O texto foi escrito no rescaldo do entendimento, pelo que agora terá um ou dois detalhes que poderiam padecer de ligeiro acerto, mas globalmente ainda não mudei de opinião, o que significa que consigo desagradar a quase todas as posições em confronto sobre as matérias em causa. O que é bom, aqui do meu ponto de vista.
Ao Público, agradeço a recolha de uma foto de quando estava claramente com menos dez quilos e meia dúzia de anos. O ter saído num dia como hoje, enfim, é mesmo uma cereja.
Ao MJMatos a presteza do envio do clip, ainda antes de eu ter acedido à cópia em papel.

Abril 25, 2008 at 3:24 pm
Caro Paulo,
as suas posições não desagradam a todos. Há muito tempo que me chamam nomes feios por defender algo muito semelhante.
Abril 25, 2008 at 3:34 pm
Uma avaliação transparente nunca me preocupou, porque tenho sempre como segurança o recurso ou a reclamação. Pode vir!!!
Abril 25, 2008 at 3:35 pm
Inevitável! Por aqui, um sorriso com uma ponta de orgulho, como se de um amigo próximo se tratasse. Coisas da blogosfera…
Mais ainda, em 25 de Abril de 2008, ler alguém que esfolava os joelhos nos recreios em 74, e que pensa a liberdade do séc. XXI.
Abril 25, 2008 at 3:57 pm
Caro Paulo Guinote
O artigo tem a qualidade habitual: entre o muito bom e o excelente.
Só não gostei de ver ali o verbo “espartilhar”, que não significa “dividir” ou “partir” como se pretendia dizer, mas apertar (com espartilho). É um lapso que se está a tornar habitual.
Abril 25, 2008 at 4:01 pm
Parabéns Paulo!
Estamos orgulhosos de ti, aqui em casa.
Abril 25, 2008 at 4:45 pm
pergunta
prova pública perante um júri constituído por quem? Teóricos que não conhecem a realidade/escola, por colegas a quem reconheçamos competência para tal ou por ambos?
Obs.: cotas, não “quotas” (embora, com quase 30 anos de trabalho docente, estejam todas pagas)
As cotas espartilham. A divisão em 2 carreiras divide. É esta a prioridade da luta.
De resto, concordo com quase tudo.
Abril 25, 2008 at 4:51 pm
Excelente reflexão, Paulo.
Parabens.
Abril 25, 2008 at 5:05 pm
Fica a faltar um artigo sobre a Gestão Escolar/Territorialização das políticas educativas.
Abril 25, 2008 at 5:24 pm
DA,
Estamos em sintonia de pensamento.
Abril 25, 2008 at 5:38 pm
Parabéns Paulo! Fabuloso ver que a nossa voz começa a ser mais “ouvida”. E a mim não desagradaste nada.
A desmontagem da “oculta” lógica economicista e do 2/2008 à opinião pública é fundamental neste momento.
É preciso explicar ao povo:
- A avaliação que tínhamos (mostrar que já éramos avaliados);
- A avaliação que foi proposta e as suas falhas (o que foi proposto no 2/2008 e o que não será concretizado por erros do ministério);
- A que realmente vai acontecer este ano(a diferença entre o exigido pelo ministério para este ano e o que “as tréguas” com os sindicatos conseguiram);
- A proposta de uma avaliação, eventualmente, até mais exigente que a apresentada pelo ministério, mas mais clara e adequada à nossa profissão (aqui ganhamos tantos pontos…);
- As maiores injustiças de todo o processo: o ECD/concurso(s) para titulares (onde estão as provas tão evidentes da lógica economicista).
Se explicarmos bem, o povo entenderá. Pois o povo sabe que, no fundo, quem precisa de uma avaliação mais frequente e mais rigorosa não são os professores:
- São os políticos!
Porque são eles os responsáveis pelas más políticas educativas.
Parabéns… é para continuar?
Abril 25, 2008 at 5:42 pm
Questão:
Paulo, é para continuar?
Abril 25, 2008 at 5:52 pm
outra pergunta
(fora do contexto)
Os Açores declararam a independência?
SPRA RECUPERA O TEMPO DE SERVIÇO CONGELADO DOS DOCENTES
http://www.spra.pt/?aba=27&cat=4&doc=729&mid=115
Abril 25, 2008 at 5:57 pm
AVALIAÇÃO (PROVA) PÚBLICA E TRANSPARENTE…, com mais detalhe ou menos detalhe estamos em sintonia.
