Este Decreto-Lei visa regulamentar a realização da prova pública e do concurso de acesso à categoria de professor titular previsto no Estatuto dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
Deste modo, os docentes dos quadros da rede de estabelecimentos do Ministério da Educação – que preencham os requisitos para acesso à categoria de professor titular ou tenham completado 15 anos de serviço docente com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom – podem requerer a realização da prova pública, que se destina a demonstrar a sua aptidão para o exercício específico das funções de professor titular. Esta prova concretiza-se na apresentação de um trabalho pelo candidato e respectiva discussão, sobre a experiência do quotidiano escolar vivida no exercício efectivo de funções docentes.
Definem-se os domínios que podem ser objecto do trabalho a apresentar pelo candidato, competindo ao júri o estabelecimento dos critérios de apreciação da prova. Na composição do júri da prova, prevê-se a presença de elementos externos à escola, de reconhecido mérito no domínio da educação. Para efeitos da organização das provas públicas, podem os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas celebrar protocolos de cooperação nas áreas dos centros de formação de associações de escolas.
O recrutamento de professores titulares faz-se para lugares definidos ao nível do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, a que é atribuído um papel decisivo nessa selecção. O concurso reveste carácter documental, com incidência sobre toda a actividade desenvolvida pelo docente, e reflecte o rigor e a exigência que se pretende imprimir ao funcionamento do sistema educativo, tendo em consideração o resultado da prova pública, a habilitação académica e formação especializada, a experiência profissional e a avaliação de desempenho dos candidatos.
Estabelece-se um mecanismo de salvaguarda do interesse público através de um conjunto de normas reguladoras do recrutamento e provimento para os casos em que o concurso fique deserto.
Finalmente, define-se um concurso extraordinário de acesso à categoria de professor titular, aberto aos professores colocados no índice 340, em termos semelhantes aos fixados pelo regime do primeiro concurso de acesso para lugares da categoria de professor titular da carreira dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário.
Ora muito bem, comecemos pelo fim: o concurso extraordinário para acesso à categoria de professor titular mais não é do que a admissão da ilegalidade de que esteve ferido o concurso transitório do ano passado. Sendo esta praticamente a única solução possível, de qualquer modo não conseguirá repor a situação de modo equivalente ao que existia à data, pois neste momento já existem titulares a ocupar lugares e funções a que poderiam não ter acesso. Para todos os efeitos, declaro desde já que não tenho qualquer interesse directo ou indirecto neste assunto.
Agora a parte mais interessante e estimulante: confesso – batam-me já! – um certo gosto pessoal pelo «novo» modelo, não transitório, da prova de acesso a professor titular.
De algum modo corresponde exactamente ao que eu defendo para a progressão na carreira no final de cada escalão.
Não vou negar que, depois de provido e desprovido no espaço de uma semana (são contas cujo ajuste ainda decorre…), deverei candidatar-me à dita prova e a aproveitarei, pelos moldes em que é feita para publicamente declarar o que penso dos efeitos da actual política educativa no exercício quotidiano da docência.
E daqui apelo a que todos que se candidatem à dita prova, e pertençam ao núcleo dos que discordam destas políticas, aproveitem essa ocasião para fazerem o mesmo e darem forma concreta à sua indignação individual.
Se têm uma janela de oportunidade para clamarem por aquilo em que acredita, publicamente, aproveitem-na e demonstrem a vossa coragem e resistência, de forma coerente, fundamentada e articulada.
Abril 19, 2008 at 4:44 pm
Se bem entendo o acesso a titular passa de uma espécie de bingo a uma prova/ trabalho, etc., etc. Sem comentários!
Abril 19, 2008 at 4:46 pm
Bingo?
Não me parece.
É uma hipótese única para os críticos de bancada exercerem o seu direito a protestarem de forma oficial.
E não se esconderem ou encolherem.
Abril 19, 2008 at 4:49 pm
Eu ainda não percebi porque é que o Paulo insiste na prova pública como um dos elementos na avaliação dos professores, que é, ou pode ser, totalmente enganadora.
Para mim o mais lógico é que entidades externas (”de reconhecido mérito na área da educação”)venham às escolas, assistam a aulas, falem comigo, saibam o que faço na escola e como o faço, critiquem e saibam dar pistas para melhoria.
Estou farta de papéis e de provas públicas que pouco acrescentarão à melhoria da minha prática lectiva e pedagógica.
Abril 19, 2008 at 4:50 pm
Paulo,
Não sejas ingénuo. OK?
Isto é tudo para ludibriar mais uma vez o Zé. Achas mesmo que é “uma prova pública” daquelas que dá mesmo gozo fazer?
Ainda não percebeste que TUDO o que vem desta gentalha é totalmente preverso e tem exactamente o propósito inverso do que tu ou eu desejaríamos? Esta gente não brinca em serviço. Está completamente provado em tudo o que arquitetaram ao longo destes 3 anos. Arrepiante.
A menos que estejas efectivamente a ser irónico…
Abril 19, 2008 at 4:51 pm
E ainda, usar essa prova pública para criticar políticas educativas do governo não me parece muito boa ideia.
Abril 19, 2008 at 4:53 pm
LEIAM ESTA PÉROLA DO ABRUPTO (MELHOR AINDA DO QUE O ANTI-TRETAS):
Foi por isso que, de repente, se chegou a um acordo que, pelos vistos, os “professores”, citados pelos jornais, entendem como uma derrota e não como a “grande vitória”. Percebe-se porquê: os professores que se manifestavam não queriam, na sua esmagadora maioria, nenhuma avaliação de desempenho, e vai continuar a haver avaliação. Eles sabem disso, os sindicatos sabem disso, a Ministra sabe disso, o resto é coreografia.
Abril 19, 2008 at 4:53 pm
A não ser que a maioria dos jurados das tais provas sejam dirigentes sindicais….
Abril 19, 2008 at 4:54 pm
quem são os professores que estão no índice 340? Confesso que não sei!!!
Abril 19, 2008 at 4:55 pm
É Fernanda,arriscar custa. Ter coragem de dizer cara a cara é difícil. No meio de 100.000 é bem mais fácil. Para o cara a cara estão os malvados dos sindicalistas.
Abril 19, 2008 at 4:55 pm
já sei, precipitei-me!
Abril 19, 2008 at 4:56 pm
Eu.
Abril 19, 2008 at 4:59 pm
Paulo Guinote,
bingo refere-se ao acesso anterior a titular! Se tem isto e isto e mais isto é titular, se nao tem não é titular. Isto não é bingo?
Abril 19, 2008 at 4:59 pm
São as “massas”, pêndulo, são as “massas”.
Abril 19, 2008 at 5:00 pm
Está na hora de cada um mostrar o que defende e o que cada um quer.
Contestar o ME?
Contestar os acordos?
Ser professor titular?
Têm a palavra!
Abril 19, 2008 at 5:01 pm
Sei que a minha insistência no carácter público e transparente de uma prova de ingresso na carreira de titular ou de acesso a novo escalão não é facilmente compreendida.
Estranho que prefiram reuniões sigilosas para estabelecer objectivos tête-a-tête com os avaliadores, mas são opções…
Como diz o Pêndulo é difícil dar a cara, em público, sem rede, em defesa do que se acredita e criticando o que não se acredita.
Independentemente das consequências.
Mas em nome da coerência, há que tê-los no sítio e arcar com as consequências.
Desculpem lá se a solução não é mais «confortável» para todos.
Abril 19, 2008 at 5:05 pm
Agora a parte mais interessante e estimulante: confesso – batam-me já! – um certo gosto pessoal pelo «novo» modelo, não transitório, da prova de acesso a professor titular.
De algum modo corresponde exactamente ao que eu defendo para a progressão na carreira no final de cada escalão.
Eu concordo, Paulo. E se reunir as condições exigidas, também me irei candidatar.
Abril 19, 2008 at 5:08 pm
Paulo,
eu não me importo de fazer a prova, mas se isso for como alternativa à avaliação kafkiana. Agora, prova, objectivos, aulas assistidas, entrevistas com o titular e o diabo a quatro, tenham dó! Se uma pessoa prova que tem perfil para titular, chega! Está provado! E já agora, fazer uma monografia criticando o sistema, como prova de acesso? Era bom demais, podermos fazer isso. Tenho nos trabalhos das acções de formação e nos relatórios feito bastantes críticas. E estou aqui a falar usando o meu nome.
Abril 19, 2008 at 5:09 pm
“Estranho que prefiram reuniões sigilosas para estabelecer objectivos tête-a-tête com os avaliadores, mas são opções…”
E quem diz ao Paulo que esta é a opção que muitos de nós queremos? Eu, pessoalmente não quero.
E quem me diz que uma prova pública, eventualmente com portfolios, powerpoints, roadshows,quadros interactivos e outros, é mais transparente do que a opção que defendi lá mais acima?
Querem saber faço bem o que é suposto eu fazer? Vão às escolas. Vejam isso nas escolas.
Abril 19, 2008 at 5:12 pm
“Sei que a minha insistência no carácter público e transparente de uma prova de ingresso na carreira de titular ou de acesso a novo escalão não é facilmente compreendida.”
Eu compreendo muito bem e também me vou candidatar. Quem não teme a avaliação que avance.
Abril 19, 2008 at 5:12 pm
1- Na minha escola, todos os professores que se encontravam no 10º escalão passaram a titulares, só após leitura de alguns comentários me apercebi que tal não sucedeu em todas as escolas do país(independentemente de concordar ou não com os critérios do 1º concurso, o tal em que se contabilizava pontos).
2- Por vezes é complicado assumir posições taxativas (falo por mim): as provas de admissão não me incomodam, mas também entendo os argumentos que a Fernanda apresenta no comentário 3.
3- Quanto aos comentários de PP no “Abrupto”, os que o Tino transcreve, parece que o “político bem-falante” quer ganhar algum protagonismo à custa dos professores, mais um dos “iluminados” a opinar sobre uma realidade que desconhece por conveniência, dado ter familiares próximos a leccionar. Penso que ninguém duvida que irá haver avaliação, mas como intelectuais que somos não deveremos abrir mão da exigência de dever ser a mesma uma avaliação construída numa base científica e pedagógica e não uma avaliação anti-défice fundamentada em critérios sul-americanos.
Abril 19, 2008 at 5:12 pm
Então, Fernanda, concorda com as aulas assistidas?
Abril 19, 2008 at 5:13 pm
Paulo Guinote:
Embora avessa à ideia do “sacrifício dos inocentes”, n me furtarei ao jogo (ainda q viciado à partida).
Tenho q canalizar a adrenalina (eufemismo para revolta, talvez raiva!)para qq coisa q n seja falar mal dos sindicatos e das “lurdinhas” do nosso descontentamento.
Abril 19, 2008 at 5:14 pm
Mais “confortável” é ser-se avaliado numa prova pública. Até se pode aceder a alguns portfolios já feitos, com citações, muitas citações. E debitar-se o que se quer ouvir. Mais de 14 valores, por certo, garantidos.
Abril 19, 2008 at 5:15 pm
Fui sempre contra a divisão da carreira! nunca me debrucei sobre o assunto. Nem sei que pode concorrer a professores titulares! Acho que não quero ser professor titular!
Abril 19, 2008 at 5:19 pm
Rosalina,
Obviamente, concordo.
A questão é saber Por Quem? Para Quê?
Eu não quero defender uma tese de mestrado ou doutoramento.
Eu quero que alguém externo me diga quais os meus pontos fortes e quais os que devem ser melhorados.E isso dificilmente é conseguido numa prova pública.
Abril 19, 2008 at 5:21 pm
A prova pública de ingresso na carreira é outro nonsense que vai na mesma onda, por motivos óbvios.Ou não?
