Movimento acusa sindicatos de ‘manipulações estatísticas’
O Movimento de professores PROmova desafia os sindicatos a revelarem o número exacto de professores que aprovaram o memorando de entendimento com o Ministério da Educação. Fenprof garante que 90% dos docentes aprovam o documento.
Para este movimento cívico, o entendimento «precipitado» com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues empurrou os professores «para a desmobilização e para o desejo de não participarem num DIA D esvaziado de sentido».É por isso que o PROmova põe em causa as declarações da plataforma sindical, que garante uma aprovação de 90% relativamente ao acordo. Números que os professores deste movimento consideram ser fruto de «manipulações estatísticas».
Em comunicado enviado às redacções, o movimento desafia os sindicatos «em nome do rigor e da transparência de procedimentos, a publicar nos próximos dias o número exacto e realde professores que, em cada escola, votou favoravelmente o entendimento».
«Quer-nos parecer que a forma que muitos docentes encontraram para manifestarem o seu desânimo,e desacordo,foi a falta de comparência. Provem-nos o contrário» , dizem os responsáveis pelo PROmova, que se dispõem a pelos seus próprios meios fazer um «levantamento escola a escola».
«A plataforma sindical não veio garantir a tranquilidade dos alunos, veio, como é público e notório, assegurar a tranquilidade ao Governo e ao Ministério da Educação, administrando-lhes o ‘calmante’ que há muito lhes faltava» , criticam os membros do movimento cívico, que reclamam a suspensão do processo de avaliação do desempenho e o fim da figura do professor titular. (Margarida Davim).
Se querem saber os números exactos, que tal pedirem-nos directamente à fonte (espero que o tenham feito) e não em comunicado às redacções dos órgãos de comunicação social?
É que este tipo de atitude parece revelar que o principal adversário não é o ME e sim os sindicatos. Não me parece correcta tacticamente nesta altura este tipo de atitude.
Da mesma forma, e logo escreverei sobre isso, também discordo da análise feita hoje por Santana Castilho no Público.
Realmente parece que há quem queira dividir os professores e há os que se prestam a isso.
Abril 16, 2008 at 9:26 pm
É o que me têm incomodado nestes últimos dias. Personagens que nunca apareceram por aqui e agora vêm com um discurso inflamado, agressivo e provocador.
Não me agrada nada!!!
Abril 16, 2008 at 9:28 pm
Muito sinceramente acho que a Plataforma não deve responder. Não tem que.
Agora eu que não sou sindicalista, mas sou sindicalizada, até gostava que esses senhores a quem não reconheço qualquer legitimidade para falarem em meu nome provassem aquilo que declararam a um órgão de comunicação social:
«Quer-nos parecer que a forma que muitos docentes encontraram para manifestarem o seu desânimo,e desacordo,foi a falta de comparência.»
Ou será que amanhã virão declarar que não foi nada daquilo que disseram?
Então, ficámos chocados pelo facto da polícia ter ido às Escolas saber da mobilização dos professores, antes da manifestação, e agora já nos arrogamos ao direito de saber sem ter como sobre as razões que levam as pessoas a ir ou não a reuniões sindicais?!
Não sei porquê, mas acho que há muita gente a precisar de lições de cidadania.
Abril 16, 2008 at 9:31 pm
querido pardalito,
algumas pessoas desabafam com calma, outras estão tensas, mas sabem que aqui há muita informação de confiança, à mistura com umas palermices, que também fazem parte dos blogs muito populares, acredita e vê o Portugal Profundo de ABC, também tem parasitas!
não stresses
aqui somos uma família alargada e que se apoia,
com a autorização do Paulo, que às veses acalma os hiperactivos com ritalina
eh eh eh
Abril 16, 2008 at 9:32 pm
Os dados divulgados por estes movimentos cívicos não são correctos!
NA Escola Secundária de Casquilhos que consta da lista de escolas que votaram contra, a votação foi a seguinte:
estiveram presentes 17 profs (somos cerca de 80):
7 contra a moção do sindicato
6 abstenções
4 votos a favor
Eu estive presente na reuniâo!
Será legítimo afirmar que a Escola votou contra? Quem deturpa os resultados? e depois falam dos sindicatos! Por favor, vamos a ter calma!
Já agora eu não sou sindicalizada para não pensarem que estou “ao serviço” dos sindicatos. Por acaso, até me vou sindicalizar porque acho que o que foi conseguido foi pouco mas foi alguma coisa!
Abril 16, 2008 at 9:33 pm
C.P
obrigado pelo esclarecimento dos Casquilhos é bem pertinente
(tipo boas práticas, a frase da moda do ME)
Abril 16, 2008 at 9:35 pm
Eu também ponho em causa esses números por isso penso que fazem muito bem os sindicatos venderam os professores bastou a ministra falar que ia haver regaras especiais para chegarem a titulares e toca a assinar.a ministra queria este desfecho pois penso que
as escolas iam fazer a avaliação simplificada e por isso interessava institucionalizar o que ia ser feito
Abril 16, 2008 at 9:36 pm
E assim divididos e desconfiados é que não iremos a lado nenhum….
Aliás, já tenho referido aqui que, mesmo os ataques de alguns (neste espaço acontece às vezes) aos Professores Titulares e PCE não é bom sinal, nem revela nada de bom. É evidente que há bom e mau em todo o lado, nos PCE, nos PCP, nos Titulares, nos que não são, nos contratados…etc mas um discurso constante de crítica a alguns não conduz a lado nenhum, nem traz grandes benefícios…os titulares não têm culpa de o ser e muitos deles têm lutado bastante…muitos PCE também têm revelado uma atitude digna…. portanto não estejamos uns contra os outros…mas contra quem merece…Certo???
