As manifestações de ontem, convocadas pela Plataforma Sindical, tiveram aquilo que se pode considerar «uma escassa adesão», em especial no Porto e em Lisboa.
As razões para tal escassez poderão ser debatidas a breve prazo por aqui, se isso não significar meramente o arremesso de pedradas entre facções mais aguerridas de professores pró e anti-sindicatos que temos. Embora as coisas possam e devam ser discutidas sem preconceitos e tabus, com a necessária clareza no sentido de encontrar – de novo – pontos de união entre todos.
Como balanço das iniciativas de ontem fica um sabor amargo aos organizadores, que subitamente parecem ter perdido – sem perceber o como e o porquê – o seu exército numeroso de há uma dezena de semanas e procuram encontrar um sentido para o seu modo de vida. No rescaldo as declarações dos líderes da FNE e Fenprof dificilmente poderiam ser mais desastradas.
Vejamos João Dias da Silva:
«Os professores devem ter entendido que o protocolo de entendimento assinado com o Ministério da Educação salvaguardou questões essenciais e têm a garantia dos sindicatos de que não vão ceder», afirmou o líder da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva.
«Esta manifestação pretende dizer claramente que o protocolo de entendimento não significa que os professores estão resignados», salientou o líder da FNE, frisando que os docentes pretendem negociar com o governo «matérias relevantes» que não foram contempladas no protocolo.
(…)
«O Ministério da Educação deu um sinal positivo com a assinatura do protocolo de entendimento, agora é preciso que essa nesga de disponibilidade para o diálogo seja concretizada», afirmou João Dias da Silva.
Fico sem perceber se JDS atribui a escassa mobilização ao facto dos professores terem «entendido o (…) entendimento» e portanto terem debandado das fileiras, se entende que a manifestação foi uma espécie de validação da política sindical e nesse caso terá sido uma fraquíssima validação. Seja como for, o que ressalta das declarações deste sindicalista é que, ao que parece e por ele, tudo está bem, desde que o ME aceite os sindicatos à mesa. Segundo ele, os sindicatos não cederão, mas não percebemos exactamente no quê, assim como fica por perceber que «matérias relevantes» irão ser negociadas, para além dos pacotes legislativos contestados pela larga maioria dos docentes.
Quanto a Mário Nogueira, as declarações não são muito mais animadoras:
«Este é o encerrar do ciclo das lutas que decorrem da marcha da indignação de 8 de Março e que fundamentalmente tem a ver com os grandes problemas que afectam a educação em Portugal, a começar pelo sub-financiamento, regime de avaliação de desempenho, estatuto da carreira docente e o novo modelo de gestão das escolas», disse à agência noticiosa Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.
Estamos, portanto, perante o «encerrar do ciclo de lutas que decorrem da marcha da indignação»!
Lê-se e não se acredita! Encerra-se o ciclo de lutas decorrentes da marcha da indignação? Mas estamos a ver a vida ao contrário? Não terá sido a Marcha de 8 de Março o culminar de um ciclo de luta iniciado anteriormente? E não deveria estar agora em decurso a preparação de um novo ciclo e não o seu encerramento.
Já sei qual será a desculpa, citação fora de contexto, transcrição errada das declarações, não foi bem isso que queria dizer… etc, etc. Mas o problema é que me parece que não é nada disso. Parece-me mesmo que, por este andar, a Plataforma Sindical está prestes para, com umas reuniões pelo meio na 5 de Outubro ou no CNE, ir de férias em descanso, pois o «ciclo de lutas» está encerrado por agora, desculpem lá, voltem em outra altura que se nos esgotaram as energias e as ideias, ou vice-versa.
Pelo que se percebe, a desmobilização até se justifica, se estamos no varrer dos cestos.
E justifica-se uma nova mobilização, a partir «de fora», o mais tardar no início do próximo ano lectivo, se o discurso oficial dos sindicatos continuar a ser este.
Eu sei qu a conjuntura não é fácil, o desnorte é razoável e ninguém sabe muito bem o que fazer a partir daqui. Mas, desculpem lá, que vai para essas andanças não se pode queixar que elas são difíceis. Isso é voluntário e não pode ser só feito na base das marchinhas e recomeço da colagem de papéis nos placards sindicais, desaparecendo das escolas.
Porque se assim for, então é que isto tudo foi inútil e vocês não aprenderam nada com o que passou nestes últimos meses.
E não me venham dizer que, se não estive lá, não posso criticar quem esteve. Porque não é isso que eu estou a fazer. O que estou a tentar é que percebam que, com declarações destas, só mesmo os indefectíveis das estruturas sindicais voltam a aparecer, mais um lote de boa gente sempre voluntária nestes casos. Os outros, voltam a desacreditar .
Maio 18, 2008 at 10:57 pm
Os sindicatos, na minha óptica, revelaram ter uma agenda própria e política que levou a que nos tirassem o tapete ao assinarem o memorando.
Não fui á manifestação porque só participo em formas de luta em que acredite. Além disso, nem saberia como explicar “aos de fora” porque carga de água continuamos a manifestar-nos se o ministério até já cedeu e chegou a acordo com os sindicatos… Até esse “capital de simpatia” que fomos ganhando e que tanto custou a conquistar nos foi retirado…
Quanto aos sindicatos, cabe-lhes a eles reconquistarem a minha confiança e a de todos os que se sentiram traídos e lançados às feras. Porque não me lembro de alguém lhes ter pedido para chegarem a acordo, para entrarem num compromisso onde eu ainda não consegui ver ganhos, apenas esvaziou a dinâmica e a força que estávamos a ter.
E não colhe o argumento de que, como nunca fui sindicalizada, não tenho o direito de exigir nada, porque fui eu e mais milhares de colegas como eu que lhes deram a força de 100000 na rua. E que eles tão facilmente desbarataram a troco dum lugar numa comissão… Foi este o preço que pagámos para os sidicatos reforçarem o seu peso institucional.