Abril 19, 2008 at 5:23 pm
Ó Paulo isto vai criar emprego em Portugal: empresas que elaborem trabalhos para a referida prova pública!
Se já existem empresas que elaboram trabalhos para os alunos das faculdades e conheço pessoas que gabam-se de terem “encomendado” a tese de mestrado… já temos um enorme nicho de mercado.
A 500 euros cada trabalho, é de pensar (ironia)…
Ó Paulo, eu fiz parte de uma comissão de avaliação ao abrigo do anterior estatuto e aprendi uma coisa: os “chicos-espertos” faziam sempre excelentes relatórios, que não reflectiam minimamente a sua prática docente. A única vez que a comissão de avaliação do Conselho Pedagógico da minha escola propôs um Não Satisfaz a um destes “espertalhões”, este recorreu a um excelente advogado perito em direito administrativo que nos crucificou em Tribunal com pequenos detalhes jurídicos.
E se nessa altura estivesse em vigor a lei que responsabiliza os detententores de cargos públicos olhe, que se calhar, deveríamos pagar uma boa indemnização.
As avaliações dos professores deveriam constar de um relatório da sua actividade docente e discutidas através de entrevista com uma comissão de avaliação, ao fim de um módulo de tempo de serviço. Nesse relatório caberia a essa comissão verificar da VERACIDADE dos factos apresentados nele reportados. Já seria uma grande salto em frente.
Os PCE’s e os coordenadores de departamento sabem quem trabalha e quem é competente, mas temos que ser claros, nunca tiveram autoridade, e também a não quiseram ter, no exercício do seu poder hierárquico.
Abril 19, 2008 at 5:26 pm
Adenda a 27.
A entrevista de avaliação deveria ser pública e inteiramente aberta à comunidade.
Abril 19, 2008 at 5:28 pm
Fernanda
Avaliação externa? Contratada a quem? Não será depois muito mais fácil o ministério dar instruções no sentido de “este ano só passam X se quiserem voltar a ser contratados para o ano” ?
O princípio que defende é bonito mas presta-se a grandes perversidades. Depois teria o ministério a dizer “não fomos nós quem avaliou”. Pior ainda, ao defender contratação externa, abre a porta a contratação externa de “empresas de ensino” para providenciar às necessidades de professores. Isso já é feito em algumas autarquias com o Inglês do básico. Vê-se quanto pagam aos seus funcionários de recibo verde.
Abril 19, 2008 at 5:31 pm
Concordo com o que diz o Pedro Castro. E fazer um relatório e defendê-lo é razoável. Parece-me.
Abril 19, 2008 at 5:32 pm
“Mas em nome da coerência, há que tê-los no sítio e arcar com as consequências.
Desculpem lá se a solução não é mais «confortável» para todos.”
Efectivamente esta solução à partida não é a mais confortavel para mim.
Porque sou mulher.
Abril 19, 2008 at 5:34 pm
Pedro, Fernanda e não só…
Por isso é que a defesa pública da prova corta a hipótese de “esquemas”.
Quantos de nós não apanhámos alunos com excelentes trabalhos, mas incapazes de saber onde estava o quê, por terem sido feitos na base do copianço e cravanço?
Curiosamente consta-me que é nas Univs. que estes esquemas agora proliferam.
Mas voltando ao essencial: numa prova pública deste tipo, não me parece que alguém possa inventar muito, pois estará à vista de quem quiser ver.
E mais: o meu desafio é para os candidatos se debruçarem seriamente sobre a sua prática pedagógica e como evoluiu nos últimos anos (essa é a essência da prova) e dizerem de sua justiça.
Se chumbar, chumbei, será a primeira vez na vida.
Mas há sempre tempo para uma primeira vez.
Mas será em coerência com as minhas crenças.
Abril 19, 2008 at 5:37 pm
Paulo, não se lembra das antigas provas de acesso ao 8º escalão?
Alguns dos docentes que passaram por essa prova, só tiveram um prejuízo…, gastaram dinheiro do seu bolso, para outros a fazerem.
Reafirmo, alguns, porque não gosto de generalizações.
Abril 19, 2008 at 5:38 pm
lua: eu também desprezo esta divisão entre profs titulares e não titulares. Eu gosto de dar aulas, não gosto de gerir nada, porque senão teria ido para gestor. A minha família e o estado gastaram dinheiro com a minha formação para ser professor.
Quero ser avaliado enquanto professor, as minhas capacidades para transmitir conhecimentos, motivar os alunos, desenvolver neles a curiosidade e o espírito crítico. Agora, se ao longo de décadas as univ e os politécnicos andaram a passar diplomas à toa, para garantir os postos dos amigalhaços, e a lançar professores mal preparados (que os há…) não venham pedir para serem professores a ter a função odiosa de dizer a colegas que são incompetentes.
Não sei como se processa a progressão na carreira médica, mas imaginem o absurdo, o desperdício e a completa estupidez que seria se um bom cirurgião, que se especializou até se tornar um óptimo profissional, para atingir o topo da carreira tenha que deixar de operar e sentar-se numa secretária a gerir papéis…
Abril 19, 2008 at 5:39 pm
PAULO, EU COMO TU, QUERO TUDO PÚBLICO! NADA ÀS ESCONDIDAS!
Abril 19, 2008 at 5:40 pm
Fernanda, [21],
1º – Precisa que alguém de fora lhe venha dizer onde pode melhorar? Julgo que uma auto-avaliação correcta suprime essa situação.
2º – Eu não quero defender uma tese de mestrado ou doutoramento. Nem eu, minha cara.
Nunca percebi, aliás, como já disse em post anterior, por que razão os graus de mestre e doutor, eram sobrevalorizados.
As reflexões críticas que apresentei para mudança de escalão constaram sempre de 3 volumes. E nelas apresentava o resultado de todo o trabalho desenvolvido, análise da evolução e linhas de orientação para minha prática pedagógica. Não tinha a oportunidade de o defender. Tive sempre SATISFAZ.
A questão é, no que é que esses meus trabalhos eram inferiores a qualquer tese de mestrado ou doutoramento?
Uma prova pública, nestes moldes, permitir-nos-á demonstrar publicamente um valor que agora não nos é reconhecido.
Uma das críticas, legítimas, quanto a mim, que fazemos, sempre que há alterações nas políticas educacionais, é que quem as inventa nunca esteve no terreno.
Desta forma, poderíamos começar a inverter a situação.
Abril 19, 2008 at 5:42 pm
Pêndulo,
Esta ideia da avaliação não parte dos pressupostos que estão agora em cima da mesa.
É o meu contributo para a avaliação dos professores: Avaliação interna, essencialmente. E avaliação externa (não “prova pública” como defende o Paulo) para acesso à progressão na carreira, como por exemplo, o Pedro Castro referiu nos comts.27 e 28
Abril 19, 2008 at 5:42 pm
Uma experiência …
Abril 19, 2008 at 5:43 pm
Parece-me que tendo de haver defesa pública, mesmo que o trabalho tenha sido encomendado, terá de se estudar o seu conteúdo, ou seja aprende-se. Não se lembram que uma das formas de estudar era fazer cábulas? Para as fazer era preciso estar a ler a matéria e alguma coisa ficava.
Abril 19, 2008 at 5:46 pm
Expliquem-me lá como é que uma prova pública “demonstram a aptidão para o exercício específico das funções de professor titular”? por meio da apresentação de um trabalho???
Abril 19, 2008 at 5:49 pm
“E mais: o meu desafio é para os candidatos se debruçarem seriamente sobre a sua prática pedagógica e como evoluiu nos últimos anos (essa é a essência da prova) e dizerem de sua justiça.”
Continua a não me convencer com essa ideia da prova pública, tipo defesa de teses.
É preciso uma prova pública para os objectivos acima referidos. E de que modo isso, feito longe e fora da escola não é passível do copy, paste e print?
Abril 19, 2008 at 5:50 pm
Renda,
Vai-me desculpar a ironia, mas dar uma aula pública não será o meio natural de um(a) professor(a) mostrar a sua aptidão?
E fazer um trabalho no qual reflicta sobre a sua pática pedagógica concreta o que tem de transcendental?
O problema passa por aqui: não gostamos do método a porque isto, do método b porque aquilo, do método c porque aqueloutro.
Avaliação externa: por quem? Pelas empresas de consultadoria que criaram este modelo do 2/2008 ou o adaptaram?
E depois levamos com os Trabalhadores da Silva em cima.
Abril 19, 2008 at 5:51 pm
40,
Em roadshow, de preferência.
Abril 19, 2008 at 5:51 pm
rendadebilros, deduzo, então, pela sua interrogação exclamativa que tenha aquela ideia [quase] romântica que perpassa pela classe de que todos somos excelentes e de que todos devemos atingir o topo da carreira…
Como acha então que os professores profissionalizados e com experiência mostrem aptidões?!
Abril 19, 2008 at 5:52 pm
Na avaliação interna ninguém reprovará.
Antes da defesa, o prof. poderá ser sempre avisado de que “é melhor não te propores agora!”
Abril 19, 2008 at 5:53 pm
Fernanda,
Fora da Escola porquê?
Onde é que leu isso?
Na Escola, ali no auditóriozinho com os colegas a assistirem.
Aceito que quem tenha agorafobia peça escusa.
Ou casos limites de inaptidão para falar em público.
Tirando isso, quem tem medo de falar do que sabe (a sua prática docente) e o que vale (enquanto transmissor desse saber e dessa prática)?
Não é a defesa de uma tese.
É a defesa do nosso trabalho.
Qual o melhor método?
O relatório crítico clonado às centenas?
O acordo dos objectivos com os avaliadores em reunião sigilosa’
Uma auto-avaliação sem consequ~encias?
Quem disse que eu não sou mais chato que os tipos do ME?
Eu não me importo de protestar com mais 99.999 à volta.
Mas não desgosto de o fazer sozinho.
Abril 19, 2008 at 5:54 pm
post 36
Uma tese de mestrado e doutoramento envolve um estudo acerca do que outros disseram sobre o assunto, como bem sabe. Uma tese de mestrado não é uma reflexão por mais exaustiva que ela seja sobre um determinado assunto. São coisas diferentes.
Abril 19, 2008 at 5:54 pm
Pêndulo
Um relatório sobre a actividade desenvolvida ao fim de um determinado módulo de tempo de serviço, discutido em entrevista pública, perante uma comissão de avaliação, constituída por nossos pares e PCE, na qual poderiam assistir professores, encarregados de educação, alunos maiores, funcionários não docentes, acha que os “espertalhões” teriam coragem de reportar no relatório, aquilo que não fizeram? DUVIDO.
Abril 19, 2008 at 5:54 pm
Eu estou um bocadinho Dl 309 mas não é preciso ter 15 anos de serviço com BOM ora se todos tínhamos satisfaz como nos podemos candidatar?
Abril 19, 2008 at 5:56 pm
Paulo, o comentário 46 foi mesmo umibilical.
Subscrevo, cada palavra.
Abril 19, 2008 at 5:56 pm
46 Bravo Paulo, é chegada da hora da transparência!
Abril 19, 2008 at 5:58 pm
“Avaliação externa: por quem? Pelas empresas de consultadoria que criaram este modelo do 2/2008 ou o adaptaram?”
E defesa de uma “prova pública”, Paulo, por quem?
Não me convence.
Abril 19, 2008 at 5:59 pm
Paulo : muito bonita uma aula dessas , a sua até gostava de ir ver… mas dar uma aula dessas e dar aulas aos seus meninos de 10 anos não é bem a mesma coisa…
Rosalina: não somos todos excelentes que a excelência é coisa de deuses … mas já vi muito boa gente bem apagadas em reuniões e com público adulto e, no entanto, em grupo/aula transformam-se e são bons professores… E até já me foi respondendo : com profissionalização e com experiência, toda a gente sabe nos departamentos e executivos os que têm aptidões…não tenho ideias românticas sobre a escola nem sobre os alunos nem sobre os professores
A prova pública não me choca, como pareci fazer crer… ( mas como será? quem será o júri ? ) e os dados estão lançados para continuarem “bons ” ambientes nas Escolas. Tudo o que se fazia em conjunto… mas enfim…
Abril 19, 2008 at 6:00 pm
Melhor proposta:
A de Pedro Castro – post 48. Parabéns!
