitura dos referenciais, disponíveis nas páginas da ANQ. Muitas das competências são de nível universitário, ao ponto de numa equipa de 6 professores eufemisticamente chamados de formadores, de áreas científicas distintas e complementares, ser complicado descodificar algumas. E raras vezes se encaixam na experiência de vida e trabalho dos candidatos.
E é falso que num processo de RVCC não haja aprendizagem: é mesmo suposto que ela exista obrigatoriamente. Até porque se chama Portefolio Reflexivo de Aprendizagem, e pelo simples facto de terem de fazer investigação, os adultos em processo aprendem. Eles próprios o dizem: tenho aprendido muita coisa, é uma frase frequente.
Até aqui tudo estaria muito bem.
Não está porque o processo foi viciado pela ganância. Os Centros Novas Oportunidades têm quotas de sucesso, o que já de si é mau, ainda por cima completamente absurdas. Falamos de 200 000 certificados com o 12º ano, e isto por baixo…
Acreditar que em Portugal essa população existe é de doidos
Os avaliadores externos têm um papel minimal, e são pagos pelos Centros que os contratam…
Mas mais grave do que tudo isto, um processo destes só teria sentido, e honestidade, se passasse pelas escolas públicas, e não por qualquer chafarica privada. É tão simples como isto: eu, professor do quadro, tenho a mesma consciência profissional num processo de RVCC como a tenho a leccionar módulos capitalizáveis ao 12º ano. E de resto, cumpra ou não as quotas, não é por isso que perco o meu emprego (pelo menos por enquanto…). O mesmo não se pode dizer dos escravos contratados e pagos com falsos recibos verdes.
Resulta isto em “fenómenos” curiosos, como o de a ANQ já ter sido obrigada a por um travão nas transferências. Num meio urbano, onde os CNO’s nascem que nem fungos quando havia Outono, andava meio mundo a tentar perceber onde o processo ia ser mais fácil. E vão continuar a fazê-lo. Isto já para não falar do já existente negócio de vender portefólios…
Já agora acrescento que, é minha convicção pessoal, será muito difícil provar os facilitismos óbvios de muitos CNO’s. Os portefólios são confidenciais. E se metade do que ouço fosse confirmável muita tinta iria escorrer dos jornais…
Maio 19, 2008 at 6:22 pm
PORQUE INTERESSA A MUITOS COLEGAS
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329284
Maio 19, 2008 at 6:25 pm
Já afirmei, neste forum, das consequências sociais, económicas e culturais desta trampada toda (des)educativa.
E dei (até) exemplos concretos como interfere dramaticamente na vida dos próprios e de TODOS.
Isto é de doidos.
E o portuguesmente continua contentinho. E acha que ha uns loucos de uns professores que andam muito chateados com a vida própria. Santa ignorância. Ou maldade!
Maio 19, 2008 at 6:33 pm
zé (19),
Essa notícia trás água no bico.
O objectivo é que as ESES não fiquem ás moscas e justifiquem os ordenados dos professores sobretudo dos “convidados”. Claro.
Maio 19, 2008 at 6:38 pm
3 Rui Batista
18 João Cardoso
devido ao interesse dos vossos cometários pû-los no meu blog. Saudações.
http://criticademusica.blogspot.com/
Maio 19, 2008 at 6:49 pm
Anahenriques
Mas não só. Tem muito “pano para mangas”!
Maio 19, 2008 at 6:51 pm
Já alguém ouviu hoje -apresentada oficialmente amanhã -pelo CNE sobre a necessidade de se haramonizar o 1º e 2º ciclo?
Eu vou expor aqui um pedaço:
Conselho Nacional de Educação defende fusão do 1º e 2º ciclos
19.05.2008 – 17h17 Lusa
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico para acabar com “transições bruscas”. O objectivo é que os alunos deixem de ser acompanhados apenas por um professor e passem, progressivamente, a ser apoiados por outros docentes, em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo “A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos”, este ciclo de seis anos “visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas”. Por outro lado, recomenda-se para este ciclo o regime de monodocência com progressiva co-adjuvação, pelo menos em duas áreas, uma mais voltada para as ciências e outra para as letras.
No entanto, os autores do estudo, que será apresentado terça-feira num seminário no CNE, reconhecem que o modelo “ideal, mais interessante e mais flexível” estaria assente em “equipas multidisciplinares”, lideradas por professores “especialmente vocacionados” para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado. “Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico”, lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um “contraste violento e repentino entre o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, “contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar”. “O contraste acentua-se ainda pela diferença de cultura profissional entre os professores do 1º ciclo e do 2º ciclo. Enquanto os primeiros se assumem como professores de crianças cuja missão se centra na promoção de aprendizagens fundamentais por parte dos alunos, os segundos assumem-se primeiramente como professores de uma disciplina escolar”, lê-se no estudo.
Foco nos alunos vs. Foco na disciplina escolar
“Ou seja, para os primeiros o que interessa é que os alunos aprendam, enquanto para os segundos o que interessa é que a sua disciplina seja aprendida. Para os primeiros o foco são os alunos, enquanto para os segundos o foco é a disciplina escolar”, acrescenta.
Em entrevista em Fevereiro, a ministra da Educação anunciou que, no âmbito da revisão do currículo do 2º ciclo, o Governo vai concentrar algumas disciplinas para reduzir o número de docentes a leccionar em cada turma. A ministra explicou que as escolas nunca puseram em prática um mecanismo que permitia que um só professor leccionasse um conjunto de disciplinas à mesma turma, como Matemática e Ciências ou Língua Portuguesa e Inglês, por exemplo, apesar de o currículo prever essa possibilidade. “Na prática, o que acontece é que cada um dos espacinhos é preenchido por um professor e é isso que dá lugar à situação de os alunos do 2º ciclo conhecerem, por exemplo, 16 professores”, criticou Maria de Lurdes Rodrigues, defendendo a necessidade de estimular as escolas para que façam uma concentração das áreas disciplinares para que os alunos possam ter uma visão mais integrada do conjunto das disciplinas.
Mudança brusca de espaço
O estudo do CNE salienta, por outro lado, que o aluno passa de uma escola de pequenas dimensões e uma sala única, “onde tudo é próximo e familiar”, para uma escola de tamanho médio com aulas em salas diversificadas, com uma organização dos tempos mais rígida, onde cada disciplina existe como um compartimento de saber. O estudo reconhece, no entanto, riscos com a fusão dos dois primeiros ciclos do básico: uma possível descoordenação das equipas multidisciplinares e uma eventual influência disciplinar e académica dos actuais professores do 2º ciclo (alunos dos 06 aos 09 anos) sobre os do 1º (10 e 11 anos), entre outros.
