Onde terão estado cerca de 1500 docentes. No porto cerca de 300 e em Lisboa uma mobilização que se pode considerar abaixo das expectativas.
Há vozes que criticam a desmobilização, outras o entendimento, não faltando ainda outras farpas pelo ar entre protagonistas, organizações e tudo o mais.
Eu tenho uma visão um pouco diferente, na qual se combina o realismo perante o facto de muitos docentes sentirem que, neste momento, as acções de rua não apoiam especificamente nenhuma acção concreta de luta, mas também a esperança que, a partir do início do próximo ano lectivo, tudo comece a ganhar de novo algum ímpeto.
Afinal o essencial a ser combatido tem data marcada para 2009. Ninguém perde por esperar um pouco e fazer as coisas no tempo certo.
Fotos da Renda de Bilros.



Maio 17, 2008 at 11:04 pm
Colegas: de acordo com o Paulo e com o que ouvi na manif… segue? tudo em maio de 2009.
Permitam-me ter muitas dúvidas… nessa altura o governo vai dar pequenos presentes e todos viverão felizes para sempre.
Maio 17, 2008 at 11:08 pm
Não me parece que a vida fique fácil logo no início do próximo ano lectivo.
Basta reparar no calendário da escolha do director Executivo, da necessidade de novo regulamento interno, o arranque da avaliação…
Maio 17, 2008 at 11:31 pm
P’ra não dizer que não falei de flores
Geraldo Vandré
Composição: Geraldo Vandré
http://www.youtube.com/watch?v=D_cQz6IElgc
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção…
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão…
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão…
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não…
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição…
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer…
Maio 17, 2008 at 11:35 pm
Peço desculpa pela presunção…
Estavam à espera de quê?
Vamos analisar alguns pontos que me parecem importantes:
- os professores mobilizaram-se praticamente todos, para ir a Lisboa mostrar a sua DIGNIDADE. 100.000 é número grandioso, mesmo para parâmetros europeus;
- Os sindicatos fazem um acordo, construído sobre NADA do que tinham discursado, inclusivé no próprio dia da manifestação;
- Os sindicatos desacreditam os professores (DIGNIDADE) no pós 8 de Março, inventando números sobre a concordância dos professores com o acordo;
- Tudo (e nada) fica acordado, isto enquanto os professores lutam, enlutados nas escolas (ao mesmo tempo que o trabalho é assegurado com profissionalismo);
- Os sindicatos, se acordo assinado, dizendo que “isto é que foi o melhor que podíamos conseguir”, marcam manifestações REGIONAIS, com tudo (outra vez).
Agora digam-me lá qual é a admiração. Eu não vejo nenhuma. E a estratégia? Depois de uma manifestação onde os professores mostraram que estavam suficientemente indignados para se deslocarem 500 ou 600 Km, agora vêm com manifestações quasi regionais. Penso que teria sido melhor voltar aos figurinos distritais, isto se o objectivo é apenas manter a chama. Digo eu…
Maio 17, 2008 at 11:56 pm
Paulo: na minha escola, Director, novo RI e arranque da avaliação vai processar-se tudo até 31 de Julho – e depois férias.
E os registos administrativos são considerados TUDO: assiduidade, cumprimento de serviço, pautas de notas/turma, actividades do PAA, planificações, sumários,etc,etc
O que quer dizer que a avaliacção 07/08 “existiu” mesmo… e esta,hã?
Truques!
Maio 18, 2008 at 12:02 am
António 5.
Há uma linha verde na Fenprof para denunciar todas essas situações.
1º apoia os docentes
2ºfica com uma perspectiva do que se passa no terreno para as negociações.
É usar e abusar do que temos ao nosso alcance.
comissao.paritaria(at)fenprof.pt
“Mail verde” destinado a recolher informações dos professores sobre situações anómalas ou, pelo menos, duvidosas, que conheçam, no âmbito da avaliação do desempenho. Recorrendo a este mail, poderão ser solicitados esclarecimentos, enviados documentos, prestadas informações. Pretende-se que seja um serviço útil às escolas e aos professores.