Haja quem a apoie!
Abril 19, 2008 at 6:00 pm
Coisas práticas o que é que ias por no trabalho os métodos de ensino, a tua relação pedagógica,aquilo que fazes de inovador a ????
Abril 19, 2008 at 6:01 pm
Não se esqueçam do powerpoint , de um quadro interactivo e etc…
Abril 19, 2008 at 6:02 pm
Pedro Castro
Acho que estamos ambos de acordo com o Paulo Guinote, ou está a escapar-me algo ? Posso não estar a compreender.
Abril 19, 2008 at 6:02 pm
48. Os espertalhões terão sempre oportunidade para dar a volta ao texto…
Abril 19, 2008 at 6:03 pm
Continuo a concordar com o Pedro Castro. Um trabalho de reflexão sobre as nossas práticas, defendido perante a comunidade escolar. Sem aulas assistidas e quejandos. A assistir às aulas estão os nossos alunos! Claro que se houver aulas assistidas, vai ser uma coisa muito bem feitinha para inglês/ avaliador ver!!
Abril 19, 2008 at 6:05 pm
renda
Diz bem que quem lá está sabe muito bem quem é bom, todavia não acha que uma avaliação “fechada” deixa porta aberta a arbitrariedades ?
Se for pública está bem à vista de todos. Digo mais, devia ser filmada.
Abril 19, 2008 at 6:06 pm
Então, rendadebilros, concordamos, afinal.
Estamos a falar do acesso a professor titular, aquela figura que não tínhamos até agora.
Até agora todos éramos iguais e as responsabilidades partilhadas. Ora, todos sabemos, também, que depois em muitas situações essa história de responsabilidades partilhadas impede agir.
A própria renda reconhece que há adultos que perante outros adultos não são capa
Abril 19, 2008 at 6:07 pm
Ó Renda eu li alguns relatórios que não correspondiam minimamente à verdade dos factos nele reportados! Às vezes na Comissões de Avaliação havia sessões de gargalhada geral, porque a “fotografia” apresentada não condizia minimamente com a “careta”. Mas como os relatórios eram secretos… tire daí as devidas ilações!
Abril 19, 2008 at 6:07 pm
LB
Também gostei bastante da proposta do Pedro Castro, aliás complementa a proposta do Paulo e evita floreados e cábulas.
Abril 19, 2008 at 6:08 pm
Continuo a não compreender para que serve um professor titular!
Abril 19, 2008 at 6:08 pm
Gostaria de propor aqui um pequeno exercício de brainstorming acerca da questão da avaliação dos professores. Deixemos de lado por momentos questões de teoria política e da política imediata.
É consensual que a dificuldade de tal avaliação radica na impossibilidade de quantificar parâmetros ( quiçá os mais importantes) da actuação dos professores.
Todos avaliamos subjectivamente a actuação dos nossos colegas, do nosso grupo e mesmo de outros grupos. Essa avaliação inclui automaticamente muitos “parâmetros”: a capacidade de relacionamento com os alunos, a boa disposição, os conhecimentos da disciplina, o sentido de humor, a capacidade de trabalho, a capacidade de iniciativa, e um vasto etc.
Diz-se que uma virtude da avaliação que o ministério quer pôr em prática, é ser feita pelos pares.
Imaginem agora outra avaliação feita pelos pares. Imaginem que se pedia aos professores de um grupo ou departamento para ordenarem os restantes colegas, em dois ou três grupos (A e B ou A, B e C) consoante a sua avaliação do mérito de cada um. Ou, de outra forma mais directa, e tendo em conta todas as características, colocar por ordem nesses grupos (A, B etc) quem gostaria que fosse professor dos seus filhos, ou que tivesse sido seu professor.
Depois fazia-se o tratamento estatístico, simples, e obtinha-se uma seriação, feita pelos pares.
Poderão objectar com a possibilidade de haver “jogadas” que iriam deturpar os resultados…é provável.
“Que a consciência independente seja o sol do teu dia moral”
Goethe
Abril 19, 2008 at 6:09 pm
Mas porque é que tem tanto medo das aulas assistidas eu o ano passado tive um aluno NE que tinha muitas dificuldades e tinha uma colega a DT que foi a todas as minhas aulas e eu gostei e ela DT dava o feedback das aulas e foi bom.
Abril 19, 2008 at 6:10 pm
EM 62, quero reafirmar alguns (percentagem não superior a 10%) – os espertalhões.
Abril 19, 2008 at 6:11 pm
Pêndulo: estamos todos a partir do proncípio que os elementos do júri…ou são todos objectivos e imparciais ou pensam todos como nós? Antes de se saber mais pormenores, nem sei se é bom se é mau… e arbitrariedades ( se assim vamos pensar !!!) há sempre o risco de as haver…
Nem toda a gente tem esse à vontade que os colegas aqui revelam , como O paulo e o PÊndulo, mas acredito que haja muitos professores que se defenderão bem … não me batam… pelas minas opiniões… é que , apesar de tudo NÂO sou moeda de troca… estou a ensaiar esta para o protesto de 2ª!!! “professores Não são kmoeda de Troca ” – vou fazer assim um cartaz , que acham?
Abril 19, 2008 at 6:11 pm
Esta proposta do Jaime, em Gestão dos Recursos Humanos das Organizações chama-se:
Avaliação a 360 graus e seria complementada pela avaliação dos superiores hierárquicos e dos alunos, neste caso.
Abril 19, 2008 at 6:12 pm
sem gralhas, evidentemente!
Abril 19, 2008 at 6:13 pm
Para se gerir o trabalho dos departamentos escolhiamos o colega que melhor desempenhava essas funções ( eu detestei ser coordenadora de departamento, nunca me apresentei para ser orientadora de estágio, não gosto de ser DT…etc….)Não perceber qual a importância de mutos cargos para se ser professor, o que isso muda nas práticas lectivas! Como eu muitos colegas goatam de dar aulas, não gostam de trabalho administrativo, não gostam de avaliar os alunos…
Abril 19, 2008 at 6:14 pm
Olinda
Aqui estão duas proposta interessantes.
A de Pedro Castro para progressão na carreira e a do Paulo para acesso à categoria de prof. titular.(Mas aui não seria preferível a avaliação interna?)
Abril 19, 2008 at 6:15 pm
E proponho mais, o relatório apresentado deveria ter um período prévio de consulta pública, para que alguém pudesse, se quisesse, denunciar embustes!
Abril 19, 2008 at 6:16 pm
O com. 46 do Paulo já me elucidou mais um pouco sobre esta “prova pública” que defende.
A minha questão é mais sobre este conceito de “prova pública”, que dá para várias variações sobre o tema.E eu não sei bem, porque desconfio,qual é a variante do ME.
Quanto ao falar em público, kein problem!
O problema mesmo é calar-me.
Abril 19, 2008 at 6:16 pm
Pedro Castro: eu acredito em si…
Abril 19, 2008 at 6:16 pm
Lua
Quer queiras quer não a separação está feita e não volta para trás, se todos gostarmos só de dar aulas quem fica com os restantes cargos?
Abril 19, 2008 at 6:18 pm
[74] Tenho a certeza que mais de 90% dos professores “passariam” à vontade nessa prova digo audiência pública de avaliação!
Abril 19, 2008 at 6:18 pm
rosalina: pois concordamos, mas eu desconfio de tudo qt vem do ME por natureza.
Abril 19, 2008 at 6:22 pm
Devíamos pedir a avaliação pelos alunos passados alguns anos: ( isto é para se rirem que estão todos muito sérios hoje!) é que muitos só descobrem a beleza de profs que fomos passado muito tempo… e concluem que só queríamos o bem deles!!!
Abril 19, 2008 at 6:23 pm
Olinda (69) Obrigado. Não sabia que este tipo de avaliação tinha esse nome. É claro que não existe muita coisa nova à face da Terra, ou como dizia alguém, “As minhas melhores ideias foram-me roubadas pelos gregos”
Foi só uma ideia …
Abril 19, 2008 at 6:23 pm
adenda ao 79: … muito tempo depois!
Abril 19, 2008 at 6:24 pm
Renda, o ME quer competentes, mas à maneira dele (mé, mé…). Por esse motivo não gosta da transparência dos actos a fim de ter margem de manobra para afilhados, boys, girls e quejandos!
Relatórios Secretos equivalente a promoção dos “espertalhões”.
Abril 19, 2008 at 6:26 pm
Pedro Castro
Concordo plenamente consigo. Fui presidente de um Conselho Executivo e devo-lhe dizer que me fartei de ler “coisas bonitas”, em Documentos de Reflexão Crítica que não correspondiam minimamente à realidade.
Abril 19, 2008 at 6:26 pm
Pedro castro: ora aí está… não podia ser mais claro nem mais certeiro…
Abril 19, 2008 at 6:26 pm
Um pouco fora do tema:
Um comentador num post abaixo colocou um link com uma entrevista (audio) a Mário Nogueira em que é abordada a questão dos intervenientes desconhecidos no “entendimento” e também a justificação para o mesmo.
Não me recordo do nome do comentador mas acho que devem ouvir e temo que passe despercebida por estar num post mais para baixo.
http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/at1/206691_25492-0804190138.mp3
Os primeiros minutos são biográficos mas depois vale a pena.
Abril 19, 2008 at 6:27 pm
Acho que eu e o Pedro Castro estamos de acordo, com mais ou menos detalhes à mistura.
Reforço a ideia: que método mais transparente pode existir?
A do Jaime pode funcionar mal em grupos pequenos.
Abril 19, 2008 at 6:27 pm
Agora , deixo-os e vou ler um bocadinho! Boa tarde!
Abril 19, 2008 at 6:28 pm
Rosalina,
“Até agora todos éramos iguais e as responsabilidades partilhadas. Ora, todos sabemos, também, que depois em muitas situações essa história de responsabilidades partilhadas impede agir”
Concordo com o que escreveu, mas acredita que esta figura do Titular vai durar muito tempo?
Um das discordâncias que tenho relativamente a esta categoria é o tempo necessário para a ela aceder, 18 anos.
Abril 19, 2008 at 6:28 pm
Pêndulo, o ficheiro é grande!
Viva a banda larga do deserto.
Caso contrário…
Abril 19, 2008 at 6:29 pm
Vejamos se eu percebi bem?!
- Prova de ingresso
- Avaliação de desempenho naqueles moldes que a gente sabe, toda a vida
- se tiver MB ou Excelente candidata-se e presta “Prova”…
Coitados dos professores!!! O que vai restar deste crivo tão apertadinho?! Que tempo lhes vai restar para se dedicarem ao que realmente importa?
Eu cá quero ser avaliada pelo trabalho que desenvolvo no terreno.
Abril 19, 2008 at 6:30 pm
A ideia dos ex-alunos, já crescidos, se pronunciarem agrada-me.
Abril 19, 2008 at 6:30 pm
Prefiro a ideia de “entrevista” à ideia de “prova” pública.
Abril 19, 2008 at 6:32 pm
DA,
A mim não me agrada nada.
Porque a coisa é vista de um prisma totalmente diferente, fortemente idealizado.
Abril 19, 2008 at 6:35 pm
Desculpem lá, esta minha intromissão, mas acho que há uma certa confusão entre a avaliação de desempenho e a prestação de uma “prova pública que incida sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente com vista a demonstrar a sua aptidão para o exercício das funções específicas da categoria de professor titular”(DL15/2007).
