Ensino Superior: Governo cria regime de ‘estudante a tempo parcial’
O Governo aprovou hoje medidas de simplificação do acesso ao ensino superior, criando o regime legal de estudante a tempo parcial e permitindo que estudantes e não estudantes frequentem disciplinas avulsas nas diversas instituições.
O diploma hoje aprovado em Conselho de Ministros pretende aprofundar o Processo de Bolonha ao criar “o regime legal de estudante a tempo parcial, permitindo a frequência de disciplinas avulsas por estudantes e não estudantes, apoiando os diplomados estagiários e simplificando no processo de comprovação da titularidade dos graus e diplomas”.
No Ensino Básico e Secundário esta metodologia já é seguida em parte do Estatuto do Aluno: quem quer vai lá quando dá jeito, ás disciplinas que lhe apetecer, apanha um pouco de sol e pede uma prova de não sei quê para seguir em frente.
Maio 1, 2008 at 11:44 am
É agora que vou fazer o dout…
Já me convidaram para o ir fazer no Iscte…
Mas gato escaldado…
Maio 1, 2008 at 11:45 am
além de que os dout lá feitos n têm grande credibilidade. Entre quem conhece o meio…
Maio 1, 2008 at 12:26 pm
Alvaro,
E que tal uma tese sobre a “carta mental” da dona Maria?
Tens uma infinidade de material disponível durante estes 3 anos. Através dos paradoxos comunicacionais podes traçar as autoestradas, vias e estradas secundárias.
A Pragmática da Comunicação Humana é um bom começo.
Mas é dar importância a um personagem que realmente não tem.
Maio 1, 2008 at 12:46 pm
Alguém me explica o que é esta coisa de um não estudante frequentar disciplinas avulsas? Se vai às aulas (mesmo quando lhe dá jeito) não é um estudante? Ou o acordo ortográfico veio acompanhado de uma alteração de significados? Ou então será que um não estudante é um aluno com um carácter vinculativo fraco?
Maio 1, 2008 at 1:08 pm
Heverá alguém que não se importe de perder um pouco de tempo comigo e que, por caridade, me saiba explicar como se eu tivesse dois anitos, quais as vantagens do processo de Bolonha? É que, para ser adoptado em tantos países, deve ter muitas vantagens. As que eu à primeira vista consigo ver são: facilitismo, descrédito, perda de exigência, permissividade… Um pouco como está o nosso ensino secundário por via dos diplomas que saem do ME.
Desde já, muito obrigada a quem se dispuser a ajudar-me a compreender este novo paradigma!
Maio 1, 2008 at 1:20 pm
Não é perda de tempo, eu explico: é a novel forma de se licenciarem idi…, perdão, seres respirantes por fax, por faxe ou uma coisa assim.
Maio 1, 2008 at 1:24 pm
É a forma de se ter uma licenciatura a preços módicos para o estudante e para o Estado (menos anos, menos professores), depois como não tem utilidade é necessário complementá-la com um mestrado, este já bem pago pelo estudante mesmo que seja, ou talvez por isso mesmo, numa das novas universidades-fundação que se estão a formar.
It’s all business.
Maio 1, 2008 at 1:30 pm
Já agora responda-me quem souber:
Tenho um bacharelato de 4 anos, frequentei um CESE de 2 anos (conferia equivalência a licenciatura) que aboandonei por motivo profissional quando me faltava um semestre para o termo (não, não sou o Sócrates:-))tendo deixado por fazer além desse semestre umas duas ou três cadeiras. Ou seja tenho sensivelmente cinco anos e meio de ensino superior. A instituição que frequentei confere agora licenciaturas e mestrados.
Se pedir equivalências sou licenciado, mestre ou doutor à bolonhesa ?
Estou curioso mas não tenho tempo para ir lá.
Maio 1, 2008 at 1:31 pm
è assim hoje em dia ninguém quer sabedr de nada nem dos outros,,vejam o exemplo austriaco, como é possivel que durante 24 anos ninguém soubesse de nad’
resposta simples: ninguém quer saber de nada e apenas viver a sua vidinha miserável de mouton.
Maio 1, 2008 at 1:38 pm
Ninguém sabe nada porque não é preciso, basta ir ao supermercado. É o moto da MLR.
Maio 1, 2008 at 1:41 pm
Pêndulo, já li a resposta no blasfémias aos 3000 euros por aluno. MLR puxou os valores para baixo.
Já conhecia o relatório Education at a Glance 2007. Não tinha reparado nos valores.
Maio 1, 2008 at 1:49 pm
DA,
Talvez tenha puxado, parece-me que sim.
No entanto repare que o relatório, embora de 2007, apresenta valores de 2004. Ignoro como deve ser feita a conversão. Devemos usar as cotações de 2004? As de 2007 ?