Abril 16, 2008 at 9:38 pm
Acabo de sair duma reunião de Departamento. Começou às 18h30. São 9h20. E lá apareceram as “fichinhas”. Para o ano. Claro. Grande acordo.
Não deixaria de ser interessante se dissessem mesmo o número. Por que não?
Pedi-los à fonte? À plataforma? Eu vou tentar.
Os professores não estão divididos entre quem votou a favor ou contra. Eu acho até que continuam unidos. Mas o “acordo / entendimento” veio estragar muita coisa.
O Mário Noguera não aguentou a responsabilidade que a manifestação do dia 8 de Março colocou sobre os seus ombros. Também não era tarefa fácil. Mas ele é que lidera a FENPROF, e é a voz da Plataforma.
Por um “acordo / Entendimento assim” não valia a pena gastar as energias que gastámos.
Como é que vamos engolir o “acordo”, validando o Modelo de Avaliação já no próximo ano, e, ao mesmo tempo, lutar contra ele? Ou também está acordado que não podemos lutar até Julho de 2009?
Bem. Desculpem o desabafo. Não volto a incomodar.
Abril 16, 2008 at 9:39 pm
Trata-se do chamado “fogo amigo”.
«Quer-nos parecer que a forma que muitos docentes encontraram para manifestarem o seu desânimo,e desacordo,foi a falta de comparência.»
Terá sido esse também o motivo pelo qual “só” estiveram 100.000 na Marcha? Será que os restantes 40 ou 50 mil estavam em desacordo?
Um banho de água fria talvez não fosse mau de todo.
Abril 16, 2008 at 9:39 pm
Isto era absolutamente desnecessário mas da parte dos sindicatos…Mas há uma coisa que a mim me faz confusão. Durante todo o dia D houve vários blogs, o do Paulo inclusive, que davam a relação das escolas e agrupamentos que tinham votado a favor e contra o memorando. De todas as listas que os vários blogs apresentaram todas elas, sem excepção, davam uma vantagem muito significativa ao lado dos que estavam contra e isto durante todo o dia. Às dezanove horas ainda antes da primeira declaração de vitória “esmagador” do Nogueira já o João Silva das FNE também cantava de galo aos microfones da TSF.
Pergunta: expliquem-me racionalmente como é que isto aconteceu?
Espero ansiosamente pelos doutos comentários dos meus colegas…
Abril 16, 2008 at 9:40 pm
VejAM O VALTER LEMOS NO SEU LOCAL DE TRABALHO..
Abril 16, 2008 at 9:42 pm
Se agem de boa-fé, que apresentem os resultados escola a escola. Não é com atitudes de engraçadinho, como este comentário do senhor Nogueira (”Vozes de burro não chegam ao céu, por isso esperemos que não escoiceiem perto de nós”) que se leva a água ao moinho.
C.P (comentário 4) há várias escolas dos concelhos de Almada e Seixal, onde a moção da plataforma foi aprovada por idêntica votação. As pessoas sentiram-se de tal forma desiludidas com o “entendimento” que decidiram virar costas à iniciativa do dia D.
Abril 16, 2008 at 9:42 pm
N um país em que em 1580 os nobres se venderam por 3o dinheiros á Espanha e em 1640 só fizeram a independencia por causa da crise economica de espanha e da perda das suAS MORDOMIAS DO QUE É QUE ESTVAM +Á ESPERA?
Abril 16, 2008 at 9:43 pm
É isso, L&L!
Também concordo com o Paulo, até porque com notícias destas nos OCS, voltamos a dar a imagem que sempre tivemos: de grande falta de espírito de classe.
Nesta altura e pensando nas lutas que nos esperam, é muito, mas mesmo muito negativo.
Nem sei mais o que dizer…
Abril 16, 2008 at 9:43 pm
António Mota: eu também estou pesarosa ( esta palavra ainda existe?) , mas , apesar do exagero dos números, li agora o texto da conferência de imprensa , e parece-me correcto. As questões que os professores t~em e os movimentos com a plataforma – e até acho que lhe deviam mostrar as suas posições , pode fazer-se sem alardes e sem fazer crer que estamos divididos.
Se na sua Escola já andam outra vez com as fichinhas que tal devolvê-las à proced~encia para as estudarem melhor? digo eu…
E diz a Plataforma. Entendimento” – é importante para os professores, mas não resolve as questões de fundo, pelo que deverá manter-se uma forte acção sindical e reivindicativa”. Portanto, não desmobilizar!
Abril 16, 2008 at 9:44 pm
A avaliação mesmo sem o “entendimento” do sindicato iria ser aplicada no próximo ano lectivo, apesar da nossa esperança na sua anulação. Agora é aplicado a titulo esperimental ( apesar de ter algumas reservas nesse esperimental) o que é alguma esperança. A ME foi muito clara nas suas intervenções e estava a apoiar-se nas escolas que já tinham o processo em marcha.
Ainda me lembro de ver na televisão, uma colega contratada a ser avaliada, penso que em Fevereiro, no último mês de gravidez, na escola secundária de Amarante. Quem lhe vai pedir responsabilidades a esse PCE pela sua precipitação! Temos de ser solidários e unidos!
Sou sindicalizada, não votei a favor, nem contra o entendimento!
Abril 16, 2008 at 9:45 pm
L&L estavas aí e nem te via… boa noite, menina… vês que hoje estás mais animada!!!
Abril 16, 2008 at 9:46 pm
SE QUEREM SABER A VERDADE QUE SE LIXEM TODOS INCLUINDO O PAÍS!..
