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Bom e lúcido texto de Henrique Raposo no Expresso. Em matéria de Educação, boa parte da direita política pensa de forma mais clara que boa parte da esquerda, enredada nos seus preconceitos anti-preconceitos.
No fundo, MLR apenas tenta conjugar um discurso pseudo-liberal em matéria de gestão escolar e dos recursos humanos para efeitos de contar os tostões, enquanto valida o pior do eduquês esquerdizante mólticólturále da Sociologia do Coitadinho.
O resultado é um enorme desconchavo e, obviamente, tiradas de um humor involuntário que são tanto mais divertidas quanto são ditas com ar sério. Porque não há melhor humorista do que o humorista que nem percebe que é humor o humor que realmente faz.

Maio 10, 2008 at 12:18 pm
na mouche!
está na hora dessa senhora pedir desculpas públicas ao colega( de Guimarães?) que no Prós e Contras de há uns meses atrás disse que um inspector tinha dito…mas não pôde prová-lo!
(e todos nós que ouvimos e calamos!)
Maio 10, 2008 at 12:20 pm
a press anda um pouco a dormir na forma… bem… até ver…
bastava investigarem bem o passado da senhora ministra. Omitir que exerceu no área que agora tutela é, no mínimo, pouco honesto…
Maio 10, 2008 at 12:22 pm
Os cidadãos portugueses andam a dormir, mas esses sempre andaram… Foi preciso virem os militares para terem democracia…
porque se n andassem a dormir, esta: http://criticademusica.blogspot.com , da “obra o regime”, mandava o governo todo abaixo. Fizessem isto na Argentina onde os cidadãos num mês mandaram abaixo 4 ou 6 PR’s…
Maio 10, 2008 at 12:23 pm
Concordo com o 2. Alvaro
Será que não há um jornal capaz de revelar o obscuro passado da senhora ministra como professora e como anarquista. Por alguma razão ela apaga esse período na sua biografia oficial.
O que esconde ela?
Maio 10, 2008 at 12:24 pm
É a vida, como dizia o Guterres…
uma vida estúpida que os cidadãos não mudam porque são, no fundo no fundo, uns cobardes que só sabem denunciar por sistemas pidescos que a ministra aproveita para instalar, e porque só berram e insultam, mas quando se trata de agir a sério ficam em casa a ver futebol. Não prestam.
Maio 10, 2008 at 12:24 pm
o que esconde?!
Esconde o essencial!
Or essa…
Maio 10, 2008 at 12:25 pm
O essencial, neste caso, é que foi professora no ensino básico que agora tutela!
Maio 10, 2008 at 12:26 pm
E que se ia queixar ao professor Raúl Itúrra, nas aulas da noite que frequentava npo ISCTE, dos trabalhos burocráticos, e pouco úteis, que o ME lhe impunha.
Maio 10, 2008 at 12:27 pm
4 – Professor indignado
vai haver… vai haver.
mais lá para diante.
Maio 10, 2008 at 12:28 pm
o avatar do Professor Indignado é fixe.
Agora o meu…
A culpa desta vez não é da ministra mas do Guinote…
Maio 10, 2008 at 12:37 pm
Eu também ando a dormir… mas eu trabalho, como todos nós, e estou muito ocupado, como todos nós.
Só hoje reparei no blog do Marcelo e nesta escandaleira das novas auto-estradas e da obra do regime. Já tinha lido sobre isso um artigo do MST, no Expresso da semana passada, que tinha guardado para mais tarde commentar no meu blog…
http://criticademusica.blogspot.com
face a tanta arbitrariedade quase me sentiria tentado a pedir aos senhores generais para terem a gentileza de fazerem qq coisa, pois nós pagamos os seus belos ordenados, e eles não se podem esquecer disso senão ainda se faz uma petição para se acabar com o exército, como na Noruega que é um dos países mais civilizados e avançados à face da terra (e que n quer, nem em pesadelos, entrar para a UE…). Mas não! De todo não. Ainda não chegamos (completamente) à Madeira e estou convencido que isto vai dar a volta por cima… Com as eleições…
Maio 10, 2008 at 2:23 pm
Os meninos que se esforçam e os que se “estão nas tintas” na escola são todos iguais, mas quando chegam ao mercado de trabalho é que são elas!
É assim que MLR quer preparar os cidadãos?
Ou devemos preparar a pedagogia de licenciaturas por fax?
Pensando bem algumas até resultam!
Maio 10, 2008 at 2:24 pm
O monstrinho que me saiu na rifa é muito engraçado. Gosto!
Maio 10, 2008 at 2:39 pm
Não é só MLR que não se dá conta do seu infeliz sentido de humor. Grande parte do país também não, e esse é o nosso drama!