Abril 25, 2008 at 5:59 pm
Muito lúcido. Afinal ainda há OCS que não se atemorizam perante o Estado. Ainda bem que a OPA correu mal ao Belmiro…mudou o disco no Público.
Abril 25, 2008 at 6:04 pm
Por partes,
Usei o “espartilhar” exactamente no sentido de apertar a carreira, estreitando-a como o espartilho fazia ao corpo feminino, quando alguns modelos transformavam o tronco feminino numa espécie de ampulheta.
A discussão cotas/quotas já me ocupou muito tempo.
A quota é uma porção de algo. A cota – enquanto parte de uma armadura – aperta. Apliquemos conforme…
As ideias foram as possíveis na altura.
Mais?
Logo se vê, diria o ceguinho.
Abril 25, 2008 at 6:15 pm
De [12]
“SPRA RECUPERA O TEMPO DE SERVIÇO CONGELADO DOS DOCENTES”, não poderia ser de outra forma!
Daqui a 10 anos os professores que hoje entram na carreira, como não estiveram “congelados”, chegarão em teoria, ao topo da carreira, com menos tempo de serviço que os professores que entraram na carreira antes de Julho de 2006 (corrijam-me a data…).
Ora isto configura, uma desigualdade que é inconstitucional. Alguém me corrija se estou errado?
Abril 25, 2008 at 6:17 pm
Texto simples, tocando em vários aspectos de todo este processo.
Este não é um texto “redondo”. É compreensível para quem está por dentro e por quem está a milhas de toda esta situação. E revela um grande poder de síntese sobre muito do que tem acontecido nestes 3 anos.
Mas o Paulo tem razão numa coisa: a ideia de uma “prova pública” de aptidão pedagógica para avaliação e classificação na progressão da carreira levanta muitas dúvidas a muitos de nós. A mim, por exemplo.
No entanto, penso que quantas mais ideias para serem pensadas e discutidas, melhor.
Abril 25, 2008 at 6:26 pm
Não tenho a pretensão de ser uma ideia consensual.
Muito pelo contrário.
O aspecto público para mim é fundamental.
Para quem passa por aqui já sabe que acho que o júri deveria ser formado por 3 elementos, no mínimo, 2 da escola e um de fora.
A classificação seria a combinação do relatório com a da prova, com ponderação a definir (50/50, 60/40, ou outra).
Abril 25, 2008 at 6:35 pm
Ainda bem que o Público está a mudar nos últimos tempos, dando a possibilidade à pluralidade de opiniões (há pouco mais de dois anos tal atitude não se verificava).
Não há assim tão poucos docentes a discordar da posição do Paulo- temos discutido o assunto entre pares e a ideia de prova pública não desagrada a número considerável de professores: seria um dos modos de avaliar (entre outros já referidos) e eliminaria todo este procedimento burocrático e pouco objectivo tantas vezees apontado. Também teria o mérito de silenciar aquelas vozes (a)críticas que comentam não quererem os professores ser avaliados.
Abril 25, 2008 at 6:50 pm
Concordo com o Paulo.
Uma prova pública, nestes moldes, seria o mais justo.
Também subscrevo Maurício Brito, quem precisa de uma avaliação urgente e rigorosa são os políticos que, cada vez mais, usam e abusam do poder. Estão podres e não largam o galho!
Abril 25, 2008 at 6:52 pm
É imperativo que os professores assumam um modelo alternativo ao ME para a sua avaliação.
Eu não digo que a minha proposta é a melhor, mas apenas aquela que eu acho mais transparente e menos vulnerável a “desvios”.
Posso ser acusado de querer mimetizar procedimentos universitários, mas e depois?
Abril 25, 2008 at 7:04 pm
Paulo,
Somente provas publicas têm transparencia. Com tantos desvios, o modelo de avaliaçao anterior (melhorado), já nao ter cabimento. Creio.
Abril 25, 2008 at 7:05 pm
tem
Abril 25, 2008 at 7:12 pm
Olá Paulo,
a minha pergunta repete uma outra. É para continuar? Bem falta fazia uma voz como a sua fora da blogosfera.
Por cá, já nos habituámos às suas opiniões e reflexões, sempre bem consubtanciadas, concorde-se ou não com elas…
Abril 25, 2008 at 7:21 pm
Paulo em [18] afirmas
O aspecto público para mim é fundamental.
Eu reforço: O relatório deveria ser entregue com alguma antecedência e colocado à disposição para consulta prévia da comunidade escolar, antes da realização da sessão pública de avaliação.