Para terminar, acho que aos sindicatos interessou “cortar” a força e a vontade de todos os que eles não controlam. Foi o que fizeram. Porque a resistência não sindical e apolítica esteve tão próxima de resultar…
Maio 18, 2008 at 11:02 pm
“Que chatice estes malandros não enquadrados, com a mania de independentes, bloguistas anarquitas, que até nos obrigaram a arranjar uns autocarros para uma manif em Lisboa!
Têm a mania que são importantes! Então vão baixar a bolinha! Ora tomem! Vamos arrastar as negociações, berramos à ministra, distraimos a malta e depois lá voltamos à velha rotina! Umas greves de um ou dois dias para distrair a malta, se possível ao fim de semana, e quando os média deixarem de dar cobertura ao assunto, zás, novo acordo com a ministra e talvez esta nos arranje lugar para titular… porque, nesta vidinha quem parte e reparte é burro quem não tirar a melhor parte.”
É óbvio que estou a sonhar esperando que os dirigentes sindicais não confirmem esta ficção e entendam esta pequena provocação.
Maio 18, 2008 at 11:03 pm
Recebi, agora mesmo, esta informação. Nada que, na verdade, já não soubéssemos…
Jorge Pedreira admitiu hoje o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado (que é Jorge mas que de educação nada percebe) apenas visa contribuir para a redução do défice público. — Eureka! O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da ‘TSF’ da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: ‘Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais’ (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula mas desconhece a ‘primeira ministra’), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o New Public Management americano, impôs: a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente. Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro — até é engenheiro), finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para combater o défice público(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
P. S. – Passem palavra e não queremos acordos!!!
FS
Maio 18, 2008 at 11:12 pm
Ana Mendes da Silva,
Subscrevo totalmente a sua opinião.
governantezeco
Este post em forma de comentário não está um pouco desactualizado?
Maio 18, 2008 at 11:14 pm
SÍNTESE DA JORNADA DE LUTA DE 17 DE MAIO
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/sntese-da-jornada-de-luta-de-17-de-maio.html
Maio 18, 2008 at 11:19 pm
De facto é um desactualizado bem actualizado. Só o postei porque, na minha já razoável experiência de vida, tenho reparado que as memórias são,em geral, de bem curto prazo.
FS
Maio 18, 2008 at 11:23 pm
Eu não sou sindicalizado, nem tenho uma especial admiração pela acção dos sindicatos de professores. Julgo, no entanto, que eles não poderiam fazer outra coisa se não assinar o entendimento. Por que razão?
1. Não sabiam o que haviam de fazer com a manif. de 8 de Março. É um acontecimento que deveria merecer leitura séria tanto dos protagonistas como da universidade, pelo menos daqueles cursos que andam sempre com os movimentos sociais na boca. A manif. foi tão excessiva que só tinha duas saídas: a) começava a desmoblização dos professores através de uma qualquer saída (foi o entendimento e as cedências do ME); b) radicaliza. Isto exigiria que pelo menos 70 ou 80 mil estivessem dispostos a isso. A radicalização implicaria parar as escolas. Não um dia, mas vários, talvez semanas. Seria isso realizável tendo em conta os professores concretos que existem.
2. Há uma segunda razão, mais funda, mais desagradável de explicar. Apesar das divergências sobre ECD, Gestão, Avaliação, Concurso de Titulares (as importantes questões, note-se, de mercearia e de quem é o merceeiro), os sindicatos, o ME, os pais associados e a burocracia ministerial partilham a forma como entendem a escola. Nenhuma divergência grave opõe sindicatos à ideologia propagada pelo ME, até porque muita dessa ideologia provém dos sindicatos ou de ex-sindicalistas.
3. Há ainda outra razão. Apesar dos 100 mil, apesar dos nossos profundos sentimentos de revolta, não existe estruturado um pensamento no professorado que dê força racional a uma oposição à escola que o ME, há longos anos, vem impondo. Isso repercute-se também nos sindicatos. Quantos de nós acreditaremos naquilo que foi publicado no Combustões de 13 de Maio? Quantos de nós, não estou a falar dos ilustres frequentadores deste não menos ilustre blogue, acharemos que o ensino deve ser aquilo que o blogger do Combustões diz?
http://combustoes.blogspot.com/2008/05/nada-na-vida-brincar.html
Maio 18, 2008 at 11:24 pm
Pessoalmente, não me enquadro no perfil traçado pelo chefe fne, pois não consigo enxergar as tais questões essenciais (para os professores e para a escola) que o pacífico entendimento parece ter salvaguardado. Pode, eventualmente, ter sido benéfico para os senhores sindicalistas, mais ça…
Tremeram, foi o que foi. Terão pensado os senhores que lhes estavam a tirar o vital protagonismo e que a sua raison d’être estava em perigo?
Como tal, e porque os sindicatos perderam todo o crédito que os meus vesgos olhos ainda lhes conferiam, concordo com estas palavras de Paulo Guinote :
“E justifica-se uma nova mobilização, a partir «de fora», o mais tardar no início do próximo ano lectivo, se o discurso oficial dos sindicatos continuar a ser este.”
Maio 18, 2008 at 11:30 pm
acho que os sindicatos andam no oportunismo descarado! A LUTA CONTINUA!!! NÃO PODEMOS CEDER… O problema é que a “malta” aliviou, pois, à boa maneira portuguesa o problema foi adiado. Acho que só para o ano voltamos a ser 100 mil (quando o rabiosque voltar a apertar)!!!
Maio 18, 2008 at 11:32 pm
Os sindicatos são uns senhores que falam em nome dos trabalhadores e às vezes mandam fazer umas greves. Que a gente só faz se quiser, porque depois descontam no ordenado e é uma chatice.
Eles vão lá falar com os ministros e dizem o que a gente quer. Quando não conseguimos nada, a culpa é dos senhores dos sindicatos porque não explicaram bem, ou não exigiram, ou não deram uns gritos ou uns murros na mesa. Porque os ministros têm medo dos sindicatos. E estão lá para fazer o que os sindicatos mandam.