O documento recomenda, ainda, o alargamento dos apoios destinados às crianças dos zero aos 03 anos de idade, a profissionalização das amas, uma melhor oferta de ocupação de tempos livres e uma articulação entre serviços sociais e serviços educativos que “ultrapasse a tradicional associação de serviços de carácter social às populações mais carenciadas e de serviços educativos às mais favorecidas”. Aliás, “desarticulação” é a palavra mais usada pelos autores do estudo para resumir as “áreas problemáticas” da educação das crianças dos zero aos 12 anos, por exemplo entre as políticas que influenciam a vida das crianças: saúde, segurança social, educação, família, emprego, etc.
Segundo os autores, “esta disparidade de olhares, por vezes muito fechado no seu âmbito restrito, ignora a criança na sua globalidade e na ecologia do seu desenvolvimento e revela a ausência de uma política global, integrada, para a infância”. “Ainda nesta matéria é de referir a desarticulação de políticas entre sucessivos governos, como se tudo tivesse sempre de ser questionado e alterado, provocando descontinuidades, ambiguidades, desalento e falta de confiança”, consideram os autores.
Maio 19, 2008 at 7:02 pm
Eu defendo a fusão do 3º ciclo com o secundário: só com 4 professores , a saber; psicólogo, animador cultural, palhaço e de educação física para não engordarem!
Em seguida fundiam-se os politecnicos e universidades: fechavam 70% dos cursos e faziam dos professores assesores de marketings dos unipolos(junção ds universidades com os polilon..)
E no fim todos viveriamos felizes para sempre porque ninguém reprovava, a nossa estatistica suplantava a finLândia e o nosso país ficava com o maior número de desempregados com pós douturamento(export-de pos-doc!)
Um admiravel mundo novo ..
Maio 19, 2008 at 7:13 pm
Zé,
Pois. Com “estudios” se engana a “maltia”.
É berdade por onde anda o “estudio” encomendada por MLR, na (in)qualidade de ministra da educação, logo pago pelo “contribuinte português”, encomendado ao seu amiguíssimo Freire do ISCTE, sobre a “necessidade de reestruturação da carrieira doicente”?
Que eu (cá) saiba não houve mais nenhuma “carriera resturiadia” a não ser a “doicentia”, não é berdade?
Alguém me pode fornecer “pistas” para ler tão nóbel estudo!!!!
Maio 19, 2008 at 7:17 pm
Resumindo, quero ver qual é a primeira grande alma a ir colocar o chocalho no gato…
Eu já fiz parte da minha parte, sempre tendo considerado que o mais difícil é arrancar a primeira pedra da calçada. Mas também sou capaz de compreender que para os especialistas do sofá é mais reconfortante abanar os bracitos.
Maio 19, 2008 at 7:28 pm
Vou “meter uma cunha” ao fafe!
Em que gavetas está O tal “estudio”?
Pode tirar cópias e voltar a fechar a gaveta?
Antecipadamente grata.
Maio 19, 2008 at 7:44 pm
Hum! a cunha não passa de um plano inclinado.
Maio 19, 2008 at 7:44 pm
e fazer o mesmo com o modelo de gestão das escolas.
Abraço.
Maio 19, 2008 at 7:46 pm
O dicionário de calão do IDT foi suspenso…
Enfim…
Valha-nos o estudo que diz que os portugueses são os únicos homens da Europa que preferem sexo a um qualquer jogo de futebol.
Maio 19, 2008 at 7:49 pm
O Paulo Guinote quando ler essa notícia vai-se passar!
Maio 19, 2008 at 7:50 pm
qual delas?
Maio 19, 2008 at 7:51 pm
Fazem sexo com a mão?
Maio 19, 2008 at 7:53 pm
Hum!, os idiotas não se contêm e fazem asneira. Será interessante seguir o IP.
Maio 19, 2008 at 7:53 pm
quero ser um professorzeco,
A da proposta de fusão do 1.º ciclo com o 2.º.
Sempre deste para fazer a prova de aferição de LP do 6.º ao/à teu/tua miúdo(da) do 4.º ano?
Maio 19, 2008 at 7:55 pm
Fafe,
Sabe se as carreiras dos médicos, dos jornalistas, dos professores do universitário, dos professores dos plitécnico, dos enfermeiros, dos magistrados do ministério publico, dos juízes, dos deputados também já tiveram “estudios” para serem reestruturadas?
Ou foi (só) a dos professores que mereceu “tão tamanho investimento investigativo”?
Maio 19, 2008 at 7:57 pm
Ainda não consegui, os pobres já não podem ouvir falar de provas, quanto mais fazer fazer experiências…
Amanhã talvez os convença…
Eu percebi, DA, que era a notícia séria, a da fusão.
Tenho avisado por aqui…
Maio 19, 2008 at 7:57 pm
Massive investment in CCTV cameras to prevent crime in the UK has failed to have a significant impact, despite billions of pounds spent on the new technology, a senior police officer piloting a new database has warned. Only 3% of street robberies in London were solved using CCTV images, despite the fact that Britain has more security cameras than any other country in Europe.
claro!
andaram a adaptar os programas escolares aos alunos? retiraram o holocaustro dos programas c m~edo das susceptibilidades dos muçulmanos?
Agora iome lá que vão ter de adoptar métodos “eficazes”. É bem feita!
Maio 19, 2008 at 7:57 pm
É preciso ser muito distraída!
Maio 19, 2008 at 7:57 pm
bb 25.
o/a colega não estará porventura a exceder-se um pouco quando afirma…
….” Eu defendo a fusão do 3º ciclo com o secundário: só com 4 professores , a saber; psicólogo, animador cultural, palhaço e de educação física para não engordarem!”
Pretender desvalorizar essas 4 profissões ainda vá que não vá… é uma opinião pessoal rasca, mas suporta-se!
Agora, essa afirmação pode também ser entendida como uma espécie de um insulto gratuito… e neste caso não lhe fica nada bem, e dispensava-se ( eu dispensaria o/a comentadora).
Maio 19, 2008 at 7:58 pm
Paulo Trigo Prudêncio (30),
Creio que o fafe não está muito por dentro do modelo de gestão.
Teremos que “meter a cunha” ao Mário Nogueira.
Maio 19, 2008 at 8:00 pm
DA Diz:
“O Paulo Guinote quando ler essa notícia vai-se passar!”
Estou a ver que não estou só.
Maio 19, 2008 at 8:03 pm
Mas afinal o que há de novo na notícia?
Está tudo no legislado nesse sentido, vejam lá as habilitações para ingresso na carreira docente.
Os novos cursos Educação Básica 1º e 2º ciclo…
Novidades?
