Foram 2200+2600 caracteres em coisa de uma hora e pouco, entre dois computadores alheios, um com Word mas sem net e um com net mas sem Word.
Uma certa confusão, no meio de um ambiente de festa e convívio, enquanto escrevia sobre uma prova de aferição que entrevi apenas ao final da tarde, pois não fui aplicador.
Não sei se a coisa sairá pela manhã, pois tão má me pareceu a escritura. E se sair se não me avergonharei do que fiz.
Maio 17, 2008 at 1:45 am
Novo artigo no Jornal?
Temática?
Maio 17, 2008 at 2:19 am
promoções
(na pequena superfície do Banco de Portugal)
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329023&idCanal=23
Maio 17, 2008 at 2:22 am
A Música (possível) no Umbigo
http://br.youtube.com/watch?v=XVVKhWopoHQ
Maio 17, 2008 at 2:42 am
Sem comentários, deixo esta proposta musical.
Maio 17, 2008 at 3:14 am
“Não sei se a coisa sairá pela manhã, pois tão má me pareceu a escritura. E se sair se não me avergonharei do que fiz.”
Já está disponível de madrugada!
Mas terão aproveitado tudo?
“Apesar de globalmente “bem construída em termos de estrutura e variedade de conteúdos abordados”, a prova de aferição de Língua Portuguesa do 6.º ano podia beneficiar de uma melhor repartição do tempo disponível. A análise é feita pelo professor Paulo Guinote, a pedido do JN.
Ressalvando que se trata de uma “leitura rápida” da prova, Paulo Guinote aponta ainda a confirmação de “alguns dos aspectos mais evidentes nas provas dos anos anteriores, assim como uma característica um pouco diferente da prova deste ano”.
Destaca-se, assim, o facto de na primeira parte da prova se ter “optado por incluir uma razoável variedade de textos para servirem de suporte ao questionário. Em outros anos, esta parte inicial continha dois textos, um de tipo literário para ser explorado do ponto de vista da interpretação e um segundo, de carácter mais informativo e em alguns casos apoiado por material gráfico, para recolha ou organização da informação nele contida”. Este ano, aponta o professor, “os autores da prova optaram por incluir quatro textos, sendo que, ao contrário do que ia sendo norma, o primeiro não é o que serve de principal suporte para a avaliação da compreensão do texto escrito. Não é uma opção contestável em si, embora esta variação possa perturbar as análises comparativas entre dos resultados obtidos pelos alunos ao longo do tempo”.
Como aspecto mais positivo, Paulo Guinote sublinha que, “no seu conjunto, a prova se encontra bem construída em termos de estrutura e variedade de conteúdos abordados, se a considerarmos independentemente da variável “tempo”. É uma prova que percorre várias facetas da compreensão do discurso escrito, dando menor importância aos conteúdos relativos ao funcionamento da língua, embora só seja possível fazer essa análise de forma mais aprofundada com a disponibilização dos critérios de correcção e o valor atribuído a cada questão”.
A característica mais negativa, que permanece, afirma, desde a realização da primeira prova, é o “relativo desequilíbrio existente entre as duas partes da prova, em especial se tivermos em conta o tempo disponível para a sua realização que é o mesmo. A primeira parte contém vários textos, alguns implicando um período de leitura que torna escassos os 50 minutos disponíveis para analisar e usar as suas informações. Em contrapartida, os 50 minutos da segunda parte da prova parecem excessivos, mesmo se atendermos à necessidade de realização de um rascunho do texto solicitado”.
Em síntese “É uma prova que ganharia (desde que existe) em ter uma distribuição diferente do tempo para a sua realização (60+40 minutos, por exemplo, em vez de 50+50) e que, apesar de estruturalmente bem concebida, poderia seguir mais de perto o modelo dos anos anteriores, por forma a permitir um melhor tratamento comparativo dos resultados”.”
http://jn.sapo.pt/2008/05/17/primeiro_plano/afericao_bem_construida.html
Maio 17, 2008 at 3:19 am
Precipitei-me, aqui está a opinião do Paulo Guinote no JN:
“Ferramenta indispensável do sistema
Ao contrário das correntes de opinião que consideram a existência de provas de aferição e exames como um factor de reduzida utilidade para a avaliação da qualidade do sistema educativo, ou de alguns dos seus aspectos, a realização de provas de aferição, mais do que de exames, constitui uma ferramenta muito importante para se medir o desempenho desse mesmo sistema.
Para termos indicadores minimamente fiáveis sobre a forma como vão progredindo as aprendizagens dos alunos é indispensável criarmos uma base de dados coerente sobre essas mesmas aprendizagens que permita estabelecer análises comparativas ao longo do tempo. Para isso devem ser construídos instrumentos de avaliação/aferição que mantenham uma estrutura e características uniformes.de ano para ano. Foi assim que muitos países conseguiram trabalhar de modo a detectar, ao longo do tempo, onde residiam as principais falhas no desempenho dos seus alunos.
