Fica aqui o texto que a colega Isabel Guerreiro me enviou, assim como para alguns órgãos de comunicação social sobre a relação entre a Música e a Matemática:
Em ficheiro pdf: musicamatematica
Maio 12, 2008
Fica aqui o texto que a colega Isabel Guerreiro me enviou, assim como para alguns órgãos de comunicação social sobre a relação entre a Música e a Matemática:
Em ficheiro pdf: musicamatematica
Maio 12, 2008 at 11:48 am
Os vendilhões do(s) templo(s) não se reconhecem nessa álgebra belíssima de sons e silêncios…
a (des)educação pelo ruído serve melhor o seu objectivo último:
embrutecer as massas.
Maio 12, 2008 at 11:53 am
Tenho que fazer uma pequena correcção ao texto Da Isabel Guerreiro – no 1º ciclo não há educação e formação musical.
O que existe, para os alunos que frequentam os tempos livres e só para esses, é uma espécie de tempos livres “para-brincar com a música!!!!”.
Maio 12, 2008 at 1:56 pm
E em Portugal, até agora, as famílias também podiam por os filhos em escolas de música financiadas pelo ME. Com a reforma do ensino artístico não sei como ficará.
Maio 12, 2008 at 2:21 pm
Ana, há escolas do 1º Ciclo em que a educação musical não se limita a brincadeiras e todos os alunos a frequentam, mas, por força das circunstâncias o ensino é, muitas vezes, limitado à prática de flauta o que é muito redutor. Muitas haverá também em que não passam da brincadeira.
Quando me referi às discutíveis condições de trabalho dos professores, incluí nelas não só a precaridade do trabalho mas também a falta de tempo e meios para se fazer um trabalho sério.
Enfim, numa carta de leitor não se consegue escrever tudo com o risco de não ser publicada… mesmo assim esta já vai com o dobro do tamanho aconselhável!
É verdade que a música e o inglês fazem parte do mesmo pacote propagandístico, que eu saiba não houve sequer a preocupação de equipar as escolas com instrumentos (talvez algumas o tenham feito à sua propria custa ou das autarquias).
Maio 12, 2008 at 2:42 pm
Isabel,
Pelo meu conhecimento, não são os alunos do 1º ciclo que beneficiam de algumas “aulas” de formação musical. São (sómente) alguns alunos inscritos nos ATL. Não é obrigatório. Não é (a) sério, nem é sério. É propagandístico. E o que pagam aos “professores” é tão tão miserável. São as empresas privadas e as autarquias que lucram com isto tudo.
Maio 12, 2008 at 2:45 pm
Correcção. Actualmente designam-se de actividades de enriquecimento curricular ao que genericamente se chama(va) Actividades de Tempos Livres.
Maio 12, 2008 at 4:21 pm
Ou então:
Actualmente designam-se de enriquecimento curricular ao que anteriormente se chamava áreas de expressão CURRICULARES.
O facto de as escolas começarem a contar com coadjuvância para a Ed. Física e, nalguns casos, Ed. Musical, também fez com que os professores de 1º ciclo se demitissem dessa função para a qual devem estar preparados: trabalhar as áreas de expressão.
Com esta trapalhada das AEC´s, aliada a uma reforma curricular encapotada, esqueceu-se de vez a educação artística.
Maio 12, 2008 at 6:39 pm
quero ser um professorzeco (7),
O que estou a afirmar é que o tal enriquecimento curricular não é lectivo e logo só quem quer ter os filhos em tempos livres é que o frequenta (a música, o inglês,…). E os alunos não têm faltas nem nada disso.
É mais uma das charadas deste (des)governo.
Em vez de instituirem obrigatoriamente para todos os alunos, a coadjuvância de professores especializados nas áreas da Música, Desporto e Artes plásticas em tempo lectivo, no tempo que os alunos poderiam estar em actividades de brincadeira, de convívio ou até de actividades lúdicas e formativas (o que de facto já existia na quase totalidade das escolas do 1º ciclo rede publica por iniciativa de pais, professores, autarquias), destruiu-se tudo para algo completamente idiota em que os alunos vivem na tirania completa.
Os professores do 1º ciclo, uma vez que lhes foram impostos tempos diários para as diversas áreas, e de início, até estavam expressamente proibidos de trabalhar áreas que não fossem L.Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio, desinvestiram completamente das outras áreas programáticas das expressões.
O 1º ciclo é o exemplo da total charada!!!!!
Maio 12, 2008 at 6:41 pm
com a coadjuvância…
Maio 12, 2008 at 6:54 pm
Ana,
assumir os coadjuvantes seria aumentar a despesa. Antes, ela era suportada pelas autarquias ou AP´s. Em vez de integrarem os profs nos quadros do ME, com um passe de mágica, passam tudo para as Câmaras (salvo honrosas excepções, Juntas freguesia).
Curiosa ando eu para ver como resolvem as coisas no 2º ciclo: vão despedir os profs de Ed. Física, Ed. Visual, Ed. Musical? Passá-los para as autarquias??
Não aceito este estado de coisas: quero as expressões no Horário Curricular que é onde devem estar.
Maio 12, 2008 at 6:56 pm
Quanto às faltas, Ana….
Faltas no ensino básico?? Onde??
Nem no curricular nem no extra curricular…
É uma pândega!
Maio 12, 2008 at 10:59 pm
Algumas escolas mantêm coadjuvação no horário curricular a EF, Música, etc…
A despesa não é assim tão grande.
22000 turmas do 1.º ciclo * 2 Horas coadjuvação = 44000/25= 1760 professores.
No 2.º ciclo, 3.º ciclo e Secundário o que não faltam é professores com horários incompletos, e muitas horas gastas em inutilidades(AP,EA,etc.).
Maio 12, 2008 at 11:02 pm
Até que enfim que leio um artigo relacionado com a Educação Musical!!!Como prof.dessa área e sempre a lutar pela dignificação desta tão import.disciplina,(há 30 anos…)ao fim deste tempo todo,que comentários hei-de fazer??? Resta-me dar os parabéns à colega que escreveu o artigo e quanto às AEC,s muitas verdades tb foram ditas nestes comentários…Quanto ao meu “estado” é de um Desencanto a toda a prova.
Um bj Isabel
Maio 12, 2008 at 11:29 pm
Este é o país em que se garante a todos os estudantes o ensino/aprendizagem da Moral e da Religião e onde se finge que a Música é uma coisa menor. É o Poder, meus senhores, o Poder é que decide o que é importante e o que é secundário. E o Poder já decidiu há muito tempo que a Moral e a Religião é que são importantes…
Maio 18, 2008 at 1:46 pm
[...] até ajudar na motivação e no desenvolvimento de competências para a Matemática como nos diz a colega Isabel Guerreiro no texto que enviou para o blogue de Paulo Guinote. Pena não haver aposta dos responsáveis no ensino da música como parece ter havido no ensino do [...]