Maio 19, 2008 at 8:04 pm
Fui ler a notícia do Público sobre a fusão e encontrei lá este interessante comentário, o único de jeito:
“19.05.2008 – 18h35 – Professora, Lisboa
A única vantagem que eu vejo na monodocência do 1º Ciclo é a adaptação mais fácil das crianças à escola formal, ao sairem de casa (da ama, da família ou da infantil). O 1º Ciclo é o tempo de adquirirem e compreenderem a necessidade de regras. Paralelamente, vão contactando com as diversas áreas de saber a um nível básico. Quatro anos depois é tempo de mudarem e darem maior atenção às áreas do saber, áreas estas que devem ser ministradas por professores mais especializados. A adaptação leva algum tempo, como acontece até aos adultos. Mas os alunos reagem bem à mudança e até sentem orgulho. O saber não pode ser maltratado. Com professores competentes – do ponto de vista científico e pedagógico – os alunos aprendem mais e melhor. O maior problema coloca-se quando há condições adversas que influenciam negativamente o processo ensino-aprendizagem. Um(a) director(a) é o que está a faltar para disciplinar cada Escola no sentido de lhe dar maior consistência, maior autoridade, maior regularidade e responsabilidade. Os políticos não podem estar sempre ali a “mexer”. Os professores que indiquem os constrangimentos!”
Uma das falhas que o novo Regime de Gestão, tal como o anterior de 1998, têm, é quanto a mim, a desvalorização da figura do Director das Escolas do 1.ºCiclo/Jardins de Infância, no seu lugar está um Coordenador na maioria dos casos com turma atribuída, sem autoridade necessária entre pares, sobre os alunos e pais.
Maio 19, 2008 at 8:06 pm
Anahenriques (42)
eu disse: “e fazer o mesmo com o modelo de gestão das escolas”.
Estava apenas a referir-me à ideia inicial e à proposta de Francisco da Silva: “Avaliação dos Professores – Como Podem Os Professores Derrotar Esta Legislação”.
Quanto a isso de “cunhas”, francamente; não me interessa nada, absolutamente nada. 8 de Março foi a prova provada. Cada um que faça o que sabe e o que é capaz.
Abraço.
Maio 19, 2008 at 8:06 pm
Existem pessoas que não percebem a ironia ..e além disso eu não pretendo desvalorizar nenhuma profissão..apenas demonstrar o ridículo desta fusão a frio
Maio 19, 2008 at 8:07 pm
quero ser um professorzeco,
“Está tudo no legislado nesse sentido, vejam lá as habilitações para ingresso na carreira docente.
Os novos cursos Educação Básica 1º e 2º ciclo…”
Pois… o problema é a capacidade desse professore para assegurar tantas disciplinas.
Maio 19, 2008 at 8:07 pm
Adivinhei: o noticiário omeça com a preparação do Euro… portanto umm mês e tal anda tudo ( continua) anestesiado e depois os olímpicos… e depois verão… e depois??? entretanto, anúncio da subida dos combustíveis… OUTRA VEZ!!!… E ASSIM VAI A VIDINHA…alguém reage?
Maio 19, 2008 at 8:08 pm
António (41),
Lembra-se de um comentário que escevi (já)algum vai tempo aqui no Umbigo?
Ora. Aí está.
Para preparar a dita “O.P.”…
O ataque do trio maravilha (1º e 2º ciclo). Quando o que deveria acontecer era o contrário. Tudo para o “bem das crianças”!!!!!!
Para que a gestão das escolas “passe para 2º plano”!!!Etc.
Maio 19, 2008 at 8:08 pm
Anahenriques (42)
e não sou Trigo mas sim Trilho. Nos tem que correm, bem que me dava jeito a troca. Estamos sem cereais e os trilhos não estão muito aconselháveis.
Abraço
Maio 19, 2008 at 8:12 pm
Claro, DA, e não é só esse. É tratar as crianças como totós mais e mais tempo…
Mas repara, a estratégia do ME não aponta para a qualidade, temos visto isso!
Se as expressões no 2º ciclo passarem (também) para as Câmaras, a redução dos quadros do ME é impressionante, mais uma vez…
Maio 19, 2008 at 8:12 pm
Paulo Prudêncio (46),
Ah. Desculpe. Eu estava a “meter-me com o fafe”…e pensei que também estaria. E que conhece o “personagem”.
Abraço
Maio 19, 2008 at 8:15 pm
Ahahahahahahahah!
Desculpe.
Maio 19, 2008 at 8:15 pm
“Se as expressões no 2º ciclo passarem (também) para as Câmaras, a redução dos quadros do ME é impressionante, mais uma vez…”
Isso dificilmente acontecerá, isto porque estão consolidadas no 2.º ciclo, para além disso há muitos professores de EVT no quadro(uns 6000), EF e Música.
Maio 19, 2008 at 8:18 pm
Aqui está o estudo do CNE:
http://www.cnedu.pt/files/ESTUDO.pdf
Maio 19, 2008 at 8:19 pm
Desta vez o “estudo técnico” não precedeu o anúncio:
Diminuit textoAumentar texto
Educação
Estudo do CNE defende fusão do 1º e 2º ciclos para evitar «transições bruscas»
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico para acabar com «transições bruscas», com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=94005
Maio 19, 2008 at 8:21 pm
Há sempre outras possibilidades:
http://www.instituto-camoes.pt/destaques/concurso-de-leitores-de-lingua-e-cultura-portuguesa.html
Maio 19, 2008 at 8:21 pm
DA (55),
´
Quando o que TODOS alunos precisam desde o 1º ano é, como pão para a boca, de formação musical, desporto e educação física e artes plásticas per si e ainda para a promoção de todas as outras áreas do conhecimento e do saber, aí a coisa daria a total barraca.
Mas como estamos a ser (des)governados por “loucos”, se calhar (até) lhes passa isso pela mioleira.
Maio 19, 2008 at 8:22 pm
anahenriques (53)
Não tenha a dizer sobre Fafe, ou melhor, tenho um parágrafo num texto, sobre o dia dos 100 mil, que diz assim:
“Começámos a caminhada mais impressionante que temos memória. Quando entrámos na Fontes Pereira de Melo o trânsito automóvel já estava infernal e engarrafado. O mar de professores vestidos de preto começava a encher-se de ondas e mais ondas de indignação. Almoçámos por ali, numa rua paralela. Dei com um colega, que nunca tinha visto na vida, e que logo me disse: “venho de Fafe, sai de manhã muito cedo, e voltarei as vezes que forem necessárias”. O colega não era nenhum jovem, longe disso, e não merecia esta canseira toda num sábado de manhã. Estava dado o mote”.
O texto está aqui:
http://correntes.blogs.sapo.pt/109570.html
Abraço.
Sobre o novo modelo de gestão pode ler o seguinte texto no meu blogue:
http://correntes.blogs.sapo.pt/121104.html
Maio 19, 2008 at 8:27 pm
Prudêncio: foi bonito não foi???
E agora?
Maio 19, 2008 at 8:28 pm
Ainda só agora os meninos do futebol chegaram a Viseu e já estou farta destas notícias ou serão não-notícias???
