Isto não é currículo que se apresente. Para o sucesso deveria explicitar:
- Quero ser avaliado (não importa por quem, que parâmetros e pesos, em que circunstâncias, nem tão pouco se é justo, equitativo, exequível e meritório)
- Quero ser explorado e lamber os pés a quem necessário
- Contento-me com um ordenado, o mais miserável possível e prometo nunca dele reclamar,
- Prescindo de actualizações salariais, de progressão da carreira e de pertencer a qualquer tipo de organização cívico/institucional ou sindical,
- Trabalharei todas as horas extraordinárias que me pedirem sem exigir nada em troca,
- Disponibilizo-me para qualquer fim-de-semana, feriado e férias (sem limitação de horas de trabalho),
- Serei poli, multi e transvalente;
- Comprometo-me a nunca adoecer, partir pernas, casar ou ter filhos,
- Proibo o falecimento de qualquer familiar ou ente querido,
-…,
- Assumo a eliminação integral da autonomia cerebral,
- Sou filho de Z, vizinho de W e amigo de K,
- Estou filiado no partido XPTO
Conhecem a carta do
Professor Doutor Raúl Iturra
Catedrático de Antropologia sempre no activo, membro do Centro de Estudos em Antropologia Social, CEAS/ISCTE, Membro de Honra do CNRS, Paris, Professor Visitante do Collége de France e Membro do Senado da Universidade de Cambridge.
Só falta uma pequena formação curricular essencial para ter sucesso neste admirável novo mundo. É aquela que todos aqui na querida instituição temos que fazer quando aqui entramos. Mergulhar de alma e coração na demência e praticar uma lobotomia. Só assim conseguimos ser felizes e todos temos o direito de ser felizes. Bilu, bilu bliuzinha, ai como eu adoro a miluzinha…
Abril 23, 2008 at 9:56 am
O que faz falta são as novas oportunidades, não as velhas…
Abril 23, 2008 at 12:23 pm
Olha…
bem fiz eu que n quis escrever a tese. E nem sequer me dei ao trabalho de ler “como se faz uma tese?”
Ecôoooooo
Abril 23, 2008 at 1:35 pm
Isto não é currículo que se apresente. Para o sucesso deveria explicitar:
- Quero ser avaliado (não importa por quem, que parâmetros e pesos, em que circunstâncias, nem tão pouco se é justo, equitativo, exequível e meritório)
- Quero ser explorado e lamber os pés a quem necessário
- Contento-me com um ordenado, o mais miserável possível e prometo nunca dele reclamar,
- Prescindo de actualizações salariais, de progressão da carreira e de pertencer a qualquer tipo de organização cívico/institucional ou sindical,
- Trabalharei todas as horas extraordinárias que me pedirem sem exigir nada em troca,
- Disponibilizo-me para qualquer fim-de-semana, feriado e férias (sem limitação de horas de trabalho),
- Serei poli, multi e transvalente;
- Comprometo-me a nunca adoecer, partir pernas, casar ou ter filhos,
- Proibo o falecimento de qualquer familiar ou ente querido,
-…,
- Assumo a eliminação integral da autonomia cerebral,
- Sou filho de Z, vizinho de W e amigo de K,
- Estou filiado no partido XPTO
Abril 23, 2008 at 2:34 pm
J.F.
É isso mesmo! Isso é que é currículo! Mais, perfil para ser professor e combater o insucesso e o abandono!!
Abril 23, 2008 at 3:35 pm
Aconselho vivamente os “cursos de empreendorismo” proporcionados pelo ISCTE…!!!!!
Abril 23, 2008 at 3:36 pm
Aconselho vivamente os “cursos de empreendorismo” proporcionados pelo ISCTE…!!!!!
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=24217&area=25
Abril 23, 2008 at 4:02 pm
Que cursos de empreendedorismo são esses?
Abril 23, 2008 at 4:18 pm
Conhecem a carta do
Professor Doutor Raúl Iturra
Catedrático de Antropologia sempre no activo, membro do Centro de Estudos em Antropologia Social, CEAS/ISCTE, Membro de Honra do CNRS, Paris, Professor Visitante do Collége de France e Membro do Senado da Universidade de Cambridge.
dirigida a MLR?
Abril 23, 2008 at 4:25 pm
anahenriques como quase sempre…muito bem.
Abril 23, 2008 at 6:15 pm
Só falta uma pequena formação curricular essencial para ter sucesso neste admirável novo mundo. É aquela que todos aqui na querida instituição temos que fazer quando aqui entramos. Mergulhar de alma e coração na demência e praticar uma lobotomia. Só assim conseguimos ser felizes e todos temos o direito de ser felizes. Bilu, bilu bliuzinha, ai como eu adoro a miluzinha…
Abril 23, 2008 at 10:39 pm
Nos comentários 4 e 5 … “empreendadorismo”.
Abril 23, 2008 at 11:14 pm
Estamos a viver uma tragicomédia.
Seria bem cómica, caso a realidade nua e crua não fosse tão trágica!