Virávamos o feitiço contra o feiticeiro, se fizéssemos uma proposta deste género e a enviássemos ao governo e comunicação social.
Abril 25, 2008 at 9:31 pm
Provavelmente muita coisa ficou por dizer pelo Paulo, pelo menos no percurso até à prova pública.
Onde está a avaliação para o desenvolvimento? Como é que o professor pode melhorar e incorporar interacções? A prova pode criar alguma pressão sobre o professor, o que pode não ser negativo, e pode trazer alguma limpeza à classificação, mas deixa imensas dúvidas em relação às mais-valias geradas.
Para uma fase inicial ou de continuação de avaliação, esta poderia avançar com duas componentes: uma classificativa em que as tarefas de funcionário seriam notadas e uma avaliação formativa para as funções do professor, aquele que ensina e trabalha com alunos, como Pérrenoud a descreve, obrigatória entre pares, reforçada com a alimentação que poderia ser introduzida através de equipas de supervisão. Note-se que esta obrigatoriedade é um avanção em relação ao 11/98. Acho que é importante este desenvolvimento e o clima entre pares seria bastante favorável. Tendencialmente seria estabilizado este processo e, podenedo começar com muitos medos, a médio prazo traz uma nova relação entre professores.
Tenho uma dúvida neste proposta, que fazer aos titulares, como eu.
Abril 25, 2008 at 9:36 pm
http://a52abrantes.wordpress.com/2008/04/19/um-modelo-de-avaliacao/
Abril 25, 2008 at 9:47 pm
Não só concordo com as provas públicas para subir de escalão, como concordo igualmente que ser professor titular devia ser um posto a ocupar por concurso e entrevista, onde os candidatos proporiam um dado projecto pedagógico, findo o qual seriam avaliados, continuando titulares ou voltando à condição base de professor. Titular vitalício é coisa de Antigo Regime (em mais do que um sentido).
Mas não é esta a avaliação do mérito que a D. Lurdes pretende, até porque consome muitos recursos. A ideia é afogar tudo em papelada com o mínimo custo financeiro imediato, mesmo que isso implique uma espécie de burnout colectivo com consequências nefastas para o ensino; como se tem vindo a observar em Inglaterra.
Abril 25, 2008 at 10:07 pm
a52,
Meter uma lança em África já foi um percurso interessante.
Meter quase uma página então, foi bem acima do que esperava.
Agora logo se verá se existirá possibilidade de, não abusando da sorte, meter uma 2ª ou 3ª lança.
Não é fácil como sabem.
Afinal sou um professorzeco.
Abril 25, 2008 at 10:46 pm
Paulo,
um professorzeco que admiro. Gosto destes professorzecos. Grato pelo espaço criado.
Longe de mim beliscar a sua intervenção. Gostei bastante da caracterização, não deixando de manifestar alguma surpresa pela proposta.
Fiz prova pública para acesso ao 8º escalão com um trabalho totalmente centrado no trabalho que, durante dois anos, desenvolvi com os meus alunos. Achei que foi uma actividade reflexiva e de auto-avaliação e senti que o procedimento poderia ser um momento interessante na vida do professor.
Sobre isso, duas observações,1) o PêEsse eliminou essa acção (Santos Silva e companhia), 2) o professor estava só com os seus alunos.
Acredito muito no trabalho entre pares, mas este modelo inquina de tal modo a relação que destrói a possibilidade de ela se concretizar. Avaliação mais para o desenvolvimento do que para o prestar contas. A Administração quer uma classificação, classifique-se o funcionário! Os professores querem desenvolvimento, trabalhe-se, condenadamente, entre pares,
Abril 25, 2008 at 10:48 pm
Um umbigo que revela algumas marcas de adesivo sindical:
Afinal para o Paulo o entendimento “como trégua não está mal”.
Nunca foi explicado, nem pelo Paulo, nem pelos putativos pais afectivos do entendimento, a razão fundamental que levou a que esta legitimação da política do Ministério da Educação seja algo que tenha favorecido os docentes e/ou o processo educativo, numa perspectiva democrática.
No entanto, o Paulo depois de chamar a atenção para as “manobras de ilusionismo” ainda concede que se atingiu o que seria possível, dadas as circunstâncias.
Fico sem perceber se lhe agradaram os truques ou se simplesmente entende que o espectáculo ainda comove e convence a maioria dos espectadores, não havendo muito mais a esperar para além do que decidem os agentes da Nomenklatura.