Maio 19, 2008 at 8:30 pm
anahenriques (53)
Peço desculpa pelas gralhas mas já pus os óculos
Abraço.
Maio 19, 2008 at 8:37 pm
Vai ser bonito, rendadebilros!
Temos é que trabalhar para isso. Colaborar.
Maio 19, 2008 at 8:40 pm
ai anahenriques estou a ficar sem força anímica…
a ver vamos… para já vou jantar para ganhar energia…
Maio 19, 2008 at 8:42 pm
Paulo Prudêncio (60),
Vou ler com toda a atenção e gosto.
Maio 19, 2008 at 8:44 pm
rendabilros (61)
E agora?
1º – No momento da greve por causa do ECD estava quase tudo a dormir e a adesão foi baixa: está tudo por fazer sobre o estatuto.
2º – Vencemos a primeira fase em relação à avaliação do desempenho, apesar da “obscenidade” criada aos professores contratado (lancei o mote em http://correntes.blogs.sapo.pt/118331.html
mas ninguém lhe pegou, enfim…) e em setembro voltaremos ao assunto.
3º -Devemos actuar em relação ao novo modelo de acordo com o que já referi.
4º – Os movimentos devem conversar e dialogar com a plataforma sindical.
5º – A blogosfera vai continuar a fazer história e isso ninguém controla e ainda bem.
6º – Resistir sempre e olhar, e divulgar, para os exemplos de Maria Leonor Duarte, demitiu-se na semana passada de PCE – que este excelente blogue destacou e que eu linkei em http://correntes.blogs.sapo.pt/122313.html – que, ao que sei, também não se candidatou a titular onde tinha “lugar” assegurado.
Abraço.
Maio 19, 2008 at 8:45 pm
Aproveito para o desafio!!!
REPTO em tom de DESAFIO
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
DO REPTO AOS APOIOS
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/do-repto-aos-apoios.html
Maio 19, 2008 at 8:48 pm
rendadebilros (61)
Acabei de escrever um longo comentário sobre o assunto. Não o guardei e parece-me que não entra. Voltarei se a situação se mantiver.
Abraço.
Maio 19, 2008 at 8:52 pm
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda O ensino em casa para acabar com «transições bruscas», com apenas um professor como consultor, sediado na escola, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas
Segundo o estudo «A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos», este ciclo de seis anos «visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola-sociedade-família, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos pais, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas».
Por outro lado, recomenda-se para este ciclo o regime de ensino doméstico com progressiva co-adjuvação, pelo menos em duas áreas, uma mais voltada para as ciências e outra para as letras.
No entanto, os autores do estudo, que será apresentado terça-feira num seminário no CNE, reconhecem que o modelo «ideal, mais interessante e mais flexível» estaria assente em «equipas multidisciplinares de pais», lideradas por professores «especialmente vocacionados» para iniciar as crianças no domínio das literacias e professores mais orientados para o conhecimento disciplinar, embora ainda integrado.
«Este modelo permitiria articular a exigência da competência disciplinar face ao crescente desenvolvimento do conhecimento sem relegar para um plano secundário a importância do vínculo pedagógico, da relação de pessoalidade e do conhecimento interpessoal que a actual organização do ensino desestabiliza com a entrada do aluno no 2º ciclo do ensino básico», lê-se no documento.
Isto porque, analisando a situação actual, os autores constatam que existe um contraste violento e repentino entre a vida no seio doméstico, o regime de monodocência do 1º ciclo e o regime de pluridocência do 2º, «contraste que é acentuado e intensificado pelas diferentes lógicas organizativas que estruturam o trabalho escolar».
«O contraste acentua-se ainda pela diferença de cultura profissional entre os pais e os professores do 1º ciclo e do 2º ciclo. Enquanto que os primeiros se assumem como educadores, os segundos como professores de crianças cuja missão se centra na promoção de aprendizagens fundamentais por parte dos alunos, os segundos assumem-se primeiramente como professores de uma disciplina escolar», lê-se no estudo.
«Ou seja, para os primeiro o que interessa é que os alunos aprendam a totalidade da vida social ético-moral, aos segundos interessa apenas que aprendam , enquanto que para os terceiros o que interessa é que a sua disciplina seja aprendida. Para os primeiros o foco são os filhos, para os segundos os alunos, enquanto que para os terceiros o foco é a disciplina escolar», acrescenta.
Em entrevista à Agência Lusa em Fevereiro, a ministra da Educação anunciou que, no âmbito da revisão do currículo do 2º ciclo, o Governo vai concentrar algumas disciplinas para reduzir o número de docentes a leccionar em cada turma.
A ministra explicou que as escolas nunca puseram em prática um mecanismo que permitia que um só professor leccionasse um conjunto de disciplinas à mesma turma, como Matemática e Ciências ou Língua Portuguesa e Inglês, por exemplo, apesar de o currículo prever essa possibilidade.
«Na prática, o que acontece é que cada um dos espacinhos é preenchido por um professor e é isso que dá lugar à situação de os alunos do 2º ciclo conhecerem, por exemplo, 16 professores», criticou Maria de Lurdes Rodrigues, defendendo a necessidade de estimular as escolas para que façam uma concentração das áreas disciplinares de forma a que os alunos possam ter uma visão mais integrada do conjunto das disciplinas.
O estudo do CNE salienta, por outro lado, que o aluno passa de um meio afectivo-social onde é o centro, primeiro para uma escola de pequenas dimensões e uma sala única, «onde tudo já é menos próximo e familiar»,e para uma escola de tamanho médio com aulas em salas diversificadas, com uma organização dos tempos mais rígida, onde cada disciplina existe como um compartimento de saber.
O estudo reconhece, no entanto, riscos com a fusão dos dois primeiros ciclos do básico: uma possível descoordenação das equipas multidisciplinares e uma eventual influência disciplinar e académica dos actuais professores do 2º ciclo (alunos dos 06 aos 09 anos) sobre os do 1º (10 e 11 anos), entre outros.
O documento recomenda ainda o alargamento dos apoios destinados às crianças dos zero aos 03 anos de idade, a profissionalização das amas, uma melhor oferta de ocupação de tempos livres e uma articulação entre serviços sociais e serviços educativos que «ultrapasse a tradicional associação de serviços de carácter social às populações mais carenciadas e de serviços educativos às mais favorecidas». Recomenda ainda um incentivo fiscal por deduções no IRS para os pais que optem por este modelo.
Aliás, «desarticulação» é a palavra mais usada pelos autores do estudo para resumir as «áreas problemáticas» da educação das crianças dos zero aos 12 anos, por exemplo entre as políticas que influenciam a vida das crianças: saúde, segurança social, educação, família, emprego, etc.
Segundo os autores, «esta disparidade de olhares, por vezes muito fechado no seu âmbito restrito, ignora a criança na sua globalidade e na ecologia do seu desenvolvimento e revela a ausência de uma política global, integrada, para a infância».