A MEU VER SÓ OS COCK SUCKUERS FICaram a ganhar com este acordo mas como existem muitos nAS ESCOLAS TÁ-SE A VER ONDE ISTO VAI PARA…
Como eu não possuo
Como eu desejo a que ali vai na rua,
tão ágil, tão agreste, tão de amor…
Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!…
Desejo errado… Se eu a tivera um dia,
toda sem véus, a carne estilizada
sob o meu corpo arfando transbordada,
nem mesmo assim – ó ânsia! – eu a teria…
Eu vibraria só agonizante
sobre o seu corpo de êxtases dourados,
se fosse aqueles seios transtornados,
se fosse aquele sexo aglutinante…
De embate ao meu amor todo me ruo,
e vejo-me em destroço até vencendo:
é que eu teria só, sentindo e sendo
aquilo que estrebucho e não possuo.
tAL COMO TODOS NÓS..
Abril 16, 2008 at 9:46 pm
Uma coisa podemos ter como certa. Ninguém acredita que o ME revogue amanhã o ECD ou se chegue à frente com propostas para alterar a divisão em categorias, modelo de avaliação, estatuto do aluno, gestão, etc.
De uma coisa estou certo, a nosssa ida para a rua, no momento certo, vai ser uma certeza. Confio que a plataforma sindical, neste momento, não tem dúvidas acerca do que os professores pensam. Não terão coragem para decidir contra o que é fácil de ver.
Não sou sindicalizado, embora tenha estado no parto do movimento sindical de professores. Neste momento merecem a minha confiança. Saberei decidir se fui traído.
Abril 16, 2008 at 9:46 pm
+Experimental
Abril 16, 2008 at 9:48 pm
Não havia necessidade!!!
Abril 16, 2008 at 9:54 pm
As declarações do Mário Nogueira, assim como de alguns elementos críticos são desnecessárias neste momento.
Quem não tem carapaça e estaleca para andar à chuva, opte por contar até 100 antes de dispara(ta)r.
Abril 16, 2008 at 9:57 pm
Não percebi! Ao fim do dia já não consigo raciocinar!
Abril 16, 2008 at 9:58 pm
Mais uma acha para a fogueira: no site do SPGL está uma sondagem na qual participei agora mesmo, que diz: “O “Entendimento” obtido no dia 12 de Abril entre a Plataforma Sindical e o ME é: um texto inaceitável (72%), um texto aceitável (24%), um bom texto (4%). E depois querem que confiemos neles. Acho que deram um bom tiro nos pés e traíram os 100.000. Já agora também gostava de ver os tais resultados, mas a sério (já sei de escolas sede de agrupamento onde não houve sequer qualquer actividade do dia D. Se calhar foram essas que deram a esmagadora vitória).
Abril 16, 2008 at 9:58 pm
@ Land of Confusion cita Sá-Carneiro… até me ajuda a engolir melhor todo o fel que anda a boiar nas nossas escolas, neste infernal ano lectivo.
Amigo Mota… com que então “fichinhas”… pois é, elas “andam aí”!
Felizmente, na minha escola, nem fichas, nem grelhas, nem simples, nem complicado… ficamos à espera das “boas práticas” e depois.. veremos! E pode crer, poderemos até aprovar as “fichinhas” quando não tivermos outro remédio… mas que depois nos sujeitemos, na escola, a ser avaliados com elas já outra conversa!
Abril 16, 2008 at 10:03 pm
hoje no meu departamento mostraram as fichinhas com a informação do Pedreira, mas só as vimos de longe, afinal estão ultrapassadas até nova ordem,cicular que explica as providecias cautelosas, decreto, Gabinete da Minstra,, B087848809508437784567BBBBBB lei, etc
adoro números com letras!!
nada está aprovado na minha escola
continuamos a aguardar!!!
Abril 16, 2008 at 10:07 pm
António Mota, se na sua escola, hoje, estiveram a tratar de fichinhas, estiveram a fazer mal.
E é pena que não se tenham insurgido.
Antes de mais neste momento, agora que o memorando foi ratificado pelos professores e irá ser assinado manhã , as Escolas deviam esperar por novas orientações.
A ME tem de enviar às escolas novas orientações.
E é dessa forma que se irá provar que a senhora tem estado equivocada, quando diz que a avaliação não foi suspensa.
A senhora vai ter de enviar para as escolas despachos a dizer que a avaliação dos contratos vai ser apenas simplificada e uniformizada.
Por isso a luta continua nas escolas a exigir aos CE o cumprimento daquilo que consta do memorando.
Aconselho a sua leitura atenta, em particular o ponto 4.
Com o objectivo de garantir o acompanhamento, pelas associações sindicais representativas do pessoal docente, do regime de avaliação de desempenho dos Professores, proceder-se-á até ao final de Abril à constituição de uma comissão paritária com a administração educativa, que terá acesso a todos os documentos de reflexão e avaliação do modelo que venham a ser produzidos pelas escolas e pelo Conselho Científico da Avaliação de Professores.
Compete a esta comissão paritária, tendo em sua posse a documentação referida e outra que considere adequada, preparar a negociação das alterações a introduzir ao modelo de avaliação.
Estabelecr-se-ão as regras que permitam a participação ou audição de peritos indicados pelas associações representativas do pessoal docente em reuniões do Conselho Científico da Avaliação de Professores, a sua solicitação ou a convite da sua presidente.
Abril 16, 2008 at 10:07 pm
Na minha, já há fichinhas e até se vai avançar para a sua experimentação este ano. Não sei quem serão as cobaias. Aguardo.
Abril 16, 2008 at 10:09 pm
Penso que não haverá alterações em relação ao modelo a implementar para o ano.
Certo é que ele já foi aceite e só poderá, eventualmente, sofrer uma ou outra alteração.
