As medidas do Conde da Ericeira para desenvolver da economia era:
Concilio dos manufactores;
Contracto a tecnicos e empresários estrangeiros.
Activação da lei optima que proibia o uso de produtos estrangeiros.
Obviamente a culpa é do docente que não soube transmitir os conhecimentos correctos e estimular as aprendizagens excelentes que estavam contidas nos alunos.
O problema é que com o novo modelo de avaliação, o incompetente docente de História poderá ser avaliado – na vertente pedagógica – por um ditoso colega de Geografia, Filosofia ou outra excelente Ciência Social que não é obrigado a conhecer os meandros do mercantilismo nacional e que até pode achar que a matéria foi deliciosamente exposta e que houve uma esplendorosa relação docente-turma durante a aula. E o docente até pode ter uma excelente classificação. E ter ensinado uma completa desgraça que ninguém, nunca, saberá nada. No 8º ano nem sequer há exames… Basta dar o 3 ou 4 no fim do período e temos SUCESSO!
Maio 8, 2008 at 12:48 am
Até que faz algum sentido:
- há transversalidade com o Concílio dos Deuses de Camões;
- denota conhecimentos de empreendedorismo;
- há preocupação pelos produtos nacionais.
Maio 8, 2008 at 2:30 am
Já o escrevi aqui anteriormente: na minha escola, a coisa é pior. Para evitar o «problema», o Conselho Pedagógico, do alto da sua estupidez, decidiu que a componente científica, pura e simplesmente, não será avaliada.
Conclusão: qualquer professor poderá passar 90 minutos a dizer asneiras que não há forma de penalizar a coisa. É a excelência deste novo modelo.
Maio 8, 2008 at 2:48 am
E se fosse o Engenheiro da Covilhã a avaliar até era capaz de propor o petiz para o quadro de excelência nacional.
Maio 8, 2008 at 9:54 am
A história e outras disciplinas fazem parte de um “currículo menor” ou são filhos de um Deus menor.
É complicado leccionar História no 2º ciclo, já encontrei alunos que , diziam, não queriam saber nada sobre a vida dos mortos…
Antes a História era o apoio de um regime que a usava a seu prazer, hoje é algo que quase nem vale a pena falar, pois os nosso políticos também não querem nada com a História. Suponho que lhes faz azia por se falar em verdades e em acontecimentos que se perpetuam no presente, decisões sempre erradas e que levaram Portugal a continuar sempre a perder os “comboios” do desenvolvimento.
Maio 8, 2008 at 10:01 am
o 4º conde da ericeira “cria pela primeira vez o cargo de Director Geral dos Estudos, que tem como função vigiar o progresso dos estudos e elaborar um relatório anual da situação do ensino. Era uma visão progressista, mas na verdade as suas funções não passaram da vigia da actividade educativa, exigindo-se aos professores que tivessem a mesma opinião sobre os mesmos temas, não podendo expressar a sua opinião. (Carvalho 2001) Se não cumprisse era advertido, se reincidisse era demitido. A censura vivia em Portugal”.
o 5º conde da ericeira cria a figura da Sinistra Geral dos Estudos q encarrega Sinistros Directorzecos de velar pelas boas práticas do pensamento monolítico.
ai dos corruptores da nova ordem (i)moral instituída.
Maio 8, 2008 at 11:12 am
Caro Paulo, relativamente ao que está descrito no tópico, é sintomático de que há longos anos e agora também reforçado, o conceito de transmissão de conhecimentos “nem interessa”, muito menos se eles estão correctos ou não! O que interessa é o “folclore” de máscara pedagogica, ou seja, a “pedagogite aguda”! O que interessa é «interagir», «motivar», «fazer flores», «actividades lamechas», e outras “tretas” que por si só de nada valem!
Claro o conhecimento, como factor principal e primordial de QUALQUER ACTO EDUCATIVO, ou seja a «VERDADEIRA FUNÇÃO DA ESCOLA», nem interessa. Interessa sim criar os tais seres acriticos e preferencialmente pouco cultos.
Interessa «parecer» em vez de «ser»!
É novamente o espírito das “ciências da educação” em todo o seu esplendor oco e inútil!
Maio 8, 2008 at 11:19 am
Caro Fernando Oliveira (comentário 4)!
Não é de admirar…a tal geração (de 60 e seus seguidores) que está hoje no poder, despreza as suas memórias (como dizia o outro, são bisavós de si próprios), despreza os seus próprios referenciais, desdenha do passado e indisfarçadamente odeia Portugal!
Por isso não é de admirar que as próprias crianças o digam.
Maio 8, 2008 at 11:37 am
O Estado pós-moderno deixou de ser uma entidade política autónoma, com um identidade nacional e cultural construída ao longo da História, para passar a ser uma congregação de interesses pessoais de diversos agentes da Nomenklatura, avessos à “tradição” e à “autoridade”, mas politicamente alinhados com a McDonaldização do mundo.
