Desempenho das escolas vai beneficiar professores
Quotas de Excelente e Muito Bom irão variar entre estabelecimentos
O resultado da avaliação externa das escolas, que o Ministério da Educação está a conduzir, vai ter consequências na carreira dos professores que ali leccionam. Isto porque, segundo anunciou ontem o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, os estabelecimentos que registem melhores desempenhos serão discriminados positivamente na percentagem de classificações de “Excelente” e “Muito Bom” que poderão dar aos seus docentes, sendo que estas notas permitem progredir mais rapidamente na carreira.
A revelação de Jorge Pedreira surgiu no final da primeira reunião da comissão paritária de acompanhamento do processo de avaliação, que inclui o Ministério e representantes de doze estruturas sindicais. O secretário de Estado explicou que as quotas para atribuição das melhores notas serão “muito aproximadas” das que se aplicam na generalidade da administração pública. Ou seja: os valores deverão situar-se nos 5% para as classificações máximas e 20% para as imediatamente inferiores. O governante admitiu, no entanto, que “haverá também, neste caso, majorações para as escolas que tenham melhor avaliação externa”.
Se é verdade que eu consigo achar uma pequena lógica neste tipo de raciocínio, que será a de compensar de forma mais ampla quem consegue obter melhores resultados, não é menos verdade que existe um conjunto de perversidades associado a este tipo de solução.
Isolemos rapidamente apenas alguns dos efeitos indesejáveis deste modelo:
- O poder da IGE para condicionar o funcionamento das Escolas aumenta desmesuradamente pois, em última instância, é da sua avaliação que dependerão ao quotas para a classificação dos docentes. Claro que este tipo de mecanismo, não previsto na legislação em vigor, é perfeitamente contestável juridicamente, mas já sabemos que isso nunca impediu que o ME despachasse como bem entende e depois logo se vê se alguém se queixa e se os Tribunais lhes dão razão. Fazer depender as quotas de classificação dos docentes – já sendo esse um mecanismo injusto – da avaliação da IGE é compensar ou castigar os docentes de acordo com algo que lhes escapa por completo. Um docente pode ser excelente no seu trabalho individual, ou mesmo um grupo de docentes, mas globalmente a escola funcionar mal.
- Para além disso este tipo de lógica não se afasta muito de uma situação de pressão mal encoberta sobre as escolas para que funcionem á imagem daquilo que a IGE e o ME pretendam, cortando margens de autonomia e liberdade e conduzindo todos para o mesmo rebanho de conformismo á força para com as ordens dos pastores. Ou seja, as Escolas poderão passar – em especial com o modelo de Direcção Executiva – a funcionar apenas para o «retrato» que a IGE lhes vai tirar. Este tipo de lógica teve resultados funestos, por exemplo, na Inglaterra.
- Por fim, constata-se que, cada vez mais, os docentes serão classificados com base em critérios que não dependem em nada da qualidade do seu desempenho profissional. As classificações dependem dos resultados dos alunos, da avaliação externa das escolas, de observações de aulas baseadas apenas em questões formais, estando praticamente ou mesmo totalmente ausente qualquer preocupação com a qualidade científica dos conhecimentos transmitidos. O que significa que cada vez mais a tendência será para um simulacro de rigor, para a ficção da qualidade, para uma pura e simples representação administrativa e estatística do sucesso.
Maio 10, 2008 at 2:30 pm
E o pior é que a ficção da qualidade vai ter um preço muito alto. E quem o vai pagar mais caro serão os nossos filhos!
Maio 10, 2008 at 3:04 pm
A política deste ME vai mesmo re-orientar o trabalho das escolas, estas vão passar a trabalhar para avaliações externas e estatísticas
Maio 10, 2008 at 3:08 pm
Paulo,
“Claro que este tipo de mecanismo, não previsto na legislação em vigor, é perfeitamente contestável juridicamente”
Tanto no ECD como no Decreto da Avaliação está previsto as quotas de muito bom dependerem da avaliação externa.
“este tipo de lógica não se afasta muito de uma situação de pressão mal encoberta sobre as escolas para que funcionem á imagem daquilo que a IGE e o ME pretendam”
Quem ler os relatórios de avaliação externa(a minha escola foi avaliada o ano passado) vê escolas com funcionamentos muito diferentes com boas/más classificações.
Era pior se as quotas se baseassem nos rankings das escolas.
Prefiro uma avaliação externa das escolas por uma autoridade independente.
