Não sou o maior conhecedor directo da formação contínua de professores. As minhas progressões foram quase sempre ditadas por créditos decorrentes da obtenção de graus académicos, correcção de provas de aferição e participação, como orador, em conferências com creditação pelo ME.
Mas sei, por mera observação, que a formação de professores foi um dos negócios mais chorudos dos últimos 15 anos em Portugal.
Antes paga pelos dinheiros europeus via PRODEP e agora via bolso dos próprios professores.
Tenho algumas estórias entre o patético e o escabroso, mas – qual IGE – gostava de saber outras. Só para confirmar como isto anda agora, que querem fechar a maioria dos Centros de Formação e parecem pretender deslocar a dita formação para outras paragens.
Maio 15, 2008 at 11:24 am
É o paradigma da educação liberal, vendida a qualquer preço, para manter clientelas políticas e elites, num meio onde as “inverdades” (eufemismo para mentiras) se espalham pagas ao metro e estrategicamente aceites por aqueles que vêem nelas algum benefício próprio. O mercado é assim, perfeito; primeiro ameaça as pessoas com o espectro da avaliação e do desemprego, depois vende-lhes a formação ao preço que quer. E ainda estamos no início do processo, preparemo-nos, pois as sanguessugas não descansarão enquanto não nos sugarem o salário por inteiro.
Maio 15, 2008 at 11:48 am
Usando uma metáfora um pouco gasta noutro contexto, diria que a Nomenklatura obriga os cidadãos-trabalhadores a comprarem a própria corda com que virão a ser enforcados…
Maio 15, 2008 at 12:12 pm
Paulo, sei que o meu post não está no contexto mas não resisti.
Onze pessoas estavam penduradas na corda num helicóptero.
Eram dez homens e uma mulher.
Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos , decidiram que um deles teria que se
soltar da corda.
Eles não conseguiram decidir que, até que,finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda, pois as mulheres estão habituadas a largar tudo pelos seus filhos e marido,dando tudo aos homens e recebendo nada de volta e que os homens, como a criação primeira de Deus , mereciam sobreviver ,pois eram também mais fortes , mais sábios e capazes de grandes façanhas…
Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas…
Nunca subestimem o poder e a inteligência de uma mulher…
Maio 15, 2008 at 12:16 pm
Excepto se ela se chamar MLR…
Maio 15, 2008 at 12:31 pm
Paulo!
Há mais de 10 anos que não dou acções de formação contínua. Nem quero voltar a dar. Aliás, posso afirmar pulicamente: nunca mais voltarei a leccionar uma acção de formação contínua.
Mas não critico quem dá. Ou melhor: quem vende!
A crítica deve ir direitinha não para os formadores mas sim para os professores que se sujeitam a pagar acções de formação que não têm interesse nenhum. Não concorda, Paulo?
Maio 15, 2008 at 12:32 pm
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
DO REPTO AOS APOIOS
Do repto que há dias fizemos, para a criação de um movimento cívico de unidade dos professores – e que pode ver clicando aqui -, fomos recebendo algumas propostas e muitos apoios que estamos a considerar.
Houve mesmo quem se oferecesse para todo o suporto e apoio gráfico, tendo enviado um exemplo de um cartaz:
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/do-repto-aos-apoios.html
Maio 15, 2008 at 12:58 pm
Não se esqueçam que há formações “centrais” promovidas pelas DRE’s e pela DGIDC. No meu caso, como Coordenadora do PES, encontro-me a fazer a formação no âmbito do PES (50h, 2 créditos equiparados à formação na área científica) promovida pela DGIDC. Não pago e recebo subsídio de deslocação. Não faço tenção de pagar formação.
Estejam atentos às páginas e às ofertas!
Maio 15, 2008 at 1:20 pm
Ainda se lembram das formações dos anos 80/início de 90 na UGT?!?!?
Mudam-se os tempos… todavia…
Em relação ao INA, vários organismos para lá enviam em formação os seus dirigentes, a grande diferença á que têm uma orçamentação própria que nas escolas jamais poderemos ter. Daí que nos seja quase impossível assegurar formação gratuita para todos. Se as acções valem a pena?! Valem: os formadores são credíveis e os conteúdos adequados – testemunhos de quem já fez formação na instituição.
Continuação de bom trabalho!
Maio 15, 2008 at 1:25 pm
O meu comentário 6 foi colocado por engano.
