São três (portarias 343/2008, 344/2008 e 345/2008 tudo de 30 de Abril) e pelo menos uma está fazer-me ferver o sangue por questões muito particulares e outra porque demonstra que afinal a docência não é a mais nobre das missões dos professores.
Vamos por partes
- Sobre a equiparação a serviço efectivo do exercício de funções não docentes: portaria343de2008naodocentes.
- Sobre a aquisição dos graus de mestre e doutor: portaria344de2008graus.
- Sobre o regime de dispensas para formação: portaria345de2008formacao.
Abril 30, 2008 at 11:03 pm
Hoje não consigo ler mais nenhuma porcaria!
Abril 30, 2008 at 11:04 pm
* desculpem, portaria!!!
Abril 30, 2008 at 11:13 pm
http://bp0.blogger.com/_a2OIkLguXkk/SBiZkIDC4-I/AAAAAAAAAIw/wW3DFh3_m9g/s1600-h/Pacheco+elogia+ministra.jpg
Têm de ler isto, do Pacheco Pereira.
Abril 30, 2008 at 11:15 pm
http://bp0.blogger.com/_a2OIkLguXkk/SBiZkIDC4-I/AAAAAAAAAIw/wW3DFh3_m9g/s1600-h/Pacheco+elogia+ministra.jpg
Têm de ler isto,na revista Sábado de hoje, do Pacheco Pereira.
Abril 30, 2008 at 11:15 pm
Paulo
aproveitando a deixa da “lua” não queres mudar o título do post? “As porcarias do dia” caía que nem ginja!
Abril 30, 2008 at 11:17 pm
DA
Já li e confesso que fiquei baralhada. Acho que o PP anda um bocado feito catavento. Ou “interpretei” mal?
Abril 30, 2008 at 11:31 pm
Podem explicar-me se souberem é que sou meio “lenta”. Os sindicatos não estão a negociar todas estas matérias?
Abril 30, 2008 at 11:33 pm
10.000 hooligans invadiram as ruas de Londres
O mais interessante é que, para os padrões agora habituais na Grã-Bretanha a greve foi bastante seguida na imprensa e teve um forte impacto público. Em especial a marcha de 10.000 professores pelas ruas de Londres.
Comparativamente, foi uma mini-marcha, se a compararmos com a de Lisboa no dia 8 de Março, em especial porque o NUT engole, numa simples bicada, os nossos sindicatos em termos de associados.
Mas aqueles que agora colocam Gordon Brown tão down-down-down, na edição a seguir à manifestação dos docentes portugueses que levou 100.000, mais ou menos 10.000, às ruas de Lisboa (Visão de 13 de Março último), colocavam a nossa Maria de Lurdes Rodrigues praticamente no centro da escala, só a,i a deslizar para o cinzento. in educar.wordpress.com (2008/04/30/questoes-de-escala)
Curiosidade (zita): em UK existem cerca de 450.000 professores no ensino básico e secundário.
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 30, 2008 at 11:35 pm
Bessouro,
Ele sempre gostou de MLR…
Abril 30, 2008 at 11:35 pm
10.000 hooligans invadiram as ruas de Londres
O mais interessante é que, para os padrões agora habituais na Grã-Bretanha a greve foi bastante seguida na imprensa e teve um forte impacto público. Em especial a marcha de 10.000 professores pelas ruas de Londres.
Comparativamente, foi uma mini-marcha, se a compararmos com a de Lisboa no dia 8 de Março, em especial porque o NUT engole, numa simples bicada, os nossos sindicatos em termos de associados.
Mas aqueles que agora colocam Gordon Brown tão down-down-down, na edição a seguir à manifestação dos docentes portugueses que levou 100.000, mais ou menos 10.000, às ruas de Lisboa (Visão de 13 de Março último), colocavam a nossa Maria de Lurdes Rodrigues praticamente no centro da escala, só a,i a deslizar para o cinzento. in educar.wordpress.com (2008/04/30/questoes-de-escala)
Curiosidade (zita): em UK existem cerca de 450.000 professores no ensino básico e secundário.
(ín Crítica de Música)
Abril 30, 2008 at 11:37 pm
Eles não sabem nem sonham que a estupidez humana comanda a vida e que sempre que uma mulher “pinsa” a “iscola” “pila” e retrocede…
Abril 30, 2008 at 11:45 pm
Eu gostava que o PP 8 ou alguém) me explicasse porque é que MLR diz que os bons profs não querem ser avaliados e ela mesma, se fosse professora, também não gostaria de ser. Ele há coisas!!!!!!
Abril 30, 2008 at 11:46 pm
Avaliados como ela quer, entenda-se.