Maio 10, 2008 at 3:20 pm
Pois!
o “sr” já tinha dito isto nas “reuniões em família” que fez por esse país fora, e que eu registei desta forma no meu “relato”:
- que as quotas, como diz o decreto, irão ser atribuídas em função das avaliações externas das escolas já que, como é lógico e de acordo com todos os estudos (!), se uma escola tem melhores resultados, é porque com toda a certeza tem melhores professores (não põe sequer a hipótese de os alunos terem a ver com o assunto!!!) e portanto precisa de quotas mais dilatadas para poderem abranger toda essa excelência; http://professorsemquadro.blogspot.com/2008/04/foi-vez-das-lisboas-oriental-e.html
Continua a ser doloroso perceber que esta gentinha, que nos desgoverna, não percebe nadinha do que se passa no país, nem sabe o mínimo que seja de educação e escolas.
Infelizmente, para estes inquilinos do ME, a escola não passa de uma linha de montagem em que os operários são produtivos, ou não, conforme o número de peças que conseguem montar.
)
Para o “sr” a lógica é a de que se a escola tem melhores resultados, os professores são melhores!
Pergunto ao “sr” como é que, eu e outros colegas que viemos da “escola de cima” para a “escola de baixo”, éramos excelentes professores na primeira (já que se a excelência se mede, apenas, pelos resultados conseguidos, os resultados lá eram óptimos) e agora somos todos péssimos professores (uma vez que, aqui em baixo, as taxas de insucesso são altíssimas em todas as disciplinas)? Perdemos qualidades “no descer da rua”?
Pergunto ao “sr” se não posso devolver (para troca) a matéria-prima que não vier em condições? – é isso que acontece nas linhas de montagem! (não levem este desabafo a sério, mas é mesmo o que dá vontade de perguntar…
E lá continuam a achar que as excelências se medem em percentagens per capita!
Ah! Pois é! Não se pode ter 3 pessoas excelentes num mesmo serviço, se esse serviço tiver menos de x número de pessoas! (No SIADAP, só pode haver 1 Exc e 4 MB por cada 20 pessoas – se não houver 20 pessoas não há Exc, nem MB!)
A dedução lógica desta proporção, aplicada à Função Pública, é que no 13º e no 12º do 107, da 5 de Outubro, não há lugar nem à Excelência, nem ao MB. É um facto que já sabíamos pela análise da actuação dos seus inquilinos, mas que nos é corroborado pela informação de que só se pode ser Exc quando existe um nº de pessoas igual a 20, ou quando o organismo, na sua globalidade, tem bons resultados, o que não é verdade, para esses srs, nem num caso nem noutro.
Maio 10, 2008 at 3:22 pm
Imaginem que até as escolas da reboleira ou do bairro do cerco vão revelar-se como nichos de génios que Berkeley ou mesmo do MIT ..essas instituições irão lá buascar os futuros sobredotados ….
Maio 10, 2008 at 3:29 pm
Maria Lisboa,
A Escola da Vialonga com resultados académicos fracos nos exames, teve Muito Bom em todos os parâmetros da avaliação externa.
Agora não consigo aceder ao relatório pois o site da IGE não está acessível.
Maio 10, 2008 at 3:38 pm
Caríssimo Guinote
Como por estas caixas de comentários grassa uma enorme polémica e descontentamento em relação aos “avatares” que andas a distribuir, aqui deixo o meu comentário só para ver que “avatar” me vais atribuir. Fico numa imensa expectativa, a afiar as “naifas” e com o coração a bater descompassadamente…
Maio 10, 2008 at 3:39 pm
1 -Mau director implica nenhuma ou poucas vagas para professor titular.
2 -Um professor pode trabalhar que nem um doido, mas se a liderança da escola não tem competência, de pouco ou nada lhe vale o esforço para progredir na carreira!
3-Podemos ter um mau director e pouco podemos fazer para o demitir, porque os docentes e funcionários não docentes estão em minoria no conselho geral.
Esquizofrenia total!
Quando a ASAE tem de a obrigação de fazer 410 detenções, 1640 processos-crime e 12 mil contra-ordenações para os referidos inspectores progredir na carreira, estamos feitos!
Qualquer dia um inspector da ASAE “cuspirá” para o pastel de bacalhau a fim de arranjar uma contra-ordenação!
Será que os inspectores da IGE terão que ter um número mínimo de processos disciplinares para progredir na carreira?
DESTE GOVERNO JÁ NADA ME ESPANTA!
O que me espanta é a total passividade dos portugueses perante toda esta “ignorância” que chegou ao poder em 2005.