Quando um de nós fica muito zangado com o seu sindicato escreve uma carta a dessindicalizar-se. Alguns já se devem ter dessindicalizado uma data de vezes, porque fazem essa ameaça a torto e a direito. Não faz mal a gente dessindicalizar-se porque os sindicatos continuam a existir à mesma e a funcionar da mesma forma, tenham muitos ou poucos sócios.
Agora andamos chateados porque a ministra continua a dar-nos na cabeça e nós fomos a uma graaaande manifestação em Lisboa e parecia que a seguir os sindicatos iam mandar a ministra embora mas afinal ela não quis ir.
E os sindicatos dizem que agora já conseguem negociar com a senhora mas o que conseguiram ainda foi muito pouco. E dizem que esta luta é muito difícil e que também tem de se fazer nas escolas e temos que ser todos.
Eu estou chateado porque assim é muito complicado e eu não gosto. Na escola quero fazer o que me mandam, dar-me bem com todos, sobretudo com o Conselho Executivo e os amigos deles e não quero discussões nem chatices. Nem reuniões a acabar tarde.
Eu achava que os sindicatos iam lá ao ministério e resolviam os problemas porque os professores nas escolas deviam ser só para dar aulas e não terem que se ralar com a ministra.
Maio 18, 2008 at 11:32 pm
Tomo a liberdade de repetir um comentário que coloquei mais abaixo, por considerar que é mais adequado para este post.
Alice N. Diz:
“Estive em Lisboa dia 8 de Março. Participei noutra manifestação (distrital), convocada pouco depois do entendimento, apesar de discordar do mesmo. Nesse dia, senti que algo se tinha quebrado. À desilusão que já levava juntou-se um desconforto profundo, uma triste sensação de ter sido usada. As palavras que ouvi não estavam em harmonia com os contornos e consequências do entendimento. Vi ali um desfasamento entre palavra e acção e, por isso, não acreditei no que ouvi. Continuo a não acreditar…
Admito que possa estar errada, mas não consigo deixar de pensar e sentir o mesmo; pelo contrário, tenho vindo a consolidar esta opinião. Não sou uma pessoa radical e dizem que sou muito diplomática, mas, nesta luta, preferia ter morrido de pé do que viver neste clima de paz podre – porque é isso que está a acontecer entre o ministério e a plataforma: uma paz podre. Não contem comigo para bater palmas.”
Só me resta acrescentar que não é com declarações como as que proferiram ontem João Dias da Silva e Mário Nogueira que vou voltar a acreditar (com que então “encerrar de ciclo”!? Bem me parecia!)
É óbvio que os professores continuam descontentes e revoltados. É óbvio que, no essencial, os professores continuam unidos. Basta estar na escola todos os dias para que esses sentimentos se mantenham. No entanto, os professores têm estado ausentes das últimas manifestações. Será que os sindicatos não conseguem reflectir sobre o significado dessa ausência?
Maio 18, 2008 at 11:34 pm
Estou pronta para a mobolização a partir de fora, temo é que no ínicio do ano seja tarde demais.
De momento importante é tomar posição contra o modelo de gestão. Não há, em meu entender, nenhuma justificação para cooperar integrando as listas para o CGE. É uma questão de dignidade, a única coisa que ainda nos resta e que cada um pode, de facto, gerir.
Maio 18, 2008 at 11:37 pm
Participei no Porto, nas manifestações convocadas pela Plataforma Sindical, no passado sábado. Depois de os ouvir nas suas intervenções e depois mais tarde, em privado, fiquei convencido que estas acções de rua mais não são de que uma manobra para os sindicatos continuarem a ter a confiança e apoio dos profs. e, até, reconquistar alguns desiludidos.
Na prática eles já sabem perfeitamente como tudo vai terminar, pois para isso colaboraram, com são os casos da gestão das escolas e da avaliação de desempenho.
A Plataforma continua a ter o discurso público que os docentes querem ouvir, enquanto que, em privado, se mostra bastante interessada na sua colaboração com o ME. Os seus actos assim o demonstram e só os menos atentos ou ingénuos o podem negar.
Maio 18, 2008 at 11:43 pm
Alice:
os sindicatos entendem como melhor lhes interessa! acho que a teoria deve ser ” os gajos” (nós os palermas!) gostaram do acordo, fizemos um bom trabalho e até conseguimos negociar com a Milú!
Por outro lado, o ministério deve pensar ” os professorzecos são mesmo uma mer…, ficaram contentes com um acordo que não vale nada e são bué ( linguagem dos nossos alunos) de estúpidos pois não percebem que continua tudo na mesma!
No meio de tudo começo a pensar que somos mesmo otários e merecemos tudo isto!
Afinal já FOMOS 100 MIL !
Maio 18, 2008 at 11:45 pm
JCM (7),
É absolutamente inacreditável que um grupo profissional, quase todo, durante semanas a fio se tenha manifestado tão profundamente indignado, e duas centenas de indivíduos que nem (já) sabem o que é uma escola, VÃO NEGOCIAR (mas havia alguma coisa para negociar com UM LEVANTAMENTO GENUINO DE TODO UM GRUPO PROFISSIONAL QUE OS FULANOS DIZEM REPRESENTAR?).
Bastava que perguntassem aos professores “Eles querem isto, vocês querem?”
…
Maio 18, 2008 at 11:46 pm
COLEGAS:
SERÁ QUE HÁ MANEIRA DE ESQUECERMOS OS SINDICATOS E TENTARMOS ORGANIZAR-NOS, NA NOSSA LUTA DE FORMA INDEPENDENTE?
Maio 18, 2008 at 11:50 pm
Ana Henriques (15)
Está convencida de que era possível radicalizar a contestação? Que, após a manif. de 8 de Março, havia espaço de manobra para impor uma solução de força?
