Exmo Sr. Director:
Lagartixa ou Jacaré?
Em “A lagartixa e o jacaré” na revista Sábado de 17 a 24 de Abril , o Sr. Professor José Pacheco Pereira faz algumas considerações sobre alguns dos assuntos que estiveram em destaque na semana anterior. Um dos quatro assuntos em destaque foi o acordo a que os sindicatos e a ministra chegaram. O sr. Professor resolveu destacar este último tema, de forma malévola e tendenciosa, colocando no centro da página uma fotografia de Mário Nogueira, da Fenprof, a cumprimentar efusivamente o sorridente secretário- geral do P.C., “esquecendo-se” de que, nas negociações, participou uma denominada Plataforma Sindical que englobava todos os sindicatos representantes dos professores e que, portanto, a Fenprof era apenas um dos Sindicatos presentes. Depois, no final do seu artigo, referia “que os professores que se manifestavam não queriam, na sua esmagadora maioria, nenhuma avaliação de desempenho…”. Será que as suas múltiplas actividades não permitem que tenha tempo para se inteirar da realidade? É pena. Devia saber (porque é professor) que os professores, na sua esmagadora maioria, não são contra a avaliação, nem temem ser avaliados. Eram e são contra a avaliação que a ministra tentou impor. Como disse o insuspeito Fernando Madrinha no “Expresso” no artigo ” À Pressa e à Força” , este sistema é “burocrático, complexo, difícil de aplicar”, o que (…) “qualquer pessoa pode verificar lendo, não só o decreto regulamentar, como as fichas de avaliação e a parafernália de recomendações e decisões associadas (…) com opções discutíveis” e que (…) “corre o risco de desacreditar completamente o processo de avaliação”. Já Nuno Crato muito recentemente dizia, a propósito da Avaliação, que ” …é difícil encontrar um sistema ideal, mas há um consenso que ela tem de existir para que a progressão na carreira se faça por mérito”. Sr. Professor, já agora, por que não fala, por exemplo, sobre o Estatuto do Aluno, o número absorvente de disciplinas, do excesso de horas lectivas, sobre os programas extensos e desgarrados, sobre o desvario que as actividades burocráticas e administrativas provocam nos docentes, desviando-os do fundamental que é ensinar e formar, etc…,etc… . Se me permite terminaria socorrendo-me , uma vez mais, de Nuno Crato quando diz, no seu livro o ” Eduquês em discurso directo”,: “Os bons professores sabem o que se deve fazer e tentam fazê-lo. Se muitas vezes não o fazem mais e melhor, essa limitação não se lhes deve. Deve-se sim às imposições avulsas do Ministério, aos currículos desconexos, aos maus manuais escolares, a um ambiente de desrespeito pela cultura e pela educação”. Senhor Professor, por favor, para lagartixa já nos basta o Miguel Sousa Tavares.
Domingos Farinha
Setúbal
Abril 23, 2008 at 7:26 pm
Proposta Para a Acção
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Abril 23, 2008 at 7:32 pm
Ui, o senhor profe Pacheco é o mestre da intriga do reino.
É a erba daninha, que diz ali um esta berdade, à conta do gajo já o pobo do Iraque tamém sofreu ca sa farte.
E é um beneno onde dá, Pacheco, assim como coisa ruim, baidosa, intriguista e um perigo.
Abril 23, 2008 at 8:04 pm
Interposta pelo Sindicato dos Professores da Zona Sul
Tribunal rejeita última providência cautelar para suspender avaliação de docentes
23.04.2008 – 18h21 Lusa
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja rejeitou a quinta e última providência cautelar interposta pelos sindicatos de professores para suspender o processo de avaliação de desempenho docente, revelou hoje o Ministério da Educação.
De acordo com o ministério, a providência cautelar interposta pelo Sindicato dos Professores da Zona Sul, afecto à Fenprof, visava “a suspensão de eficácia dos despachos” relativos ao regime de avaliação do desempenho.
Um dos despachos atribuía competências à presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores para a produção de recomendações, uma vez que os membros daquele órgão ainda não estavam na altura designados.
Outro aprovava os modelos das fichas de auto-avaliação e avaliação de desempenho e o terceiro determinava que os prazos processuais para a escolas aprovarem os instrumentos de registo e para os docentes estabelecerem os objectivos individuais contavam a partir de 26 de Janeiro.
Com esta decisão judicial, as cinco providências cautelares interpostas pelos sindicatos para suspender a avaliação foram rejeitadas pelos tribunais, depois de quatro acções semelhantes – intentadas por organizações sindicais afectas à Federação Nacional de Professores (Fenprof) – e pelo Sindicato Nacional e Democrático de Professores (Sindep), terem sido também indeferidas.
Os sindicatos defenderam que o processo de avaliação de desempenho dos professores, em particular no que diz respeito aos actos que decorriam daqueles despachos, mantinha-se suspenso enquanto houvesse uma providência cautelar por julgar. Já o Ministério da Educação sempre reiterou que estas acções não punham em causa a continuidade do processo nas escolas.
O impasse que se mantinha há vários meses a este propósito viria, no entanto, a ser ultrapassado na semana passada, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério da Educação e a plataforma que reunia as várias estruturas sindicais. As duas partes acordaram que apenas os professores contratados e os docentes em condições de progressão serão avaliados este ano, num processo que simplificado.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326769&idCanal=58
Abril 23, 2008 at 8:04 pm
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326769&idCanal=58
Abril 23, 2008 at 10:22 pm
Já estava no site do ME à tarde…
Quanto ao PP que aparece agora a apoiar a “nossa” ex-ministra Manuela vai levar com o Alberto em cima e ficar tipo lagartixa…espalmada.
Abril 23, 2008 at 11:39 pm
Quem se sente obrigado a comentar demasiados assuntos ao mesmo tempo arrisca-se a fazer juízos não suficientemente fundamentados, por simples desconhecimento dos factos. É lamentável que uma pessoa formada em Filosofia se preste a tão triste papel. A remuneração de comentador chegará para compensar o opróbio? Só JPP saberá. A opção é dele.
Abril 23, 2008 at 11:53 pm
Pacheco Pereira sabe bem o que se passa, pois tem familiares próximos a leccionar nos níveis de ensino visados. Quanto mais não seja, essa razão levá-lo-á a manter-se documentado.O facto de afirmar tão categoricamente que os professores rejeitam “na maioria a avaliação” faz-me pensar como terá tão esclarecida figura chegado a tal verdade insofismável … será que começou a consultar astrólogos?