Penso que a “formação do dr Fatal” e as “inscrições para a formação por doutos professores” ilustram na perfeição muita da formação inicial, especializada e contínua que, em especial nestes últimos tempos, é superiormente certificada pelas equipas governativas do ministério da (des)educação para a formação de professores (tb nos outros sectores profissionais)em parceria “estratégica” com as equipas governativas do ministério da investigação e do ensino superior. Como as sucessivas equipas que (se) governam do M.E., são oriundas do tal outro ministério, percebe-se perfeitamente “estas certificações de cursos, promoção e incentivo”, até porque os (deles) “colegas” podem ficar com menos trabalho ou não receberem aqueles chequezitos chorudos por tais brilhantes (des)formações.
A certificação, a promoção e incentivo a estes “cursios e formacinoes” são da inteira responsabilidade da dona Maria e dos seus antecessores. Mas como estão “lá” (na 5 de Outubro) para defenderem os “seus” interesses e dos “seus colegas”…
…o forró deve continuar.
Maio 15, 2008 at 1:50 pm
Director de um Centro de Formação de Associação de Escolas acabei por “abdicar” em 1998 por me sentir deslocado num mundo “de faz de conta”, já que o objectivo primeiro era o da obtenção de unidades de crédito e não o da resposta às reais necessidades formativas dos professores.
Nestes últimos anos, salvo casos como os do Paulo ou afins, uma grande parte de nós tem sido,obrigatoriamente, consumidora da formação disponível.
Neste ano, a reforma, mais uma, na reorganização/distribuição dos Centros de Formação, tem servido de justificação para a inexistência de formação financiada, situação revertida, in extremis, a favor dos professores pelo entendimento ME/PSP.
Contudo, estou a frequentar uma oficina de formação paga (107,50 €). Porquê?
Porque no Plano de Formação do CFAE não havia qualquer oferta na minha área de leccionação – História. Por isso, procurámos outras ofertas. A mais favorável foi esta, paga e a mais de 50 km.
“Paga à cabeça” e sem devolução da quantia dispendida, mesmo com o “entendimento”, acabámos por decidir frequentá-la.
Pelo que sei, há bastantes professores “não adesivos” a frequentar formação nestas circunstâncias.
Maio 15, 2008 at 1:52 pm
Diz bem a Brit com. Há que procurar a formação gratuita. Antes de haver esta formação mais ou menos indigente, eu ia a congressos e fazia cursos promovidos pelo British Council e pelo Goethe Institut. Eram bem melhores e dirigidas à minha área. Agora, claro, não há tempo para tudo. Muito estupefacta fiquei eu, quando um dia, numa acção sobre o Stress, o formador começa a desbobinar a lista de materiais: sapatilhas, fato de treino, fato de banho, etc. Ou seja, era uma acção prática!! Ridículo….! Pois bem, só eu praticamente é que não gostei da coisa!
Maio 15, 2008 at 2:03 pm
É como fazem os chineses, fuzilam aqueles de quem não gostam e mandam a conta da bala para a família… A propósito, no que respeita às avaliações externas que andam a ser feitas às escolas alguém me sabe dizer de quanto é o chequezinho dos doutos inspectores???
Maio 15, 2008 at 2:04 pm
Será que é pago seis ou sete meses depois como eram antes os exmes do 12º, já nem sei bem a quanto por prova?
Maio 15, 2008 at 2:50 pm
Lamentavelmente, os professores só têm o merecem. Vejam quantos colegas andam feitos “tontinhos” a fazer a formação em Gestão e Administração no INA, vejam os preços dos cursos.
Desculpem-me, mas não se percebe tamanha folia.
Maio 15, 2008 at 2:52 pm
enquanto estive congelada só fiz formaçao em actividades de expressao plastica e procurava sempre as da secretaria da educaçao(madeira)porque eram de borla,mas como até os que dormem acordam,a ultima que fiz e sem aviso prévio a formadora logo no inicio disse que eram cinco euros-3h-,ainda comentamos o facto entre nós,agora só vou mesmo,mesmo,mesmo,aquelas que tiverem interesse e claro de preferencia de borla,o que começa a ser dificil,mas a vida tambem nos custa…..
Maio 15, 2008 at 4:42 pm
Eu até fico pasma… é da chuva e deste post e do post anterior… tão mal feitinha a apresentação da formação… e mais que ainda virá… e tudo quieto calado!!!
