Jorge Pedreira quer acabar com a tendência de naturalizar o insucesso
(…)
“Há problemas na cultura que existe em torno da matemática, que tende a naturalizar o insucesso. As pessoas acham normal que os alunos tenham maus resultados, mas não acham normal que tenham maus resultados noutras disciplinas”, afirmou Jorge Pedreira durante uma conferência internacional sobre o ensino da matemática, que decorre até quinta-feira em Lisboa.
O Sorumbático já tinha chamado a atenção para esta forma estranha do SE Pedreira lidar de forma exemplar com a língua portuguesa, mas nunca é por demais excessivo e excedentário sublinhar de forma vincada e vigorosa, que a anormalidade natural do insucesso não é naturalmente normal num contexto que considere normalmente como variáveis a naturalidade do processo.
Mas lá que soa a moderno, lá isso soa. Tipo acordo disortográfico. E o homem que até andava tão bem nos últimos tempos, tão caladinho.
Já agora, só para desconfirmar.

Maio 8, 2008 at 9:30 pm
FOGO!!! que ele é bom.
Desculpem, mas as “saídas” do trio já só me dão vómitos.
Maio 8, 2008 at 9:32 pm
A mim lembram-me isto.
http://br.youtube.com/watch?v=ZvNO0BfBecc&feature=related
Maio 8, 2008 at 9:41 pm
Excelente humor.
Abraço.
Maio 8, 2008 at 9:44 pm
Deve ser do amianto que existe na 5 de Outubro!:
http://www.scribd.com/doc/2914022/DN-59-das-escolas-tem-amianto
Maio 8, 2008 at 9:45 pm
Ao fim do dia as últimas:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Maio 8, 2008 at 9:46 pm
É a 200 – pegar ou largar – quem dá mais?
http://www.scribd.com/doc/2914024/JN-Formacao-para-avaliar-a-200-euros
Maio 8, 2008 at 9:52 pm
Bem… determinados actos, atitudes e discursos de determinados Ministérios da Educação do “Chile” cheira mais a actos de puro terrorismo!:
http://www.scribd.com/doc/2914020/Publico-Uma-mau-ensino-e-um-acto-de-guerra
Maio 8, 2008 at 9:55 pm
cada vez estou mais espantado e numa tremenda confusão, não sei se é naturalmente normal se normalmente natural…
Maio 8, 2008 at 10:01 pm
Socorro! – quando é que é as eleições? – esta senhora sente mesmo as costas quentes!:
Lembrando as medidas tomadas por este Governo em relação aos funcionários públicos, como o aumento da idade da reforma ou o congelamento das carreiras, a ministra sublinhou o facto de os professores não terem sido prejudicados: «O estatuto socio-económico dos professores ficou intocável».
http://www.scribd.com/doc/2914120/SOL-Estatuto-socioeconomico-dos-professores-ficou-intocavel
Maio 8, 2008 at 10:02 pm
«O estatuto socio-económico dos professores ficou intocável».
http://www.scribd.com/doc/2914120/SOL-Estatuto-socioeconomico-dos-professores-ficou-
Maio 8, 2008 at 10:04 pm
!!!!!!!?????
Agora anda na TVI..Chile?
Maio 8, 2008 at 10:05 pm
As rosas e os cardos da Ministra da Educação criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
07-Mai-2008
Cecília HonórioA Ministra da Educação foi à televisão ajudar a lavar o negócio das políticas sociais de Sócrates. Bordou o autoritarismo, abriu o seu peito de esquerda, mas a realidade não deixa de ser o que é só porque as eleições espreitam.
1. Chumbos. Andamos há muito a dizê-lo e a ministra tem razão: o chumbo é arma de uma escola elitista, custa caro aos contribuintes e, ainda por cima, reproduz o insucesso escolar (ao contrário das línguas aziagas do rigor, os dados mostram que as crianças e os jovens não aprendem mais por ficarem retidos).