Criaturas oportunistas, empreendedoras, flexíveis, corruptas e imorais, alcandoram-se ao aparelho do Estado, montadas em discursos da inclusão, do multiculturalismo, do feminismo, do ambientalismo, do progresso, do controlo do défice e do desenvolvimento.
Os burocratas e os políticos de plástico e fax são uma espécie especialmente formada e preparada, pelos Institutos do Banco Mundial, do FMI e da OCDE, para estes tempos em que a estatística, a gestão e a administração das coisas se substitui à política da interacção entre pessoas, em que a política se transmuta em propaganda.
Para estabelecer negócios com Angola ou com a China, para ratificar Acordos e Entendimentos, o melhor mesmo é não saber nada de história e ser pragmático; portanto os apelos e as angústias de Cavaco quanto à ignorância dos portugueses, são tão idiotas quanto (in)úteis para a manutenção do glamour nesta piolheira controlada pelas mafias político-financeiras.
A Escola em Portugal é um simples empreendimento do Estado capitalista, gerida até aqui, na sua maioria, por esquerdistas úteis, que combateram o “elitismo” e a “autoridade”, que “emanciparam” a educação do saber, da tradição e da cultura, isto é, que arrancaram as raízes e desvastaram o terreno das relações pessoais e comunitárias, preparando-o para uma monocultura alienada ao mercado.
Eliminada a resistência à “mudança”, agora só resta aos burocratas e gestores de negócios de ocasião, pegar nas escolas e transformá-las em lupanares de carne fresca para o mercado da perversão e do espectáculo.
O BES é que sabe !!!
Maio 8, 2008 at 1:52 pm
ANTI-ROUSSEAU (com 7):
Pela positiva, tenho feito os possiveis para chegar ao 25 de Abril, o programa é extenso… mas pelo que já ouvi, os meus alunos ficam em casa a falar sobre o 25 de abril, e a cantar as canções de Abril, tal como me disse uma E.E.. Ainda ontem uma aluna levou para a aula, duas preciosidades:
o jornal do DN , segunda versão impressa, do 25 de Abril de 1974, e o DN de 1 de Maio de 1974! O Pai da aluna tem esta preciosidade guardada e eu fiz questão de a partir da noticia questionar os alunos sobre o 25 de Abril.
O teste é só para a semana.
Já o Cavaquinho não se poderá queixar que os meus alunos nada sabem de 25 de Abril, pis até aquelas 3 questões do inquérito eles sabiam.
Nada mau.
Maio 8, 2008 at 4:18 pm
“Humberto Delgado espancado até à morte”
Quando o macabro e a exploração das emoções chega à política desta maneira, não podemos deixar de nos interrogar sobre a “verdade histórica”.
Sabemos agora que a célebre fotografia de um soldado do Exécito Vermelho a hastear a bandeira da URSS sobre as ruínas de Berlim, na 2.ª Guerra Mundial, não passa afinal de uma montagem encenada por um fotógrafo profissional, tal como a limpeza de Trotsky do arquivo fotográfico soviético.
Nunca se virá a saber ao certo as condições em que Humberto Delgado foi traído e morto, uma vez que TODOS os envolvidos foram e são coniventes na mistificação, e na altura ainda não existiam telemóveis com câmara.
Mas em Portugal existe o triste costume de exibir pobres figuras como exemplos de heroicidade, pelo menos desde o tempo de D. Sebastião.
Maio 8, 2008 at 5:13 pm
A resposta do aluno indicia que ainda é recuperável. Preocupante mesmo seria se o mesmo tivesse definido como medida de desenvolvimento económico “criar uma escola de surf para betos (monárquicos) na Ericeira” ou ainda se tivesse respondido: “não há interesse em referir as medidas, pois o conde acabou por se ‘auto-suicidar’(expressão já utilizada por alunos de anos de escolaridade mais avançados)”.
Maio 8, 2008 at 6:21 pm
(um pouco off-topic, mas é História)
Caro h5n1, a foto do soldado soviético sobre as ruínas de Berlim a que se refere não foi uma montagem, foi uma reencenação feita a pedido de um fotógrafo, um dia (ou dias) depois do acontecimento original. No início dos anos 90, se a memória não me atraiçoa, foi contada pelo soldado que nela aparece, o qual chamou a atenção para o facto de, na foto original, serem visíveis os dois relógios de pulso que ele usava na altura, resultantes de pilhagem. Em muitas fotos (retocadas) enviadas para a imprensa, um dos relógios “desapareceu”.
A história desta foto é muito parecida com a da célebre bandeira dos EUA sobre o Monte Suribachi, em Iwo Jima.