Maio 18, 2008 at 11:53 pm
Está na altura de nos juntarmos!!!!!!!!!!!
Mobilização e Unidade dos Professores
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
REPTO EM TOM DE DESAFIO
O actual estado da educação e os sistemáticos atropelos à classe docente exigem ACÇÃO.
Apelando à reflexão e/ou à luta ou tentando manter os professores informados, são vários os movimentos de professores e diversos os blogs de educação que procuram manter viva a chama e lutam contra a degradação do estado da educação e contra as injustiças que têm vindo a ser sistematicamente cometidas contra a classe docente, sobretudo por parte da equipa ministerial da 5 de Outubro e do Governo que a dirige.
Assim, venho lançar aqui um desafio público a todos os dirigentes, coordenadores e membros de comissões de movimentos, bem como a todos os dinamizadores de blogs sobre educação, a criação de um MOVIMENTO ÚNICO de professores, de âmbito nacional, capaz de representar e mobilizar todos os professores, sobretudo daqueles que se sentem desamparados, insatisfeitos ou não representados pelas estruturas existentes.
Não, não se pretende mais um movimento! Pretende-se um movimento que congregue todas as propostas e todos aqueles que, efectivamente, querem que se dê um passo em frente.
Com carácter apartidário e independente dos sindicatos, visa-se um movimento de unidade que represente todos os professores, sindicalizados ou não, que desencadeie, dinamize e organize formas de luta que dêem voz ao descontentamento da classe.
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
Maio 18, 2008 at 11:59 pm
JCM (17),
Sim, claro.
Óbvio. A Plataforma Sindical fazia um comunicado a dizer claramente que não aceitavam as posições dos professores. Devolvia o poder de decisão aos professores.
Que foram eles que se mobilizaram pela força da Razão.
E, acredite, que se algum sindicato quisesse saltar fora do barco, nesse momento, (auto)extinguia-se.
Maio 19, 2008 at 12:07 am
Foi um entendimento político-partidário entre o PS (Vieira da Silva/Dias da Silva) e PCP (Carvalho da Silva). Trocas. Interesses.
Passado uns dias, após o 8 de Março, estavam nas ruas de Lisboa (sem medo) muitos milhares de pessoas a manifestarem-se! Ora nem o PS nem o PCP estavam interessados na “coisa”.
O PCP só se aguenta no Poder, com as autarquias. O “poder local”. Os professores municipalizados e servis lhe darão (essa) sobrevivência no poder.
De caras.
Maio 19, 2008 at 12:07 am
Absolutamente brilhante este “pensamento de fim de semana”:
Os sindicatos ganharam a ministra e perderam os professores.
http://franciscotrindade.blogspot.com/
Maio 19, 2008 at 12:09 am
Bia (14; 16)
Custa-me muito, mas tenho de lhe dar razão. A ministra tem motivos para andar contente.
Quanto a uma mobilização independente dos sindicatos, essa seria a solução ideal, mas como? Na verdade, tenho dúvidas sobre a eficácia reivindicativa dos movimentos. Julgo que eles são importantes para (re)pensarmos o que queremos da escola, para partilharmos ideias e criarmos uma consciência de classe (o que já não é pouco). Podem até exercer alguma pressão sobre os sindicatos e o poder político, mas a verdade é que os movimentos não se sentam à mesa das negociações. Só os sindicatos e esses, quando chega a hora da verdade, assinam acordos que não reflectem a vontade das pessoas que representam.
Sei que os professores precisam dos sindicatos, mas também sei que eles precisam de nós e que, se algo não mudar, um dia ficarão a falar sozinhos.
Maio 19, 2008 at 12:10 am
Fui à manifestação porque não me encolho se pressinto que não há “onda”. Fui porque entendi o entendimento e sei que não serviu para ficarmos calados. O meu descontentamento é enorme e não me deixa parar.
Quem encerra o ciclo de lutas são os professores porque não aparecem.
O que é a Plataforma sem os professores?
Sem desculpas, sinceramente.
Maio 19, 2008 at 12:10 am
A luta dos professores terminou!
O que veremos a partir de agora serão diversos tipos de apoio à Plataforma Sindical.
Maio 19, 2008 at 12:11 am
Ana Henriques,
tinha a ideia do João Dias da Silva ser do PSD.
Maio 19, 2008 at 12:11 am
Sabe, Ana, não tenho essa visão do estado de consciência dos professores. Uma coisa é deslocar-se a Lisboa, num Sábado, e participar numa manifestação. Outra, bem diferente, é parar escolas, e arcar com as consequências, monetárias e outras, da acção. Para que isso acontecesse era preciso que houvesse uma profunda consciência de qual é a nossa função na sociedade e como ela está em perigo. Julgo que não há.
Os sindicatos andam há muito tempo nisto e conhecem bem a realidade. Depois, o jogo deles passa pelos truques das negociações, pela exploração das fraquezas eleitorais dos governos. Há ali muita sabedoria acumulada. Não sejamos ingénuos. A FENPROF é um modelo de racionalidade táctica, embora tenha cometido um erro estúpido com a greve em cima dos exames. Mas o Sucena foi substituído. Têm uma visão do estado do coisas relativamente correcto e são pouco sentimentais nas decisões, ao contrário de muitos professores que confundem a justa indignação e o desejo de revolta com a capacidade de fazer vergar o poder. E já disse que não tenho grande admiração pelo que tem sido o seu papel. Tento apenas ler aquilo que vejo à minha volta.
Maio 19, 2008 at 12:15 am
Formar um sindicato é a coisa mais facil do mundo. Dá menos trabalho que uma associação..
Mas um movimento cívico genuino, sem protagonismos, a não ser o protagonismo de TODOS OS PROFESSORES naquilo que lhes é comum, penso que faz todo o sentido.
Todos a pensarmos. A dar ideias. Sugestões.
A “patente” é de cada um. Isso é reconhecimento. E é bom.