Abril 30, 2008 at 11:50 pm
BEM AMANHÃ É DIA DE TRABALHO Á QUE DEITAR CEDO PARA CEDO ERGUER..UMA MUSIQUINHA PARA TER BONS SONHOS
Maio 1, 2008 at 12:01 am
MLR esteve 18 anos no ISCTE. Para realizar mestrado, doutoramento, provas de agregação teve licenças sabáticas e bolsas. Quer dizer, o povo português pagava-lhe para ela estudar e não trabalhar. Certo? (quem não gostava!)
Nunca foi avaliada por nada, porque no Ensino dito “superior” não ha avaliação de professores. As carreiras são lineares contrariamente aos professores do basico e secundario que sempre foram avaliados. Mas com tantos cargos e (etc), que aulas deu esta fulana? O que produziu efectivamente de válido e de valor? Quanto ganhava por “ter cargos”, quer dizer, fazer “népias”?
Quer criar o caos no sistema nacional de ensino para esconder o descalabro total do dito “ensino superior”. Não consegue. Está (mesmo) louca?
Maio 1, 2008 at 12:06 am
Zé,
MLR foi durante anos professora do 1º ciclo (primária) e fez o curso de Sociologia no ISCTE como trabalhadora-estudante, no curso nocturno.
Entrou no ISCTE (na altura era muito facil) com 30 anos. Tem actualmente 52 anos. Vá ao site do M.E. e faça as contas. Claro. Quem está por dentro dos assuntos “fica completamente enjoado de tanta pulhice no portugalmente”.
Bolas.
Maio 1, 2008 at 12:12 am
Boa noite, Paulo. Não sei se poderá dizer-me uma coisa (talvez a Portaria que lhe está a ferver o sangue seja também a que mais me chamou a atenção) mas… não tendo eu lido com toda a atenção – falha-me a paciência para os discursos burocráticos – será que compreendi bem. Estou prestes a terminar o mestrado em Ciências da Educação na FPCE-UL (área de Tecnologias Educativas); como 70% dos créditos não são do meu grupo disciplinar – Língua Portuguesa, não tenho direito a redução de tempo de serviço quando quiser chegar a titular? (diga-se de passagem que sou moça relativamente nova – eheheh – PQND, 38 anos de idade e 15 de serviço)
Maio 1, 2008 at 12:21 am
Acho que tem direito, Prof. Teresa, porque é «Ciencias da Educação». Só no caso de não ser Ciências da Educação é que tinha de ter ditos créditos.
Maio 1, 2008 at 12:28 am
Digam-me uma coisa que me intriga muitooo!!!! Tenho evitado tirar o mestrado ( alergia às facudades) por considerar um desperdicio de dinheiro!
O mestrado afinal serve para quê ( para além do saber é sempre bom)??? O que se aprende nos mestrados que mude tanto a prática docente?
P.S.Esta questão é feita de forma inocente sem segundas ….
Maio 1, 2008 at 12:40 am
Anahenriques
E aquele ar enjoado da MLR é dos tranquilizantes e ansiolíticos.Acertei,não?
Maio 1, 2008 at 12:46 am
Eu tirei o mestrado por gozo pessoal. Já estava no “top” da carreira. Agora estou a fazer doutoramento. Dá muita pica e sem investigar já não consigo viver!
É também remédio óptimo para esquecer certas malfeitorias porque não temos tempo senão para a Escola e para a investigação.
É bué da bom, como dizem os putos.
E além do mais, sinto-me VIVA!!!
Maio 1, 2008 at 12:54 am
I love maths too! Boa onda, sim senhora…
Maio 1, 2008 at 1:04 am
I love maths: Que inveja!!!! O meu caso : pouco dinheiro, faculdade a muitos KM, bibliotecas a alguns KM, tempo inteiro na escola ( cada vez mais…) más condições de trabalho, horário horrivel ( não lambo botas a chefes e digo o que penso)!!! Um dia!!!
Maio 1, 2008 at 1:07 am
Lua, onde vives?
Maio 1, 2008 at 1:11 am
Longe dos grandes centros, numa pequena vila… horário misto…filhos pequenos… Também destestei a faculdade ( sou desbocada) Gosto de ler e de me informar ( aqui chegam jornais e existem livrarias) Opções pessoais!!!
Maio 1, 2008 at 1:12 am
Paulo, há algumas semanas atrás deitei “água na fervura” em relação às posições radicais de alguns colegas contra os sindicatos, em resultado do referido acordo. Hoje ao ler as protarias, sinto que os sindicatos andaram a enfiar bonés.
Maio 1, 2008 at 1:12 am
O que vi na faculdade chegou para mim…Aprendi mais nos livros ( por exemplo aqui também)
Maio 1, 2008 at 1:13 am
em 26 corrijo para portarias
Maio 1, 2008 at 1:20 am
Pois…
O mestrado foi mau, com faculdade a muitos km e muitos nervos à mistura. Agora estou com + sorte. Tenho as coisas ao pé. Se não fossem as horas e horas na escola era ainda melhor.
