Na Visão de hoje é possível encontrar, naquela escala de mais e menos que faz de uma maneira ou outra parte da tradição da nossa imprensa, Gordon Brown no extremo mais down. A razão: «enfrentou a maior contestação de professores desde os tempos de Thatcher». Como sei que a rubrica tem pouco espaço eu acrescentaria que enfrentou a única greve organizada pelo NUT nos últimos 20 anos.
O mais interessante é que, para os padrões agora habituais na Grã-Bretanha a greve foi bastante seguida na imprensa e teve um forte impacto público. Em especial a marcha de 10.000 professores pelas ruas de Londres.
Comparativamente, foi uma mini-marcha, se a compararmos com a de Lisboa no dia 8 de Março, em especial porque o NUT engole, numa simples bicada, os nossos sindicatos em termos de associados.
Mas aqueles que agora colocam Gordon Brown tão down-down-down, na edição a seguir à manifestação dos docentes portugueses que levou 100.000, mais ou menos 10.000, às ruas de Lisboa (Visão de 13 de Março último), colocavam a nossa Maria de Lurdes Rodrigues praticamente no centro da escala, só a,i a deslizar para o cinzento.
São critérios, perspectivas, posicionamentos.


Abril 30, 2008 at 9:24 pm
Toda a minha vida consciente se identificou com a noção básica de professor, o meu filho e os filhos dos outros: gosto tanto do conhecimento e da sua variância (é como a energia, existe, transforma-se e transmite-se) que tenho que admitir ser cada vez mais difícil trocar a minha perene passagem por aqui pela glória fácil de completos idiotas. Não tenham dúvidas, esta é uma luta de classes: os que procuram a subsistência da eternidade contra os idiotas do momento.
Abril 30, 2008 at 9:36 pm
E este posicionamento é mais uma prova do que é a imprensa cor-de-rosa no sentido literal… ao nome Visão , dever-se-ia seguir o adjectivo: “limitada”. Talvez este conceito de informação se inspire no antiquíssimo êxito de Gilbert Bécaud “L’important c’est la rose”.
Abril 30, 2008 at 9:38 pm
Quero partilhar com vcs uma coisa desagradável que hoje aconteceu na escola do meu filho. 10 ano. teste de matemática uma aluna de 19 e 20 viu a sua calculadora pifar na terça feira a noite enquanto praticava. Hoje chega a aula e depois de desesperada ter procurado uma solução encontrar nova calculadora na biblioteca da escola, colegas não consegui chegou a aula relatou o acontecimento a prof e pediu-lhe emprestada a calculadora dela. A prof respondeu que era problema dela e que se desenrasca-se. A aluna começou a fazer o teste sem máquina sob stress mais ao menos a meio do teste coloca uma dúvida a professora esta responde abruptamente mais um bocada a aluna cai no chão inanimada os colegas é que tomam a iniciativa de a ajudar é um colega que lhe vai buscar água colega que vendo que leva a leva ao posto médico e chama a ambulância. as raparigas choram estão desconcentradas todo o mundo está impressionado perante isto o que é que vc faziam paravam o teste e faziam novo teste a professora disse para os alunos continuarem o teste.
Meus amigos ser professor é antes de mais ser um humanista e gostar de jovens ser professor não é ser só um debitador de conhecimentos a pessoas que dão aulas mas não são professores
Abril 30, 2008 at 9:41 pm
Paulo desculpa o post anterior mas é só para verem que na nossa classe não existem só boas pessoas
Abril 30, 2008 at 9:43 pm
Fico impressionada com o relato do Francisco. A professora realmente não deverá pertencer ao género humano… todos nós, enquanto alunos, conhecemos diversos tipos de professores, mas este caso extremo deixa qualquer um ( e espero que muitos)em estado de indignação.
Abril 30, 2008 at 9:48 pm
Sem comentários.
Abril 30, 2008 at 9:49 pm
Enquanto os professores postam na net…
a ministra posta nos professores!
(nos portugueses, claro…)
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 30, 2008 at 9:52 pm
3 – Francisco
essa professora é uma parvalhona.
mas n meta tudo no mesmo barco, sff, porque a “esmagadora maioria” (ai, ai, ai…) d@s professor@s não são assim.
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 30, 2008 at 9:53 pm
se é que isso se passou dessa maneira…
Abril 30, 2008 at 9:53 pm
Francisco (3)
Peço desculpa pela brutalidade da expressão, mas essa “coisa” que dá aulas de Matemática não é professora, é uma besta!
Abril 30, 2008 at 9:55 pm
Hoje, não sei porquê, em reunião de departamento quando ouvia a palavra portaria,parece que ouvia a palavra sem t, era mais com c…..!
Abril 30, 2008 at 9:56 pm
Alvaro passou ponho as mãos no fogo pois o meu filho não me mente pois sempre me confessou as patifarias que fez nas aulas.