Maio 15, 2008 at 5:06 pm
Já disse e volto a reafirmar: não podemos estar contra uma determinada situação e depois usufruir dessa situação. Só nos prejudica a imagem e a coerência. Em qualquer empresa privada a formação é obrigatória e gratuita. Na maior parte dos organismos do Estado a formação é obrigatória e é gratuita. Existem cursos de formação do INA pagos por outros ministérios para que os trabalhadores as possam frequentar. PORQUE RAZÃO TEMOS QUE PAGAR A FORMAÇÃO?
Os culpados somos nós porque damos o flanco uma vez que pagamos a nossa formação.
Temos que pressionar os sindicatos para que estes pressionem o Ministério da Educação (entidade patronal) a pagar a nossa formação.
ESTAMOS A SER HUMILHADOS!
ESTAMOS A SER ESCRAVIZADOS!
TEMOS UMA PROFISSÃO DE RISCO, ONDE TODOS OS DIAS PROFESSORES SÃO INSULTADOS E AGREDIDOS POR ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO E ALUNOS!
RETIRARAM DIREITOS ADQUIRIDOS, CONGELANDO O NOSSO TEMPO DE SERVIÇO!
OBRIGAM-NOS A TER FORMAÇÃO E TEMOS QUE A PAGAR?
ATÉ QUANDO UMA REVOLTA DEFINITIVA E PARARMOS TUDO ISTO?
Maio 15, 2008 at 5:10 pm
QUANTOS ESTAREMOS NA RUA DIA 17 DE MAIO??? ONDE ESTARÃO OS CEM MIL???
Depois de ler isto( já mais alguém “puxou” este assunto e eu repito a dose para que se veja o estado a que chegámos, se ainda dúvidas houvesse!!!
http://professoresramiromarques.blogspot.com/2008/05/uma-ficha-incrvel-de-avaliao-dos.html
Esta é demais! Vejam aqui uma ficha sobre a avaliação dos professores pelos pais! Como é que um conselho pedagógico pode aprovar uma coisa destas? Será que os professores perderam o juízo? Ou estão tão exaustos que desistiram de lutar contra as injustiças? Segundo sei, esta ficha ainda não foi objecto de aprovação pela escola. Cabe aos professores da escola onde esta proposta de ficha foi elaborada, recusarem liminarmente uma coisa tão estapafúrdia.
Reparem bem nestas três pérolas:
1.elogia o aluno com clareza e de modo proporcionado?
2.critica o aluno com clareza e de modo proporcionado?
3.os trabalhos dos alunos são analisados, discutidos e avaliados?
Como é que é possível os professores aceitarem ser avaliados pelos pais com uma ficha destas? E os sindicatos não dizem nada? Não me restam dúvidas que o processo de transformação dos professores em empregados domésticos dos pais está em fase acelerada de concretização. Os pais e os alunos perderam o respeito pelos professores, limitando-se a seguir uma atitude de apoucamento e de menorização que o ME inaugurou vai para três anos. Quando se perde o respeito, é muito difícil voltar a ter autoridade.
Publicada por Ramiro Marques
Maio 15, 2008 at 5:12 pm
Fui eu que puxei esse assunto rendadebilros mas parece que muita gente anda a dormir!
Maio 15, 2008 at 5:16 pm
Até Manuela Ferreira Leite, ontem em entrevista ao programa “DIA D” – SICN, apesar de concordar com a política de rigor, afirmou que este 1º ministro humilhou os professores de uma maneira desnecessária.
E NÓS NADA FAZEMOS?
Maio 15, 2008 at 5:38 pm
Pedro Castro: pois foi… eu não percebo como tudo voltou a sossegar!!! até os sindicatos, parece-me…
Maio 15, 2008 at 5:59 pm
Daniel Oliveira, no Arrastão, questiona-se se Sócrates pagará alguma coima. “Vai deixar de fumar e anuncia? Mas o que raio temos nós a ver com o facto de Sócrates fumar? Fumar é legal e é lá com ele. Quanto ao resto, o importante é saber se Sócrates pagará a coima respectiva, como qualquer cidadão.”
“Acto de contrição”
No Zero de Conduta, Pedro Sales considera o pedido de desculpa um acto de contrição. “Apanhado em falso, a violar uma lei apresentada pelo seu Governo, o primeiro-ministro resolveu entrar num patético espectáculo de contrição pública, prometendo aos portugueses que vai deixar de fumar. E o que é que nós temos a ver com isso?”