«Ainda nesta matéria é de referir a desarticulação de políticas entre sucessivos governos, como se tudo tivesse sempre de ser questionado e alterado, provocando descontinuidades, ambiguidades, desalento e falta de confiança», consideram os autores.
Maio 19, 2008 at 8:58 pm
rendadebilros (61)
De novo ao assunto.
E agora?
1º – Quando se fez a greve por causa do ECD estava tudo a dormir: a adesão foi baixa. Nessa matéria está tudo por fazer.
2º – Vencemos na questão da avaliação do desempenho para o presente ano lectivo, apesar da “obscenidade” da situação dos professores contratados (dei o mote em http://correntes.blogs.sapo.pt/118331.html mas ninguém lhe pegou), e em setembro voltamos à luta, parece-me.
3º – Devemos tomar uma posição à “Ghandi” no que ao modelo de gestão se refere – já escrevi muito sobre isso – e olhar para a digna posição de Maria Leonor Duarte ( http://correntes.blogs.sapo.pt/118331.html) que, ao que sei, não se candidatou a titular onde tinha “lugar” assegurado.
4º – Os movimentos devem criar “uma confederação
” e dialogar com a plataforma sindical.
5º – A blogosfera continuará a afirmar a ideia da informação livre com contornos nunca imaginados.
6º – Devemos manter bem viva a esperança e ser firmes nos dias todos: a democracia é dura e um luta diária.
Abraço.
http://correntes.blogs.sapo.pt/122313.html
Maio 19, 2008 at 9:00 pm
O link a seguir ao abraço refere a digna posição de Maria Leonor Duarte. Peço desculpa. mas tive de escrever o comentário pela 2ª vez.
Abraço.
Maio 19, 2008 at 9:12 pm
Leio quase sempre as crónicas de Vasco Pulido Valente no jornal público.
Os textos inscrevem-se num registo pessimista e nada abonatório para a idiossincrasia dos portugueses – seja lá o que é que isso queira dizer, ou melhor: pode estabelecer-se um perfil que nos diferencie, em massa, dos outros povos que habitam o planeta?; mas não compliquemos -. Umas vezes concordo, outras não, o habitual.
Mas, e escrevia no parágrafo anterior, tinha acabado de ler mais uma das suas crónicas. Entretanto, e no decorrer da semana e do fim-de-semana, cruzei-me com as normas que vão regulamentar o novo estatuto da carreira dos professores. Li-as com atenção. Por dever profissional, também me apercebi dos argumentos que pesam no estafado processo de agrupamentos de escolas que se vai verificando em Portugal. E, no que ao sistema escolar diz respeito, podia aduzir mais uma boa dezena de ideias sem pés nem cabeça.
E, meus caros leitores, partilho, e subscrevo, uma das conclusões do reputado cronista: “os portugueses não são bons da cabeça e não há volta a dar”.
A sério. Só pode ser. Já não se trata de concordar ou de discordar das medidas. Constato que a esquizofrenia tem, neste caso, uma matriz: a mesquinhez e o palacianismo invade o metabolismo da capital e depois alastra-se.
(Reedição – a 1ª edição tem a data de
12 Fevereiro de 2007)
Maio 19, 2008 at 9:13 pm
Ó bigbrother (25, 47)
Eu percebi a ironia e achei piada, homem!
) também costumo usar vários estilos, sem ser propriamente um estiloso!…
É bom saber falar a sério, falar a sério com ironia e até falar a brincar! Assim aproveitamos todos os recursos da nossa inteligência… Eu cá, que do mesmo modo tenho respeito por todas as profissões (se ser político não for profissão
Maio 19, 2008 at 9:14 pm
Sobre as Novas Oportunidades. O referencial tenta ser sério. Pena é a linguagem por vezes incompreensível, mas isso já vai sendo normal! Agora… imaginam as toneladas de “trabalhos” que se resumem a copy paste da Internet? E fazer com que os candidatos percebem que as fontes de consulta e os trabalhos são duas coisas distintas? Já me apareceu um trabalho que estava mais para tese de mestrado do que para teabalho de RVCC: todo copiado da net, claro!!
Concordo com a ironia do BIG BROTHER!
Maio 19, 2008 at 9:22 pm
Acho impossível lutar contra os adesivos…
São esses que já andam empenhadíssimos a fazer tudo e mais alguma coisa para a implementação do modelo de avaliação. Todos sabemos que há muita gente contente com o “poleiro”… E os que lá não chegaram, fartam-se de lamber as botas aos que lá estão para ver se conseguem qualquer coisa: um cargo, uma alavanca que lhes sirva de trampolim para o “poleiro”.
Maio 19, 2008 at 9:26 pm
A partir de Setembro começam a existir os super departamentos: vai ser lindo assistir às reuniões e fazer as quilométricas actas. É tudo a piorar!!
Maio 19, 2008 at 9:28 pm
Eu recuso-me a colaborar activamente em mais do que seja estritamente exigível pela lei, e desde que não prejudique terceiros.
Quanto aos 75 comentários anteriores, lamento mas só mais tempo irei lê-los a todos.
Maio 19, 2008 at 9:29 pm
Ooops, nos 76 comentários anteriores.
Maio 19, 2008 at 9:30 pm
Paulo Prudêncio (70),
Os professores contratados estão FARTÍSSIMOS de saber o que está relatado neste post e de outras coisas.
Repito “esclarecidíssimos” (espero que entenda). Etc.
(o link não dá)
Gato escaldado de água fria tem medo
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/gato-escaldado-de-gua-fria-tem-medo.html
Maio 19, 2008 at 9:30 pm
Enquanto os professores deste país não perceberem que a sua luta só pode ser a da EXIGÊNCIA, DISCIPLINA E RIGOR, nunca ninguém nos vai perceber!
Meus caros parem de choramingar devido ao ECD, aos exames de ingresso na carreira, à avaliação docente, etc, etc, etc, e centrem-se naquilo que é essencial:
A escola é um local de trabalho, exigência e rigor!
Enquanto nós professores permitirmos que o populismo dos pseudo políticos que têm governado a 5 de Outubro continue a mandar nas escolas não vamos a lado nenhum.
Enquanto os tiques saloios e provincianos dos marxistas e leninistas que EFECTIVAMENTE mandam no sistema de “ensino” português continuarem a cimentar este modelo estupidificante, continuaremos TODOS a assistir à morte da escola pública e com isso à morte dos professores que lá trabalham!
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com o SABER e o CONHECIMENTO.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os filhos das classes sociais que não podem colocar os seus rebentos em escolas privadas de qualidade nacionais ou estrangeiras.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com o suor do trabalhador que TODOS os meses faz os seus descontos para PAGAR A ESCOLA PÚBLICA.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os alunos que QUEREM aprender.