Abril 30, 2008 at 10:00 pm
A professora de Matemática do meu filho esteve hoje de tarde a dar apoio aos alunos da turma para os preparar para a prova intermédia!( ninguém lhe paga horas extraordinárias). Apesar de ser uma turma com dificuldades a Matemática só foram 4 alunos!!! Agora digam lá os crentes, como é possivel recuperar adolescents preguiçosos que preferiram ficar toda a tarde em casa a jogar PSP !
Abril 30, 2008 at 10:06 pm
Meus queridos amigos eu sou professor a 20 anos e por isso é que relatei o caso não estou a atacar a classe docente, certo mas como nunca vi o meu filho em tal estado de indignação e resolvi partilha com vcs não identifiquei ma escola nem a professora não me referi à colega com má educação mas mantenho o que disse. A pessoas que dão aulas mas não são professores
Abril 30, 2008 at 10:08 pm
e com os nervos os post estão a sair com erros maldita disgráfia
Abril 30, 2008 at 10:09 pm
Os meus filhos já tiveram professores bons, maus, excelentes, péssimos, sendo a maioria bons! Considero que isso é muito bom para eles! A sociedade e o mundo fora é feito de gente que na sua maioria é péssima! Desta forma estão a ser preparados para o mundo real.
Abril 30, 2008 at 10:13 pm
ok Francisco , ok…
mudemos de assunto pq agora vou entrar para outro filme.
Ó Rangel!!!
ólha os hooligans em londres!!!
Abril 30, 2008 at 10:14 pm
malditas hooligans, senhoras pintadas que parecem adolescentes a gritar!!!
querem mais $$$$$!!!!
suas safadas hooliganetas!!!!
Abril 30, 2008 at 10:15 pm
Alvaro tudo bem eu tb questiono o meu filho varias vezes para ver se a história é contada sempre da mesma maneira.
Abril 30, 2008 at 10:15 pm
lua (comentário 13),
situações dessas reforçam a ideia de as palavras proferidas por MLR serem uma banalidade. Disse ontem a ministra:’Facilitismo é chumbar, rigor e exigência é trabalhar’.
Também ouço nas reuniões de turma da minha filha (10ºano) a DT referir o facto de só irem ao apoio os alunos com bons resultados. Aqueles que deveriam demonstrar maior esforço dedicam-se a inúmeras actividades do currículo oculto.
Abril 30, 2008 at 10:24 pm
Na escola onde dou aulas existe desde a 13 anos o Laboratório da Matemática os frequentadores de tal espaço são os alunos que não tem dificuldades.eu obrigava o meu filho a frequentar esse espaço. Porque eu defendo o lema dos para quedistas “instrução dura para combate fácil”
Abril 30, 2008 at 10:30 pm
Acabam por ser os mais espertalhões: fazem o 9ºano, o 12º nas novas oportunidades, entram no ISCTE e ainda podem chegar a ministros das finanças, da educação, Directores da CGD e por aí fora!!!! Os acabam a fazer assaltos à mão armada que assim ganhar dinheiro não custa!!! Esta é a factura que a sociedade vai pagar no futuro!
Abril 30, 2008 at 10:32 pm
MLR não tem razão, difícil é chumbar.
o ano passado tinha um aluno a quem fiz plano de recuperação e que já era retido(isto no 1.º ciclo). Resolvi estão dedicar-lhe os meus dois tempos de estabelecimento em aulas de apoio acrescido.
1.- Só o pude fazer com autorização escrita do enc. de educação.
2._ O aluno desistiu passado pouco tempo porque tinha treino de futebol. Com autorização do enc. de edu.
3. Para ser retido tive um trabalhão enorme a fundamentar muito bem a minha decisão perante o Pegagógico, por indicação do Pres. do CE.
4. Se não o retivesse não teria sido facílimo para mim e para a sra ministra?
Abril 30, 2008 at 10:36 pm
MUDEM O NOME PARA lURDINHAS E VÃO VER QUE ENCAIXA QUE NEM UMA LUVAMarinha, o teu folgar
tenho eu por desacertado,
e ando maravilhado
de te não ver rebentar;
pois tapo com esta minha
boca, a tua boca, Marinha;
e com este nariz meu,
tapo eu, Marinha, o teu;
com as mãos tapo as orelhas,
os olhos e as sobrancelhas,
tapo-te ao primeiro sono;
com a minha piça o teu cono;
e como o não faz nenhum,
com os colhões te tapo o cu.
E não rebentas, Marinha?
Abril 30, 2008 at 10:36 pm
Maria A.
Alguém terá de explicar à ministra que Facilitismo é passar os alunos sem que estes se empenhem.
Ou será que o ME tenciona distribuir faxes a todos os alunos, substituindo o corpo docente por um Vara (basta um, atendendo à polivalência) em cada escola?
Se que quer reformar o ensino a valer (batota por batota) mais vale investir em faxes.
Abril 30, 2008 at 10:48 pm
land of confusion há muitos nas nossas escolas, varas também e prefiro estes porque são espertos.
