Decorre do nº 10 do «memorando de entendimento» entre a Plataforma Sindical e o ME que a implementação do novo modelo de “autonomia”, administração e gestão das escolas aqui anunciado e vertido em lei no passado dia 22 de Abril «pode estender-se até 30 de Setembro de 2008».
Os principais sindicatos de docentes (Fenprof, FNE, Sindep) sublinham esse facto, mas parecem dar a entender que o prazo de Setembro de 2008 é algo imperativo, o que verdadeiramente não é.
Em boa verdade, o prazo «pode» estender-se, mas nada obriga a que.
Por isso mesmo não basta anunciar que:
A FENPROF apela, assim, aos professores e educadores para que não desenvolvam qualquer procedimento neste âmbito durante este ano lectivo e entretanto aprofundem a discussão sobre a forma como deverão posicionar-se perante a constituição desse Conselho e a entrada em vigor desse regime jurídico.
Porque não há nada que impeça, do ponto de vista jurídico, que a 21 de Maio de 2008 estejam nomeados os Conselhos Gerais transitórios e todo o processo esteja em marcha. E que no 1º período do próximo ano lectivo o processo esteja praticamente concluído.
Pelo que, mais do que esperar que as coisas não avancem por si mesmas ou pela força da inércia, convirá que a Plataforma Sindical se entenda, ou pelo menos que surjam indicações nesse sentido, que algo está a ser feito no sentido de combater este modelo e de fazer propostas alternativas.
Apontar o alvo apenas para a figura do Director e erradamente associá-la ao do antigo Reitor é muito curto.
Assim como é complicado afirmar-se uma oposição ao modelo mas, em vez de construir alternativas mesmo que sejam na sequência de um aprimoramento das soluções abertas pelo 115/98 agora revogado, parecer que se está à espera que chovam soluções do céu e acreditar que daqui até Setembro de 2008 tudo está parado.
Ora esta atitude de expectativa que eu qualificaria de «ingénua», à falta de outro qualificativo mais suave, parece-me bastante perigosa pois o que vai acontecer é que, bem ou mal, já no final deste ano lectivo poderão estar muitas escolas e agrupamentos com o novo modelo em funcionamento e isso vir a funcionar como justificação para a sua aplicação generalizada.
O que me pode fazer acreditar que esta talvez não seja uma batalha que a Plataforma Sindical esteja a preparar devidamente.
Mas posso estar enganado e pode ser que por trás dos panos tudo esteja em acelerado movimento.
Não noto nenhuma deslocação de ar, mas pode ser a minha miopia a funcionar.
Abril 28, 2008 at 9:07 pm
Na minha Escola foi feita hoje a Reunião da Assembleia de Escola para dar início ao processo de eleição do Conselho Provisório…
Abril 28, 2008 at 9:11 pm
Última Hora
Moção da direcção do SPGL é derrotada e as 3 moções apresentadas pelas oposições são aprovadas
http://criticademusica.blogspot.com/
Abril 28, 2008 at 9:22 pm
Um resistente, o Vasconcelos!
Nunca cheguei a perceber uma data de coisas no congresso da FENPROF no ano passado …
Desconfio de vitórias fáceis ou aparentemente fáceis.
Vamos ver o que vai acontecer.
Por bem, tudo, Álvaro, de bom
Paulo, posso pedir-te para afixares no teu blogue um pedido de emprego de uma amiga minha?
Abril 28, 2008 at 9:54 pm
O meu blog n é o local indicado para pedidos de trabalho. Normalmente ponho o que algumas instituições me enviam e poderão interessar aos artistas portugueses, tipo concursos para músicos de orquestras, concursos internacionais para admissão de cantores, etc. Mesmo anúncios de espectáculos n ponho, incluindo aqueles que me oferecem convites e me dão livres trânsitos…
Posso é re-encaminhar o pedido dela para os meus contactos, que achar que eventualmente a poderão ajudar.
Abril 28, 2008 at 9:55 pm
manda-me isso por e-mail, pf.
de resto nada te impede de colocares tb aqui.