Maio 19, 2008 at 12:16 am
1. Há uma coisa que não entendo: professores dizerem que, para participarem em lutas, é preciso que os sindicatos reconquistem a sua confiança. A luta é dos dirigentes sindicais, ou é dos professores?
2. Não li na íntegra as declarações dos dirigentes, mas, como o Paulo não deixou de referir, no jornal são incompletas e retiradas do contexto. De qualquer modo, o que poderiam os dirigentes dizer quando apenas não quiseram (era inconcebível) desconvocar as manifs, pois sabiam – até eu, que não estou na escola e tenho muito menos notícias desta, sabia – que a marcha da indignação foi uma excepção e que um entendimento que em nada elimina as razões para lutar seria pretexto para ficar em casa, tal como (quase) sempre houve pretextos para não participar em lutas. Neste momento até gostava que não tivesse havido o dito entendimento para ver 90 000… 80 000… 70 000… professores a pararem a escola com greve de mais de um dia ou a disporem-se para greve às avaliações, ou a qualquer outra coisa à altura da marcha da indignação… O Paulo acredita que veria isso? Que alternativa ao dito entendimento havia para o 3º período lectivo?
3. Porque estão a ser constituídas as listas de professores para o Conselho Geral Transitório? Também é porque os professores perderam a confiança nos sindicatos? Tem alguma coisa a ver com isso? Só a perspectiva da avaliação é capaz de mobilizar os professores?
Maio 19, 2008 at 12:18 am
Ana Henriques (26)
Faz sentido, mas é utópico. Infelizmente…
Maio 19, 2008 at 12:23 am
O ponto 3 de IC (27) levanta um problema real. Já aqui disse que fui abordado para fazer parte de uma lista. Recusei por discordar com o modelo, mas quem me convidou achava que aquele era o melhor caminho para os professores terem voz. Muitos colegas não percebem sequer o que é o novo modelo de gestão. Não percebem que daqui a uns tempos até uns chefes intermédios são «nomeados» no gabinete do Presidente da Câmara.
A Ana Henriques viu bem aquela do PCP também precisar deste tipo de gestão, mesmo que diga que não.
Maio 19, 2008 at 12:25 am
Peço desculpa, e não quereria dizer “eu não disse?”, mas tenho de o dizer. Escrevi, aqui, no seu / nosso blogue que o entendimento era o fim da nossa luta, que os sindicatos nos VENDERAM por um saco de amendoins. Aí está, infelizmente, a confirmação das minhas negras previsões. Os sindicatos não tiveram nada a ver com a marcha da indignação, da mesma forma que não tinham um plano de actuação na cabeça. Então, surpreendidos pela adesão esmagadora dos professores, procuraram uma solução pífia para saírem do processo a fazer aparente boa figura.
Maio 19, 2008 at 12:25 am
Fui à manif de 8 de Março, a primeira por motivos profissionais.
Não fui a mais nenhuma.
Estou farto.
Das alterções introduzidas, o principal motivo da minha revolta é o empobrecimento dos professores, uma vez que apenas 1/3 poderá chegar aos últimos escalões.
Horários, avaliação, etc, são o menos.
Tudo o que seja decidido entre ME-Sindicatos será, quase de certeza, mau para as escolas.
Ficaram contentes com umas regritas uniformes para todos os professores e escolas para a CNL, e mais umas tretas, tudo coisas menores…
O que verdadeiramente devia ser discutido, juntamente com o bloqueio das carreiras, não está na agenda: verdadeira autonomia das escolas, currículos, melhores professores…
Só uma nova “Bomba” legislativa sobre as escolas é que poderá pôr outra vez na rua.
Maio 19, 2008 at 12:25 am
JCM (25),
Concordo consigo quando se refere ao nível de consciência cívica por parte de uma percentagem muito elevada de professores (…). Contudo, a Marcha de 8 de Março foi um grito de dor, de enorme indignação de todos. No sábado seguinte, se fosse necessário, os mesmos 100000 professores voltariam ás ruas. E no outro. E no outro.
Não era necessário recorrer á greve.
Maio 19, 2008 at 12:28 am
IC
A luta era dos profs até os sindicatos se apropriarem dela e proclamarem-se seus porta-vozes. Aí destruiram todo o poder reivindicativo duma classe, que poderia entrar na história.
Maio 19, 2008 at 12:29 am
25
O que eu vejo à minha volta é uma escola esmagada por um ECD que me oprime, por um modelo de gestão que despreza a participação efectiva dos professores, um modelo de avaliação que vai consumir as energias de todos e não vai melhorar nada, antes pelo contrário, um estatuto do aluno deprimente.
É urgente que os professores se reorganizem e que lutem onde e como podem.
Maio 19, 2008 at 12:30 am
Ana (32)
Não creio que fosse assim. Diz muito bem que foi um grito de dor. Mas ninguém suporta uma dor muito tempo sem tomar uns bons analgésicos. Quando estes estão a funcionar até parece que as pessoas flutuam. Estou convencidíssimo que muito vai depender dos próximos resultados eleitorais…
Maio 19, 2008 at 12:32 am
Mais, a divisão na carreira veio, infelizmente, para ficar, encontrei há tempos no Blog Quarta República um texto de 2004 do ex-ministro David Justino, em que este defende a criação de uma categoria de Professor Coordenador.
“Alteração do actual Estatuto da Carreira Docente, em especial o regime de recrutamento e vinculação, os critérios de progressão na carreira e a criação de uma nova categoria (Professor Coordenador) a que se acede mediante concurso e provas públicas.”
Último ponto deste texto:
http://quartarepublica.blogspot.com/2004/12/ideias-para-um-programa-eleitoral-da.html
Maio 19, 2008 at 12:34 am
Alice N (28),
Eu (cá) acho que 100000 professores nas ruas de Lisboa foi “sonho” (utopia), não acha? Foi real, Alice.
Sem lideranças de poder!!!! Nem convocatórias (não posso dar o “ouro” ao bandido).
Quando os homens sonham e realizam, acontece.