Aliás, mais do que sentido de humor (humor negro, note-se; de má qualidade, repetitivo e pouco inteligente), MLR tem sobretudo o dom do ridículo e do absurdo, mas, para infelicidade de todos, em vez de actuar em recinto apropriado, enganou-se no cenário e foi parar à 5 de Outubro. Ou será que acertou? Pensando bem, o ME sempre foi um palco muito especial…
Maio 10, 2008 at 3:21 pm
Eu não concordo nada com o texto do Raposo.
Um aluno se não sabe fazer contas de dividir claro que a culpa é da escola, estamos a falar de aritmética básica!!!
Alguém se recorda do que disse Isabel Fevereiro no Prós e Contras?
Disse que o chumbos não resolviam nada.
Em minha opinião só agravam, já os repetentes baixam o nível médio das turmas que os recebem.
Se a Sra Ministra quer menos insucesso têm que:
1.acabar com a unidade do 3.º ciclo do ensino, criando desde o 7.º ano vias profissionalizantes, artísticas, tecnológicas…
2.Reduzir o n.º de disciplinas do 3.º ciclo.
3.Criar turmas de nível.
4.Atribuir uma parte do crédito horário das escolas a Apoios Educativos, com responsabilização dos professores responsáveis por estes.
Maio 10, 2008 at 3:55 pm
DA, turmas de nível custa muito dinheiro e o ME nunca permitirá tal “luxo”
A minha escola teve turmas de níveis em 1993-94, numa experiência piloto autorizada, o sucesso escolar aumentou de forma significativa, mas como os custos foram elevados, a DREN proibiu a repetição da experiência!
Maio 10, 2008 at 3:56 pm
em 16
“custam” em vez de “custa”
e “nível” e vez de “níveis”
Maio 10, 2008 at 4:40 pm
Mas hoje há muitas horas docentes nas escolas gastas em inutilidades(ACND, excesso de disciplinas) que podiam ser reaproveitadas.
Não sei se hoje sairia assim tão caro.
Maio 10, 2008 at 5:36 pm
O chumbo não resolve nada e, em determinados casos, só piora a situação. Agora temos de saber por que razão aconteceu o chumbo. Se foi devido apenas a falta de trabalho e de empenho, um castigo até pode servir para abrir os olhos e reconhecer que sem trabalho nada se faz. Claro que tudo isto não cai do céu e o apoio da família, a valorização,ou não, que a mesma atribui à escola são determinantes.Agora se estamos a falar de dificuldades em determinadas áreas, porque todos somos diferentes, então criem-se percursos diferenciados, sérios, dado que nem todos querem prosseguir estudos.Tenha-se coragem de criar turmas de nível, de forma séria e não descurando as aprendizagens da escrita, da leitura e do cálculo.
Maio 10, 2008 at 6:26 pm
Não concordo radicalmente com este artigo e com a leitura que o Paulo faz deste artigo (Deve ter sido uma leitura apresada ou (bem pior) com um grande preconceito contra as ideias de esquerda)
Mas o Paulo não concorda que Todos os meninos são iguais??? Iguais em Oportunidades e em Direitos?? opinião que eu não acho que seja de esquerda mas sim de se ser (ou não ser) Humanista.
Não sei bem o que o Paulo entende por “Eduquês” e se inclui a falta de rigor e o facilitismo na sua caracterização. Isso nunca fez parte do ideario de esquerda. Não é isso que todos os professores que eu conheço militantes de esquerda praticam e defendem, e são esses os que com maior empenhamento têm defendido a escola pública. E foram esses que eu vi a encher as ruas da baixa em defesa dos Direitos dos Professores. Lembro o Prof. Bento Jesus Caraça e muitos outros pedagogos de esquerda que não defendem nada disso.
Quando este senhor critica os “direitos adquiridos” isto é igual a dizer que os trabalhadores não têm direitos nenhuns (Todos os direitos são adquiridos, não há direitos divinos que venham de Deus ou na biblia, foram conquistados com muitos sacrificios). O Paulo concorda , como o senhor que escreve este artigo, que só os “bons” trabalhadores (Avaliados sabesse lá como) é que têm direitos ou que tenham mais e melhores direitos que os “Outros”? Os outros que se arranjem?? É essa a filosofia de vida que quer para o nosso país?
Maio 10, 2008 at 6:32 pm
Agradeço que me pinte de outra cor. Sou alérgica ao rosa!
Maio 10, 2008 at 6:51 pm
Caro Luis, eu sou prof de um curso FEN = novas oportunidades. Há quem mereça lá andar e passar, a maioria não: para passar basta lá ir de vez em quando. Eles já perceberam. Depressa. Não há qualquer tipo de avaliação. Passa tudo. Passe bem!
Maio 10, 2008 at 6:57 pm
O Paulo acha (como defende a direita , o CDS) , que devem voltar a haver exames no 4º Ano e no 6º Ano, com chumbos de alunos de 9, 10, 12 anos nesses exames? Como existiam antes do 25 Abril? Se calhar o Paulo concorda com a ideia da direita (pessoas do PSD)de existir uma liberdade de ensino nas escolas, corriculos e programas defenidos pelas escolas e pelos país dos alunos? As Escolas os Directores e os País é que escolhem os seus próprios Professores , e acabem lá com concursos nacionais para entrar na carreira? è neste tipo de sistema que o Paulo acredita?