Abril 25, 2008 at 11:06 pm
Texto muito bom!
Na forma, que, no conteúdo, apontando alguns aspectos falaciosos (sofísticos, diga-se)do modelo de avaliação proposto, cai no logro em que sindicatos e a generalidade dos movimentos se estatelaram: identificar os problemas da escola e a injustiça que se faz a toda uma classe profissional à avaliação e, nesta, a questões de exequibilidade.
Aprovado o ECD, sem oposição digna de registo, que outro modelo de avaliação haveria a esperar?
Abril 25, 2008 at 11:06 pm
Paulo, foste, mais uma vez, um digno representante da classe.
Temos agora é que desmontar todo o concurso dos professores titulares.
Temos que mostrar aquilo que o governo escondeu à população:
- Com uma mão, levantou a bandeira da “Melhoria da Escola Pública = Avaliação dos Professores”.
- Com a outra, contou os Milhões que pouparia com o bloqueio da progressão dos professores.
Disse que só os melhores podiam chegar aos escalões de topo da carreira. E para isso fez um honestíssimo (…) concurso em que deixou que apenas concoressem para os escalões de topo da carreira…
… os que já estavam nos escalões de topo da carreira!
…
Será difícil conseguir que a população entenda tamanha injustiça?
Será que nós, que temos a obrigação de explicar bem, não conseguimos passar esta mensagem de uma forma clara?
É que se cada um dos 100.000 conseguir explicar este logro a 10 votantes que gostavam de ouvir a palavra mágica “avaliação”, teremos 1.000.000 de votantes contra esta política educativa.
E 1.000.000 são muuuuiiiitos votos.
Abril 25, 2008 at 11:16 pm
Guintoe vai em frente tens aqui a tua gente
Força força camarada Paulo nos seremos a muralha de aço
Abril 25, 2008 at 11:29 pm
Realmente, aprovado de um modo tão pacífico um ECD que implica este modelo de avaliação (claramente, deixemo-nos de estórias!), o que passa para a opinião pública (e nisto não há volta a dar-lhe!) é que toda a zaragata dos meses de Janeiro e Fevereiro apenas revelam que os profs não querem ser avaliados. Façam um pequeno inquérito e surpreendam-se…
Abril 25, 2008 at 11:43 pm
Já me penitenciei.
O “espartilhar” também me feriu os ouvidos porque pensei logo na divisão professor/ professor titular.
Afinal, não era disso que o Paulo falava, era mesmo do aperto para não haver progressões tão rápidas.
Abril 25, 2008 at 11:58 pm
Serei grega ou troiana?
Não sou particularmente fã da tal prova de que fala o Paulo porque colide com a minha ideia de Escola e de avaliação.
Se entendermos que a finalidade da avaliação é aquela que move o ME, ou seja avaliar para limitar a progressão, partindo do pressuposto que aceitamos a divisão da carreira, então, nesse caso, eu aceito que a proposta do Paulo é a melhor: é mais transparente, é menos burocrática e serve perfeitamente o fim a que se destina.
Acontece que eu não defendo a avaliação com este fim. Eu defendo uma avaliação que pode perfeitamente seguir o modelo filandês ou outros muito semelhentes que existem em países europeus. Ela existe para que se troquem experiências, para que se vá melhorando, para corrigir o que há a corrigir. Eu entendo que uma escola só pode viver desta conjugação de esforços, do trabalho cooperativo. Que interessa uma prova ao fim de não sei quantos anos de carreira? Em que é que isso melhora a qualidade da Escola Pública? Mesmo que ponha em evidência, pública e claramente, a diferença entre um bom e um mau professor quem apaga os estragos que o segundo andou a fazer? Não era muito melhor que, desde o início da sua carreira, fosse orientado e ajudado a melhorar se, por acaso, demonstrasse dificuldades?
Abril 26, 2008 at 12:54 am
Lucio Peixe (35),
O povão não é burro. Faz-se de burro quando lhe dá jeito.
Abril 26, 2008 at 10:13 am
Gostei do texto, mais uma vez, a qualidade a que nos habituou. Quanto às ideias, a questão de uma “prova pública”, ou seja, uma avaliação externa, que na minha opinião seria a mais adequada a uma avaliação independente, não é desejada por muitos. Os medos de supostos avaliadores que nunca deram aulas, teóricos sem experiência, não é de agora, e obviamente, é preocupante. Contudo, sabemos ser da condição humana que a avaliação é sempre subjectiva, e então avaliação realizada por conhecidos e colegas de trabalho, mais subjectiva se torna. Não estou a pôr em causa a seriedade das pessoas, apenas a sua objectividade.