Maio 18, 2008 at 12:03 am
“Vozes de burro não chegam ao céu” (Mário Nogueira, pós 17 de Abril)…
E os professores perceberam a “mensagem”! E os resultados estão à vista…Enfim, só com um pano encharcado…
Maio 18, 2008 at 12:10 am
O próximo passo tem que ser o boicote ao novo modelo de gestão: é preciso construir o consenso à volta da necessidade de não constituição de listas para o conselho geral transitório e, nos casos em que houver lista, isolar os “adesivos”, promovendo a abstenção em massa. Não sei se isto se consegue fazer em todas as escolas e agrupamentos, mas é este o caminho e esta luta envolve todos os professores.
Maio 18, 2008 at 12:10 am
“Afinal o essencial a ser combatido tem data marcada para 2009″. Paulo, permita-me que discorde, creio que está a esquecer o decreto da gestão. Sobre ele e a oportunidade até Setembro, já dei o meu pequenino contributo no meu cantinho, mas desisto.
Maio 18, 2008 at 12:11 am
Anita 6.
Mas isto é tudo legal….
Maio 18, 2008 at 12:13 am
António Duarte 8.
Abstenção acho que não, preferível votar em branco ou anular o voto riscando todos os nomes da lista – TODOS!
Maio 18, 2008 at 12:15 am
IC: os PCE´s são muito espertos e as eleições já estão marcadas na esmagadora maioria das escolas …e habemos Papa/Director ainda em Junho.
Maio 18, 2008 at 12:16 am
Isabel,
Quanto ao decreto da gestão a resistência passará em muito pelas escolas e não por acções de rua.
Não é uma questão de estratégia é principalmente de percepção do estado de espírito dos professores.
Neste momento, eu próprio duvido do meu apoio inicial ao «entendimento», mesmo encarado como «trégua».
Maio 18, 2008 at 12:22 am
Paulo: essa percepção diz-me que os colegas se estão nas tintas para o novo modelo de gestão porque
1. a esmagadora maioria nem sequer o leu e sabe as suas consequências;
2. o PCE que está vai ser o Director, que já era e com tiques de… portanto, tudo igual;
Logo, a única coisa que pode mexer mesmo é a avaliação… e isso será diluído ao longo de 08/09… e depois em Junho se verá.
Maio 18, 2008 at 12:25 am
António, no distrito do Porto, todos os dias, têm circulado sms a boicotar as eleições para o Conselho Transitório. E, alguns docentes, envergonhados, puseram o rabo entre as pernas e desistiram das listas.
Esta situação não está lá muito boa para os adesivos.
Maio 18, 2008 at 12:29 am
Na minha escola existe um apelo unânime de boicote ao acto eleitoral e alguns colegas que constituem as listas pensam seriamente em desistir.
Penso que em muitas escolas os adesivos estão a ficar sem espaço de manobra.
Maio 18, 2008 at 12:29 am
Deixem entrar o “senhor director”, fiem-se que é igual ao que está e terão tudo o resto (avaliação, concursos, carreira, etc.) a cair-vos em cima. Depois do Verão logo verão…
Maio 18, 2008 at 12:29 am
Estive na manif. do Porto e agora pergunto-me: onde estavam os profs? esperam por Setembro?
Sei que temos muito trabalho nesta altura, que a manif. não foi suficientemente divulgada (no Norte o SPN anda em eleições internas),etc. mas sinceramente penso que os profs já desistiram de lutar, já se acomodaram e dão como dado adequirido que já nada vai mudar.
Ouvi a posição da plataforma sindical agora já desperta e consciente dos erros cometidos quando assinaram o acordo, mas duvido muito no seu poder de reivindicação após ter cedido e desprezado e vergado a força de 100 000 profs.
Maio 18, 2008 at 12:30 am
Pedro Castro (15),
Excelente iniciativa. Vou divulgar… Há uma outra que breve darei notícia aqui também no Umbigo.
Maio 18, 2008 at 12:33 am
António
Este ano não há avaliação tal como está prevista no 2/2008, para o ano é em regime experimental.
Quem fizer de outra maneira está a cometer uma ilegalidade. As fichas que estão na net são ilegais porque não foram publicadas em DR, etc.
A nova gestão ficou adiada para Setembro de 2008, que está a fazer antes está ilegal.
Somos uma classe zangada, desunida e com a mania que vão todos ser Ministros. Safa!
Maio 18, 2008 at 12:35 am
Três anos e tal é de (mais)!!!!!! Pelo que insisto.
REPTO EM TOM DE DESAFIO
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
(não consigo inserir o link)
Maio 18, 2008 at 12:37 am
Insisto. As informações do Pedro Castro (15 e 16) mostram que valeria a pena lançar a desmobilização para as listas por sms, mail e na blogosfera.