É este tipo de modelos que defende a direita para a Escola Pública. E este artigo é todo escrito nessa perspectiva.
Maio 10, 2008 at 7:25 pm
Caro António, Se o sistema está errado, se os cursos estão a funcionar de uma forma apenas cosmética e para se apresentarem resultados para inglês ver, isso não é da sua responsabilidade, mas não é boa atitude andar a pactuar com isso, e ficar resignado e deixar andar.
Agora o que eu acho, é que lhe cabe a si corrigir essa ideia nos seus alunos, que basta estar lá a passar o tempo, acho que lhe cabe a si fazer com que os seus alunos entendam que o importante para eles é tempo que estão consigo, e que se aproveitarem o tempo que gasta com eles, isso é que são as oportunidades de eles crescerem e de serem mais competentes.
Não é por o sistema estar errado que um professor vai deixar andar adolescentes e adultos a arrastarem-se sem lhes tentar incutir saber e esperança, e abrir-lhes os olhos, incentivar o sentido de responsabilidade.
Para os seus alunos poderem ter realmente mais oportunidades.
É isto que eu acho, mas não quero estar a dar sentenças a ninguém, cada um faz o que melhor entende , e de certeza que não tenho tantos conhecimentos da realidade das escolas como um professor.
Maio 10, 2008 at 8:07 pm
O texto do Henrique Raposo revela uma confrangedora ignorância da parte do jornalista. Então nos países em que não existe a nossa “hecatombe escolar” e têm uma progressão(quase) automática campeia uma “sociologia do coitadinho”? Não, que eu saiba! Têm esses países maus resultados escolares, designadamente em testes internacionais realizados pelos seus alunos? Pelo contrário! Então…
Maio 10, 2008 at 8:19 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/05/10/ficha-de-avaliacao-do-coordenador-de-departamento/
Maio 10, 2008 at 11:53 pm
Paulo: desta vez não posso mesmo estar de acordo,
1. o texto jornalístico é péssimo;
2. o seu comentário algo superficial e pouco cuidado, partindo de preconceitos que carecem de ser confirmados;
3. concordo com comentários 20. , 23. e 24.
Não se pode estar sempre de acordo,né?
E logo eu que adoro boas polémicas…
Maio 11, 2008 at 2:04 am
Não seria mau relembrar que só há avaliação externa a Matemática e LPO, no final do 9º ano. E que isso coloca debaixo de fogo só os profs das ditas disciplinas. E que muitos deles estão a rebentar pelas costuras. Já ouvi dizerem que gostariam de ver os alunos a fazerem exames a todas as disciplinas para se rirem da situação que se iria revelar em História, Inglês, Físico, Ciências… E não demora nada. Toda a acção da Direita política (PS inclído) tem como fim último, à semelhança do que acontece com as empresas públicas, “limpar” o sistema de ensino de aspectos pouco atraentes para o entregar eficaz, rentável e livre do vículo laboral à iniciativa privada, mais concretamente à Igreja, que está apostada em deitar a mão a esta importante fatia de lucro garantido que é o sector da Educação. E falta muito pouco.
Maio 11, 2008 at 2:44 am
futebol para a malta!
Maio 11, 2008 at 11:28 am
Parece que José Sócrates e o ME têm a tendência para copiarem o que de pior é feito nos outros países. Em vez de seguirem o exemplo da Finlândia onde a avaliação dos professores é de natureza informal e onde a avaliação dos alunos se baseia, sobretudo, em portefólios e na avaliação contínua, optarem por imitar a Grâ Bretanha, no que diz respeito à obsessão pelos exames, e o Chile, no que se refere à avaliação dos professores. Os exames não são uma panaceia. É necessário que haja um equilíbrio entre, por um lado, uma avaliação baseada em portefólios e em trabalhos de alunos e, por outro, uma avaliação feita pelo exame. Há competências de aprendizagem que não podem ser avaliadas pelo exame.
Em Portugal, a obsessão pelos exames é partilhada pelo Governo e pelo CDS. Quando CDS vem a público defender mais exames, não percebe que uma grande parte do que se aprende na escola não pode ser avaliado por testes escritos. Tanto o Governo como o CDS fariam melhor se defendessem uma diminuição dos alunos por turma, formação contínua para professores, programas menos extensos, menos áreas curriculares e cargas horárias semanais mais reduzidas. Tanto o Governo como o CDS fariam melhor se defendessem mais estabilidade para o sistema, menos regulamentação, menos burocracia e menos controlo das escolas por parte das DREs e do ME
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/05/11/professores-britanicos-criticam-obsessao/