Mas é de forma rápida e mesmo porque me contaram mais uns caos divertidos em torno desta questão.
Porque será que docentes sem habilitação académica ou profissional para leccionar um determinado grupo disciplinar (agora «de recrutamento») podem ser avaliadores de colegas desses mesmos grupos?
Qual a lógica deste sistema?
Já sei que a avaliação é administrativo-pedagógica, mas então isso não é a completa admissão que da avaliação dos docentes está ausente qualquer preocupação com a qualidade científica dos conhecimentos transmitidos?
Será assim que se caminha para a excelência das aprendizagens? Só avaliando a forma?
Sei que esta questão não é original e que já foi levantada nestes últimos anos por diversas vezes, mas não sei porquê, hoje voltou-me a bailar no espírito…
Maio 6, 2008 at 11:54 pm
E isso interessa? Nãããããã.
Nem os MST, de saias ou de calções, são capazes de entender isso.
Maio 7, 2008 at 12:06 am
Não ha nada para entender desde ha mais de 3 anos. Porque simplesmente não ha entendimento para entender os entendimentos.
Gostaram do trocadilho?
Maio 7, 2008 at 12:07 am
os quadradinhos mágicos estão a inspirar-me
Maio 7, 2008 at 1:01 am
Há 3 anos que a educação em Portugal, a escola portuguesa… é uma enorme confusão. É tudo… menos o que devia ser!
É uma espécie de circo…
Maio 7, 2008 at 1:44 am
“Porque será que docentes sem habilitação académica ou profissional para leccionar um determinado grupo disciplinar (agora «de recrutamento») podem ser avaliadores de colegas desses mesmos grupos?”
Talvez pela mesma desordem de ideias em que docentes de Educação Tecnológica sejam integrados em departamentos diferentes?…
Maio 7, 2008 at 2:05 pm
E o departamento de Educação Especial integrado no departamento de Expressões?!!
Quem se lembrou disto é um “artista”.
Maio 7, 2008 at 4:16 pm
Uma forma sui generis de arranjar capatazes de avaliação.
A avaliação de professores no sentido do desenvolvimento é uma reles treta. O Chile é um país extremamente progressista comparado com Portugal…O avaliocionismo no seu melhor…
Se com Séneca, Platão, Sócrates, Pitágoras e mais uns quinhentos chegámos até aqui, com avaliadores escolhihos pelo método de MLR, o Homem teria chegado a Saturno no séc XI, ainda que não se soubesse se Saturno ficava ao lado da Fenícia ou para além do Sol.
Maio 7, 2008 at 6:04 pm
As pessoas que não percebem nada de política também avaliam os políticos. Estes podem cometer os maiores disparates e passar ao mandato seguinte.
Maio 7, 2008 at 7:32 pm
Mas os políticos fazem/pagam PROPAGANDA… os professores não!
Maio 8, 2008 at 5:26 pm
Paulo:
A lógica é que a ministra nos adora, nos quer valorizar e reconhecer e implementar aulas/ saberes e conhecimentos de qualidade (afinal, esta é a função mais importante do professor)… afinal – descobri agora, que ela adora os professores tanto como os alunos… passo a explicar:
Eu sou de Geografia, concluí o 12º ano com Matemática, Química e Biologia e segui para a faculdade… resta dizer que dou aulas há 20 anos e que tive História pela última vez, no meu percurso escolar, no 9º ano. Se um dia eu for assistir e avaliar uma das suas aulas irei sempre considerá-lo acima de excelente, uma verdadeira sumidade – pontuação máxima. – Nota: pode dizer as maiores barbaridades; cometer muitos, poucos ou nenhuns erros científicos; utilizar métodos muito, pouco ou nada didácticos e não se massacre a preparar aulas e instrumentos de trabalho … esteja à vontade (aqui reside a excelência AVALIADA – sublinhe-se esta moralização da questão- dos docentes)… Adora os alunos porque desde que eles estejam na escola – diminuem-lhe as estatísticas do abandono, garante-se menor exigência no conhecimento científico das crianças que não terão que se esforçar para coisa nenhuma e está prestes a assegurar-lhes o diploma sem grandes custos ao estado. Depois até terão trabalho que o governo é generoso e prova, assim, a empregabilidade de todas as variantes e mais alguma e a visão retrógrada do chumbo: vão trabalhar nos baldes de massa da construção do TGV, do aeroporto e afins. Viva o sucesso! Viva a moralização do sistema! Vivam estes, únicos, defensores da pátria e do bem público (como a educação, para não falar da saúde, justiça, segurança, finanças, serviços…)!