1. Nível de exigência elevado na disciplina.
  2. Uso condicionado da máquina calculadora.
  3. Muito trabalho.

Como bem diz o director desta escola privada de sucesso, fora dos grandes centros urbanos, nada disto é um grande segredo. É apenas a recuperação de velhos métodos de trabalho com resultados comprovados.

Embora seja óbvio que os bons resultados com base no trabalho não atraem todos os utentes do sistema de ensino, mas apenas aqueles que pretendem efectiva qualidade e não apenas estatísticas.

Aplicar esta fórmula a todo o sistema público exigiria alguns anos de espera para se verem resultados – no mínimo 6 a 9, o que é coisa para dois ou mais mandatos – e não há coragem política que resista.

É mais fácil fazer uma cortina de fumo com números e investir 6,5 euros por aluno à espera que chovam classificações positivas no final do ano, graças ao aperto dado aos professores que ousem insistir em não embarcar na pedagogia de sucesso imediato.

É nestes casos que sou obrigado a reconhecer que no sector privado existe uma margem de autonomia pedagógica e funcional efectiva que permite promover a qualidade em nichos de excelência.