Abril 28, 2008 at 10:07 pm
Não concordo com o apelo da Fenprof à não candidatura dos docentes ao Conselho Geral.
Todos sabemos que é impossível que a totalidade dos professores cumpram este apelo, pelo que, escolher os mais capazes e fazer uma escolha acertada dentro de cada escola em lista única possa ser a melhor estratégia para este conselho geral transitório.
Abril 28, 2008 at 10:43 pm
Álvaro, agradeço-te mas … estava a falar com o Paulo.
E sabes, nestas coisas, sou muiiito selectiva.
abraço,
m.
Abril 28, 2008 at 10:45 pm
Alvaro,
Ok.
Abril 28, 2008 at 11:24 pm
Continuo a achar FUNDAMENTAL que a Plataforma apresente as linhas orientadoras da sua estratégia ATÉ AO FIM DESTE ANO LECTIVO – de preferência já em Maio.
(Um “Comunicado Nacional” não seria já bem vindo, principalmente depois da entrevista ao RCP de hoje?)
É altura de começar a explicar e, principalmente, congregar novamente a classe.
Ou será que a “afluência às urnas” no Dia D não foi já indicadora de “algo estranho”…?
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“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer!”
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Abril 28, 2008 at 11:44 pm
Há milhares de profs interessados em fazer parte. De qq coisa, desde que seja mandar. E agora com os directores a poderem nomear quem quiserem, vai ser fartar a vilanagem. Não nos preocupemos, pois, deixai a sra. trabalhar, que ela sabe muito bem o que faz. Vistes como ela se socorreu da estrtégia eviana para fazer o tontinho do Mário Nogueira morder o anzol, isto é, comer a maçã? «Tão ladrão quem vai à vinha como quem fica a guardar». Da próxima vez que os professores forem a Lisboa serão os mesmos 5000 de sempre. O acordo envenenado que a frente sindical aceitou sobre a avaliação liquidou as reivindicações da classe e deixou passar para a desgraçada opinião pública a ideia de que os 100000 só foram a Lisboa porque estavam contra a avaliação, por terem medo. Ainda hoje mesmo o dr. José Pereira (in ABRUPTO) reafirma a mesma tese. Paz, portanto, à alma das razões da reivindicação.
P.S. Salvo melhor opinião, o 7 poderia responder ao 4 por telemóvel para não nos obrigarem a ler correspondência íntima. Aliás, parece haver entre os dois números uma relação amor-ódio que me cheira a final feliz. Contactei o Paulo Cardoso e ele vaticina o mesmo.
Abril 28, 2008 at 11:54 pm
Na minha escola tem-se defendido a não candidatura. De resto, o único meio de bloquear o processo. Mas, por outro lado, também se teme que apareçam os “lambe botas” e votem tudo a perder. É um risco. Mas se o Conselho se constituir é mais uma vitória do ME. É uma discussão que merece a nossa atenção e deve ser feita com urgência.
Abril 29, 2008 at 12:14 am
Eu gostava de ter acesso ao texto integral do “entendimento” entre a plataforma e a ministra
http://joaotilly.weblog.com.pt/
Abril 29, 2008 at 12:24 am
Mas em algumas escolas já está tudo “sobre rodas”:
“Dando início à aplicação do Decreto_lei nº 75/2008, de 22 de Abril, o nosso Agrupamento de Escolas vai proceder ao arranque do processo para a constituição do Conselho Geral Transitório.
Deste modo, serão levadas a cabo um conjunto de actividades calendarizadas, as quais se passam a publicitar:
DATA
HORA
ACTIVIDADE
5 de Maio 18h30m Reunião Geral de Agrupamento, destinada a pessoal docente e não docente.
6 de Maio 19h30m Reunião de Alunos das turmas Educação e Formação de Adultos.
13 de Maio Encerramento do prazo para entrega das listas.
14 de Maio Publicitação das listas.