Abril 16, 2008 at 10:10 pm
As eventuais alterações, como sabem, a existir só em 2009. O próximo ano lectivo é para aguentar!
Abril 16, 2008 at 10:11 pm
Algumas coisas:
1. Julgo que houve sensatez na decisão dos sindicatos e eu não nutro especial admiração pela sua acção. Hoje em dia, os conflitos derimem-se perante a opinião pública. Ela não está conquistada para a causa dos professores. Está dividida, a outra parte tem os seus apoiantes. Veja-se este post no “Da Literatura”: http://daliteratura.blogspot.com/2008/04/luta-continua.html#links
Leia-se a odiosa parte final.
2. Por seu turno, os sindicatos devem respeitar os movimentos cívicos. Foram eles e blogs como este que deram vida à movimentação dos professores. É preciso convergir e não divergir.
3. A manifestação de 8 de Março é, também para os professores, muito difícil de digerir. Se estivéssemos dispostos a paralisar as escolas de forma substancial e até à satisfação total das nossas posições poderíamos ter uma posição radical. Mas que percentagem estaria disposta a tal? Não havendo base para esse tipo de acção, há que entrar num jogo prolongado de avanços e recuos, fazendo pressão aqui, recuando acolá, aceitando alguns compromissos.
4. Julgo que o futuro está em aberto (isto significa que pode ser melhor, mas também pode ser pior), mas nunca mais voltaremos à situação em que se estava antes deste governo. Há que cuidar muito bem do futuro, para pôr de lado o presente negro em que as escolas vivem e contribuir para uma escola melhor para os nossos alunos e para os que nelas trabalham.
Abril 16, 2008 at 10:12 pm
Paulo Guinote: que disse mais o Mário Nogueira?
Abril 16, 2008 at 10:15 pm
O 2/2008 está em vigor!O que se está a fazer é só um “intervalo”. A novela segue dentro de momentos…e o problema é que o primeiro episódio é de 2007/2008. Preparem-se para um Setembro a doer.Não tenhamos dúvidas. A haver alterações (e creio que as haverá, mas por questões de agenda política) só lá para o fim do próximo ano lectivo. E até lá vai ser de doidos…
Abril 16, 2008 at 10:16 pm
Não sei como é que os sindicatos vão lutar contra o ECD se o aceitaram implicitamente quando aceitaram este modelo de avaliação. Não é verdade que tem de haver Titulares?
O modelo de Gestão foi aceite. A cedência (já prevista)foi adiar o seu início.
Parece-me que estas realidades vão fazer parte do nosso futuro. Imaginem até aos 65/70 anos de idade!!!
Abril 16, 2008 at 10:17 pm
Virar as costas ao dia D… não sei se o fizeram por desânimo, por já não acreditarem , se assim foi…TENHAM PACIÊNCIA se esmorecem assim, com tanta facilidade não vos quero por meus colegas.Na minha escola a resposta foi não, mas se estivemos reunidos das 8.30 até às 16.30, fechados num anfiteatro, não foi só com o objectivo de aprovar ou não aprovar o “entendimento”.Decididamente aproveitamos parat redigir um texto reinvindicando e relembrando o que ficou aprovado na reunião do dia 8 de março. Não me arranjem desculpas.
Abril 16, 2008 at 10:17 pm
anónimo: Eu não entendo. Como vão avançar com a avaliação? Só se os professores quiserem… têm o processo todo pronto??? Aceitaram de bom grado as grelhas? Não as discutiram? Só a elaboração das grelhas dá pano para mangas, a não ser que vão apra a reunião e fiuqem caladinhos a ver passar as fichas… eu, como sou muito veemente adefender os meus pontos de vista…
Abril 16, 2008 at 10:19 pm
mariaprof: mas nós podemos lutar nas escolas…
O Paulo está ver o jogo do Sporting… espero que não lhe dê nenhum ataque … que aqui em casa é só gritos… ganha o sporting 4 -3…
Abril 16, 2008 at 10:19 pm
Tópico:
“o número exacto de professores que aprovaram o memorando de entendimento”
Pelo que tenho conhecimento o memorando não estava a votação.
Em muitas escolas existiu uma discordância com o memorando de entendimento, mas com uma aprovação por larga maioria da moção apresentada pela plataforma.
este é um exemplo:
http://arlindovsky.wordpress.com/2008/04/16/agrupamento-de-escolas-das-marinhas/
O sentido de voto favorável à moção, não se pode confundir com a reacção dos professores ao entendimento.
A reacção negativa, em muitos locais, ao entendimento deve ser vista como uma pressão à plataforma para não esmorecer a luta.
Parece-me que isso foi importante pois as acções para o dia 21 de Abril vão manter-se contra o que eu suponha com a assinatura deste entendimento.
Abril 16, 2008 at 10:20 pm
coment. 36
Já não falta muito. As coisas vão andando. Aliás, já estavam há algum tempo.
É verdade, pouca discussão. Não há stresses. É para levar na calma. Enfim…
Abril 16, 2008 at 10:20 pm
colega. de qualquer modo, as escolas que reuiram ontem DIA D procuraram discutir e debater … se alguns já estão de férias ou acomodados , problema deles…
Abril 16, 2008 at 10:21 pm
renda:
Notícia do JN:
“Os sindicatos cantaram vitória, mas o entendimento entre Plataforma Sindical e Ministério da Educação sobre o regime de avaliação, a oficializar amanhã, ameaça a união do sector, até agora inquestionável após o êxito da Marcha da Indignação. Os dirigentes sindicais afinam o discurso. Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, classificou de “ataques” as críticas que desvalorizam o entendimento e garante que o apoio dos professores é “esmagador”.
