Ministra da Educação adverte para “passivo enorme” e diz que é necessário “uma cruzada” pela Matemática

A menos de um mês de mais uma leva de exames do 9.º ano, a terceira, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, alertou ontem para o “passivo enorme” que subsiste na Matemática. Um problema gigante: são cerca de “100 mil os alunos” que estão agora no último ano do terceiro ciclo e a maioria deles tem atrás de si “um percurso inteiro de insucesso na Matemática”, frisou a governante no encerramento da conferência internacional sobre o ensino daquela disciplina, que durante dois dias esteve reunida no Centro Cultural de Belém.
Outra dimensão deste passivo também expressa pela ministra: em cada turma, cerca de 70 por cento dos alunos terão dificuldades de aprendizagem em Matemática. Apesar dos esforços que têm vindo a ser empreendidos para melhorar a aprendizagem, nomeadamente através do chamados Planos de Acção para a Matemática, lançados há dois anos, este “passivo”, evocado por Maria de Lurdes Rodrigues, constitui também um aviso indirecto: não se esperem melhorias substanciais na próxima ronda de exames. (Público, sem link)

Qualquer semelhança disto com uma pressão sobre os docentes de Matemática é mera coincidência e, por certo, uma ideia peregrina de mentes radicais.

E depois a metáfora da «cruzada» tem o seu quê de fanatismo religioso que deixa um pouco a desejar.