Maio 18, 2008 at 12:38 am
Quanto à nova forma de gestão digo-vos apenas que alguns dirigentes sindicais, passado pouco tempo da manif. de hoje, já trocavam impressões de qual seria o melhor elemento da sua escola para director.
Nunca mais volto a participar em encontros destes! Fui para ser mais um na luta, mas qual luta?
Maio 18, 2008 at 12:39 am
Ainda ontem fui convidado para fazer parte de uma lista para o novo conselho de escola ou lá como se chama a coisa. Expliquei que não, pois não concordava com o novo tipo de coisa. Mas a pessoa que me convidou não percebeu patavina do que eu disse. Acha que é preciso ter voz dentro da escola, blá, blá, blá e que há várias listas em preparação.
A coisa é muito simples: a vidinha corre e as pessoas ajustam-se a ela. Têm não sei mais quantos anos para dar de comer a si e aos filhos.
Tenho dúvidas na capacidade de mobilização para o ano que vem. A manif de 8 de Março foi excessiva e ninguém sabia o que fazer com ela. Até a este momento, ajudou o governo a mudar de táctica, mas não de linha estratégica. É preciso perceber que os interesses que se jogam nas traseiras deste modelo de escola são enormes. Há interesses políticos (reduzir o défice, dar às autarquias um sítio para estenderem a sua influência), mas há outros interesses que estão ligados à ideologia que triunfou (ESES, empresas de avaliação de escolas, consultores, etc.). Somos muito pequenos perante tais interesses.
Aos professores falta consciência da sua missão e não percebem o perigo que tudo isto representa. Outros já pertencem ao espírito do novo tempo.
Só mais uma coisa. Duvido que a retórica que usamos sobre a defesa da nossa dignidade tenha algum efeito. O que há que mostrar é que esta escola é prejudicial aos alunos e ao país. E que para termos outra escola, útil aos alunos e ao país, é necessário considerar a função do professor de outra maneira.
Maio 18, 2008 at 12:51 am
Moral da “estória”:
os sindicatos ganharam a ministra e perderam os professores.
Maio 18, 2008 at 12:58 am
Resumo: os sindicalistas comportam-se como advogados que servem as duas partes e se vendem aquela que melhor lhes paga – ME.
Maio 18, 2008 at 12:58 am
De acordo.
” E que para termos outra escola, útil aos alunos e ao país, é necessário considerar a função do professor de outra maneira.”
Maio 18, 2008 at 1:00 am
IC (22),
Claro.
“As informações do Pedro Castro (15 e 16) mostram que valeria a pena lançar a desmobilização para as listas por sms, mail e na blogosfera.”
Maio 18, 2008 at 1:06 am
anahenriques -19
Que outras iniciativas? É bom serem lançadas porque na minha escola a apresentação de listas é até ao fim da próxima semana e depois é tudo num abrir e fechar de olhos. Por sms é difícil chegar a um grande universo dentro da escola – há muita gente sem contactos conhecidos.
Maio 18, 2008 at 1:09 am
A ideia do boicote às eleições para o Conselho Provisório foi lançada no Porto também por Abel Macedo, salvo erro. Espero para ver a adesão.
Maio 18, 2008 at 1:10 am
Aposto na blogosfera e nos sms a nível nacional
(estou a ficar lerda de todo-só estava a ver a informação dentro de cada escola, e como na minha as coisas estão a andar demasiado depressa… deve ser do adiantado da hora. Vou dormir. Pensem e vão partilhando as vossas iseias.)
Maio 18, 2008 at 1:48 am
Pode ser uma excelente decisão o boicote aos Conselhos, mas reparai no (16): primeiro aceitaram fazer parte das listas; agora é que estão a pensar em desitir!!!
Assim não vamos muito longe…
Concordo plenamente, e gostava que o argumento não fosse o boicote porque te irão atacar com o contra-argumento de que não estás interessado no bom funcionamento da escola. E isso é muito perigoso.
JCM (24) deu já um excelente contributo. Acho que é por aí que vamos lá.
__________________________
O “meu” processo também já está em marcha. Não sei se vou ser convidado. Se for, não aceito, mas não apresento qq argumento. Neem somos obrigados a tal.
