Por «alto» entenda-se o GAVE ou a Unidade de Aferição da minha zona. Conhecidos os seis contemplados na minha escola com a missão de classificadores da prova de Língua Portuguesa este ano lectivo, lá estou eu de novo, pela 4ª vez consecutiva, se retirarmos do meio os anos em que estive com equiparação a bolseiro.

Deve ser mesmo porque sou munta bom a corrigir provas. Os outros cinco colegas são «caloiros». Eu vou para o tetra. Mais ninguém que tivesse ido o ano passado repetiu. E havia mais quem não tivesse ido nunca ou só uma vez. Mas vai aqui o esgraçadinho pela quarta vez ouvir a mesmas instruções e os mesmos dramas de muitos colegas, dramas esses que perdi a meio da primeira temporada.

E não faz mal que a primeira reunião caia em cima do horário lectivo do pessoal, que para isto já se pode faltar. Nem pagam horas extraordinárias, nem a distância permite ajudas de custo, e ainda por cima ficam aulas por dar no caso de alguns colegas. No meu caso ficam Encarregados de Educação por atender. Lamento, terão de voltar para a semana, são ditames superiores.

Agora não sei o que encararei com maior entusiasmo:

  • Se os colegas repetentes inconformados com as regras (este ano deve ser mais fácil, pois para fugirem á questão dos erros, a primeira parte da prova é quase toda «fechada») e que insistem de forma infrutífera em bater com a cabeça no muro.
  • Se os colegas novatos que ficam tão espantados com a lógica da classificação como eu fiquei por alturas de 2001 ou 2002. Mas depois entrei no sistema e passei a classificar como se houvesse vida para além da aferição.

Eu vou tentar não adormecer. Se as supervisoras forem as colegas do ano passado pelo menos será um prazer reencontrar velhas amizades. Valha-nos o convívio. E espero que a máquina das bebidas esteja a funcionar, que sem um chocolatinho quente o meu neurónio classificador fica lerdo.