Parece-me que uma coisa será a avaliação do trabalho desenvolvido, outra coisa será “provar” aptidão para desempenhar as funções de professor titular.
Abril 19, 2008 at 6:39 pm
“Reforço a ideia: que método mais transparente pode existir?”
Pronto, voltei às dúvidas.
O método mais transparente é a aula assistida.Uma fila de cadeiras lá atrás da sala com quem quiserem. Aí, no terreno,como alguém dizia.
Entrevista a seguir.
Quais “provas públicas”? Quais portfolios e relatórios!
Batam-me à vontade!
Vou-me já embora.
Abril 19, 2008 at 6:40 pm
Paulo,
Decreto-Lei nº15/2007 de 19 de Janeiro (estatuto da Carreira Docente): Alínea f), do ponto 4., do Artigo 35º ” A participação no juri da prova pública para admissão ao concurso de acesso à categoria de professor titular”.
Os elementos “externos” deduz-se ser o pessoal “desempregado” do dita politecnico e universitário.
Bem. A fantochada pegada!
Abril 19, 2008 at 6:42 pm
Lua
O que é um professor titular?
Um professor igual aos outros, a quem de repente se lembraram de pôr o exclusivo de ter que desenvolver uma série de tarefas de coordenação e agora de avaliação que, tirando a última, já estavam cansados de fazer.
Como é que vai provar as suas capacidades, numa prova de duração X em ambiente artificial? Se não conseguir provar isso no seu dia a dia, não vai ser concerteza na prova.
Abril 19, 2008 at 6:43 pm
Ó Rosalina, o professor titular já nasceu com pecado original. Nasceu com um sorteio!
E quem nasce torto, dificilmente se endireita, portanto a longo prazo, se lutarmos, é uma figura que ficará para a gaveta das recordações.
Agora o importante é ganharmos credibilidade: a avaliação pública e transparente do desempenho.
Abril 19, 2008 at 6:44 pm
Pedro Castro em que escalão e que foi posicionado na nova carreira?
Abril 19, 2008 at 6:45 pm
Comentário 96
Não me queria dirigir à Lua(gosto do nick) mas à professora.
Abril 19, 2008 at 6:46 pm
1. Este diploma cuja notícia de publicação aqui recebi estava para publicação há, pelo menos, três meses, talvez quatro ou mais. Sei-o de fonte certa, sindical: FENPROF. Quem não acreditar investigue e já verá. Não tem nada a ver com o «entendimento». É bom que isto fique claro.
2. Tem a ver com um novo modelo de concurso a titular, este, verdadeiramente CONCURSO E NÃO LOTARIA, e com uma parte relativa ao índice 340, extraordinária.
3. Antes de continuar e para que não haja dúvidas, lamento profundamente esta divisão e estas lotarias e estes concursos. E esta Ministra e esta necessidade de poupar dinheiro por parte de um governo que fomenta o défice ao dar 200.000 euros a um corredor de automóveis que ninguém conhece. Nem ele, nem o automóvel nem eventuais sucessos.
4. Também defendo que não somos todos iguais e que tem de haver avaliação, mas nunca no sistema actual que se calhar até veio para ficar…
5. Este diploma tem pois dois concursos, sendo um para o índice 340, para os professores, entre os quais me encontro que não foram a titulares por um, dois, três pontos… e que agora irão, pois em vez de sete anos serão oito a contar. Milhares de índices 340 irão a titulares sem que daí o M. gaste mais um cêntimo. Por que é que isto acontece é um mistério, isto é, o M. deixou que esses colegas 340 não fossem a titulares por calculismo (eleições, etc., … ou por incompetência? Inclino-me para esta última hipótese pois as eleições estão ainda longe.
5.1. Esta incompetência vai custar cara ao M. e ao P. S.: ninguém vai esquecer o «sapo», para citar uma colega da minha escola. Ninguém vai esuqecer ter sido ultrapassado, citando ainda a mesma colega, por colegas que continuam a vir pedir à colega não titular ajuda e conselhos didácticos, como já faziam antes. Por um ponto a colega não foi a titular! Colega que sempre votou PS bem como a família. Não votam mais: não vão esquecer.
6. Para terminar: quem não é do 340 só concorre se houver vaga. Que é titular já do 340 e sai por reforma não deixa vaga.
7. Colegas, ainda tenho alguns poucos anos para cá andar. Irei as vezes que forem necessárias a Lx.: continuemos a nossa luta contra anormais, incompetentes, prepotentes, não desistamos nunca.
Abril 19, 2008 at 6:46 pm
E vejam bem mais esta injustiça:
Todos os Professores que já conseguiram ser TITULARES, alcançaram o “posto” por “sorteio”…. daqui para a frente, vejam a exigência, para alcançar o mesmo “posto”. Isto é justo????
Sabemos que muitos vão ficar pelo caminho, porque não têm apetência nem “pachorra” para este tipo de provas e alguns serão excelentes profissionais!
E as quotas? Estão a esquecer-se delas? É que até poderão ter 14 ou mais mas as vagas poderão já estar preenchidas…
Tudo isto é justo???? Das coisas que mais me incomodaam é a falta de justiça!!!
P.S. Contra mim estou a falar porque já sou Titular, mas não consigo aceitar as injustiças
Abril 19, 2008 at 6:47 pm
Digo comentário 97 ( UPS!!! tou distraída)
Abril 19, 2008 at 6:47 pm
Professora
Só há progressão na carreira se passar a titular. Não é? Ou ficará sempre no 7.º escalão.
Abril 19, 2008 at 6:49 pm
Respondendo a 97: quem é o p. titular? Ó colega, na minha escola há titulares tão incompetentes, foram a titulares por terem muitas DT, que ninguém lhes dá cargo nenhum.
Abril 19, 2008 at 6:50 pm
Da (88)
Não são 18, mas sim 15 anos de serviço.
Abril 19, 2008 at 6:53 pm
Os professores com carreiras mais longas no Ensino apanharam com o embate total. Nos 3 últimos escalões da carreira: 8º/9º/10º escalões. Tiveram que concorrer ao tal “sorteio da 5 de Outubro!”. Como só os professores que estiveram implicados é que se deram conta da mais imbecil trapalhada, aldrabice, que jamais passaria pela cabeça seja de quem for, só quando surgiu a tal da (des)avaliação é que os professores se deram todos conta das consequências que isto verdadeiramente acarretava para os professores e para o Ensino.
Daí que (só) nesse momento todos se indignaram.
Mas a questão já vinha de tras.
Abril 19, 2008 at 6:54 pm
Colega 102: VAMOS LÁ A VER: EU VOU A TITULAR COM ESTA COISA DOS 8 ANOS – ÍNDICE 340. Mas se isto não existisse eu ia a concurso verdadeira, embora detestando tudo isto. Tenho que comer. Por isso não me fale em «pachorra»: agora trata-se de um verdadeiro concurso como deveria ter existido desde o início. Quem tem trabalho que o mostre. O mentor da ministra, seu ex- professor, que na véspera da manif de Lx. veio com um artigo aqui reproduzido, dizia que um dos motivos para a contestação – ele aceitava-o – era a famigarada lotaria para titular. Não estava prevista, estava previsto um concurso. Só que o voluntarismo da M. deu nisto.
Abril 19, 2008 at 6:56 pm
Com o devido respeito, Paulo, mas é assim tão interessante fazer da prova pública uma crítica ao sistema? Numa prova pública cujo júri são os outros titulares lá da escola? Sim, isso dá para lavar a alma e provar coragem de falar, mas não deixa de ser falar para as paredes…
Abril 19, 2008 at 6:58 pm
Para 95: colega, aceito a aula asistida, até duas por segurança. Mas tem de haver mais: há um curriculum… É regra geral.
Abril 19, 2008 at 7:00 pm
Isabel
Concordo inteiramente consigo.
Eu só quis dizer que o titular é um professor igual aos outros. Para que perceba o que eu valorizo num professor é o trabalho que ele desenvolve com os alunos.
Abril 19, 2008 at 7:01 pm
Ó Francisco estou no 5º escalão de professor. Portanto sou daqueles que irei esperar mais uns 10 anitos, se isto não mudar, à espera de vaga.
Atenção Francisco, eu não gosto de confusões, na minha Escola há professores que são titulares e que são extremamente competentes, mas, o problema desta injustiça, é a existência de muitos docentes que são excelentes profissionais, que estavam no 8º, 9º e 10º escalões e que ficaram de fora. Por outro lado alguns profs baldas (reconhecidamente em toda a comunidade escolar) passaram a titulares porque simplesmente tiveram entre 1999-2006 uma direcção de turma para completar horário.
Abril 19, 2008 at 7:02 pm
Parece-me que o melhor seria legislar:
“O professor deve, no ínicio do ano lectivo, apresentar aos CE os parâmetros pelos quais deseja ser avaliado”!
Abril 19, 2008 at 7:03 pm
Jé vejo o filme. Os primeiros farao a prova como deve ser. Os seguintes irao pedir uma copia das melhores provas e farao um “copy past” com as devidas adaptaçoes
Abril 19, 2008 at 7:03 pm
Isabel (101),
Concurso extraordinário para os professores do 10º escalão?
O mínimo tempo de serviço que actualmente um professor no 10º escalão tem neste momento são 29/30 anos de serviço. Se não ocupam as “tais vagas de tritulares” porque é que simplesmente não dizem que a reposição é directa? Até que seja revisto totalmente esta treta (des)carreira.
Abril 19, 2008 at 7:05 pm
Eu defendo a prova pública. Aqui e em todo o lado. No superior é assim que se progride. Mas no superior quem está a examinar tem mais habilitações que o examinado. Na minha escola e agrupamento, se eu tivesse de fazer uma prova pública neste momento, teria gtente no júri com muito menos habilitações académicas do que eu. Com um curriculum ridículo ao em comparação com o meu. Já tinha avisado alguns colegas titulares que a passar-se essa situação faria uma declaração pública antes de começar as provas ilibando-os da coisa e acusando os culpados. Mas como há o c. extra para o 340 não passarei por isso.
Abril 19, 2008 at 7:07 pm
Isabel (101),
Concurso extraordinário para os professores do 10º escalão?
SIM, é o que lá diz.
O mínimo tempo de serviço que actualmente um professor no 10º escalão tem neste momento são 29/30 anos de serviço. Se não ocupam as “tais vagas de tritulares” porque é que simplesmente não dizem que a reposição é directa? Até que seja revisto totalmente esta treta (des)carreira.
NÃO É DIRECTA. NÃO SEI.
Abril 19, 2008 at 7:08 pm
Muitos destes professores do 10º escalão começaram a trabalhar ainda muito jovens, e como tal, mesmo que tenham alguns já a possiblidade de pré reforma (33 anos de serviço) não a podem pedir porque a penalização pela idade cronológica é enorme (metade do ordenado do dos colegas do outro “sorteio”!).
Estão cercados por todos os lados. De facto.
Abril 19, 2008 at 7:09 pm
Jé vejo o filme. Os primeiros farao a prova como deve ser. Os seguintes irao pedir uma copia das melhores provas e farao um “copy past” com as devidas adaptaçoes
Não concordo com esta divisão mas não me parece que seja como o colega diz. Os candidatos terão de mostar o curriculum. E aqui há grandes diferenças. Tenhamos a coragem de dizer entre colegas que há quem ande na profissão como poderia andar noutra coisa qualquer. Eu lecione este ano determinado ano, devia trabaljhar em equipa pedagógica. Quer que continue? O que se faz guarda-se e mostra-se.
Abril 19, 2008 at 7:10 pm
[112] Antigo 7º escalão Cavaco
Abril 19, 2008 at 7:11 pm
Isabel,
Pergunto: para que é necessário um “sorteio” para os professores do 10º escalão…não é (mais)um total escândalo. Pergunto-lhe.
