Arrasta consigo uma freguesia ardente, amanuense ou não, ainda dos bons tempos do Quartier Latin à Porta Férrea (Coimbra me mata!). As alegres criaturas que lhe cobiçam o lugar (olhem o sr. Vitalino Canas a sorrir), invejam-lhe a barba, a pose, a voz e as medalhas. Porém, a historiografia é o seu infortúnio. É que noutros tempos, o chefe par(a)lamentar fez brejeirices anti-fascistas com os camaradas de luta. A ocasião era, evidentemente, dos românticos. E, o nosso typo par(a)lamentar deixou de praticar há anos, quando contraiu a doença da maturidade. Traz atestados de bom porte democrático e distribui-os diariamente aos indígenas. Quer homenagem! Um pedestal no Largo do Rato e estátua na aldeia que o viu nascer. Confuso, admira-se por os seus exercícios venatórios da mocidade lhe caírem aos pedaços entre os amigos, conhecidos, simples cidadãos. Há coisas que não se esquecem! Tomem nota.
Ontem, durante o debate par(a)lamentar, o chefe par(a)lamentar vestiu a sua bela farda de chefe par(a)lamentar para interpelar o senhor Presidente do Conselho de Ministros, sugerindo que sua Excelência enchesse a boca de promessas de obras públicas indígenas. O engenheiro, nada mouco, após considerar que estava perante uma sábia pergunta, não se fez rogado. E zás, perfumou a paróquia de estradas macadamizadas, avenidas à beira-mar, autoroutes ligeiras, trens de aluguer. Tudo isso acompanhado pelo olhar de rara cobiça do sr. Mário Lino.
Eis como está a garagem política nativa. Um must!
(Almocreve das Petas)
… há uma explicação para a viragem dos “corrompidos de fato e gravata”, e não é preciso ser filósofo de cátedra, para a entender: “haja dinheiro, putas não faltam”..
A acepção das palavras é muito variável, este senhor sabe perfeitamente disso, mas brinca com elas como uma criança se diverte como uma bola. Além disso a sociedade que retrata está reduzida a uma micro-sociedade, que nem por dar bastante nas vistas deixa de ser minuscula. Minuscula em tamanho e minuscula no tempo em que ocupam o palco e minuscula na sua passagem.
Infelizmente estamos a ser governados por uma minúscula parte da sociedade, que nunca acreditou nas palavras e nas acções que realizaram em tempos idos, de revolução.
Aproveitaram-se bem e juntamente encaixaram outros que sem ideias, lá vão lixando a vida a todos nós, e cantando agora novos hinos “revolucionários” do neoliberalismo louco.
Há gente que se esquece sempre do que respeita ao voto, ou seja, posso não gostar dos idiotas em quem possa votar, mas detestaria aturar iluminados tão grandes que prescindissem disso. O que é o caso. E estarei sempre contra estes por mais iluminados e incandescentes que sejam! Pim!
Que ninguém espere, sentado à sombra da bananeira, que algum iluminado venha fazer a parte que lhe compete. Se o fizer, terá certemente a sorte que merece.
Além do voto, é importante a participação activa por outros meios nos processos de decisão que afectam a vida de cada um. Só o voto não chega. PIM.
A questão que se deve pôr é se eles alguma vez foram heróis de merda alguma. Provavelmente, ninguém no sistema instalado (mau, obviamente) lhes dava a confiança e os mimos que eles queriam. Chegaram lá à maneira deles, fazendo que eram aquilo que não eram. Temo que muitos historiadores tenham transformado a História no maior embuste de que há memória. Reflicto bastante nisto e questiono-me como é que com tantos heróis (de pacotilha) o planeta está na podridão que está. Alguns dos que mais “contribuiram” para a calamidade foram falsos heróis levados à categoria de estátua e nome de rua. Por outros sítios, vão tendo o que merecem, mas nas supostas democracias há demasiada contemplação. E eles continuam por aí a fazer as maldades que já faziam quando eram “revolucionários”.