Mas os titulares, os PQE, e mesmo os PQZ vão ter muita dificuldade em justificar a eventual recusa. Perguntar-lhes-ão: Então você faz parte do quadro da escola e recusa participar na sua mais importante estrutura, onde tudo se decide? Afinal, você é pela escola onde trabalha ou contra ela? Em última análise, a pergunta mortal: Então o que está aqui a fazer?
Vai ser muito mau para alguns…sobretudo nas escolas pequenas…
Maio 18, 2008 at 2:02 am
Colegas,
E que tal deixarmos de lado um perigoso e nada interessante discurso divisionista e começarmos a preparar a nossa “equipa” para a época 2008/2009?
Vou tentar, com algumas questões, mostrar que acabamos por VENCER a época 2007/2008, apesar de não ter sido realmente uma vitória muito convincente. Reflictam nestas questões:
- Quando é que o ECD saiu e quando é que a nossa indignação atingiu o clímax?
- Quanto tempo demoramos a acordar da “hibernação” e a juntarmos os 100.000?
- Desde quando a nossa querida ministra não sentava-se à mesa com os sindicatos?
- Será que este entendimento foi mesmo bom para o ministério, quando dois dias antes do mesmo a ministra dizia não abrir mão que diferentes avaliações para os contratados avançassem nas escolas?
- Como iríamos ser avaliados já este ano e como acabamos por ser?
- Não terão ficado muito mais “chateados” com este entendimento os ADESIVOS do sistema?
- Se fomos capazes de impedir que este processo de avaliação não avançasse UM ano antes das eleições, porque é não o conseguiremos travar NO ano das eleições?
…
Continuo a pensar que o entendimento foi o possível na altura; logo, foi positivo, apesar de também eu ter achado que os sindicatos deveriam ter “espremido” mais. Mas a questão da divisão da carreira é, ainda, por demais sagrada para este Governo e para o nosso Presidente; logo, não acredito que fosse possível conseguir muito mais com “substrato”.
Mas pensemos no inverso: caso o entendimento não tivesse seguido, caso a plataforma tivesse sido intransigente, O QUÊ teríamos hoje? Teríamos mais mobilização? Supondo que sim: o que deveríamos fazer se todo o resto, todas as formas de luta haviam falhado? GREVES AOS EXAMES??? E isso seria melhor??? Cuidado. Muuuiiito cuidado.
A pressa sempre foi inimiga da perfeição. E a falta de memória também não contribui em nada.
- NÓS SÓ REAGIMOS EM MARÇO COM FORÇA PORQUE SENTIMO-NOS PRESSIONADOS!
E estou convicto que só reagiremos com força e impacto similares quando sentirmo-nos novamente.
Por isso esta aparente “desmobilização” não surpreende-me. Porque sei que, caso os DOCES QUE APAREÇAM POR AÍ NÃO PROVOQUEM RECAÍDAS, vamos estar com toda a força no início do próximo ano lectivo. Mas, por via das dúvidas, espero que os sindicatos PREPAREM-SE ATÉ AO FIM DESTE ANO LECTIVO para o que por aí vem.
E teremos de entender que o que está em causa desde há muito SÃO OS VOTOS: temos que conseguir deixar claro que a nossa posição MEXERÁ COM MUITOS VOTOS.
E PARA ISSO É FUNDAMENTAL QUE SINDICATOS, PROFESSORES E MOVIMENTOS ENTENDAM-SE!
Porque foi a nossa UNIÃO que os fez ceder nas suas pretensões.
E será essa união que os fará voltar atrás.
Maio 18, 2008 at 2:15 am
Escrevi aqui num comentário e escrevi nos blogues para onde escrevo que esta palhaçada iria ser um fiasco. Disse, na altura, que com um pouco de sorte, em Lisboa, encher-se-ia a Tendinha… Aqueles que são traídos vilmente uma vez não costumam repetir os erros que cometeram no passado, a não ser que sejam estúpidos e a classe dos professores não é com toda a certeza. Tem as razões mais do que explicadas, no meu ponto de vista, no meu blogue e noutros onde vou escrevendo e comentando como outrora se ia cantando e rindo. Culpados? 1º O Nojeira, 2º a falta de alguém que consiga impor uma ordem independente e supra partidária. Até lá, a minha sugestão é: braços caídos, quem quiser que faça…
Maio 18, 2008 at 2:22 am
Maurício,
Eu concordo consigo. Acho. (que a esta hora já é difícil até concordar comigo).