Temos, todos, que exigir RESPEITO para com os pais que querem que os seus filhos SAIBAM REALMENTE para poderem ter um futuro melhor que o seu.
Ou seja temos que nos dar ao respeito!!!!!!
Enquanto a nossa luta não for esta, garanto que não iremos NUNCA a lado nenhum!
PS. Estou à vontade porque na próxima Segunda-Feira estarei a trabalhar onde o trabalho é levado a sério, numa empresa multinacional. Porque sei perfeitamente que uma parte significativa os professores portugueses acredita sinceramente nas pedagogias patéticas que transformaram o professor numa espécie de guardador de crianças e jovens que todos os dias se auto-flagela por não ter alcançado o inalcançável – conseguir transformar um candidato a bandido em Enstein!
Maio 19, 2008 at 9:34 pm
Filipa
Pelo que ouço, sou tentado a acreditar no que dizes! E se este imbróglio se mantiver, até nisso tenho azar. É que não vejo adesivos na minha escola e de repente pode calhar-me a mim desempenhar um desses cargos da treta. Por lá, nunca apareceu muita gente da espécie que referes. Até ando arrepiado só de pensar em tal… Tenho de me fazer de doidinho ou coisa assim
Maio 19, 2008 at 9:35 pm
Paulo só espero que não te ponham a dar música…
Agora algo diferente..no outro dia passaram na SiC uma reportagem interessante sobre um rapaz que se inscreveu no Chapito á cerca de dez anos -com 18 anos- par aprender a ser palhaço ou artista de circo..o miúdo vinha de uma familía pobre do Casl ventoso e esperava-o uma profissºao de trolha..cheio mde negativas e com o 9º ano alguém o levou á dita escola..dez anos depos o homem já esteve no Cirque de Soleil, percorre os hotèis de 5 estrelas de todo o mundo..e o estado francês mquando não tem trabalho paga-lhe o salário..para meditar em relaçãa muitos que não se reveem na escola..
Maio 19, 2008 at 9:37 pm
Lamento os erros mas não tenho a destreza do Paulo..acho que a mensagem é compreensível..
Maio 19, 2008 at 9:38 pm
Bem me pareceu que o Joaquim não fazia a mínima ideia do que é uma escola.
Maio 19, 2008 at 9:38 pm
“…Roma não paga a traidores”.
Mas eles aí estão prontos a cumprir e fazer cumprir “ordens superiores”.
Os que ontem nos batiam nas costas à caça do voto para os CE irão novamente enganar os ingénuos com promessas, com o mesmo sorriso encantador, porque a sua forma de acção está bem estudada pela cartilha do oportunismo.
E depois há os lugarzitos ou as benesses para os colaboracionistas, que normalmente até têm o dom de serem fazedores de opinião no micro-mundo que é a escola.
O medo tomou conta dos profs mais prejudicados e serão esses os primeiros a alinar, com medo das represálias.
Maio 19, 2008 at 9:41 pm
Em alguns agrupamentos de Guimarães estão a “acontecer” inspecções em que são entrevistados pais, alunos, professores titulares de turma,professores das AEC, auxiliares, coordenadoras de escola, representantes de associações de pais e mais alguns que não me lembro. Falo nisso porque uma inspectora comentou com uma professora que grandes mudanças iam acontecer nas escolas de 1º ciclo. Ninguém percebeu e agora esta noticia da possível fusão (#24). Será?
Maio 19, 2008 at 9:43 pm
Piaf, não serão avaliações externas às escolas?
http://www.ige.min-edu.pt/_PT/content_01.asp?BtreeID=03/01&treeID=03/01/03/01&auxID=
Maio 19, 2008 at 9:44 pm
In temp oral
Tem sorte, se na sua escola não há desses adesivos… Se a tarefa de avaliar lhe couber a si, não precisa de se fazer de doidinho
Precisa só de bom senso e isso não lhe deve faltar!
Maio 19, 2008 at 9:45 pm
Eu já disse e repito, vou trabalhar para o regular. Não vou fazer coisas só para avaliador ver. Mais, tenho algumas ideias que tenho andado a amadurecer e seriam úteis para os meus alunos CEF de 12º ano. Pois bem, vão continuar no limbo, até esta palhaçada acabar, para não se dizer que eu quero armar-me em boa!! Ou então vou trabalhar em low profile. As minhas aulas dizem respeito a mim e aos meus alunos!!
Maio 19, 2008 at 9:48 pm
DA
Até pode ser, mas estão muito concentrados nas AECs e neste caso a inspectora fez esta “profecia” que assustou todos porque como disse um colega, têm sido tantas as trapalhadas que não admiraria se fosse mais uma má surpresa.
Vamos ver… para as emana está na minha escola. Depois digo.
Maio 19, 2008 at 9:50 pm
Piaf
No meu Agrupamento já aconteceu o que relata no comentário 86. O CE propôs-se à avaliação externa e escolheu bem os elementos que deveriam servir de amostra. Mas tiveram azar, apesar de terem 20 profs colocados administrativamente a fazer o trabalhinho todo.
Maio 19, 2008 at 9:56 pm
Piaf
No meu Agrupamento também se debruçaram muito pelas AECs. Querem saber se há coordenação entre os docentes que as leccionam com o(s) profs da turma, se essas acrividades constam no PE, PCE e PCT, o que os pais e alunos pensam, qual a rentabilidade do dinheiro que está a ser dado às Autarquias, ..
Maio 19, 2008 at 9:58 pm
Interessante é verificar que o estudo do CNE sobre a fusão do 1º e 2º ciclos se baseia numa realidade que já não existe, há pelo menos, quatro anos.
A monodocência no 1º ciclo, é uma mentira. Já não existe.
Estes alunos já têm 4 professores.
Em que escolas foram recolher dados????
Maio 19, 2008 at 9:59 pm
Zé
Pelo que percebi a inspecção quer professores de turmas que receberam alunos de escolas extintas e neste caso não houve escolhas do CE. Sei também, que vão todos os professores de AECs (é um agrupamento pequeno) e acho que no nosso caso não foi o CE que se propôs. Depois de ler a noticia da possível fusão é que me pus a divagar.
Maio 19, 2008 at 10:05 pm
Piaf
Esse estudo deve ter a ver com o acolhimento, ocupação e ofertas fornecidos aos alunos que têm de permanecer até às 17h30 longe de casa e, pelo que sabemos, nem sempre funciona eficazmente.
Maio 19, 2008 at 10:07 pm
Piaf
Só mais uma coisa: é importante constar no PCT a articulação com as AECs e fazê-la funcionar.
Maio 19, 2008 at 10:13 pm
DA:
Os seus argumentos foram de uma clareza a roçar a perfeição
Então, DA, diga o que é uma escola!
Maio 19, 2008 at 10:23 pm
Joaquim
lamento sinceramente que no pouco tempo que foi prof. não tenha percebido que a maior parte dos seus colegas lute precisamente pelo RIGOR EXIGÊNCIA e DISCIPLINA.