Maio 10, 2008 at 3:40 pm
Olha! Afinal parece que o avatar é atribuído automaticamente. Que decepção! Mas os oculinhos até são giros (não sei é se me dão um ar “cool” ou um ar de cegueta…)
Maio 10, 2008 at 3:44 pm
Em 8 em vez de “referidos inspectores progredir na carreira” deve ler-se “referidos inspectores progredirem na carreira”
Maio 10, 2008 at 3:46 pm
“Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa”
http://uk.youtube.com/watch?v=9YJaaVAQ5lE&feature=related
Maio 10, 2008 at 3:56 pm
A partir de agora, antes de se concorrer a uma escola vai passar a necessário consultar os relatórios de avaliação externa.
Fogo, que este trio é muito bom!!!
Maio 10, 2008 at 3:57 pm
Quando é que são as eleições?
Maio 10, 2008 at 3:57 pm
O meu “monstro” está realmente, de acordo com o meu estado de espírito.
Eles que não me apareçam à frente!!!
Maio 10, 2008 at 4:05 pm
Estimado(a) Professor(a),
Cumpre-nos informá-lo que a sede da Texto Editores se localiza, desde dia 28 de Abril, em Alfragide, em edifício totalmente renovado onde funcionam os serviços centrais da holding Leya, juntamente com os das diversas editoras que a integram.
Com a mudança de instalações, foi encerrada a Livraria do Professor situada no Cacém. Em alternativa, sugerimos a livraria de Lisboa, na Rua Joaquim Paço de Arcos, 13, em Benfica, junto ao C.C. Fonte Nova. Nela encontrará todas as publicações escolares, edições gerais, dicionários e gramáticas da Texto Editores. Em todas elas, beneficie de descontos entre 10 e 50%.
A equipa da Texto Editores encontra-se inteiramente ao seu dispor através das Linhas de Apoio ao Professor:
Telf.: 707 231 231
E-mail: escolar@textoeditores.com
João Neves
Serviço de Apoio ao Cliente
Rua Cidade de Córdova, n.º2
2610-038 Alfragide – Portugal
Tel.: 707 252 252 / Fax: 707 289 289
servicocliente@leya.com
http://www.leya.com
A Leya é a empresa holding que integra as editoras Asa, Caminho, Dom Quixote, Gailivro, Ndjira (Moçambique), Nova Gaia, Nzila (Angola) e Texto.
Maio 10, 2008 at 4:06 pm
Os fumcionários das Conservatórias de Registo Predial têm como um objectivos no seu plano de trabalho, digitalizar 25 documentos antigos(registos prediais, registos de Sociedades Comerciais, etc,). Como o sistema informático é lento, para atingiram os objectivos têm que trabalhar em média 10 horas por dia para atingirem es tes objectivos.
Estamos perante escravidão!
ONDE ESTÃO OS SINDICATOS?
Maio 10, 2008 at 4:07 pm
Agora é a FNE e outros a dizer que perderam visibilidade com entrada na PS. Mas afinal o que interessa é aparecer ou servir os professores. Depois também não me venham que assinaram à força… Se os zum zuns que por ai andam forem verdade (texto com o titulo) “Roma não paga a traidores”. Vai depender da CGTP ter ou não a hegemonia dos sindicatos dos professores, (coisa em que o Governo pode ajudar ou não) e em função disso está na gaveta um projecto lei para diminuir a carga horaria dos delegados e dirigentes sindicais, mas que ficará na gaveta caso as coisas não corram como o ME(governo) quer.
Será isto verdade?
Maio 10, 2008 at 4:13 pm
Hoje definitivamente não é o meu dia!
Em 16 deve ler-se:
Os funcionários das Conservatórias de Registo Predial têm como um dos objectivos do seu plano de trabalho, digitalizar 25 documentos antigos(registos prediais, registos de Sociedades Comerciais, etc,). Como o sistema informático é lento, para se atingir os objectivos, estes funcionários têm de trabalhar em média 10 horas por dia.
Estamos perante escravidão!
ONDE ESTÃO OS SINDICATOS? ONDE ESTÁ O HUMANISMO SOCIALISTA?
Maio 10, 2008 at 4:24 pm
A frente dos sindicatos deveriam estar pessoas pagas pelos professores e n~ao pelo ministério.
Maio 10, 2008 at 4:37 pm
O humanismo socialista foi-se…já não existe só tecnocracia.