No entanto, se a primeira ideia dos sindicatos tivesse vingado – o ME quer implementar esta coisa assim, tal como está, então vamos a isso!- se calhar, a mobilização continuava.Porque é óbvio que as escolas paralizariam no 3º período.
Finalmente, e agora a brincar, o colega já aderiu ao acordo ortográfico com a colocação dos “se”?:-)
Maio 18, 2008 at 2:29 am
Já li e reli o decreto da gestão escolar, e ausência de professores no Conselho Geral não impede o seu funcionamento.
“Artigo 14.º
Designação de representantes
1 — Os representantes dos alunos, do pessoal docente
e do pessoal não docente no conselho geral são eleitos
separadamente pelos respectivos corpos.
2 — Os representantes dos pais e encarregados de educação
são eleitos em assembleia geral de pais e encarregados
de educação do agrupamento de escolas ou escola
não agrupada, sob proposta das respectivas organizações
representativas, e, na falta das mesmas, nos termos a definir
no regulamento interno.
3 — Os representantes do município são designados
pela câmara municipal, podendo esta delegar tal competência
nas juntas de freguesia.
4 — Os representantes da comunidade local, quando se
trate de individualidades ou representantes de actividades
de carácter económico, social, cultural e científico, são
cooptados pelos demais membros nos termos do regulamento
interno.
5 — Os representantes da comunidade local, quando
se trate de representantes de instituições ou organizações
são indicados pelas mesmas nos termos do regulamento
interno.
Artigo 15.º
Eleições
1 — Os representantes referidos no n.º 1 do artigo anterior
candidatam -se à eleição, apresentando -se em listas
separadas.
2 — As listas devem conter a indicação dos candidatos
a membros efectivos, em número igual ao dos respectivos
representantes no conselho geral, bem como dos candidatos
a membros suplentes.
3 — As listas do pessoal docente devem assegurar, em
termos a definir no regulamento interno, a representação
adequada dos diferentes níveis e ciclos de ensino assim
como da categoria dos professores titulares.
4 — A conversão dos votos em mandatos faz -se de
acordo com o método de representação proporcional da
média mais alta de Hondt.
Artigo 60.º
Conselho geral transitório
1 — Para efeitos de adaptação ao novo regime de autonomia,
administração e gestão estabelecido pelo presente
decreto -lei, constitui -se em cada agrupamento de escolas
ou escola não agrupada um conselho geral com carácter
transitório.
2 — O conselho geral transitório tem a seguinte composição:
a) Sete representantes do pessoal docente;
b) Dois representantes do pessoal não docente;
c) Quatro representantes dos pais e encarregados de
educação;
d) Dois representantes dos alunos, sendo um representante
do ensino secundário e outro da educação de
adultos;
e) Três representantes do município;
f) Três representantes da comunidade local.
3 — Quando o estabelecimento não leccione o ensino
secundário ou a educação de adultos os lugares previstos
na alínea d) do número anterior para representação dos
alunos transitam para a representação dos pais e encarregados
de educação.
4 — A forma de designação e eleição dos membros do
conselho geral transitório é a prevista nos artigos 14.º e
15.º do presente decreto -lei, com a alteração prevista no
número seguinte, utilizando -se, em termos processuais, o
regime actualmente previsto nos regulamentos internos dos
agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.
5 — As listas de representantes do pessoal docente que se
candidatam à eleição devem integrar pelo menos um professor
titular, desde que no agrupamento de escolas ou escola
não agrupada exista um número de professores titulares que
permita a apresentação de candidaturas alternativas.
6 — Nos agrupamentos de escolas em que funcione a
educação pré -escolar ou o 1.º ciclo do ensino básico, as listas
de representantes do pessoal docente que se candidatam
à eleição devem integrar representantes dos educadores de
infância e dos professores do 1.º ciclo.
7 — Para efeitos da designação dos representantes da
comunidade local, os demais membros do conselho geral
transitório, em reunião especialmente convocada pelo presidente
da assembleia de escola cessante, cooptam as individualidades
ou escolhem as instituições e organizações, as quais
devem indicar os seus representantes no prazo de 10 dias.
8 — O conselho geral transitório só pode proceder à
eleição do presidente e deliberar estando constituído na
sua totalidade.