O presidente do Sindep, Carlos Chagas, para acalmar os ânimos numa secundária de Queluz, alertou que “o pior está para vir” os contratos individuais de trabalho. A Plataforma Sindical reúne hoje para um balanço do “Dia D”, mas ontem Mário Nogueira já afastava o recurso à greve ou outros protestos. “Os professores vão manter-se em forte acção reivindicativa contra a política educativa”, assegurou, porém, tendo 1 de Maio por horizonte.
Na Comissão Parlamentar de Educação, Maria de Lurdes Rodrigues insistiu que o Governo “só conjugou o verbo fazer”. Não recuou, nem cedeu. A ex-responsável pela pasta, Ana Benavente, considera que foram os sindicatos a ceder a um “mau acordo”, no que parece ter sido, aliás, a leitura de movimentos e professores críticos. Apesar de centenas de professores terem aprovado a moção que permite à Plataforma assinar o entendimento amanhã, são cada vez mais os docentes que criticam o documento por “legitimar o modelo de avaliação”. Em Vila Real, tal como em Queluz, vários docentes votaram contra a moção e pronunciaram-se contra a assinatura do entendimento. E na Escola Secundária 2,3 da Clara de Resende, no Porto, 66 professores rejeitaram o protocolo e manifestaram-se “espantados” com o desbaratar, pela Plataforma Sindical, “do capital histórico de descontentamento” averbado na Marcha da Indignação.
“Vozes de burro não chegam ao céu, por isso esperemos que não escoiceiem perto de nós”, ironizou Mário Nogueira. “Não somos nada se não tivermos os professores connosco”, apelou o presidente do Sindep, face às críticas dos docentes no decurso de uma das 1300 reuniões que se realizaram ontem pelo país. Nelas os dirigentes sindicais tentaram “esclarecer” os professores dos “bastidores” do entendimento. No entanto, a palavra “acordo” nunca é mencionada porque as divergências de fundo, em relação à política educativa, se mantém. “A luta não acabou”, isto é mais um episódio”, ouviu-se por todo o país.
O polémico entendimento prevê a avaliação simplificada e uniformizada para os sete mil professores contratados ou em vias de progressão que tinham de ser avaliados este ano lectivo – mediante a ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço atribuído e a participação em acções de formação. Os docentes com Regular ou Insuficiente neste primeiro ciclo de avaliações (até 2009) serão reavaliados no ano seguinte, não sofrendo penalizações pela primeira classificação.
Para acalmar os ânimos, Carlos Chagas disse que os sindicatos estão preocupados com o “que está para vir” contratos individuais de trabalho.
O presidente do Sindep garantiu que a ideia de os docentes perderem o estatuto de funcionário público e terem vínculo directo à escola foi mencionada nas negociações sobre o ECD com a equipa ministerial. Reforma, garantiu, que o Governo gostaria de executar com alguma brevidade. “Talvez no próximo mandato”.
Abril 16, 2008 at 10:22 pm
Lamento discordar, mas acho que a Plataforma tem que revelar quantos professores consideraram o entendimento entre o ME e a PS aceitável. Estive em Lisboa, eu e mais 100 000 professores, porque considero abjecto, e suponho que os outros 100 000 também, o modelo de avaliação do desempoenho dos professores. Acho estranho que o Mário Nogueira afirme ao órgãos de comunicação social que o modelo é incoerente, injusto, inaplicável e depois venha assinar um memorando de entendimento que prevê aplicá-lo a todos os professores, sem qualquer garantia de coerência, de justiça, de aplicabilidade que lhe notava faltar antes.
Nem sequer é argumento forte a avaliação aos professores contratados (não chegam a 5000); o ME já tinha previsto e tornado público um sistem transitório de avaliação bem menos pesado que este.
Não encontro justificação para a assinatura do entendimento. Considero que foram goradas as expectativas dos 100 000 professores de que, no mínimo, a Plataforma mantivesse uma posição forte e não se deixasse levar por chantagens governativas.
Mas há sempre uma razão: o Mário Nogueira devia explicar, sem medos, o que aconteceria à Plataforma – à união entre os sindicatos – se, desta vez, a FENPROF não acompanhasse outros sindicatos, useiros e vezeiros em acordos de última hora, não raramente sem cuidar dos interesses legítimos dos professores.
Abril 16, 2008 at 10:23 pm
Estão todos muito contentes: sindicatos, ministra, governo… E nós também vamos ficar. Esperem até as coisas começarem a rolar!
Abril 16, 2008 at 10:24 pm
arlindovsky: só que não se podia desligar a moção do memorando : uma dava o aval à ssinatura do outro… foi o meu entendimento da questão.
Abril 16, 2008 at 10:25 pm
Grito VERDE!!!… 5-3 …
Um abraço, Paulo!
Abril 16, 2008 at 10:25 pm
Precisamente! a moção era uma “procuração” passada pelos profs para a assinatura do “entendimento”
Abril 16, 2008 at 10:25 pm
Houve gente que não entendeu o que estava em causa. Hoje apercebi-me que “cairam na real” mas já vão um bocadinho tarde!
Abril 16, 2008 at 10:26 pm
Ao contrário do Paulo concordo absolutamente com o artigo de Santana Castilho, eu não conseguiria expressar melhor o que sinto. Se a preocupação do Paulo é a divisão dos professores porque não se pronunciou também contra as declarações de Mário Nogueira do tipo ” vozes de burro não chegam ao céu”. Têm nível e respeitam claramente os que não estão de acordo, não haja dúvida!!! Fiquei a pensar que ele também deve achar que sou uma professorzeca…
Abril 16, 2008 at 10:27 pm
Homem de pouca fé: por que razão não mandam as opiniões para a fenprof ou plataforma, se têm o contacto??? Era bom fazer-lhes chegar o sentir dos professores.