Abril 26, 2008 at 2:44 pm
Eu ainda estou a pensar na prova pública ser mais transparente.Será?
A transparência coloca-me algumas dúvidas.
A este propósito tenho um exemplo muito concreto de um estudante universitário cuja defesa de uma tese de mestrado em prova pública foi tudo menos transparente.E também a de uma defesa de uma tese de investigação para integrar uma equipa de um famoso instituto público.Poderei estar a desviar-me da questão, mas o que vos posso dizer é que o facto de uma qualquer prova ser pública não significa à partida que ela é transparente e justa.No primeiro caso, a pessoa em questão saíu prejudicada pelas “guerras” intestinas entre os membros do júri. No segundo caso, apesar de brilhante,a pessoa em causa foi ultrapassada por outro candidato, por ser mais novo e por ter “conhecimentos”.
“Vícios privados, públicas virtudes?”.
Mas vou continuar a pensar no assunto.
Abril 26, 2008 at 2:52 pm
A minha ideia de avaliação de professores coincide com a de laranjalima no comentário 37.Claro que teríamos de partir de um conceito de avaliação que nada tem a ver com o que está subjacente a este modelo que nos querem impor.
A questão está na resposta a uma questão básica e elementar: Qual a finalidade de uma avaliação de professores do ensino não superior?
Abril 26, 2008 at 5:40 pm
As provas públicas (que já aconteceram antes) não trouxeram benefícios a ninguém que popr elas passou. Não melhoraram as práticas, nem as didácticas. Progrediram, isso sim e chegaram ao topo da carreira! Avaliação séria e responsável, como afirma laranjalima, é a avaliação construtiva dos docentes que revelam praticas menos próprias, menos aconcelháveis do ponto de vista pedagógico e científico. Porquê desconfiarmos uns dos outros como faz a Ministra? A opinião pública precisará de saber quem são os bons professores e os menos bons? Ou isso serve apenas como prova de vaidade para os melhores? O que se pretende não será ajudar a melhorar quem não é tão bom professor? Neste caso faça-se uma avaliação como a da Finlândia, em que o director é um moderador e coadjuvante no processo educativo que, também ele é transparente. Sejamos razoáveis!
Abril 26, 2008 at 7:25 pm
Corroboro o comentário 34 de Francisco Cavaco.
Abril 26, 2008 at 7:28 pm
Caro Colega:
Li este artigo no papel, adorei.
Parabéns.
CF – Covilhã
Abril 26, 2008 at 8:47 pm
A 1.ª parte do texto está muito bem.
A 2.ª parte, onde Paulo propõe a prova pública parece-me um regresso aos tempos de Manuela Ferreira Leite como ME. Ou estarei enganado?
Abril 26, 2008 at 9:12 pm
Bem observado h5n1!
Abril 26, 2008 at 9:22 pm
Aceito os desacordos quanto á prova pública.
Mas não considero muito válidos os argumentos usados contra ela.
Exemplos caricatos de má aplicação de uma fórmula podemos sempre encontrar.
Acho mesmo que o Einstein se aproveitou de algum trabalho alheio, assim como o Freud e muitos outros génios da História.
Agora vou ser muito sincero: o modelo delicodoce-benaventista da auto-avaliação “construtiva” deixa-me gélido.
Poderia elaborar, mas ainda faria vítimas inocentes.
Abril 26, 2008 at 9:51 pm
A bem dizer, também não considero muito válidos os argumentos a favor de uma prova pública.
Algures entre uma prova pública “manuelo-ferreirista da avaliação estrutulalisto-transparente” e um modelo “delicodoce-benaventista da autoavaliação construtiva”, poder-se-à pensar noutras hipóteses.
Abril 26, 2008 at 9:55 pm
Eu acho estranho, desculpem lá,que um professor se sinta incomodado em defender o seu trabalho de forma pública perante um júri e não se sinta incomodado em defendê-lo numa reunião privada entre quatro paredes.
Sei que há marcas das provas de acesso ao 8º escalão.
Também há imensos traumas de muita gente em relação a agruras que passou na escola: o que explica muitas idiotices do nosso actual sistema de ensino, modelado nos anos 80 e 90 como se estivessemos ainda a reagir a uma escola autoritária e quase “fascista”.