Eu que nasci para dar aulas,já estive muito deprimida este ano e o ano passado.
De repente senti-me muito mal. Só me apetecia dormir e desaparecer. Resolvi sobreviver.
Vamos ver até quando.
Maio 1, 2008 at 1:20 am
Lua és porreira.
Eu vivo numa pequena cidade, do interior norte. Mas gosto dos grandes centros e fujo para a capital onde está a filhota. E desculpa a pergunta.
Maio 1, 2008 at 1:45 am
Se bem percebo “a coisa”, a formação há-de passar para os sábados e “pausas lectivas”. Só! Se a portaria for bem “esprimidinha”… um dia destes nem sequer nos deixam os domingos para ir “à missa e ao futebol”!
Já este ano tive de “gritar bem alto” a alguns pais da minha escola, que estavam por lá a “exigir” umas “cenas”… se queriam que deitasse a minha filha ao rio. Só aí meteram “o rabo entre as pernas” e a “mão na consciência”!
É isso, Sr.ª Ministra? Tenho de deitar a minha filha ao rio… e mandar fazer um quartinho lá na minha escola para ficar lá dia e noite?!
Paulo… colegas… desculpem o desabafo: mas que merda de profissão é esta?! Que merda de país é este?!
Maio 1, 2008 at 8:00 am
Para Lua:
Achei piada à expressão “tenho evitado tirar o Mestrado” como se ele andasse atrás de nós. Mas a tua pergunta é pertinente. O que muda na prática docente? Pode mudar muito ou pode não mudar muito. No meu caso ajudou a realizar uma mudança que eu já iniciara sozinha (http://profteresa.no.sapo.pt). Podia deixar aqui uma lista grandita de tudo quanto as tecnologias me têm permitido fazer com os alunos mas não quero aborrecer ninguém. Quando o iniciei (foi longo, um bebé pelo meio, uma escola absorvente…) foi movida principalmente pela vontade de não estagnar, de me especializar, de poder ter acesso a outras funções no contexto educativo, de ganhar tempo serviço se pudesse ser – expectativas goradas uma vez que não consegui terminar antes de 31 de Agosto de 2007 e agora, pelos vistos, ainda mais. Não me arrependo nada até porque adoro investigação. O tempo é que é pouco.
Maio 1, 2008 at 9:12 am
Professora Teresa,
“de ganhar tempo serviço se pudesse ser – expectativas goradas uma vez que não consegui terminar antes de 31 de Agosto de 2007″
Não sendo especialista na matéria, mesmo que não ganhes os 4(?) anos de bonificação previstos no anterior Estatuto, vês o tempo de serviço necessário para concorrer a Titular diminuído. Não é assim?
“a aquisição, por docentes profissionalizados,
integrados na carreira, do grau de mestre ou
de doutor em domínio directamente relacionado com a
área científica que leccionem ou em Ciências da Educação
confere o benefício à redução do tempo de serviço para
acesso à categoria de professor titular”
Maio 1, 2008 at 11:07 am
Tal como a Teresa (olá Amiga!)o mestrado que estou a fazer (e a que resiti por mais de 20 anos) foi uma continuação mais estruturada do que ia fazendo e uma forma de arejar a cabeça. Como enveredei pela aplicação em contexto de aula de uma ferramenta nova do MIT (Scratch – foi divulgada/disponibilizada há um ano)- investigação-acção, estou a observar-me intencionalmente e a tomar consciência (ainda que exploratoriamente)da razão do sucesso/insucesso de alguns gestos para que um dia outros possam aproveitar alguma coisa deste meu caminho… espero eu
Maio 1, 2008 at 11:19 am
O que é interessante é que a regulamentação do s graus surge mais de 15 meses depois do ECD deixando no limbo muita gente que obteve entretanto os ditos graus e a quem se aplicaram regras muito diferenciadas.
Prof. Teresa,
Mestrados e Doutoramentos em CE dão reconhecimento automático pelo órgão de gestão da Escola.
No meu caso, quero que isso aconteça e que o papelinho da DREL que me aplicou em 2007 o ECD revogado seja queimado em pira pública.
Maio 1, 2008 at 3:25 pm
Paulo:
Então a situação (mestrado/artº 54) não era mais favorável até Agosto de 2007 (4 anos de bonificação)?
Agora, são 2 anos (podem não significar nada se – ou enquanto – o professor não passar a titular), ou 1 ano para titular.
Não estou a perceber!
Maio 1, 2008 at 6:54 pm
Obrigado Paulo! Bom trabalho! Obrigado leitores (3za, boa achega!
Adenda: isto de surgir como “Prof.Teresa” parece um bocadinho pretensioso, desculpem, mas é o meu username corrente e a forma como os alunos e colegas me conhecem na net. Sou uma prof como as outras, descansem