Maio 19, 2008 at 12:34 am
Meso sem os sindicatos, muitos de nós continuamos a lutar dentro das escolas. É o mdeu caso, analisando, discutindo documentosd, pedindo esclarecimentos sobre os mesmos. Pelo menos, não deixar que se continuem a cometer as ilegalidades que todos conhecemos e com uma ligeireza absolutamente aterradora.
E não calar, divulgar, dar voz ao que pensamos e sentimos…
Neste momento de extremoa cansaço e muita desilusão, pouco mais consigo fazer.
Mas, e repetindo-me em comentários a outros posts, “vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar!!
Maio 19, 2008 at 12:35 am
O sr Paulo pediu no post o favor de não insistirem muito nas conveniências pessoais entre pró e anti-sindicatos.A esta hora o pobre está a dar voltas na cama sem conseguir dormir.
A gente participa de boa vontade, tenta corresponder civilizadamente ao pedido do senhor e … uma arena cheia de prós e contras prontos para mais um duelo.
JCM e (3), como sempre, solícitos levam na cabeça. Esse comentário não está um pouco desactualizado? Peço desculpa, por quem é, claro, a sua observação é muito mais pertinente e construtiva…
Sei que não são horas próprias, mas pelo sim: WAKE-UP…
Se se pretende fazer um movimento único, o que impede os interessados?
Suponho que os professores militantes do PCP e do PS também podem aderir a esse futuro movimento…
As lutas por melhores dias ainda não estão à venda nos McDonald. São longas e dolorosas como os partos (a cesariana não conta).
Vamos então a esse movimento. Mas cuidado com os oportunistas. Olho neles.
Maio 19, 2008 at 12:36 am
DA,
Paz á “alma” do Justino e dos outros.
Maio 19, 2008 at 12:39 am
Convém lembrar que a manif de 8 de Março foi convocada pela Fenprof.
E a logística foi a da CGTP/Fenprof.
Maio 19, 2008 at 12:40 am
Continuo a insistir na necessidade de consciencializar os professores para não integrarem as listas. Se as integram estão a aceitar o modelo…o resto são desculpas para se ser adesivo e ficar bem na fotografia.
Maio 19, 2008 at 12:47 am
laranjalima
Eu não acredito que em cada escola/agrupamento não haja um número suficiente de adesivos para colaborar na vontade do ME e dos sindicatos.
Maio 19, 2008 at 12:48 am
Neste ponto da situação e como não podemos fazer tudo de uma vez, vamos por partes. Para amanhã: ninguém aceita fazer parte do CGTransitório.
Depois de amanhã: testes, exames nacionais e avaliação.
Depois de depois… : férias.
Depois de depois: arregaçar as mangas e… recomeçar.
Não, não pode ser, esqueci-me que as escolas estão todas paralisadas porque não há CGT’s.
Não há problema, agora já é tarde, fica o esboço, amanhã penso melhor e já volto.
Até amanhã.
Maio 19, 2008 at 12:52 am
independentes
desta estória (como escreve o Paulo) de independentes estou eu farto. Independentes de quê? Dos sindicatos? Não pagam as quotas, é? É só isso? Independentes? Estamos a falar de droga ou de associações corporativas? Quem é que não depende de uma ideologia ou de simples idiossincrasia? Independentes?!!
Há algum sindicato que exija comprovativo ou aval partidário?
Na FENPROF, por ex., é algum viveiro de comunas, bloquistas e de socialistas de esquerda? É geração espontânea? Ou será que são os mais combativos e, com maior ou menor esforço, contribuem com 1% do seu vencimento para a “associação”?
É que é muito fácil desancar os sindicatos quando se é independente. Mais (muito mais!!) difícil é estar neles por direito e tentar prevalecer as nossas ideias “independentes”.
Venham, paguem, contribuam, ajudem-me.
Garanto que ninguém vos pedirá cartão vermelho, rosa, azul ou assim-assim.
Venham! Tenham a coragem e a disponibilidade de entrar. Argumentem cá dentro.
Independentes? Independentes de quê ou de quem?
Maio 19, 2008 at 12:53 am
Depende do “cerco” que sejamos capazes de lhes fazer. Há muitas pessoas que nem sabem que o seu poder lá dentro não é nehum. É necessário informar, apelar à resistência, fazê-los sentir incomodados por pactuarem com o sistema.
Maio 19, 2008 at 12:56 am
Nada de desânimos! Temos encontro marcado com este governo para o ano que vem
e desse calendário não podem eles escapar nem há plataforma nenhuma que os livre.
Paciência, insistência, persistência = resitência! E esta, pode e deve ser feita dia a dia, hora a hora, em casa, no mercado, no jornaleiro…Resistam!
Maio 19, 2008 at 1:01 am
larangina
quer pôr um redil à volta dos sindicalizados, é? Isso é argumento? Quem pactua com o sistema é quem só paga IVA, IRS e outra coimas pelo simples facto de existirem.
Contribua e deixe de “calimerices”.
Aja!
Maio 19, 2008 at 1:03 am
Pago cotas básicamente desde que comecei a trabalhar. Neste momento luto comigo própria para continuar sindicalizada. Reconheço a importância dos sindicatos, mas não é a primeira vez que me sinto traída por eles. Desta vez foram longe de mais. Já disse várias vezes o que penso do entendimento. Disse-o antes de eles o fazerem, eu e muita gente, mas mais uma vez não nos ouviram. Afinal representam os interesses de quem?
Maio 19, 2008 at 1:06 am
citizen
No comentário 46 estava a responder ao comentário 43.
Maio 19, 2008 at 1:09 am
larangina
simples.
Representam os interesses da maioria sindicalizada que a qqr momento os pode pôr na rua. Leia os estatutos.
Mas se a “maioria” é “independente”…
Maio 19, 2008 at 1:12 am
larangina
as minhas desculpas pelo m/comentário 48
Maio 19, 2008 at 1:13 am
(45) Já estava quase a dormir e ouvi a voz. Vim logo a correr porque me parecia importante. Pois. Independentes. É isso. Dos sindicatos, claro (para não pagar) e ter sempre argumentos para há mais de 30 anos não mexerem uma palha.
