Ignoro o que a Senhora Ministra da Educação pensa e sente sobre o 25 de Abril. Nem isso importa nem me interessa.
Mas não posso deixar passar sem reparo o que hoje, dia 25 de Abril, vimos na Assembleia da República, supostamente a casa da Democracia cuja respeitabilidade já conheceu dias melhores. Isto já me importa e muito me interessa.
Quase sempre que o realizador mostrava imagens televisivas da bancada do Governo, lá estava a senhora Maria de Lurdes Rodrigues a falar com o parceiro do lado…
A princípio achei compreensível, quando discursavam os representantes dos mais pequenos partidos com representação parlamentar. Condizia com o desrespeito que este Governo autocrático parece nutrir pelos outros partidos políticos. Mostravam a bancada do Governo e lá estava a senhora Maria de Lurdes Rodrigues a falar com o parceiro do lado…
Quando discursou Sua Excelência O Presidente da República, passou-se a mesma indecência. Mostravam a bancada do Governo e lá estava a senhora Maria de Lurdes Rodrigues a falar com o parceiro do lado… Aqui achei demais, ainda mais intolerável. Qualquer Presidente da República mereceria o silêncio dos que assistiam ao discurso. E tratando-se de uma personalidade que tem cooperado tão “estrategicamente” com este Governo e com este Ministério da Educação, promulgando todos os seus escandalosos e ruinosos actos normativos, mais se impunha o respeito da Ministra. Mas não! Mostravam a bancada do Governo e lá estava a senhora Maria de Lurdes Rodrigues a falar com o parceiro do lado…
Não estranhem, pois, os professores que nas suas aulas os alunos falem com os parceiros do lado.
O exemplo vem de cima, da própria Ministra da Educação.
(Assinado) Um Professorzeco que não quer ser incomodado pelo bando de ditadorzecos que nos governam.
Abril 26, 2008 at 5:50 pm
São assim exemplos simples… que se dão ou não!!!
Abril 26, 2008 at 6:24 pm
A resposta está no cookie monster. Ah isso é que está!
Rua Sésamo no seu melhor.
LOOOOOOOOOOOOOL
Abril 26, 2008 at 6:25 pm
Para além daquilo que se pode ver na TV, o livro “Difícil é sentá-los – A Educação de Marçal Grilo” (2001), de Dulce Neto, jornalista, sendo sobre educação, traz algumas pérolas sobre uma certa classe. Exemplos: “No parlamento não se pensa muito”; “Daqueles 230, eu diria que talvez 50 deputados são pessoas de boa qualidade e, destes, haverá uns 20 que são excelentes”; “Há, depois, um grupo, felizmente pequeno, a que alguns de nós chamávamos os ‘hooligans’, que são aqueles que, nos grandes debates, se colocam junto à parede e que emitem sons diversos e incompreensíveis destinados apenas a interromper os oradores e a estabelecer a confusão no Plenário”. Pelos visto, era assim quando Marçal Grilo era Ministro, agora…
Abril 26, 2008 at 6:47 pm
Já agora, para aproveitar a referência ao livro “Difícil é sentá-los – A Educação de Marçal Grilo” (2001), reproduzo parte do texto da badana e que serve de apresentação: “As palavras são sobre os grandes temas educativos, mas também sobre os analistas políticos, que tudo julgam saber e pouco dominam, dos jornalistas que não fazem o trabalho de casa, dos deputados que escapam pouco à preguiça, dos sindicalistas que estão longe das escolas.” Palavras muito actuais e que me fazem lembrar qualquer coisa que tem acontecido ultimamente!
Abril 26, 2008 at 7:06 pm
E não se arranjam essas imagens?
Abril 26, 2008 at 8:11 pm
Vá lá, não estava a comer BOLACHAS, BOLACHAS,crunch…crunch….
Estaria a perguntar:”Que horror!Será assim mesmo como aquele senhor está a dizer?”
Abril 27, 2008 at 1:43 am
O nosso drama é que a nossa Ministra não tem pensamentos sobre a Educação país dela. Não sei onde tem os filhos a estudar, mas não deve ser na escola que ela comanda!
As coerências são assim!
Abril 27, 2008 at 1:55 am
O ano passado, eu e a professora de Economia organizámos uma visita de estudo a Lisboa para alunos do secundário e, do programa, constava assistir ao debate do orçamento, na Assembleia da República. Foi uma vergonha o que vimos: bancadas cheias de estudantes e professores a presenciarem o exemplo de deputados que se portavam como se estivessem no café e a D. MLR a ler o jornal o tempo todo, enquanto se discutia o OE. Enquanto lá estivemos, a senhora teve tempo de ler dois jornais. Claro que não podemos provar nada, pois era completamente proibido levar o que quer que fosse para as galerias. Mas os nossos representantes conversavam, atendiam telemóveis, entravam e saíam, usavam o computador, riam-se com o colega do lado e por aí adiante… Foi um belo exemplo!
Abril 27, 2008 at 2:55 am
Misa, comentário 7,
“Não sei onde tem os filhos a estudar, mas não deve ser na escola que ela comanda!”
Informações aqui:
“E a filha da ministra da Educação estudou na Escola Delfim Santos, em Benfica. A própria ministra Maria de Lurdes Rodrigues fez o secundário…”
http://dn.sapo.pt/2007/11/03/dngente/onde_andam_filhos_politicos.html