Abril 30, 2008 at 11:14 pm
Parece que para os lados do Ministério da Educação há muita confusão entre processos, como o de ensino-aprendizagem (que até poderia ter outros nomes, mas este serve perfeitamente), e os resultados. Por exemplo, não transitar é um resultado, por sinal doloroso (chumbar é um termo meio ‘feioso’, por isso não costumo usar). O resultado do processo de ensino-aprendizagem é transitar ou não transitar. Que raio, alguém lhes explica?
Abril 30, 2008 at 11:31 pm
Sobre o caso relatado pelo Francisco Cavaco.
Tão besta como a professora em causa é o comentário 16 da Lua, que acha positivo os alunos terem maus professores para se prepararem para a vida. Também devem ser assaltados dentro das escolas para se prepararem para a vida…
Abençoadas Bestas…estas merecem o Director.
Se a miúda fosse minha filha, a criatura ia ter problemas!
Abril 30, 2008 at 11:38 pm
DA: sou professora de filhos de professores que também são umas bestas e os filhos bestas ao quadrado! aliás as maiores bestas que passaram na minha carreira de 20 anos foram filhos de bestas professores!!!!
Abril 30, 2008 at 11:39 pm
Na vida é tudo muito bestial!!
Abril 30, 2008 at 11:43 pm
O que vale é que agora passar de besta a bestial é um click. Certo?
Eu sou filha de professora e professora de filhos de professores e mãe de filhos de professora e ainda acho que há bestas mais bestas do que todos os professores juntos.
Vá…..
Abril 30, 2008 at 11:43 pm
Lua feiticeira lua…amanhã o luar …
A verdade é que os portugueses são todos na sua grande generalidade uma boçalidades:cospem para o chão, atirqam a beata para fora do carro, dizem carvalhadas a torto e a direito..são analfabetos funcionais ..e pior de tudo são convencidos de que são os melhores.
A VERDADE É QUE O GRANDE CULPADO FOI O aFONSO HENRIQUES QUE BATEU NA MÃE..UMPAÍS QUE NASCE DE UM EPISÓDIO COMO ESTE NÃO VAI MTER UM FINAL FELIZ..COMO DISSE O SARAMAGO O MELHOR É SER ANEXADO POR ESPANHA E EM VEZ DA PORCARIA DO FADO COMEÇAR A DNÇAR O FLAMENCO..
Abril 30, 2008 at 11:43 pm
oh, Lua……..
Foi transmissão de pensamento! Bestial, mesmo…
Abril 30, 2008 at 11:44 pm
Hoje vi e ouvi muitas no debate do mês ou do dia!!!!!
Abril 30, 2008 at 11:45 pm
bigbrother
agora ri-me a sério!!!!
Abril 30, 2008 at 11:46 pm
Muitas bestas digo, no debate mensal!!! eram resmas delas e todas muito bem vestidas e nutridas!!!!!
Abril 30, 2008 at 11:51 pm
Quero lá saber dos filhos dos professores, dos professores-pais…
Apenas comentei a actuação da professora e quem “venerou” os maus professores.
Só.
Abril 30, 2008 at 11:57 pm
DA: não venerei os maus professores. Só acho que faz parte da vida saber lidar com as situações.
Tive um colega que era excepcional, mas um dia o cansaço roeu-lhe a alma e a vida e de bestial passou a besta! Com o meu filho também foi muito ” besta” e eu fui a primeira colega a perceber que algo estava mal!! Nunca lhe atirei pedras e ensinei o meu filho que por vezes as pessoas vão perdendo a sua luz!! Como as fases da lua!!!! Como pode acontecer com todos nós!
Maio 1, 2008 at 12:05 am
Costumo comprar a Visão por a considerar, mais coisa menos coisa, uma revista (acima de) razoável. Procuro evitar também as grandes quantidades de papel que alguns jornais oferecem, embora nem sempre consiga. Quanto à matéria em causa no post, e à sua subjectividade, digamos que verto neste e noutros trabalhos jornalísticos toda a paciência e tolerância com que o meu cérebro foi dotado e tem treinado. Só espero que o jornalista em causa não seja um dos ferozes objectivocratas no que diz respeito às actividades dos professores. Digamos que isso basta à minha decrépita razão
Maio 1, 2008 at 12:16 am
Ah, já agora: às vezes também me apetece andar para aqui a chamar nomes às pessoas. Mas custar-me-ia muito fazer isso por três razões. A primeira é não conhecer os dados todos. A segunda é ter receio de estar a ser injusto. A terceira é não considerar este o espaço ideal para criticar com a veemência que vejo as atitudes de colegas.
Maio 1, 2008 at 12:39 am
Fogo, pessoal!
Estão mesmo a precisar do 1 de Maio…
Cuidado que para o ano “flipam” de vez. Calma lá que há mais marés que marinheiros. Não se zanguem uns com os outros. Há que concentrar energias contra o alvo certo e não dispersar.
Como dizem os nossos alunos: «não atrofiem!»