Mas dependentes de movimentos independentes…
_________
A este propoósito lembrava os dignos participantes que o senhor Paulo disse aqui que retirava o post fatal porque não queria perder tempo com quem não tem importância (palavras minhas). E porque corria o risco de ter de gastar MUITO dinheiro para se defender caso fosse processado.
Receio que uma estrutura legal e juridicamente suportada nunca teria.
Maio 19, 2008 at 1:13 am
Citzen
Eu pertenço à Frenprof e como deve saber pelo que aconteceu nas últimas eleições não é assim tão simples.
De qualquer maneira, continuo a pensar que devem ouvir os professores e agir de acordo com os seus reais interesses.
Maio 19, 2008 at 1:15 am
citizen
Está desculpado
Maio 19, 2008 at 1:21 am
larangina
obrigado pela absolvição mas… será que os sindicatos não ouvem os sindicalizados (todos professores) e agem de acordo com os interesses dos dirigentes?
Permita-me discordar, pelo simples facto de que sem professores sindicalizados não haveria sindicatos, consequentemente, sindicalistas.
Maio 19, 2008 at 1:25 am
25sempre25
tire lá o “som” a essa coisa que não quero ser responsável pelas suas insónias
Maio 19, 2008 at 1:27 am
por falar em insónias
Maio 19, 2008 at 1:29 am
larangina
Frenprof
durma bem
Maio 19, 2008 at 1:30 am
citizen
Eu até que gostava de acreditar que era assim, mas na prática não é a primeira vez que os sindicatos seguem estratégias que não beneficiam em nada os professores. Este bendito entendimento é algo que eu não consigo digerir por mais que tente.
Maio 19, 2008 at 1:32 am
Adorável este final. Pena que seja tarde.~
Permita-me, citizen, que em jeito de despedida, mostre todo o meu apreço pelas vossas posições sensatas e que lhe peça que reponha o formato original do pseudónimo d@ estimad@ colega. Laranjalima variedade de laranja enxertada em limoeiro, de cor amarelada, com sabor a meio caminho entre a laranja e o limão) e não larangina (que é uma marca comercial de refrigerante).
Um abraço fraterno.
Maio 19, 2008 at 1:34 am
citizen
tão mauzinho!!!
Maio 19, 2008 at 1:35 am
Laranjalima: na minha escola existe um movimento estranho( meio sigiloso) de gente colada ao CE para constituir uma lista para O Conselho Transitório! Vamos entregar toda a gestão das escolas às essas pessoas? De facto o novo modelo de gestão causa-me naúseas e estes pseudo-colegas ainda me causam mais!!!!
Maio 19, 2008 at 2:03 am
Não é só na sua escola Lua. Acabou de pôr o dedo na ferida.
Maio 19, 2008 at 2:39 am
Eleições no SPN, lista afecta ao Mário Nogueira perde eleições, os tais do grupo professores do norte.
http://www.spn.pt/?aba=27&cat=1&doc=2129&mid=115
Maio 19, 2008 at 5:47 am
O Entendimento foi uma “facada nas costas” dada pelos sindicatos.
O sentimento da maioria dos professores é esse mesmo. Basta ouvir os colegas na escola.
Podíamos (com 100 mil na rua!) ter conseguido recuperar a nossa dignidade que este governo teima em nos tirar mas os sindicatos ( por questões partidárias; poder de negociação?)desperdiçaram completamente.
Uma coisa é certa: Não me representam!
Maio 19, 2008 at 8:50 am
A profissão de Fé, baseada no Credo, cujo objecto é o mistério sindical.
Começa por expor em que consiste a revelação, onde trata o tema de como o Sindicato se dirige ao homem e como o homem responde ao Sindicato. Resume os dons que o Sindicato outorga ao homem, como autor de todo bem, como redentor e como santificador.
Maio 19, 2008 at 8:58 am
São so arranjinhos da política portuguesa…há que tentar não perder a face, leia-se poder. O caciquismo da FNE juntando-se a sede de poder da fenprof…dá no que dá. A luta dos professores foi-se…acabou-se…Só espero que em 2009 este governo não ganhe as eleições por maioria absoluta. Se assim for o ensino público português será decapitado.
Maio 19, 2008 at 9:36 am
Estou a ver que preciso inscrever-me num seminário para conseguir entender H5N1. Será que daria para traduzir a ideia em termos mais laicos? Ou não há mais formas de expressão no mundo além da litúrgica hiperbolizada? Escapam-me os valores dos signos: confusão é o único remanescente dos esforços de interpretação. A sério.
Obrigado pela atenção e uma boa semana.
Maio 19, 2008 at 10:39 am
Cada um que encaixe na medida que lhe servir..
Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias – os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando.
O característico principal do homem que nasceu para mandar é que sabe mandar em si mesmo.
O característico distintivo do homem que nasceu para obedecer é que sabe mandar só nos outros, sabendo obedecer também. O homem que não nasceu nem para uma coisa nem para outra distingue-se por saber mandar nos outros mas não saber obedecer.
O homem que nasceu para mandar é o homem que impõe deveres a si mesmo. O homem que nasceu para obedecer é incapaz de se impor deveres, mas é capaz de executar os deveres que lhe são impostos (seja por superiores, seja por fórmulas sociais), e de transmitir aos outros a sua obediência; manda, não porque mande, mas porque é um transmissor de obediência. O homem que não nasceu nem para mandar nem para obedecer sabe só mandar, mas como nem manda por índole nem por transmissão de obediência, só é obedecido por qualquer circunstância externa – o cargo que exerce, a posição social que ocupa, a fortuna que tem…
Fernando Pessoa,
Maio 19, 2008 at 10:40 am
Num artigo recente João Cardoso Rosas explica a Vital Moreira a diluição do socialismo no liberalismo
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1123500.html
Ou seja, resumindo e indo directo ao assunto, os sindicatos neste momento representam apenas um mecanismo de enquadramento e regulação do preço da força de trabalho.