Além disso temos que,para apresentar um único custo por aluno, os € 3000 de MLR, fazer a ponderação do custo por aluno e grau pelo número de alunos desse grau.
São questões para cuja resposta não possuo os dados nem a competência técnica.
Maio 1, 2008 at 1:57 pm
MLR deve ter feito o seguinte cálculo:
Orçamento das Escolas/N.º de Alunos
Com base no orçamento do ME,
http://www.ggf.min-edu.pt/ORCAMENTOS/OME2008.pdf
Orçamento de funcioanemto do Ensino Oficial = 4.721.710.297/1400.000 alunos(não sei o n.º de alunos ao certo) = 3372.7
Maio 1, 2008 at 1:57 pm
Euros
Maio 1, 2008 at 3:28 pm
quem pode ser não-estudantes: os deputados da Assembleia da República, que no fim do mandato como bónus acabam por adquirir licenciatturas, mestrados e doutoramentos… Vão ver que ainda vai sair um decreto-lei que lhes atribui um subsidio para frequentarem as faculdades!!!!
Maio 1, 2008 at 4:34 pm
de facto, há gente com mentalidade muito tacanha. Vocês queriam era que uma pequena minoria frequentasse a universidade, tipo estado novo.
Já repararam que parecem velhos do restelo???? Não se dão conta que são contra tudo e contra todos? Não se dão conta que a vossa linha de pensamento cheira a bafio?
Maio 1, 2008 at 4:51 pm
Olha o amigo Contra a maré, ora viva, não sabíamos que já estava matriculado nestas novas oportunidades universitárias.
Parabéns e boa sorte.
Maio 1, 2008 at 4:53 pm
Parece-me que bolonha tem mais a ver com uniformização de nomenclaturas e de créditos.
No meu curso, nada mudou: só os nomes.
A vantagem é que fica tudo mais flexível, as equivalências são atribuídas de forma directa e não ao bel-prazer de um qq conselho científico.
Mais, poderemos somar ECTS de várias proveniências.
Para mim isto é excelente!!! Tenho um percurso inacreditável com cadeiras soltas e meios cursos variados. Há também o suplemento ao diploma que dará relevância a outra formações extra-curriculares. Até que enfim!!!
Somando tudo já devo ter acesso a um pós-doc…em coisa nenhuma!
Maio 1, 2008 at 4:56 pm
Só é pena o pormenor do estudante a tempo parcial – não é assim tão simples…
Eu só estou a fazer duas cadeiras, mas não me enquadro no perfil: pago propinas por inteiro!!
Maio 1, 2008 at 4:59 pm
Quanto a esse discurso de que agora se vão licenciar os idiotas: vão dar banho ao cão!!
Os idiotas já estão todos licenciados.
Maio 1, 2008 at 5:15 pm
Mas não foi assim que quem nós sabemos aranjou o canudo? Às vezes tento explicar aos meus alunos que fiz um curso numa U. pública sem testes aos Domingos… Nem enviados não sei como… Muita gente não se escandalizou porque nunca lá pôs os pés…
Maio 1, 2008 at 5:32 pm
DA,
Nao percamos o nosso tempo a tentar decifrar “as contas” da dona Maria.
Contudo, se quiseres, pega numa máquina e toma nota do que cada portuga (contribuinte) paga por cada aluno nos tais colégios particulares de Educaçao Especial. Agora concretiza atendendo ao pagamento de um professores no Ensino regular. E agora multiplica por uma media de 13/14 alunos que sao seguidos no Ensino Publico regular por professores a trabalhar na Educaçao Especial.
Pois. Grandes negócios.
Maio 1, 2008 at 5:54 pm
Sabiam que já existe uma universidade para cães na universidade do minho’
E são isto estudantes universitários’
Se calhar é o filho do contra maré!
Maio 1, 2008 at 7:16 pm
O acesso a cadeiras por parte de não estudantes é uma prática frequente noutros países. Permite pagar um determinado valor para fazer uma cadeira, sendo ou não aluno universitário, e tem por objectivo permitir o enriquecimento curricular. Por exemplo, um trabalhador que precise de Inglês, em vez de ir à Escola dos Ricos a pagar 200 euros ao mês, pode frequentar a cadeira numa Faculdade.
Quanto aos estudantes a tempo parcial, parece-me uma boa alternativa dados os entraves que neste momento são postos aos trabalhadores estudantes, que, mantendo ainda os privilégios de escolha de horários, não têm direito a épocas especiais.
Quanto ao Pêndulo: duvido ser possível algum tipo de equivalência. Como tudo, o Processo de Bolonha tem prós e contras… Eu sou licenciada em Bioquímica e fiz um estágio laboratorial de 10 meses, que em Bolonha me dá equivalência a um seminário de poucos créditos; logo, para ter o grau de mestre, necessitaria pelo menos de voltar ao laboratório outro tanto tempo.