A questão que deve ser colocada é se alguma vez essa malta foi heroína fosse do que fosse. Não seriam antes uns enjeitadinhos a quem não era dada a confiança e os mimos a que se julgavam com direito? Na realidade, quando passam a ter sinecuras, mais as vénias da praxe, tornam-se ainda piores dos que os instalados. Temo que alguns historiadores tenham transformado a História no maior embuste de que há memória. Com tantos heróis (de pacotilha, é certo), admira que o planeta soçobre com o estrondo que se “vê”. Por alguns sítios, aqueles que chegam às categorias de estátua ou nome de rua ainda “assistem” à correcção da História. As chamadas democracias foram muito bem fabricadas e a correcção é mais difícil. Não se sabe é até quando.
É um sinal dos tempos. Que formação humana, científica, técnica, civilizacional, tem o nosso PM para desempenhar as funções que desempenha, para além de uma nebulosa “capacidade de liderança”, que se confunde com uma certa tendência para abafar o debate de ideias no seu próprio partido e no País? Os novos “heróis” são os de fachada, da forma, da aparência e não do conteúdo ou substância. Mas digo também: não se sabe até quando.
Maio 4, 2008 at 11:14 pm
Typos Lvsitanus: o chefe par(a)lamentar
Arrasta consigo uma freguesia ardente, amanuense ou não, ainda dos bons tempos do Quartier Latin à Porta Férrea (Coimbra me mata!). As alegres criaturas que lhe cobiçam o lugar (olhem o sr. Vitalino Canas a sorrir), invejam-lhe a barba, a pose, a voz e as medalhas. Porém, a historiografia é o seu infortúnio. É que noutros tempos, o chefe par(a)lamentar fez brejeirices anti-fascistas com os camaradas de luta. A ocasião era, evidentemente, dos românticos. E, o nosso typo par(a)lamentar deixou de praticar há anos, quando contraiu a doença da maturidade. Traz atestados de bom porte democrático e distribui-os diariamente aos indígenas. Quer homenagem! Um pedestal no Largo do Rato e estátua na aldeia que o viu nascer. Confuso, admira-se por os seus exercícios venatórios da mocidade lhe caírem aos pedaços entre os amigos, conhecidos, simples cidadãos. Há coisas que não se esquecem! Tomem nota.
Ontem, durante o debate par(a)lamentar, o chefe par(a)lamentar vestiu a sua bela farda de chefe par(a)lamentar para interpelar o senhor Presidente do Conselho de Ministros, sugerindo que sua Excelência enchesse a boca de promessas de obras públicas indígenas. O engenheiro, nada mouco, após considerar que estava perante uma sábia pergunta, não se fez rogado. E zás, perfumou a paróquia de estradas macadamizadas, avenidas à beira-mar, autoroutes ligeiras, trens de aluguer. Tudo isso acompanhado pelo olhar de rara cobiça do sr. Mário Lino.
Eis como está a garagem política nativa. Um must!
(Almocreve das Petas)
Maio 4, 2008 at 11:16 pm
… há uma explicação para a viragem dos “corrompidos de fato e gravata”, e não é preciso ser filósofo de cátedra, para a entender: “haja dinheiro, putas não faltam”..
Maio 4, 2008 at 11:16 pm
A acepção das palavras é muito variável, este senhor sabe perfeitamente disso, mas brinca com elas como uma criança se diverte como uma bola. Além disso a sociedade que retrata está reduzida a uma micro-sociedade, que nem por dar bastante nas vistas deixa de ser minuscula. Minuscula em tamanho e minuscula no tempo em que ocupam o palco e minuscula na sua passagem.
Maio 4, 2008 at 11:23 pm
Pode ser minúscula António, mas lá que atrapalha muito a maiúscula, isso bem que atrapalha.