Maio 10, 2008 at 4:38 pm
O governo pretende reduzir as receitas da Segurança Social em 150 milhões de euros por ano
No período Janeiro/Março de 2008, de acordo com o Boletim Informativo da DGO do Ministério das Finanças, que está disponível no site http://www.dgo.pt, a Segurança Social obteve um excedente de 919,6 milhões de euros, que é superior em 95% ao registado em idêntico período de 2007, que foi de 472,3 milhões de euros e, em 2007, o excedente já tinha sido superior em 60% ao de 2006.. Este aumento significativo do excedente da Segurança Social em 2008 prova, mais uma vez, que eram falsas as previsões do governo de que a Segurança Social estava muito próxima da falência, assim como a falta de consistência técnica daqueles que falam num “défice de 105 milhões de euros”. Mas foi com base em previsões falsas que, depois, o governo justificou a introdução de medidas que estão a determinar uma redução das pensões, nomeadamente nas mais baixas. Agora o governo pretende entregar uma parte importante do excedente – que está também a ser obtido através da redução, quer dos valores das pensões (nas mais baixas, a diminuição chega a atingir –18%), quer do apoio aos desempregados (a despesa com o pagamento do subsídio de desemprego no 1º trimestre de 2008 foi inferior à registada no 1º trimestre de 2007 em –17,5%) – às entidades patronais, com o falso pretexto de que isso é necessário para promover a competitividade e o emprego.
http://infoalternativa.org/autores/eugrosa/eugrosa169.htm
Maio 10, 2008 at 4:44 pm
É como uma cenoura colocada a frente do burro, ou a minhoca no anzol a ver se pesca mais qualquer coisa.
Penso que são experts, devem ir treinar uma equipa de futebol… será que dava resultado, ou os profissionais de futebol fariam os trapinhos para serem demitidos? E nós? Ficamos a ver passar navios? Não fazemos nada. falamos para o nosso umbigo?
Raios…que classe….que profissionais.
Maio 10, 2008 at 4:45 pm
Este é para a Lurdinhas:
Maio 10, 2008 at 4:50 pm
Cada vez mais estou convencido que nunca mais vou subir na carreira. Tudo parece depender de factores que me escapam… que não dependem de mim, directamente…
E quanto mais novidades leio sobre isto ou qualquer outra coisa ligada à educação… mais deprimido vou ficando. E quanto mais deprimido… menos “excelente”… e…
… acho que vou acabar assim…
Maio 10, 2008 at 4:59 pm
Será que se os portugueses começarem a forn..como loucos sem preservativo levam excelente?
Maio 10, 2008 at 5:03 pm
O uso das palavras obscenas é adequado a este tema
Desmedido eu que vivo com medida
Amigos, deixai-me que vos explique
Com grosseiras palavras vos fustigue
Como se aos milhares fossem nesta vida!
Há palavras que a fo..er dão euforia:
Para o fodi..or, fo..a é palavra louca
E se a palavra traz sempre na boca
Qualquer colchão furado o alivia.
O puro fod..ão é de enforcar!
Se ela o der até se esvaziar: bem.
Maré não lava o que a arvore retém!
Só não façam lavagem ao juizo!
Do homem a arte é: fo..er e pensar.
(Mas o luxo do homem é: o riso).
Maio 10, 2008 at 5:16 pm
“Excelente” e “Muito Bom” que poderão dar aos seus docentes, sendo que estas notas permitem progredir mais rapidamente na carreira.”
Isto que o Sr Jorge Pedreira diz é uma FALACIA.
As classificaçoes acima referidas não determinam progressao mais rapida na carreira!!!!
Esta gente mente descaradamente, aproveitando a ignorancia dos Srs Jornalistas.
O art 48 do ECD determina apenas como efeito de dois Excelentes ou Muito Bons redução do numero de anos para poder concorrer a Prof. Titular.
Quem já é prof titular nao verá consequencia nenhuma na sua carreira.
Quem não é, das duas uma ou está já á porta do concurso e a avaliação não terá qq consequencia tambem, ou nao estando, apenas poderá concorrer mais cedo!!! E as vagas ?? onde que estão elas?
Na pratica este artigo é totalmente inconsequente.
Maio 10, 2008 at 5:48 pm
“OPA sobre
Fernando Pessoa
Um ministro deste governo
acaba de afirmar: «É possível
que o Pessoa, enquanto
produto de exportação, valha
mais do que a PT. Tem um valor
económico único». Se a
afirmação fosse do ministro da
Economia durante uma sessão
de apresentação de um projecto
de dinamização das
exportações, ainda se poderia
esperar que o ministro da
Cultura se insurgisse (nem que
fosse só lá entre eles). Acontece
que esta afirmação foi feita pelo
próprio ministro da Cultura,
durante uma sessão de
apresentação de um projecto de
dinamização cultural.