João Pinto e Castro sugere, no blogue Existo, que a ‘crise’ provocada pelo fumo de Sócrates pode levar a um aumento de popularidade do primeiro-ministro e da ASAE. “Não resta à ASAE senão aplicar uma pena exemplar à TAP e ao Primeiro-Ministro. (…) A ASAE tornava-se de um dia para o outro imensamente popular, e Sócrates humanizava-se ao submeter-se ao império da lei, sem falar de que o país inteiro adquiria uma patine instantânea de civilidade.”
João Gonçalves escreve, no Portugal dos Pequeninos, sobre a dúvida de Sócrates se terá ou não violado a lei. “O governo dele aprova uma lei anti-tabágica fundamentalista que incomoda até os não fumadores. Ele, no entanto, desconhece o “âmbito” de aplicação da dita lei.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/321562
Maio 15, 2008 at 6:02 pm
Famílias em desespero
Americanos pegam fogo a casas penhoradas
Nos EUA o desespero com a crise é tal que há quem esteja a incendiar a casa penhorada e a meter o carro no fundo dos rios. Tudo para receber o seguro.(Veja o vídeo no fim do texto)
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/320847
Cá não dá porque a gasolina é comprada na Venezuela a 6 escudos o litro e vendida pela GALP em Portugal a 280 escudos o litro…
Maio 15, 2008 at 6:04 pm
Os presidentes das Petrolíferas jogam todos golf juntos… e o governo de José Sócrates caladinho…
Maio 15, 2008 at 6:10 pm
quantos professores do 10º escalão fazem formação? quase nenhum.
Para uma grande fatia dos professores, a formação é a única forma de se poderem actualizar – apenas um pouquinho.
A quantia que é paga, corresponde à comparticipação que era dada pelo prodep. Com o fim do prodep, acabou-se esse financiamento.
Quanto dinheiro gastou o país em formação? Muito. Resultados / melhorias? Poucos ou nenhum.
E a culpa é do ME e dos CFAES? A culpa é dos profs.
Eu sou formador e sei muito bem do que falo. Na primeira sessão perguntam quantas vezes podem faltar e criticam o modelo de avaliação da acção.
Maio 15, 2008 at 6:27 pm
Não interessa se são 10 cêntimos, 10 ou 100 euros: São, antes de mais, questões de Princípios e de legalidade!
Compete às empresas assegurar as necessidades de formação dos seus trabalhadores, dentro do seu horário laboral. Compete, igualmente ao Estado por imperativos LEGAIS e ÉTICO-MORAIS, assegurá-lo igualmente. É ILEGAL a obrigatoriedade de formação paga pelo próprio trabalhador e em horário pós-laboral. Não esperem pelos sindicatos, que complacente, “acordadamente” e…(espaço à imaginação), nos têm deixado (e continuam a deixar) ser completa, e cada vez mais, trucidados! Recorram a advogados e escrevam ao procurador de Justiça. Há muitas outras coisas ILEGAIS e o trabalho escravo já há muito foi abolido.
Maio 15, 2008 at 6:28 pm
O problema da chamada formação é que não forma praticamente nada. Muito raramente se traz das acções de formação qualquer coisinha que não se possa aprender em casa, num livrito ou na internet. O que mais se ouve são chorrilhos de banalidades a que vamos ter de ir abanando a cabeça e abrindo a boca de tédio às escondidas. Depois assinalamos Bom nas fichitas e os formadores lá vão todos contentes. Formação a professores no final da carreira? Eh, eh, eh… Com esta tenho mesmo de me rir!
Maio 15, 2008 at 6:43 pm
Contra a maré,
Há uns tempos era serralheiro da Sorefame.
Depois foi professor.
Agora é formador.
Aposto que a receber pelo Novas Oportunidades graças ao cartão rosa.
Pronto.
Já o entendemos.
Maio 15, 2008 at 7:10 pm
Dantes era a escola centrada no professor, depois no saber. Há uns tempos ainda se defendia com ardor a escola centrada no aluno. Agora, porém, temos a escola centrada no modelo de avaliação a ser aplicado pelo avaliador de professores. A coisa começa a ter o seu interesse…
Maio 15, 2008 at 7:27 pm
Qualquer dia é fumador em avião fretado.