Abril 16, 2008 at 10:28 pm
laranjalima: mas que disse o Mário Nogueira? e quando? o texto que está no site da fenprof parece-me correcto ( excepto o exagero dos números). escapou-me alguma coisa?
Abril 16, 2008 at 10:29 pm
mariaprof: por isso os profs tinham que conhecer ambos e em algumas escolas só leram a moção…ora assim…
Abril 16, 2008 at 10:29 pm
Eu também gostava de saber. De ver, até.
Publiquei o que penso esta tarde aqui
http://sinistraministra.blogspot.com/2008/04/onde-esto-os-documentos-onde-esto.html
E acho que faz muito sentido.
Francisco Trindade, agora, há quem prefira juntar-se a eles … felizmente, há quem não possa com muita coisa. Geralmente, são os que fazem a diferença.
E por mais que digam, não me vão fazer sentir mal por estar indignada e triste. E o argumento que nós é que estamos a estilhaçar ou separar é falso. Quem nos separou DELES foi a plataforma e antes, o governo.
Como classe, sempre existimos. Agora vamos desaparecer. Então com esta ’softiness’ é num ápice.
Coragem, precisa-se!
Abril 16, 2008 at 10:31 pm
e mais, o meu sindicato sabe exactamente o que eu penso e o Mário Nogueira também!
Abril 16, 2008 at 10:35 pm
renda:
então leram mal. Poruqe o texto dizia e cito: “Por estas razões, a Plataforma Sindical dos Professores deverá
subscrever uma declaração conjunta com o Ministério da Educação que, para
além do memorando de entendimento, contenha as apreciações dos Sindicatos dos
Professores, necessariamente negativas, sobre a política educativa do Governo(…)
ora, nas entrelinhas diz-se muito…às vezes mais do que…
Abril 16, 2008 at 10:35 pm
Moriae : então hoje a tristeza impera por aí pela sinistra? Não me digas!!! Temos que levantar o ânimo… algo tem que acontecer. Acho que os professores ainda não perceberam o poder que têm se se unirem…
Abril 16, 2008 at 10:36 pm
e aqule smile não está ali a fazer nada…desculpa
Abril 16, 2008 at 10:36 pm
Acho que devemos manifestar sempre o nosso agrado/desagrado aos sindicatos.
Abril 16, 2008 at 10:39 pm
O PROmova é consequente.
Desde o início da contestação, de que os sindicatos (até aí a ver passar navios) trataram de se apropriar, este movimento chamou a atenção para o erro que era eleger o modelo de avaliação imposto pelo ME como problema central. A montante, e suportando o tal modelo de natureza não promotora mas punitiva, estava a divisão da carreira docente e o imoral “concurso”, perdão, sorteio para titular (professor diferente dos demais porque “altamente qualificado” – Mª de Lurdes Rodrigues dixit) de Junho passado.
De facto, tem efeito perverso a exibição destas quezílias internas. Mas reconheça-se a relevância das preocupações do PROmova que parecem ficar definitivamente comprometidas com este “entendimento”
Abril 16, 2008 at 10:39 pm
Penso que este “entendimento” enfraquece claramente a nossa posição, a força dos 100 000!
Mas vamos continuar!! Onde é que é agora? É a 1 de Maio? Lá estarei!!
Abril 16, 2008 at 10:40 pm
Moriae: … e se se mantiverem unidos!!! eu também já escrevi ao Mário Nogueira para o site da Fenprof, porque acho que assim é que lhes fazemos chegar as nossas ideias… mas os mais novos não podem acomodar-se – falo pela minha escola e outras – à espera que sejam os mais velhos prestes a aposentar-se que dêem a cara por eles… Eles é que vão ficar a defender a Escola… eu falarei – até falo de mais às vezes e de forma tão veemente que muitos acham que estou enervada nessas ocasiões quando defendo os meus argumentos – até ao fim, mas às vezes sinto-me desamparada por quem devia estar na linha da frente.
Abril 16, 2008 at 10:43 pm
Desculpem lá colegas, mas VIVA O SPOOOOOORRRRTING!!!!!!!!!!!
António
Abril 16, 2008 at 10:45 pm
Um dos colegas da plataforma naminha escola quis argumentar com o nº dos 100 000 para defender a aprovação da moção… e eu disse-lhe que num país normal, a marcha dos 100 000 teria bastado para fazer cair a equipa do ME por isso é que aquele memorando não servia … e que nem a luta podia ser feita só dentro dos muros da Escola mas na rua.
Com a veemência do costume que as pessoas que não me conhecem bem, acham que estou zangada… e estava com os do costume…
Abril 16, 2008 at 10:47 pm
António: mas eu já tinha dito o resultado que aqui em casa foi cada grito verde … Então VIva o Sporting… Quero ver quando for o Prto Sporting… vai ser lindo aqui em casa.
Abril 16, 2008 at 10:50 pm
Que o memorando de entendimento sabe a pouco, parece consensual;
Que haja uma estratégia «inteligente» por parte dos signatários de amanhã, de um e do outro lado, também não oferece dúvidas. Então o que sobra? A incerteza – enorme – em que , no geral, se lança o processo todo – e isto aflige muitos dos que acreditam – e com razão – que o movimento que culminou no Oito de Março teve contributos fortíssimos extra-sindicatos e anti-sindicatos. Neste contexto, é perfeitamente admissível que essas vozes, do lado dos professores, não se conformem. Que fazer então? O tempo, no curto prazo, vai ditar as regras (antes de 31 de Dezembro, por certo). Até pode suceder que haja «males» que vêm por bem e que os professores precisem de cavar camadas mais fundas, expondo-se mais ainda do que em Oito de Março – só que, entretanto, vão aparecer coletes de forças.