Abril 19, 2008 at 7:12 pm
«passaram a titulares porque simplesmente tiveram entre 1999-2006 uma direcção de turma para completar horário».
COlega, várias d.t., na minha escola, eram «especialistas» em DT pois os pais queixavam-se e o CE dava-lhes DT para darem menos aulas! Nem era para completar horários. Eu se lhe contasse…
Abril 19, 2008 at 7:12 pm
bem, mas tb. não tiveram culpa de serem titulares. Foi a lotaria!
Abril 19, 2008 at 7:13 pm
Há uma coisa que não percebo. Ajudem-me por favor. Os professores que estão nos sindicatos, no ME, nas autarquias, nos partidos, etc, etc, e que agora tb. já podem concorrer a titulares, também prestam provas públicas? Se sim, qual é o conteúdo, se não estão com actividade lectiva?
Alguém sabe a resposta?
Já agora, alguém sabe que mais foi cozinhado no dito entendimento/acordo e que não consta dos papéis “oficiais”? Que mais para além deste concurso só para o 10º escalão?
Abril 19, 2008 at 7:15 pm
Isabel,
Pergunto: para que é necessário um “sorteio” para os professores do 10º escalão…não é (mais)um total escândalo. Pergunto-lhe.
Bem, não fui eu que propus o sorteio…
Mas penso que ele tem sentido por causa de colegas que nunca tendo faltado mas não tendo mestrado nem direcção de turmas ficaram a um ponto de ser titulares. Muitos: 94 pontos. Penso que querem reparar esta injustiça.
Que fique claro que sou contra esta porcaria toda.
Abril 19, 2008 at 7:15 pm
Pedro não o queria melindrar.Mas eu acho isto muito melindroso eu não quero ser titular penso que devia haver duas carreiras com topos iguais uma para professor e outra para quem queria seguir cargos de direcção quer para Coordenadores de departamento,Director executivo.
Abril 19, 2008 at 7:29 pm
Isabel, deveria dizer, com todo os respeito, alguns professores. As generalizações são perigosas.
Eu na vida estou habituado a ver de tudo:
Bons e maus professores bachareis.
Bons e maus professores licenciados.
Bons e maus professores mestrados.
Nada posso afirmar sobre professores doutorados, porque só conheci um professor nestas circunstâncias e é de reconhecido mérito em toda a comunidade escolar.
Quando falo de um mau professor falo daquele que reconhecidamente é “baldas”. Ser “baldas”, no meu conceito é aquele professor que sempre deu chatices à escola quando lecciona, gera protestos generalizados da comunidade escolar, não colabora com os colegas, falta às reuniões e furta-se a qualquer tarefa.
Logo só falo daquilo que vejo e não sou daqueles que gosto de falar mal de outras profissões, porque em todas elas há bons e maus profissionais. No meio desses existem os “espertalhões” ou seja aqueles que souberam tirar vantagens das lacunas do sistema.
Abril 19, 2008 at 7:31 pm
Se por acaso tivesse ficada colocada numa escola a 2 Km da minha, já estava resolvida esta question. Houve nesta escola professores dos 8/9º escalão com 49 “pontos” no “sorteio da 5 de Outubro que foram providos em “tritulares”. No 10º escalão o sorteio implicava 95 pontos…
Agora os professores do 10º escalão dessa escola ao que parece vão ter solução. Tudo questões de “lotaria”.
Reveja-se o que disse Pedreira…
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=296359&visual=26
Abril 19, 2008 at 7:36 pm
A avaliação gera todo este debate mas considera-se necessária, nisto sim, todos estamos de acordo em que não somos todos iguais e que há que diferenciar. Agora os melhores métodos…
Abril 19, 2008 at 7:40 pm
post 118.
Muito bem ; é quase o meu caso e de vários/muitos colegas que conheço mas a progressão na carreira sofreu nos últimos 30 anos muitos “desvios”, falcatruas,etc
Até podia escrever um livro sobre isso,
Título SABIA QUE A REFORMA PODE COMPRAR-SE ?
Abril 19, 2008 at 7:43 pm
Boa Tarde! Subscrevo as palavras do Pedro Castro. Um grave problema da nossa classe, bem como da sociedade em geral, são os “rótulos” com os respctivos preconceitos a eles associados. Generalizações, o risinho trocista e cínico, quando o argumento falta e se pretende dizer que as ideias do outro são idiotas… Ah! E a inveja! A invejazita, mesquinha e companheia de mentes pequeninas de mão dada com a maledicencia à boca pequena! As comadres de aldeia instaladas, que não fazem nem deixam fazer, espalhadas por tantas escolas deveriam lavar a boca com sabão antes de proferirem palavra e se pensarem muito doutas.
Abril 19, 2008 at 7:43 pm
Um das discordâncias que tenho relativamente a esta categoria é o tempo necessário para a ela aceder, 18 anos.
DA, 18 anos é muito tempo?! Desculpe?! Queria que fosse possível aceder com quantos anos?! 10?!
Ao antigo 8º escalão acedia-se com cerca 18 anos, meu caro.
Isto sem mestrados e afins.
Quanto à figura do professor titular. Pois não sei.
O que lhe posso dizer é que eu gosto de dar aulas.
Há cerca de 10 anos que não me é atribuído qualquer cargo. Fruto do meu mau feito…
Até agora, também nunca me manifestei, porque era dentro da sala de aula que queria estar e tinha as energias todas e mais algumas.
No momento, reconheço que os 40 anitos começam a pesar e as energias já não se renovam como antes.
Reconheço ainda que a maturidade adquirida me permitiria desempenhar outros cargos. Seria uma mais valia. No entanto, se a gestão da carga horária depender apenas da vontade do órgão de gestão, meu caro, não chego lá.
Abril 19, 2008 at 7:44 pm
Podia comprar-se António…agora já não!!
Abril 19, 2008 at 7:45 pm
Isabel:
A capacidade inventiva dos Portugueses é extraordinaria. E a capacidade de adptação de curricula, enorme. Por isso, e porque esta prova publica quando estiver a ser “produzida em massa” (nao esquecer que estamos a falar de um universo potencial de cerca de 60 000 profissionais ou mais…) tenderá a seguir um modelo (previsivelmente aquele que mais sucesso terá junto dos diversos juris). A dita prova nao permite “devaneios”. Veja o art 8º da versao final do D.L onde está definido exactamente o que tem de ser abordado. MLR e a sua equipa, sabem “fechar” as portas, nao abri-las…E depois tem 20 minutos para dizer de sua justiça.Não se trata de um Pros e Contras…É mais uma oral dos tempos em que andamos na faculdade (para quem fez orais)
A proposito nao sou professor…Mas sigo com muito interesse tudo o que se passa na educaçao e com a vossa profissao.
Abril 19, 2008 at 7:46 pm
Já agora alguém me explica quem é que foi integrado no novo 5 escalão
Abril 19, 2008 at 7:48 pm
anahenriques: convém não misturar alguns detalhes, a saber
1. a categoria de titular foi criada apenas para impor um bloqueio na progressão da carreira;
2. os profs do 10º escalão que entraram uns tiveram sorte nos pontos, outros acumularam tachos durante n anos sem “fazer” nada nas escolas….
3. alguns mestrandos e doutorandos … que nos últimos anos não foram muito vistos nas escolas fizeram depois uma grande gritaria e agora, voilà, já têm aí o seu concursozinho – não os critico muito pq não vão ocupar vagas, tal qual os do ponto 2.
MAS A QUESTÂO CENTRAL MANTÉM-SE – TODOS QUEREMOS UMA CARREIRA HORIZONTAL OU ACEITAMOS UMA CARREIRA COM 2/3 PATAMARES que podem não ser de excelência??
Aqui reside o fulcro da questão.
Abril 19, 2008 at 7:50 pm
Novas Oportunidades
VEJAM O QUE ESTÁ A DAR!!!
Ministra da Educação diz que ‘não há memória de tão grande mobilização da sociedade portuguesa’
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, disse hoje, em Mirandela que «não há memória de tão grande mobilização na sociedade portuguesa como com o programa Novas Oportunidades»
Abril 19, 2008 at 7:51 pm
Esclareço Isabel.
Sou professora do 10º escalão. E durante os tais 7 anos desempenhei funções na Educação Especial. Como estando no 10ºescalao teria que “pontuar” 95 pontos. Bem. Mas os professores destacados na E.E. não podiam desempenhar os tais cargos ou funções que pontuavam. Para mais quando fui penalizada por doenças dos meus pais e inclusivé a morte de meu pai.
Fartei-me de escever, inclusivé, Mario Nogueira levou para a Comissão Parlamentar de Educação (eu dei autorização) alguns destes testemunhos a título de exemplo.
Enfim.
Abril 19, 2008 at 7:53 pm
Francisco Cavaco, os líderes numa instituição são aqueles que nessa instituição, granjeiam respeito não só pelo trabalho desenvolvido, mas também pela capacidade de inciativa, capacidade de congregar esforços e vontades e às vezes pelo carisma (competência que se sente e não se explica).
Porventura você pode ser um deles, embora não queira ser um líder nos aspectos formais.
Nem sempre o líder de uma organização é o líder de facto. O líder é aquela pessoa que granjeia respeito e o reconhecimento dos pares. O problema não está no professor que não quer exercer cargos por vontade própria, mas está no professor (líder) que se vê impedido de chegar à liderança por factores exteriores à organização na qual trabalha, por exemplo, leis centralizadas que formatam as organizações de forma uniforme, tráfico de influências, cartões partidários, etc.
Logo acho que um bom professor, se o pretender, tem direito a aspirar a ser um líder.
Abril 19, 2008 at 7:54 pm
http://www.youtube.com/watch?v=41uOuzURcMY&eurl=http://corporacoes.blogspot.com/
A partilha de música….
Abril 19, 2008 at 7:54 pm
O sorteio da 5 de Outubro!
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/o-sorteio-da-5-de-outubro-titulares-com.html
Abril 19, 2008 at 7:54 pm
Mas então Anahenriques, agora tem o problema resolvido, com este novo concurso, não é?
Abril 19, 2008 at 7:55 pm
O que parece é que querem ser todos generais!!
Abril 19, 2008 at 7:59 pm
Não T da S, não queremos ser todos generais. Mas, ter um enquadramento legal que me impõe a permanência no mesmo escalão durante anos, independentemente da qualidade do meu trabalho, é extremamente desmotivador.
Abril 19, 2008 at 8:11 pm
Olá TS!
Eu sei que sabe muito sobre a educação. Conhece-
-lhe todos seus os problemas e dificuldades.
A ninistra da Educação também e foi o seu erro.
Abril 19, 2008 at 8:18 pm
Trabalhador da Silva
Eu achava que hoje vinha trazer-nos o link daquela notícia dos 200 000 que o governo deu de subsídio para as corridas e partilhar a sua indignação pela forma como os seus impostos, enquanto pai de duas alunas, estão a ser aplicados.
Afinal, enganei-me.
Abril 19, 2008 at 8:23 pm
Segundo o que penso o principal problema na divisão da carreira entre Professores e Professores Titulares é que aqueles que como eu gostam de dar aulas e não pretendem coordenar nem avaliar não têm por onde seguir. Fico a pensar em como enfrentaria eu uma prova pública? Não me mete medo mas para quê se a seguir seria obrigada a fazer o que não gosto em deterimento daquilo que me fez optar pelo ensino? Não faz sentido. Também não faz sentido pelo facto de querer ser professora ficar até à reforma no 5º escalão.Irra!
Abril 19, 2008 at 8:25 pm
detrimento, digo
Abril 19, 2008 at 8:29 pm
Zeca (147) Partilho exactamente as suas preocupações.