Maio 15, 2008 at 7:28 pm
Finalmente, temos a escola centrada na conduta.
Maio 15, 2008 at 7:42 pm
Será que iremos ter uma escola de condottieri?
Maio 15, 2008 at 7:52 pm
Finalmente o contra a maré revelou-se: é formador!
Que medo!…
Maio 15, 2008 at 8:24 pm
Ir contra a maré, uma decisão fatal…
Maio 15, 2008 at 8:24 pm
Mas eu recuso-me a ser avaliada por formadores do calibre do sr… ainda escolho a formação que faço!
Maio 15, 2008 at 8:30 pm
o conta a mare é Dr Fatal…
Maio 15, 2008 at 8:32 pm
J. F (27)
O que diz é inteiramente correcto.É assim na empresa onde trabalho.
Maio 15, 2008 at 8:48 pm
Contra Maré,
se é mesmo formador até acredito que tenha tido a experiência que refere (se não o for anda a mandar umas postitas de pescada
). Essa não é a minha experiência como formador e formando. Mas sobretudo a sua análise é demasiado simplista. O problema do estado da formação não é exclusivamente dos professores. Muita formação da treta foi apresentada pelos Centros de Formação (os fundos da UE para a formação foram, em boa parte desbaratados), houve áreas quase sem nada (História, por exemplo) e outras que tiveram tantas acções que pareciam cogumelos (a culpa é, obviamente, também de quem aprovou as tais acções e do ME que deixou as coisas correr sem intervir). E não falemos daquela coisa que a chamam avaliação das acções.
Maio 15, 2008 at 10:10 pm
Comentário 17,
Pedro Castro
Concordo inteiramente. Até quando vamos permitir que os adesivos boicotem a nossa dignidade?…
Maio 15, 2008 at 11:21 pm
afinal o que é que os professores querem? Formação gratuita, isto é, paga pelos meus impostos. Que formação querem? Aquela que for do seu interese, isto é, em que eles próprios sejam juízes: sobre o sexo dos anjos ou quais quer trivialidades que nada têm a ver co a sua profissão a menos que a sua profissão trate de trivialidades ou do sexo dos anjos.
Com esta formação estiveram de acordo ddesde há 15 anos que os mesmos professores no final avaliaram de cruz ou de outra forma como boa ou excelente. Todos ficavam satisfeitos: o director do Centro que conseguia uma boa execução; o formador que ganhava o seu; o formando que com o esforço mínimo e gratuitamente conseguia os créditos máximos. Ora aí está um sistema perfeito da máxima satisfação. Isto é que era um verdadeiro negócio!
Maio 15, 2008 at 11:37 pm
Afonso Leonardo,
por acaso os professores também pagam impostos, o que significa que também contribuiriam (na sua visão) para a sua própria formação. Agora, a sério (porque não consigo levar a sério quem diz uma arroazada de coisas como acabou de fazer). A formação foi de graça durante todo este tempo porque a UE enviou dinheiro para que isso acontecesse (na realidade, os formandos até deveriam ter recebido – é por isso que se tinha de entregar os recibos de vencimento – mas isso é outra história).
E já agora, eu até não me importo de pagar se me deixarem pôr as despesas no IRS – é que, se sou obrigado a fazer as acções então o Estado deve agir em conformidade (e já agora que tal deixarem os professores por os livros e o material que compram para se actualizarem, digo eu…).
Maio 15, 2008 at 11:39 pm
Afonso Leonardo,
Só para nos situarmos: que ramo de actividade desenvolve e que formação e em que modalidade a tem feito?
Maio 15, 2008 at 11:43 pm
(40)
A árvore e a floresta são a mesma coisa? Fiz formação contínua na faculdade e em Centro de Formação e foram ambas de qualidade e relacionadas DIRECTAMENTE com a minha área e com o trabalho escolar.Não sou de me esforçar ao mínimo. Estou por dentro da minha profissão e não julgo levemente outras profissões. Levo a minha profissão muito a sério. O que querem os professores? um bocadinho de respeito se faz favor.
Maio 15, 2008 at 11:45 pm
Pessoalmente acho que se devia acabar com este modelo de formação contínua e serem antes as escolas/departamentos a elaborar os seus planos de formação e a estabelecer as parcerias necessárias.