Ouvi Santana Castilho ainda a quente, na SIC Notícias, e entendi perfeitamente o que ele quis dizer (há aquela história do prato de lentilhas, com nuances e sem querer insultar ninguém, evidentemente).
De todo o modo, o mundo não acaba em 2008, nada faz prever que isso aconteça.
Abril 16, 2008 at 10:51 pm
Haja “dranquilidade”, então.
Abril 16, 2008 at 10:53 pm
tranquilidade???
já passou o tempo disso…só para relembrar:
Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas…
Primeiro, eles vieram atrás dos comunistas.
E eu não protestei, porque não era comunista.
Depois, eles vieram pelos socialistas
e eu não disse nada, porque não era socialista.
Mais tarde, eles vieram atrás dos líderes sindicais.
E eu calei, porque não era líder sindical.
Então, foi a vez dos judeus.
E eu permaneci em silêncio porque não era judeu.
Finalmente, vieram me buscar.
E já não havia ninguém para protestar.
Abril 16, 2008 at 10:53 pm
Efectivamente vozes de burro não chegaram ao céu… do camarada Mário…Foi para o lado que ele dormiu melhor. Lamentável, é só o que me apraz dizer…até porque eu OUVI-O DIZER O QUE DISSE! Ninguém mo contou!!!
Abril 16, 2008 at 10:55 pm
MARIA ANA
mAS QUE DISSE O mÁRIO nOGUEIRA??? eSTOU A LESTE
eSTAMOS NO POST MAIS RECENTE, VENHAM PARA LÁ…
Abril 16, 2008 at 10:57 pm
Renda,
pois … como não estar triste? As coisas poderiam ter acontecido na mesma mas detestei a forma como a plataforma falou de nós, a forma como agiu connosco …
Acho que sim, todos devemos dizer o que pensamos. Eu fiz isso desde o início. Aliás, fui partilhando o percurso dos meus pensamentos … mudei de postura ao longo do caminho sim … e com muita pena.
Ainda não me des-sindicalizei. Já ponderei tal e tb já o referi a um elemento do meu sindicato, pessoa que muito respeito.
Renda, temos força se quisermos. Mas com esta postura entre a diplomacia e o ‘juntar-se a eles’ mesmo que desagradados, não sei.
Agora andam lá no blogue a dizer que estamos a dividir … francamente … partiram-me toda e não hei-de reagir?
Com a Gestão e com o facto de deixarmos de ser função pública … este ECD vai à vida num instante … Por isso, porque nada foi claro, enfim. É melhor ir descansar. Foram dias intensos. Acreditem que tenho dado o meu melhor.
Renda, um beijinho grato
Abril 16, 2008 at 10:57 pm
Rendadebilros
Declarações que estão ou no JN ou no DN, não sei precisar em qual dos dois.
Abril 16, 2008 at 11:00 pm
Quantos e quem são a PROmova?
Se amanhã tiverem novo convite para ir ao prós&contras já têm membros suficientes para preencher os lugares que a realização lhes atribuir, ou terão que voltar a oferecer os convites para fingir que são muitos?
Abril 16, 2008 at 11:04 pm
Porra.
Já leram com atenção o entendimento?!
Não vou aqui transcrever o texto todo. Cito apenas um dos pontos, o 4º:
Com o objectivo de garantir o acompanhamento, pelas associações sindicais representativas do pessoal docente, do regime de avaliação de desempenho dos Professores, proceder-se-á até ao final de Abril à constituição de uma comissão paritária com a administração educativa, que terá acesso a todos os documentos de reflexão e avaliação do modelo que venham a ser produzidos pelas escolas e pelo Conselho Científico da Avaliação de Professores.
Compete a esta comissão paritária, tendo em sua posse a documentação referida e outra que considere adequada, preparar a negociação das alterações a introduzir ao modelo de avaliação.
Estabelecr-se-ão as regras que permitam a participação ou audição de peritos indicados pelas associações representativas do pessoal docente em reuniões do Conselho Científico da Avaliação de Professores, a sua solicitação ou a convite da sua presidente.
________________
Desculpem, mas até à madrugada do dia 12, quando é que alguma vez o ministério da educação admitia que os Sindicatos, que são quem nos tem representado sempre, quer gostemos ou não, quer queiramos ou não, pudessem participar neste modelo de avaliação?!
Queriam o quê? Milagres?!
Parece-me a mim que queriam continuar a ser avaliados como antes: SATISFAZ, fizesse chuva ou Sol.
Conto, de novo, um episódio que já deixei aí para baixo noutra caixa de comentários:
Ontem, na reunião sindical, uma professora titular, coordenadora de departamento, perguntou:
- E agora os professores titulares ainda têm de fazer acções de formação?
Acrescento que esta colega já estava no 10º Escalão e portanto já tinha há muito deixado de as fazer…
E deixo também estas palavras de alguém escritas há muito:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Abril 16, 2008 at 11:04 pm
O post mais recente está a ser alvo de ataques terroristas. Bolas!
Abril 16, 2008 at 11:05 pm
Desculpem o P**** inicial.
Abril 16, 2008 at 11:11 pm
Serão mais do que pretende dar a entender, caro fjsantos. E como a presunção é como a água benta, ouso tomar da mesma tanta que me permita concluir que é um dos colegas “altamente qualificados” a quem a sorte sorriu em junho passado. Parabéns. Quem não tirou a rifa certa, que se amanhe.
Abril 16, 2008 at 11:11 pm
Antonio Mota comentario 8 tem TODA a razão.