Abril 19, 2008 at 8:31 pm
http://diario.iol.pt/sociedade/escola-violencia-educacao-alunos-professores-castanheira-de-pera/942166-4071.html
aluno de 12 anos agride professora em aula de substituição.
Abril 19, 2008 at 8:41 pm
A comparação entre a carreira militar e a dos professores é das coisas mais engraçadas que saíu do brilho dalgumas luminárias. Vejamos uma reunião de militares com um general, mais dois oficiais quatro sargentos e dez soldados.
Pergunta o general: – Então vamos para a guerra?
O soldado Revoredo retorque: – Quem é que vai dar tiros?
Responde o general: – Vocês!
Diz o Revoredo: Ó malta, vamos à votação?
Agora um Conselho de Turma.
Diz o titular (último escalão): – Apesar de ser Bom a tudo, este aluno não deve transitar!
Pergunta o professorzeco: – Porquê?
Por que eu sou titular e assim o disse! E não há cá discussões, nem votações. Deixem isso para a tropa!
Abril 19, 2008 at 8:52 pm
Professorazeca
Lamento informa-lá mas terá sempre que desempenhar funções de coordenação, direcção e outras, se quiser progredir. Aliás, se não o fizer, irá arrepender-se um dia pois sempre foram desvalorizados e penalizados os profs que não desempenharam cargos. É preciso curriculum!
Abril 19, 2008 at 9:07 pm
Pensar que este ECD vai ser revisto em 2009 e que a divisão da carreira docente em duas categorias vai ser abolida parece-me uma ilusão. Em breve, a ministra aparecerá toda contente a dizer que houve um número elevadíssimo de candidatos a professor titular, sinal da vitalidade do modelo.
Quando à avaliação do desempenho, 2009 é demasiado tarde para se conseguir a alteração do modelo.
Por dois motivos:
1- A comissão paritária (ME/sindicatos) vai ter acesso aos relatórios que as escola vão produzir sobre este modelo de avaliação e sobre o seu próprio processo de avaliação. As comissões de coordenação da avaliação, salvo raras excepções e por interesses vários, deverão produzir relatórios lindos sobre o modelo e a sua aplicação (quem vai falar mal de si próprio?). Logo, os poucos realtórios que foi feitos mostrando os aspectos negativos e nefastos deste modelo serão considerados residuais.
2- Neste momento, há nas escolas, como alguém já disse, titulares que “salivam” quando se fala de avaliação. Mal podem esperar pelo início do próximo ano lectivo. Ora, depois de um ano (2008/2009) a avaliar e a pôr em ordem algumas contas pessoais, há alguém que acredite que estes titulares querem deixar de avaliar?
2009 é demasiado tarde para tudo. Não há voltas atrás.
Abril 19, 2008 at 9:09 pm
Faz sentido. A flexibilidade e polivalências são necessárias!
Abril 19, 2008 at 9:09 pm
Logo, os poucos relatórios que forem feitos… (melhor assim)
Abril 19, 2008 at 9:10 pm
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/oua-bem_19.html
Abril 19, 2008 at 9:14 pm
Concordo inteiramente com Maria C.(152). Oxalá eu esteja redondamente enganada, mas estou convencida que a haver alerações ao 2/2008, elas serão de pormenor e a injusta divisão da carreira irá manter-se.
Abril 19, 2008 at 9:15 pm
A nossa classe é pouco unida. Quando a MLR estava a negociar sozinha o ECD fizemos muitas reuniões sindicais para mobilizar para a luta, apareciam 5, 6 colegas. Se nessa altura fôssemos 100 mil para a rua não tínhamos este ECD. Porque os dirigentes sindicais sozinhos não fazem nada sem a força dos professores. Atrasamo-nos 2 anos. Só acordamos com a avaliação. Foi pena!
Esta conversa nem existia…
Abril 19, 2008 at 9:17 pm
Mabel,
É a vida…
Abril 19, 2008 at 9:20 pm
Pensar que este ECD vai ser revisto em 2009 e que a divisão da carreira docente em duas categorias vai ser abolida parece-me uma ilusão.
sem dúvida, ilusão forte, há que continuar a luta.
Abril 19, 2008 at 9:26 pm
Post que coloquei no Cartel:
Dita a wikipedia que “a adrenalina ou epinefrina é um hormônio, derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais, assim chamadas por estarem acima dos rins”, apontando ainda que a mesma “prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros”
Considerando que estamos perante um próximo ano lectivo de grandes esforços físicos (e não só) só vejo vantagens em fazer circular esse tal hormônio, do mesmo modo que ele se manifestou no dia dos 100.000.
Estimulemos os nossos corações. Toca a participar nos protestos. Para além de fazer mal à ministra fará bem à nossa saúde!
Abril 19, 2008 at 9:30 pm
Algumas reflexoes sobre o novo D.L.(ainda sem numero).
Nao sei se já tiveram oportunidade de ler a versao final do novo D.L aqui abordado.
Vejo que a maioria está preocupada com a prova publica.
Pois bem, GRAVE é o concurso e os moldes em que ele está concebido.
Um dos aspectos mais graves é precisamente o da possibilidade de todos os que reunam os pressupostos de candidatura (aprovaçao na prova publica+18 anos de serviço)poderem concorrer a qualquer escola e nao apenas á sua.
Com o crivo das vagas a funcionar, muitos tentarao a sua sorte noutras escolas.
Isso significará que muitos dos que se mantêm como simples professores serao inevitavelmente “empurrados”para horario zero como consequencia da chegada de titulares á sua escola e ao seu grupo.
E meus caros, sabem muito bem o que isso significa .
Penso que este diploma é um dos que traz consequencias mais negativas para os cerca de 2/3 que terao que se sujeitar ao mesmo.
Os professores(apenas) terão uma situaçao muito semelhante aos que tiveram os seus colegas com habilitaçao propria que de um momento para outro se viram em grandes dificuldades em manter o seu lugar e foram praticamente, expulsos do sistema.
Abril 19, 2008 at 9:31 pm
(150] A comparação entre a carreira militar e a dos professores é das coisas mais engraçadas que saíu do brilho dalgumas luminárias.
Pronto, eu serei uma luminária.
Se nas escolas houvesse hierarquias como na carreira militar, provavelmente, situações como as dos telemóveis e afins não aconteciam.
Ou tem dúvidas que numa reunião de Conselho de Turma, quando se discute a transição dum aluno, é o parecer do/s professor/es mais experientes e competentes que prevalece?
Abril 19, 2008 at 9:33 pm
j.m, onde se pode ler a versão final?
Abril 19, 2008 at 9:33 pm
Divulgue e comente!
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/pouca-vergonha-o-pstal-de-portugal.html
Abril 19, 2008 at 9:35 pm
Está lançada a competitividade…ler mais aqui…http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=315643
Abril 19, 2008 at 9:35 pm
http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=315643
Abril 19, 2008 at 9:36 pm
Bom, Rosalina!
Sendo eu “general”, ordeno-lhe já trinta flexões! E se continuar a protestar impeço-a de sair no fim-de-semana. Ora essa!
Abril 19, 2008 at 9:38 pm
Já saí, meu general.
Abril 19, 2008 at 9:41 pm
Mabel (157),
Tem razão quando fala da desunião dos professores e, aquando das alterações ao ECD, isso foi particularmente notório, pois vários professores ficaram mais ou menos indiferentes por considerarem que isso não os iria afectar. Vieram depois outras situações que fizeram alastrar a indignação(concurso de titulares, novo modelo de avaliação e muitos outros). Tenho pena de dizer isto, mas só quando todos se sentiram de alguma maneira atingidos é que a classe se uniu. Temo, no entanto, que o clima nas escolas se vá agora azedar (divisão da carreira, avaliação baseada em critérios muito subjectivos, quotas, etc).
Abril 19, 2008 at 9:43 pm
Colega j.m : pode explicar melhor e já agora onde está escrito que
“Um dos aspectos mais graves é precisamente o da possibilidade de todos os que reunam os pressupostos de candidatura (aprovaçao na prova publica+18 anos de serviço)poderem concorrer a qualquer escola e nao apenas á sua.
Com o crivo das vagas a funcionar, muitos tentarao a sua sorte noutras escolas.
Isso significará que muitos dos que se mantêm como simples professores serao inevitavelmente “empurrados”para horario zero como consequencia da chegada de titulares á sua escola e ao seu grupo.
E meus caros, sabem muito bem o que isso significa .”
Obrigado
Abril 19, 2008 at 9:52 pm
TS
Avaliação por objectivos, externa e por quotas?
Não foi o proposto pelo ME?
Abril 19, 2008 at 10:01 pm
Versao final do D.L aprovado em C. Ministros no passado 17/4
http://www.spliu.pt/conc_tit.pdf
Abril 19, 2008 at 10:08 pm
Então TS o dinheiro dos seus impostos dado ao pilotozinho de F1? n se queixa? já lhe perguntaram e vc n responde? n interessa n é…:)
Abril 19, 2008 at 10:12 pm
Viva! Podemos discutir politicamente essas questões…Acho mal, pos claro!
Poderão dizer que a notoriedade do desporto justificava…Mas não concordo.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=942371&div_id=1730
Abril 19, 2008 at 10:13 pm
Há que avaliar o custo benefício das decisões. Parece-me errada.
Abril 19, 2008 at 10:13 pm
Mabel (157)
Isso parece a história do Pedro e o Lobo. Eu e muitos professore já estamos fartos das jornadas de luta conjuntas que a fenprof promove. Eram quase sempre greves e manifs para lutar contra as políticas dos governos, em áreas abrangentes. Não tenho nada contra as outras profissões e respeito a maioria delas, mas nõ me peçam mais para, cumprindo agendas de partidos políticos, participar nesse tipo de actividades reivindicativas tudo ao barulho. Os trabalhadores da Carris ou os médicos quando fazem as greves também lutam pelos professores? Pode crer que muitos professores deixaram de se sentir representados pelos sindicatos em geral exactamente porque se sentiam joguetes de movimentos políticos de bastidores, como este caso recente tão bem ilustra.
Então aquela liturgia da greve de sexta-feira, que coincide mais ou menos com a chegada das andorinhas, é que já não há
paciência.
Ou aqueles gajos do PC que ao fim de muitos anos têm uma epifania e depois escrevem um livro a contar o desmame, que aquilo afinal é como sair de uma seita,e tal…já não há pachorra. Começou com o Edgar Morin, e agora a Zita Seabra, e os mais que hão-de vir…
Respeito e apoio as pessoas que se preocupam em melhorar o mundo.
Agora os verdadeiros ou falsos burros é que já não se podem aturar.
Alguns revolucionários quando dizem que perseguem o capital, não é para o maltratarem, é para se juntarem a ele e se fazerem amigos.
Abril 19, 2008 at 10:13 pm
TS:
já concordamos em alguma coisa…fica-lhe bem.
Abril 19, 2008 at 10:15 pm
Os comunistas são uma espécie em evolução, mudam a meio da vida para o espectro político mais vantajoso. O nosso “cherne” não era nos anos 70 um quadrilheiro revoltado?!
Abril 19, 2008 at 10:19 pm
Antonio:
A fundamentação do que refero baseia-se na interpretação dos art. 11º,12º e 27º. Independentemente disso já tinha sido referido pelo secretario de estado Jorge Pedreira que este diploma iria permitir isso.
Uma pequena correccao: A versao que eu encontrei é a versao final apresentada aos sindicatos. A versao publicada pode trazer alteraçoes, mas serao concerteza de pormenor.
Abril 19, 2008 at 10:23 pm
Isto está cada vez mais mal frequentado. Um cheiro a bafio que tresanda. Trabalhador da Silva (ofensivo logo no nick), Jaime e Oceano, coincidem no ódio aos sindicatos e no desprezo pelos outros trabalhadores. Se calhar é defeito meu que ainda sou do tempo em que os professores tinham uma formação humanista e solidária.