Em Portugal, a construção destes instrumentos nem sempre beneficiou das melhores condições ou nem sempre tem sido perceptível a existência de um modelo reconhecível nas provas elaboradas ao longo dos anos. Não me refiro apenas aos recorrentes “erros” ou imprecisões nos enunciados dos exames de algumas disciplinas, mas principalmente à oscilação de critérios para a sua elaboração e mesmo ao tempo para a sua realização. Neste contexto, as provas de aferição, em particular as de Língua Portuguesa, têm apresentado uma boa qualidade e uma matriz razoavelmente uniforme. Curiosamente, este ano existe alguma variação em relação ao modelo antes existente, mas não foi algo excessivamente perturbador.
Por outro lado, o facto de as provas de aferição não terem formalmente nenhum peso para a classificação dos alunos permite que o tão evocado stress dos alunos esteja menos presente.
Por fim, o método actual de devolver os resultados, por turma e alunos, das provas às Escolas, permite que, apesar de tudo, os alunos se sintam minimamente responsabilizados pelo seu desempenho, bem como dá a possibilidade dos docentes terem um feedback externo e teoricamente neutro, mesmo se em parte indirecto, sobre o seu trabalho.”
http://jn.sapo.pt/2008/05/17/primeiro_plano/ferramenta_indispensavel_sistema.html
Maio 17, 2008 at 3:22 am
DA,
sempre à frente!
Maio 17, 2008 at 3:25 am
Gostei da análise.
Pessoalmente acho que para reforçar a responsabilidade dos alunos as Provas de Aferição deveriam ser tidas em conta na avaliação dos alunos, formalmente.
Maio 17, 2008 at 3:26 am
quero ser um professorzeco,
Costumo ler o JN on-line antes de me deitar… coincidência.
Maio 17, 2008 at 3:29 am
Tenho dúvidas. Os miúdos estavam tensos assim mesmo.
Falta analisar a de 1º ciclo. Achei bem menos acessível.
Maio 17, 2008 at 3:31 am
Boa noite, então…
Maio 17, 2008 at 3:32 am
Comparada com a do 6.º, é de “puxadita”.
Maio 17, 2008 at 3:32 am
é “puxadita”.
Maio 17, 2008 at 10:27 am
Bem, vou-me ausentar um bocado, há uma manifestação a participar.
Depois venho aqui verificar quais os manifestantes de sofá.
Maio 17, 2008 at 10:28 am
Mais uma PÉROLA do Albino hoje no DN:
Os problemas das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) começaram em 2005, com as alterações no regime da escola pública e o consequente alargamento dos horários. Mais de 90% das escolas do primeiro ciclo passaram a funcionar a tempo inteiro, entre as 9.00 e as 17.30. A medida é elogiada pelos pais, que dizem que as IPSS “não souberam adaptar-se à nova realidade”.
A afirmação é de Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), que argumenta: “A escola a tempo inteiro é uma conquista dos pais, que defendíamos há 30 anos. O problema das IPSS é um falso problema. Não podem funcionar como se nada disto tivesse acontecido. Podem ter um papel importante mas, para isso, tem que se articular com as autarquias e alargar o serviço aos 2.º e 3.º ciclos. A escola a tempo inteiro é que garante verdadeiramente a igualdade entre os alunos”.
Aquele dirigente dá o exemplo dos ATL dinamizados pelas associações de pais e pelas autarquias para explicar que é possível sobreviver com o novo regime. É que ficam por preencher as pontas dos horários lectivos (antes das 9.00 e depois das 17.30) e o períodos de férias. Outra das hipóteses é alargar os serviços de apoio aos alunos do 2.º e 3.º ciclos.
O investimento no sector público levou a uma redução do financiamento das IPSS, mas o Ministério da Educação apresenta contas para justificar a opção. Actualmente, gastam cem milhões de euros com o financiamento das 400 mil crianças que estão em unidades geridas pelas autarquias, enquanto que o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) atribuía 60 milhões para as cem mil crianças das IPSS.
Em 2006, foi assinado um protocolo de cooperação entre o MSTT e a União das Misericórdias Portuguesas com as novas formas de financiamento. Apontava, também, para um estudo sobre a reconversão dos seus ATL, que asseguravam actividades extracurriculares a 30% das crianças do 1.º ciclo e de forma a garantir o preenchimento de um horário mais alargado. Uma das possibilidades apresentadas é a passagem para centros de actividades de tempos livres (CATL).
E esclarece que as AEC “têm conteúdos e metodologias diferentes das ATL. São actividade escolares que integram os projectos educativos das escolas e que envolvem profissionais qualificados. Os ATL promovido pelas IPSS destinam-se à mera ocupação de tempos livres e ocorrem em espaços e em termos diferentes dos tempos escolares.|
Então o “nosso” Albino Expert fatalmente quer também as crianças nas escolas antes das 9:00, depois das 17:30 e nas férias…
COITADAS!