20 de Maio Eleições para o órgão do Conselho Geral Provisório (representantes dos docentes, não docentes e alunos).
Entrega dos nomes dos representantes dos Encarregados de Educação para o Conselho Geral Transitório.”
http://www.netescola.org/index.php?option=com_content&task=view&id=48&Itemid=1
Abril 29, 2008 at 12:26 am
laranjalima,
mas o CG pode funcionar sem professores…
Eu mesmo que quisesse não me podia candidatar não sou do quadro de escola.
Abril 29, 2008 at 12:42 am
DA
Já imaginou o CG sem professores?
Agora, o que importa estarem lá os professores se juntamente com os funcionários são só 50%. Não quiseram retirar-lhes o poder na escola? Então que definam as políticas, que organizem, avaliem, produzam os documentos…sem professores vai ser um bocadinho difícil não acha?
Abril 29, 2008 at 1:48 am
Sem professores o CG não funciona, mas o CG transitório tem quórum, só queria mostrar isso.
Abril 29, 2008 at 1:54 am
Paulo, dá ideia que voltei a irritar alguém … porque será?
Ana, os documentos já estão todos disponíveis no site da FENPROF. Este tb deve interessar :
– ver projecto de decreto-regulamentar
Abril 29, 2008 at 11:16 am
Tirem o cavalinho da chuva quanto às iniciativas da plataforma… vejam a notícia do público sobre a manif de ontem em Lisboa. Especialmente mimosa é a argumentação do Mário Nogueira que remata aliás com não pensa fazer nada “na rua” até 2009, ano de eleições… Estamos lixados se dependermos destes tipos!!
Protestos contra políticas educativas juntam uma centena de professores em Lisboa
29.04.2008, Isabel Leiria
Fraca adesão não preocupa secretário-geral da Fenprof, que considera que o problema da avaliação
mais imediato foi resolvido
À terceira segunda-feira de protesto contra as políticas educativas, convocada pelos sindicatos de docentes, a adesão dos professores à contestação nas ruas parece ser cada vez menor. Ontem, em Lisboa, trinta minutos após a hora marcada para a concentração em frente ao Ministério da Educação (ME), apenas cerca de uma centena marcou presença.
Mas o cenário não preocupava Má-
rio Nogueira, secretário-geral da Fen-
prof: “É normal. Tem a ver com o facto de aquilo que mais preocupa-
va os professores no imediato – as consequências da aplicação da avaliação a mês e meio do final das aulas – estar resolvido. Este ano, a nenhum docente se aplica o modelo de avaliação do ME”, responde o sindicalista, referindo-se ao acordo alcançado entre a plataforma sindical e a tutela. E para o ano, garante, o mesmo sistema estará em “experimentação”. “Ficaram inclusivamente definidos os meses das negociações para a al-
teração do diploma.”
Para Mário Nogueira, a própria aplicação das novas regras de avaliação a todos os professores, ao longo do próximo ano lectivo, mostrará que o sistema é “absurdo, incoerente e inaplicável em muitos aspectos.”
Vestida de t-shirt preta, com a fra-
se “Venham às escolas” inscrita, Manuela Guedes, educadora de infância há 26 anos, explica que é contra um modelo de avaliação que “não é formativo” e contra um estatuto da carreira docente que dividiu os professores em duas categorias. No seu caso, a contestação é levada até às últimas consequências. Apesar de ter direito, não se apresentou ao concurso para titular – “nunca vou concorrer, não sou mais do que uma professora” -, ficando assim impedida de continuar a progredir na carreira.
O novo modelo de gestão escolar, que prevê a concentração de muitos poderes na figura de um director, é outra das grandes lutas dos professores. E, em 2009, ano de eleições legislativas, a altura para os docentes voltarem a sair à rua ainda será “mais apropriada”, lembra Mário Nogueira.
Abril 29, 2008 at 4:24 pm
Quer quiser consultar:
http://www.fenprof.pt
http://www.fne.pt
http://www.spliu.pt
http://www.sepleu.pt
etc