Mas os chumbos vão acabar? Não, disse a ministra. E à pergunta: então, a saída para os jovens que chumbam é a formação profissional? Não, disse a ministra. E não podia, porque a realidade é o que é. O que se oferece hoje aos jovens com longa história de insucesso (rapazes, sobretudo) são os famosos cursos de formação para conclusão da escolaridade obrigatória, nichos de enjeitados anos a fio a fazerem de conta, eles e os professores, que vão ser, um dia, jardineiros. Às perguntas que interessam (o que foi e o que vai ser feito para combater os custos sociais dos chumbos?) seguiu-se retórica para três anos perdidos, porque as respostas são caras.
Não há equipas multidisciplinares nas escolas, não há mediadores, não há psicólogos, não há horas para programas de tutorias, não há horas para apoios específicos, não há turmas mais pequenas onde é necessário, não há responsabilização das escolas que fazem turmas de “bons” e de “maus”, não há salas de aula dignas e equipadas. Não há nada a não ser a boa vontade e o empenho de professores, e de poucos profissionais que resistem à sangria da poupança, para os meninos e meninas que não correspondem ao formato médio, que não têm livros em casa, que não têm mãe escolarizada e pai bem sucedido profissionalmente, que não têm, muitas vezes, dinheiro para comer, e que até vivem desse monstro irresistível que é o da caridade das escolas.
Diz ainda a ministra que o problema não está nos programas, “acessíveis” aliás, e é mentira. Os programas e a disciplinarização nos 2º e 3º ciclos são esmagadores para os jovens que passam os dias amestrados em aulas, sem tempo para viver. É a realidade diária deles.
2. Professores. Acenar com o bife da equiparação no topo entre professores e carreira técnica é esquecer os muitos milhares que nunca lá chegarão, é cuspir para o lado aos preços da formação e a uma avaliação punitiva e infernal (que ainda terá um director para jogar com afilhados e afilhadas com as quotas da excelência, que, aliás, exigiam uma avaliação externa de todas as escolas, e a ministra diz que a coisa vai pelas 400…).
A realidade do próximo ano nas escolas portuguesas será a do inferno sem purgatório. Na instabilidade para os alunos, no perigo do sucesso administrativo não pensa a Ministra. E cada professor e professora só desejará, nos melhores dias, ver a ministra e os seus secretários avaliados com as suas fichas. Uma qualquer ficha de sete páginas para observação de aulas e portefólio, cada item desmembrado em vinte, cada um deles classificado de 1 a 5, mais a ficha feita pelo conselho executivo, onde o “excelente” corresponde ao sobre-humano, e eles não passam.
E, ao menos, aqueles cotados conselheiros científicos que a Ministra arranjou não são capazes de operacionalizar as fichinhas e de lhes dar uniformidade para minimizar a selva que aí vem?
Esta equipa ministerial foi chumbada no dia 8 de Março. Vai custar muito caro ao país retê-los mais um ano (e eles nem vão aprender mais por isso). Entretanto, as escolas vão rebentar com a avaliação, novos capatazes surgirão para tornar inquestionável a cadeia de comando, e o desafio será maior do que nunca: mostrar que este modelo de avaliação não serve, que a avaliação é das escolas e para preservar e aprofundar o trabalho cooperativo; será ano de não deixar passar esta espécie de “luta de classes” dentro da classe, de combater a autofagia, mantendo relações de cooperação e solidariedade, senão eles passam administrativamente…
Cecília Honório
http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=6747&Itemid=130
Maio 8, 2008 at 10:07 pm
Qualquer dia tenho a PIDE atrás!
Maio 8, 2008 at 10:09 pm
http://www.scribd.com/doc/2914186/Esquerda-As-rosas-e-os-cardos-da-Ministra-da-Educacao
Para mandar o link aos amigos!
Maio 8, 2008 at 10:14 pm
JP refere-se à morte asmática!
Maio 8, 2008 at 10:16 pm
“Na verdade, senhor – disse Sancho -, que um dos conselhos e avisos que penso levar na memória há-de ser o de não arrotar, porque costumo fazê-lo muito amiúde.