Que a escola não o tenha cativado. Mas também é verdade nem todos têm vocação.
Maio 19, 2008 at 10:23 pm
Quem pode entender os professores? Quem os pode levar a sério? O ideal era ter alunos ideais que isto de tratar de alunos reais dá muito trabalho! até devia ser proibido que houvesse alunos tal como são,a grande maioria. Queixam-se da ignorãncia dos alunos e atá publicam extractos das suas respostas a que que acham imensa piada. Como se a ignorância dos alunos não fosse um reflexo da ignorãncia dos adultos, incluindo professores.
Avaliação dos professores. Experimentem fazer uma prova de cultura geral e uma da especialidade que leccionam. E desta basta fazer uma selecção das questões que são colocadas aos alunos. Como muito se mostra no que os professores escrevem,também por aqui, há muita falta de espírito crítico e um senso comum que não chega a ser polido. O não à avaliação ou uma avaliação à moda de cada um mostra bem a insegurança em que o saber e o saber fazer se encontra.Não admira! Muitos foram formados em estabelecimentos de Ensino Superior que bem se sabe como avaliam. Por exemplo, há casos de professores do 1º ciclo com elevadas notas, andam a ensinar matemática quando nos dias da sua vida nunca tiveram uma positiva nessa disciplina. Então, não querem saber que isto é mesmo verdade! A estes professores basta que lhe coloquem problemas ao nível da 4ª classe numa prova (sem recurso a soluções) para que reprovem. O admirável é como é que bons professores se deixam envolver na mediocracia (infelizmente não encontro um termo abaixo de medio)!
Quanto à Novas Oportunidades o autor não devia ser tão radical. Conheço pessoas que se valorizaram através deste programa e não conheço nenhuma que tenha sofrido prejuízo. Dir-me`-à que há um prejuízo para a sociedade. O único prejudicado, hoje em dia, pode ser o Estado, porque nenhum empresário emprega seja quem for porque tem um diploma académico, mas por ser competente. No ensino temos por exemplo muitos professores vindos de determinadas escolas com notas elevadíssimas sem correspondência a qualquer saber que passam à frente de outros professores formados em escolas de maior exigência e com notas mais baixas. Deste modo os menos competentes passam à frente.
Por fim, perdoe-me, sou um admirador de Gandi e custa-me ver invocado a sua doutrina para fins que pouco têm a ver com os ideais por que ele se bateu.
É que o ridículo nasce da desmesura!
Maio 19, 2008 at 10:25 pm
Zé, obrigado, no nosso caso as “papeladas” estão todas em ordem. Sei que noutro agrupamento, foram muito críticos, depois de ouvir os testemunhos dos alunos, com a forma como as AECs estão a ser dadas
Não há-de ser nada. Ficamos a aguardar a visita.
Maio 19, 2008 at 10:27 pm
Caro Zé:
De onde retirou essa conclusão? Não pretendi de forma alguma dizer isso.
O problema não é o facto (verdadeiro) de a maioria dos professores lutar pelo rigor, disciplina e exigência; o problema é não colocarem essa questão no cerne da sua luta! E, convenhamos, os sindicatos com os seus tiques revolucionários mal resolvidos não ajudam nada
Maio 19, 2008 at 10:33 pm
Propõem então que seja adoptado o modelo birmanês ou chinês ou mesmo japonês onde os alunos se suicidam que nem tordos ou se fecham em cas anos traumatizados pelo stress escolar.
Ou então fazemos como o Hitler: fábricas de produção onde só entram pessoas com QI acima de 250.
Maio 19, 2008 at 10:40 pm
Joaquim
Agora concordo consigo, mas talvez porque a mim pouco me afectam as medidas do governo, e a minha dignidade profissional há muito que a conquistei. Como alguém me disse uma vez
” andamos meia carreira para sermos reconhecidos e a outra meia carreia para mantermos esse reconhecimento”.
Maio 19, 2008 at 10:40 pm
O estilo populista do primeiro-ministro começa a causar urticária em quem o ouve. Já deixou há muito de ter piada e, ao contrário do que imaginarão Sócrates e a sua “entourage da banha da cobra”, estará mesmo a ter efeitos contrários. É que, quando Sócrates começa a “martelar”, cada vez vem mais depressa à cabeça a cena do cigarrinho, da ASAE a deitar ao lixo comida oferecida aos carenciados para já não falar da montagem propagandística em torno da robustez da nossa economia perante a crise financeira mundial.
http://www.scribd.com/doc/3025109/JN-Boas-noticias-Honorio-Novo
Maio 19, 2008 at 10:43 pm
Outro grande artigo do genial Mário Crespo: sem dúvida Mário…calaram-se…baixaram a bola…onde está o sentido de Estado?:
http://www.scribd.com/doc/3025108/JN-Calaramse-Mario-Crespo
Maio 19, 2008 at 10:45 pm
Aguarda-lhe pela volta Mário! O dia que disseres o que não se quer ouvir, acontece-te oq ue aconteceu a o Miguel Souasa Tavares que de bestial passou a besta.
Maio 19, 2008 at 10:47 pm
Caro 1984:
Obrigado pela sua ajuda ao meu argumentário! Continue a pensar dessa forma e continuaremos quase todos a empobrecer alegremente!
Olhe, para mim é óptimo enquanto a escola pública for um centro de guarda de crianças e jovens as empresas continuarão a querer os meus serviços, porque concorrência dos mais jovens é para rir às gargalhadas!!!
Para ter uma breve ideia daquilo que se passa no mercado de trabalho, na empresa para onde vou trabalhar tiveram antes de mim cinco jovens que não duraram mais dos três ou quatro meses! Não duraram porque acharam que a empresa era muito exigente, coitadinhos
As exigências e os respectivos desabafos que tinham para com o responsável pelos sistemas eram e passo a citar: “que porcaria de portátil colocaram no meu gabinete”; “passo a vida a circular de empresa em empresa a resolver problemas técnicos que não entendo como podem acontecer”; “ter que aturar a pressão de resolver os problemas a horas é de malucos”.
Assim, a empresa depois de me ter a trabalhar em part time durante um mês e meio não descansou enquanto não me colocou nos quadros! Sabe porquê? É que devido a ter tido uma escola difícil, resolvia os problemas que os tais jovens dos 500€ e oriundos da tal escola democrática não eram capazes de resolver em full time
Para mim, é óptimo! Para o país, é péssimo!