Todos aqueles que ainda se encontram agarrados a quadros ideológicos arcaicos e desfasados da realidade, têm tendência a repetir “ad nauseam” os mesmos argumentos que faziam sentido num outro espartilho económico-político.
Os estalinistas continuarão a agitar a bandeira da decrépita Igreja marxista-leninista, na esperança vã de que os restos do proletariado pobre e ignorante que ainda persiste neste país mentalmente atrasado e subjugado ao fado e ao futebol, canalize a sua fé para a Salvação ideológica, quando tudo o resto parece falhar.
Os socialistas tudo farão para emprenhar toda a sociedade com o seu programa terapêutico de bem-estar em sintonia com o mercado.
Temos assim uma onda avalassadora do Capital a caminho de engolir tudo e todos no seu processo de mercado global capitalista, e os estalinistas, refugiados nos seus bunkers ideológicos, a distibuírem baldes e pás de praia com o propósito de se edificarem construções de areia para resistir à ameaça.
É evidente que neste contexto, os sindicatos ENQUANTO ORGANIZAÇÕES DE RESISTÊNCIA E COMBATE já não fazem qualquer sentido, uma vez que só podem participar na concertação do valor da força de trabalho.
Os sindicatos FAZEM PARTE INTEGRANTE DO MERCADO CAPITALISTA, e os governos contam com eles enquanto máquinas de inclusão da força de trabalho.
Os crentes que vão a Fátima acreditam em milagres e a sua fé está para além da razão que prevalece na Terra.
O mesmo acontece em relação aos que acreditam em poderes mágicos dos sindicatos que ultrapassem a mera gestão do trabalho no mundo do Capital.
O consolo espiritual pode ser atingido de muitas maneiras.
O que impressiona é a persistência de certas crenças neste país, que alguns acreditam como sendo desenvolvido e moderno.
Maio 19, 2008 at 11:43 am
“O que impressiona é a persistência de certas crenças neste país, que alguns acreditam como sendo desenvolvido e moderno.”(com. 71)
Se impressiona! Decepciona mesmo.
Maio 19, 2008 at 1:17 pm
A manutenção de uma casta de previligiados mesmo que esses não tenham dado o seu melhor para o desenvolvemento economico do pais ainda é + – toleravel mas o aumento de riqueza desses e o empobrecimento da restante população é imoral.
Maio 19, 2008 at 1:25 pm
H5N1
Alguma alternativa, além de cruzar os braços?
Maio 19, 2008 at 1:49 pm
VAMOS APOIAR ESTA COLEGA
A propósito da notícia dramática do Público de hoje (18-05-08) que aqui colocámos “Professora agredida por mãe de aluno poderá ser obrigada a demitir-se de funções”, e a fazer fé nesse relato, parece-nos que esta colega estará a precisar de urgente apoio jurídico para fazer face à perseguição de que está a ser alvo.
Como ainda não temos gabinete jurídico, lançamos aqui o APELO a uma onda de solidariedade em favor desta colega.
Para começar, precisamos, com urgência:
. do contacto da colega (mobilizar.e.unir.professores@gmail.com);
. de sugestões (podem ser colocadas nos comentários ou enviadas para o e-mail);
. disponibilidades.
HOJE POR ELA, AMANHÃ POR TI!
Maio 19, 2008 at 1:51 pm
REPTO EM TOM DE DESAFIO
O actual estado da educação e os sistemáticos atropelos à classe docente exigem ACÇÃO.
Apelando à reflexão e/ou à luta ou tentando manter os professores informados, são vários os movimentos de professores e diversos os blogs de educação que procuram manter viva a chama e lutam contra a degradação do estado da educação e contra as injustiças que têm vindo a ser sistematicamente cometidas contra a classe docente, sobretudo por parte da equipa ministerial da 5 de Outubro e do Governo que a dirige.
Assim, venho lançar aqui um desafio público a todos os dirigentes, coordenadores e membros de comissões de movimentos, bem como a todos os dinamizadores de blogs sobre educação, a criação de um MOVIMENTO ÚNICO de professores, de âmbito nacional, capaz de representar e mobilizar todos os professores, sobretudo daqueles que se sentem desamparados, insatisfeitos ou não representados pelas estruturas existentes.
Não, não se pretende mais um movimento! Pretende-se um movimento que congregue todas as propostas e todos aqueles que, efectivamente, querem que se dê um passo em frente.
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
Maio 19, 2008 at 1:54 pm
Estou totalmente de acordo com o Paulo
“E justifica-se uma nova mobilização, a partir «de fora», o mais tardar no início do próximo ano lectivo, se o discurso oficial dos sindicatos continuar a ser este.”
Maio 19, 2008 at 3:25 pm
Alguém referiu que os sindicatos são as únicas organizações que podem convocar manifestações. Nesse caso, deveremos voltar a marcar manifestações e concentrações espontâneas. Creio que foi assim que tudo começou, o movimento independente dos sindicatos, que tantas dores de cabeça deu a estes e à ministra, até que finalmente, apressadamente, acalmaram tudo com um entendimento.
Eu fiu às duas manifes convocadas pelos sindicatos (a distrital e a do dia 17), porque julgava que seria importante os professores continuarem nas ruas. Continuo a achar que isso é importante, mas NÃO EM MANIFES CONVOCADAS PELOS SINDICATOS.
O Nogueira diz então que se fechou um ciclo de contestação? Pois é…
Maio 19, 2008 at 8:04 pm
ana henriques
: ora a partir de fora, devia ter sido já neste passado sábado: deviam ter ido as pesoas repetir que não estavam contentes… e mostrar aos sindicatos que estavam descontentes… que fez a maioria? ficaram em casa a tratar do portefólio… essa é que é essa…