Abril 16, 2008 at 11:12 pm
SER PROFESSOR
Ser professor é ser artista,
malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã e avó,
é ser palhaço, estilhaço,
É ser ciência, paciência…
É ser informação,
é ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?… Muito.
Defendido? Nunca.
O seu filho passou?…
Claro, é um génio.
Não passou?
O professor não ensinou.
Ser professor…
É um vício ou vocação?
É outra coisa…
É ter nas mãos o mundo de
AMANHÃ
AMANHÃ
os alunos vão-se…
e ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de
Cultura
e ele, o professor,
vai despejando
com toda a ternura,
o saber, a Orientação
nas cabecinhas novas que
amanhã
luzirão no firmamento da
Pátria.
Fica a saudade…
a Amizade.
O pagamento real?
Só na eternidade.
Abril 16, 2008 at 11:34 pm
Qualquer dia não têm titulares! (riso)
Então este não foi sempre o objectivo deste governo socratiano neoliberal selvagem de matriz fascista!?:
Qualquer dia é ver professores a 500 euros o mês a recibos verdes!
Duvidam?:
http://www.scribd.com/doc/2554584/PD-Presidente-do-Agrupamento-de-Escolas-Af
Abril 16, 2008 at 11:35 pm
Liberdade precisa-se:
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Abril 16, 2008 at 11:42 pm
Olá a todos,
Desculpem-me, mas tenho que vos citar parte de um texto de Van Gogh:
Desenhar o que é? Como se lá chega? É o acto de abrir passagem através de uma parede de ferro invisível que parece colocada entre o que sentimos e o que podemos. Como deve atravessar-se tal parede, pois de nada serve bater-lhe forte, a parede deve ser minada e atravessada com uma lima, lentamente e com paciência, na minha opinião.
Desculpem colegas, mas parece-me que muitos de já se esqueceram qual é a parede que devem minar, o que é pena.
Temos muito trabalho pela frente, e se começamos a mandar os nossos pela borda fora, não chegamos lá!
Abril 16, 2008 at 11:52 pm
fjsantos (71),
Os sindicatos vão claramente a reboque dos professores. E é de MUITO louvor TODOS os movimentos cívicos de professores, todos os professores que se indignaram e ajudam os outros a perceber o total desastre para o país a manter-se esta total aberração “civilizacional”.
O Mario Nogueira não gosta. Eu sei.
Problema dele.
Abril 17, 2008 at 12:21 am
Esperem pelo Texto final que aparecerá amanhã (isto se a sinistra não aparecer com outra cartada na manga… dando o dito por não dito). Depois falamos. Eu continuo a achar que esta foi uma boa solução para o resto deste ano lectivo e abre portas a novas formas de luta já para Setembro…
Abril 17, 2008 at 1:06 am
respsota ao post 71
Quantos são não é o mais importante. O que interessa é o valor dos argumentos que apresentam!
Quem são? São professores do distrito de Vila Real.E têm mais valor que o Nogueira e comparsas que de professores não têm nada! De burocratas parecem terem tudo…
Abril 17, 2008 at 1:11 am
ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES!!!!
Acabei de escrever um texto a fim de deixar de estar sindicalizado….
Não devia ter confiado em professores primários!!!!!
Nada mais tenho a dizer sobre esta corja!!!
Dou aulas só há 34 anos!!!!
Já tenho idade suficiente para ter juízo….
Abril 17, 2008 at 1:39 am
A este propósito, vale a pena reflectir sobre esta questão:
http://psitasideo.blogspot.com/2008/04/mais-um-impedimento-na-avaliao-de.html
Abril 17, 2008 at 1:57 am
“Temos muito trabalho pela frente, e se começamos a mandar os nossos pela borda fora, não chegamos lá!”
“Vozes de burro não chegam ao céu”
Quem é que manda quem pela borda fora?
Mário Nogueira, que é professor no activo há mais de três lustros, não merece qualquer consideração dos burros deste país. Se ainda tiver alguma vergonha na cara, coisa de que duvido, deve demitir-se imediatamente.
Camarada Nogeira: DEMITA-SE!
Abril 17, 2008 at 8:22 am
Sugestões:
1. Não comparecer (maciçamente) nas manifestações previstas para as 2.ªas-feiras. Mostrar a estes senhores da plataforma que não mandam nas “vozes de burro”.
2. Rejeição aos sindicatos – dessindicalizações (em massa).
3. Preparação para recomeço da luta, sem qualquer ligação a qualquer sindicato (saberemos encontrar quem nos represente com a dignidade merecida).
Sim, sou professor. Não, não quero dividir a classe (isso já os sindicatos fizeram).
Abril 17, 2008 at 8:57 am
O Paulo Guinote parece agora, vá-se lá saber porquê, apresentar alguns tiques estranhos, nomeadamente o de considerar um perigo a exposição pública das diferenças de opinião.
Sinceramente não compreendo esta dificuldade em aceitar que o pior que pode existir para a democracia e a liberdade é a lei do silêncio e a lealdade à seita.
Este espírito conspirativo e clandestino que era uma prática sagrada durante o salazarismo, transferiu-se para a actualidade em forma de corrupção e tráfico de favores, com custos elevadíssimos em termos de liberdade de opinião e de participação cívica, sendo um dos principais cancros do país.
Sabendo que nem tudo pode ou deve ser “transparente”, ainda assim custa-me a entender tanta preocupação pela exposição das diferenças de opinião e respectivas perspectivas.
Parece-me muito mais perigosa a convicção de que certas estruturas burocráticas possam ser modificadas por dentro, ou por processos “pedagógicos”.
Abril 17, 2008 at 6:04 pm
Cala-te Palerma(h5n1).