9 — O presidente do conselho geral transitório é eleito
nos termos previstos na alínea a) do n.º 1 e no n.º 2 do
artigo 13.º do presente decreto -lei.
10 — Até à eleição do presidente, as reuniões do conselho
geral transitório são presididas pelo presidente da
assembleia de escola cessante, sem direito a voto.
11 — O presidente do conselho executivo ou director
participa nas reuniões do conselho geral transitório sem
direito a voto.
12 — O conselho geral transitório reúne ordinariamente
sempre que convocado pelo seu presidente e extraordinariamente
a requerimento de um terço dos seus membros ou por
solicitação do presidente do conselho executivo ou do director.
13 — O conselho geral transitório pode reunir em qualquer
dia da semana.
14 — As reuniões do conselho geral transitório devem
ser marcadas em horário que permita a participação de
todos os seus membros.”
Maio 18, 2008 at 2:53 am
DA,
Mas, pelo que li do que transcreveu, nada diz que, na ausência de professores (ou outos elementos),o tal Conselho possa funcionar.
Maio 18, 2008 at 3:04 am
DA, anda distraído?
Nº8 do artigo 60 (transcreveu-o mas não leu?)
“O conselho geral transitório só pode proceder à eleição do presidente e deliberar estando constituído na sua totalidade.”
Faltando os professores, ou os não docentes, ou os encarregados de educação, ou os alunos, ou os representantes da autarquia, ou os da comunidade local, o CGT não pode deliberar!
Maio 18, 2008 at 3:06 am
Fernanda,
Desde que tenha quórum o CG pode funcionar, eu interpreto assim.
Se não houver listas de professores vamos ter no Conselho Geral Transitório, o actual PCE(sem voto) com os pais, autarcas, não-docentes e membros da comunidade. Serão estes que elaborarão o RI.
Maio 18, 2008 at 3:08 am
ahhhhhhhhhh!!!
apache, obrigado.
Maio 18, 2008 at 3:42 am
Pois é DA,
Apesar da hora, eu também reparei no mesmo artº 60. 8 referido pelo Apache.
Resta saber o que pode surgir de cabeças iluminadas. Lá vem mais um despacho ou circular. Ou um roadshow.
Maio 18, 2008 at 4:02 am
O texto é muito claro; não há roadshow que apague essa evidência:
“8 — O conselho geral transitório **só pode** proceder à
eleição do presidente e deliberar estando constituído **na
sua totalidade**.”
Maio 18, 2008 at 9:42 am
Para alguns crentes uma das principais virtudes da luta dos docentes foi terem obrigado a Ministra a negociar com os sindicatos.
O que se obteve com essa negociação e o que ganhou com isso é que já é mais difícil de avaliar e justificar, mas sob o papão da “divisão” e da necessidade de juntar a “equipa” lá aparecem as ideias useiras de quem ainda vive sob o espartilho salazarista.
O espaço educativo está literalmente a ser tomado de assalto pelo Capital nacional e internacional, a cultura empresarial desloca-se do mercado para o interior das escolas e universidades por obra e graça deste governo, e os sindicatos vêem aí uma oportunidade de afirmar o seu papel de especialistas na gestão e exploração da força de trabalho.
O jogo está viciado porque entre os sindicatos o Estado e o Capital, apenas se organiza a partilha do saque que o espaço educativo representa em termos de organização, intervenção e criação de mais-valias.
Se para o Comendador Nabeiro a Educação representa um pólo de investimento para reproduzir e aumentar o seu poder sobre a região e multiplicar o capital acumulado, para o Conselheiro Nogueira a Educação representa um campo de investimento para a reprodução do poder sindical sobre as escolas e os docentes, potenciando o capital simbólico que a Nomenklatura estalinista ainda exerce neste domínio.
O estalinismo mantém a sua capacidade de actuação e sedução em Portugal, de uma forma anacrónica quando comparado com o resto da civilização ocidental, porque o fado o futebol e fátima (ou seja o caldo de cultura salazarista) ainda regista uma forte implantação nos neurónios dos portugueses.
A “modernidade” tão apregoada do país é apenas uma leve camada de propaganda e de autoestradas que encobre uma colónia de fungos e de vermes ancestrais que se continuam a reproduzir alegremente nas profundezas dos cérebros dos lusitanos.
Maio 18, 2008 at 10:25 am
DA: de facto o CGT sem os professores não DELIBERA (paralisa…) e não ELEGE o Director.