Maio 4, 2008 at 11:26 pm
No Maio de 68 a escola adquiriu um gira-discos e dois LP, um de Carlos Santana e outro de James Taylor, ainda recordo Fire and Rain
Maio 5, 2008 at 12:37 am
Infelizmente estamos a ser governados por uma minúscula parte da sociedade, que nunca acreditou nas palavras e nas acções que realizaram em tempos idos, de revolução.
Aproveitaram-se bem e juntamente encaixaram outros que sem ideias, lá vão lixando a vida a todos nós, e cantando agora novos hinos “revolucionários” do neoliberalismo louco.
Maio 5, 2008 at 1:15 am
Há gente que se esquece sempre do que respeita ao voto, ou seja, posso não gostar dos idiotas em quem possa votar, mas detestaria aturar iluminados tão grandes que prescindissem disso. O que é o caso. E estarei sempre contra estes por mais iluminados e incandescentes que sejam! Pim!
Maio 5, 2008 at 9:26 am
Uma análise lúcida do Maio 68:
http://viriatos.blogspot.com/2008/04/maio-68.html
Maio 5, 2008 at 10:59 am
É assim já dizia o velho Saint Simon “A revolução é sonhada por utópicos,feita por sonhadores e acaba nas mãos dos … filhos da puta”
Maio 5, 2008 at 11:55 am
Que ninguém espere, sentado à sombra da bananeira, que algum iluminado venha fazer a parte que lhe compete. Se o fizer, terá certemente a sorte que merece.
Além do voto, é importante a participação activa por outros meios nos processos de decisão que afectam a vida de cada um. Só o voto não chega. PIM.
Maio 5, 2008 at 12:38 pm
Caro Paulo Guinote, não conhecia essa frase, mas que acenta que nem uma luva ao nosso querido Portugal, disso não tenho nenhuma dúvida.
Maio 5, 2008 at 1:26 pm
“assenta”, e não “acenta”.
Maio 5, 2008 at 5:27 pm
A questão que se deve pôr é se eles alguma vez foram heróis de merda alguma. Provavelmente, ninguém no sistema instalado (mau, obviamente) lhes dava a confiança e os mimos que eles queriam. Chegaram lá à maneira deles, fazendo que eram aquilo que não eram. Temo que muitos historiadores tenham transformado a História no maior embuste de que há memória. Reflicto bastante nisto e questiono-me como é que com tantos heróis (de pacotilha) o planeta está na podridão que está. Alguns dos que mais “contribuiram” para a calamidade foram falsos heróis levados à categoria de estátua e nome de rua. Por outros sítios, vão tendo o que merecem, mas nas supostas democracias há demasiada contemplação. E eles continuam por aí a fazer as maldades que já faziam quando eram “revolucionários”.
Maio 5, 2008 at 5:51 pm
A questão que deve ser colocada é se alguma vez essa malta foi heroína fosse do que fosse. Não seriam antes uns enjeitadinhos a quem não era dada a confiança e os mimos a que se julgavam com direito? Na realidade, quando passam a ter sinecuras, mais as vénias da praxe, tornam-se ainda piores dos que os instalados. Temo que alguns historiadores tenham transformado a História no maior embuste de que há memória. Com tantos heróis (de pacotilha, é certo), admira que o planeta soçobre com o estrondo que se “vê”. Por alguns sítios, aqueles que chegam às categorias de estátua ou nome de rua ainda “assistem” à correcção da História. As chamadas democracias foram muito bem fabricadas e a correcção é mais difícil. Não se sabe é até quando.
Maio 5, 2008 at 6:48 pm
É um sinal dos tempos. Que formação humana, científica, técnica, civilizacional, tem o nosso PM para desempenhar as funções que desempenha, para além de uma nebulosa “capacidade de liderança”, que se confunde com uma certa tendência para abafar o debate de ideias no seu próprio partido e no País? Os novos “heróis” são os de fachada, da forma, da aparência e não do conteúdo ou substância. Mas digo também: não se sabe até quando.