Com EE destes, serão sempre uns infelizes….
Albino, vai-te curar, PÁ!!!
Maio 17, 2008 at 10:37 am
Esta coisa dos memorandos de entendimento “pega-se e entranha-se”:
17 Maio 2008 – 01h21
Feira do Livro adiada
A Câmara Municipal de Lisboa anunciou ter chegado a acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e a União dos Editores Portugueses para a realização da Feira do Livro, que terá, contudo, a sua inauguração adiada.
Em comunicado, a autarquia precisou que na próxima segunda-feira será formalizado o memorando de entendimento e revelada a nova data de inauguração do certame.
Maio 17, 2008 at 11:08 am
Nesta altura atarefada talvez lhe passe despercebida a crónica de Manuel Maria Carrilho, hoje no DN. Suponho que lhe interessará. O excerto final para aguçar o apetite:
Enquanto o ensino tradicional hierárquico visava a transmissão de conhecimentos, o ensino individualista e democrático aposta na aprendizagem, quantas vezes confundida com uma misteriosa espontaneidade de competências. No primeiro caso, o professor desempenhava uma função de indispensável mediação, no segundo ele tende a tornar-se num animador quase supérfluo.
Compreende-se assim que o maior equívoco seja aquele a que se chega no termo do processo, e que se pode sintetizar na questão formulada por M. Gauchet, quando pergunta se a introdução da democracia na escola não terá, na realidade, por efeito paradoxal, contribuído para a inviabilização da própria escola. Ou, dito de outro modo, que fazer quando todos reclamam educação, mas na realidade quase ninguém quer – e isso aparece cada vez mais como um direito – ser educado?
É que a possibilidade de ensinar depende estreitamente do estatuto, e da autoridade, que a sociedade reconhece não só aos saberes mas também aos professores, indispensáveis intermediários da mediação educativa, que nenhuma tecnologia consegue substituir (muito pelo contrário – sobre isto é confrangedor o que se diz por aí…).
A erosão daqueles factores deixa aos professores uma tarefa cada vez mais impossível. Daí que reconhecer neles os heróis do nosso tempo – no sentido em que eles enfrentam o que todos evitam – seja uma condição prévia para, simplesmente, tornar a educação viável. O que só acontecerá se ela assentar numa relação institucional, mas também pessoal, que por um lado garanta a efectiva transmissão de conhecimentos e, por outro, seja capaz de enquadrar as motivações pessoais num registo democrático que tem que ser reinventado.
http://dn.sapo.pt/2008/05/17/opiniao/herois_nosso_tempo.html
Maio 17, 2008 at 11:43 am
Lapidar, lapidar…e eu que só conhecia a outra Ilha dos Amores e não vejo novelas na TVI.
Cumprimentos.
Maio 17, 2008 at 9:31 pm
Sábado, Maio 17, 2008
Embora lhe pegasses pela rama, também subscrevo
O JN publicou hoje um pequeno artigo de Paulo Guinote, do Umbigo, sobre as Provas de Aferição. Concordo com ele. As provas de Aferição são o melhor instrumento de que o país dispõe para aferir e avaliar o sistema de ensino. E reúnem a rara capacidade de poderem avaliar, de uma só vez, o desempenho dos alunos, dos professores e das escolas.
Defendo que deveriam ser alargadas a todas as disciplinas que não fossem sejeitas as exames nacional no final de ciclo de estudos;
Defendo que, em tese, podem vir a ser utilizadas com utilidade e isenção na avaliação dos professores;
Defendo que apenas serão credíveis quando sairem da alçada do ME.
Este ponto é crucial e o Paulo tocou-lhe de raspão: os erros, as incorrecções científicas e a “oscilação” dos critérios de eleboração, realização e correcção têm sido factor de perturbação do modelo. Eu penso que as”oscilações” são, todas elas, politicamente interessadas. Veja-se o escândalo do ano passado com as classificações anormalmente elevadas no exame de Matemática, que só interessaram ao ME para justificar o Projecto da Matemática que, recorde-se, apenas tinha sido aplicado ao nível do …7º Ano. E todos os anos, em várias disciplinas, se ouve os correctores dizer que os critérios de correcção não têm lógica nem nexo científico. Que são completamente diferentes do ano anterior, enfim, que são estabelecidos de acordo com o interesse político de se obterem os resultados que interessam.
Por isso, para afastar essa suspeição e devolver aos exames e provas alguma credibilidade não seria má ideia que as provas – e os próprios exames nacionais – saíssem da alçada do ME.
Há ferramentas e instrumentos indispensáveis à qualidade do ensino. Alguns muito perto de nós.
http://educacaosa.blogspot.com/