Logo, se não houver listas o processo BLOQUEIA…. haverá coragem, condições e força para fazer isso nas escolas?
Nalgumas talvez, na maioria DUVIDO…..
Maio 18, 2008 at 10:32 am
H5n1 prponho alegremente que seja distribuida cicuta a toda A NOSSA POPULÇÃO E QUE ELA SEJA INGERIDDA EM DOSES MODERADAS PAA QUE O SOFRIMENTO SE FAÇA SENTIR DE UMA FORMA PROLONGADA E ATROZ.
DESTE MODO A ESPANHA PODERIA OCUPAR UM TERRITÓRIO DESERTO E TORNÁ-LO PRÓSOERO
Maio 18, 2008 at 11:12 am
O primeiro período do próximo ano lectivo vai ser de loucos. Preparemo-nos para a rua de novo. Não há outra alternativa.
Maio 18, 2008 at 3:10 pm
Com algum atraso que eu já só funciono em velocidade de cruzeiro, volto ao tema das manifestações, vaca que está mesmo a esfriar. Coimbra, onde eu estava (zangado por a rendadebilros não me ter fotografado
), parece que ganhou aos concorrentes (tirando Lisboa? Mas Lisboa é grande, e mesmo assim…). Tal como eu pensava, muita gente tinha outras coisas para fazer a essa hora: desde comprar pastilhas elásticas, até à marcação no Celadon Nails, passando por uma espreitadela à praia que o tempo poderia ser propício.
Espero que a cagança do titularismo, mais as prebendas de “altos” cargos em Conselhos de Escola, mais um bonito discurso político de acreditação nesta grandiosa classe, não venha a matar para o ano a esperançazita que me resta.
Maio 18, 2008 at 3:34 pm
O Conselho não pode iniciar funções sem estar constituído na sua totalidade. Quer dizer que qq boicote, recusa, chame-se o que se auiser, por parte de qq dos grupos representantes previstos vai criar um vazio legal que impossiblita, no actual quadro legislativo, o funcionamento normal da estrutura escola, a começar pela eleição do futuro director.
Ora, isto até pode acontecer em algumas ou muitas escolas, mas o Governo irá encontrar rapidamente a solução para o problema. Certo?
Maio 18, 2008 at 3:51 pm
25sempre25 – 48
Mesmo que o Governo encontre solução ( que encontra, certamente um despacho do ME será suficiente:) )a nosssa posição ficará tomada. E penso que se acontecesse num número muito significativo de escola (mais de matade !)teria tanto impacto quanto a manifestação de 8 de Março.
Maio 18, 2008 at 4:49 pm
Justificações de colegas para não participarem nestas manifestações:
1. não estavam informados ( mesmo alguns que estiveram em todos os protestos); nas suas escolas ninguém falou de nada. Será?
2. Não concordaram com o entendimento. Não irão (?) a mais nenhuma acção convocada pelos sindicatos.
Eu não concordo, porque os professores não podem manifestar-se se não forem enquadrados por sindicatos ou movimentos legalizados.
3. Outros acham que o entendimento até foi um bom acordo, que só os contratados vão ser avaliados… de uma forma simplificada (!).
4. A Marcha não teve os efeitos imediatos desejados, não vale a pena protestar…
Estes desconhecem que , na política e nas negociações, nada é repentino: só um sismo …
Acho que ainda faltam outras justificações, mas agora não quero dizer que muitos também se acomodaram e já estão por tudo , outros até estão mortinhos por pertencer ao Conselho transitório para ver se transitam para o conselho “real” e tal e coisa, próximos dos poderes ( mesmo fracos!!!)…
Bom domingo.
Maio 18, 2008 at 5:56 pm
100 000 nas ruas é um sismo.
Estranhamente, a vítima acabou sendo o próprio sismo e os efeitos devastadores os que estão à vista.
Maio 18, 2008 at 6:02 pm
Ema: foi um sismo muito civilizado… esperavam que partíssemos a loiça toda… como tanto valia 500 como cem mil… foi por isso que os colegas também desmobilizaram … se fosem cem o efeito seria o mesmo para aquela ME.
Maio 18, 2008 at 6:14 pm
Demasiada civilidade pode ter efeitos contraproducentes.
Há horas em que se deve ser curto e grosso.
E há almas que só tremem e vacilam quando se lhes fala curto e grosso.
De palavreado e floreados vivem elas.