Maio 16, 2008 at 12:21 am
…por tudo e por nada se emprega o chavão estafado do ” pago pelos nosso impostos”… mas será que todas as mordomias dos donos de empresas ou dos seus quadros técnicos, não serão pagas por todos nós, ou será que eles são burros e fazem mal as contas ? Vejamos, um engenheiro, por exemplo, duma empresa que faz a ponte, ou a auto-estrada, que faz formação paga pela sua empresa, que ganhe o vencimento de dois ou três professores, tem carro para uso profissional e pessoal,etc,etc, …
..quem paga isto ? ( sem pôr em causa o quanto e o merecimento…)… será que a empresa se esquece de imputar estes custos ao custo das suas obras quando vai a um concurso…claro que não . Quem paga então ?
Elementar meu caro Watson … nós, é claro, nos nossos impostos , nas portagens, mesmo que sejamos uns tesos… e quando compramos a casa, será que não pagamos um bocadinho do Mercedes do construtor, o seu cruzeiro de férias,etc… ??? O argumento do que só o que é do Estado é que é pago por nós, tem o mesmo nível do comentário “rural” que considera que só o “semear batatas” ou o “ir ao mato”..é que é trabalho… mas os rurais, ao menos, não gastaram recursos nas escolas para emitirem tais “pareceres”…
Maio 16, 2008 at 12:36 am
… o mais ridículo é os professores pagarem formação para aprender a avaliar-se uns aos outros. Pode criar injustiças graves. Mesmo assim oxalá me calhe um avaliador rico, com formação de luxo, cara, como aquela dos 200. É que eu quero ficar bem avaliado…quando desci a Avenida da Liberdade em 8 de Março, ainda não tinha pensado neste aspecto potencialmente discriminatório do processo, senão tinha marchado até Belém…
Maio 16, 2008 at 12:40 am
Há uma nova casta de economeses e quejandos que, provavelmente por falta de ideias e/ou excesso de bolinhas de vazio dentro da cabeça, resolveu começar a falar nos “nossos impostos”. Algum povito acaba por ser engrolado e repetir a frase. Na sua santa ignorância, não saberão que quando compram um produto estão a contribuir para o orçamento do vendedor! E desconhecem também que pagam impostos para usufruir de educação, estradas, saúde, segurança social, bibliotecas, monumentos e de muitos outros serviços que o Estado oferece. De certa forma até da organização social. Contudo, da educação, parece que usufruiram pouco! E desconfio que passou a sua vez…
Maio 16, 2008 at 12:46 am
REPTO EM TOM DE DESAFIO
O actual estado da educação e os sistemáticos atropelos à classe docente exigem ACÇÃO.
Apelando à reflexão e/ou à luta ou tentando manter os professores informados, são vários os movimentos de professores e diversos os blogs de educação que procuram manter viva a chama e lutam contra a degradação do estado da educação e contra as injustiças que têm vindo a ser sistematicamente cometidas contra a classe docente, sobretudo por parte da equipa ministerial da 5 de Outubro e do Governo que a dirige.
Assim, venho lançar aqui um desafio público a todos os dirigentes, coordenadores e membros de comissões de movimentos, bem como a todos os dinamizadores de blogs sobre educação, a criação de um MOVIMENTO ÚNICO de professores, de âmbito nacional, capaz de representar e mobilizar todos os professores, sobretudo daqueles que se sentem desamparados, insatisfeitos ou não representados pelas estruturas existentes.
(continua)
mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/05/repto-em-tom-de-desafio.html
Maio 16, 2008 at 12:51 am
Quanto à formação, concordo que ela seja oferecida. Mas muitas vezes, falta a que é mais necessária por ser mais difícil a autoformação, como por exemplo temáticas tecnológicas. Nalgumas vastas áreas, em que incluo todas as vertentes do eduquês, sociologês e psicologês, valha-nos Deus… Por favor, tirem-me desse filme!
Maio 16, 2008 at 9:00 am
Um dos aspectos mais negativos da formação de professores foi o facto de delegados sindicais se terem transformado em profissionais da formação (e agora criticam os fatais). Conheço vários casos de formação dada nas escolas, durante uma semana inteira (5 dias, 25 tempos, montes de alunos sem aulas, escola quase parada). Na semana seguinte o processo repetia-se na escola ao lado e assim sucessivamente. Nós pactuámos com tudo isto. Algum dia a coisa tinha de rebentar.