Abril 19, 2008 at 10:30 pm
Liberdade de expressão caro 180….quanto ao mal frequentado nem comento, fica-lhe a afirmação. Se tenho aversão aos sindicatos? pk soube de coisas que não tem vindo para a praça pública. Faço o meu juízo mas não exponho.
Fui seminarista…quer mais humanismo e solidariedade? modere a sua linguagem e aceite a discussão profícua. O TS tira-me mts vezes do sério mas tb concordo com ele em mts aspectos, essencialmente na produtividade. O Jaime tem opiniões com as quais corroboro. E vc? tem algo pra dizer?
Abril 19, 2008 at 10:32 pm
RMT (180)
Eu não desprezo os outros trabalhadores e não odeio os sindicatos.
Abril 19, 2008 at 10:33 pm
Obrigado j.m
Abril 19, 2008 at 10:35 pm
RMT (180)
E depois há uma coisa que eu muito prezo, que os ingleses designam, de uma forma intraduzível para português, por “freedom of expression”. Já ouviu falar?
Abril 19, 2008 at 10:42 pm
Não será mais “freedom of speech?”
Abril 19, 2008 at 10:45 pm
Taiquirisy malta
Abril 19, 2008 at 10:49 pm
TS
Até que enfim.
Estamos de acordo!
Mas demorou a responder e foi preciso que Oceano o voltasse a questionar.
No entanto, a sua resposta sabe-me a pouco.
Espero que use a sua posição privilegiada e que como pai e contribuinte a faça chegar aos “seus amigos”, da mesma forma que nos faz chegar os seus comentários.
Sem ofensa, como diz o Paulo.
Abril 19, 2008 at 10:51 pm
Tá tudo calmo, mas a luta tem de continuar, e infelizmente os sindicatos estão a cumprir timings dos partidos. Veja-se a notícia do Expresso sobre as reuniões do C.Silva e V.Silva, que dá uma ideia de que valores superiores emergem. Que brincadeira é esta? a agenda do PCP e da CGTP sobrepõem-se à dos professores?! É isto que me revolta, se não defendem os interesses dos professores que razão de ser têm os sindicatos? É urgente trabalho sério e honesto sem agendas paralelas e obscuras.
Abril 19, 2008 at 10:52 pm
Caro colega j.m : li muito transversalmente e temos aí mais um complex de que os colegas ainda não se aperceberam.
Mas em relação aos artigos que citou, mesmo o 27º,não se conclui em minha opinião que o concurso não seja APENAS interno escola/agrupamento…. mas posso estar a “ver” mal.
Vamos analisar com calma.
E Obrigado
Abril 19, 2008 at 10:54 pm
RTM
o Trabalhador da Silva tem ajudado muito a refletir sobre os actuais problemas da educação e dos professores, revelando conhecer bastante bem tudo o que se passa dentro do sistema de ensino. Não me venha com formação moralista e solidária pois a sua, pelos vistos, não se estende a todos.
Abril 19, 2008 at 10:58 pm
Oceano (188)
Completamente de acordo consigo.
Abril 19, 2008 at 10:59 pm
Alguém tem dúvidas que em Portugal vive-se tempos fascistas! – É só questão de ler (mais) um artigo:
http://www.scribd.com/doc/2576479/Publico-Lusa-governamentalizada-a-forca-Eduardo-Cintra-Torres
Abril 19, 2008 at 11:00 pm
Experiência um dois
:8 .)
:I
Abril 19, 2008 at 11:17 pm
Mais uma acha para a fogueira!
Quem quiser analisar e fazer o contraditório está à vontade:
http://www.scribd.com/doc/2576556/Portugal-Profundo-O-Memorando-e-a-Mocao-dos-sindicatos-de-professores
Abril 19, 2008 at 11:19 pm
Acho que já todos se foram embora,mesmo assim arrisco a deixar o meu comentário.
Não vejo razões para os titulares/avaliadores salivarem – vão ser avaliados por um Inspector que provavelmente já não dá aulas há imenso tempo. Parece que toda a gente se está a esquecer disso.
Nunca entendi o que é isso de um professor só querer mesmo dar aulas. Reduzem a escola à sala de aulas? Ao longo de anos ouvi isso dos colegas que se recusavam sempre a participar, fosse no que fosse. Entravam na escola directamente para a sala de aulas e saíam da sala de aulas directamente para casa. Só compareciam quando havia convocatórias expressando sempre o seu desagrado pela maçada. Como actividade profissional parece-me muito redutor. Como é possível julgarem-se incapazes de exercer funções de Coordenação ou outras? Como é que fazem para orientar, coordenar, gerir as actividades dos alunos, os conflitos e tudo o que acontece na sala de aulas?
Não tenho pena nenhuma dos colegas que não tiveram pontos sufucientes para acederem a titulares por não estarem a leccionar. Conheço pessoas que se especializaram em candidaturas a tudo o que aparecesse só para não darem aulas e que têm mais tempo de serviço fora da escola do que na Escola. E também conheço outros que aproveitaram essa possiblidade para tirarem mestrados e doutoramentos. E quem o fez, fez muito bem por todos os motivos,mas também porque tiveram a devida compensação na progressão. Claro que também conheço casos de injustiça e também concordo que o concurso foi uma lotaria mas, curiosamente não são estes últimos os que mais se queixam.
Também nunca vi ninguém reivindicar mais responsabilidades e mais trabalho por ter mais habilitações que os outros. Quando “puxam pelos galões” ou é para trabalhar menos ou porque acham que deviam ter mais privilégios que os outros.
Abril 19, 2008 at 11:21 pm
Leiam (sobretudo os comentários do post!) e comentem
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/oua-bem_19.html
Abril 19, 2008 at 11:24 pm
Helena Reis (195),
Os melhores Inspectores do Ensino foram “convidados” a sair da Inspecção.
Já sairam. Está (tudo) controlado pelos socretinos.
Abril 19, 2008 at 11:27 pm
Antonio,
É a minha interpretação mas, receio que seja mesmo assim. O art. 27º vem permitir que os professores já titulares possam concorrer aos futuros concursos , a abrir. Em minha opiniao esta passará a ser a forma de os mesmos poderem mudar de escola.
Por outro lado o D. L 200/2007 (1º concurso para professor titular)expressamente previa no art 6º que os professores só podiam concorrer na escola a cujo quadro pertenciam.
O novo D. L nao diz isso, logo todos podem concorrer, a qq escola, desde que reunam as condiçoes. O concurso é de acesso geral(art 12º).
As consequencias poderao ser muito graves. Oxala esteja enganado, mas nao me parece.
Abril 19, 2008 at 11:30 pm
A conversa já é outra eu não tinha dado conta. Ainda estava a pensar no que foi dito há quase duas horas atrás. É falta de experiência em conversa nos blogs
Abril 19, 2008 at 11:34 pm
Correcçao ao comentario 198:
onde se lê “expressamente previa no art 6º que os professores só podiam concorrer na escola a cujo quadro pertenciam”
deve ler-se:
“escola onde exerciam funções”
Abril 19, 2008 at 11:35 pm
A tutela vai permitir o acesso a professor titular, por nomeação, dos docentes do antigo décimo escalão que foram ultrapassados por colegas da mesma escola ou agrupamento com classificações mais baixas, disse hoje o secretário de estado Jorge Pedreira.
Segundo o secretário de estado adjunto e da educação, Jorge Pedreira, “cerca de 200 docentes” do décimo escalão (o topo da antiga carreira) não puderam aceder a professor titular porque tinham menos de 95 pontos de classificação, mas colegas da mesma escola ou agrupamento com menos pontos e de escalões inferiores foram colocados na categoria mais alta porque não lhes era exigida uma pontuação mínima, estando apenas dependentes da existência de vagas.
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/04/pouca-vergonha-o-pstal-de-portugal.html
Abril 19, 2008 at 11:40 pm
Nesta charada toda um outro problema se levanta.
Há professores com mais de 100 pontos, conheço um com 134 na altura do concurso a PT, que não entrou porque não abriram vaga.Se agora vão abrir vaga para estes duzentos professores que não tinham a pontuação de 95 pontos, porque não abrir também para os que têm mais pontuação e não entraram?
Abril 19, 2008 at 11:41 pm
Sim, todos terão já dispersado. Mas cá vai, para se perder na noite:
a) a divisão da carreira docente em duas foi um expediente miserável para impedir que se chegasse naturalmente ao topo, independentemente da qualidade dos docentes;
b) o “concurso” de Junho passado foi um sorteio (!) mais miserável ainda que a divisão da carreira pela desonestidade que suporta tão arbitrários e boçais critérios, geradores de injustiças na selecção de “professores altamente qualificados” (vá-se lá saber porquê)e retroactivamente aplicados
c)as escolas prescindem facilmente dos “titulares”: coordenações ( e outras tretas pseudo-pedagógicas) sempre sobraram e foram asseguradas sem os mesmos; professores empenhados, e sem refúgio em “tachos” que os isentaram (…e premiaram!) de trabalhar na sala de aula serão sempre poucos.
Abril 19, 2008 at 11:42 pm
Helenareis (195)
Li o seu comentário que entre muitas outras coisa, parece ter uma crítica a algo que eu disse (e repito) muito atrás, acerca de não gostar nem me sentir vocacionado para gerir ou coordenar actividades, principalmente (concretizo agora) quando são actividades sem sentido, ou enquadradas por legislação absurda. Não me revejo porém nessa descrição humorística que faz… agora vou descansar.
Abril 19, 2008 at 11:44 pm
TSilva, esse artigo que cita e volta a citar tem uma ou duas ideias capazes e depois um paralelismo com o futebol que destrói toda a credibilidade de qualquer argumentação que se preze.
Não percebo o que o autor pretende: que o SCP despeça todos os jogadores que falham penaltys ou que os professores passem a ter árbitros nas aulas?
Por favor, sugira algo melhor.
Espero que, se o autor é seu conhecido, não se ofenda, mas com metáforas absolutamente desajustadas não se vai a lado nenhum.
Penso eu de que…
Abril 19, 2008 at 11:45 pm
Esta legislação é tão redonda como as outras. Muita coisa a remeter para futura regulamentação. Muita dúvida.Muita jogada.
Às tantas ainda isto tudo ainda vai ser tão arbitrário como o concurso a prof titular do ano passado.
E claro, a parte do novo concurso a titular para os colegas do índice 340 que não alcançaram os 95 pontos é igualmente inenarrável.
A questão é de dinheiros. Sempre foi. Porque não aproveitar quem já está no índice 340, em vez de fazer progredir os professores de outros escalões?
Não há volta a dar a esta borrada legislativa.
Abril 19, 2008 at 11:46 pm
Fernando Oliveira:
De facto, sobram os argumentos para garantir que o “sorteio” de Junho passado foi uma lotaria miserável.
Abril 19, 2008 at 11:53 pm
Fernando (202)
De facto, sobram as situações e os argumentos para atestar que o “sorteio” de Junho passado foi das coisa mais miseráveis que vi fazer na escola portuguesa – e ando a aturar os caprichos e desnorte dos residentes da 5 de Outubro há 23 anos.
Abril 20, 2008 at 12:15 am
Jaime (205)
Não era para si nem para nimguém em especial. Foi um comentário acerca do muito que já li hoje, ontem…
Abril 20, 2008 at 12:33 am
Jaime (177)
Não se pediam greves nem manifestações. Andava tudo cheio de medo das faltas injustificadas, se fossem sindicalizados os advogados tratavam do assunto.
Os professores nem percebem para que servem os sindicatos! Desde resolver problemas pessoais como corporativos.Tristeza!
Só chamávamos a atenção para a necessidade de mobilização para que o ECD não fosse aprovado.