Parafraseando a poetisa Sophia
de Mello Breyner “Transformam
os poetas em moeda, como se
fez com o trigo e com a terra”.”
http://www.jornalmudardevida.net/uploads/pdfs/mv7.pdf
Maio 10, 2008 at 6:14 pm
Eu tenho que ler isto mais devagar que até tropecei nas palavras deste senhor… e custou-me um bocadinho a equilibrar, que me cheira a esturro…
Maio 10, 2008 at 6:25 pm
A mim espanta-me – já nem devia – a velocidade a que se movimentam estas mentes para imaginarem estas e outras questões umas atrás das outras sem parar … e acreditarem nelas.
Maio 10, 2008 at 6:56 pm
deixaram os “tipos” escaparem do túmulo. Agora somos assaltados pelos fantasmas que nos governam. Todos os dias há noticias deles, e mais novidades.
Não resolvem nada, a não ser espalhar a confusão e a divisão. Dividir para reinar ´é o lema.
parabéns a PS, que transformou o mias obvio no mais complicado, que aceitou o não aceitável por aceitável, que amordaçou os que protestaram.
parabéns a todos os que ficaram calados e continuam calados.
Vivemos tempos difíceis e não podemos deixar para o inicio do ano lectivo a luta.
Não podemos estar ao sabor de nada, a luta é nossa, só nossa.
Por isso é urgente reiniciar a luta antes que estejamos presos no meio da teia da aranha.
Lutar é preciso!
Maio 10, 2008 at 7:12 pm
O que interessa mesmo a este governo é proteger as grandes fortunas do fisco e pagar o défice à custa dos ordenados dos professores:
Dúvidas?
http://www.scribd.com/doc/2932997/Publico-PCP-suspeita-que-criacao-de-um-fundo-trust-tenha-sido-pedida-a-sociedade-de-advogados
Maio 10, 2008 at 7:13 pm
Essa quota de 5% de excelentes é curiosa. Pelo que se tem dito, as quotas são distribuídas em 2 bolos, um para os professores e outro também para os professores mas titulares. Ora num agrupamento pequeno, onde haja, por exemplo, 10 titulares, só 5% deles pode ter excelente. OU SEJA: apenas MEIO titular pode ter excelente. Certo?
Maio 10, 2008 at 7:28 pm
O problema desta norma está no desvio-padrão.
É possível que para uma média igual tenhamos duas escolas em que o número real de professores excelentes e muito bons seja totalmente diferente. Ora se as quotas forem iguais para as duas poderá dar-se o caso de numa professores “apenas” muito bons acederem à excelência enquanto noutra professores excelentes se verem impedidos de aceder a esse grau oficial pela limitação da quota. Tendo as duas escolas desempenho igual em média, friso.
Maio 10, 2008 at 7:29 pm
………………………………
Não podem crer os génios lusitanos
que as modas, como as vidas, são pequenas;
que já murchou esse estro dos romanos
e influem sobre nós outras Camenas;
que o tempo tragador, volvendo os anos,
fez cair Roma, fez cair Atenas;
que jaz no pó a Ilíada envolvida
e que alça a frente a “Fénis Renascida”
…………………………………
Nicolau Tolentino de Almeida
Maio 10, 2008 at 7:51 pm
João:
Essa situação que refere, é outra falacia deste “paradigma” que está a ser montado. Quando vamos ao concreto dá em situações ridiculas ou inaplicaveis.
Maio 10, 2008 at 10:07 pm
Vivem-se tempos em que se dá muita importância ao quantitativo e pouca ao qualitativo!
Vivem-se tempos em que se dá muita importância ao dinheiro e pouca aos valores!
Vivem-se tempos em que se dá muita importância ao ter e pouca ao ser!
Vivem-se tempos à imagem de um senhor que todos conhecemos!
Maio 10, 2008 at 11:01 pm
Poderá acontecer que as escolas e os professores se tornem numa espécie de treinadores cujo objectivo principal é o de melhorar os resultados globais da avaliação externa. Ora, como se vê na Inglaterra a melhoria dos resultados das provas de aferição não significa, necessariamente, uma melhoria da qualidade do ensino. Mas isso não interessa porque os burocratas poderão fazer os seus rankings… para já fala-se das quotas dos professores mas, adiante se falará da distribuição de mais verbas pelas “melhores” escolas… ou seja, as Reboleiras, as Arrentelas irão perpetuar-se como “escolas de ninguém” porque os professores não quererão estagnar numa situação de pré-titulares eternos e a escola não terá os meios para promover o sucesso…
Maio 11, 2008 at 12:17 am
Comentário 27. na MOUCHE!!!!!
Disse TUDO.Ponto
Maio 11, 2008 at 12:55 am
A lógica é simples, o sim e o não. Bela tentativa de mudar de awatar com saudações ao Paulo.