Quanto à 3ª via entre os dois modelos?
Talvez a solução grelhadora, valteriana-rodriguista do ME!
E que tal se, em vez da crítica permanente ao que é proposto, as pessoas assumissem exactamente o que pretendem?
Abril 26, 2008 at 10:16 pm
Não se trata de uma crítica permanente.É uma crítica que visa clarificar e pensar noutras formas de avaliação.E pensar noutras formas de avaliação e progressão na carreira não passa pela 3ª via grelhadora do ME, nem por reuniões privado-sigilosas entre 4 paredes.
Já aqui dei algumas sugestões para uma avaliação em comentários anteriores.
Não tenho medo nem me sinto incomodada por estar numa prova pública.Só que não vejo em que é que isso melhora a minha prática lectiva ou mostra melhor a minha meritocracia.
Abril 26, 2008 at 10:52 pm
O importante neste momento é passar a imagem inequívoca de que não tememos QUALQUER modelo, desde que justo, claro e reconhecedor do mérito dos professores.
A apresentação de um novo modelo de avaliação deve deixar evidente para a OPINIÃO PÚBLICA a total falta de receio dos professores em serem avaliados, eventualmente, por um sistema até mais rigoroso e transparente.
Porque se for para apresentar uma solução “Wash & Go – e pronto, que giro, já está!”, o melhor é mandarmos vir pela Amazon uns bons açoites.
E para 100.000 unidades eles fazem um valente desconto…
Abril 26, 2008 at 11:26 pm
A OPINIÂO PÚBLICA é um factor a ter em conta, como todos sabemos e já o dissemos e escrevemos.
Contudo, e porque sabemos que a opinião pública muitas vezes não percebe muito bem a coisa, convém não a sobrevalorizarmos nesta matéria.
Abril 26, 2008 at 11:58 pm
Paulo (49)
O que o faz pensar que quem discorda da prova pública é por ter medo de o fazer? Dizer isso é lançar um “fuminho” sobre a discussão que não ajuda nada a clarificar posições. Já disse mais do que uma vez qual o modelo que defendo e os motivos porque o faço. É a minha opinião. Não me ocorre, contudo, dizer que o Paulo porque tem uma opinião diferente da minha é porque tem medo de ser avaliado segundo o modelo que eu defendo. São opiniões diferentes que valem o que valem, provavelmente porque partem de formações e realidades diferentes.
Abril 27, 2008 at 3:35 am
Para mim é muito simples. Nas outras profissões as pessoas são avaliadas, grosso modo, pelo que fazem e por quem os vê actuar – os vendedores, pelo patrão e pelos clientes; os médicos, pelo chefe e pelos doentes; os pedreiros, pelo encarregado e pelos clientes donos da obra; os pilotos, pelo chefe e pelos passageiros vivos; os advogados, pelo bastonário e pelos clientes os políticos, pelos eleitores… Os professores seriam avaliados pelo coordenador (a quem toda a gente reconhece competência para tal ou então não pode ser coordenador), pelo chefe (presidente, director, seja lá o que for, que também é competente ou não está lá) e pelos alunos. Tal como as outras pessoas das outras profissões… Fácil, não? Não me parece proveitoso gastarmos os cartuchos todos com a avaliação. Há problemas muito mais graves: aposentação aos 65 anos (ninguém vai aguentar), divisão da carreira em dois (a maior parte nunca mais vai passar dos miseráveis 1000 euros), estrutura dos currículos, total desactualização e desfazamento da maior parte dos programas de estudos, brutalidade da carga horária dos estudantes,o flagelo das aulas de substituição, onde pouco ou nada se ensina e se aprende, o desprezo por algumas disciplinas como a filosofia, e, finalmente, para não maçar muito, quando é que nos explicam por que diabo há-de haver exames externos a LPO e MAT e não às outras disciplinas…
Abril 27, 2008 at 2:26 pm
25sempre
Por aí é que devíamos ir…
Abril 27, 2008 at 11:17 pm
Avaliação feita pelos alunos?
Não há exames a outras disciplinas, porque a situação se complicaria ainda mais. E porque já não há mais “espaços” para mais PLANOS e para mais blocos de 136m.
Setembro 15, 2008 at 7:11 pm
[...] Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Docentes, Lutas, Tácticas Sou teimoso, pelo que mantenho boa parte do que escrevi aqui, ainda antes do «entedimento» e das «simplificações» que em seguida vieram aligeirar o [...]