Pelos vistos também os profs comem “queijo”! E desculpem são “medricas” para não utilizar uma palavra mais forte.
Sabem falar muito aqui no escudo do anonimato, que não é bem a minha vida.
Tenho pena, pois estávamos muito melhor.
Abril 20, 2008 at 12:42 am
I
Rosalina,
Considero 18 anos muito tempo, até porque em muitas escolas os coordenadores, respeitados, em exercicio até esta “lotaria” dos titulares tinham menos de 18 anos de serviço.
II
Não sou contra a carreira vertical, desde que os bons professores sem apetência para cargos não fiquem “estacionados” no antigo 8.º Escalão.
III
O Presidente do Conselho Geral integra o júri para PT, ora aquele não tem de ser professor(pode ser pai, autarca, ex-aluno…), temos aqui mais uma vez legislação mal produzida.
Abril 20, 2008 at 12:45 am
“III
O Presidente do Conselho Geral integra o júri para PT, ora aquele não tem de ser professor(pode ser pai, autarca, ex-aluno…), temos aqui mais uma vez legislação mal produzida.”
Esquecam isto, está a prevista a substituição do presidente do CG caso não seja PT.
Abril 20, 2008 at 12:48 am
O ECD que é a origem de todos os males na altura em que estava a ser negociado não suscitou grande reacção por parte dos professores. Foi aí que perdemos parte da Guerra. O ME ficou surprendido com a reacção posterior e agora os únicos culpados que queremos encontrar são os sindicatos!
“A Inês é morta” e os culpa tem um só nome Plataforma Sindical1? Os professores não tem nenhuma culpa? …foram sempre reivindicativos, lutadores, informados?
Abril 20, 2008 at 1:06 am
Mabel: a expressão “medricas” fica mal a um sindicalista com a expressão de alguém de ” vozes de burro…”, modere-se quando fala dos seus pares, pois tb podia desatar aqui a ofender…concordo que houve inércia na altura da discussão do ECD, mas já se perguntou pk houve pouca mobilização do profs? quais os motivos? não houve balanços nos sindicatos? a forma de transmissão da mensagem foi a melhor?
Abril 20, 2008 at 1:08 am
Lua
Sou dirigente sindical e fiz tudo o que pude.Até combater dentro do meu próprio sindicato eleições provocadas pelo PCP para boicotar a nossa luta.Gastei horas em idas às escolas e dinheiro em telefone, ninguém acreditava que aquele pesadelo ia acontecer. Diziam-me que o Sindicato teria que travar o ECD, como se fosse possível um ME irredutível falar com 3 “gatos pingados” e ver os professores todos a cumprir nas suas escolas?
A minha frustração era diária e a impotência também.
A prepotência dos C.E. Mais papistas que o Papa (agora associados à Dona MLR.
Sofri com isto, mas estou aqui de corpo inteiro para os “remendos”.
Abril 20, 2008 at 1:24 am
Considero 18 anos muito tempo,…
DA, esta sua expressão deu-me vontade de dissertar. Talvez daqui saia, quiçá, o mote para a tese dum futuro mestrado que parece que terei mesmo de fazer .
Então, 18 anos é muito tempo… Meu caro, 18 anos é pouco tempo.
Dizia ainda ontem, salvo erro, num outro post, um colega sobre distribuição da carga horária, que os mais novos e os mais velhos deveriam ser aqueles com mais horas de trabalho individual e menor carga horária na componente lectiva.
Pelas razões óbvias. Os mais novos, porque necessitam de mais tempo para se organizarem, estruturem as aulas, elaborarem materiais. Os mais velhos pelo desgaste inerente à actividade da docência.
Assim, ficaria aos do meio o ónus mais pesado.
E sabe, eu concordo.
Neste momento encontro-me nesse meio.
Aguento perfeitamente 22 horas lectivas. E reconhecendo que o ideal seria ter 10 a 12 horas para trabalho individual, consigo optimizar as 9 que tenho.
Mas, tal como já escrevi hoje, começo a sentir o peso dos 40.
E mais importante que tudo, sinto que está na hora de desempenhar outros cargos, que até aqui não tenho tido, porque os órgãos de gestão da escola onde estou não mos tem dado.
E se até agora tal não me incomodava, porque era a minha altura de aprender, agora, por aquilo que sei, porque aquilo que sou ,enquanto pessoa e mulher, vou passar a pedi-los e a querer saber por que razão não mos dão, quando outros mais novos os têm.
Ao contrário daquilo que se diz, às vezes, ser professor não é só dar aulas. É claro que é, antes de mais, isso.
Mas é mais. E esse mais, meu caro, só pode ser feito com competência e a competência, na nossa área, adquiri-se com o saber, mas também com a experiência e a experiência só com o tempo.
Por isso, provavelmente, os 18 anos de que falamos talvez sejam até pouco tempo.
…até porque em muitas escolas os coordenadores, respeitados, em exercicio até esta “lotaria” dos titulares tinham menos de 18 anos de serviço. – Agora em relação a esta sua afirmação… Bem, muita coisa haveria para dizer.
Não sei de que escolas fala. Mas sei que até à lotaria, os coordenadores eram eleitos, na maioria dos casos, por todas as razões, menos as pedagógicas. E também sei que eram os mais novos, porque os mais velhos não queriam. E também sei que houve mais velhos que quiseram e a gestão das escolas não quis. Portanto é tudo muito mais complicado.
Quanto a serem respeitados ou não… O que quer dizer com isso? O que interessa é saber se foram competentes. Se contribuiram para a melhoria das aprendizagens dos alunos. E se calhar não podemos responsabilizar apenas as sucessivas políticas ministeriais pelo estado da educação.
Meu caro, nisto de se ser professor, a idade conta. E muito.
Por isso fico zangada, quando sei que há tantos professores a preferirem ir já para a reforma.
Abril 20, 2008 at 1:45 am
“Não sei de que escolas fala. Mas sei que até à lotaria, os coordenadores eram eleitos, na maioria dos casos, por todas as razões, menos as pedagógicas. E também sei que eram os mais novos, porque os mais velhos não queriam. E também sei que houve mais velhos que quiseram e a gestão das escolas não quis. Portanto é tudo muito mais complicado.”
Acrescente os que foram coordenadores para evitar horários-zero em determinados grupos.
Eu sei disso. Tenho 33 anos, quase 12 de serviço, sou do qzp, e já me quiseram por como delegado de disciplina, recusei, os QEs que exercecem o cargo. Aguento perfeitamente 22 tempos lectivos(são bem menos de 22 horas)
Falo, por exemplo do agrupamento do meu filho, em que as coordenadoras de ano do 1.º ciclo foram quase todas substituídas, e pelo menos uma delas posso garantir que era das melhores professoras daquela escola, mas como só tem 36 anos e 15 de serviço perdeu o posto, que foi ocupado por uma professora em pré-aposentação sem qualquer paciência para a escola.
Na minha escola os coordenadores são os mesmos desde 2005. O concurso para titulares nada alterou. Aliás a escola tem 107 PTs em 120 professores do quadro.
O que seria nesto momento das nossas escolas se para ser Director fosse obrigatório ser PT? Seria bonito, bons CEs a deixarem o cargo.
Abril 20, 2008 at 2:00 am
Aguento perfeitamente 22 tempos lectivos (são bem menos de 22 horas)
Cuidado, DA, não são 22 tempos lectivos, mas sim 22 horas lectivas. Ou também acha que 1 hora e 1 hora lectiva é o mesmo?!
Na minha escola os coordenadores são os mesmos desde 2005. O concurso para titulares nada alterou. Aliás a escola tem 107 PTs em 120 professores do quadro. – De certeza, então, que é uma escola com sucesso. (Garanto que não estou a ser irónica. Gostava de saber. )
Abril 20, 2008 at 2:16 am
I
Eu escrevi tempo lectivo(45 minutos) precisamente para distinguir de hora(60 minutos).
22*45= 990/60= 16.5 horas, juntando os intervalos fica abaixo das 22 horas.
II
A maioria estava no 10.º escalão.
Abril 20, 2008 at 2:19 am
Não quero ser irónica.
Tenho 53 anos e 31 de serviço. Ninguém se redime por ter acordado tarde?
Sou dirigente sindical há 3 anos, estive sempre na escola.
Os meus colegas eram desleixados em relação à sua vida profissional. Era chegar à Escola cumprir o mínimo e sair. O hábito do diálogo não existia(?).
Que querem agora?
Estou no sindicato e recebo telefonemas do género: – Sabem quando começou o ECD? e Quando acaba?Sabem a data?
Mas não tem prazo? Eu respondo que deveriam lutar, resposta, ooooooooohhhhhhhhhhh, não sabiamos!
Quem aguenta esta falta de informação?
Nós que deveríamos ser um grupo de intelectuais de vanguarda, portamamo-nos como ignorantes.
Tenho pena!
Abril 20, 2008 at 2:22 am
Rosalina,
repare nestas listas, não é a minha escola.
http://www.esec-m-a-vaz-carvalho.rcts.pt/prof_tit/ListaDefinitiva_B_400348.pdf
http://www.esec-m-a-vaz-carvalho.rcts.pt/prof_tit/ListaDefinitiva_A_400348.pdf
Situações destas são frequentes nas escolas centrais.
Abril 20, 2008 at 2:27 am
Ó DA, espero que esteja a brincar, quando essa explicação pormenorizada sobre a diferença de hora e hora lectiva. Se reler as minhas palavras eu sempre me refiro a hora lectiva que é diferente da hora.
No entanto, para mim, porque sou professora de Língua Portuguesa, nunca tenho tempos, e, sim, 1 hora e meia. E, neste caso, a hora é mesmo = a 60m.
E os resultados da escola são bons ou não?
Abril 20, 2008 at 2:31 am
Da minha escola, são, no exames do 9.º, a média da escola é de 3.4…, no 12.º, 12,… , a posição da escola no ranking é sempre motivo de destaque nas vitrinas.
Abril 20, 2008 at 2:34 am
Na primeira lista está o nome de uma colega que é também minha familiar.
Mas ainda não entendi o que quer dizer com isso.
Abril 20, 2008 at 2:37 am
Então, será uma mais valia ter à frente dos órgãos de coordenação os professores mais experientes, não?
Abril 20, 2008 at 2:39 am
Mostrar uma realidade semelhante à da minha escola. Só.
Abril 20, 2008 at 2:44 am
Quando essa experieência corresponde a mais competência, sim.
Caso contrário, não. Devem ser os mais aptos para a função tenham 12,17, 30 anos de serviço.
Quando os Directores entrarem em funções os coordenadores vão ser nomeados, duvido que alguns aceitam nomear alguns dos actuais titulares.
Abril 20, 2008 at 2:44 am
experiência
Abril 20, 2008 at 2:49 am
Sabe, DA, penso que todo este processo está e vai continuar a ser doloroso, no entanto, reconheço que tem tido este aspecto muito positivo.
Pôs os professores a discutir. E isso é salutar e ao contrário do que se diz não acredito que nos desmobilizaremos.
Mas eu sou uma optimista.
Abril 20, 2008 at 12:28 pm
Mabel : acalme-se. Eu também fiz aquela greve que a ministra ameaçou com processos disciplinares e requisição civil.
Ah como deve ser reconfortante ter um partido, um sindicato, até um clube de futebol… eu não tenho nada disso. Sem rede!
Abril 20, 2008 at 3:24 pm
Mabel (220),
Tenho de concordar contigo relativamente á total ignorância por parte dos professores de aspectos nucleares do seu estatuto profissional. Eu fico verde mesmo com professores que parecem ser civicamente mais lúcidos.
Quanto mais os outros. Só lhes interessam certos assuntos em que especialmente podem ter proveitos próprios (egoísticos).