… quando a minha habitual fornecedora de jornais e revistas me diz que guardou uma revista para mim, «porque é daquelas que costuma levar e só veio uma» e depois me mostra uma publicação com a caricatura de um meco a urinar, enquanto é filmado por uma câmara de videovigilância .
Passada a primeira surpresa, noto que afinal é apenas o regresso da clássica L’Echo des Savanes que tinha interrompido publicação há uns tempos e agora reapareceu, toda convidativa.
Eu vou querer acreditar que a lembrança – efectivamente boa – se deve ao facto de eu ser um tipo cosmopolita à brava, francófono q.b., e que de quando em vez compra publicações francesas cultas que se fartam, tipo Lire, Magazine Littéraire, Le Nouvel Observateur, etc. Qualquer alternativa é capaz de me deixar com sérias dúvidas sobre a minha imagem pública.

Maio 10, 2008 at 8:02 pm
Já nada é como era dantes. Mudança de tempos e de vontades e de carcanhol…tudo a isso se resume estes dias gloriosos que passamos neste País à beira mar plantado, prestes a ser “invadido” pela Al Quaida, segundo os espanhóis… estamos na rota , mas da idiotice, da estupidez e da ganancia…”ganda país”. Quem me dera um novo D. João II para acabar com esta casta de “Nobres”.
Maio 10, 2008 at 8:07 pm
A fornecedora deve ter reconhecido o penteado!
Maio 10, 2008 at 8:19 pm
É pá, quéquéisso a gozar com a minha calvície crescente?
Logo eu que tenho um modelo exactamente ao contrário do meco?
Bom, mas antes reconhecer o penteado…
Maio 10, 2008 at 10:07 pm
Na sempre entusiasmante tarefa de corrigir testes, é incrível o que se vai aprendendo. Então não é que o adjectivo “forte” é um adjectivo “unissexo”! Só falta dizer que os biformes são “bissexuais”. Tem a sua lógica… Ah! a capacidade inventiva dos nossos alunos!
Maio 10, 2008 at 10:29 pm
Contra tudo o que tenho praticado até hoje – e contra 1001 teorias pedagógicas – comecei a pedir a alguns alunos meus para que, em caso de dúvida, fiquem calados ou não escrevam.
É triste, eu sei, mas isto está a ficar algo catastrófico.
Classificar palavras só mesmo em termos de cruzinha, porque esperar que escrevam «adjectivo no grau superlativo absoluto analítico» é o mesmo que esperar que o engenheiro ou a nossa Milu digam «errei, desculpem».
Maio 10, 2008 at 10:36 pm
Paulo, acho que vou seguir a sua estratégia.
A última: o vocábulo “se” é uma oração. Não aguento!
Maio 11, 2008 at 12:10 pm
O Ciclope – Polifemo – de “Ulisses” de Maria Alberta Menéres na cabecinha de um inspirado chama-se Alfredo!!! muito mais condizente com a actualidade, confesso (- da classificação morfológica nem falo: alguns conseguiram apagar tudo da memória…) Façam-me a delicadeza de acreditar que eu li o dito episódio na aula, no meio de grande teatro e expressividade, que escrevi o nome do dito no quadro, que respondemos ao Guião de leitura e o corrigimos…