- Eructar, Sancho, e não arrotar – disse Dom Quixote.
- Direi eructar daqui por diante – respondeu Sancho -, e espero que não me esqueça disso.
- Também, Sancho, não hás-de misturar nas tuas conversas a quantidade de refrões que costumas dizer, pois que, apesar dos refrões serem sentenças breves, trá-los por vezes tão pelos cabelos que mais parecem disparates que sentenças.”
Irra!! Já não há quem aguente tanta erucçã e refrão, e logo a triplicar … Irra!!!
Maio 8, 2008 at 10:50 pm
Conceito de trilogia : grupo de três tragédias…(penso que personificadas)
Quanto à naturalização do insucesso, deverá tratar-se de um tecnicismo “pedreirês” dentro do mesmo espírito das “leis de carácter vinculativo de forças diversas”, dos “casos dramáticos isolados” ou ainda do problema da violência escolar que “vem de fora para dentro”.
Maio 8, 2008 at 10:50 pm
08.05.2008 – 16h14 – Manuel Pereira, Batalha
A Minsitra recusou comentar, não! A Minsitra foi extremamente mal educada e inconveniente com a jornalista da TSF que a questionou quanto aos dados de um relatório do seu próprio ministério. Em vez de responder, a Ministra acusou a jornalista de não saber fazer o seu trabalho, de fazer perguntas a partir de títulos de notícias em vez de ler primeiro os relatórios. A Ministra, já abespinhada, acrescentou à jornalista que a realidade das escolas é muito melhor do que os títulos da comunicação social. Enfim, do alto da sua sabedoria e arrogância, recusou-se a comentar dados altamente preocupantes sobre o amianto nas escolas. Podemos nós, pais e encarregados de educação, ficaram descansados, com “esclarecimentos” destes? É que quem não deve não teme e, pelos vistos a senhora ministra teme alguma coisa… Ainda se admiram que os professores estejam contra ela! Quando os jornalistas são brandos e devidamente sintonizados com o regime, a senhora apresenta-se cândida (sem perder aquela frieza enigmática e perturbante…); quando o assunto não interessa, fecha-se em copas e é mal educada com quem está a desempenhar a sua actividade de informar. Não há pachorra para esta corja de políticos!
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328101
Maio 8, 2008 at 11:14 pm
Por falar do Dr. que dá a famosa acção de formação do INA em avaliação de professores:
DR. Jorge Fatal-
Licenciatura em Eng. de
sistemas decisionais, Consultor de qualidade.
Segurem-se!-para não cairem da cadeira! – ou do banco:
http://www.scribd.com/doc/2914658/terrear-As-96-Condutas-finalmente-d
Maio 8, 2008 at 11:22 pm
A Estrutura Comum de Avaliação (Common Assessment Framework – CAF) afinal só se aplica à Matemática? Será isso que JP quer dizer?
Maio 8, 2008 at 11:25 pm
O Ministério da Educação é uma mistura de línguas de pau que não tem par. Assim, temos o eduquês, o sociologês, o gestionês e, por vezes, o politiquês.
O que não há mesmo é português e bom senso. Isso, porém, seria pedir muito a responsáveis da educação em Portugal.
Maio 8, 2008 at 11:32 pm
Apoiado 21. O grande problema seria encontrar os responsáveis, como no futebol.
Maio 8, 2008 at 11:32 pm
Relativamente ao link do post 19, não passarão, tenho visto coisas daquelas pela minha escola. A mim, dão-me vontade de vomitar, mas julgo que há alguns colegas que aquilo lhes provoca orgasmos, julgo…
Este tipo de coisas representa o grau zero de pensamento. Essas pessoas não pensam, fazem listas de pontos. O problema é que há sempre quem leve aquilo a sério. Cada vez mais tenho pena do Ocidente que se entregou nas mãos de burocratas inúteis. Já fomos um mundo interessante, mas agora é só treta desta… Chegou a altura de se entregar o bastão a outros.