Maio 19, 2008 at 11:03 pm
(60) Paulo G. Trilho Prudêncio Diz:
“Não tenha a dizer sobre Fafe, ou melhor, tenho um parágrafo num texto, sobre o dia dos 100 mil, que diz assim:
“Começámos a caminhada mais impressionante que temos memória. Quando entrámos na Fontes Pereira de Melo o trânsito automóvel já estava infernal e engarrafado. O mar de professores vestidos de preto começava a encher-se de ondas e mais ondas de indignação. Almoçámos por ali, numa rua paralela. Dei com um colega, que nunca tinha visto na vida, e que logo me disse: “venho de Fafe, sai de manhã muito cedo, e voltarei as vezes que forem necessárias”. O colega não era nenhum jovem, longe disso, e não merecia esta canseira toda num sábado de manhã. Estava dado o mote”.”
Ainda há quem confunda a árvore com a floresta, partindo do princípio de que conhece cada um dos princípios. Já me tinha constado qualquer coisa sobre tipos enganados lá por esses lados.
Maio 19, 2008 at 11:06 pm
“á cerca de dez anos”
Será que os galegos têm uma noção da coisa?
Maio 19, 2008 at 11:06 pm
fafe (109)
Abraço.
Maio 19, 2008 at 11:09 pm
(110) fafe
?
Abraço.
Maio 19, 2008 at 11:13 pm
Pergunto-me onde arranjará tempo esta geração do trabalho muito trabalho pra amar, ter filhos, ter tempo pra ter tempo, …por muito que me massacrem com todas esta teorias da globalização, neoliberAlismo não consigo conceber um mundo que sejA FELIZ-A NÃO SER HEDONISTA E CONSUMISTA-NA VERDAEIRA ACEPÇÃO DA PALVRA.
uM DIA UMCERTO FILÓSOFO DISSE: sE QUERES QUE AS PESSOAS TE SIGAM FAZ PROMESSAS DE AMANHÃS QUE CANTAM, SE NÃO CONSEGUIRES OS OBJECTIVOS TENTA RECITAR O AMOR, DEPOIS A RELIGIÃO E QUANDO JÁ NÃO ACREDITAREM EM NADA DÁ-LHE TRABALHO PARA OS OCUPAR E EM NADA PENSAREM..
Maio 19, 2008 at 11:15 pm
Hum!, um abraço “à Cuba”?
Devo rever Los Fundamentos Cientificos y Aplicados de la Tintura de las Materias Textiles?
Maio 19, 2008 at 11:20 pm
Recuperar o comentário 67 do Paulo (Trilho) Prudêncio e pergunta:
E AGORA?
“E agora?
1º – No momento da greve por causa do ECD estava quase tudo a dormir e a adesão foi baixa: está tudo por fazer sobre o estatuto.
2º – Vencemos a primeira fase em relação à avaliação do desempenho, apesar da “obscenidade” criada aos professores contratado (lancei o mote em http://correntes.blogs.sapo.pt/118331.html
mas ninguém lhe pegou, enfim… e em setembro voltaremos ao assunto.
3º -Devemos actuar em relação ao novo modelo de acordo com o que já referi.
4º – Os movimentos devem conversar e dialogar com a plataforma sindical.
5º – A blogosfera vai continuar a fazer história e isso ninguém controla e ainda bem.
6º – Resistir sempre e olhar, e divulgar, para os exemplos de Maria Leonor Duarte, demitiu-se na semana passada de PCE – que este excelente blogue destacou e que eu linkei em http://correntes.blogs.sapo.pt/122313.html – que, ao que sei, também não se candidatou a titular onde tinha “lugar” assegurado.”
Maio 19, 2008 at 11:25 pm
3º – Devemos tomar uma posição à “Ghandi” (e desculpem o “abuso” no uso desta expressão) no que ao modelo de gestão se refere – já escrevi muito sobre isso – e olhar para a digna posição de Maria Leonor Duarte ( http://correntes.blogs.sapo.pt/118331.html) que, ao que sei, não se candidatou a titular onde tinha “lugar” assegurado.
Maio 19, 2008 at 11:29 pm
Recuperar o comentário execrável do Fafe quando pergunta:
“Resumindo, quero ver qual é a primeira grande alma a ir colocar o chocalho no gato…”
Talvez o Mahatma, isto está parecido com os “Pós & Contas”.
Ah!, e eu não posso?
Maio 19, 2008 at 11:35 pm
1º Estatuto da Carreira Docente.
Alguém tem conhecimento como obter o “estudo” encomendado por MLR ao Freire?
2ª Avaliação de desempenho.
Vai dar grande confusão novamente. Não ha dúvidas. Até porque radica em algo completamente preverso que deu pelo nome de “concurso a titular”.
3º Gestão das escolas.
As “forças vivas da paróquia” vão-se degladiar. Aí os professores vão estar de “palanque a assistir”. Os adesivos são, regra geral, uns broncos do ponto de vista dos saberes dos conhecimentos e da experiência. Logo…vai dar barraca.
4º Os sindicatos morreram. Vão fazer uns números (que até dá jeito aos professores).
5º Na blogosfera está-se bem
6º Os chamados movimentos de professores ou dão garantias de credibilidade ou são mais-do-mesmo.
7º Resistir individualmente na forma e estilo de cada um.
Maio 19, 2008 at 11:37 pm
Não reli o meu comentário 117. Está com vários erros.
Maio 19, 2008 at 11:45 pm
Joaquim (108) Acredito no que diz. Há tempos falei com uma amiga desempregada, de quarenta e cinco anos, que foi a várias entrevistas em empresas na zona de Lisboa. Curruculum e outras condições à parte, um comentário que ouviu várias vezes foi que a idade era um factor a favor dela. Parece que as empresas estavam fartas de jovens. Será pela balda e infantilizaçãoa do ensino que já dura há muitos anos e que esta ministra quer acentuar?
Coitados dos jovens…
Maio 19, 2008 at 11:51 pm
Está claramente visto que uma ministra, por mais sinistra que seja, não poderia ser a autora de todos os males enumerados pelos professores.
Maio 19, 2008 at 11:53 pm
comecei a usar os novos recibos verdes
http://bp0.blogger.com/_JyodBnzcerY/SCjnUO5iRII/AAAAAAAAAZk/3SoHHif7qPU/s1600-h/ex_recibos_verdes.jpg
vem no blogue dos marretas com a obs de que tb os há na versão cor-de-laranja
Maio 20, 2008 at 3:03 am
Concordo com esta proposta à Ghandi.
Maio 20, 2008 at 6:03 pm
Caro Álvaro (comentário 22): Obrigado por ter transcrito, no seu blogue, o meu comentário sobre as “Novas Oportunidades”.
Maio 24, 2008 at 3:45 pm
Caro Francisco da Silva,
Vou-lhe deixar um desafio…
Antes de escrever novamente sobre o Processo RVCC e a Iniciativas Novas Oportunidades, venha comigo a um ou mais Centros Novas Oportunidades. Vai ver que é um desafio que mudará o que escreve.
Pode contactar-me pelo meu email. Fico a aguardar que se digne conhecer a realidade do trabalho que se faz hoje…
Até breve,
JL